CRÔNICAS

MANAUS, UM BERÇO DE ESCRITORES

Em: 25 de Dezembro de 2011 Visualizações: 19036
MANAUS, UM BERÇO DE ESCRITORES

 

Numa rádio qualquer Simone canta pegajosamente “Então é Natal, e o que você fez?”. É ao som dessa música que, desesperada, uma jovem mãe arranca o fio pisca-pisca da árvore e, com ele, enforca o próprio filho aleijado, de menos de um ano, sob o olhar de um risonho Papai Noel que adorna o quarto do Abrigo Moacyr Alves no bairro Alvorada I, em Manaus.  A mãe é ainda uma menina, iniciando sua adolescência.
Não, senhores! Nem tudo está perdido! De vez em quando faíscas riscam os céus e anunciam que outro mundo é possível, renovando nossas esperanças. Foi o que aconteceu, quando outra adolescente, Caroline Pacheco, aluna do ensino médio, pareceu ouvir recomendação do cronista Fernando Sabino: – “Se estou sem assunto, lanço um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica”.   
Caroline fez isso. Saiu de casa, foi buscar essa história no Abrigo e decidiu contá-la por escrito para compartilhá-la, refletindo sobre a gravidez indesejada, mães solteiras, a vida e a morte, menores abandonados, deficientes. Mas ela não foi a única. Vários alunos do ensino médio escreveram sobre o mesmo tema, depois de participarem da visita organizada ao Abrigo Moacyr Alves, uma instituição vinculada à Secretaria Estadual de Assistência Social, que acolhe crianças e adolescentes portadores de deficiências.
Durante o ano, esses alunos realizaram diversas experiências, indo buscar fora deles assunto para crônicas. Em maio, por exemplo, foram ao Tribunal de Júri do Amazonas e lá assistiram ao julgamento de um policial, acusado de homicídio qualificado. “O réu, embora sentenciado, não foi afastado do seu cargo de militar, ao contrário, foi promovido de soldado para cabo” – escreveu, perplexa, a aluna Dayna Kate Pereira.
No mês seguinte, esses jovens escritores conheceram a reserva indígena Beija-flor, localizada no município do Rio Preto da Eva, a 80 km de Manaus, percorreram as roças dos índios e observaram o funcionamento de uma casa de farinha. Uma vez mais, registraram o que viram. Um deles, Charles Deivison Silva observou “um povo simples, sensível e inteligente que luta para ter seus direitos reconhecidos, não mais com o arco e flecha, mas com papel, caneta e inteligência”.
Em agosto, eles pegaram uma lancha, atravessaram o rio Negro, contornaram a praia da Lua e visitaram a comunidade ribeirinha do Livramento. Lá, “fomos à casa da Dona Nair, que nos falou de sua origem e de sua história, ela é indígena, da tribo Miranha, seu nome é Anacá, que significa pássaro. Seu Luis contou que conheceu Gabriel, um pajé, um índio intelectual que gostava de relatar para o mundo os mitos do povo Tukano” – escreveu Adenilde da Silva. 
Nada escapa a esses jovens: o desmatamento, a biodiversidade, a luta dos ambientalistas, o movimento SOS Encontro das Águas, a diversidade cultural, a água potável, o uso de drogas. Carlos Wendell Lira, aluno do 1º ano do ensino médio, depois de uma dessas incursões, exclama em seu ‘Relato de Vida’:
- “Descobri que em Manaus tem museu. Eu não sabia que aqui tinha museu e palacete! Quando fomos ao abrigo e ao cemitério foi uma aprendizagem diferente pra mim. O cemitério, para mim era só para momentos de tristeza e não para estudá-lo. Fiz uma poesia. Nunca pensei que sabia fazer isso!”.
A incubadora
Todos esses jovens estão descobrindo que “sabem fazer isso”. Convivi com eles agora no I Forum sobre Educação Popular, realizado nos dias 20 e 21 de dezembro, no Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus. Alguns recitaram seus poemas, leram seus relatos, mostraram seus escritos, apresentaram peças de teatro e números musicais durante o evento que contou ainda com palestra da professora Lucíola Cavalcante Pessoa, da Universidade Federal do Amazonas, e dos professores Roberto Porto e Cristopher Dalgais.
São escritores que estão nascendo, estão rompendo a casca do ovo. Tive a sorte de ver de perto a rede onde são embalados, uma espécie de berço que tem endereço certo. Este berço está localizado na terra de Thiago de Melo, Márcio Souza, Milton Hatoum, Luiz Bacellar, Aldisio Filgueiras. Fica mais precisamente no bairro São José Operário, Zona Leste de Manaus.
É lá, na periferia, longe do centro, que jovens alunos do ensino médio, quase todos menores de idade, estão reinventando a palavra, escrevendo poemas, crônicas, contos, pequenos ensaios, foto novela e relatos diversos. Eles acabam de publicar um livro com 110 páginas intitulado “Escritores Alternativos: escrevendo com liberdade alternativa”, editado artesanalmente pela Escola da Fundação Fé e Alegria do Amazonas.
A Escola, que funciona desde 2008, acompanha, anualmente, no contra-turno escolar, uma média de 300 alunos matriculados em escolas públicas, nos três anos de ensino médio, com o objetivo, entre outros, de facilitar o ingresso no ensino superior de jovens de classes menos favorecidas. Ela oferece espaços e ferramentas de aprendizagem nas áreas de História, Química, Matemática, Física, Biologia, Ecologia, Artes e Expressão Verbal. Já contribuiu para a entrada de alunos na UFAM e na UEA, com porcentagem de aprovação de 73%. 
Uma dessas alunas é Juliana Duarte, que ingressou na UFAM no curso de Ciências da Natureza: “Mesmo tendo sido estudante de uma escola em um bairro periférico, lutei e alcancei o direito de entrar em uma universidade pública. Ter estudado três anos na Escola Alternativa me proporcionou um novo olhar crítico e um novo modo de conviver dentro da sociedade, me ajudou a cursar uma universidade, mas também me ensinou a lutar, a ser digna e respeitada e a respeitar”.
Por que esses jovens sentem necessidade de escrever? Na oficina de produção de textos que ministrei nesse berço de escritores, buscamos respostas a essa pergunta, com auxílio de quem entende do riscado. O poeta angloamericano W.H. Auden foi citado: – “Escrevo para saber o que penso”. Também o poeta amazonense Aldisio Filgueira: “Pois o homem é palavra / que inventa / e assina embaixo /para não esquecer”.
Na oficina, com o apoio de dois poemas, discutimos a necessidade que tem o escritor de trabalhar a palavra. Um, de Carlos Drummond, ‘O Lutador’:“Lutar com palavras / É luta mais vã / Entanto lutamos /Mal rompe a manhã”. O outro, do poeta peruano César Vallejo: “Quiero escribir, pero me sale espuma, / quiero decir muchísimo y me atollo. Quiero escribir, pero me siento puma; / quiero laurearme, pero me encebollo”.
Os participantes da oficina se deram conta que o problema de lutar com as palavras não é só deles, mas também dos grandes poetas de várias línguas. Conheceram Bertold Brecht, autor de um texto sobre as dificuldades de escrever a verdade, e se pronunciaram, ainda, sobre a letra de uma música de Sidney Miller: “Só faz um verso de verdade, quem tiver verdades pra dizer”.
O processo de formação desses jovens conta com o trabalho pedagógico das professoras Margareth Abtibol e Ana Maria de Araújo e de toda uma equipe dedicada da Escola Alternativa, responsáveis pela criação de uma incubadora, que fornece calor, ventilação e condições favoráveis ao crescimento desses escritores recém-nascidos.
Conversar com esses jovens nos abre janelas de esperança “nesse tempo que é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera” nas palavras de Drummond. De qualquer forma, não há dúvidas de que no berço dos escritores no bairro São José Operário está nascendo uma flor, ainda em botão, “mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”.
A escrita desses meninos e meninas representa uma faísca de esperança, porque exorciza nossos demônios e contribui para que os fios pisca-pisca sirvam apenas para iluminar árvores de natal. Essa escrita traz dona Nair e seu Luis até nós, para que nos ensinem o que sabem. Quem sabe, os textos desses meninos e meninas não ajudem as emissoras de rádio – pelo amor de Deus – a trocar o disco da Simone, que a gente não agüenta mais! (Ah, ia esquecendo, a criança que foi efetivamente enforcada, conseguiu sobreviver!).   
P.S, Esse texto não pode deixar de nomear, mesmo com letra com fonte de tamanho menor, cada um dos ESCRITORES ALTERNATIVOS que escreveram textos para o livro: Adelson Auzier, Adenilde da Silva, André Paz da Silva, Andreilsson Pereira, Andreza Santana, Beatriz Dias, Bruna Ferreira, Barbara Santana, Carlos Wendell Lira da Silva, Caroline Pacheco, Charles Deivison Santos da Silva, Cintia do Nascimento Moreno, Daiana Simeão, Dayna Kate Pereira, Deivisson Mendes, Erick Almeida, Franciane Lark, Frank William, Janayna Duarte de Andrade, Jeniffer Pereira, Jessé Ribeiro Lessa, Jheina Costa, Joicyene Mota, Joiciane Santos, Joseph Emanuel Rosa, Juliana Duarte de Andrade, Gabriel costa, Leonardo Santana, Luana Alves, Lucas de Souza, Moisés Roberto Araújo, Rayane S. de Oliveira, Vitor Murilo Nogueira Cabral, Taynara Castro.

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51 Comentário(s)

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Joicyeny comentou:
17/01/2015
Quatro anos depois dessa cronica, eu Joicyeny Mota de Oliveira curso o quinto período da Universidade Estadual do Amazonas, e agradeço a Fundação Fé e Alegria por me ajudar a estar onde estou.
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Roberto Luiz Abtibol Porto comentou:
11/01/2012
Olá companheiro, Estou escrevendo para reafirmar a grande a alegria de sua participação no fórum e a feliz ideia de escrever sobre a garotada do Fé e Alegria. Penso que foi verdadeiramente a maneira mais didática de estimular e ensinar os meninos o gosto pela escrita. Você poderia ter apenas ensinado, no entanto, escolheu mostrar o caminho das pedras, Foi simplesmente FANTASTICO!. Essa é impressão que restou em nós todos da Escola Alternativa. Um forte Valeu! Abraços.
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Marjane (Blog da Amazonia) comentou:
31/12/2011
Parabéns pelo trabalho tão bonito.
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Marlise Santos (Blog da Amazonia) comentou:
31/12/2011
Convenhamos, o primeiro parágrafo dessa sua cronica é de um mau gosto de bradar aos céus.. o blog é seu e voce escreve o que quer..
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Selena (Blog da Amazonia) comentou:
31/12/2011
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Francisco Renato (Blog Amazonia) comentou:
31/12/2011
Simone vai continuar a servico do s donos e lojas: o que voce fez? nao comprou ainda o que eu estou a vender?
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Paulo Bezerra comentou:
30/12/2011
...e quem embala esse berço de pequenos escritores é você Prof. José Ribamar Bessa Freire ( o Babá). Parabéns.
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jackelyne comentou:
30/12/2011
grande trabalho!!! parabens a todos os educandos de fe e alegria ...
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Susana Grillo comentou:
29/12/2011
Bessa, que trabalho belíssimo esse de despertar tantos talentos esperando oportunidades para expressar tanta criatividades e novas artes da palavra... Parabéns a você, a esses jovens do ensino médio e à Fé e Alegria que conheço de Tocantinia, no Tocantins... Como conseguir livro ? Que 2012 seja cheio dessas oportunidades de criação e solidariedade... Abraços, Susana
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Anne-Marie Milon Oliveira (1) comentou:
29/12/2011
Querido colega, Oferecer um espaço para aprender a ler e a escrever coisas da vida, escrever o que realmente importa aos olhos do aluno: infelizmente, a escola é muito avarenta em oferecer este espaço. Decora-se regras de gramática, Faz-se "resumo" e até "prova de livro", Produz-se "para a nota" e não para a vida. Pretende-se que o aluno aprenda a ler e escrever sem nunca ler e escrever para ele mesmo.
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Anne-Marie Milon Oliveira (2) comentou:
29/12/2011
O objetivo parece ser um só: criar uma ojeriza duradoura ao ato de "escreler". Falando do "texto livre na escola" prática criada e aperfeiçoada ao longo de toda uma existência, por ele e pelo movimento de educadores que suscitou, Freinet escrevia em 1961: "As regras não devem ser ensinadas "de fora" na sua forma abstrata e morta. As crianças as aprendem, se impregnam delas pelo uso e unicamente pelo uso.
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Anne-Marie Milon Oliveira (3) comentou:
29/12/2011
Elas as utilizam bem antes de reconhecê-las (reconhecem-nas, não as aprendem). Estas regras são, mesmo num estágio mais adiantado, o resultado da experiência. O novo método natural tem sua origem na vida normal, que é natural e complexa, e leva aos poucos à regra pela diferenciação, pela comparação, pela exploração. Ter conseguido recompor este movimento da vida foi uma das grandes vitórias da nossa pedagogia popular". Como poderia ter acesso ao livro criado pelos jovens amazonenses?
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Anne-Marie Milon Oliveira comentou:
29/12/2011
Gostaria também muito de ter acesso ao livro produzido pela turma do Falcão Vasconcellos em Uberlândia. Obrigada!
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Anne-Marie Milon Oliveira comentou:
29/12/2011
Querido colega, Oferecer um espaço para aprender a ler e a escrever coisas da vida, escrever o que realmente importa aos olhos do aluno: infelizmente, a escola é muito avarenta em oferecer este espaço. Decora-se regras de gramática, Faz-se "resumo" e até "prova de livro", Produz-se "para a nota" e não para a vida. Pretende-se que o aluno aprenda a ler e escrever sem nunca ler e escrever para ele mesmo, O objetivo parece ser um só: criar uma ojeriza duradoura ao ato de "escreler". Falando do
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Núbia (Literário) comentou:
28/12/2011
Que essas incubadoras transbordem em talentos! Abraços. Feliz 2012!
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Mary Gaspari comentou:
28/12/2011
http://www.atequandoomotoraguenta.blogspot.com/2009/12/do-direito-poesia.html ATÉ QUANDO O MOTOR AGUENTA: Do Direito à Poesia atequandoomotoraguenta.blogspot.com Não sou poeta porque escrevo poesia. Sou poeta porque estou viva. Escrever poesia é um exercício de humanidade.
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Jeniffer Pereira Pacó (2) comentou:
28/12/2011
A Fé e Alegria nos faz acreditar que somos capazes de tudo.... Descobrimos algo que jamais pensaríamos que poderíamos fazer tal como o fantástico mundo da escrita, todos nós que fizemos parte deste livro sendo escritores, com um talento pouco usual aos olhos das pessoas, podemos perceber o imenso prazer que é fazer parte de tal projeto magnifico e espetacular.....
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Jeniffer Pereira Pacó (1) comentou:
28/12/2011
Eu que vós falo sou um(a) dos(as) autores(as) deste livro da Fé e Alegria e é com imenso prazer que agradeço pela publicação mais do que maravilhosa do nosso livro..... VIVA A FÉ E ALEGRIA
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Márcia comentou:
28/12/2011
Lindo de morrer! Depois de ler e conhecer essa história tudo parece melhor (ufa, precisava disso -"esperança na veia"!). Viva essa iniciativa e viva o cronista que nos brindou com essa torrente de esperança. Feliz ano novo, querido Bessa.
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Jeniffer Pereira Pacó comentou:
28/12/2011
A Fé e Alegria nos faz acreditar que somos capazes de tudo.... Descobrimos algo que jamais pensaríamos que poderíamos fazer tal como o fantástico mundo da escrita, todos nós que fizemos parte deste livro sendo escritores, com um talento pouco usual aos olhos das pessoas, podemos perceber o imenso prazer que é fazer parte de tal projeto magnifico e espetacular..... Eu que vós falo sou um(a) dos(as) autores(as) deste livro da fé e alegria e é com imenso prazer que agradeço pela publicação mais
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Marilene comentou:
27/12/2011
Feliz Ano Novo, que 2012 seja pleno, com mais artigos maravilhosos e muito mais humor! Beijo,
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Renata comentou:
27/12/2011
Lindo texto. Cheio de relatos impactantes e comoventes que me fizeram refletir sobre a nossa sociedade e educação. Parabéns aos idealizadores e coordenadores do projeto que gerou o livro Escritores Alternativos. Aliás, onde posso comprar um exemplar?
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Silvia Franchini comentou:
27/12/2011
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Jorge da Silva comentou:
27/12/2011
Desejo a todos esses escritores um feliz ano novo!!!
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Andrea Sales comentou:
27/12/2011
Iporã ete Bessa pelos seus escritos deste ano e pelas belas palavras que nascerão em 2012!!Creio que ainda há esperança para todas as feridas e se tivermos a oportunidade de viver o milagre de cada dia e vencer as lutas de 2012...está sim será a maior esperança de todas!Abraços aos leitores do Taquiprati.
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Ana Arruda Callado comentou:
26/12/2011
Ribamar, você continua um lutador. Fico feliz, embora não tenha mais muita esperança. Um bom 2012 para você e melhoras para este nosso País que não tem conseguido andar para frente. Viva quem tenta! Ana
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Roberta comentou:
26/12/2011
Grata por nos trazer um mundo tão diferente!! Seja Feliz, sempre! Um forte abraço de quem te admira pra caramba!
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Deusuleide comentou:
26/12/2011
Parabéns. Esta chega como bons presságios para 2012!!
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Hideraldo comentou:
26/12/2011
um FELIZ 2012 com saúde, segurança e uma imprensa livre para que você continue a nos alegrar/informar com sua escrita precisa e informações necessarias. Saúde e Paz,
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Raimundo Nonato Araujo Souza comentou:
26/12/2011
Babá, Gosto muito do que você escreve. Você é daquelas pessoas que fazem diferença e que contribuem de forma eficaz para a construção de uma sociedade mais reflexiva e, portanto, melhor, muito melhor.
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Vera Kauss comentou:
26/12/2011
Mestre muito querido... Também acredito na Educação como caminho de luta e conscientização... Lindo esse trabalho feito em Manaus!!! Espero que outros nessa mesma linha sejam efetivamente criados em todo o Brasil!!!! Obrigada por seus textos: são maravilhosos!!!! Que 2012 seja um ano de realizações...
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Marta Ramos comentou:
26/12/2011
Parabéns professor, você sempre nos enriquecendo com suas crônicas, sua inteligência, sua facilidade de escrever e de nos emocionar... A sensibilidade que carrega me lembra o texto de Cora Coralina que te mandei, e que você já pratica faz muito tempo. Continue nos enriquecendo em 2012. Felicidades a todos participantes!!
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Márcio Lira comentou:
26/12/2011
Ufa! Depois de tantas crônicas no modelo "Jornal Nacional" (muitos problemas e desgraças) fechaste o ano falando de esperança. Parabéns...
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Felipe José Lindoso (no FB) comentou:
26/12/2011
Bela crônica do José Ribamar Bessa, sobre educação popular em um bairro da periferia de Manaus:
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Maria Helena Versiani comentou:
25/12/2011
Escritores alternativos, cadê seus textos? Que em 2012, aqui e acolá, tenhamos oportunidades de lê-los!
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Falcão Vasconcellos (1) comentou:
25/12/2011
(De Uberlândia) Companheiro de jornada e invenções. Tudo a ver sua crônica, neste momento que por vezes não passa de uma auto enganação. Fica evidente que a "Luta Social" passa por inúmeros varadouros. Nos último anos tenho enveredado pelo complexo caminho da Educação Popular, ano passado desenvolvemos o Projeto "Educação Popular: O Município e a Cidade", envolvendo pessoas da "comunidade".
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Falcão Vasconcellos (2) comentou:
25/12/2011
Agora estamos finalizando a publicação do que foi produzido pelos envolvidos. A obra é um livro-áudio que tem o nome de "Uberlândia: Tecendo Saberes Populares". Irá para todas as escolas públicas do município. Que bom esses outros caminhos possíveis que muitos têm empreendido.
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Falcão Vasconcellos comentou:
25/12/2011
Companheiro de jornada e invenções. Tudo a ver sua crônica, neste momento que por vezes não passa de uma auto enganação. Fica evindete quea "Luta Social" passa por inúmeros varadouros. Nos último anos tenho enveredado pelo complexo caminho da Educação Popular, ano passado desenvolvemos o Projeto "Educação Popular: O Município e a Cidade", envolvendo pessoas da "comunidade". Agora estamos finalizando a publicação do que foi produzido pelos envolvidos. A obra é um lvro-áudio que tem o nome de "
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Lucinha comentou:
25/12/2011
Parabéns. Muito boa a idéia de levar para os alunos da periferia de Manaus autores como Drummond, Vallejo, Brecht. Significa que esses autores tem muito o que dizer para a juventude. Gostaria de saber como eles reagiriam aos ensaios de Thomas Mann. A Editora Zahar acaba de publicar, numa boa tradução, O ESCRITOR E SUA MISSÃO do Mann, um escritor que tem muito a dizer para nós, brasileiros.
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Danielle Bastos comentou:
25/12/2011
No Ensino Médio também podemos fazer pesquisa de campo e sair dos muros da escola, mas aqui no Rio de janeiro esquecemos que existe essa possibilidade.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
24/12/2011
QUE TEMA GOSTOSO VC ARANJOU PARA DESENVOLVER NO NATAL, MEU ETERNO MESTRE. A ORIGEM DO NATAL´TAMBÉM FORAM DRAMAS COM OS QUAIS JESUS ESCREVEU UMA LINDA HISTÓRIA. BESSA COMO SEMPRE O MÁXIMO.
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João Crispim Victorio comentou:
24/12/2011
"Nem tudo está perdido!" Apesar das tantas desigualdades existentes em nosso país, consequências do perverso sistema político, econômico e ideológico que deturpam os valores mais profundos e necessários à vida em ambundância e coletiva.
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Marilza de Melo Foucher (1) comentou:
24/12/2011
Coloco José Ribamar Bessa na Lista dos Grandes Escritores Amazonenses! Esperem em breve vai sair outro livro do autor dessas belissimas crônicas, que entre a sátira, bom humor e indignaçao vem sacudindo o leitor manauara sobre vários fatos ocorridos na cidade. Parabenizo também pelo seu engajamento social, Bessa é um grande educador popular que sabe contextualizar a realidade para depois de modo pedagogico conceptualiza-la sem mastubaçoes intelectuais.
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Marilza de Melo Foucher (2) comentou:
24/12/2011
Daqui da França, digo: Bravo MONSIEUR BESSA! O Amazonas está cheios de talentos que pena que poucos desses talentos nao se expressam na vida politica eletiva.
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Ana Stanislaw (2) comentou:
24/12/2011
Desejo a todos os fãs - como eu - do TAQUIPRATI um feliz natal e um excelente 2012!!!
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Ana Stanislaw (1) comentou:
24/12/2011
Simplesmente linda!!! Certamente essa é uma maravilhosa mensagem de natal. Felicidades e muito, muito obrigada querido Bessa por essas narrativa bem construída.
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Marilza de Melo Foucher comentou:
24/12/2011
Coloco José Ribamar Bessa na Lista dos Grandes Escritores Amazonenses! Esperem em breve vai sair outro livro do autor dessas belissimas crônicas, que entre a sátira, bom humor e indignaçao vem sacudindo o leitor manauara sobre vários fatos ocorridos na cidade. Parabenizo também pelo seu engajamento social, Bessa é um grande educador popular que sabe contextualizar a realidade para depois de modo pedagogico conceptualiza-la sem mastubaçoes intelectuais. Bravo MONSIEUR BESSA! O Amazonas estar chei
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Silvia Borelli comentou:
24/12/2011
Estou fazendo um trabalho com os "Povos Indígenas do Maranhao".....(pagina no Facebook)Gostaria que participasse. Adorei sua matéria.
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Céu comentou:
24/12/2011
Liiiiindo mano! Fico feliz em ver que tem gente apostando nessa meninada. AMO escrever, embora sem regra ou teoria e me identifico quando encontro alguéns, assim como eu, q escreve pelo simples prazer de "se dizer"
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Edmundo comentou:
24/12/2011
muito bonito, bessa! feliz natal!
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Moisés S. Seabra comentou:
24/12/2011
Querido Babá! ( peço licença para usar o termo que seus admiradores usam para nomina-lo. Sou um deles, me expressando pela primeira vez). Dentre as várias mensagens repetidas e apelativas de consumo natalino, encontrei na sua cronica uma verdadeira mensagem de boas novas, pois é nascimento da busca do saber pensar e expressar isso nas palavras de sabedoria que vem desse exercício! parabéns por nos trazer essas informações desses jovens da zona leste!
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