CRÔNICAS

Brilhos na floresta: apaga a luz para ver

Em: 01 de Dezembro de 2019 Visualizações: 2854
Brilhos na floresta: apaga a luz para ver

Ao poeta,  faz bem  desexplicar  - tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes”. Manoel de Barros. O Guardador de Águas. 1989

"A esperança brilha mais na escuridão" (Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo - Samba enredo da Mangueira 2020

Te faço um convite, leitor (a). Mas antes, por favor, apaga a luz para que possas ver o que quero te desexplicar, embora não seja eu um poeta. Abre os teus olhos na escuridão do país e observa se tenho ou não razão quando digo que, caso estivessem preocupados com o Brasil profundo, os telejornais teriam subtraído um minutinho das horas dedicadas à morte do apresentador de televisão Gugu Liberato, em Orlando – é Flórida! - para anunciar a existência de um cogumelo que brilha na floresta amazônica, como um pirilampo. Faz-de-conta que às 20h30 William Bonner anuncia:

- O Jornal Nacional está começando agora. No domingo (1), às 16h00, na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em São Gabriel da Cachoeira (AM), haverá noite de autógrafos do livro “Brilhos na Floresta”. Seus autores desejam que esta história seja lida e ouvida por crianças e jovens indígenas que vivem em aldeias, mas também por aquelas que moram em cidades como Manaus, Rio, São Paulo, Tóquio e Boston. Por isso, foi escrito em quatro línguas: nheengatu, português, japonês e inglês, com versões ainda nas línguas Tukano e Baniwa neste Ano Internacional das Línguas Indígenas que está terminando. Não é por coincidência que o seu lançamento começa pela cidade mais indígena do Brasil.

Renata Vasconcellos complementa:

- Os quatro autores e a ilustradora estarão também no próximo sábado (7), às 18 horas, na Banca do Largo, em Manaus, para o lançamento do livro, que aproxima a ciência e a floresta do público infanto-juvenil ao se inspirar no registro do diário de campo de Noemia Kazue Ishikawa, bióloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Veja a seguir: seres desconhecidos pelos brasileiros embelezam a floresta amazônica e iluminam o caminho de casa para quem se perdeu no mato.

Fungo luminoso

A seguir, entram os comerciais, a gente aproveita para ir beber água ou fazer xixi, ninguém aguenta propaganda que tenta convencer os incautos a pedir dinheiro emprestado de uma empresa de crédito pessoal ou a comprar o que, em geral, não é necessário, nesse interminável black year. Voltamos à nossa poltrona a tempo de ver o bloco seguinte.

Faz-de-conta que o JN mostra nesse momento a repórter Natália Freire que entrevista no “Amazonicamente” a linguista Ana Carla Bruno (INPA) e a artista plástica Hadna Abreu sobre a história do livro que é baseado em fatos reais. Foi assim. Numa tarde nublada de março, em visita a uma família Baniwa, a bióloga Noêmia colhe cogumelos nas roças para estudá-los, enquanto seu colega da Universidade de Kyoto, Takehide Ikeda, em companhia de Aldevan, fotografa sapos coloridos na roça de abacaxis. Lá, na semana anterior foram registrados rastros de onça, o que preocupa a todos.

Eles comem um jaraqui assado no moquém por seu Aloísio. Depois do jantar, deitado na rede onde está “jiboiando”, ainda com o sabor da pimenta Baniwa na papila gustativa, Aldevan fala dos cogumelos que brilham. Noêmia explica que se trata de fungos bioluminescentes, que ela conhece através dos livros, mas que nunca viu pessoalmente.

- Quer ver? Nesta noite sem lua dá pra enxergar o brilho desses fungos aqui perto – convida Aldevan.

Noêmia hesita, manifesta seu medo de onça. Aldevan a tranquiliza:

- A onça também tem medo das pessoas. Basta respeitar o espaço dela, que ela respeita o seu.

Ikeda topa na hora e anima Noêmia. Seu Aloisio aconselha a usar botas e levar lanternas para evitar cobras. Os improvisados expedicionários entram no mato.

 - Andem perto de mim. Iluminem o caminho com a lanterna e olhem com cuidado onde pisam – recomenda Aldevan.

Lanterna apagada

O JN penetra de noite na floresta amazônica e acompanha os passos da bióloga Noêmia, do Baniwa Aldevan - agente de combate às endemias da Fundação de Vigilância em Saúde, do produtor rural Aloísio Braz e do biólogo Takehide Ikeda. Todos eles portam lanternas potentes. A câmera mostra a fila indiana.

Quem vai na frente é Aldevan, que carrega milênios de experiência de quem nasceu na Cabeça do Cachorro (AM) e aprendeu muito ouvindo as histórias do pai Baniwa e da mãe Tukano. Atrás dele, Aloísio, que cultiva roças no sitio Santa Isabel. Noêmia, neta de Nobuo - pioneiro no cultivo de fungo no Brasil - é a terceira da fila, seguida por Ikeda que pesquisa – olhem que maravilha! - as cores de seres vivos.

Depois de uma boa caminhada, o Baniwa pede que todos apaguem as suas lanternas. Durante dez minutos mergulhados em intensa escuridão, os olhos se acostumaram com o breu. Primeiramente, a mancha esverdeada de uma folha brilha bem no pé de Noêmia. Ela levanta a cabeça. Os cogumelos, então, deslumbrantes, resplandecem em toda sua majestade. Parece até uma cintilante árvore de natal. Eles nunca mais esquecerão aquele espetáculo de pirilampo pisca-piscando, que pode ser observado na floresta amazônica, mas também na mata atlântica, no cerrado e em biomas de outros países.

- Já andei muito por florestas. Por que será que nunca vi isso antes – pergunta Ikeda, intrigado.

- Porque você nunca apagou a lanterna. Os cientistas deviam saber que nem tudo que a gente procura, pode ser encontrado iluminando. Às vezes, para ver, é preciso desiluminar – responde Aldevan.

A experiência é inesquecível. Retornam, agora com as lanternas acesas e o brilho dos fungos gravado na memória. Noêmia manifesta outra vez o medo da onça e de se perder no caminho. Aldevan conta que seu pai um dia foi colher patauá na floresta na Cabeça do Cachorro. Anoiteceu. Na escuridão, sem fogo e sem rede para passar a noite, não tinha como voltar pra casa. Como os cogumelos que brilham crescem nas trilhas, ele conseguiu achar o caminho de volta apenas guiado por sua luz.

Cenipuca luminosa

O posfácio do livro foi escrito pelo químico Cassius V. Stevani, pesquisador da USP, que encontrou, em 2005, a primeira espécie de cogumelo que emite luz. Ele estudou exemplares de um fungo que economizava energia durante o dia para brilhar intensamente de noite. Coordenou o projeto “Bioluminescência em fungos: levantamento de espécies, estudo mecanístico e ensaios toxicológicos”, que fez uma enorme “balbúrdia”. No posfácio do livro, descreveu assim sua intensa emoção num cenário de ficção científica:

- 2005. Acaiú ressé, a uacemo iepé urupé o ricó cenipuca (biolumiscente). Ti acuao a contari maie ita ia saãn mairamé ia maãn cenipuca urupé caá pe pituna arame.

Na realidade, Cassius escreveu em português, mas para não dar spoiler transcrevi aqui a tradução em Nheengatu, a língua falada majoritariamente na Amazônia até meados do séc. XIX. Quem quiser conhecer detalhes, tem que apagar a luz da tv, que nos enceguece, para ver o brilho do cogumelo no sábado (7), às 18 horas, no lançamento na Banca do Largo. Os autores estão esperando vocês.

P.S.1 Ishikawa, Noemia Kazue e outros: Brilhos na Floresta. Coedição Editora INPA / Editora Valer. Manaus. 2019. 64 pgs.

P.S. 2 – Pensei aqui na minha vasta prole de sobrinhos-netos, que merecem entrar nesse mundo mágico para aprender a amar e a defender a biodiversidade, pouco conhecida. Eles adorarão “Brilhos na Floresta”. Listo aqui os nomes de alguns: Bia e Mariana, Greta, Netinho e Luísa I, Alice, Rodrigo e Artur, Leticia, Vinicius, Marcelo e Elisa, Ana Clara e Marina, Sofia II, Malu e Clara, Ananda e Duda, Gabriella, Alice e Lucas. Seus pais, que moram em Manaus, estão intimados a os levarem para o lançamento. Pedi a meu amigo livreiro Joaquim Melo para controlar com o livro de presença. Vou puxar a orelha de quem não for.

Os que vivem em outras cidades, merecem ganhar o livro como presente de natal: Em São Paulo: Palmito e Sofia; no Rio, Manu;  em Natal: Ana e Maia; Em Niterói: Vitória, Rodriguinho Power, Maya, Bernardo e Patrick, Isis e Luísa II, Bárbara e Gui. Tia Elisa Souto, não seja sovina, traga exemplares para seus sobrinhos netos!

P.S.3 Tarde de autógrafos: Ih, menina, fiquei tão empolgado com os fungos, que esqueci de avisar: neste sábado (30), de 16h às 19 hrs, o livro "CASCUDINHO - O PEIXE CONTADOR DE HISTÓRIAS" da Editora do Brasil, belamente ilustrado por Luciana Grether, com texto deste locutor que vos fala, foi lançado na Livraria  da Travessa, em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572). 

 

P.S.4 Culpar ONGs por crimes ambientais cometidos sabidamente por fazendeiros, faz parte da barbárie que assola o país. Agride nossa inteligência e suja de lama a verdade. A prisão dos quatro brigadistas de Alter do Chão foi algo tão vergonhoso e fake, que quem prendeu, foi obrigado a soltar: o juiz "insuspeito" de uma família de madereiros. A mentira era tão descarada que não colou.

 

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27 Comentário(s)

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Selma comentou:
06/12/2019
Suas palavras brilham! Muito, muito, muito obrigada por nos trazer luz sobre tantas coisas que desconhecemos! Grande abraço, Mestre!
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Monica Torres (via FB) comentou:
05/12/2019
Que texto maravilhoso, professor Bessa! Muito grata!
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Tadeu veiga comentou:
05/12/2019
O incrível fenômeno da bioluminescência no Cerrado. (English bellow) Durante a estação das chuvas no Cerrado (outubro a dezembro), o brilho de larvas nos cupinzeiros do Parque Nacional das Emas se confunde com o das estrelas. No entanto, não se trata de larvas de cupins, mas são larvas do besouro bioluminescente (Pyrearinus termitilluminans), um tipo de vaga-lume que as fêmeas fertilizadas depositam ovos na base dos cupinzeiros, e suas larvas residem no interior destes durante todo o ano, habitando uma rede de túneis de 1 a 5 cm de profundidade paralelos à superfície. Assim que a estação chuvosa começa, as larvas começam as se posicionar nas saídas dos túneis individuais no início das noites quentes e úmidas, expondo a cabeça e seus corpos luminosos para atrair e capturar os cupins alados que estão deixando suas colônias nos período reprodutivo, ou mesmo outros insetos que se aproximem. Suas mandíbulas fortes perfuram e arrastam a presa para uma pequena cavidade com cerca de 1 cm de profundidade a partir da saída do túnel, e em seguida regurgitam uma substância na presa para a digestão extracorpórea. A bioluminescência é um fenômeno que ocorre em várias partes do mundo, em que organismos vivos emitem luz visível e fria por reações químicas. O Brasil é rico em besouros luminescentes, no entanto o Parque Nacional das Emas é o melhor lugar para assistir ao fenômeno dos cupins brilhantes, principalmente na parte do parque conhecida como “Cidade dos Cupins”. Aqui, trazemos algumas fotos que acabamos de produzir em conjunto com nossos parceiros da @loboguarafilmes Você pode imaginar o quão incrível é ver vários desses cupinzeiros brilhando na escuridão
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Romulo andrade comentou:
05/12/2019
Texto saboroso. Lembrei do Cezinha - Cezar Martins de Sá, professor doutor biólogo da UnB, tb estudioso desses organismos bioluminescentes da floresta. Convivemos com a sua saga durante a Exp. Humboldt. Genial esse mistério da vida estar mais acessível para instigar a imaginação dos jovens !
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Sandra Silva (via FB) comentou:
05/12/2019
Online agora Meu professores,obrigada por viajar com os olhos fechados Gostaria muito que pudéssemos por alguns momentos ver todo esse conhecimento e valorização de olhos abertos. Forte abraço!
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Alexandre Macedo comentou:
02/12/2019
"O Brasil não conhece o Brasil; O Brasil não merece o Brasil" (Aldir Blanc)
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Ivânia comentou:
02/12/2019
Meu querido, nunca vi os cogumelos iluminados, mas precisei desiluminar meus olhos para ver as estrelas Tupi nos céus da Amazônia. Vi e vejo antas, cotias, cobras, onças, beija-flor brilhando em nossas noites e pode olhar com estas lentes para o céu pluralizou minha forma de ver o universo.
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Vilacy Galucio comentou:
02/12/2019
Que delicia que deve estar esse livro. Obrigada por compartilhar, Carla. Ja imaginou essa cronica no JN?
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Rodrigo Martins comentou:
01/12/2019
Professor, sem querer fazer trocadilho ,mas senhor estava iluminado ao fazer essa linda crônica. Adorei conhecer os cogumelos luminosos, não os conhecia, é como um abajur da natureza. Que coisa mais linda! PS: Professor, infelizmente não consegui ir na tarde autógrafos, mas com certeza foi um sucesso! E amei essa foto no final, parece até aqueles pósteres de time campeão Um abraço querido professor!
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Lenise Ipiranga comentou:
01/12/2019
Aulão professor ... Inclusive de telejornalismo para o JN ... Já apagando a luz para ver
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Graça Helena Souza (via FB) comentou:
01/12/2019
Um mestre desexplicador, é o melhor que há!!
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Clebson Alves comentou:
01/12/2019
Parabéns professor Bessa! Mais que uma apresentação do livro, Brilhos na Floresta: apaga luz para ver! Importante... e sem dúvidas uma reflexão que certamente devemos fazer sempre e especialmente nas circunstâncias que vivemos! Parabéns especial aos autores pela parceria belíssima! Já compartilhei em todos os grupos!
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Valter Xeu comentou:
30/11/2019
Publicado no Blog Patria Latina. http://www.patrialatina.com.br/brilhos-na-floresta-apaga-a-luz-para-ver/
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Felipe José Lindoso comentou:
30/11/2019
Babá, Belíssimo texto. Estou tentando comprar, mas a Valer é difícil...
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Roberto E. Zwetsch comentou:
30/11/2019
Bessa, excelente notícia, Ah, vou buscar este livro nem que seja no Japão, meu irmão, desculpe a rima pobre. Pirilampejando com os cogumelos pródigos em luminar este país estrangulado, extenuada, mas não morto. Roberto Z.
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Eunice Paula comentou:
02/12/2019
Que coincidência, Bessa! Hoje mesmo li um maravilhoso texto de Margarida Genevois (97 anos) ao recceebr um prêmio da OAB na semana passada pela sua luta incansável em favor dos Direitos Humanos neste país. Ela termina o texto nos convidando a acender luzes nesta travessia sombria. E você nos convida a apagar as luzes para ver outras luzes que também podem nos iluminar neste momento de trevas. Gracias, professor!
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Beatriz Faria (via FB) comentou:
30/11/2019
Mesmo depois de alguns anos, tenho a honra de tê-lo em meu Facebook. E com isso continuo aprendendo. Ótimo texto. Estou encantada!
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Tekinha comentou:
30/11/2019
Babá uma pessoa brilhante só pode ver brilhos na sua frente. Amei.
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Walter Luiz Cruz Vidales comentou:
30/11/2019
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Ana Almex comentou:
30/11/2019
Jãácompartilhei tua crönica em vários grupos do zapp. O pessoal está adorando e querendo saber como comprar o livro. Vc sabe se haverá lancamento aqui no Rio: O cogumelo vai brilhar por essas bandas?
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Noemia Kazue Ishikawa comentou:
30/11/2019
Que emoção sinto ao ler este texto de José Bessa Freire, escrito tão lindamente, do nosso livro que será lançado amanhã (16:00) na Maloca da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira, AM. E no dia 07 (18:00) na Banca do Largo em Manaus. Muito obrigada José Bessa.
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Erika Folhadela J (via FB) comentou:
30/11/2019
José Bessa que texto maravilhoso e necessário... Pena que os do lado lá sequer sabem ler...
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Ana Carla Bruno (via FB) comentou:
30/11/2019
Obrigada José Bessa. Apaguemos as luzes para ver os cogumelos bioluminescentes e aumentemos os volumes para escutar as línguas indígenas deste país chamado Brasil. E claro compartilhemos histórias com tanta vivacidade como o Cascudinho.
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Ana Silva comentou:
30/11/2019
Encantador, poético e lindo como os cogumelos brilhantes. Os indígenas e as florestas nos emocionam. Parabéns aos índios, aos pesquisadores, ao Bessa por esse texto necessário. Que lindo, Bessa. Lindo, lindo... Teremos lançamento aqui no Rio?
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Luis Pellon (via FB) comentou:
30/11/2019
The best! Bessa e sua infinita capacidade de nos fazer entrar e viajar em outras realidades temporais e espaciais.
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Regina Cabral Freire comentou:
30/11/2019
Maravilha. Já estou convocando os pais a irem e levarem as crianças no próximo sábado, dia 7, à Banca do Largo.
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Ivone Andrade (via FB) comentou:
30/11/2019
Querido Babá com toda essa barbárie que assola o país só nos resta apagar a luz e absorver esses brilhos da floresta. Estive a pensar ultimamente sobre o desaparecimento dos vaga-lumes e também das borboletas andam em extinção e deixam o mundo meio sem graça, eles ainda existem em nossa memória de criança. Estarei lá dia 7 para pegar um pouco dessa luz. Grande abraço!
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