CRÔNICAS

Índio falou, tá falado

Em: 09 de Fevereiro de 2014 Visualizações: 18088
Índio falou, tá falado

A prova está no dicionário: dos 228 mil verbetes que o Houaiss apresenta em uma de suas edições, cerca de 45 mil são palavras emprestadas de línguas indígenas. Alguma dúvida de que o conhecimento dessa herança linguística é necessário para entender o português que falamos, e até mesmo para consolidar a nossa identidade?

 “Há várias línguas faladas em português”, afirma José Saramago no documentário Língua: vidas em português. Basta olhar as variedades regionais para dar razão ao escritor. Como explicar tal diversidade? Parte dela reside no fato de que os índios que aqui moravam falavam centenas de línguas autóctones diferentes e quando começaram a usar um idioma que veio de fora – o português – nele deixaram impressas suas marcas, fruto de uma relação que a sociolinguística denomina de “línguas em contato”. Como as línguas indígenas eram diferentes em cada região, as marcas que deixaram não foram as mesmas.

No início do século XVI, o poeta Sá de Miranda lançou aos mares do futuro a nau da língua portuguesa, vinculando seu destino à expansão do comércio marítimo. Durante um par de séculos, o português passou a ser falado na Índia, na Malásia, na Pérsia, na Turquia, na África, no Japão e até na China e na Cochinchina. Tornou-se “língua franca”, isto é, um idioma usado para comunicação entre pessoas cujas línguas maternas são diferentes – como ocorre hoje com o inglês.

A língua portuguesa já veio para cá marcada por outras línguas com as quais havia convivido. Aqui, no território que é hoje o Brasil, encontrou mais de 1.300 línguas, faladas por cerca de 10 milhões de habitantes, segundo estimativas de pesquisadores da Escola de Berkeley que estudaram demografia histórica e consideram que ocorreu  no continente americano "a maior catástrofe demográfica da história da humanidade". Índios foram assassinados porque o colonizador queria ocupar suas terras e explorar sua força de trabalho.

Neste processo de contato, as duas línguas gerais indígenas faladas no Grão-Pará e no Brasil – a Língua Geral Amazônica (LGA) e a Língua Geral Paulista (LGP) – nomearam conceitos, funções e utensílios novos trazidos pelos europeus com adaptações fonéticas e fonológicas: cavalo (cauarú), cruz (curusá), soldado (surára), calça ou ceroula (cerura), livro (libru ou ribru), papel (papéra), amigo ou camarada (camarára).

Os portugueses começaram a falar essas duas línguas  e também tomaram delas muitos empréstimos, hoje usados pelos brasileiros, que nem desconfiam de sua origem. Desde o século XVI, os portugueses, que tinham interesse econômico em comunicar-se com os índios, começaram a usar uma língua de base tupi que se tornou a Língua Geral. Os missionários fizeram então uma gramática, explicando como funcionava essa língua e passaram a usá-la na catequese. Traduziram para ela orações, hinos e até peças de teatro. Essa e outras línguas legaram uma herança ao português.

De origem tupi é a palavra carioca, nome de um rio que, segundo alguns especialistas, significa “morada (oca) do acari”, um peixe que cava buracos na lama e ali mora como se fosse um anfíbio. Para outros, é o nome de uma aldeia, a "morada dos índios carijó". Da mesma origem são os nomes de muitos lugares, como locais atuais do Rio de Janeiro que conservaram as denominações de antigas aldeias: Guanabara (baía semelhante a um rio), Niterói (baía sinuosa), Iguaçu (rio grande), Pavuna (lugar atoladiço), Irajá (cuia de mel), Icaraí (água clara) e tantos outros, como Ipanema, Sepetiba, Mangaratiba, Acari, Itaguaí. 

Mas muitos topônimos indígenas adquiriram novos sentidos ou perderam seu sentido original. Os tupinambás denominaram de Itaorna uma área em Angra dos Reis, onde na década de 1970 foi construída a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, cujo solo minado por águas pluviais provocou deslizamentos de terra das encostas da Serra do Mar. Somente em fevereiro de 1985, quando fortes chuvas destruíram o Laboratório de Radioecologia que mede a contaminação do ar na região, descobriram o que significa itaorna: “pedra podre”.

A influência das línguas indígenas nas variedades usadas no Brasil não se resume a uma listagem de palavras exóticas ou "folclóricas". Além do léxico, existem outras influências entranhadas nas camadas profundas da língua, que penetraram em seus alicerces, mexendo com seu sistema sintático, fonológico e morfológico. É o que os linguistas chamam de "substrato".

No caso da fala individual, o substrato é o conjunto de transferências adquiridas pela primeira língua, ou língua materna, depois do contato com uma segunda língua. Do ponto de vista coletivo, o substrato é o conjunto de vestígios que uma língua, quase sempre extinta, deixa sobre outra língua, em geral a de um povo invasor. É a influência da língua perdida sobre a língua imposta, que só se estabiliza após diversas gerações. Exemplos disto são alguns processos de modalização do nome, característicos do tupi, que deixaram suas marcas no português não pela via do empréstimo cristalizado, mas pelo próprio mecanismo. Tanto na palavra netarana, usada no Pará, quanto em outras do português regional, como sagarana, canarana, cajarana, tatarana, há o uso do sufixo tupi rana (“como se fosse”).

Essas influências ainda não foram completamente inventariadas, embora algumas tenham sido identificadas. O indigenista Telêmaco Borba recolheu, em 1878, dados sobre a língua oti, que era então falada no sertão de Botucatu (SP). Descobriu que aquela língua, do tronco Jê, possui sons que os grupos de língua tupi não tem, como o r retroflexo. E seus falantes levaram esse traço para o português quando adquiriram a nova língua. Ele ali permanece até hoje no r paulista, conhecido como r caipira. A atriz Vera Holtz sabe disso.

No interior do Amazonas, no rio Madeira, há o processo de “alçamento” e "abaixamento" de vogais, "Alçamento" é o fechamento vocálico, visível em casos como “popa da canoa”, que se pronuncia pupa da canua, o que também é atribuído ao substrato de língua indígena.

Nem sempre tais mudanças, consagradas pelo uso, foram aceitas pelos puristas da língua. Da mesma forma que o Império Romano considerou como “línguas estropiadas” as variedades do latim faladas na Península Ibérica (que deram origem ao português, ao espanhol, ao catalão, ao galego, ao mirandês), assim também os portugueses consideraram a variedade aqui falada como “língua mutilada”.

No Sermão do Ano Bom, em 1642, o jesuíta Antonio Vieira, que viveu no Grão Pará, afirmou que “A língua portuguesa (...) tem avesso e direito; o direito é como nós a falamos, e o avesso como a falam os naturais”. Classificou as variedades locais do português de "meias línguas, porque eram meio políticas [civilizadas] e meio bárbaras: meias línguas, porque eram meio portuguesas e meio de todas as outras nações que as pronunciavam, ou mastigavam a seu modo”.

Uma resposta a Vieira está na letra da canção “Língua”, de Caetano Veloso: “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões / (…) E deixe os Portugais morrerem à míngua / 'Minha pátria é minha língua'/ Fala Mangueira! Fala! / Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó/ O que quer / O que pode esta língua?/ (…) Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas”. 

As línguas indígenas que foram duramente reprimidas pelos missionários até recentemente nos internatos das freiras salesianas no Rio Negro (AM), permanecem no substrato do português e guardam informações e saberes, funcionando como uma espécie de arquivo. Conhecer a contribuição efetiva que legaram à língua portuguesa é entender como viviam os povos que as falavam e se apropriar dessa experiência milenar.

P.S. - Solidariedade irrestrita aos familiares e amigos das três pessoas assassinadas em dezembro de 2013, cujos corpos foram encontrados na área indígena Tenharim no sul do Amazonas. No entanto, não podemos permitir que sentimentos tão profundos como a dor, o luto e a tristeza pela perda de entes queridos sejam manipulados para destilar ódio, preconceito racial e violência boçal contra os índios, como pretendem alguns discursos que circulam nas redes sociais.

Esse tipo de discurso tem alimentado o genocídio que em cinco séculos trucidou centenas de milhares de índios. Nossa solidariedade às três pessoas assassinadas só adquire legitimidade se ela se estende à tragédia vivida pelos povos indígenas da Amazônia. Entendendo que uma forma de combater o preconceito é conhecer o outro, apresentamos aqui versão do artigo que publicamos na Revista de História da Biblioteca Nacional (n° 100, jan. 2014).

 

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33 Comentário(s)

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Ruth Isabela Barbosa Gonçalves comentou:
15/04/2015
Infelizmente há hoje um número muito grande de mortes de indios pela luta pelo reconhecimento de transferencia de culturas e das misturas das linguas que aconteceram com a colonização. Muitas sao as plavras ainda empregadas de origem indigenas, muitas são as localidades bno rio que tem seu nome na cultura do indio, mas onde buscar o respeito que eles merecem?
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Luciana Ribeiro Martins comentou:
03/05/2014
Professor José Bessa é de suma importância reconhecermos a cultura indígena como nossa e nós mobilizarmos no combate ao preconceito e violência contra os povos nativos ,como sempre o senhor está de parabéns ,estou plantando essa sementinha no Espaço de Desenvolvimento Infantil Cesária Évora onde trabalho como Professora de Educação Infantil,tentei envolver todos nesse trabalho ,as crianças amaram e despertou o interesse dos professores e pais sobre essas questões ,obrigada por todo esse trabalho .
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Ronaldo comentou:
06/03/2014
No desenho do Pampa Gaúcho há uma associaçao ao boi Nelore, vale lembrar que o boi tradicional la do sulé o Agnus, sem o cupim.
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Eduardo Ribeiro comentou:
25/02/2014
Caro Prof. Bessa, Sou um grande fã de suas crônicas. Sou também linguista e (ex-)jornalista, mas é sobretudo como um fã e leitor assíduo que tomo a liberdade de lhe escrever. Em sua crônica recente sobre a presença das línguas indígenas em nosso português, duas passagens me chamaram particularmente a atenção: 1. A explicação do nome "Itaorna" como "pedra podre"; 2. A sugestão de que a pronúncia retroflexa do /r/ caipira se deveria a um substrato Otí. Embora eu não seja tupinista (minha pesquisa se concentra nas línguas do tronco Macro-Jê), me interesso pelo Tupi Antigo por causa da presença de empréstimos Tupi em línguas Macro-Jê e, também, por causa da ampla presença Tupi no português brasileiro. Tenho consultado várias fontes e não consigo encontrar dados que corroborem a etimologia que o senhor propõe para "Itaorna". Como o senhor certamente sabe, o padrão silábico em -orna é problemático, mas isto em si não seria suficiente para descartar uma origem Tupi (a julgar por adaptações semelhantes em nomes como "Sergipe" e "Pernambuco"). Mas não consigo encontrar um termo parecido com -orna, com significados afins a 'podre', em nenhuma fonte. Em que fonte(s) o senhor se baseia? Quanto à possível origem Oti para o nosso /r/ retroflexo, não me lembro de ter visto nos trabalhos de Telêmaco Borba (incluindo 'Actualidade Indigena', 1908) uma menção inequívoca à existência de tal som em Oti. Borba explica (p. 72) apenas que "o r forte é muito guttural", o que não parece descrever necessariamente um /r/ retroflexo (sei que Amadeu Amaral chama o /r/ caipira de " lingual e guturalizado", mas não sei se é possível determinar com exatidão que ambos os autores tinham em mente o mesmo significado da palavra). É curioso que Borba se refira à pronúncia do "r forte", e não do "brando" (que seria aquele geralmente associado com uma pronúncia retroflexa). É interessantíssima a hipótese, no entanto, já que geralmente não se discute uma influência não-Tupi no português caipira! Mas, considerando-se que os "Chavante (Oti)" de São Paulo só são mencionados já no século XIX, será que teriam tido papel tão relevante na constituição da população a ponto de deixar marca tão profunda em sua língua? A propósito, gostaria de apontar que não parece haver evidências que permitam a inclusão do Oti no tronco Macro-Jê (apesar da sugestão de Greenberg, baseada, provavelmente, na opinião equivocada de Hermann von Ihering) -- ou, de fato, em qualquer tronco ou família. Ficaria muito grato se o senhor pudesse me esclarecer estas dúvidas. Muito obrigado por sua atenção! Atenciosamente, Eduardo
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José R. Bessa comentou:
25/02/2014
Prezado Eduardo, Embora voce tenha me enviado um email pessoal, pedi licença para publicar seu comentário para poder compartilhar com outros leitores. Em primeiro lugar, obrigado por escrever e pelas observações qualificadas, que li com atenção. Já te conhecia de um artigo sobre o catecismo Puri, creio que até hoje não encontrado, da mesma forma que os catecismos feitos pelo padre Vieira em línguas faladas no Marajó. Não sou linguista, me interesso pela história externa das línguas. Em geral, sou cuidadoso com as fontes, mas a exigência da Biblioteca Nacional, que publicou o artigo, era evitar citações, não era um artigo acadêmico, mas de divulgação. Respondo tuas duas questões: 1. R caipira, a informação encontrei em um artigo de Benedito Prezia: Oti - o extermínio de um povo (a origem do R Caipira), publicado em 2008, que cita tb.uma tese defendida no IEL. Como não sou linguista, necessito de outros linguistas para avaliar a informaçã. O Prezia é mestre em linguistica pela USP e trabalha com historia indigena. Ele escreveu: "O que chamou a atenção de Borba é que aquele povo, como alguns povos jê, possuía sons que os grupos de língua tupi não tinham, como o /r/ forte, Borba afirma que “é muito gutural”, e é o que se chama de /r/ retroflexo. Esta observação é de suma importância, pois vem mostrar uma das origens do famoso /r/ paulista, classificado também como /r/ caipira. Este mesmo som encontramos na língua kaingang e provavelmente deve haver o mesmo em outras línguas de grupos da família jê, mostrando uma influência de línguas do tronco macro-jê na fonética brasileira atual". 2. ITAORNA - a informação me foi dada verbalmente há muito tempo pelo prof. Aryon Rodrigues, em conversa informal, eu a usei inclusive no livro que escrevi Aldeamentos Indigenas do Rio de Janeiro, mas não tenho a menor condição de avaliá-la. E agora que você questiona, fico até me perguntando se entendi bem o comentário do Aryon. De qualquer forma te agradeço as informações e te peço licença para publicar no meu blog, nos comentários ao artigo, para compartilhar com outros leitores e permitir que eles relativizem a informação que dou e busquem outras fontes. O que voce acha? Jose R. Bessa
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Cris Amaral comentou:
19/02/2014
Perfeito querido mestre, é impressionante como somos todos índios, no sangue, na fala, e na nossa "meia língua" portuguesa. No entanto, mesmo com tanta herança recebida, o fator indígena é negado a todo instante, como algo a ser descaracterizado e banido de nosso solo. Triste demais! Carinhos
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Márcio Couto Henrique (via FB) comentou:
14/02/2014
Mais uma crônica do José Bessa, para ampliar nossos horizontes! Olha aí Marley Silva
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José Maria Junior (via FB) comentou:
14/02/2014
Aqui no Pará, sempre me chama atenção como o sotaque paraense é desconhecido, nunca aparece em reportagens do tipo.
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Márcio Couto Henrique (via FB) comentou:
14/02/2014
ótima ideia, Marley Silva!! depois socializa tuas experiências com o GP Hindia!!
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Marley Silva comentou:
14/02/2014
obrigada pela dica. Vou falar com o professor de português da minha escola e faremos um projeto conjunto sobre a temática..
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Márcio Amaral comentou:
13/02/2014
Muito gratificante ler essa crônica e perceber que estamos inseridos neste modo de falar. reforçando a máxima que a língua e sempre dinâmica e nunca estática: Aqui na região interiorana de Santarém," sítios" era corrente um modo de falar com sotaque "caboco", a exemplo o "pupa de canua" no Amazonas. Muito comum a cerca alguns anos, ouvia muito meu avó falando, "muxu" (mocho= tamborete, bardi= balde, etc ), minha mãe não fala desta maneira e nos dias de hoje este modo e falado somente por pessoas de idade. No entanto essa herança indígena esta impregnada em nosso modo de falar, coisa realmente positiva no meu ponto de vista.
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Daniele Lopes comentou:
11/02/2014
De alguma forma a língua indígena não está longe de nós, visto que convivemos com ela no dia a dia, a língua portuguesa não conseguiu exterminar.
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Gustavo Godoy comentou:
11/02/2014
"Guanabara" como "baía semelhante a um rio" também é de uma etimologia imaginária que não tem a ver com as composições do tupi antigo. Nem "Niterói" (Nheterõîa, segundo os jesuítas confiáveis) dá para supor este significado. Nem "Icaraí" do RJ tem a ver com "água clara", e talvez fosse Akara'y. "Orna" também de modo algum é uma palavra do tupi antigo.
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Viviam Secin comentou:
11/02/2014
Importante crônica do Prof. Bessa, que ressalta a necessidade de se estudar a língua portuguesa (ou seria brasileira?), reconhecendo as mais variadas contribuições daqueles que com ela interagiram ao longo dos tempos. Parabéns! Viviam Secin
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Cledes Markus comentou:
11/02/2014
Excelente artigo Professor Bessa! É material propício e muito bem-vindo para trabalhar com educadoras/es. Vou compartilhar!
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10/02/2014
Cada vez mais me certifico da real importância da língua Tupi para mim, queira Deus que um dia eu aprenda de verdade falar Tupi, até hoje na Universidade quando perguntam como me reconheço, eu respondo: sou índia, ou indígena, ou algo politicamente correto, branca é que não sou! Contato de gerusa pontes de moura
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Miriam Lima Machado (Blog Amazonia) comentou:
10/02/2014
Boa tarde!estou aqui para compartilhar com meus amigos o apoio a esta publicação, que visa esclarecer e apoiar os nossos irmão indígenas não só os que vivem na Amazônia, mas em toda parte do nosso país- brasil! Eles, verdadeiros e legítimos, primeiros, moradores, vem há muito sendo exterminados da sua terra! gostei desta publicação e quero aqui expreesar meu apoio! Muito bom
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Leo Mackellene (via FB) comentou:
10/02/2014
A justificativa para a manutenção do Latim e do grego nos cursos de letras está no quanto a língua portuguesa deve a estas duas ancestrais linguísticas. No caso do Português Brasileiro, por que não inserir, nos cursos de letras no Brasil, o Tupi-Guarani?
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Leo Mackellene (via FB) comentou:
10/02/2014
E por falar nisso, meu caro amigo. Tenho em mãos aqui esse maravilhoso e monumental "Memória do SPI". É um livraço esse, hein?! Inspirador! Fiquei até balançado por estudar a questão indígena sob o prisma linguístico-cultural. Grato pelo presente, irmão! Hei de procurar um momento pra desfrutar desse belo livro de textos e fotografias (mais fotografias que textos). Um abraço fraterno! E mais uma vez, grato!
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Ronaldo Santiago Lopes (via FB) comentou:
10/02/2014
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Otacilio Pires comentou:
10/02/2014
Basta dizer: ´´ Foi Pindorama a Mãe desta terra gigante chamada Brasil....`` Grande matéria Parabéns!
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Janu Schwab (via FB) comentou:
10/02/2014
Primeira leitura divina do dia (que tirou dúvidas sufocadas pela rotina e que Wikipédia nenhuma me ajudou a esclarecer). Sensacional!
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Janu Schwab (via FB) comentou:
10/02/2014
Primeira leitura divina do dia (que tirou dúvidas sufocadas pela rotina e que Wikipédia nenhuma me ajudou a esclarecer). Sensacional!
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Idelber Avelar comentou:
09/02/2014
Um texto da Gloria Anzaldúa (traduzido ao português) na mesma linha: http://www.uff.br/cadernosdeletrasuff/39/traducao.pdf (enviado pelo Arlandson Matheus por inbox, gracias!)
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Adriana Torres Ferreira comentou:
09/02/2014
Adorei! (E como não bater o olho no titulo e lembrar imediatamente da música do Cocoricó? Sem dúvida tirou de lá. Hahahahaha
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Socorro Araújo comentou:
09/02/2014
Aqui no Nordeste, onde dá pra perceber muito forte a influência do índio em toda nossa cultura, principalmente nos lugares mais pobres, como a região semiárida, onde nasci, onde, justamente pela pobreza, houve pouca infuência dos escravos africanos, é interessante como se procura anular isso.
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Jaci Câmara comentou:
09/02/2014
Muito bom e rico seu artigo professor. Somos um povo rico até na língua.
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Stéphan Munduruku (via FB) comentou:
09/02/2014
As linguas existantes no mundo são os reservatórios dos conhecimentos e das sabedorias humanas. Infelizmente, assim como provocamos uma extinção em massa das espécies biológicas, provocamos extinção em massa das linguas, perdendo assim para sempre conhecimentos, sabedorias e percepções diversas do mundo. Estamos empobrecendo a humanidade em nome do "desenvolvimento". Que contradição!! Diversidade é vida, uniformidade é consanguinidade, regresso!
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1dKC7Q6YVWp comentou:
04/10/2014
ah, que yo receuerde las faltimas ingainiss de oro y brillantes que regalf3 el Bare7a fueron a Franco como cambian las cosas, o no tanto.Por cierto bfinsigMia es un lapsus freudiano, un cruce entre insignia e infamia? Contato de 1dKC7Q6YVWp
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Hans Alfred Trein comentou:
09/02/2014
Excelente artigo, amigo Bessa! Eu tive seis anos de latim e três de grego clássico, e esses estudos me permitem compreender muitas palavras da língua portuguesa, originadas nessas línguas, hoje consideradas mortas. Da língua tupi-guarani, a primeira palavra que aprendi foi ita=pedra com seus muitos adjetivos sufixos: itapema, itapeva, itambé, itaorca, itapecirica, itaguaçú... e tantas outras. Acho que está na última hora de incluir noções básicas das principais línguas indígenas na educação escolar, para melhorar o uso de nosso meio linguístico de comunicação e também para incorporar as heranças indígenas de que todos somos enriquecidos em nossa cultura. Abraço, Hans Contato de Hans Alfred Trein
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aurelio michiles comentou:
09/02/2014
...para ser lido bebendo um guaraná (baré, tuxáua ou...) & saboreando um "X- Kaboquinho", né mano?
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Lori Altmann comentou:
08/02/2014
Excelente artigo Bessa! Como posso acessar o artigo que publicou na Revista de História da Biblioteca Nacional (n° 100, jan. 2014)? É um ótimo material para trabalhar com professoras/es. Vou divulgar!
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Ana Silva comentou:
08/02/2014
Maravilhoso texto! Os brasileiros precisam conhecer as contribuições indígenas, cujo enriquecimento da nossa língua é uma delas, para valorizar e respeitar os povos indígenas no Brasil. Você, Bessa, sempre excelente "a Bessa".
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