CRÔNICAS

Rio Negro: recolhendo os passos dos nossos mortos

Em: 07 de Fevereiro de 2021 Visualizações: 2672
Rio Negro: recolhendo os passos dos nossos mortos

Isaías Baniwa, 53 anos, líder indígena de projeção nacional, nascido lá em Ucuqui Cachoeira, berço da humanidade e “umbigo do mundo”.

Valdomiro Arara, outro líder indígena Baniwa, guardião da floresta, saboreava sempre o mingau de farinha (kamokaa) e de tapioca (mitti).  

Valeriano Baré, 78 anos, sábio performático nascido no Rio Preto – Santa Isabel, gostava de contar histórias para seu neto Fidelis Baniwa.

Quintina Tuyuka, 74 anos, dona de mãos mágicas que temperavam como ninguém a quinhapira, o “prato nacional” do Rio Negro.  

Nesta semana, nenhum deles pôde dar o seu último adeus. Os três homens estão entre os 953 indígenas mortos no Brasil por Covid-19, com 47.937 casos de infectados pertencentes a 161 povos, segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Já ela, sequer faz parte das estatísticas, porque teria testado negativo para o Covid-19, segundo seu neto Orlindo Ramos.

A chave para entender essas mortes talvez se encontre no discurso idealizado de Braz França, da nação Baré, um dos fundadores da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn):  

- Os nossos antepassados há 500 anos viviam livres e sadios. Se eles vissem a situação em que hoje estamos e a gente pudesse perguntar qual o segredo do bem-estar e da liberdade que gozavam, certamente nos responderiam: Nós não éramos índios.

Desta forma, Braz representa o processo colonial. Não que tudo fosse antes um paraíso, mas não era o inferno em que se transformou. “Índio”, efetivamente, é uma categoria inventada pelo colonizador que invadiu aldeias, escravizou seus habitantes, usurpou suas terras e trouxe epidemias responsáveis pela “maior catástrofe demográfica da história da humanidade”, na avaliação dos pesquisadores da Escola de Berkeley que estudaram o período colonial. Foi aí que mais de mil nações falantes de diferentes línguas foram denominadas de “índios”, numa tentativa de banalizar e apagar as singularidade de cada uma.

O povo do rio  

São cinco séculos de resistência - comentou Isaías Pereira Fontes, da nação Baniwa, durante lançamento do livro “Baré: Povo do Rio” no SESC Pompeia (SP), em 2015, após a fala de Eduardo Viveiros de Castro na mesa da qual fazíamos parte. Foi a última vez que ouvi a voz dele que, na segunda-feira (1), faleceu em Manaus, sufocado, lutando contra a Covid-19. Acompanhei sua agonia diária através das mensagens enviadas por Marivelton Baré, atual presidente da FOIRN, que participou também daquela roda de conversa no SESC. Ambos eram tão amigos que costumavam, brincando, assumir a identidade Bareniwa, uma mistura de Baré com Baniwa.

Isaías apresentou os primeiros sintomas em São Gabriel da Cachoeira, foi internado na Unidade de Atendimento Primário (UAPI) do Distrito Sanitário Indígena do Alto Rio Negro e depois transferido para o Hospital de Guarnição. Quando seu estado se agravou, foi removido de avião para Manaus, cujo sistema hospitalar entrou em colapso. Marivelton recorreu ao Poder Judiciário para interná-lo no Hospital Delphina Aziz. Ali morreu o líder que teve papel decisivo na criação de associações indígenas e foi dirigente da NADZOERI – Organização Baniwa e Koripako.

O movimento indígena perde um combatente corajoso e lúcido. A mulher, os dois filhos e um neto perdem o chefe da família. Muitos parentes, que perderam seu líder, esperaram no Cemitério Parque da Saudade para se despedir do grande guerreiro, seguindo o ritual da cultura Baniwa, mas foram impedidos pelos guardas municipais.

- Tá difícil aqui no Rio Negro, todos que são intubados não resistem, são mortes atrás de mortes – escreve Marivelton, que compartilhava com Isaías a diretoria da FOIRN. Essa avaliação ocorreu dois dias antes da morte de Valdomiro Firmino Luciano Arara, também do povo Baniwa.

A quinhapira

O mesmo destino teve na quarta (3) o sábio Valeriano de Jesus Baré no hospital de Santa Isabel do Rio Negro, pranteado por suas duas filhas, por 3 tataranetos, 46 bisnetos e 15 netos, entre os quais Fidelis Baniwa, que herdou do avô o dom de contar histórias. A protagonista de uma delas, que explica o envelhecimento rápido, aparece grávida de um encantado e no seu útero crescia uma cobra que achava que aquela era sua casa. É uma história longa entre tantas outras, uma das quais ajuda a combater o pânico:

- Hoje nos despedimos do vovô que uma vez me disse: o medo é você quem faz, do tamanho que você quiser. Daí em diante busquei vencer meus próprios limites. Somos de alguma forma a sua continuidade. Vovô Vale como era chamado, mestre na contação de causos, vive através de nós, sobrinhos, netos, bisnetos. Que a Luz lhe guie na Paz amigo e avô. Aproveito para dizer a todos que se cuidem, essa doença não é uma gripezinha como falaram os energúmenos.

Esses negacionistas também não sabem e nem querem saber do falecimento, no domingo (31), da Tuyuka Quintina Ramos Marques, esposa do líder Graciliano Marques, Tukano da Comunidade de Caruru no rio Tiquiê, que deixa 6 filhos, 32 netos e 31 bisnetos. Tive o prazer de conhecê-la, em 2003, lá na Estação de Piscicultura do Caruru, na companhia do agrônomo holandês Pieter Van der Veld e da educadora norueguesa Eva Maria Johannessen.

Dona Quintina, mãe de Laura e sogra de Nazareno, tinha pós-doutorado na preparação da quinhapira, “o prato nacional” do Rio Negro: peixe cozido com pimenta, em cujo caldo se umedece o beiju. As formas de preparar são diversificadas, com muitas combinações: quinhapira de peixe com tucupi e caruru, de piraíba com tucupi doce e amarelo, de aracu com pimenta murupi, tucupi preto e chibé de açaí. Uma delícia, muito apreciada pelo conde italiano Stradelli (1852-1926), que depois de “molhar os lábios no molho estonteante das pimentas” trocou a vida num castelo em Borgotaro para viver no Rio Negro.

A castanha kuwaida

Quem provou uma vez a quinhapira preparada por dona Quintina, vicia e fica dependente. É o caso do Pieter, com quem retornei em 2004 e 2005 à Comunidade São Pedro, com direito à parada em Caruru para saborear mais uma vez a inesquecível quinhapira. Dona Quintina, anfitriã generosa, sabia como ninguém preparar o molho apimentado e o beiju branco, fresquinho, ainda mole, tirado do forno por suas mãos abençoadas. Sabor dos deuses.

- Nos meus primeiros anos, fiquei muito tempo em Caruru, trabalhando com Nazareno. Então, regularmente, comia a quinhapira preparada por dona Quintina, uma pessoa simpática, bem humorada, de caráter que não envelhecia – escreveu Pieter ao me noticiar sua morte.

Sabemos o valor da quinhapira que perdemos com a morte de dona Quintina. Ela deixou essa lembrança inesquecível ao paladar, que volta com força, agorinha, que escrevo essas linhas. Que descanse em paz a artista da quinhapira.

Nos momentos de tristeza e de dor, os rezadores Baniwa contam a seguinte história registrada pelo antropólogo Robin Wright, citado por Fabiano Maisonnave na Folha de SP e que vai aqui reescrita:

- Quando uma pessoa querida morreu, todo mundo chorou muito, incluindo os animais. Colocaram o morto no caixão e choraram a noite inteira, até ficarem fracos de tanto chorar. Depois do sepultamento, ficaram lembrando calados e tristes. Um deles pegou, então, uma castanha kuwaida e atirou-a longe, ela girou, girou, girou, voltou e caiu. Aí eles começaram a rir. Ao rir, suas almas regressaram ressuscitadas. Assim trouxe seus corações de volta, trouxe de volta seus corações. Eles rezam sobre a quinhapira, chibé, eles rezam bem.

Estamos precisando mais do que nunca atirar essa castanha kuwaida para atenuar a dor, resgatar a dignidade de nossos mortos e renovar as esperanças na vida. É uma dívida do Brasil com sua História.

P.S.1 - O professor Fábio Santos e o médico Antônio de Pádua Quirino, professor da UFAM que trabalha com atenção à saúde de povos indígenas se reuniram com lideranças do Parque das Tribos, em Manaus, para apresentar um aplicativo que realiza o mapeamento de casos de covid-19 no Brasil.  É um instrumento que pode ser de grande utilidade especialmente para os indígenas que vivem em contexto urbano.

P.S. 2 –  No meio de tantas mortes, a vida pulsa e floresce. Tradução e Interculturalidade foi o tema da aula que ministramos na quarta-feira (3) no Curso de Formação Básica de Intérpretes de Línguas Indígenas promovido pela Universidade Federal de Roraima, cujo objetivo era discutir questões relacionadas à tradução de línguas indígenas ágrafas, de forte tradição oral, para o português e do português para línguas indígenas. Trata-se de desenvolver a quinta habilidade em uma língua: traduzir, que implica domínio das estratégias discursivas. 

PS.3 - A vida floresce  também no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/Ufam) que conta hoje com quase 40 alunos indígenas. Na quinta-feira (4), um deles,o Tukano João Paulo Lima Barreto, defendeu tese de doutorado aprovada com recomendação de publicação. Na banca: Gilton Mendes dos Santos (orientador), Carlos Machado Dias Júnior e Deise Lucy Oliveira Montardo (Ufam); Geraldo Andrello (UFSCar) e Luisa Elvira Belaunde (Universidad Nacional Mayor San Marcos Lima/Peru).

A tese ‘Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento-prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro’, explora a noção de corpo do ponto de vista dos “pajés”.

P.S. 4 - O PPGAS, da Universidade Federal do Amazonas/UFAM, realizará a defesa póstuma da dissertação de mestrado RELAÇÕES INTERÉTNICAS EM CONTEXTO URBANO: COORDENAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DE MANAUS E ENTORNO - COPIME" do indígena Ely Macuxi, que faleceu (21/01) vítima do Covid-19. Na ocasião docentes e discentes participam de atividade online em homenagem ao pesquisador, que se dedicou à ciência e à educação. Sexta (12), a partir das 14h de Manaus (15h de Bsb), com transmissão ao vivo via youtube https://bit.ly/DefesaEliMacuxi/

Ver também crônica de 2010 – ELE, ELY, É O CARA. http://taquiprati.com.br/cronica/883-ele-ely-e-o-cara

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33 Comentário(s)

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Lilian Costa Nabuco dos Santos comentou:
13/02/2021
Importante e belo registro você fez nesta crônica, meu querido e saudoso Bessa, sempre consciente, apaixonado e profundamente comprometido com tudo que faz. Aqui, parece que me cabe transcrever parte do seu texto, citado também em vários comentários: "Estamos precisando mais do que nunca atirar essa castanha Kuwaida para atenuar , nossa dor, resgatar a dignidade de nossos mortos e renovar as esperanças na vida. E uma dívida do Brasil com sua História".
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Marta Maria Azevedo comentou:
10/02/2021
Ai que difícil que é ter uma raiz lá ou Que linda crônica José Bessa! Gostei demais.
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Ana Maria Magalhães comentou:
09/02/2021
Muito lindo, Bessa, e triste demais. Choro junto com os povos do Rio Negro. Obrigada pela crônica. Abraço, Ana
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Alba Figueroa comentou:
09/02/2021
Vai ter enchente salgada no rio Negro e aqui por perto, de tanto luto!
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Ana Silva comentou:
09/02/2021
Que linda homenagem a esses sábios! Que a canoa das almas os leve em paz para o mundo dos mortos.
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Susana Grillo comentou:
08/02/2021
Bessa, tantas lembranças marcantes dessas pessoas de vida tão importante para as comunidades e povos do rio Negro. São dias de um luto que não termina e que trazem tanta tristeza. Hoje recebemos a notícia do falecimento do professor Macuxi Rivanildo Cadete. Não foi de covid, mas também de condições sanitárias que estão nos afligindo - malária. Quando encontraremos a castanha kuwaida para diminuir nossa tristeza e dos parentes dessas tantas pessoas?
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Claudine Melo comentou:
08/02/2021
Querido José Bessa, lembro como hj desse encontro no Sesc, para lançamento do livro Baré..., dia em q te conheci pessoalmente, como o Isaías Baniwa! Doi demais saber que as pessoas que admiramos e com quem aprendemos tantos valores estao partindo, tao cedo, pq estamos diante de uma política de morte institucionalmente legitimada pelo voto! Recebo essa notícia com mta tristeza e te agradeço por nao esquecer de me contar. Vou somando os cacos, nao quero perder essa memória, ela nos faz resilientes, apenas de tudo! Vou compartilhar seu texto na EtnicoEduc
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Renata Curado comentou:
08/02/2021
Quantas perdas irreparáveis. Muita tristeza! Haja kuwaida para nós suportamos o pesar... Gratidão pelo texto Mestre Bessa. Saudades!
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Els Lagrou comentou:
08/02/2021
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Adelina Sampaio comentou:
08/02/2021
Tão triste perde os parentes com essa doença da covid-19. Essa doença não vai acabar tão cedo, veio pra ficar em nosso meio, assim como tantas doenças. Vamos nos cuidar parentes. Das 100 pessoas q vão ao hospital duas pessoas recebem alta, só de vê tantos parentes indo ao óbito a dor é grande. Em minha aldeia nós contraímos a doença do covid-19 tbm, e nós tratamos tds com chás e charopes caseiros, até hj estamos bem, e graças a Deus ninguém morreu ????. #chá_caseiro_Salva Vidas #vidas_importam
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Rose Baré comentou:
07/02/2021
Vovô vai nos fazer muita falta o nosso contador de histórias, vai viver para sempre em nossos corações
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Fidelis Baniwa comentou:
07/02/2021
Continuamos a luta pela vida meu amigo e Prof. Ribamar Bessa. O Rio Negro é forte assim como o povo que nele habita. Vamos vencer!
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Ana Gita Oliveira comentou:
07/02/2021
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Marlene Ribeiro comentou:
07/02/2021
Admirável amigo a tua análise dos crimes que esta ditadura militar disfarçada está cometendo contra as nações indígenas que são povos originais frágeis e indefesos
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Lucia H. van Velthem comentou:
07/02/2021
Querido Bessa. Essas mortes recentes me enchem de tristeza e desalento. e me fazem recordar que Feliciano Desana e Higino Tuyuka e tantos outros também já partiram. A sua crônica nos acena, contudo, com a volta de nossos corações.. obrigada!
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Maria Melgueiro comentou:
07/02/2021
Humana mente nunca lo podré entender, sólo aceptar la voluntad de Dios, Isaías Fontes tenía un futuro hacia delante,un buen líder como él no sé encuentra fácil, pero Dios tenía otros planes. Siempre estarán presentes en muestras vidas, como un gran ejemplo para seguir hacía delante.
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Gaucho Guille comentou:
07/02/2021
Qué tristeza querido Maestro
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Patricia Zuppi comentou:
07/02/2021
Chorando com vcs... muita força e torciendo para que com a vacina esta situação se reverta
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Elizangela Da Silva comentou:
07/02/2021
Cada partida o Rio Negro Chora..... Sem palavras para descrever cada Guerreiros e Guerreiras descansem em Paz
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Ricardo Oliveira comentou:
07/02/2021
Nós não éramos índios. Éramos gente
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Dodora Souto Bessa comentou:
07/02/2021
Essa tua crônica, Babá, é de uma cruel realidade que mostra a nossa pequenez diante de uma situação que não podemos mudar. Passa uma tristeza angustiante no nosso coração já tão machucado... Por outro lado, sabemos que a vida desses grandes guerreiros e dessa sábia guerreira, não foi em vão, e assim, esta crônica, costurada com agulhadas de dor, tem sem dúvida, um valor histórico a contribuir para a memória dos povos indígenas! Uma riqueza de registro vivo, num contexto de morte! O triste também pode ser belo! Gostaria agora de ter uma kuwaida , atirá-la bem longe, apreciar seus giros e depois rir muito!
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Elisa Souto Bessa comentou:
07/02/2021
Muito lindo esse ato simbólico de jogar a castanha... Belo comentário da Dodora... apesar da dura realidade. O belo também pode ser triste...
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Taquiprati comentou:
07/02/2021
O Instituto Socioambiental (ISA) publicou um belo texto sobre Isaías: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/a-migracao-de-komadeeroa-isaias-fontes
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Valter Xeu comentou:
07/02/2021
Publicado no Blog Patria Latina - https://patrialatina.com.br/rio-negro-recolhendo-os-passos-dos-nossos-mortos/
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Ana Maria Magalhães comentou:
07/02/2021
Muito lindo, Bessa, e triste demais. Choro junto com os povos do Rio Negro. Obrigada pela crônica. Abraço,
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Ana Carla Bruno comentou:
07/02/2021
É José Bessa estamos "fracos de tanto chorar" vamos precisar de muitas castanhas girando...tá puxado meu querido amigo.
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Ana Lima comentou:
07/02/2021
Sigam na paz parentes!
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Rosi Waikhon comentou:
07/02/2021
Todos os dias partidas repentinas seguem...
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Loretta Emiri (via FB) comentou:
07/02/2021
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Silvia Gago comentou:
07/02/2021
Muito triste. A morte matando a história !
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Rita Olivieri-Godet (via FB) comentou:
07/02/2021
“Resgatar a dignidade de nossos mortos”. É preciso ler essa crônica do grande José Bessa para tomar consciência do que está se passando com os povos indígenas do Rio Negro na pandemia.
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Beatris Helena Lourenço Trevizan comentou:
07/02/2021
É uma excelente aula de história. Pena que vem carregada de tristeza desde seu primordio.
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Fidelis Baniwa comentou:
06/02/2021
Emocionante e pra mim cheio de significados esse texto. Uma mensagem para o mundo professor. Abrcs
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