CRÔNICAS

Cabane-se: o chão, Abraão, é mais embaixo

Em: 28 de Julho de 2019 Visualizações: 2744
Cabane-se: o chão, Abraão, é mais embaixo

Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: "Tome seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá 

para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei".

(Gênesis, 22)

Alter do Chão, distrito de Santarém (PA) à margem direita do rio Tapajós, foi um dos últimos bastiões da Cabanagem (1835-1840) - conflito armado de índios, negros e mestiços contra o colonizador português. Por isso, junto com Cuipiranga, recebeu de um líder cabano o título de “terra das últimas esperanças de salvação”. É nessa terra que residem hoje os estudantes indígenas Vandria Borari e Gilson Corrêa de Melo. Mas o general português Soares de Andrea, barão de Caçapava, que reprimiu os cabanos, disse que aquele chão era “o lugar para onde todos os demônios iam”. Foi para lá que se dirigiu Abraão Weintraub, ministro da Educação. Lá encontrou os estudantes.

O encontro na segunda (22) levou o ministro a sacrificar seus próprios filhos, o que nos lembra o episódio bíblico de Moriá em Jerusalém, a cidade sagrada da Judeia. Foi ali que Abraão, o patriarca, para provar que era temente a Deus, teria matado o filho Isaque, caso um Anjo do Senhor não tivesse lhe retirado a faca da mão. Se no séc. XVIII a.C. as redes sociais já existissem, quais os comentários de seus usuários sobre o gesto do velho patriarca? Não sabemos, mas em relação a Abraão Weintraub, foram muitas as críticas, uns condenando e outros defendendo a manifestação estudantil.

O resumo da ópera: Weintraub, ministro há menos de quatro meses, já em férias – merecidas? – jantava placidamente com mulher e filhos em restaurante numa praça. Embora o menu não tenha sido revelado, é provável que tenha optado por comida italiana, ele não tem o perfil de quem curte a culinária dos Borari, os primeiros habitantes do local. Não saberia apreciar a piracaia – o peixe assado na brasa, nem o bolinho de piracuí feito com farinha de peixe com sabor defumado.

Foi aí que três jovens ativistas do Engajamundo se acercaram à sua mesa, com outro cardápio: cartazes que criticavam a política educacional do governo, os cortes de verba na educação, o desmonte das políticas de cotas, a agressão às universidades como “lugar de balbúrdia”, o projeto Future-se de privatização das universidades públicas.

Férias malucas

O vídeo que registrou os fatos mostra jovens pacíficos e serenos, sem elevar a voz, sem perturbar sequer a mesa ao lado. Eles anunciaram com refinada ironia que iriam cortar três chocolates da sobremesa do ministro, a quem ofereceram kafta, em menção bem-humorada às suas conhecidas pisadas de bola. Era um “protesto lúdico” – diz a nota oficial da ONG Engajamundo, entidade sem fins lucrativos que reúne jovens de 15 a 29 anos e “não tem rabo preso com nenhum partido, governo ou empresa”. O vídeo mostra que se tratava de uma ponte estendida para iniciar um diálogo, naturalmente tenso, mas não necessariamente explosivo, sobre as medidas educacionais do atual governo.

O ministro, porém, não tem humor. Não dialoga. É truculento. Não sabe conviver civilizadamente com a divergência, não reconhece a legitimidade de seus opositores. Considera “afronta” qualquer crítica a políticas que prejudicam milhões de brasileiros. Recusou o diálogo. Deixou mulher e filhos sozinhos à mesa, foi ao palco, tomou autoritariamente o microfone do músico que cantava e não hesitou em usar suas crianças como escudo, sem que aparecesse um Anjo do Senhor para tapar sua boca. Monopolizou a palavra com discurso delirante, recheado de rancores e ressentimentos:

- “Não sou do PT, nunca roubei, estou com minha família de férias. Meus filhos ficaram comigo, não correram, mas estão chorando. Não existe respeito pela família, mulher, crianças. Fascista é quem mata criança como Che Guevara, ele matou um menino de 9 anos que ousou interceder pelo pai. Che era isso, o paradigma do mau caráter” – disse sem fair play o ministro, que já cantou singing in the rain em público e reforçava a imagem de que comunistas comem criancinhas.

Sua fala destemperada incendiou o ambiente e criou balbúrdia. Os jovens do Engajamundo se retiraram imediatamente do local, porque sacaram que o ministro não queria discutir políticas educacionais sobre as quais não deu uma única palavra. Mas o show continuou. Abraão usou a retórica do insulto do seu mestre Olavo de Carvalho para fugir do debate: xingar o interlocutor visto como inimigo e não como um co-enunciador.  É isso que mostra o ótimo vídeo “As férias malucas do ministro” produzido pela Meteoro Brasil, um canal sobre cultura, ciência e filosofia, que desconstrói o discurso de Weintraub e revela como ele opera.

Os ovos de Hegel  

A arenga do ministro nos lembra a história dos ovos de Hegel. No texto “Quem pensa abstrato?”, o filósofo alemão se diverte com os “argumentos” de uma velha trapaceira, que vendia ovos estragados na feira de Stuttgart. Uma freguesa reclama e a velha responde, xingando-a de prostituta e de filha de corno com adúltera. Hegel pergunta: afinal, o que a honra da moça tem a ver com os ovos podres? A feirante tinha de provar que os ovos não estavam estragados, da mesma forma que o ministro, em vez de historinhas fake sobre o Che, tinha de demonstrar que sua política atende o interesse público.

Mas os xingamentos incomodaram Vandria Borari e Gilson Tupinambá, estudantes indígenas da UFOPA - Universidade Federal do Oeste do Pará sediada em Santarém, que estavam na praça e nada tinham a ver com a organização do evento. Gilson pediu calma ao ministro:

- “Esta terra é nossa casa. Você está na nossa casa”.

O ministro berrou, confundindo seu ego com a pátria amada:

- “Essa terra é minha”.

Chamou o líder tupinambá de “safado” e se “justificou” posteriormente em outro vídeo:

- “ONGs internacionais que ficam caçando vagabundos, põem cocar na cabeça deles e falam que são índios”.

Vandria Borari, que no dia seguinte colava grau, se sentiu justamente ofendida e ainda tentou dialogar. Inutilmente.

- Sou a primeira mulher indígena a me formar em direito na UFOPA – ela disse.

Abraão foi vaiado por uns – a “gentalha cabana” e aplaudido por outros - “os homens de bem”, os puxa-sacos do poder: a Prefeitura de Santarém, a Associação Comercial, o Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Alter do Chão e até o reitor da UFOPA Hugo Alex Diniz, que devia defender seus alunos. Quase de cócoras, em notas oficiais, pediram desculpas ao ministro pela “hostilidade sofrida” diante de seus filhos.

Se Abraão não queria dialogar, mas brigar, que levasse seus filhos ao hotel e voltasse sozinho. Parece, no entanto, que sua tática teve um êxito relativo, porque até algumas pessoas sensatas, críticas e bem-intencionadas caíram no conto da vitimização e lhe prestaram solidariedade, desconsiderando que o discurso de vítima veio o tempo todo acompanhado de um comportamento ameaçador para intimidar e insultar quem dele divergia. Ali, quem dava as cartas era ele. Se o bate-boca for analisado no contexto dessas relações de poder, outra será a visão.

Os “falsos índios”

Postagens nas redes sociais repudiaram a manifestação legítima dos estudantes, identificando neles, de forma equivocada, a causa do constrangimento submetido às crianças, mas silenciaram, desacertadamente, sobre as ofensas aos índios classificados de “vagabundos”, “safados” e “falsos” índios. Se não são índios e entraram na universidade através de ações afirmativas, o ministro está implicitamente acusando de fraude a UFOPA, onde estudam 443 indígenas, que lutam para a manutenção da Bolsa Permanência que o ministro ameaça cortar.

Gilson, que estuda gestão pública, é da linhagem daqueles Tupinambá do litoral do nordeste que no séc. XVI fugiram das tropas portuguesas para não serem escravizados. Uma parte subiu o rio Amazonas até Chachapoya, no Peru. A outra se refugiou na missão jesuítica Santo Inácio de Loyola, no rio Tapajós. Seus avós foram entrevistados pelo padre Acuña no sec. XVII.

Vandria, a jovem advogada, é um dos 1.100 Borari que restaram do massacre da Cabanagem e permaneceram muito tempo camuflados para sobreviver. Sua mãe, dona Ramira, tinha uma barraca de comida na praia  de Alter do Chão. Seu trabalho de conclusão de curso – “Terra Indígena Borari no município de Santarém (PA): Identidade e Cidadania” trata da invisibilização dos povos indígenas e das violações a seus direitos, que estimulam os conflitos. Discute a relação com o território, os sítios sagrados e arqueológicos. Seria leitura mais útil ao ministro do que textos de autores como Franz “Kafta”. 

Que Gilson Tupinambá, Vandria Borari e seus colegas possam estudar e viver em paz na “terra das últimas esperanças de salvação”. Que esses descendentes de cabanos usem como arma a palavra e o argumento para ensinar ao ministro que Alter do Chão é mais embaixo.

P.S, Ver "As Férias Malucas do Ministro" - https://www.youtube.com/watch?v=AKZKS1z2tcA&feature=share

 

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24 Comentário(s)

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Florêncio Vaz comentou:
02/08/2019
Esses nossos alunos da Ufopa estão de parabéns. Pena que não houve notas de professores e servidores solidários com eles. Faz uns dois anos, quando um professor da Ufopa sofreu agressão de policiais e foi até preso na mesma Alter do Chão, os professores sairam rápidos em defesa do colega. Foram até à OAB etc. Desta vez, apenas (e ainda bem que ) o DCE se manifestou a favor dos estudantes indígenas do protesto. Muitos professores ficaram claramente ao lado do ministro sem educação, que acha que se ganha um debate no "grito" e de forma autoritária, subindo na cadeira e pegando microfone dos outros. Mas, esta atitude dos indígenas demonstra também que estamos no caminho certo ao abrir espaço nas Universidades a indígenas, quilombolas, negros e o povo da periferia, que esteve excluído da academia. A partir de agora, ministros do tipo do intragável Weintraub pensarão duas vezes em bater boca com nossos estudantes. Quanto ao silêncio da maioria dos professores da UFOPA, isso acontece porque de fato a maioria torce o nariz ou é mesmo contra as políticas de ações afirmativas, é contra a entrada de indígenas e quilombolas pelos processos especiais, como ocorre aqui. Então, parte dos colegas "naturalmente" achou melhor condenar essa manifestação de empoderamento de indígenas. Que abusados que são! Ainda bem que veio esta crônica que resgata a dignidade da agência destes estudantes. Obrigado, Prof. Bessa Freire.
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Nivea Sasse comentou:
01/08/2019
A tática deles de atacar ao invés de responder, infelizmente está dando certo. Aqui o link do Meteoro que o senhor mencionou. https://youtu.be/AKZKS1z2tcA
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Sebastian Gerlic comentou:
01/08/2019
Parabéns José Bessa Parabens engajamundo Hamangai Pataxó Nicola Andrian Maria Oliveira
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Renato da Silva brizola comentou:
30/07/2019
Muito interessante essa crônica e o assunto pena que as pessoas nao se interessam preferem acreditar nas lorotas do bolsarraro e sua gangue de ministros e falsos politicos que so pensam e si mesmo menos nos interesses do povo.
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Cordelia Mourão comentou:
30/07/2019
Obrigada Pr. Bessa por esta lição de educação !
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Celua Musilli comentou:
29/07/2019
Comportamento truculento deste ministro que não se dispõe ao diálogo, Seu papel é de confronto. Terá.
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Silvio Márcio comentou:
29/07/2019
ESSA CRÔNICA QUE FOI MAL INTERPRETADA E ENVENENADA!!!!! Existe outros ministros do PT que já ofendeu e humilhou índios, isto é uma vergonha!!!! Não pode defender só esquerdas!!!! É lamentável!!!
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Rodrigo Martins Chagas comentou:
29/07/2019
Crônica maravilhosa professor Bessa! Me pergunto, como o país pode ter um ministro como esse? Nota zero para ele, além de agir com truculência e destempero, ainda tem a insanidade de dizer que os índios roubaram o Brasil, que absurdo! Que a Gilson (que será um excelente gestor público), a Vandria que já é advogada e seus colegas como o senhor citou possam continuar essa linda trajetória de estudos e com muita paz. Um abraço querido professor! PS: Muito bom o vídeo , Adorei a cara dele quando foi vaiado hahahahaha
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Eloane Picanço comentou:
28/07/2019
Excelente texto professor Bessa!! Sou pesquisadora da Cabanagem no Baixo Amazonas, e sua análise sobre a atuação dos dois estudantes indígenas frente a estes e outros tipos de violência, evidencia bastante o quanto ainda é forte as "revoltas" populares aqui na região, na terra de cabanos!! Abraços.
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Herbert Luiz Braga Ferreira comentou:
28/07/2019
Prezado Bessa Adorei a coluna, mas o que você tem contra o Kafka? Você é da turma do Lukács, que desprezava o Kafka? Acho que você deve detestar o Proust e acha o Górki genial. Será? PS. Adoro comida árabe! PS 2. Acho o Weintraub desprezível.
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José R. Bessa comentou:
29/07/2019
Ha! Ha! Ha! Meu querido Herbert, gosto do Franz Kafka, não gosto do Franz Kafta. Numa visita à Praga, em 1972, tive o privilégio de poder visitar o túmulo do Kakfa no cemitério judeu. Quanto ao Kafta, não sei onde está enterrado, talvez no fundo do coração do Abraão.
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Vicente Cretton comentou:
28/07/2019
Muito bom! O Meteoro tb é um ótimo canal!
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Monica Dantas comentou:
28/07/2019
Excelente seu texto, Bessa. É inacreditável que alguém que frita Kafka tenha cargo de ministro da educação.
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Cesar Baía comentou:
28/07/2019
Pois então, querido Bessa, ele (o Abraão) até isso não sabia! Ele e todos iguais ou pior do que ele, só sabem mesmo ruminar e vomitar sobre todos e tudo raiva e ódio porque estão de acordo com jargão que os levaram ao poder: Raiva acima de tudo. Ódio acima de todos!
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Sarah Araujo comentou:
28/07/2019
Cabanar-se é necessário.
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Lisbela Cohen comentou:
28/07/2019
No governo de Bolsonaro só têm idiotas inúteis, igual a ele. Todos sem noção...
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Décio Adams comentou:
28/07/2019
Olá José! É sempre uma satisfação ler suas crônicas. Elas colocam o dedo na ferida, mas de modo sutil e contundente. Além disso ainda nos ensina uma porção de coisas que desconhecemos sobre essa imensa região que é a Amazônia. Eu repassei para um amigo do Facebook, Sidney Miranda e ele lê meus compartilhamentos. Há um longo tempo tenho compartilhado suas crônicas sempre no meu perfil do face. Poucos se interessam em ler, mas isso é de esperar, já que grande parte do nosso povo só faz comentar e de modo superficial e fútil as postagens mais estapafúrdias das redes sociais. Esperar que leiam um post com uma de suas crônicas é para poucos. Um abraço e continue a nos brindar com suas histórias, tão ricas em conteúdo.
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Serafim Corrêa comentou:
28/07/2019
Publicado no Blog do Sarafa: https://www.blogdosarafa.com.br/cabane-se-o-chao-abraao-e-mais-embaixo/
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Thiago Marinho comentou:
28/07/2019
Ola professor Bessa. Assim como o sr. também sou professor. E por coincidência, sou prof. aqui na Ufopa de Santarém. Gostei bastante de seu texto, principalmente se levarmos em consideração a retórica que usas. Mas posso lhe dizer que as coisas não são bem assim. Na minha opinião, o que vi nesse episódio é que um ministro de estado, por mais estapafúrdia que possam ser suas atitudes, não mais pode trazer sua família para passar férias em Alter-do-Chao. E segundo seu pensamento, como temos escolas e universidades em todo o país, para ele so resta passar seus dias de férias no exterior. Na minha opinião, se quiséssemos dar lição a alguem seria a lição da simpatia e da hospitalidade. Até porque ninguém cutuca casa de marimbondo esperando que nada aconteça. Já estou até vendo esse Ministro voltando à Brasília, se encontrando com o Min. Moro e tendo que ouvir o seguinte: "Eu disse a você que não era para ir a Amazonia. Da proxima vez, soldado raso, vá para os States".
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Marcelo KL comentou:
27/07/2019
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Arthur Oliveira Filho comentou:
27/07/2019
ABSOLUTAMENTE INEPTO O MINISTRO.
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Patricia Sá Peixoto Pinheiro comentou:
27/07/2019
Sempre reservo um tempinho para ler as crônicas do professor e historiador José Bessa..vale o POST para refletirmos sobre nosso país
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Ademario Ribeiro comentou:
27/07/2019
Muito estimado Prof. Bessa e aliadxs, os neo-"homens do bem" ainda insistem no século XXI com as "guerras justas" - herança hodierna da etnocêntrica e colonial excrescência que teimosa reaparece com suas novas naus!!! Agora São Outros 500!!!
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Ana Silva comentou:
27/07/2019
Bravo, Bessa! Excelente e sensato texto. Esse desgoverno e seu bando não conhece o diálogo; eles desqualificam seus opositores de forma vil, baixa. Quem não tem argumento e não sabe ser mediador, usa a violência das palavras, das ações para demonstrar poder. Horror, querem acabar com o futuro do Brasil.
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