CRÔNICAS

NEM TUDO O QUE RELUZ É MORO

Em: 20 de Março de 2016 Visualizações: 7630
NEM TUDO O QUE RELUZ É MORO

 

"É mais fácil enganar uma pessoa do que convencê-la de que foi enganada" (Mark Twain).

Dói ver tanta gente no Brasil se ofendendo, se xingando e se agredindo, verbal e até fisicamente, de forma irracional, por causa da luta contra a corrupção, que é o motivo declarado dessa guerra insana. E isso porque em cada um dos lados opostos há muita gente boa e bem intencionada a favor da moralidade. Parece, portanto, que não é bem isso o que divide os beligerantes e, se é assim, suspeitamos que a corrupção serve de pretexto para camuflar outra luta que se trava. Qual?

Será que as pessoas que estão no meio do fogo estão sendo enganadas sobre a natureza do conflito? No seu tratado clássico "A Arte da Guerra" (séc.IV a.C.), Sun Tzu diz que todas as guerras são sempre de conquista, mas os soldados que estão na linha de frente não podem saber disso. Os senhores da guerra camuflam seus interesses privados e buscam elevar o moral da tropa, convencendo os combatentes de que a batalha é por nobres ideais coletivos.

A invasão do Iraque em 2003 é um bom exemplo ilustrativo. Um soldadinho americano jamais se arriscaria em assassinar muçulmanos e bombardear cidades e alvos civis correndo o risco de morrer, se soubesse que estava defendendo interesses privados do complexo industrial-militar. Por isso, os senhores da guerra tem de convencê-los de que lutam pela liberdade, pela democracia, contra o terrorismo e não pelo lucro de empresas de petróleo e da indústria armamentista.

No caso do Brasil, muitos manifestantes engajados sinceramente na luta contra a corrupção jamais sairiam às ruas se soubessem que a verdadeira guerra não é contra a corrupção, é pelo poder. O jogo se dá no campo político, não no da moralidade e da justiça.

Corrupção rotativa

Muitos manifestantes bem intencionados acreditam, em sua maioria, que estão lutando para sanear o país, quando involuntariamente fazem o jogo de quem não quer acabar com a corrupção, mas ocupar o executivo para exercitá-la. Temos a corrupção do PSDB ontem no poder federal e presente em alguns estados importantes, a neocorrupção de agentes do PT hoje no poder, e a corrupção do PMDB sempre no poder. Todas elas devem ser investigadas, punidas e combatidas e foi essa a esperança criada pela Operação Lava-Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro.

Ele começou, como era de se esperar, investigando com muita competência as propinas que envolveram os neocorruptos, que estavam em plena atividade. Pela primeira vez na história do Brasil, megaempresários foram presos, ex-ministros, senadores, deputados, com aplausos de toda a população. No entanto, a Lava-Jato avançava seletivamente, criando a desconfiança de que o alvo era o impeachment da presidente eleita, exigido pelos que querem ocupar o seu lugar antes de novas eleições, muitos deles com fichas sujas.

Moro, que parecia isento e sensato, tomou duas medidas, que evidenciaram a politização partidária do Judiciário: decretou a condução coercitiva do ex-presidente Lula com a mídia previamente notificada e divulgou as gravações de áudios de telefonemas interceptados pela Policia Federal.

Nos dois casos, Moro jogou para a mídia, que deu ampla divulgação e reproduziu conversas em imagens repetidas à saciedade pela tv, turbinando assim as manifestações de rua. Os vazamentos seletivos se concentraram na presidente Dilma, que sequer é investigada, e em Lula, contra quem nada foi até agora comprovado, divulgados com destaque pela mídia, que silenciou nos demais casos. E os outros? Alguém bateu panela contra Cunha?  Por quem os sinos dobram? Por quem as panelas batem?

Qual a contribuição à luta contra a corrupção a revelação de conversas privadas, recheadas de palavrões usados por qualquer leitor, que soam como fofocas, são retiradas de seu contexto e reinterpretadas com fins escusos? Serve apenas para acirrar o ódio e jogar lenha na fogueira. O JM - Jornal da Matraca - dedicou quase dois terços do espaço para satanizar Lula e Dilma.

- Ninguém está acima da Lei. A democracia exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pela sombra - justificou Moro.

Popstar

Com um sorriso de popstar global que adora os holofotes, Moro esqueceu de explicitar que ele também não está acima da Lei e que a democracia exige que também os juízes não atuem protegidos pela sombra. Se fossem divulgados os telefonemas do próprio Moro nas últimas 24 horas, dos comentarista da MATRACA, meu e teu, leitor (a), quantos palavrões estariam registrados, quantas articulações desnudadas?

Inflado pela mídia e pelas ruas, Moro, que era uma quase-unanimidade, se achou o máximo. Sentiu-se onipotente, acima da lei e partidarizou o Judiciário. Perdeu credibilidade. As mãos antes limpas estão agora com os dedos sujos. Wadih Damous, ex-presidente da OAB/RJ, chamou a atenção para a insensatez do juiz Moro que conduz a investigação de forma midiática e espetacularizada. Os vazamentos seletivos matraqueados no circo midiático contradizem a serenidade que o cargo de magistrado exige. O grampo nos telefones é para o juiz e a polícia poderem investigar e não para divulgarem com intenções político-partidárias.

- Ele optou por exercer o papel de perturbador da ordem institucional, ferindo a Constituição - escreveu o ex-presidente da OAB.

Num discurso sexta-feira (18) em Ribeirão Preto (SP), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki concordou, sem citar nomes, afirmando que os juízes têm de agir com prudência, discriç&atatilde;o e serenidade, devem resolver conflitos e não criá-los.

Moro se equiparou ao juiz da 4ª Vara do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta Neto, que aparece no facebook vestindo uma camisa com adesivo no peito da Campanha Aécio Neves (PSDB) e depois suspendeu a posse de Lula na Casa Civil, numa decisão tomada 28 segundos depois de receber o pedido, o que vai levá-lo para o Guiness como a mais rápida da história do judiciário.

- O trabalho do Ministério Público não condiz com arroubos espetaculares, protagonismos em demasias, exaltações midiáticas e prejulgamentos - escreveu Cláudio Fonteles, ex-procurador geral da República.

O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, citado em uma das conversas telefônicas gravadas foi mais incisivo, dizendo que tornar público a gravação pode ser qualificado como um crime: "Não existe ninguém neste país com o monopólio da moralidade, o monopólio da salvação da pátria. O juiz deveria ter fechado os autos e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e não o fez”. A Corregedoria de Justiça já recebeu três reclamações disciplinares contra Moro pela divulgação do áudio. Morolidade não é moralidade.

A divulgação em nada serviu à luta contra a corrupção, mas fortalece os que querem o impeachment da presidente Dilma, que será julgada por comissão composta por 65 deputados federais, entre eles oito réus, com destaque para Paulo Maluf já condenado à prisão na França. Pauderney Avelino (DEM-AM), condenado pelo TCE/AM na última quarta a devolver 8,6 milhões, ficou de fora. Réus, condenados, investigados terão papel decisivo nos destinos da Dilma e do Brasil, em processo comandado por Eduardo Cunha. O Cunha, réu no STF, com 13 contas na Suiça. O Cunha.

Há algo de podre no reino da Dinamarca. É esse processo que Moro, em aliança com a mídia, está fortalecendo. O Brasil começa a perceber que nem tudo o que reluz é Moro, mas também que nem tudo o que balança cai, se prevalecer a vontade de milhões de brasileiros que se manifestaram na sexta-feira em todo o Brasil.

P.S. Agradecemos a sugestão da abordagem a uma ex-aluna da Escola José Carlos Mariategui, cujo primeiro reitor foi o escritor amazonense Márcio Souza.

 

 

 

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36 Comentário(s)

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Thiago Maia comentou:
22/03/2016
Prezado, achei muito interessante o artigo. Entretanto, discordo em alguns pontos. Sérgio Moro não está acima do bem e do mal, mas hoje ele representa o sonho daqueles que querem ver um país mais sério. Sobre a cobertura da mídia à condução coercitiva de Lula, o que lhe faz acreditar que foi o Moro quem divulgou antes? Da mesma forma que Lula já sabia de antemão que seria levado pela Polícia Federal, outra pessoa pode ter vazado a informação para a imprensa; há tucanos e vermelhos em todos os lugares. Outra: entendi a divulgação das gravações como uma forma de barrar a nomeação de Lula para o ministério, pois a mesma já se desenhava e, essa sim, seria uma clara afronta à moralidade da Democracia; esse seria o verdadeiro golpe. É claro que o PSDB está babando para o impeachment, mas o fato é que o PT não possui mais condições de governar o país, nem técnica (porque ignora os conceitos básicos de economia), nem moral (essa nem precisa de explicação). Se assumir o vice ou o segundo colocado das eleições, é o jeito; em 2018 trocamos novamente ou até antes. O que não podemos é pecar por omissão.
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helena ortiz comentou:
22/03/2016
Muito bom saber que o bom senso prevalece. É duro mesmo sentir-se enganado, mas pior é viver iludido.
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Marlene Ribeiro comentou:
22/03/2016
Dentre tantas notícias e publicações defendendo o impeachment, desta vez um golpe da burguesia branca e rica, tua análise nos conforta tendo em vista a preocupação com o que vem por aí. De novo pode ser os EUA que quer destruir ou fragilizar os BRICS, além do interesse pela privatização da Petrobrás. Obrigada, companheiro Bessa, vou passar adiante este comentário do TaquiPraTi. Marlene Ribeiro
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Jonas Alfredo Freire Marques comentou:
21/03/2016
Amigo Ribarmar, conheço você há mais de 50 anos, quando ainda estudávamos no Colégio Estadual e morávamos no bairro de Aparecida. Caminhavamos juntos todos os dias quando retornávamos do colégio. Eu morava vizinho ao sr.Zany do Reis e você no beco da indústria. Ao longo desses anos tenho acompanhado os seus posicionamentos e na grande maioria sempre concordei. Mas agora acho que você está totalmente equivocado com o que está ocorrendo, e dizer que o Juiz Sergio Moro é irresponsável e precisa dos holofotes da mídia para se projetar, é uma tremenda injustiça. Nunca neste país um Juiz teve a coragem (é culhões) para enfrentar os bandidos políticos e os grandes empresários. O Juiz pode até ter se excedido nas escutas, mas tentar desvalorizar a operação Lava-Jato é uma atitude não democrática e extremamente petista. Pelo que lhe conheço não acredito que você seja petista a ponto de defender o Sapo Barbudo e a atualmente presidenta (ela esta precisando tomar um Valium para diminuir a agressividade). Não estou aqui defendendo o PSDB, PP, DEM, ou qualquer outro partido. São todos uns bandidos, mas defender o Lula e Dilma chega a ser ridículo. Aceite um abraço do colega. Dr. Jonas Marques - médico.
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Ribamar Bessa comentou:
22/03/2016
O artigo do Conti é mais claro do que eu fui e pode nos ajudar a todos a pensar. MÁRIO SERGIO CONTI Autor de 'Notícias do Planalto', obra que dissecou as relações entre a Presidência de Fernando Collor e a imprensa, começou sua trajetória como jornalista na Folha em 1977. Escreve às terças na Folha de São Paulo 22/03/2016 O PROFESSOR CONTRA O JUIZ A sede histórica da Universidade Federal do Paraná fica num prédio neoclássico, no centro de Curitiba. Faltava pouco para as 21h de terça-feira passada, dia 15, quando o professor Sergio Moro cruzou as pesadas colunas do pórtico e subiu ao primeiro andar. Deu ali uma aula luminar sobre a presunção de inocência. Falou por uma hora e meia a 65 estudantes do quarto ano da Faculdade de Direito, onde dá aulas duas vezes por semana. Denso e direto, foi interrompido apenas um par de vezes, por alunos com dúvidas técnicas. Moro recenseou a presunção de inocência do século 13 até hoje. Na Idade Média, disse, os julgamentos eram informados tão-somente por duas categorias de provas, as "de deus" e as "carnais". Na prova teológica, o acusado era obrigado a segurar uma barra de ferro incandescente por longos minutos. Sua mão era, em seguida, enfaixada. Depois de dias, retiravam-lhe o curativo. Caso a ferida tivesse cicatrizado, o acusado era inocente. Se continuasse em carne viva, cumpriria pena. No direito luso, as provas carnais eram chamadas de "tormentos" –o acusado era torturado. Caso as sevícias não o forçassem a admitir o crime, julgavam-no inocente. Se confessasse, seria culpado. As penas eram a morte ou castigos físicos. Vieram as Luzes e o direito mudou. Agora, a presunção de inocência permite a livre apresentação de provas. A Justiça prescinde de crendices religiosas e de suplícios. Para se condenar alguém, a sua culpa deve ser estabelecida "além de qualquer dúvida razoável", conforme reza o preceito anglo-saxão. Já a inocência não precisa ser provada, ensinou o professor Moro. Basta que a defesa semeie dúvida nos julgadores. Esse princípio fundamenta o brocardo "in dubio pro reo". Quem flanasse pela tépida noite curitibana, depois da aula, se regozijaria: a Lava Jato está em mãos iluministas. Para afrontar a oligarquia econômica e a plutocracia política, há que se presumir inocência e exibir provas categóricas. Para que a verdade triunfe sobre a incerteza, poderosos sejam punidos e a prática se perpetue. O dia seguinte à aula foi o banzé que se sabe. O direito não é ciência exata, mas inexiste meio termo plausível. Divulgar um telefonema da presidente, cujo foro é o Supremo, é constrangimento medievo. Monitorar a comunicação entre cliente (Lula) e advogado (Roberto Teixeira), abuso puro e duro. A Justiça é muitas vezes fetichizada. Mas até um autor de fábulas infantis, La Fontaine, disse no século 17 que "a razão do mais forte é sempre a melhor". O devido processo legal, ainda assim, serve para dotar de pensamento os processos históricos conturbados. Dilma Rousseff será julgada por políticos. A sua culpa não está provada para além de qualquer dúvida razoável. O áudio de seu diálogo com Lula, porém, deixou sequelas. Mesmo se revogado numa instância superior, o estrago foi feito. O telefonema e a sua interpretação unilateral, bem como a algaravia decorrente, fizeram pender a balança da Justiça. A presidente está mais perto do que antes de ser considerada culpada. Não houve presunção da sua inocência. Os que desconfiavam que Dilma é vítima de um golpe de força passaram a dispor de um exemplo mais claro que mil sóis. Quem o forneceu foi o juiz, e não o professor Sergio Moro. m6g9x4
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Ribamar Bessa comentou:
22/03/2016
Jonas, meu querido amigo, belas lembranças de Aparecida. Desculpa se não fui tão claro. Sou a favor da Lava Jato, mas discordo do uso que estão dando, publicizando elementos que deveriam ser da investigação e, uma vez encerrado o processo, ai sim, pode divulgar. Julgamento não é linchamento. Admito que quem pensa assim é minoria no país, a maioria - uma maioria construída - pensa de forma diferente. Te deixo com Eliot: "Numa terra de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo". Na postagem abaixo, vai artigo do Mario Sergio Conti (FSP-22/03), um jornalista que também está andando na direção contraria.
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EVANDRO LOBO comentou:
21/03/2016
Excelente, condizente e coerente abordagem. Tirou daqui Taqui pra Ti
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21/03/2016
Muito grata pelos esclarecimentos. Temos que estar atentos a tudo, independente se reluz ou não. Contato de Eneida Simoes Fonseca
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Lomanto Menezes (via FB) comentou:
21/03/2016
O juiz Moro pecou feio, sua ação partidária pode estragar a Operação Lava-Jato, que perde credibilidade. Ele não está acima da lei. E a lei de interceptações telefonicas é clara quando determina que todo e qualquer dialogo de um investigado que não contenha indicio de crime deve ser destruido por determinação judicial.
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rosa maria de almeida comentou:
20/03/2016
Acho queo povo deve continuar lutando pela democracia, Dilma foi eleita porque o povo a quer comandando o nosso Brasil. Deixo aqui também o meu repúdio pela injustiça que estão fazendo contra o grande Lula.
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maria cristina batalha comentou:
20/03/2016
Comentário sensato e esclarecedor. Estamos vivendo um estado de exceção perigoso para a democracia. Não há- ou pelo menos não deveria - haver ninguém acima da lei. Moro, no seu afã midiático e seu exibicionismo, atropelou o processo democrático.
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JANICE MACHADO DA CUNHA comentou:
20/03/2016
Muchas Gracias Professor Bessa! Muita Saúde e Firmeza para continuar nos trazendo suas reflexões, alegrias, coerências e porque não...as incoerências! Parabéns!
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Thiago de Mello comentou:
20/03/2016
É sim, meu querido amigo. Tuas palavras jogaram claridades na turvas e esgarçadas verdades que confundem o brasileiro que não consegue entender direito nem ver as verdadeiras causas do que está acontecendo .Li ontem,reli bem hoje de manhã. Em dois momentos, um da segunda ,outro da página final, me pedem indagações. Um deles deixa entender que são duas poderosas bancas financeiras que se enfrentam. Bom seria uma conversa. Vou tentar uma palavra breve ao telefone.
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Ribamar Bessa comentou:
20/03/2016
Querido Thiago, Quando falarmos por telefone, nada de palavrão. Nunca se sabe. O Moro pode estar gravando. Ah, vamos falar em linguagem cifrada. Quando eu disser "Pinóquio", estarei me referindo a um canal de tv que tu conheces bem e que não vou nomear aqui para não dar bandeira.
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André comentou:
20/03/2016
Novamente, quem defende o governo e critica o Moro ignora o conteúdo e foca no modo de como o conteúdo foi "vazado". Usar o cargo de ministro com intenção e interesse particular (livrar alguém de investigação) é algo muito mais insano do que qualquer outra coisa. Ainda mais ministro da casa civil! Desmoraliza totalmente a credibilidade da população nas instituições públicas. Nessa situação em que estamos precisamos escolher um lado. Ou defendemos o governo ou defendemos a saída dele. Meio termo é querer a estagnação e comodismo. Vamos parar de ser sonhadores, infelizmente não se é possível agir nesse país com 100% de integridade e desinteresse.
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Lucia Moura comentou:
20/03/2016
Parabéns por suas crônicas e sua lucidez ; seria muito bom que mais pessoas tivessem acesso a elas. A verdade é clara, mas muitos não percebem ou não querem perceber o que está em jogo : Poder.
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
20/03/2016
O MESMO DISCURSO MONOCÓRDIO DOS QUE LIDERAM OS 5% QUE AINDA ESTÃO AO LADO DA DILMA. VOCÊS FAZEM ENSAIO GERAL TODAS AS SEMANAS,É? NA VERDADE O BRASIL NÃO ESTÁ DIVIDIDO ENTRE OS QUE ESTÃO CONTRA A DILMA E AQUELES QUE A APOIAM. A GRANDE MAIORIA ESTÁ PEDINDO O SEU IMPEACHEAMENT OU QUE ELA RENUNCIE MUITO CONSCIENTE DO QUE QUEREM. AS NOSSAS MANIFESTAÇÕES SÃO EXPONTÂNEAS. NÃO PRECISA OS ORGANIZADORES DAREM ONIBUS, PEGAREM A MASSA DE MANOBRA NOS ACAMPAMENTOS DO MST, PAGAR 50 REAIS PARA CADA UM, CONTRATAR CANTORES, DAR SANDUICHES, CAMISAS E O ESCAMBAU. AS NOSSAS MANIFESTAÇÕES CONTRA DILMA E LULA E OS PÉSSIMOS GOVERNOS DA PRIMEIRA, SÃO CUSTEADAS PELOS PRÓPRIOS MANIFESTANTES QUE A SUSTENTAM COM O PRÓPRIO GOGÓ. MAS EU TENHO DUAS CURIOSIDADES: EU ESTOU CURIOSA PARA SABER O QUE A DEPUTADA FEDERAL DO PT (VIXE-VIXE), DO RIO GRANDE DO SUL, MARIA DO ROSÁRIO NUNES, TEM A DIZER SOBRE OS COMENTÁRIOS JOCOSOS DE LULA NO AUDIO DIVULGADO SOBRE A ARQUITETA CLARA ANT,MEMBRO DA DIRETORIA DO INSTITUTO LULA, QUE NA SUA OPINIÃO PENSOU TER SIDO AGRACIADA POR UM PRESENTE DIVINO, QUANDO CINCOS HOMENS DA POLICIA FEDERAL ENTRARAM NA SUA CASA ENQUANTO ELA DORMIA SOLITÁRIA? TUDO ISSO ÀS GARGALHADAS ACOMPANHADAS PELAS DE DILMA NO OUTRO LADO DA LIGAÇÃO. OUTRA CURIOSIDADE MINHA É O QUE A ILUSTRE DEPUTADA, ACIMA CITADA, DIZ SOBRE OS ADJETIVOS PEJORATIVOS QUE SE OUVIU EM RELAÇÃO A SENADORA MARTA SUPLICY EM CONVERSA ENTRE JAQUES WAGNER E LULA QUANDO TAMBÉM APOIAVAM OS MAUS TRATOS POR ELA RECEBIDO? E AI DEPUTADA MARIA DO ROSÁRIO? QUANTO AO SR ANDRÉ, COMENTARISTA DESTA CRÔNICA PARABÉNS PELO O QUE O SENHOR ESCREVEU. É VERDADEIRO. O AUTOR MERECE OUVIR ISSO.
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Renato Veras comentou:
20/03/2016
Mais uma vez o Bessa oferece uma importante reflexão sobre o momento político brasileiro. Parabéns e forte abraço. Renato Veras Contato de Renato Veras
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Zineide Sarmento Pereira comentou:
20/03/2016
Ótima abordagem professor Bessa. Os brasileiros e as brasileiras precisam ficar atentos às questões da "corrupção rotativa" em nosso país. O texto faz de forma pedagógica essa balançada. Valeu. Grande abraço!
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Gilmar Gomes da Silva comentou:
20/03/2016
Prezado Professor Ribamar, Bom dia! A sua crônica séria fortalecia e mais respeitada se não fosse a sua clara intenção em desqualificar o movimento que hoje toma conta do Brasil pelo fim da corrupção, pela tão aguardada e necessária reforma política. Senhor Bessa, o Senhor tem razão sobre a magnitude midiática dos acontecimentos. Porém, na minha modesta opinião querer apresentar o Sr. Lula como santo, é demais!. Paciência. Não sei nada sobre as suas origens políticas, mas acompanhando as suas crônicas ao longo dos anos, posso desconfiar. Acredito que o Senhor está mais pro vermelho do boi de Parintins do que para o verde amarelo do Brasil. Continuarei, sempre, admirando a sua brilhante cultura, mas sem medo de discordar de alguns posicionamento seus. Abraços fraternos do Gilmar Gomes da Silva
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Neto Reis comentou:
20/03/2016
Na realidade fica difícil encontrar alguém neste governo bem intencionado, por isso , aproximadamente 6.000.000 milhões de pessoas foram as ruas do país dia 13 de março, domingo, manifestando-se contra Dilma, Lula , Cunha, Renan(aliado do governo), Collor (aliado do governo) e pelo afastamento do PT(vixe maria).. Engana-se quem diz que o país esta dividido, é uma questão matemática, a manifestação a favor do governo reuniu aproximadamente 200.000 mil pessoas dia 18 de março mesmo os sindicatos pelegos financiados com dinheiro do erário e que nunca prestam conta, pagando almoço, ônibus e outra regalias. Torço para que a justiça investigue tudo e todos, independente de partido, como no caso do senador tucano Aécio, delatado dentre tantos pelo colaborador da justiça ex líder do PT no senado Delcídio do Amaral, a prova cabal que a corrupção chegou no Planalto Central. Não se justifica manter o status quo sobre o pretexto que políticos de outros partidos continuarão praticando crimes de corrupção, só assim impediremos outros mensalões e petrolões, repito que investiguem todos. A alma viva mais honesta do país¨ que o cronista diz que ¨contra quem nada foi até agora comprovado¨, mais que foi denunciado pelo Ministério Público de são Paulo e que está sendo investigado pela justiça federal de Coritiba, pois nunca sabe de nada, o sítio e o apartamento de Guarujá são dos amigos, o palestrante mais bem pago do mundo está sendo investigado pela Lava Jato sim. Eu confio na justiça, esfera que este governo não conseguiu aparelhar, apesar das tentativas. As decisões do juiz Moro foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal - STF e o fato de ter tornado públicas as escutas, autorizadas pela justiça, também não foram até agora questionadas pelo STF. Logo, repilo que o juiz Moro ¨perdeu credibilidade¨ e que ¨ as mãos antes limpas estão agora com os dedos sujos¨ como diz o cronista. ¨Há algo de podre não no reino da Dinamarca, como diz o cronista, mais no reino de um partido, chamado por Celso de Melo, ministro do STF, de ¨organização criminosa¨. Afirmar por ai que é golpe da mídia, da elite, do demônio e sabe lá mais o que não cola para mim e nem para o brasileiro que vai as ruas protestar contra este cenário tétrico que estamos vivenciando. Sem ufanismo, sou Brasil do verde amarelo
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Cátia Cristina comentou:
19/03/2016
Como sempre, excelente abordagem. E evidentemente aparecerão aqueles que o chamarão de petista pelo fato de você apenas analisar a questão com equilíbrio. Infelizmente há os que, se não encontrarem um xingamento à presidente ou a Lula ou um elogio ao Moro o classificarão sem piedade. Se eles conseguisse ler a história nas diferentes versões, se não fossem tão irascíveis... Mas a situação hoje é que o Brasil está dividido e os partidários de cada lado são passionais.
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Mary comentou:
19/03/2016
Perfeito, Bessa! Essa tentativa descarada de golpear a democracia brasileira não pode vingar.
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ir. giustina zanato comentou:
19/03/2016
sempre muito interessante a leitura da politica nos seus comentários...acompanho de muito longe...mas aqui no Moçambique não é diferente...ou melhor aqui nem se pode sonhar de ter estas manifetações de rua....o Brasil sabe muito ben o que quer e o povo sabe muito ben onde está a verdade. Obrigado por este texto .
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Tania Rezende (via FB) comentou:
19/03/2016
Muito sensato e inteligente. Pena que, em geral, as pessoas não se dão ao trabalho de ler e as que lêem desconsideram os argumentos do autor em favor dos argumentos da Globo.
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Jorge Pinheiro comentou:
19/03/2016
Muito obrigado por este texto brilhante. Estou encaminhando para gente boa.
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André comentou:
19/03/2016
Bessa, mi amigo, me perdoa la sinceridade. A meu parecer, voce nao se apresenta hoje como un intelectual, mas como un partidario que joga lenha no fogo, que no questiona os fatos, que nao se preocupa com a subversiva division do pais entre "nos" y "eles", entre "trabalhadores" e "elite", entre los "eles" que Lula acusa (sem prova!) de comprar sus vestidos en Miami e los "nos" que Lula sacraliza (adouber, en frances) dicendo que eles van comprar sur vestidos na rua 25 de março. La politica é mas seria que un juego de palabra entre "MorOlidade" y "MorAlidade". Parece que voce admite la tesis que robar los ricos (en este caso a empresa petrobras que perjudica frecuentemente os indigenas que voce defende) nao é crime cuando se faz en favor del povo
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iram oliveira comentou:
21/03/2016
Professor Ribamar Será que o referenciado no parágrafo abaixo, não cabe direitinho no estelionado eleitoral praticado pelo PT ? Será que as pessoas que estão no meio do fogo estão sendo enganadas sobre a natureza do conflito? No seu tratado clássico "A Arte da Guerra" (séc.IV a.C.), Sun Tzu diz que todas as guerras são sempre de conquista, mas os soldados que estão na linha de frente não podem saber disso. Os senhores da guerra camuflam seus interesses privados e buscam elevar o moral da tropa, convencendo os combatentes de que a batalha é por nobres ideais coletivos.
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Martha Matta comentou:
19/03/2016
Essa crônica do José Bessa mostra que ser contra a corrupção não significa, obrigatoriamente, querer o impeachment da presidente. Recomendo a leitura aos que estão sempre abertos a ouvir.
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Hevea Gomes (via FB) comentou:
19/03/2016
A questão Marta é que poucos estão abertos a ouvir. Ótima crônica, traduz exatamente a nossa realidade atual.
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Elvira Eliza França comentou:
19/03/2016
Parabéns pelas palavras bem dosadas, equilibradas, que ajudam a refletir sobre os fatos atuais no país. Realmente morolidade não é moralidade! Suas palavras dão uma grande contribuição para abrir os olhos dos leitores para compreenderem que esse espetáculo que o juiz proporcionou não ajuda a nação e coloca todos em risco de um novo golpe.
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Ana Stanislaw comentou:
19/03/2016
Bessa, maravilhosa crônica!! Você, como poucos nesse momento, com bastante sensatez faz uma analise brilhante sobre o X da questão. É preciso entender e analisar criticamente esse momento para não ser massa de manobra. Adorável, Bessa, como sempre suas linhas nos permitem refletir a partir de outra perspectiva. Obrigada e parabéns!
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Reinaldo comentou:
19/03/2016
Desmor0lizar para nao demorAlizar o sistema judiciario brasileiro. Excelente cronica neste sentido!
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vera comentou:
19/03/2016
Bessa, Os interesses impublicaveis tem o Ze Serra como principal articulador. Serra,parlamentarismo,primeiro ministro.Presal entregue,venezuela entrega as petroleiras.rapidamente o preço do barril de petroleo sobe,brecam os brics,e o capital internacional volta a sorrir.Como dantes! Contato de vera
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Alfredo Morel (via FB) comentou:
19/03/2016
É isso caro Bessa. Belo texto! “se você não for cuidadoso, a imprensa fará você odiar os oprimidos e amar os opressores”. ( Gaviões Da Fiel – sexta 18 de março de 2016)
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afonso nascimento comentou:
20/03/2016
A Operação Lava Jato começa no ocaso, envereda pela Justiça cega, torna-se midiática alcança quem nunca fora alcançado, alvora-se a dona da verdade e na luta contra a corrupção, envolve a massa perdida e a classe media no sensato afã de acabar com a corrupção. Perde-se finalmente no pequenos detalhes juridicos desrespeito integral ao direito de ampla defesa, lembro da escola de base em sp, afinal onde ira dar. O homem pode ser senhor de si mesmo mas não o dono da verdade.
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