Loucura

. Desocupado leitor, quero que Santa Luzia me cegue, quero ver minha sobrinha Ana Paula mortinha no inferno, se exagero na história que vou aqui contar. Prometo que não te cansarei com citações em latim, nem com menção de autores clássicos, filósofos gregos ou novelista...

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.Era o único cidadão do bairro de Aparecida que não tinha apelido, o que era um milagre. Também não tinha sobrenome, o que em Manaus é quase um crime. Chamava-se Guilherme. Simplesmente Guilherme.   Convivia com outros tantos xarás, como o Guilherme P.V., vulgo Porca V...

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.(Crônica enviada de Freibourg, Alemanha, e publicada em A Crítica, em 09/06/1995) De Freiburg, Alemanha (via Fax) - Onde estão os nossos doidos, que transitavam livremente pelas ruas de Manaus? Cadê a Carmen, a mais lúcida e atrevida de todos, com o seu eterno saco de ...

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O velho Fadel, meu pai, era jardineiro. Num oásis banhado pelo rio Baradá, perto de Damasco, ele cultivava tulipas, jacintos e orquídeas. Mas as flores de meu pai foram esmagadas pelas botas dos soldados franceses que ocuparam a Síria, em 1920. Para não morrer, ele fugi...

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É carnaval. Milhões de brasileiros caem na folia. No Rio de Janeiro, em todos os bairros, pululam centenas de blocos de rua. Um deles é o ‘Tá Pirando, Pirado, Pirou’, que nasceu no Instituto Pinel, na Urca, em 2005, e hoje é formado por usuários, familiares e funcionári...

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Ele era um marginal no sentido mais belo e profundo da palavra. Vivia à margem. Era um ribeirinho da terceira margem do rio. Rogelio Casado Marinho Filho, 63 anos, médico psiquiatra, artista, dramaturgo, cartunista, cinegrafista, fotógrafo, blogueiro, boêmio e festeiro,...

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Na tenebrosa noite em que o país mergulhou, nem a loucura está a salvo da ofensiva obscurantista que invade todos os campos da vida social. Agora, o mercado da saúde no Brasil ressuscita os açougueiros da alma. Uma simples portaria do Ministério da Saúde, segundo revela...

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