CRÔNICAS

Aos eleitores do capitão Jair Messias Bolsonaro

Em: 30 de Setembro de 2018 Visualizações: 5898
Aos eleitores do capitão Jair Messias Bolsonaro

"Vai cartinha fechada, não deixa ninguém te abrir"  (Luiz Gonzaga) 

"Minha querida, saudações, escrevo esta carta, mas não repare os senões" (Waldick Soriano)

Se você não é o destinatário dessa carta, pare por aqui. Não prossiga a leitura, por favor. Não viole correspondência alheia. Ela contém dados confidenciais e familiares. Não leia o que está dirigido a outrem. Xeretar correspondência privada é crime punido pelo Código Penal. O art. 40 da Lei n. 6.538/78 prevê detenção de até seis meses aos infratores. Portanto, saca fora.

Prezado (a) eleitor(a) do Bolsonaro

Saudações. Escrevo essa carta, mas não repare os senões. Segundo os institutos de pesquisas, vocês constituem um exército considerável de 30 milhões de eleitores, entre os quais se encontram alguns familiares e amigos queridos, que merecem ser tratados com o devido respeito, rompendo esse círculo de ódio dos debates nas redes sociais. Mas assim como eu ouço vocês, espero obter a mesma atenção. Lembro que discordar faz parte do jogo democrático, que é possivel exercitá-lo com veemência e contudência, mas sem ódio.

Confesso – quem diria? - que temos muitas coisas em comum. Somos brasileiros. Amamos nossos filhos (as) e netos (as).  Muitos de nós convivemos com cachorros e gatos, que muito estimamos Sofremos com a insegurança, a corrupção, a impunidade, o desemprego. Queremos melhorar nosso país. Compartilhamos o sentimento de que fomos enganados. Sem contar que eu me enquadro em quase todos os itens do perfil do eleitor do PSL traçado pelo Ibope: a maioria esmagadora é de homens (o triplo das mulheres), auferindo mais de cinco salários mínimos, 32% com 51 anos ou mais, 41% pelo menos com ensino médio, 72% católicos ou evangélicos. A maioria gente branca, embora eu não saiba quem é branco no Brasil.

Existem muitas convergências entre nós. As divergências surgem quando se propõe soluções aos problemas. A segurança, por exemplo. O teu candidato acha que bandido bom é bandido morto, que direitos humanos é mimimi. Defende que a tortura seja uma prática institucional do Estado e que criminosos sejam eliminados. Quer armar a população. Se isso acontecer, nas escolas alunos matarão colegas e professores como nos Estados Unidos e já começa a ser prática aqui, vide o estudante de 15 anos que feriu dois colegas em um colégio no Paraná nesta sexta (28). Traficantes estão em campanha em prol do capitão, acreditando que a proposta deles lhes favorece para que se armem legalmente.

“Aquilo”

Numa conversa por whatsApp, um familiar querido destilou fel:

 – O discurso de ódio de Bolsonaro é direcionado aos bandidos. Se você se sente incomodado, sinto muito te dizer, mas acho que você é um deles. Acha correto?

Expliquei-lhe que o meu candidato, defensor da cultura da paz, sustenta que não são as pessoas desarmadas que devem ser armadas, tal insanidade só faz aumentar o tiroteio e as mortes. É o contrário: são os bandidos que devem ser desarmados. O desarmamento de todos causa prejuízos para a indústria armamentista financiadora de candidatos - a chamada bancada da bala, mas traz segurança para a população. Além do que "bandidos" somos nós, que nos incomodamos com tal discurso. Parece filme americano e a gente já sabe quem é o "mocinho".

Em vista do exposto, te pergunto: não seria interessante ver os programas de presidenciáveis menos rancorosos e mais competentes? Tem tantas opções... O Cabo Daciolo, por exemplo, evangélico neopentecostal sincero, comunga com o slogan bolsonarista “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, mas não concorda com essa proposta maluca de que cada um faça justiça com as próprias mãos. Jejuou 21 dias nos montes (devia ter levado o capitão com ele), voltou de lá iluminado para o debate no SBT nesta quarta (26). Defendeu as minorias, os índios, os negros, os quilombolas, apoiou o sistema de cotas e as políticas públicas de governos criadas nos últimos 20 anos.  

- Uma pessoa que diz que vai tirar o FIES, o Bolsa Família, o ProUni, essa pessoa nunca passou necessidade, nunca faltou comida na casa dela – disse Daciolo que defendeu ainda a valorização da mulher no mercado de trabalho e salários e cargos iguais aos dos homens, contrariando o programa do teu candidato. Homenageou todas as mulheres do Brasil e ainda mandou recado ao vivo para o símbolo delas, sua genitora, presente no estúdio:

- Mamãe, eu te amo.

Daciolo pode parecer meio alucinado e “folclórico”, mas além de alegrar os debates, é menos lunático do que os que pregam ódio, violência, homofobia, misoginia, cortes de conquistas sociais e de direitos trabalhistas, como o 13° salário, e a tortura. Bolsonaro, no entanto, acha que quem discorda dele, é comunista – palavra assustadora capaz de cegar qualquer um. Nomeia um fantasma já morto tentando ressuscitar aquilo que a própria história enterrou no século passado. Dona Elisa, mãe deste soldado Taquiprati, não ousava nem pronunciá-la. Dizia “aquilo” no lugar de “comunista”, para "não sujar a boca", igual a dona Feliciana, mãe de um amigo meu lá de Abaeté (MG), que continua sendo “aquilo” até hoje. Você, eleitor do capitão, certamente objetará com o fantasma do comunismo:

- O Daciolo é “aquilo”, militou no PSOL. 

Segredo revelado

Então não vou nem falar do meu candidato: Boulos e Sônia Guajajara, para não brigar contigo. Busquemos então outras alternativas. Por que não Fernando Haddad? Ele foi um puta ministro da Educação, pretende lutar pelos direitos dos trabalhadores, das mulheres, pelas conquistas sociais, incluindo a manutenção do 13º salário garantido pela Constituição, que Bolsonaro quer acabar - um segredo revelado pelo general Mourão com repercussão tão negativa entre seus eleitores que desdisse o que havia dito.

- Haddad não! A vice dele é “aquilo”. Além disso, o PT traiu nossa confiança, prometeu combater a corrupção e chafurdou na lama – dizem alguns amigos meus que são eleitores de Bolsonaro. Eles já votaram em Dilma, duas vezes em Lula, como Ricardo Roriz, 60, que há oito meses tatuou o rosto de Bolsonaro na perna direita e gravou nos braços o slogan da campanha. Por se sentirem enganados, vocês ficaram cegos de ódio. Embora discordando de tanto rancor, entendo tua alma, meu irmão.

Efetivamente, tens razão: lambanças foram cometidas por alguns ministros e parlamentares do PT e seus aliados que praticaram, no exercício do poder, aquilo que vem se fazendo no Brasil desde Tomé de Souza, não se diferenciando, nesse aspecto, de Temer, Aécio, Jucá, Sérgio Cabral, Cunha e, com todo respeito, do próprio Bolsonaro. Até hoje o PT não fez uma autocrítica de suas alianças com o lixo da política brasileira em nome da tal “governabilidade”.

Mas não se pode generalizar. O PT é formado por milhares de militantes íntegros, como Haddad. Seria o mesmo que afirmar, por causa de alguns nazistas e fascistas, que todo eleitor de Bolsonaro é canalha, não presta. O que, afinal, a gente quer com nosso voto? Manifestar o ódio comprometendo o futuros de nossos filhos ou encontrar o caminho melhor para o país? Achar que Bolsonaro vai combater a corrupção é de uma ingenuidade similar à ilusão dos eleitores de Collor, o “caçador de marajás”, que engabelou milhões de brasileiros.

Os jornais acabam de revelar que Jair Bolsonaro ocultou da Justiça Eleitoral e de todos nós a propriedade de duas casas que juntas valem R$ 2,6 milhões. O Globo comprovou isso em cartórios do Rio de Janeiro. São 27 anos no poder como parlamentar, durante os quais - ainda bem - aprovou apenas três projetos sem importância. Mas durante esse tempo, o capitão usou dinheiro público para pagar uma “assessora” que cuidava de seus cachorros em Angra dos Reis e acumulou bens, que não foram declarados sabe-se lá porquê. Se fez isso sem ter ainda as chaves do cofre, o que não fará com elas em suas mãos?

Democracídio 

Prezado eleitor de Bolsonaro, todo mundo é livre, evidentemente, para votar em quem quiser. Mas pensa antes se não estás entrando numa canoa furada como os eleitores do Collor, o “caçador de marajás”. Lembra que Geddel e Aécio, no impeachment de Dilma, posavam de honrados, diziam combater a corrupção e estavam nela atolados até o pescoço como sabemos hoje.  

Jair, como Collor, usa essa bandeira e a indústria do anticomunismo para se eleger, enganando assim os bem-intencionados, os ingênuos, os desinformados, os tolos, os otários. E isso acompanhado de medidas para calar a imprensa, fazer uma nova Constituição só com “notáveis”, num claro processo de democracídio. Já disse que se perder não aceitará o resultado das eleições.

Se minha reza tivesse algum valor, rezaria por ti, eleitor do Bolsonaro, de quem tenho pena, de verdade, como tive dos eleitores do Collor, pela tremenda empulhação a que foram submetidos. Estás votando contra teus próprios interesses de classe, completamente desinformado, sem conhecer a história recente do país nos últimos 50 anos. Teremos sorte se nesta semana que antecede as eleições, o general Mourão revelar outros segredos da chapa que possam orientar nosso voto.

De qualquer forma, manifestações ocorreram em 230 cidades brasileiras e até no exterior contra o nazismo, o fascismo, o feminicídio, o ódio, a exclusão e a barbárie. A verdadeira carta endereçada a vocês são as manifestaçoes organizadas pelas mulheres. Espero que vocês, eleitores de Bolsonaro, saibam ler o que foi escrito nas ruas e praças do país neste sábado, mesmo se a escrita for em língua guarani.  

P.S. Pense bem: a eleição de deputados e senadores é ainda mais importante que a presidencial.

 

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21 Comentário(s)

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gabriel kaled comentou:
23/10/2018
gente vamos derrotar esse faxixxxxxxta , elelricixxxxta , maquinixxxxxta , solonoplanisxxxta , concursixxxxxta , parlamentarixxxxta
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Hans Alfred Trein comentou:
09/10/2018
Concordo plenamente. Admitir a necessidade de uma autocrítica deveria ter começado, o mais tardar, com uma mudança de postura de Haddad, quando passou a ser oficialmente candidato à presidência da república. Já é meio tarde, mas ainda estaria em tempo. É imprescindível deixar essa postura arrogante de quem não comete erros, para dar guarida a alguns malfeitos e equívocos durante os períodos de governo. É essa postura que alimenta o anti-petismo, levando de roldão boas propostas, de que nem se toma mais conhecimento. Desculpe, meu caro Bessa, não resisti a bisbilhotar. Espero que haja perdão para a minha transgressão. Abraço, Hans
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Jordan Lima Perdigão (via FB) comentou:
06/10/2018
Esta maravilhosa carta, escrita pelo historiador José Bessa, é para os eleitores de Bolsonaro, apenas. Eleitores de Haddad, Ciro, Marina, Boulos, Alckmin, Amoedo, etc...contenham-se. Rum. Não xeretem essa carta confidencial reservada apenas aos eleitores do capitão.
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Jessica comentou:
03/10/2018
Para aquele que sempre será um querido professor: Muitas das pontuações chamaram bastante a minha atenção, contudo existem alguns pontos com os quais não concordei, e como foi proposto um diálogo, assim conversaremos. 1) Na fala do Daciolo fica implicita a intenção de corte do bolsa família pelo Bolsonaro, isso não procede. Ao contrário já fala em aumento do valor do auxílio; 2) A crítica do Mourão estava relacionada ao fato de recebermos o pagamento das semanas "extras" de alguns meses somente no final do ano. Ele é a favor de pagamento semanal como nos EUA, assim receberíamos o dinheiro viria antes para nossos bolsos. (13 não é beneficio, somente o pagamento atrasado de semanas trabalhadas); 3) A proposta do PT é extremamente perigosa, sugerem quebra no sistema de pesos e contrapesos democrático além de "controle social" da imprensa(censura). Um grande beijo!
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José Marajó Varela (via FB) comentou:
01/10/2018
eita, mestre José Bessa contundente, masporém sempre decente: hay que endurecer sin perder nunca la ternura...
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Lídia Almeida comentou:
30/09/2018
Ele não. Ele é doente. A sociedade brasileira não pode embarcar nessa doença. Em entrevista em 1999, tem video, ele disse: “Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC”, Segundo esse doente mental, o erro da ditadura foi apenas torturar e deixar vivo para contar a tortura. Deviam ter matado.
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Rodrigo Martins Chagas comentou:
30/09/2018
Boa noite professor Bessa! É isso, o senhor disse tudo de forma brilhante e corroborando com a minha amiga Ana Silva digo: #elenão Um grande abraço!
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José comentou:
30/09/2018
Discordo quando fala de uma necessária autocrítica do PT. E por uma razão muito simples. Uma vez, o mesmo Ciro que hoje berra contra o PT, disse o seguinte: "se querem votar em mim pra Presidente, votem em pessoas honestas para o Congresso, porque é com elas que terei de negociar." O sistema político brasileiro atual leva necessariamente a um paradoxo: você é eleito por um Partido, mas só consegue governar fazendo alianças com o Congresso. Um Congresso eleito com caciques do quilate de um Eduardo Cunha, de um Aécio Neves, de um Rodrigo Maia, de um Renan Calheiros, certamente não é o Congresso com que sonham os candidatos de esquerda. A própria forma como se financiam os partidos leva a eleição para o legislativo a uma vantagem absurda para a direita. Portanto, é muito fácil criticar as tais "alianças" do PT e esquecer que foi com as mesmíssimas alianças que FHC governou. E que Collor, justamente por não ter nenhum tato político, acabou sucumbindo. É lindo bradar-se contra a corrupção. Mas gostaria muitíssimo de ver quem reclama lá, sentadinho no Planalto, acossado pelo tal "mercado", pela mídia e pelos interesses mais escusos em nossas riquezas. Os críticos falam como se o Presidente da República pudesse agir ditatorialmente, tipo Figueiredo: "quem for contra a abertura eu prendo e arrebento".
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Taquiprati comentou:
30/09/2018
Prezado José, a crítica é ao sistema politico, que necessita de uma reforma radical. Não é muito fácil criticar o PT não. É preciso, em primeiro lugar, colocar o dedo na ferida. Em segundo lugar, brigar com os proprios companheiros e dizer que o PT não pode fazer, no poder, aquilo que na oposição condenava.. Como esquecer as criticas ao FHC, ao Collor, ao Sarney , se na qualidade de petista fizemos criticas contundentes a eles? Falta uma autocritica. Enquanto isso não for feito e não se mudar as práticas, o ódio ao PT, lamentavelmente, aumentará.
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Francisco Carlos Ramos de Souza comentou:
30/09/2018
Sr. Bessa. Como possível eleitor do Bolsonaro, Julgo não estar polemizando ou sendo enxerido. Afinal sua carta, de certo modo, foi endereçada a mim. Como o Sr. me disse a quatro anos atrás, que não votou na Dilma, e sim contra o Aécio; digo-lhe agora que possivelmente não votarei no Bolsonaro (no primeiro votarei no Ciro) , mas sim contra o PT e o Lula.. Os petistas e o Sr. falam muito de ódio, ou discurso do ódio. Confesso que nunca ouvi falar tanto esta palavra. como tenho ouvido nestes últimos anos, e sempre pela boca de pessoas de esquerda. Só para sua informação, um retrospecto dos meus votos desde a redemocratização: Collor x Lula, votei no Lula; FHC x Lula, votei no Lula; FHC x Lula, votei no Lula; Serra x Lula, votei no Lula; Alckmim x Lula, votei no Lula; Dilma x Serra, votei na Dilma contrariado; Dila x Aécio, votei no Aécio. Portanto, o meu voto tem de tudo, menos ódio. Como não gosto muito de falar de amor, digamos que o meu voto atual é pelo feijão carioquinha a R$ 2,50 (vi hoje no supermercado).
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Taquiprati comentou:
30/09/2018
Francisco, você é uma prova de que existe vida inteligente do outro lado.que não é o meu. O Ciro é um candidato muito bem preparado, se ele passa para o segundo turno, faço campanha pra ele. Vc se surpreende que ouve falar tanta em ódio e sempre pela boca de pessoas de esquerda. Mas é claro. Quem sofre o ódio, é quem reclama. Não é mesmo? O Bolsonaro ameaça institucionalizar a tortura, o que significa pagar com o dinheiro nosso, do contribuinte, agentes da violência. Fala em armar "os homens de bem". Esculhamba as mulheres, a violência dele contra a Maria do Rosário está documentada, assim como contra jornalista, contra a Joenia Wapixana. Ai, né, a gente tem de falar contra o .
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Marcus Maia comentou:
30/09/2018
Faço minhas as palavras do Professor José Bessa!
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Marcia Paraquett comentou:
30/09/2018
Como sempre, concordo com suas observações, querido Bessa, ainda que eu fale como mulher e você como homem. Que bom estarmos unidos na luta contra a ignorância e o fascismo.
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Tessa Tavares Da Fontoura comentou:
30/09/2018
Ele jamais. Vida digna para todos e todas. Nada de armas, de exclusão e de morte.
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Airam Sá Xavier comentou:
30/09/2018
BESSA meu querido. Ainda não li... mas só pelo título e pela sensibilidade, acho que compreendeu ontem. Pois muitos homens e analistas não compreenderam. O RECADO FOI DAS MULHERES...
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Adeice Torreias comentou:
30/09/2018
Professor Bessa, sua lucidez em desenhar com palavras sempre me surpreende. A carta em seus tim tim por tim tim é um alerta e um desabafo de quem muito já viveu. E aprendeu. É triste ver o País dividido em trincheiras à beira de uma onda de sangue nas ruas. E agora, José??
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Jordan Lima Perdigão comentou:
30/09/2018
Poxa, Dr. José Bessa, eu achava que só nas nossas famílias, dos pobres mortais, havia parentes jumentos. Nas de vcs do Olimpo, pensava que não tinha.
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Ana Silva comentou:
30/09/2018
Excelente texto, perfeito como sempre. #Elenão. #Elenunca contra o machismo, preconceito, fascismo hipocrisia, ódio.
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Ivy Silva comentou:
30/09/2018
Leitura sempre prazerosa.
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Raffaele Amazonas Novellino comentou:
30/09/2018
Caro Amigo, sempre vale a tentativa de desarmar a iniquidade manifesta em tantas facetas de ódio desumano. A tua crônica me induziu a questão: será que aqueles ainda jovens eleitores frustrados pelo caçador de Marajás a partir de 1990, atualmente compõem a maioria dos eleitores do candidato do PSL a presidência?
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Mariana Estela Cristina Santoro comentou:
29/09/2018
Amo seu sarcasmo moderado sempre......
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