CRÔNICAS

Entre árvores e pássaros: a última corrida de Bené

Em: 02 de Junho de 2019 Visualizações: 6209
Entre árvores e pássaros: a última corrida de Bené

“I think that I shall never see / a poem lovely as a tree /Poems are made by fools like me / but only God can make a tree.  (Joyce Kilmer, 1914)

Na rua das Laranjeiras, no Rio, não há laranjeiras. Talvez até existissem no séc. XVII nas chácaras às margens do rio Carioca. Mas o nome veio mesmo da Quinta das Laranjeiras, um bairro de Lisboa também cercado por morros e árvores. Dois séculos depois, em 1880, a Companhia de Tecidos Aliança se instalou na rua General Glicério e, em nome do “progresso”, desmatou a área sem dó nem piedade. A fábrica faliu em 1938 e as vilas operárias deram lugar a edifícios. Hoje, os passarinhos saltitam sobre os fios elétricos e as árvores que, coitadinhas, resistem espremidas entre blocos de concreto e carros.

Três delas foram plantadas há alguns anos por um morador do bairro, o taxista Benedito Ribeiro Chagas, 61 anos, que trouxe de Campanha (MG), onde nasceu, um amor acentuado por roça, mato, pássaros, rios e cachoeiras. Um dia, numa corrida ao Corcovado, ele viu na Estrada das Paineiras pequenos flocos de “algodão” que bailavam ao vento num voo gracioso. Era as painas, que haviam se soltado da casca e aterrissavam, formando um tapete branco no chão. Pisando em nuvens, Bené recolheu as sementinhas de novas paineiras. Cuidou delas como a mãe cuida dos filhos.

Agradecidas pelo trato amoroso, elas germinaram. O taxista Bené escolheu, então, um lugar apropriado na rua General Glicério, para que suas raízes invasivas não agredissem os edifícios. Plantou. Duas floresceram rapidamente como seus dois filhos, Rodrigo e Mariana. Hoje, majestosas e imponentes, com espinhos no tronco para defendê-las de insetos, seus galhos hospedam ninhos de passarinhos. Talvez as árvores olhassem Bené como se ele fosse o nanatü delas.

O pai das paineiras

Nanatü é como os Ticuna do Alto Solimões (AM) chamam os seres que há milhares de anos cuidam e protegem tudo que existe na natureza. Significa “pai” ou “mãe” das árvores, dos animais, dos peixes, das águas – segundo “O livro das árvores” elaborado no Curso de Formação de Professores Ticuna. Esse livro paradidático, publicado em 1997, passou a ser usado nas aulas de educação ambiental em mais de 100 escolas bilíngues das aldeias onde estudam cerca de 10 mil alunos indígenas de seis municípios.

Na apresentação, a artista plástica Jussara Gomes Gruber explica que o livro é fruto do projeto “A natureza segundo os Ticuna” iniciado em 1987, cujo objetivo era coletar dados e elaborar desenhos sobre a flora e a fauna regionais:

- “O livro acolhe o olhar dos Ticuna sobre a natureza que os cerca e lhes serve de morada, trazendo textos e imagens que fixam suas concepções do real e do imaginário, em linguagem onde se cruzam conhecimentos práticos, valores simbólicos e inspiração poética. Não se trata de um livro de botânica, mas de uma memória das árvores, que permitem os Ticuna recordar a importância de cada uma delas na sua vida”.

Uma dessas árvores, a maior da Amazônia, é a samaumeira. No início do mundo, quando ela caiu, o seu tronco formou o rio Solimões e de seus galhos surgiram os afluentes: rios e igarapés. Acontece que essa “árvore sagrada”, que pertence à mesma família da paineira, tem pai: o Curupira, que mora em suas raízes conhecidas como sapopemas. Ele cuida dela “assim como nós cuidamos de nossos filhos e de nossas roças”. E a paineira? Se árvores no meio urbano reagem como as da floresta, o pai das paineiras é o Bené, que entre uma corrida e outra, acompanhou com desvelo e carinho o crescimento daquelas que plantou. E é aqui, no real e no imaginário, que entram Bené e Nanatü,

Taxímetro parado 

Não sei se Bené conversou sobre as paineiras com os passageiros de táxi que fidelizou, moradores do bairro, jornalistas, antropólogos e linguistas do Museu Nacional com quem estabeleceu relações de amizade, entre eles Moacir Palmeira, Bruna Franchetto, Marcelo Villas Boas. Estava sempre pronto a atendê-los, de madrugada, em dias feriados, trabalhava incansavelmente sem nunca tirar folga. Isso permitiu-lhe manter, só no volante, os estudos dos filhos: Rodrigo que concluiu o mestrado em Memória Social na Unirio e Mariana que cursa Informática na Uerj.  

De tudo, entendia um pouco e às vezes muito. Entrou pela primeira vez na Uerj na semana passada em companhia do filho para consertar gratuitamente o computador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas, que deixou funcionando. 

Há dias, Rodrigo ministrava aula comigo à noite no Curso de Pedagogia da Unirio, no momento em que recebeu telefonema de dona Glória, sua mãe. Bené acabara de sofrer uma parada cardíaca. Morte súbita. Em casa, para não atrapalhar o tráfego. Foi sua última corrida. Sem volta. O taxímetro não marcou os quilômetros rodados nessa derradeira viagem. Na quarta (29), ele foi velado e cremado no Cemitério do Caju. A família decidiu colocar suas cinzas nas raízes das paineiras, que será sua eterna morada, da mesma forma que a sapopemba abriga o protetor da samaumeira.

Dona Glória, Rodrigo, Mariana, as duas paineiras e uma palmeira que ele cuidava ficaram sem o protetor, assim como o gato Alex, de 15 anos, com problemas renais e depressão felina, que choraminga sem entender porque Bené não aparece mais.

Ele aparece aqui nesta coluna, que estava programada para se ocupar das manifestações de quinta-feira (30) em defesa da educação, papel que em qualquer estado democrático caberia ao próprio ministro: lutar por recursos para a pasta em vez de se vangloriar dos cortes e delirar dizendo que os manifestantes foram coagidos por seus professores. Só admito que a coação é possível se Abraham Weintraub, o apedeuta, conseguir coagir um só dos meus alunos a não se manifestar em defesa da universidade. Aliás, nunca um ministro - nem  mesmo o coronel Jarbas Passarinho na época da ditadura - contribuiu tanto para mobilizar estudantes como o paspalhão do Weintraub. 

Vou “coagir” o Curupira a marchar na próxima manifestação com faixa contra a extinção da Estação Ecológica de Tamoios, cujas ilhas e rochedos servem de santuário e refúgio às espécies ameaçadas. Bolsonaro, multado pelo IBAMA por pescar ilegalmente na área, quer transformar a Baía de Angra em uma Cancun, onde não se pode mais sequer viver entre pássaros e árvores. Age como a besta-fera, entidade mítica do imaginário português, que atacava os bosques e aqui no Brasil desafiava o Curupira, expulsando-o, às vezes, da mata. O Curupira, defensor da floresta, não vai deixar o Bolsonaro dormir em paz. Numa adaptação da narrativa ticuna, o Curupira proclama:

- Se um dia eu faltar, fica outro no meu lugar, guardando o que resta do nosso patrimônio milenar.

Foi o que fez Bené que, finalmente, pôde cantar com o poeta peruano Javier Heraud:

 “Sucede simplemente que no tengo miedo de morir entre  pájaros y árboles”.

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27 Comentário(s)

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Arlindo Carlos Silva da Paixão comentou:
16/06/2019
Parabéns professor! Bela homenagem. Belo canto de resistência também. Ao Rodrigo, nosso amigo, desejo que ele trace sua caminhada de sucesso com os pés do Bené, ou seja, não importa aonde vá, mas que vá com todo o amor do seu pai.
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Lídia Ângela Dí Fabrízio comentou:
12/06/2019
Como sempre o nosso mestre consegue exprimir com o coração tudo o q escreve. Rodrigo é uma pessoa única e depois q lí essa crônica linda, conseguí ver de onde ele herdou tanta nobreza. Obrigada mestre por escrever com o coração... Amo o sr e o Rodrigo e sinto muito orgulho por conhecer vcs...
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Maria Elisa Madeira comentou:
11/06/2019
Parabéns!! Bela homenagem e texto impecável.
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Flávio Henrique Kirk comentou:
09/06/2019
Bela homenagem que, com certeza, serve de bálsamo para amenizar a dor de tão importante perda. Parabéns, professor, pelas palavras tão tocantes.
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Eunice Dias de Paula comentou:
06/06/2019
Como sempre, suas crônicas são instigantes, conseguem unir o sentimento de Bené com as árvores no Rio de Janeiro com as narrativas dos Tikuna do Amazonas!
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Luciana comentou:
05/06/2019
Que texto lindoooo! que homenagem linda.
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Maria Gorete Neto comentou:
03/06/2019
Que texto mais lindo, Bessa!
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Elvira Eliza França comentou:
03/06/2019
Não conheci sr; Bené, mas fiquei emocionada com o texto que contou um pouco da sua história e a relação com as árvores. Há umas semanas terminei de ler o livro "A queda do céu" de Davi Kapenawa, com o antropólogo Bruce Albert. Davi conta como se tornou xamã e como foi estabelecida relação com as divindades das árvores, rios, vento, animais etc. Ele também conta sobre o sofrimento dos indígenas quando os brancos invadem e destroem suas terras, porque não têm essa relação de parentesco com ela, pois a terra e seus recursos são vistos apenas como fonte de renda e não de uma relação mais ampla, que envolve, também, o aspecto espiritual. É justamente isso que acontecia com Bené, o pai das árvores do Rio e achei lindo que tivessem colocado suas cinzas nos pés de suas filhas no jardim. Enquanto lia o texto, fiquei curiosa para conhecer o livro dos Ticuna, e gostaria de saber se existe alguma edição atual e onde poderei encontrá-la. Quanto à chamada do Curupira para ajudar o país, acho pertinente, necessária e urgente. Parabéns pelo texto. Quando eu for ao Rio irei visitar as filhas de Bené.
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Ademario Ribeiro comentou:
03/06/2019
Bessa, bom à beça! Vocês não são fantásticos - Bessa, Bebé e Professores Tikuna - porque são abraçáveis - mas, essenciais às nossas vidas tão ricas e frágeis!
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Ademario Ribeiro comentou:
03/06/2019
Bessa estimado, você é, essencialmente beça! Este texto é fantástico assim como os professores Tikuna e o Bené!!! Bessa, bom à beça!!!
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Jaider Esbell comentou:
02/06/2019
Gratidão por tudo. Eu nunca mais passarei tão apressado diante das paineiras da Laranjeiras. É por onde ando quando estou no Rio e fico hospedado na rua Alice.
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Marcelo Chalreo comentou:
02/06/2019
Lindo ! Benés resistirão e vencerão esse governo trevoso, têm a sensibilidade e a fortaleza das paineiras, com suas plumas que até hoje recheiam pequeninos travesseiros de criancinhas no interior do estado e com suas longas e poderosas raízes que vencem os séculos. Pacientes e fortes, não cedem ao ignóbil, atentas e cuidadosas como o motorista Bené, com sua sombra a acolher e proteger andarilhos durante suas jornadas, elas e ele sintonizam a resistência, o respeito, a acolhida e o futuro que certamente será outro e melhor e muito mais justo.
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Elizabeth Carvalho comentou:
02/06/2019
Parabéns pela crônica maravilhosa , com todos os ingredientes de uma poesia e sobretudo as boas lembranças de quem nasceu na terra q.foi chamada de PULMÃO DO MUNDO. ????
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Glória Martins Chagas comentou:
02/06/2019
Professor Bessa, bom dia. Sou a Gloria, mãe do Rodrigo, desculpe , quando fui na administração do crematorio assinar o documento, e quando retornei o senhor já tinha ido embora. Gostaria de agradecer o seu carinho, dedicação e solidariedade com o meu filho Rodrigo, comigo, minha filha e minha família. Linda e carinhosa homenagem para o Bené em sua crônica. Isso tudo não tem preço. Peço a Deus que lhe dê muita saúde, para que o senhor continue realizando o seu ofício. Um forte abraço. Gloria
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Ana Gomes comentou:
01/06/2019
Ei Bessa, obrigada por essa crônica poética que dá um contorno/conforto para o tema da morte. Mágica necessária essa sua...
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Celeste Correia comentou:
01/06/2019
Linda homenagem!! Dizem que todo homem antes de morrer, para se eternizar deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, né! O Bené plantou a árvore, teve os filhos e teve a linda homenagem dessa crônica. Eu só fui ao Bairro de Laranjeiras uma vez, mas creio que ao voltar lá, mesmo sem ter conhecido o Bené, será impossível não lembrar da sua árvore e dessa crônica! Não sei se o Bené escreveu um livro, mas acho que será sempre lembrado através das paineiras.
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Vanessa Martins Vianna comentou:
01/06/2019
Obrigada Bessa por nos tocar com suas palavras de uma sensibilidade impar. Linda crônica e belissima homenagem.
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May Waddington Telles Ribeiro comentou:
01/06/2019
Tem vezes que a sua poesia se encontra com minha sensibilidade meio machucada, como uma água para um passarinho. Hoje comecei a ler me lembrando da poesia extrema de um dos clientes de dra Nise, que catava as sementes do lixo sem entender como alguém veria nelas lixo... Achei que seria um texto bálsamo para um momento de tristeza. Ao ler sobre a despedida do plantador de paineiras, a sensibilidade encontrou uma tristeza simétrica à que sentia... mas tudo bem. tristeza com beleza é sempre bem melhor! que viva o plantador de paineiras na sua amizade e fineza de visão...
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rodrigoch1@hotmail.com comentou:
01/06/2019
Professor Bessa, linda crônica, me emocionei muito aqui! Tenho certeza que o meu pai também adorou! E muito obrigado pelas palavras de força e solidariedade nesse momento que é o mais triste da minha vida, muito obrigado, muito obrigado mesmo querido professor, o senhor pode contar comigo também sempre para o que precisar. Um abraço querido professor e até segunda-feira!
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Décio Adams comentou:
01/06/2019
Parabéns José Ribamar Bessa Freire por mais esta crônica, tão bem elaborada. Sempre toma por base algum fato do norte do Brasil, especialmente envolvendo os povos indígenas, seus usos, costumes e crenças. Pouco importa o nome que dão às suas entidades, eles demonstram e conservam um inamovível respeito pela natureza. Oxalá o homem branco tivesse ao menos um décimo desse respeito por tudo que o Criador nos deu.
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Carlos Matos comentou:
01/06/2019
Bela homenagem ao seu Bené e tantos outros Beneditos vê nas pessoas a sua humanidade e nos bichos, florestas e rios aquilo que o poder do dinheiro não pode matar. Que voe a paina no ar levando esperança e proteção contra aqueles que querem colocar o grilhão ma educação. Mas não conseguirão, agora é tarde, no dizer de Paulo Freire, já aprendemos a ler o mundo. Então não há mais nada a fazer senão continuar lutando pela educação de qualidade gratuita e universal, por liberdade e democracia. Salve Bessa.
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Celso Sánchez (via FB) comentou:
01/06/2019
José Bessa incrível!!!! Amei!!! Vou usar nas aulas porque pra mim vale a pena morrer entre pássaros e árvores também!!! Avante!!! Obrigado Bessa pela injeção de esperança!
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Maria do Carmo (via FB) comentou:
01/06/2019
Amei! Uma bela homenagem a esse que, com certeza, foi uma grande pessoa. Talvez o Gustavo Schnoor o tenha conhecido. Muitas vezes, nos dias em que assistia suas aulas de História da Arte, voltávamos de táxi, um dando carona ao outro. Alguns dos taxistas que ficavam no portão da UERJ faziam ponto na General Glicério e conheciam o Gustavo, que morava em Laranjeiras. A gente ia pelo Santa Bárbara, subia pela General Glicério, rumo à casa dele, lá no alto, não me lembro o nome da rua. É outro que, com certeza, espalhou incontáveis sementes de beleza por esse nosso mundo.
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Sebastião Vital de Mendonçae comentou:
01/06/2019
Em Campanha, estive com meu cunhado Hélio Mallet que, depois, em BH lecionou Português enquanto o Bené, nos deixa lições de amor pela natureza. Parabéns pela emocionante homenagem.
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Marcelo Sant' Ana Lemos comentou:
01/06/2019
Que linda homenagem ao Bené! As paineiras serão alimentadas pela sua alma!
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Ana Silva comentou:
01/06/2019
Bela crônica e homenagem ao seu Bené. Se tivéssemos ministros como ele, por exemplo no Meio Ambiente e na Educação, certamente essas áreas seriam tratadas com carinho e respeito. Pena que seres humanos como ele estão partindo desse mundo.
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Ana Maria Silva Kariri comentou:
01/06/2019
Linda homenagem.Que Nhanderu receba seu Bené Ele deixou a história dele em cada árvore que plantou.Quando passar em Laranjeiras sempre lembrarei desse história.
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