CRÔNICAS

Omar, as Forças Amadas e a Maria Bate-fofo

Em: 11 de Julho de 2021 Visualizações: 3736
Omar, as Forças Amadas e a Maria Bate-fofo

Os três tópicos estão interligados. Comecemos por Maria, uma caboquinha linda por quem meu irmão se apaixonou na sua juventude em Manaus. Ele estava tão embeiçado por ela, que eu já a chamava de minha cunhada. Numa terça-feira, dia de novena na igreja de Aparecida, os dois marcaram um encontro na banca de tacacá da dona Alvina, às 18h00. Quando o sino badalou, o seu Barbosa, em casa, rezou o Angelus em voz alta como costumava:  

- O anjo do Senhor anunciou a Maria...

Mas a Maria anunciada era aquela cheia de graça, a Santa Maria. A outra, a degradada filha de Eva, estava atrasada. Enquanto a esperava, meu mano Cado pediu dois tacacás. Tomou a sua cuia. Nada de Maria. Tomou a outra destinada à namorada: - Mamãe, cadê Maria? - ele perguntava aos seus botões. Botões jamais respondem. Às 19h00 devorou a terceira. Foram seis cuias de tacacá, todas com lascas de pirarucu seco – uma receita da dona Alvina para substituir o camarão. Maria não apareceu. Não era a primeira vez que se escafedia, mas desta feita sua escafedida, com a overdose de tucupi, provocou diarreia. Ela nem pediu desculpas. O namoro terminou.

Depois disso, Maria flertou com Tuta, Geraldão, Alcides, Bibi, Bebedinho e tantos outros do bairro, mas sempre se pirulitava na hora do “venha a nós o vosso reino”. Enganou todos eles. Ganhou o apelido que não tem qualquer conotação sexual como em outras regiões do Brasil. Bate-fofo, no Amazonas, é a “pessoa que falta com o compromisso assumido. Furão. Furona”, diz o linguista Sérgio Freire no livro “Amazonês”. Por extensão, alguém desonesto, mentiroso, que não cumpre o seu dever.

Dizem as más línguas que Maria Bate-Fofo enganou até o Omar, ex-morador do bairro de Aparecida, na época em que ela já era chamada de Mary Spank Soft por Antônio Carauassu, o Teacher, professor de inglês do Colégio de Aparecida, cuja tradução tinha a qualidade daquela feita no tal do invoice – a nota fiscal falsificada na compra da vacina Covaxin.

Eis o Omar

E é aqui que entra este descendente de árabes, que saiu de Garças (SP), onde nasceu, e veio de mala-e-cuia para Manaus estudar engenharia na UFAM. Sabe a Vanilda, irmã da Vaneide, esposa do César Bandeira? Pois é. Foi na casa dela que ele se hospedou. Não será exagero pensar que foi ali, no contato com a Mary Spank Soft, que Omar Aziz aprendeu a reconhecer péssimas traduções e a identificar bate-fofos mentirosos. Deu voz de prisão a um deles, Roberto Dias, já como presidente da CPI da Covid, sob aplausos de milhões de brasileiros, entre eles este locutor que vos fala.

Evidências de corrupção e prevaricação de quem foi chamado de gângster por Spike Lee levaram Omar Aziz a criticar “membros do lado podre das Forças Armadas que estão envolvidos com falcatruas dentro do governo”, acrescentando que “os [militares] honestos devem estar muito envergonhados”. O jornalista Otávio Guedes já havia dito que se balançar a árvore da corrupção, cairão coronéis e até um certo capitão. Ambos, senador e jornalista, estão defendendo a honra das Forças Armadas, que não podem aceitar que alguns militares desonestos sujem o nome da instituição.

Roberto Dias, ex-sargento da Força Aérea, foi acusado por um cabo da Polícia Militar de ter pedido propina de US$ 400 milhões para comprar uma vacina, na qualidade de diretor do Ministério da Saúde. Qualquer categoria profissional abriga bate-fofos desonestos. As instituições devem agradecer cada vez que forem identificados, para serem julgados e, se for o caso, punidos.

Mas não foi isso que fizeram o ministro da Defesa e os três comandantes militares. Eles assinaram uma nota, que silenciou sobre as propinas e não pediu punição dos culpados como era de se esperar. Em vez disso, consideraram a crítica a alguns indivíduos como um ataque às Forças Armadas, que possuem mais de 360.000 servidores, a maioria honestos. Atacaram o senador Omar Aziz. Criaram assim uma atmosfera suspeita reforçada pela fala de Bolsonaro que, ao despencar nas pesquisas de opinião, ameaça obstruir as eleições, ataca ministros do Supremo e, diz que não responderá a carta a ele endereçada pela CPI, traduzindo os termos da nota em linguagem chula indigna de um chefe de Estado:

- Caguei. Caguei para a CPI.

A canoa do golpe

O capitão tem razão. A prova disso é o fedor pestilento exalado hoje dentro da CPI da Covid com os atos e omissões do Palácio do Planalto e do Ministério da Saúde naquilo que já está sendo chamado de “vacina-gate”.  Ele não pode explicar a cobrança de propina na compra de vacinas inexistentes. Envolve, então, “minhas Forças Armadas” para intimidar os senadores que investigam a falcatrua, acenando para uma aventura golpista, esquecendo as lições da História.

Militares tentaram dar um golpe em 1961 para impedir a posse de Jango. Não tiveram sucesso. Foram barrados pelas manifestações de rua. Naquela ocasião, um dos mentores do golpe, o general Golbery, descobriu que não bastam tanques e canhões para tomar o poder. Ademais das armas, é preciso, internamente, o apoio popular, além de um suporte externo. Dedicou-se, então, a articular as duas coisas nos três anos que antecederam a quartelada de 1964.

Os golpistas produziram milhares de fake news na mídia para assustar a classe média com o fantasma do comunismo. Financiados por empresários vinculados ao IPES e ao IBAD convocaram a Marcha com Deus pela Família e manifestações da CAMDE – Campanha da Mulher pela Democracia. O suporte externo foi dado pela Embaixada Americana. Os detalhes estão no livro, que merece ser relido, de René Armand Dreifuss: “1964 – A Conquista do Estado”, de 814 páginas, repleto de documentos, incluindo o Caixa 2 do IPES e o pagamento a políticos e jornalistas que constam de uma lista nominal.  

Hoje, o governo Biden, que não é Trump, certamente não embarca na canoa do golpe. Portanto, o gângster local não tem autorização da CIA. E internamente, nas ruas ocupadas, manifestantes gritam “Fora Bolsonaro”, até mesmo a direita já marcou para 12 de setembro manifestação com o mesmo objetivo. Podemos supor que as ameaças feitas não passam de bravata desesperada. Além disso, tem muito militar honrado e inteligente que não aceitará entrar em tal aventura, como testemunhei um dia no Forte de Copacabana.

Forças Armadas

Em 1993, coordenava eu uma pesquisa nos arquivos do Rio de Janeiro em busca de documentos sobre os povos indígenas. Fui ao Forte de Copacabana onde funcionava o Museu Histórico do Exército. Lá encontrei mais de 900 cadernetas de campo do marechal Rondon, que não estavam catalogadas. Sugeri que uma estagiária do curso de museologia da UNIRIO realizasse o trabalho. O comandante do Forte, afável e atencioso, me ouviu. Serviu um cafezinho. Na conversa, perguntou:

- Professor, sinceramente, o senhor não acha que é muita terra para pouco índio.

- “Depende do ponto de vista” - era o que eu diria de forma evasiva para evitar polêmica. Mas o telefone tocou e ele foi atender, o que me deu tempo para refletir. Quando retornou, fiz um discurso apaixonado sobre a sabedoria indígena e a usurpação de suas terras. Critiquei o general Euclydes Figueiredo que havia acabado de dar declaração dizendo que os Yanomami “não tem inteligência nenhuma, são como animais” (Folha SP 21/08/93).

- Coronel – eu disse ao comandante do Forte – quem deve falar pelas Forças Armadas nesta questão é o marechal Rondon. O general Euclydes, com sua ignorância e truculência, envergonha a farda e desmerece a instituição.

Dias depois recebo telefonema do coronel me convidando para dar uma palestra aos oficiais na inauguração do auditório do Museu. Fui acompanhado de minha colega Ana Bursztyn-Miranda, que durante dois anos ficou presa no Forte de Copacabana por lutar contra a ditadura e lá não havia voltado. Falei tudo sem autocensura. No final, foram muitas as perguntas dos oficiais. Um deles:

- Professor, o senhor já leu o Projeto Calha Norte criticado em sua palestra?

Confessei que não, mas que me baseava nas críticas de quem havia lido, como Berta Ribeiro e Manoela Carneiro da Cunha. Brinquei que leria na íntegra se algum deles aceitasse defender o Calha Norte num evento na Uerj ou na Unirio. Ganhei uma placa com os agradecimentos do Museu Histórico do Exército.

Quando entrei no auditório, acreditava que ia “fazer a cabeça” dos oficiais, mas foram eles que fizeram a minha, porque passei a ver aquele grupo não como cópia de Euclydes Figueiredo, mas como brasileiros, inteligentes, corretos, preocupados com o destino do Brasil. Isso não tira a validez dos modelos teóricos de Michel Foucault e Nicos Poulantzas sobre a natureza da instituição armada e dos aparelhos repressivos de estado.

Amadas Forças

Seguramente nenhum oficial presente naquele auditório sofrerá o que aconteceu na Bolívia, quando o Ministério Público ordenou nesta quinta (8) a captura do ex-comandante chefe das Forças Armadas, Williams Kaliman, pelo golpe de estado de novembro de 2019.  Também foi presa em março Jeanine Áñez, uma espécie de Bia Kicis boliviana. Não custa lembrar que o general Jorge Videla, ditador argentino condenado a prisão perpétua, morreu na privada da sua cela aos 87 anos.

Parece que a hora não é das Forças Armadas, mas das Forças Amadas, não é da Escola Superior de Guerra, mas da Escola Superior da Paz criada pelos Estados Gerais da Cultura, sob a coordenação do cineasta Silvio Tendler, que defende a Doutrina da Segurança Emocional para exigir justiça social. Manifestamos o apoio ao senador Omar Aziz, de quem – agora sim - sentimos orgulho por sua coragem na luta contra os bate-fofos da vida nacional. Ele se agigantou num país com tantos políticos acocorados, não é mesmo Arthur Lira? Será que exagero Rodrigo Pacheco?

Referências:

Sérgio Freire. Amazonês – Expressões e termos usados no Amazonas. Manaus. Editora Valer, 2012. 2ª edição. Pg.36

René Armand Dreifuss. 1964: A Conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe. Rio. Editora Vozes. Petrópolis-RJ, 1987. 5ª Edição.

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39 Comentário(s)

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Ana Lúcia Pardo comentou:
17/07/2021
Muito boas e atuais as suas análises Bessa
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Valter Xeu comentou:
17/07/2021
https://patrialatina.com.br/as-linguas-do-diabo-e-o-museu-da-lingua-portuguesa/ PARABÉNS AMIGO! A COLUNA DA SEMANA TEVE MILHARES DE VISITANTES SÓ NO FACE. MAIS QUE AS MATÉRIAS CUBANAS QUE SEMPRE SÃO AS MAIS VISITADAS. ABRAÇOS VALTER
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Celeste Correa comentou:
14/07/2021
Estamos todos atentos. A "omarização" por enquanto está nas minhas entranhas. Ontem ele foi perfeito na condução dos trabalhos e nos seu comentários sobre o coiso. Mas fico bem atenta. Essa "omarização" é circunstancial. Ele que não mije fora do penico.
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Ana Artaxinha de Stocolmo comentou:
14/07/2021
Tem muita gente boa omarzando, inclusive o autor desse artigo.
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Bambi quase cunhada da Maria Bate-fofo comentou:
14/07/2021
Se Omarzar é estar de acordo com o Omar na CPI, eu também omarzei! Se mijar fora do caco, eu desomaezarei
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Manu Rebollo comentou:
14/07/2021
Com tom jocoso da tua narrativa me serves pequenas doses de informação que ajudam a construir uma imagem mais nítida disso tudo que vem acontecendo. Obrigado,
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Cristovão Nonato comentou:
13/07/2021
Parabéns, mais uma vez pela coragem e capacidade de suscitar os assuntos controvertidos e relevantes da vida nacional e ribeirinha, provocando um debate de alto nível. Concordo que só arregimentando as Forças Amadas sob a Doutrina da Segurança Emocional, vamos sair dessa luta fratricida. Obrigado. Abraço fraterno.
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comentou:
13/07/2021
Essa foi das mió! Beijo, Ana Claudia
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Ana Miranda comentou:
12/07/2021
Vc não falou da minha emoção de entrar pela porta da frente, de ter me colocado na mesa na sua palestra no Auditório para os oficiais (e que fiquei muda!), de poder andar livremente pelo Forte. E que no local onde fiquei presa não nos era permitido. Foi um desagravo, um dia original, inesquecível. Muito grata por ter me levado. Continuamos juntos! Abç de jacaroa e Viva o SUS!
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Leonardo Peixoto comentou:
12/07/2021
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Bete Mendes comentou:
12/07/2021
Lindo texto, José Bessa;
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Marlene Silva comentou:
12/07/2021
Bom dia! Cada vez que leio suas crônicas, eu aprendo um pouquinho
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Eneida Simões da Fonseca comentou:
12/07/2021
Sempre aprendendo com o querido Prof. Bessa! Gratidão!!!
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Eva Santos comentou:
12/07/2021
Li. Refleti. Compartilhei
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Mailsa Passos comentou:
12/07/2021
Mais uma crônica maravilhosa do professor José Bessa . Sugiro fortemente a leitura.
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Angela Maria Bessa Freire comentou:
12/07/2021
Mano sinto muito orgulho de ti e mais ainda por te ocupares daquilo que é importante para o nosso povo
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Alba Figueroa comentou:
12/07/2021
Obrigada por manter esse sopro amazônico em todas suas crônicas sempre pertinentes e críticas sobre a triste realidade social brasileira. Esse sopro nos permite sorrir, nos ajudando a sobreviver e a levar em sério como RESISTIR às forças que jogam em favor do Brasil da desigualdade, do endocolonialísmo.
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Ana Silva comentou:
12/07/2021
Sensacional, inteligente, única. Adorei, Bessa, porreta como sempre.
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Serafim Correa comentou:
11/07/2021
Republicado no Blog do Sarafa - https://www.blogdosarafa.com.br/omar-as-forcas-amadas-e-a-maria-bate-fofo/
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Combate - Racismo Ambiental comentou:
11/07/2021
Republicado em COMBATE - RACISMO AMBIENTAL - https://racismoambiental.net.br/2021/07/11/omar-as-forcas-amadas-e-a-maria-bate-fofo-jose-ribamar-bessa-freire/
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Ana Chrystina Mignot comentou:
11/07/2021
Que texto maravilhoso, meu amigo!!!!Orgulho de você!!!
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Elaine Meneghini comentou:
11/07/2021
Tudo o que eu gostaria de dizer e não soube verbalizar. Adoro os links que fazes com as história da nossa cidade. Adoro esse teu estilo de escrever.
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Celeste Correa comentou:
11/07/2021
Babá, durante todos esses anos eu acompanhei as inúmeras crônicas em que fazias críticas contundentes às atitudes políticas do Omar Aziz no seu exercício como parlamentar no Amazonas. NUNCA te esquivaste de criticá-lo. E hoje, ao ler o Taquiprati, me deu um baita orgulho do gatoso revolucionário que esteve na Cinelândia com o grupo “Geração 68 Sempre na Luta" há duas semanas atrás. Sim, diante das tantas coisas que eu aprendi e aprendo cada dia contigo, está a tua coerência ético-política e a tua luta incondicional em defesa da democracia. E é isso a grande mensagem do Taquiprati, ao comentar e elogiar a atitude do Senador Omar Aziz, atitude que foi aplaudida por milhares de brasileiros que não compactuam com a corrupção e que se solidarizam com os mais de 530.00 mil familiares dos mortos pela omissão do Estado. Se o Omar ler a tua coluna, certamente verá que não é apenas um mero elogio a ele, que só está cumprindo o seu papel como senador presidente de uma CPI. Na verdade, tu o corresponsabilizas para que ele continue nos trilhos na condução deste trabalho e dás um recado: "não se deixe intimidar, senador. O Brasil e todos as pessoas que perderam os seus entes queridos estão confiantes no êxito desta CPI". E ele sabe que o Taquiprati é acima de qualquer coisa, justo e atento.
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Leila Margareth comentou:
11/07/2021
Diante de uma ameaça maior, apoiar líderes regionais, em circunstâncias determinantes e reveladoras do nosso processo histórico, é fundamental. Apoiar a CPI DA PANDEMIA é apoiar o basta nas obscuras armadilhas de corrupção para estancarmos o genocídio em curso! #ForçaCPI #ForçaOmar
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Rui Martins Direto da Redação comentou:
11/07/2021
Republicado NO CORREIO DO BRASIL em DIRETO DA REDAÇÃO - https://www.correiodobrasil.com.br/omar-as-forcas-armadas-e-a-maria-bate-fofo/?
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Joaquim Barbosa (via FB) comentou:
11/07/2021
Muito boa a reflexão, professor José Bessa. Omar aprendeu com as rasteiras da Maria Bate-fofo e com outros tantos com quem conviveu na política.
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JOSÉ da Silva SERÁFICO de Assis Carvalho comentou:
11/07/2021
Prezado Babá, sua percepção é clara: Omar Aziz e os senadores da CPI cumprem seu papel. Não é a conduta dele, ou de qualquer outro membro daquele coletivo, fora da Comissão, que interessa discutir agora. Há, porém, os que compactuam com o crime, quando praticado pelos de quem gostam. Acumpliciam-se, às vezes sem que se saiba exatamente porquê. Eventuais e comprováveis (se cobrado o devido processo legal) faltas alheias não podem ser utilizadas para apagar faltas já comprovadas. É disso que se trata agora, vez que não estão em questão atos praticados por qualquer dos membros da CPI. Quem sabe os incomodados com a emersão do material sujo depositado no lixão da História cobrarão depois? Ou se deixarão ficar na preferência dos seus bandidos amados? Ser não trocarem de lado e, a custo não se sabe do quê, trocarem de camisa. A História nos tem revelado isso. Seus textos poderão, algum dia, ser responsabilizados por suicídios daqueles que, dotados de um oásis de honra (assim dizia meu velho mestre de Direito Penal na UFPA, Aldebaro Cavaleiro de Macedo Klautau), por vergonha do espelho promoverão sua autopunição.
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Isabella Thiago de Mello comentou:
11/07/2021
Bessa, tu falas por 70% dos brasileiros. Vemos na sua geração, o exemplo e a coragem de homens e mulheres "cabras-machos-prá-caralho" que enfrentaram a política da ditadura do golpe militar de 64 - foram 21 anos. - e até hoje, não se calam. Dá orgulho sermos filhos de quem somos. Temos a honra de receber de ti, professor querido, os valores de Democracia, de Respeito aos Povos Originários e ao País, de Fraternidade entre os Homens.
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Renato Athias comentou:
11/07/2021
Genial.... tá vendo tu! Meu amigo Bessa, de longa data, quando crescer, eu quero ser como tu. Como se diz num bom recifês!
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Ira Maciel comentou:
11/07/2021
Bessa, excepcional está sua crônica. Disse tudo. Compartilhando. Já recebi de outra fonte.
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Valter Xeu comentou:
11/07/2021
Publicado em PATRIA LATINA. https://patrialatina.com.br/omar-as-forcas-amadas-e-a-maria-bate-fofo/
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Rui Martins Direto da Redação comentou:
11/07/2021
Ah acabo de ler. Impagável, vou colocar no Direto da Redação! abraço.
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Paulo Mumia comentou:
11/07/2021
Que texto genial. A forma como você liga uma história a outra é Magistral
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Bambi quase cunhada da Maria Bate-fofo comentou:
11/07/2021
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Ricardo Bessa comentou:
11/07/2021
Crônica do caralho. Mostrou como o Babá está sendo justo e inteligente ao elogiar o Omar, de quem fui adversário nas eleições em 2008 e que agora reconheço o papel que ele está desempenhando na luta contra a corrupção no caso das vacinas e em defesa da democracia. Parabéns
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Astrid Lima comentou:
11/07/2021
Vou te fazer uma provocaçao mano velho: desde quando os mortos matados pelo Bolsonaro são mais importantes do que os mortos matados pelo Omar? Quem decidiu de dividir eles em mortos de série A e mortos de série B? Quem, no final, quando o Omar tiver re-construido a virgindade e pronto para se re-candidatar, vai falar em nome dos mortos de série B? Ou a gente congela a nossa questão moral esperando outro momento? É lícito defender a CPI, um instrumento constitucional. Defender o presidente da CPI, até pode, mas enquanto presidente, não o individuo. Porque o Omar está defendendo seus interesses pessoais em troca de um apoio coletivo. Se ele mudou porque o irmão morreu de covid e isso o transformou profundamente, então o que deveria fazer era anunciar que, após a CPI, independente do resultado, ele renuncia ao senado e sai da vida politica, enfrentando como um civil todos os procedimentos penais. Isso seria honrar o irmão morto, isso significaria uma profunda metamorfose.
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Aurélio Michilles comentou:
11/07/2021
Quem diria, hein? Omar, aquele que foi do PCdoB e foi cooptado pelo Amazonino, depois virou cacique da política do Amazonas, inclusive mandou espancar um professor da UFAM por ele ter comentado as denúncias de pedofilia na CPI em curso naquela época. Assim caminha a Humanidade.
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Jorge Nóvoa comentou:
11/07/2021
José Ribamar Bessa Já está mais que na hora de você juntar suas crônicas, talvez por capítulos de temática e publicá-las. Parabéns pela verve de sempre, pela inteligência de como as constrói, a ironia mordaz e o conteúdo pleno de autobiografia e de dados históricos. Grande abraço e me diga quanto custa cada crônica porque é como se fosse uma consulta médica. Elas nos enchem de esperança e conhecimentos. Saúde para você e para a família.
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Susana Grillo comentou:
11/07/2021
Bessa, obrigada por conectar com brilhantismo a CPI da COVID com fatos históricos que contextualizam os fatos atuais. Um abraço
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