CRÔNICAS

A homofobia: Narciso através dos espelhos (versión en español)

Em: 14 de Janeiro de 2018 Visualizações: 6080
A homofobia: Narciso através dos espelhos (versión en español)

“Ele diz com todas as letras: / É preciso persistência / Na travessia do grande rio”

(Narciso Lobo)

- Ele já estava morto, mas em mim continuava vivo. Só muitos anos depois soube que Narciso havia atravessado para a outra margem do grande rio. Uma saudade intensa me faz ansiar por compartilhar sua memória com todos os amigos. Quero homenageá-lo neste ano de 2018 que começa.

Quem me mandou essa mensagem, de Madri, em espanhol, foi o sociólogo Emílio Gómez Ceto, educador social e militante do movimento contra a homofobia, que me localizou nas redes sociais graças ao meu artigo publicado no Diário do Amazonas, em 2009, que ele só leu anos depois e foi aí que soube da morte de Narciso Júlio Freire Lobo(1949-2009),professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Conta como foi:

-  Preparava minha viagem ao Brasil, em 2016. Tentei localizar Narciso. Queria revê-lo. Fiquei arrasado ao saber pela internet da morte do amigo que eu conhecera, em 1990, em sua excursão pela Europa, quando flanamos juntos pelas ruas de Madri, parando nos bares, aqui e ali, para um café. Conversamos sobre cultura, Manaus, Amazônia, situação política, PT. Uma conversa puxava outra: defesa dos índios, direitos dos gays, diversidade, tolerância. Recordo que ao discutirmos os partidos de esquerda, ele me deu de presente um broche com a estrela vermelha, que guardo até hoje.  

Respondi a mensagem de Emílio, informando-o que eu havia convivido de perto com Narciso, no seu retorno a Manaus, depois que concluiu, em 1977, o Curso de Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF). Chamei-o para o Porantim, um jornal em defesa dos índios, do qual eu era editor, onde ele atuou com entusiasmo, trazendo sua experiência adquirida em outros jornais do Rio e São Paulo. No seu concurso para professor da Universidade do Amazonas, eu estava na banca. Militamos juntos na Associação de Docentes. Ele não havia ainda escrito seus livros sobre cinema.

- Ah, nós falamos muito sobre cinema, fomos juntos ao Cine Doré, em Madri. Narciso viajou a Paris e dez dias depois voltou à Espanha. Com muito amor e entrega, ele me deu de presente exemplares de seus livros e doou outros para a biblioteca da Filmoteca Nacional, cujo arquivo havíamos visitado juntos. Finalmente, retornou ao Brasil, deixando muitas saudades. De vez em quando me enviava postais, com palavras que muito me enterneciam - escreveu Emilio.  

Na correspondência mantida com Narciso estão incluídas também dedicatórias dos livros, entre eles, “Hoje tem Guarany” e “No rastro de Silvino Santos”, em coautoria com Selda Valle da Costa, parceira de tantas viagens. Foi na USP que Narciso cursou mestrado em Cinema e doutorado em Comunicação, publicando “A tônica da descontinuidade: cinema e política em Manaus nos anos 60”. Deixou, além disso, poemas e capítulos de livros e artigos sobre suas três paixões: cinema, política e Manaus, assuntos das conversas com o amigo espanhol que relata:  

- Devido à distância e ao tempo, perdemos o contato. No entanto, sempre continuei pensando nele, sentindo Narciso vivo e brilhante, com seu sorriso, seu sotaque em portunhol e os passeios por Madri. Lembro da nossa visita a Igreja de Leganés, uma obra do barroco espanhol. Ele demonstrava gratidão pela companhia e pela culinária espanhola. Narciso era um amor de atenções. Foi triste, ao tentar reencontrá-lo pela internet, ler a notícia do seu falecimento anos atrás. Quando visitei São Paulo, não conseguia olhar as pessoas e as coisas sem ouvir sua voz em nossas conversas.

A correspondência

Narciso foi pró-reitor de Assuntos Comunitários da UFAM, membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, o que o obrigou a transitar por diferentes áreas, algumas delas construídas sobre terreno minado, com areia movediça e até lama, mas manteve sempre a dignidade, sem concessão de princípios e “sin perder la ternura jamás”. Faleceu na madrugada de 24 de julho, aos 59 anos, em Manaus, “com câncer e outras doenças” – diz a notícia institucional.

Na ocasião, foi pranteado por colegas, alunos, amigos que choraram sua perda. Agora, em homenagem póstuma e em defesa de sua memória, publicamos a correspondência com Emilio, enviada de várias cidades por onde andou, pensando com isso criar mais uma das “ferramentas para combater o bullying homofóbico”, título do livro de Emilio em coautoria com o psicólogo Lucas Platero, que discute a construção social da sexualidade e combate insultos, injúrias, agressões físicas que não são atos individuais, mas se assentam em bases estruturais da sociedade.

Aliás, Emílio e Narciso se conheceram justamente no COGAM – Coletivo de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais de Madri, que guarda em sua biblioteca o maior acervo documental LGBT da Espanha e luta contra a hipocrisia e o preconceito. A correspondência entre eles revela uma relação amorosa e de amizade muito bonita, a delicadeza e o refinamento de Narciso, seu engajamento firme na luta contra a homofobia e seu humor. Ofereceu a Emílio um exemplar do cordel “Horóscopo das bichas”. Eis aqui mensagens  que podem nos ajudar a tratar com respeito a diversidade:    

No caminho de Madri a Paris (março, 90), num postal que reproduz tela de Hippolyte Flandrin – Jeune homme nu assis au bord de la mer: “Emilio, Viva a beleza e dentro dela a verdade pública e íntima de cada um. Ganhei muito de ter te conhecido. Estou mais entendido e mais terno. Mais tranquilo. Mesmo na eventual distância, te amo mucho, muito. Narciso.

De Manaus (30/04/90) Com uma borboleta do artista amazonense Jefferson Rebello: “Emílio, te amo nas distâncias cercanas. Narciso Júlio”

De Porto Alegre (10/07/90) num postal das Edições Nômades de Fred Maia, o poeta piauiense autor de haikais: “Querido Emílio, estou te escrevendo do extremo sul do Brasil, onde se realiza o Congresso Anual da SBPC. Uma das grandes questões em debate diz respeito ao “descobrimento” da América pelos próprios americanos. Recomendo-te o filme italiano de Alberto Latuada “Cristovão Colombo”. 1992 ainda vai dar muito o que falar. Um beijo. Narciso Júlio”.      

Do México (13/12/90) – Num postal de Siqueiros reproduzindo um mural do Museu Nacional de História do México: “Querido Emilio, aqui no México o movimento gay está sendo muito reprimido, com fechamento de bares e locais. No mais, é um grande país que a colonização espanhola não conseguiu destruir. Abraços. Narciso”.

De Nova York (13/04/92): Numa foto de Martin Munkacsi - Três meninos se banhando no Lago Tanganika do acervo do The Metropolitan Museum of Art: “Querido Emílio, também resolvi ver e ouvir Nova York. Tem a maior indústria cultural do mundo. Decepcionei-me com a comercialização de vidas entendidas. No mais, estou curtindo demais. E você, quando irá ao Brasil? Nunca esqueço mi España querida. E tu também. Beijos, Narciso”.

Esse era o nosso querido amigo, Narciso Lobo, Hoje, se vivo, certamente estaria na linha de frente na luta contra a homofobia, cada vez mais crescente, cada vez mais hipócrita, cada vez mais representativa da miséria e da podridão humana. Resta terminar com as palavras escritas por Emílio a Narciso:

- Siempre en la memória y en el corazón los seres que te ha regalado la vida al encontrarmos en el camino, y en poco tiempo la intensidade. Siempre me quedará tu recuerdo. 

Um abrazo amigo allí donde estes. Te quiero. Emi.

Oriente-Ocidente: Lições do I Ching

(Narciso Lobo – Jornal da Selva, março de 2009)

 

 

Ele diz com todas as letras:  

É preciso persistência

Na travessia do grande rio.

 

  Diz que a luz do sol poente

Sinaliza o transitório

Da existência impermanente

E adverte: Nem euforia desenfreada

Nem tristeza amedrontada

Ambas totalmente erradas

 

 

P.S. – Montagem em foto de Rogelio Casado. Demais fotos retiradas dos acervos de Selda Valle da Costa, de Emilio Gómez e do Blog do Coronel Roberto.

 

LA HOMOFOBIA: NARCISO A TRAVÉS DE LOS ESPEJOS

Traducción al español de Emílio Gómez Ceto

 

El dice con todas las letras: / Es preciso  persistencia / hacia la travesía del Rio Grande”.

(Narciso Lobo)

 

-Ya estaba muerto, pero en mi continuaba vivo. Muchos años después supe que Narciso había ido al otro lado del Rio Grande. Una añoranza intensa  me hizo desear compartir su memoria con todos los amigos. Quiero homenajearle en este año 2018 que comienza.

Quien me mando el mensaje, desde Madrid, en español, fue el sociólogo Emilio Gómez Ceto,  profesor y activista del movimiento contra la homofobia, que me localizó a través de las redes sociales gracias a un articulo mío publicado en Diario do Amazonas, en 2009, que él leyó años después y fue como supo de la muerte de Narciso Julio Freire Lobo (1949-2009), profesor de la Universidad Federal do Amazonas (UFAM). Cuenta como sucedió:

  • Preparaba mi viaje a Brasil, en el año 2016. Intente localizar a Narciso. Quería volver a verle. Quede destrozado al saber por internet da la muerte de mi amigo que yo conocí, en 1990, en su viaje por Europa, paseando sin rumbo por las calles de Madrid, entrando en bares, en un lugar u otro, para tomar un café. Hablábamos sobre cultura, Manaos, La Amazonia, la situación política, el PT... Una conversación nos llevaba a otra: defensa de los indios, derechos de los gays, diversidad, tolerancia. Recuerdo que en cuando discutíamos sobre los partidos de izquierda, el me dio como regalo un broche con una estrella roja, que guardo hasta hoy.

Respondí al mensaje de Emilio, dándole a conocer que yo había conocido muy de cerca a Narciso, en su regreso a Manaos, después de finalizar, en 1977, el Curso de Periodismo en la Universidad Federal Fluminense (UFF). Le llamé para el Poratim, un periódico en defensa de los indios del cual yo era editor, donde participó con entusiasmo, trayendo su experiencia adquirida en otros periódicos de Rio y de San Pablo. Cuando concursó para profesor de la Universidad de Amazonas, yo hacía parte del tribunal. Militamos juntos en la Asociación de Docentes. El todavía no había escrito sus libros sobre cine.

  • Ah, hablamos mucho sobre cine, fuimos juntos al  Cine Doré, primer cine de Madrid y  hoy de la Filmoteca Nacional de España. Narciso viajó a Paris y unos diez días después volvió para España. Con mucho amor y entrega, me regalo dos ejemplares de sus libros y otros dos para la Biblioteca y Archivo de la Filmoteca Nacional, en la que habíamos estado. Finalmente, volvió a Brasil, dejando muchas añoranzas. De vez en cuando me enviaba postales, con palabras que me enternecían- escribió Emilio.

En la correspondencia mantenida con Narciso están incluidas también dedicatorias de los libros entre ellas.  “Hoje tem Guarany”  y “No rastro de Silvino Santos”, en coautoría de Selda Valle Valle da Costa, compañera de tantos viajes. Fue en USP donde Narciso realizó su maestría en Cine y  el doctorado en Comunicación,  publicando  “A tónica da descontinuidade: cinema e política em Manaus nos años 60”. Dejó, además, poemas, capítulos de libros y artículos sobre sus tres pasiones: cine, política y Manaos, temas en las conversaciones con su amigo español que nos cuenta:

  • Debido a la distancia y el tiempo, perdimos el contacto. A pesar de ello, siempre continué pensando en él, sintiendo a Narciso vivo y brillante, con su sonrisa, su portuñol y los paseos por Madrid.  Recuerdo nuestra visita a la Iglesia de Leganés, una obra del barroco español. Narciso expresaba  gratitud por la compañía y la comida española. Era un amor de atenciones. Fue muy triste, al intentar encontrarle por internet, leer la noticia de su fallecimiento años atrás. Cuando visite San Pablo, no conseguía ver a las personas o las cosas sin oír la voz de nuestras conversaciones.

Las cartas

Narciso fue  Sub-rector de Asuntos Comunitarios de la UFAM, miembro de la Academia Amazonense de las Letras y del Instituto Geográfico e Histórico de Amazonas, lo que le llevó a transitar por diferentes áreas, algunas de ellas sobre terreno minado, como arenas movedizas y lodazales, pero siempre  mantuvo la dignidad, sin concesiones de principio y sin perder la ternura jamás. Fallecido en la madrugada del 24 de Julio, a los 59 años, en Manaos, “debido a un cáncer y otras dolencias” - decía la noticia institucional.

Este momento fue muy lamentado por colegas, alumnos y amigos que lloraron su perdida. Ahora en homenaje póstumo y en defensa de su memoria, publicamos las cartas con Emilio, enviada desde varias ciudades donde estuvo, pensando con esto  en crear una de las  “Herramientas para combatir el bullyng homofóbico”, título del libro de Emilio en coautoría con el psicólogo Lucas Platero, que trata sobre la construcción social de las sexualidades , y lucha contra insultos, injurias, agresiones físicas que no entran solo en los actos individuales, sino que se asientan en bases estructurales de la sociedad.           

Por otra parte, Emilio y Narciso se conocieron justamente en COGAM (Colectivo de gays, lesbianas, transexuales y Bisexuales de Madrid), que tiene en su biblioteca uno de los archivos documentales  destacados en materia LGTB en España, en la lucha contra la hipocresía y los prejuicios. Las cartas entre ellos revelan una relación amorosa de amistad  muy bella, de delicadeza y refinamiento de Narciso, su compromiso firme en la lucha contra la homofobia y su humor. Regalo? a Emilio un  ejemplar de Cordel  “ Horoscopo das bichas”. Aquí algunos de los escritos que nos pueden ayudar a tratar con respeto la diversidad:

Camino de Madrid a Paris (Marzo, 1990), en una postal que reproduce la tela de Hippolyte Fladrin-Jeune homme nu assis au bord de la mer: “Emilio, viva la  belleza desde la verdad pública e intima de cada uno. He ganado mucho en haberte conocido. Estoy más entendido y más tierno. Más tranquilo. Aún en la eventual distancia, te amo mucho, muito. Narciso.

Desde Manaos (30/04/90) Con una mariposa del artista amazonense Jefferson Rebello:

 “Emilio, te amo en las distancias cercanas. Narciso Julio”.

Desde Porto Alegre (10/07/1990) en una postal de Ediciones Nômades de Fred Maia, poeta paulino autor de Haikais:

“Querido Emilio, estoy escribiéndote desde el extremo sur de Brasil, donde se realiza el Congreso Anual de SBPC. Una de las grandes cuestiones en los debates trata sobre el “descubrimiento “de América por los propios americanos. Te recomiendo la película del italiano Alberto Latuada “Cristóbal Colón” .1992  va a dar mucho que hablar. Un beso. Narciso Júlio”.

Desde Méjico (13/12/1990) – En una postal de Siqueiros que reproduce el Mural del Museo Nacional de Historia de Méjico:

“Querido Emilio, aquí en Méjico  el movimiento gay está siendo muy reprimido, con el cierre de bares y locales. A pesar de todo, es un gran país que la colonización española no consiguió destruir. Abrazos. Narciso.”

Desde  Nueva York (13/04/1992)  En una postal del fotógrafo Martin Munkacsi  “Liberia 1931” del Metropolitan Museum of Art:

“Querido Emilio, también decidí venir y conocer Nueva York. Tiene la mayor industria cultural del mundo. Me ha decepcionado la mercantilización de las vidas entendidas. A pesar de ello, estoy de vuelta  de más disfrutando mucho. ¿Y tú cuando vienes para a Brasil? Nunca me olvidó olvido de mi querida España. Y de ti tampoco. Besos. Narciso.”

Ese era nuestro querido amigo, Narciso Lobo. Hoy, si estuviera vivo, estaría seguramente en primera línea en la lucha contra la homofobia, cada vez más creciente, cada vez más hipócrita, cada vez más representativa de la podredumbre humana. Para terminar con unas palabras escrita por Emilio a Narciso:

“Siempre en la memoria y en el corazón los seres que te ha regalado la vida al encontrarnos en el camino, y en poco tiempo la intensidad. Siempre me quedará tu recuerdo. Un abrazo amigo allí donde estés. Te quiero. Emi.”

 

Oriente-Occidente: Lecciones del I Ching

(Narciso Lobo-Jornal da Selva, marzo 2009)

 

El dice con todas las letras:

Es preciso  persistencia

Hacia la travesía del Rio Grande.

Dicen que la luz del Sol poniente

Señaliza el transito

De la existencia impermanente

 

Y advierte: Ninguna euforia desenfrenada

Ninguna tristeza amedrentada

Ambas totalmente equivocadas.

 

 

 

 

 

 

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22 Comentário(s)

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Aurelio Michiles comentou:
03/04/2018
Querido irmão-amigo, descobertas mis...as letras, as palavras, a poesia impressa na vontade do sempre existir. Desde sempre quis ser somente poeta e jornalista, nada mais. Narciso conciso, bonito e sempre.
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Maria das Graças de Carvalho Barreto (via FB) comentou:
20/01/2018
Narciso, uma joia rara dentro das controvérsias daquela universidade. Depois das reuniões da ADUA e os goles de bebida no Lobos bar andávamos pelas ruas tagarelando a solidão da vida. Madrugadas de exorcização das injustiças e das incompreensões preparavam as lutas do dia seguinte. No silêncio da madrugada as janelas se abriam para o direito de sonhar. Saudade da ternura de nosso amigo comum e de nosso companheiro de luta e de solidão nas intimidades tão pouco toleradas na época.
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Falcão Vasconcellos Luiz Gonzaga (via FB) comentou:
15/01/2018
Emocionante essa homenagem. Fomos amigos e partilhamos bastante nos meus 10 anos de Manaus (1977 / 87). Gratidão José Bessa.
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Liege Albuquerque comentou:
14/01/2018
pro narciso, sempre meu preferido Siempre en la memória y en el corazón los seres que te ha regalado la vida al encontrarmos en el camino, y en poco tiempo la intensidade. Siempre me quedará tu recuerdo.
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Ronney Feitosa comentou:
14/01/2018
Narciso é inesquecível. Quantas saudades. Texto belíssimo e que nos traz um pouco o Narciso de volta.
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Luiz Fernando Souza Santos (via FB) comentou:
14/01/2018
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Fernando Soares Campos (via FB) comentou:
14/01/2018
Publicado no PRAVDA, em portugues,. http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/15-01-2018/44789-homofobia-0/
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Paulo Figueiredo 9via FB) comentou:
14/01/2018
Narciso deixou lembranças generosas e profícuas. Tive o privilégio de trabalhar como advogado da Adua durante sua gestão como presidente da entidade. Permita-me, querido amigo José Bessa, subscrever seu artigo, homenagem justíssima ao nosso Narciso Lobo.
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Astrid Lima (via FB) comentou:
14/01/2018
Um dia, José Bessa., acordei com um sonho vívido, ainda não desmanchado na mente, era uma saudade surda do Amazonas e vontade de ouvir o Narciso. A minha saudade escolhia, decidia ( e decide ainda) os amigos e não me surpreendi que fosse, daquela vez, o Narciso. Era amigo amado, era gentil, delicado e entendia tudo rapidamente. Então o procurei, mandei mensagens, telefonei. E soube que não ouviria mais a voz pacata, a ironia tímida, a atenção respeitosa, decididamente fora de moda, que fazia parte da nossa história. Naquele dia eu, que não acredito em nada, acordei com ele me chamando. O sonho desmanchou-se mas continuo ouvindo o Narciso.
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Marilza De Melo Foucher (via FB) comentou:
14/01/2018
Saudades eternas do amigo querido. Tuas crônicas tem bom humor boas sátiras e por vezes são tao belas comoventes que eu choro...Tu sabes como ua mana amiga camarada é...sensibilidade na flor da pele.
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Gabriela Bernal (via FB) comentou:
14/01/2018
Qué hermoso texto... si la ternura nos habitara más constantemente, seguro la política sería algo muy distinto... te abrazo mucho...
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Olga Gomes de Paiva (via FB) comentou:
14/01/2018
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Arlete Schubert (via FB) comentou:
14/01/2018
Gratidão pela sensibilidade que resiste
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Gleice Antonia de Oliveira (via FB) comentou:
14/01/2018
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José Aldemir comentou:
14/01/2018
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Renan Albuquerque (via FB) comentou:
14/01/2018
Narciso, um grande mestre. Merecida homenagem.
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Sonia comentou:
14/01/2018
Narciso, lindo! Ele e Gracinha se adoravam, trocavam presentes. Nos levou a passear, a comer peixe, frutas, farinhas em Manaus.
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Conceição Campos (via FB) comentou:
13/01/2018
"Nem euforia desenfreada nem tristeza amedrontada." Que bonito!
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Ana Silva comentou:
13/01/2018
Que linda homenagem a um amigo. Atual e um belo texto, Bessa.
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Ana Célia Ossame (via FB) comentou:
13/01/2018
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Magela Ranciaro (via FB) comentou:
13/01/2018
Comovente... que memória terna e fascinante a respeito desse, com quem aprendemos a fazer política com suavidade e leveza; a sermos intransigentes "sem perder a ternura jamais". Poxa... que saudade senti dele. Faz muita falta ????!
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Vera Nilce Cordeiro Correa (via FB) comentou:
13/01/2018
Conhecia Narciso através de minha irmã Vera Lúcia, também jornalista, que era muito amiga dele. Bela homenagem!
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