CRÔNICAS

A LÍNGUA DA MAMÃE

Em: 22 de Fevereiro de 2015 Visualizações: 6915
A LÍNGUA DA MAMÃE
Dadme,  por favor, un pedazo de pan... / pero dadme / en español.
César Vallejo (1892-1938) - La Rueda del Hambriento
 
Neste sábado, lembrei o poeta peruano César Vallejo mendigando lá na França um pedaço de pão, mas queria que lhe dessem em espanhol, sua língua materna. A lembrança ocorreu porque em 21 de fevereiro, por recomendação da Unesco, o mundo celebra o Dia Internacional da Língua Materna. O Brasil comemorou? Não sei, nada vi na mídia, mas me sinto motivado a escrever outra vez sobre o tema. Afinal, a conversa semanal que temos aqui com os leitores só é possível por causa dela, a língua onde fazemos a nossa morada. Ela entra na composição desse jornal como o trigo na feitura do pão. Sem ela, o milagre do diálogo não acontece.
César Vallejo, mestiço, tinha avós que além do espanhol falavam ou quéchua ou galego, mas só herdou a língua espanhola, com a qual chegou em Paris, em 1923, monolíngue, sem entender francês, sem grana, com apenas uma moeda de 5 soles no bolso. Nos dois primeiros anos, passou fome, frio e chegou a dormir ao relento. Escreveu o poema "A Roda do Faminto", onde usa o valor simbólico do pão, que para saciar sua fome tinha de ser servido na língua de dona Maria de los Santos Mendoza, sua mãe. O pão, na língua materna, deixa de ser aquele que o diabo amassou.
E o que é mesmo a língua materna? É aquela que a gente aprende no colo da mãe, já na primeira mamada, acalentado com as canções de ninar, e só vai abandonar lá no cemitério, depois do último suspiro. Por isso, criamos com ela laços afetivos - diz Benedict Anderson, professor da Universidade de Cornell (EUA) que compara: “O que os olhos são para o amante – aqueles olhos comuns especiais com que ele, ou ela, nasceu – a língua é para a identidade. Por meio dessa língua, reconstituem-se os passados, imaginam-se solidariedades, sonham-se futuros”.
Uma língua contém nela todo o território onde é falada, na medida em que classifica, nomeia, descreve, avalia, hierarquiza e dá sentido a tudo que nele existe: flora, fauna, acidentes geográficos, seres encantados e desencantados que o povoam, além de crenças e conhecimentos que revelam a relação entre eles. As línguas não só "comunicam" informações, mas constituem o suporte de práticas sociais, construindo discursos que estabelecem vínculos sociais, ritualizam, contam histórias, cantam, brigam, amam e contribuem para criar comunidades que se formam justamente com essas afinidades. 
Línguas em perigo
Por causa da língua, às vezes se mata e se morre. Justamente por isso a UNESCO escolheu o 21 de fevereiro. Neste dia, em 1952, a polícia paquistanesa fuzilou uma multidão que reivindicava nas ruas de Daca, atual capital do Bangladesh, o reconhecimento do bengali, como uma das duas línguas nacionais daquele país. Quatro estudantes morreram, o que provocou uma onda de protestos, mas o Paquistão, finalmente, reconheceu a língua materna de mais de 170 milhões de pessoas, que se tornou a língua nacional do Bangladesh após sua independência em 1971.
Hoje, no planeta, existem 6.700 línguas, todas são línguas maternas de milhões de pessoas, muitas vezes apenas de algumas dezenas e às vezes até de meia dúzia, que nem sempre são reconhecidas e estão seriamente ameaçadas de extinção. "Uma língua começa a desaparecer quando seus falantes são expulsos de suas terras ou quando a comunidade, por essa e por outras razões, perde o desejo de preservá-la” escreveu David Crystal, que não conhece a senadora e agora ministra Kátia Abreu. Ele diz que "se uma língua que nunca foi documentada morre, é como se jamais tivesse existido, porque não deixa qualquer vestígio".
No Brasil, o Censo oficial do IBGE (2010) contabilizou, além das línguas dos imigrantes, a existência de 274 línguas indígenas, tendo como referência as denominações fornecidas pelos próprios falantes. Por outro lado, trabalhos de especialistas que usaram critérios linguísticos, registram e classificam a existência de 188 línguas faladas hoje por uma parte dos 896.900 índios que vivem em 5.565 municípios do país.
Essas são todas "línguas em perigo". O brasileiro não tem informação - quando a tem é de maneira fragmentada - sobre a diversidade e sobre sua importância para o país e para a humanidade. No Brasil, o senso comum dominante na escola, na mídia, no Judiciário, no Congresso Nacional e em qualquer instância de poder fortalecem a imagem de um país monolíngue em português, e isso já foi naturalizado por grande parte da população.
Durante cinco séculos, essa diversidade, quando percebida, era vista como algo negativo, como ameaça à unidade nacional. As políticas públicas atropelaram o direito do uso da língua de identidade, procurando eliminar qualquer língua que não fosse o português sob o argumento de que, com isso, permitiam a comunicação entre os brasileiros. A própria ideia de unidade e de identidade nacional passa sempre pela imagem de "uma só nação, uma só língua".
Língua e alma
No século XVI, segundo os trabalhos de classificação de línguas, existiam mais de 1.300 línguas no território que é hoje o Brasil. Historicamente, as políticas de línguas contribuíram para a extinção de mais de 1.100 línguas; as que sobreviveram foram minorizadas e permaneceram com reduzido número de falantes, com uso social restrito, com sua produção literária oral desconhecida pela sociedade nacional e sequer confrontada à literatura escrita, de mercado, sem espaço na escola, na mídia e nos tribunais. Foram invisibilizadas, apesar de continuarem vivas, formatando identidades, modelando almas.
"Alma", quando traduzida do português à língua guarani, é "ñe´ẽ". O mesmo termo é usado para traduzir também "língua", "palavra", "voz". No Vocabulario de la Lengua Guarani, Montoya (1640, 249) registra "ñe´ẽte´e" como "língua materna", o sufixo été que é aqui incorporado significa "verdadeiro", "original". Portanto, os guaranis usam a mesma palavra ñe´ẽ para designar tanto aquilo que em português chamamos de "língua", quanto o que denominamos de "alma”.  
Os Fulni-ô, que vivem em Pernambuco, constituem o único povo indígena do Nordeste que conseguiu preservar sua língua materna - o yaathé - que convive com o português em situação conflitiva de bilinguismo. Dona Itaci, uma pajé Fulni-ô que nos deixou em 2013, compara sua língua com o ritual do ouricuri:
A língua é sagrada, como o ouricuri, porque guarda o pensamento de um povo. Se eu falar em português, por exemplo, a palavra casa, você só vai lembrar do prédio, das paredes, mas se eu falo cetutxiá, aí você sabe que é, sobretudo, um lugar onde a gente encontra alegria, paz e serenidade
A ignorância e o preconceito contribuem para que muita gente reafirme a postura denominada por Bartomé Meliá de unilinguismo para diferenciar do monolinguismo. O monolinguismo implica lealdade à língua materna, mas não exclui o diferente, apresentando uma abertura para aprender outras línguas que contribuem ao entendimento de outros povos e culturas. Já o unilinguismo - coitado! - está absolutamente fechado por acreditar piamente que todo e qualquer pensamento se esgota em uma única língua. Torna-se ofensivo, agressivo, intolerante e exterminador.
Das quase duas centenas de línguas indígenas no Brasil, apenas 11 têm acima de cinco mil falantes, o que evidencia que todas correm maior ou menor risco de extinção. Essas línguas, consideradas "anêmicas" ou "moribundas" continuam seriamente ameaçadas.
A grande mídia bem que podia abrir um pequeno espaço - atualmente quase todo dedicado monotematicamente ao Petrolão - para reafirmar no Dia Internacional da Língua Materna o direito de cada um ter um pedaço de pão em sua própria língua, que simboliza a relação amorosa maternal que dá sentido,  proteção, afago, segurança. 
 

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24 Comentário(s)

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08/03/2015
Foi um privilégio ter comentado esta crônica.Mas a perdi entre a linguagem dessa linguagem tecnológica.Mas ficou uma outra interessante: logo que observei o mapa, suas cores me chamaram a atenção. Ali parei e em minha percepção consegui viver a linguagem imagética. A língua - mãe debruçada sobre um rosto humano com o toque de uma das mãos e sua saia dançando o mundo que ali aparece. Se desejarem podem experimentar. Experiência que agradeço ao autor, afetuosamente. Fale comigo, Helani Contato de Helani Alves Rodrigues Nunes
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Cristina Vergnano-Junger comentou:
25/02/2015
No princípio era o verbo... Somos constituídos e constituímos humanidade e mundo, real e imaginário pela palavra. As línguas eventualmente morrem (ou se transformam), é fato. Mas não precisamos assassiná-las ou virar-lhes o rosto e esperar passivamente que a morte ocorra, porque, em geral, morre com elas toda uma cultura. Acima de tudo, concordo que precisamos banir de nosso meio esse unilinguismo e tudo o que representa em termos de arrogância, preconceito, violência e silenciamento. Belo texto, Bessa!
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Cleudemar Alves Fernandes (cultural-em-movimento.net) comentou:
25/02/2015
Ótimo texto! Poético, bom posicionamento político, claro e consistente.
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Marianna Kutassy comentou:
25/02/2015
querido Bessa, sinto-me profundamente comovida e emocionada ao final da leitura desta sua crônica que nos remete à casa da nossa morada - a língua materna. Dentre as minhas leituras sobre os Romá (ciganos), eles são enfáticos quando dizem: "nossa língua é nossa pátria", estejam eles onde estiverem. Segue a esperança, através de um trabalho do seu calibre, querido Bessa, para que muitos jovens, ingressantes nas universidades do país, sejam afetados e abracem esta causa. Receba o meu carinhoso abraço!
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Marianna Kutassy comentou:
25/02/2015
querido Bessa, sinto-me profundamente comovida e emocionada ao final da leitura desta sua crônica que nos remete à casa da nossa morada - a língua materna. Dentre as minhas leituras sobre os Romá (ciganos), eles são enfáticos quando dizem: "nossa língua é nossa pátria", estejam eles onde estiverem. Segue a esperança, através de um trabalho do seu calibre, querido Bessa, para que muitos jovens, ingressantes nas universidades do país, sejam afetados e abracem esta causa. Receba o meu carinhoso abraço!
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Marianna Kutassy comentou:
25/02/2015
querido Bessa, sinto-me profundamente comovida e emocionada ao final da leitura desta sua crônica que nos remete à casa da nossa morada - a língua materna. Dentre as minhas leituras sobre os Romá (ciganos), eles são enfáticos quando dizem: "nossa língua é nossa pátria", estejam eles onde estiverem. Segue a esperança, através de um trabalho do seu calibre, querido Bessa, para que muitos jovens, ingressantes nas universidades do país, sejam afetados e abracem esta causa. Receba o meu carinhoso abraço!
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Ana Silva comentou:
24/02/2015
Prof. Bessa adorei a crônica! Ela está muito linda e poética. O senhor nos chama a atenção para as possibilidades de tradução do termo nhe’ẽ - alma, língua, palavra,voz. No curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da UFSC,a aluna Sandra Benites defendeu, no dia 20 de fevereiro, seu TCC, intitulado (Nhe’ẽ, Kyringue reko porã rã: nhemboea oexakarẽ Espírito-nome, bem-estar futuro das crianças Guarani: o olhar distorcido da escola). Neste, a Sandra Benites contesta a tradução do termo nhe’ẽ como alma. Pois, conforme a professora indígena, em guarani alma é ã e nhe’ẽ ela sugere como tradução espírito-nome. Ela diz que se em português alma e espírito são quase como sinônimos, na língua guarani não. Por isso, ela diz que a tradução de nhe’ẽ proposta por León Cadogan e outros intelectuais como palavra-alma é um equívoco. Bom, achei interessante compartilhar aqui no espaço do Taquiprati essa observação da professora Guarani, Sandra Benites.
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Laercio Miranda comentou:
23/02/2015
Muito bom esse alerta a todos nós. Gostei muito da menção a pajé Fulni-ô, quando ela explica o sentido diferenciado de casa para seu povo. O mais triste de se ver no desaparecimento das diversas línguas, é vermos irem com elas a riqueza e a diversidade de pensamentos e de visões de mundo. O mundo vai ser um lugar muito arido se um dia dia todos pensarem dentro da mesma estrutura e virem tudo pela mesma ótica.
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FRED comentou:
23/02/2015
Gracias por lembrar-nos da importância deste dia para todos os indo-americanos!
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Altaci Rubim, Kokama comentou:
23/02/2015
Caro, professor muito bom, gostei muito! Execelente sua crônica, o interessante é que o tempo passa, mas a luta de resistência das línguas indígenas para sobreviver é grande. Nós Kokama estamos passando pelo processo de fortalecimento de nossa língua aqui no Brasil para isso eu, e a comunidade Kokama do ramal do Brasileirinho nos motivamos em colocar a língua ( a nossa língua) Kokama em nosso cotidiano, nomeamos os nomes dos caminhos da comunidade com placas escritas na língua, fizemos camisetas com palavras na língua, garrafinhas, bolsas, tapetes, colocamos os nomes das casa de reunião, da casa de cerimônia, da horta tudo escrito na língua. E agora estamos produzindo Histórias em Quadrinhos bilingue português Kokama e mais uma coletânea para o ensino e aprendizagem da língua Kokama denominada de "Yawati Tinin" Jabuti Branco". Pasme, quem se tornou a inimiga desse processo, às linguístas que uma vez estiveram nos apoiando!
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gina couto comentou:
23/02/2015
Muito boa a definição da K.Abreu pois nos define o tamanho da sua identidade, O que é apagado, o que não é documentado, o que não deixa vestigio, jamais tivesse existido, de tal forma vamos apagando todo o que seja diferente e conseguiremos uma raça homogenia e superior que não corra o risco de ser incomodada pelos que nunca mereceram existir. Este filme, já não assistimos? Devemos estar gratos a K.Abreu pela sua declaração, nos mostra o que ela pensa para que não durmamos pensando que o passado não se repete; nos alerta para que desconfiemos que por detrás dela temos muitos que não falam mas que pensam igual, ela não é de geração espontánea, mas bem responde a um coletivo que por enquanto continua a mexer os pauzinhos. POR ENQUANTO
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Susana Grillo comentou:
22/02/2015
Bessa, ótima crônica - com direito a comentário do Mestre Meliá. Muitas línguas ameaçadas estão sendo vitalizadas por jovens indígenas nas redes sociais, falando em suas línguas em celulares, criando protocolos em que em reuniões com autoridades do Estado afirmam sua língua abrindo espaços para comentar, refletir e traçar estratégias em sua língua materna. Participei de reunião com os Munduruku do Tapajós em que ficou combinado que seria interrompida para que comentassem em sua língua o que estava sendo dito para que os mais velhos e as mulheres compreendessem. Desse modo vão enfrentando o unilinguismo... Um grande abraço.
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Vera Lúcia da Silva comentou:
22/02/2015
Um prazer enorme ler esse texto nesse momento monotemático! É impossível não lembrar a luta Pataxó (Bahia e Minas Gerais) , catando, recolhendo aqui e ali migalhas da língua-pão tomada ao longo da história de massacre e dominação, para descrever, sistematizar e enfim falar a palavra-colo, a palavra-berço, a palavra dos ancestrais. Eles acreditam nesse trabalho. Eu também acredito.
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Edmundo comentou:
22/02/2015
bonito! viva vallejo! p.s. quem me apresentou o vallejo foi nada mais nada menos q o poeta manoel de barros, no tempo de andanças mochileiras, quando passei por sua casa em campo grande a caminho da bolívia! e olha só, sugeriu "trilce". foi uma das coisas poéticas mais sérias q já sofri ao ler trilce, quase morro...
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carmen junqueira comentou:
22/02/2015
Os próprios povos indígenas continuam lutando contra o monolinguismo oficial e em várias aldeias o ensino é bilingue e em alguns pouquíssimos municípios a língua indígena tornou-se oficial, além do português. Mas ainda é pouco. Não podemos esquecer também que para falar é preciso estar vivo. Isso significa ter terra em dimensões suficientes para viver bem, plantar, coletar, ter águas não poluídas para pescar e matas em pé para caçar. O governo brasileiro, desde sempre, caminha em direção oposta.
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Tarcisio Lage comentou:
22/02/2015
Excelente, dom Bessa. Acrescento que o respeito às línguas minoritárias é um elemento essencial à democracia, entendida em seu sentido mais amplo, libertário. Mas no Brasil a coisa vem de longe. De um lado os bandeirantes tentando escravizar os índios, do outro os jesuítas catequizando-os, destruindo suas religiões e roubando suas almas, suas línguas. Aliás, não é nenhum fenômeno brasileiro. É mundial e na cabeça de historiadores e divulgadores sociais, da mídia, toda essa gente que não para de cantar as glórias dos invasores de outros povos, destruindo suas culturas para impor a sua. Contato de Tarcisio Lage
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Renato Dias comentou:
21/02/2015
Olá professor Bessa, Mais uma ótima crônica, parabéns! Hoje mais cedo eu estava lendo seu livro com a Márcia Malheiros intitulado "Aldeamentos indígenas do Rio de Janeiro". Apenas iniciei a leitura mas já gostei muito e logo no início fala sobre os indígenas "cariocas" e as suas línguas. Um abraço!
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B, Meliá comentou:
21/02/2015
Muy apropiado ese homenaje a la lengua materna. La historia de la pérdida de la lengua es la historia de la enajenación de los territorios y al fin del propio ser. La lengua es nuestra piel, y un hombre o una mujer despellejada no es ya más. Ceh py'a ite guive -desde mis mismas entrañas- Bartomeu, s.j.
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Giane comentou:
21/02/2015
Linda homenagem às línguas maternas: pão, colo, amor e proteção!!
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Jandir Ipiranga Jr comentou:
21/02/2015
Admirável Professor. A língua é, de fato, sagrada.
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Ana comentou:
21/02/2015
Quanta profundidade há neste texto! Quantos a perceberão??? Neste mundo oco em sentimentos!! Tenho muita gratidão a ti, Bessa, por tamanha informação que nos permite. Beijo no coração.
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Vania Tadros comentou:
21/02/2015
Muito bom o artigo. Só não concordo em que se diminua a intensidade com que a mídia internacional vem abordando o rombo da Petrobras. O que é isso Bessa? Vvir com romantismo agora para desviar a atenção do roubo da Dilma. Na na Ni na nao !
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neto comentou:
21/02/2015
Temos que continuar falando sim do petróleo até que estes marginais do poder do PT (vixe Maria do ceu) estejam na cadeia do inferno.
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Paula Cordeiro comentou:
23/02/2015
Companheiro Neto, acho que voce leu e nao entendeu nada no artigo. Parece, eu acho, pelo menos foi assim que eu entendi, que o prof. Bessa Freire está reivindicando apenas um espaço na grande midia para o tema que abordou. Parece, eu acho, mesquinharia se concentrar na menção que ele faz ao Petrolão e colocar o tema como foco central.
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