CRÔNICAS

OS XERIFES DA LÍNGUA

Em: 22 de Maio de 2011 Visualizações: 52099
OS XERIFES DA LÍNGUA

Os toques de clarim e o rufar dos tambores chamaram a Infantaria e a 7ª. Cavalaria. O Exército colocou de prontidão os seus soldados armados até os dentes: a tropa da Academia Brasileira de Letras (ABL), o batalhão dos jornalistas, a brigada ligeira dos escritores, a legião de políticos, o pelotão do Ministério Público e até algumas divisões blindadas da Universidade. Todos eles irmanados na santa cruzada lançaram o grito de guerra que ecoou pelos campos, vilas e cidades do Brasil, ameaçando o inimigo:

- “Oh, vós, que desejais assassinar o idioma. Liquidar-vos-emos. Avante!”.

O inimigo é o livro “Por uma vida melhor” da professora Heloísa Ramos, Coleção Viver, Aprender, adotado pelo MEC, que é apenas a ponta do iceberg. Lá, a autora apresenta a diferença entre falar e escrever e reconhece que na fala existe muito mais variação do que na escrita. O jeito de falar muda bastante, de acordo com a região, a classe social e a situação de comunicação. A mesma pessoa fala diferente se está em casa, na feira, no bar, no tribunal ou na igreja.

- “Existem várias línguas faladas em português” já disse o escritor José Saramago, prêmio Nobel da literatura. Nesse sentido, cada um de nós é “bilíngue” na própria língua. Uma dessas línguas é a chamada ‘norma culta’, a de maior prestígio em nossa sociedade, que é usada na sala de aula como 'norma padrão' e está mais próxima da escrita formal. Outras são as variedades populares, regidas por uma diversidade de regras, mas que não chegam a prejudicar a intercompreensão.

Acontece que milhões de brasileirinhos chegam à escola, falando segundo as regras da variedade popular. Por isso, são ridicularizados e humilhados. Dessa forma, são levados a se envergonharem das variedades que a norma padrão, dita culta, considera “erradas”, e não se apropriam, nessas condições adversas, da outra variedade considerada “certa”. São reprimidos. Sua fala fica excluída dos espaços públicos, comprometendo o exercício da cidadania.

Esse fato demonstra a incapacidade do Estado, que não encontrou ainda o caminho para permitir que todos os alunos transitem pela norma padrão, dita culta. A autora defende, então, que a alternativa é admitir que a variedade popular EXISTE, tem suas regras e é legítima. As duas normas não se excluem, mas se complementam. O respeito ao jeito de falar do aluno cria um ambiente acolhedor e propício à aprendizagem da norma culta. Só isso.

Mas tal proposta foi suficiente para que os xerifes da língua, que combatem a diversidade, disparassem suas armas alegando, alguns deles, que o MEC quer instituir o “lulês” como idioma oficial. Distorceram – ou no mínimo não compreenderam (será que leram?) - o que está escrito no livro. Eles acham que quem defende o respeito à norma popular quer impô-la ao conjunto da sociedade, como eles o fazem com a norma padrão que chamam de culta. Por isso, chamam a 7ª. Cavalaria!!!

As cavalgaduras

A cavalaria veio. Na linha de frente, cavalgando um pangaré manco – tololoc, tololoc - o centurião José Sarney (PMDB, vixe-vixe!), membro da ABL, ex-presidente da República e presidente do Senado. No artigo ‘Fale errado, está certo’ na Folha de SP – com a espada em riste, ele faz aquilo que fez ao longo de sua vida: atribui aos outros seus próprios defeitos. Escreve que o livro em questão pretende “oficializar a burrice”, que o Brasil resolve criminalizar quem fala corretamente”, quando é justamente o contrário, e que defender a língua é defender a pátria”.

Sarney, defensor da pátria? Quaquaraquaquá! O que é ‘a língua’ e o que é ‘a pátria’ para ele? Em sua ‘pátria’ não cabem os deserdados, apenas os beneficiados pelo nepotismo. Já a ‘língua’ que defende não é um sistema variado, dinâmico e rico, mas se reduz à (mal) dita norma culta, que ele congela. Elimina as demais variedades, proclamando que apenas uma variedade é o português, embora nas conversas telefônicas com sua neta para contratar sem concurso o namorado dela e que foram gravadas e reproduzidas pelos telejornais, a norma usada não foi bem a que ele defende.

Da mesma forma, Sarney, o vixe-vixe, protesta com indignação contra a anarquia:

- “Voltemos ao sistema tribal: cada um fala como quer”.

Imagina! Que país é esse onde cada um fala como quer e não como os sarneys da vida pretendem impor! Sarney, que passou a vida confundindo a coisa pública com a privada, sobretudo no que se refere à grana, quer privatizar também a língua. Acha que ela é sua e dos seus. Não reconhece que se trata de produção coletiva. Nem sequer suspeita que existam regras no falar popular. Exige que a norma dita culta seja o padrão de correção de todas as demais variedades, confirmando o que escreveu Roland Barthes:

- “A língua não é fascista quando impede de dizer, mas quando obriga a dizer de uma determinada forma”.

Cavalgando um burro alazão – tololoc, tololoc – o presidente da ABL Marcos Villaça também atacou o livro. Reduziu a riqueza do idioma a uma reles operação aritmética, com uma visão primária da matemática, dizendo que admitir outras formas de falar é como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre doze, seja na periferia ou no palácio”.

A mesma imagem foi usada por sua colega, a escritora Ana Maria Machado, que esqueceu o que ensinou quando foi minha professora de Comunicação Fabular e Icônica na UFRJ. Ela reforça essa comparação infeliz: “Equivale a aceitar que dois mais dois possam ser cinco, com a boa intenção de derrubar preconceitos aritméticos”. Trata-se de uma falácia, porque ninguém está reivindicando que 2+2=5, mas a possibilidade de ser 1+1+1+1 ou 3+1 e até 2+2=5-1 e assim por diante, já que o quatro contém o infinito.

Mas quem se superou mesmo em bobagens foi o jornalista Merval Pereira - um projetinho de Sarney - que veio cavalgando uma besta de sela desembestada: tololoc, tololoc. Em sua coluna no Globo concluiu que se o português popular é legitimo, então ele deveria ser ensinado nas escolas e faculdades”, como se fosse preciso ensinar o que já se sabe.

Merval condenou ainda o que chamou de “pedagogia da ignorância” e criminalizou o livro adotado pelo MEC: “Se for uma tentativa de querer justificar a maneira como o presidente Lula fala, aí então teremos um agravante ao ato criminoso de manter os estudantes na ignorância”.

Os criminosos

Ops! Vocês ouviram o que eu ouvi? Ato criminoso? Pois é. Parece que os xerifes do idioma querem criminalizar a desobediência às regras da norma culta, reproduzindo o que aconteceu na Cabanagem, a revolta popular mais importante da história da Amazônia (1832-1840). Bilhetes escritos pelos cabanos, anexados aos processos criminais, foram exibidos nos tribunais durante o julgamento comoprova de seus instintos criminosos”. Um deles assinado por Antônio Faustino, um cabano com a patente de major, diz:

Axome çem monisão que muntas vezis teno pidido. Çe uver cunfelito aqi não çei o qe soçederá. Estarei em pouçilitado de zequtar qalqer prugetu. Halguns camaradas já çairão daqi pur farta de cumer”. Pontu da Barra, 3 de otobro de 1835. Antonho Fostino, manjor de artilharia.

O outro, que também se encontra no Arquivo Público do Pará, “com uma caligrafia feita de garranchos”, é de um chefe cabano que adverte o presidente da Província:

“...E se V. Exa. Responsave pellos mal desta província não sortar logo logo móhirmão e outros patrisio que saxão prezo prometo intrar na sidade comeu inzercito de sinco mil Ome i não dexar Pedra sobre Pedra”.

Um terceiro documento, escrito pelo tenente-comandante de Soure, é um ofício dirigido ao cabano Eduardo Angelim, que ocupou o cargo de presidente da Província:

“Rogo a V. Exa. Nois quera há-remidiar com algun çal e mesmo harmamentu que estamos mointos faltos deles. O mais V. Exa. verá no Pidido jontu q. faz obegeto tãoben desti ufisio. Deos guarde V. Exa. pur moitos anus. Soure, 13 de Dezembru de 1835”.

Que Deus guarde a ABL, Sarney e Merval pelo período de tempo acima indicado, bem como proteja políticos como o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem o livro adotado pelo MECestá transformando a ortografia em pornografia gramatical” e até o senador Cristovão Buarque (PDT), ex-reitor da UnB e ex-ministro da Educação, que declarou sobre o livro em questão:

- “Claro que o livro deseduca e, pior, mantém o apartheid linguístico. Manter o português errado é um crime, é manter a desigualdade”.

Crime? Desigualdade? Segundo Boaventura de Souza Santos, devemos lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem e lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterize”. Não se trata, evidentemente, de adotar as normas dos cabanos, mas de recusar sua criminalização.

A professora Heloisa, que fez um trabalho cuidadoso, está sendo tratada como “criminosa” segundo algumas divisões blindadas da própria Universidade que também entraram em ação. Cláudio Moreno, doutor em Letras, ameaçou no jornal Zero Hora de Porto Alegre:

- “O livro tem que ser proibido e as pessoas devem ser punidas”.

Não disse que tipo de punição considera mais adequada. Acionado, o pelotão do Ministério Público partiu para o ataque. A procuradora da República Janice Ascari, do Ministério Público Federal, cavalgando um jegue – tololoc, tololoc - considerou o livro citado como “um crime contra nossos jovens”, ganhando manchete de página no Globo. “Essa conduta não cidadã é inadmissível, inconcebível e, certamente, sofrerá ações do Ministério Público”, avisou a procuradora.

O historiador peruano Pablo Macera comenta que se o Império Romano conseguisse proibir o latim vulgar, como querem agora os xerifes da língua, nós não estaríamos hoje falando espanhol, português, francês, italiano, romeno, catalão – todas elas variantes “erradas” do latim clássico, conhecidas como línguas vulgares na Idade Média.

A troca de ‘l’ em ‘r’, que costuma ser considerada como “atraso mental”, quando alguém fala “pobrema”, “craro” ou “pranta” é um fenômeno fonético presente na formação da língua portuguesa, como esclarece Marcos Bagno. Palavras latinas como blandu, clavu, flacu, sclavu, obligare” mantiveram o “l” no espanhol, no francês e no italiano, mas ficaram consagrados na norma culta da língua portuguesa com o “r”: “brando, cravo, fraco, escravo, obrigar”, etc.

Os xerifes querem continuar hegemônicos na formulação da política de línguas, autoritária e intolerante. Para isso, manipulam a opinião pública, ignorando a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, aprovada em 1996 em Barcelona, num evento realizado com o apoio da Unesco, recomendando que “os direitos linguísticos sejam considerados direitos fundamentais do homem” e que as diferenças linguísticas sejam respeitadas. 

P.S. – Agradeço os colegas do COMIN e da EST, de São Leopoldo (RS), e os colegas da lista Uerj XXI, com quem pude rocar ideias sobre essa questão. Eles não têm, no entanto, qualquer responsabilidade pelo conteúdo ou pela forma desse texto.

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TRÊS COMENTÁRIOS: THIAGO DE MELLO, poeta, CÉLIA COLLET, antropóloga e ANDRÉ PELLICIONE, jornalista.
 
01. COMENTÁRIO DO POETA THIAGO DE MELLO
 
A tua crônica sobre os Xerifes da Língua é um primor. Clara como água potável, pode-se até beber. Só faltou dizer porque tu não falas nem escreves do jeito que fala quem não teve a sorte de estudar.
Lembro os versos do Manuel Bandeira sobre a infância dele:
 - A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
é macaquear
a sintaxe lusíada.
 
Depois  ele cresceu,  estudou (era um dos melhores conhecedores do idioma - me disse um dia o Aurélio Buarque ) e escrevia como tu e eu, uns príncipes.
 
Mas vou te contar: me lembro feliz da frase da Dorsemira, cabocla de Urucará, depois de uns abraços intermináveis  num desvão da rua Japurá, quando eu voltava da aula noturna do Ginásio:
 - Eu acho que nós gosta é já demais.
Importante:
As professoras de Barreirinha ensinam e exigem dos alunos o português da gramática. Rebaixam a nota de erro gramatical na prova escrita. Mas quando chegam na rua, no barco, no mercado, na festa da padroeira, vão com o pessoal que foram, tomam o munguzá que nós gosta e contam que é uma questão cultural, elas também cagam na fossa.
 
Te abraço saudoso. Vou ler o artigo de hoje sobre os Tarumã.
 
Thiago de Mello
 
 
02. COMENTÁRIOS DE CÉLIA COLLET
 
Parabéns pelo seu artigo "os xerifes da lingua" . Estou impressionada com os comentários gerais sobre o livro “Por uma vida melhor”. Não lí o livro, e portanto, não falarei sobre ele. Meu interesse recai sobre a reação da elite culta à lingua portuguesa (brasileira) oral. Sabia - pois me interesso bastante pelo assunto – que o poder da cultura oral é extremamente temido pela elite letrada. Mas não imaginava tamanho medo.
Estamos diante de um quadro político que coloca frente-a-frente a língua portuguesa formal-escrita e as línguas portuguesas informais-orais. A língua colonizadora ainda hoje pretende submeter as “línguas” colonizadas.
Argumentos sobre a “pobreza” da língua portuguesa oral em detrimento de uma língua escrita “rica” mostram o quanto ainda os brasileiros desconhecem a riqueza de culturas deste país. Um vasto vocabulário, estilos diversos, formas poéticas variadas são encontradas em cada cantinho do Brasil. Para perceber basta apenas se livrar do preconceito de querer sempre “corrigir” o “errado”, e ouvir...
Em países europeus, como a Inglaterra, ocorreu que a escrita da língua surgiu da fala. Por isso se diz que um inglês não fala tão “errado” como um brasileiro. A não ser meus colegas de trabalho no Mc Donalds, negros, que sendo filhos de migrantes africanos falavam um ingles próprio, também considerado “menor” pelos outros ingleses.
No Brasil, a língua falada se desenvolveu maravilhosamente adequada ao tipo de vida que se tinha (e tem), mas já havia a língua portuguesa escrita, formada fora do nosso contexto, e que ainda hoje serve de parâmetro único para medir o que é errado e o que é certo.
Vejam: é sempre a lingua como emblema de pertencimento a uma classe, a um grupo. Da mesma forma que Norbert Elias nos fala que a introdução dos talheres à mesa surgiu como mais uma forma de separar simbolicamente a elite dos “outros”, a língua é outro importante emblema da discriminação social. Saussure já dizia que toda língua é arbitrária, ou seja, não há uma forma melhor ou pior de expressar um conceito. Portanto, se adimitirmos que o português oral brasileiro é tão rico como o português escrito não há como dizermos que o segundo é melhor que o primeiro. É apenas diferente.
E aí chego em um ponto importante de tocar: a preocupação com o valor da língua oral coloquial não significa tirar a importância da língua escrita. Podemos usar cada uma em seu contexto, e ficarmos assim mais enriquecidos culturalmente. Mas aqueles que pregam a superioridade da língua culta contribuem para o empobrecimento das formas de expressão ao deixar de lado os diversos modos de se falar o português.
Como dizem os Guaraní: “o um é o mal”
Celia Collet
 
03. COMENTÁRIOS DE ANDRÉ PELLICCIONE
 
 
A REVOLTA DOS PRONOMES
 
 
                Está acontecendo uma verdadeira reviravolta na gramática e no universo da morfosintaxe. Tudo começou com a rebelião das preposições e substantivos, que se recusam (terminantemente) a continuarem se associando para formação de locuções adverbiais ou adjetivas. Ontem, durante uma manifestação no centro do Rio, uma das preposições essenciais (o ‘de’) fez a seguinte afirmação. “Nós, preposições, não temos o menor prazer nessa associação compulsória com os substantivos, quando então somos forçadas a formar locuções certinhas mundo afora, e contra a nossa vontade. O pior é quando ainda nos obrigam a sermos parte desses tais adjuntos. Sinceramente, nada temos a ver com eles, sejam (ou não) adnominais. Como preposições que somos, queremos sempre, e irremediavelmente, fluir na boca do povo. Chega desse blá blá blá de perder tempo pra saber se expressamos, ou não, a tal ‘exigência gramatical’. Se os complementos ‘clamam’ pela nossa presença, eles que se danem. De hoje em diante, só iremos se quisermos”, desabafou, enquanto esperava pela chegada de preposições acidentais, adjetivos, pronomes substantivos, demonstrativos e relativos convocados para o grande ato público em frente à Academia Brasileira de Letras Mortas, onde se encastelam os doutos nas regras gramaticais.
                Outro foco de grande tensão, segundo especialistas nessa maravilhosa língua que é a Portuguesa, está na recusa do ‘que’ em exercer os diversos papeis para ele definidos na gramática normativa. Segundo declarou recentemente ao jornal ‘Mundo das Letras em Crise’, o ‘que’ alegou fadiga e cansaço, manifestando o desejo de se livrar, para sempre, dessas inúteis classificações. “A cada dia, me chamam de uma coisa diferente, ora advérbio, ora pronome, conjunção e não sei mais o quê. Pra que isto tudo? Não dá pra gente se comunicar sem isso?”, perguntou.
 
Do jeito que está, não dá mais pra ficar
 
                Mais uma crise de grande monta também está acontecendo em relação ao ‘se’, que na semana passada deu verdadeiro ultimato aos lingüistas no sentido de que o esqueçam. “Não suporto mais ficar horas vendo as pessoas discutindo baboseiras na tentativa de descobrir se, em determinada frase, eu sou partícula apassivadora, pronome indeterminador do sujeito, pronome reflexivo, partícula expletiva e etc, etc, etc. Do jeito que está, não dá mais pra ficar. Qual o sentido de ‘aprender’ essas coisas todas se, cinco minutos depois, vai todo mundo esquecê-las mesmo? Pra que saber isso?”.
                E a crise continua. De vários pontos do país, objetos diretos e indiretos, embora rígidos, vêm manifestando a intenção de não mais aceitar o papel de pleonásticos. Para eles, essa história de aparecerem deslocados no início da frase, separados por vírgula, e depois serem retomados mais à frente é coisa de criança, de boboca que só pensa em inutilidades.
 
O descontentamento é tamanho que a tendência tem sido um significativo aumento das mobilizações. Há cerca de três dias, durante ato público em frente ao Palácio da Gramática Decadente, no Centro do Rio, o pronome lhe’, artigos, numerais e orações adjetivas restritivas afirmaram, do alto de um carro de som, o desejo de não mais serem parte da análise sintática e da morfologia, admitindo conversar apenas sobre as variações semânticas que surgem da fala do povo. Em resposta, cerca de 35 burocratas do Palácio da Gramática Decadente emitiram documento no qual qualificaram de barbaridade as declarações do lhe durante a referida manifestação, ameaçando os rebeldes com enérgicas punições.
 
O mundo de pernas pro ar
 
                Após tomarem conhecimento das mobilizações no centro do Rio de Janeiro, pronomes demonstrativos começaram a se articular e, em entrevista coletiva na sede da Associação pela Subversão Total das Regras Gramaticais, disseram-se dispostos a quebrar a estabilidade das regras e convenções, exigindo o direito, que consideram legítimo, de produzir ambigüidades a todo instante, e de passear sem limites por anáforas e catáforas....
                Como uma espécie de reação em cadeia, o verbo haver também marcou seu protesto, mas por razões pessoais: tranquilamente, avisou e disse que não mais aceitará a condição de impessoalidade, alegando ter rompido, definitivamente, uma antiga relação de amizade com o ‘existir’ e o ‘ter’. “Antigamente — disse o ‘haver’ — nos visitávamos constantemente, tamanha era nossa proximidade. Éramos como irmãos, tanto que, em algumas ocasiões, eu até admitia que o ‘ter’ me substituísse em algumas frases, o que era bem legal. Mas agora tudo acabou. Se eu os encontrar numa dessas manifestações por aí, vou fingir que não os conheço”.
                Um grande ato público está programado para a próxima semana, em frente à Academia Brasileira de Letras Mortas. Palavras denotativas, modalizadores textuais, interjeições e palavras atrativas já confirmaram presença. O Sindicato dos Pronomes Relativos Unificados fretou 45 ônibus que trarão manifestantes de diversos pontos do Estado.
                Numa tentativa desesperada de ‘pôr ordem na casa’, evitar uma subversão total dos valores até então reinantes e desmobilizar a manifestação da próxima semana, estudiosos que se apresentam como proprietários da língua ordenaram, em nome da coesão e coerência, a imediata volta de todos [pronomes, substantivos, adjetivos, advérbios, verbos etc] ao bom convívio das regras gramaticais. Não adiantou. Além de não retornarem, as classes ainda disseram aos gramáticos que preferiam ‘ficar com o povo’, curtindo a gíria e a fala coloquial das ruas, praças e botecos.
                Escolhido pelo grupo como seu porta-voz, o verbo andar saiu-se com esta: “por que nós, verbos, temos que variar de acordo com o pronome pessoal reto? Por quê? Por que não dizer Eu anda, Tu anda, Ele anda, Nós anda, Vós anda, Eles anda? Não seria mais simples? Não seria melhor? Não seria mais fácil e racional?. Afinal, não é essa a fala do caipira do Brasil? É muito mais simples. É a fala do povo. Não é mesmo?.
André Pellicione

 

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142 Comentário(s)

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10/12/2014
Maravilhosso!!Ao ler este artigo.Me sinto leve.Parece que passei por um descarrego.Oriunda da remoção de uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro a praia do Pinto.Falo e escrevo coloquialmente.e ao ler seu artigo.Vejo e sinto que a imposição da norma culta vem me golpeando ferozmente,me corrigindo ou me aleijando até a morte ? Contato de Lilian Rodrigues Aguiar
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Siomara Duarte comentou:
03/07/2014
Olhe essa letra do Teatro Mágico: Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser. Todo o verbo é livre para ser direto ou indireto. Nenhum predicado será prejudicado, nem tampouco a crase nem a frase, nem a vírgula e o ponto final. Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas, e estar entre vírgulas pode ser aposto e eu aposto o oposto: que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples.
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Nídia Sá comentou:
04/03/2014
Quando vi (li) você comentando sobre a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, pensei que seria maravilhoso lhe ver (ler) comentando os agravos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, do MEC, quanto aos surdos (para não dizer o comportamento do pessoal do MEC que está irado). Seria demais (de bom)! Em 19 e 20 passadosaconteceu uma grande manifestação do movimento surdo. Eu estava lá. Menino, eu vi! O pessoal do MEC correndo “da sala pra cozinha” diante do aglomerado de gente que apitava e fazia barulho na entrada do prédio. Na quinta foi a manifestação a favor das escolas especiais, e lá estavam professores, pais e estudantes com deficiências lutando para preservar suas escolas “especiais”. Devem, mesmo, ser especiais para eles! Imagine que o MEC cancelou o FUNDEF para escolas e classes “especiais”, que atendem “apenas” estudantes com deficiências. As APAE’s e Pestalozzi’s da vida ficaram a ver navios! Até o recurso para o transporte escolar para estas escolas foi retirado. Pode? Isto não é fazer política pública, é agressão mesmo! É “malvadeza”: retirar, da noite para o dia, as crianças, de suas escolas e empurrá-las para escolas “inclusivas” despreparadas. Imagine que avisaram que iam fazer isto com os estudantes do INES e do IBC (instituições centenárias criadas por D. Pedro e que atendem, numa, surdos, e noutra, cegos). Agora o Haddad diz: “Nunca falamos que íamos fechar. Íamos só ampliar!”. (Já, já lhe digo o que ele entende por “ampliar”). “O que íamos/vamos fazer é transformar o Colégio de Aplicação do INES em AEE (Atendimento Educacional Específico)...”. Mano, eu lhe digo: - Se assim for, é melhor fechar, porque o Brasil todo segue o modelo do MEC! (O próprio Instituto Filippo Smaldone, onde seu sobrinho Sílvio estudou, já deixou de ser escola apenas de surdos, e está matriculando crianças ouvintes, pois a direção entendeu - e bem - que é isto que o MEC quer que façam). Assim, os surdos não mais terão acesso ao ambiente lingüístico natural que uma escola (ou mesmo classe – ambas proibidas) pode vir a ser para uma criança cujos pais são ouvintes (96 dos surdos%). Como adquirirão a Língua de Sinais? Eles dizem: “Ah! O MEC prevê intérpretes nas salas de aula”! (Balela: tenho um aluno que fez uma oficina conosco na UFAM, de 45 horas, e já está atuando como intérprete em sala de aula. Aprender uma língua em 45 horas ou com uma disciplina na graduação – como está previsto no Decreto 5626/2005 - ? É brincadeira!) Olha, a coisa está feia! Mais de 3.000 surdos foram a Brasília e “tocaram rebu”. Entregaram documento ao Ministro pessoalmente (numa reunião em que o Ministro nem deixou entrar o pessoal da Secretaria responsável – hoje SECADI), conseguiram audiência pública no Senado e entregaram outro documento (eu estive lá e ajudei a preparar esses documentos), conseguiram audiência na Procuradoria Geral da República (Comissão (?) de Direitos Humanos), fizeram passeatas (no plural), fizeram ato público no gramado do Congresso e deram muitas entrevistas para a TV e jornais. Foi lindo! O Brasil reconhece a LIBRAS como segunda língua nacional (Lei 10436/2002) e o MEc faz esta lambança! Querem o tal de AEE substituindo a escolarização (porque entendem que os surdos devem estudar em escolas comuns e terem um atendimento PARALELO no contraturno). Estão dando dupla matrícula par estes (talvez por considerar que precisem de um currículo multiplicado ao quadrado, ou porque sejam gente pela metade!). Que dificuldade em entender que os surdos não são cidadãos de segunda categoria... nem deficientes o são! São pessoas que formam um grupo lingüístico e cultural diferente (Ih! O MEC não aceita que existe uma cultura surda!), e que demandam uma escola que fale a língua deles, com professores surdos e bilíngües, numa ambiente lingüístico que possibilite a aquisição precoce da sua língua natural. O que eles querem: ESCOLAS BILÍNGUES DE/PARA SURDOS! Simples assim. Quando vi (li) você comentando sobre a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, pensei que seria maravilhoso lhe ver (ler) comentando os agravos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, do MEC, quanto aos surdos (para não dizer o comportamento do pessoal do MEC que está irado). Seria demais (de bom)! Em 19 e 20 passadosaconteceu uma grande manifestação do movimento surdo. Eu estava lá. Menino, eu vi! O pessoal do MEC correndo “da sala pra cozinha” diante do aglomerado de gente que apitava e fazia barulho na entrada do prédio. Na quinta foi a manifestação a favor das escolas especiais, e lá estavam professores, pais e estudantes com deficiências lutando para preservar suas escolas “especiais”. Devem, mesmo, ser especiais para eles! Imagine que, devido ao Inclusivismo (ao final coloco uma definição do Dr. Capovilla, da USP), o MEC cancelou o FUNDEF para escolas e classes “especiais”, que atendem “apenas” estudantes com deficiências. As APAE’s e Pestalozzi’s da vida ficaram a ver navios! Até o recurso para o transporte escolar para estas escolas foi retirado. Pode? Isto não é fazer política pública, é agressão mesmo! É “malvadeza”: retirar, da noite para o dia, as crianças, de suas escolas e empurrá-las para escolas “inclusivas” despreparadas. Imagine que avisaram que iam fazer isto com os estudantes do INES e do IBC (instituições centenárias criadas por D. Pedro e que atendem, numa, surdos, e noutra, cegos). Agora o Haddad diz: “Nunca falamos que íamos fechar. Íamos só ampliar!”. (Já, já lhe digo o que ele entende por “ampliar”). “O que íamos/vamos fazer é transformar o Colégio de Aplicação do INES em AEE (Atendimento Educacional Específico)...”. Mano, eu lhe digo: - Se assim for, é melhor fechar, porque o Brasil todo segue o modelo do MEC! (O próprio Instituto Filippo Smaldone, onde seu sobrinho Sílvio estudou, já deixou de ser escola apenas de surdos, e está matriculando crianças ouvintes, pois a direção entendeu - e bem - que é isto que o MEC quer que façam). Assim, os surdos não mais terão acesso ao ambiente lingüístico natural que uma escola (ou mesmo classe – ambas proibidas) pode vir a ser para uma criança cujos pais são ouvintes (96 dos surdos%). Como adquirirão a Língua de Sinais? Eles dizem: “Ah! O MEC prevê intérpretes nas salas de aula”! (Balela: tenho um aluno que fez uma oficina conosco na UFAM, de 45 horas, e já está atuando como intérprete em sala de aula. Aprender uma língua em 45 horas ou com uma disciplina na graduação – como está previsto no Decreto 5626/2005 - ? É brincadeira!) Olha, a coisa está feia! Mais de 3.000 surdos foram a Brasília e “tocaram rebu”. Entregaram documento ao Ministro pessoalmente (numa reunião em que o Ministro nem deixou entrar o pessoal da Secretaria responsável – hoje SECADI), conseguiram audiência pública no Senado e entregaram outro documento (eu estive lá e ajudei a preparar esses documentos), conseguiram audiência na Procuradoria Geral da República (Comissão (?) de Direitos Humanos), fizeram passeatas (no plural), fizeram ato público no gramado do Congresso e deram muitas entrevistas para a TV e jornais. Foi lindo! O Brasil reconhece a LIBRAS como segunda língua nacional (Lei 10436/2002) e o MEc faz esta lambança! Querem o tal de AEE substituindo a escolarização (porque entendem que os surdos devem estudar em escolas comuns e terem um atendimento PARALELO no contraturno). Estão dando dupla matrícula par estes (talvez por considerar que precisem de um currículo multiplicado ao quadrado, ou porque sejam gente pela metade!). Que dificuldade em entender que os surdos não são cidadãos de segunda categoria... nem deficientes o são! São pessoas que formam um grupo lingüístico e cultural diferente (Ih! O MEC não aceita que existe uma cultura surda!), e que demandam uma escola que fale a língua deles, com professores surdos e bilíngües, numa ambiente lingüístico que possibilite a aquisição precoce da sua língua natural. O que eles querem: ESCOLAS BILÍNGUES DE/PARA SURDOS! Simples assim. Vou lhe mandar a definição de inclusivismo (mas só para você entender o termo, porque o autor não autorizou publicar). E vou lhe mandar o meu capítulo sobre o tema, o qual é o primeiro capítulo do livro que organizei e vamos lançar aqui em SP nesta sexta (Surdos: qual escola? EDUA/VALER). Se achar que é um bom tema... escreva algo. Para mim é um grande tema! Nídia Inclusivismo é a forma contemporânea da mesma ideologia e da doutrina que inspiraram movimentos de discriminação intolerante e totalitária de maiorias contra minorias menos organizadas, como ocorreu no Congresso de Milão. Inclusismo é a ideologia que prega que se deva tirar da criança a sua comunidade linguística sinalizadora escolar, ainda que esta seja demonstradamente necessária ao seu desenvolvimento cognitivo e linguístico e escolar. Inclusivismo é a doutrina que define a criança surda como sendo apenas uma criança deficiente auditiva desprovida de língua e cultura própria significativas, que deve aprender à força de que deve desejar tentar ser apenas igual à criança ouvinte, ainda que acabe sendo quase sempre inferior a ela, justamente porque privada da oportunidade de aprender e escolarizar-se em seu idioma materno. O que há de recriminável no inclusivismo enquanto ideologia e doutrina é o fato de que ele é grosseiramente impermeável a toda e qualquer evidência científica. Assim, é um vício e um cacoete pedagógico, que seria risível se não fosse tragicamente herdeiro de ideologias e doutrinas como a da eugenia, tão odiosa à nossa tradição democrática. Embora a sociedade civil já tenha se preparado para identificar e desmascarar a eugenia, se ela abrir bem os olhos e der uma olhada cuidadosa, perceberá o mesmo espírito de discriminação intolerante e totalitária na atual doutrina do inclusivismo. Assim como nas maquinações eugênicas do passado (que pregavam que surdos deveriam ser impedidos de casar-se para não dar à luz uma subespécie segregada; e que as escolas para surdos deveriam ser fechadas para não contaminar as crianças surdas com os sinais), as atuais inclusivistas procuram dar um ar de que se cerca das melhores intenções. O modus operandi do Inclusivismo que consiste em privar a criança de uma comunidade linguística sinalizadora (de pessoas capazes de compreendê-la e de fazer-se compreender por ela em sinais) é a forma contemporânea de atingur o mesmo objetivo firmado no Congresso de Milão de evitar que a criança veja sinais em torno de si e que se comunique pelo sinalizar. Antes seguravam as mãos das crianças para impedi-las de sinalizar; hoje simplesmente retiram dela qualquer interlocutor que sinalize de modo natural (surdo sinalizador, patrício linguístico e cultural). Antigamente a criança surda podia escapar do sufoco da proibição e respirar em sinais aqui e ali pelo menos durante o recreio no pátio. Com o inclusivismo, o grau de controle aumenta exponencialmente, já que não haverá mais qualquer coleguinha comm quem sinalizar. Michel Foucault, autor de Vigiar e punir, ficaria surpreso com o grau de refinamento da técnica a que se chegou. George Orwell finalmente se realiza. O Inclusivismo exclui a natureza linguística do surdo, e deforma a face dele, pintando-o como deficiente e, como profecia auto-cumprida, acaba reduzindo-o a esse estado de deficiente, e minando a sua inclusão, ao mesmo tempo em que deseja dar aparência de que a defende quando se disfarça de "inclusão". Os adeptos dessa ideologia e doutrina são mestres na arte do disfarce e da manipulação dissimulada, na medida em que alegam querer uma coisa e trabalham para obter a coisa oposta. Enganam os incautos. A única maneira de desmascará-los é seguindo as consequências dos seus atos, não se deixando iludir por aquilo que eles dizem querer, e analisando de perto aquilo que eles procuram esconder, que são as medidas objetivas que eles imporão às crianças, uma vez que ninguém os possa impedir de fazê-lo. Mais que um simples modismo, uma doutrina e uma ideologia, o inclusivismo é um risco iminente e objetivo de dimensões catastróficas: o de perder 150 anos de conquistas das escolas para surdos, o de roubar da criança surda tudo aquilo que as gerações anteriores lutaram tão duramente para conquistar para ela: as escolas para surdos, os professores devidamente treinados e capacitados, o ambiente rico estimulador, os materiais didáticos e as mãos competentes para administrá-los, o conhecimento e a experiência acumulados sobre a arte de acolher e de ensinar e de formar. O inclusivismo passa um trator em cima de tudo isso, deixando terra arrasada trás de si. Nada, abdolutamente nada disso jamais aconteceria se apenas e tão somente os ideólogos doutrinadores do inclusivismo parassem para considerar a criança surda e procurar o conselho da ciência para conhecer ecompreender as circunstâncias em que ela aprende mais e melhor. Incapazes de aprender com a criança, os inclusivistas comprovam que não têm estatura intelectual nem consistência moral para aspirar ao status de Educador. Vou lhe mandar o meu capítulo sobre o tema, o qual é o primeiro capítulo do livro que organizei e vamos lançar aqui em SP nesta sexta (Surdos: qual escola? EDUA/VALER). Se achar que é um bom tema... escreva algo. Para mim é um grande tema! Nídia
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Heloisa Ramos comentou:
20/08/2012
Que bom ler seu artigo! Me fez muito bem. Um abraço, Heloisa
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titus de Fraça Beltrão comentou:
21/07/2011
Boa tarde para todos! Muito bom! Com é bom ter amigos e amigas que prezam pela língua de Camões. Sou também um amante à moda do grande poeta lusitano. Sou brasileiro, pernambucano e hoje adotei o Rio de Janeiro. Mujito obrigado pela bela crônica. Um grande abraço!
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Kal angelus comentou:
06/06/2011
Sou considerado inculto por determinação dos capas-duras, mas não me renego ao prazer de uma boa leitura e do bem querer escrever... Assim, concluo: não há didática no mundo que torne alguém culto se esse não se dispõe a aprender... Seja coloquialmente ou (nas selas) no dorso das cavalgaduras dos currais dos donos do saber. http://www.recantodasletras.com.br/autores/kalangelus
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Paulo Bezerra (PS) comentou:
05/06/2011
Que delícia ! Esse texto do André Pelliccioni. Pena que os "xerifes da língua" do alto de sua ortodoxia não se dispõem a ler tão brilhante texto.
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Dionisio João (1) comentou:
02/06/2011
Acredito que não se fala ou se escreve incorretamente porque se quer, mas pelo motivo de não nos terem ensinado suficientemente na família e na Escola. A Língua é muito mais do que um meio de comunicação: é sentimento e é identidade. Cultivar a sua correção é aceitar e preservar o que nos é caro e essencial como indivíduos singulares e como Nação. Isso não quer dizer que não se deva usar de liberdade criativa, apropriada às circunstâncias, na comunicação coloquial, poética etc.
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Dionisio João (2) comentou:
02/06/2011
Inclusive pode-se mesmo abreviar a palavra na comunicação informal, Afinal o uso de códigos e abreviaturas sempre foram familiares ao ser humano em suas atividades laborais. Particularmente, as especificidades da comunicação na "internet" exigem mesmo uma comunicação codificada ou abreviada. Para concluir, penso que a comunicação humana somente se realiza plenamente se puder usar todo o "arsenal" de recursos que a tradição linguística propiciou ao longo da sua vida evolutiva.
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Dionisio João comentou:
01/06/2011
Acredito que não se fala ou se escreve incorretamente porque se quer, mas pelo motivo de não nos terem ensinado suficientemente na família e na Escola. A Língua é muito mais do que um meio de comunicação: é sentimento e é identidade. Cultivar a sua correção é aceitar e preservar o que nos é caro e essencial como indivíduos singulares e como Nação. Isso não quer dizer que não se deva usar de liberdade criativa, apropriada às circunstâncias, na comunicação coloquial, poética etc. Inclusive pode
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André Pelliccione comentou:
01/06/2011
Parabens pela texto sobre os xerifes da lingua. Gostaria de ter seu contato de email para enviar um texto de minha autoria, que retrata uma situação de total revolta no universo na morfosintaxe. Sou jornalista profissional e meu nome é André Pelliccione, do Rio de Janeiro. Grato pela atenção.
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Helena F. comentou:
31/05/2011
Só agora criei oportunidade de ler. Fiquei maravilhada! Que texto! Abordou tantos detalhes de forma tão clara; além de ripar uns idiotas criminosos.Estou imprimindo e vou dar a alguns amigos. obrigada.
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Jefferson Coronel (2) via Facebook comentou:
30/05/2011
Pouca gente corta mais o "s" que o gaúcho. E é engraçado até como o amazonense faz do "nio" um "nho". Curto isso demais e sempre vi com bons olhos, sempre celebrei essas diferenças. Que tenhamos um padrão, uma medida, mas não podemos criminalizar as variações populares legítimas e super autênticas. Não é menos brasileiro o gaúcho com os pé nem o manauara com o Antonho. rsrsrs
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Jefferson Coronel (via facebook) comentou:
30/05/2011
Vivi os extremos de nossa fala e das variações do português.Gaúcho, moro há 37 anos em Manaus.Qdo cheguei,na maior cara de pau,achava ridículo o Antonho.Mas falava - falo até hoje - os meus pé.O que parecia ignorância,agora soa como diversidade.RS e AM tem falas completamente diferentes e nem por isso burras.Nesse sentido seu artigo é fantástico,uma aula objetiva de brasilidade.Esses cultos incultos perderam o contato com a realidade de um país que eles pensam que conhecem.E pensam que dominam.
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LUIS TURIBA comentou:
30/05/2011
Viva a lucidez desse artigo. Como dizia o jornalista Tim Lopes: "Só quem brinca com as palavras sabe a graça que elas têm". VIVA O PORTUGUES DO BRASIL
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Edvaldo Leite Jr. comentou:
30/05/2011
Aê Babá, tamo junto! O que devem dizer então da forma como se escreve nas redes sociais? Sds, Ed
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THIAGO DE MELLO comentou:
30/05/2011
A tua crônica sobre os Xerifes da Língua é um primor. Clara como água potável, pode-se até beber. Só faltou dizer porque tu não falas nem escreves do jeito que fala quem não teve a sorte de estudar. (Ver o texto integral do comentário no espaço do artigo)
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Célia Collet comentou:
30/05/2011
Parabéns pelo seu artigo "os xerifes da lingua" . Estou impressionada com os comentários gerais sobre o livro “Por uma vida melhor”. Não lí o livro, e portanto, não falarei sobre ele. (Ver o texto integral do comentário no espaço do artigo)
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Bessa (acionado por Mário Santana) comentou:
28/05/2011
Fique tranquilo, Mário. Publico não apenas argumentos contrários aos meus, que fecundam a discussão, mas publico até mesmo ofensas, como as suas e as do Durval (veja abaixo), que embora não tragam argumentos, nos permitem refletir melhor sobre a sociedade brasileira e sobre a virulência de quem não pensa como nós. Um abraço e felicidades
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Bessa (acionado por Mario Santana) comentou:
28/05/2011
Fique tranquilo, Mário. Publico não apenas argumentos contrários aos meus, que fecundam a discussão, mas publico até mesmo as ofensas, como as suas e as do Durval, que não nos ajudam a pensam, mas nos permitem refletir melhor sobre a sociedade brasileira e sobre a virulência de quem não pensa como n´´os. Um abraço
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Mario Santana (2) comentou:
28/05/2011
Duvido que saia este comentário em seu blog, mas a mim basta você ter ciência de opiniões contrárias à essa desestruturação que o PT promove!
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Mario Santana comentou:
28/05/2011
É simples assim, você vai para a escola não para aprender, mas, para referendar o palavreado chulo do ex presidente. Cara pálida você deixa cair a máscara quando não defende a floresta (caso do absurdo da BR-319) e vem tentar junto com alguns inocentes inúteis defender na maior cara de pau a ignorância dos menos favorecidos. Isso é pura demagogia. Mesmo na República da Pausada, bem depois do Iluminismo (que vocês devem ser contra) as famílias procuravam a escola para adquirir conhecimento. Duvid
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Anne-Marie (1) comentou:
27/05/2011
Como diz um dos nossos maiores linguistas, Sírio Possenti: da mesma forma que não se usa longo para ir à praia, por mais elegante que seja, não falamos a lingua da Academia Brasileira de Letras no bar com os amigos. A fala do bar não está errada, pelo contrário, está apropriada. Fundamental é saber usar apropriadamente a nossa língua em cada circunstância (incluindo, é claro, aquelas em que se exige a norma padrão) e nisso a escola tem sim, um papel importantíssimo.
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Anne-Marie (2) comentou:
27/05/2011
Variação linguística não é erro. Erro cometo eu que sou de origem estrangeira (às vezes!). Reforçando a reflexão sobre o papel político da ação dos xerifes: porque será que o menino de Ipanema fala "gíria de surfista" (algo engraçado) e o de Bangu "fala errado" (prova de ignorância)?
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Anne-Marie comentou:
27/05/2011
Como diz um dos nossos maiores linguistas, Sírio Possenti: da mesma forma que não se usa longo para ir à praia, por mais elegante que seja, não falamos a lingua da Academia Brasileira de Letras no bar com os amigos. A fala do bar não está errada, pelo contrário, está apropriada. Fundamental é saber usar apropriadamente a nossa língua em cada circunstância (incluindo, é claro, aquelas em que se exige a norma padrão) e nisso a escola tem sim, um papel importantíssimo. Variação linguística não é e
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Desconhecido (1) comentou:
27/05/2011
Seremos todos algum dia bons xerifes de nossa lingua?Esta crônica nos convida a pensar em nossa comunicação, será que conseguimos expressar com correção nossos pensamentos ou estamos prisioneiros de regras? Em verdade a lingua e seus diversos falares foram construidos em séculos de observação e cuidadoso estudos Antes de nos digladiarmos em posicionamentos superficiais, vamos deixar de preguiça e ampliar nossa riqueza cultural maior : nossa fala, nossa escrita com tudo o que já apreendemos .
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Desconhecido (2) comentou:
27/05/2011
Queremos nos manifestar é isto que importa, desde que começamos a aventura de nos compreendermos e, também à vida. Existem regras, é bom aprendê-las se nos ajudam em nosso intento; tudo com calma. Não vamos punir nem exilar os que as modificam, para melhor se fazerem compreensíveis, sejamos bons estudantes em nossas vidas.
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Desconhecido (3) comentou:
27/05/2011
Buscando clarear os caminhos. Não há tempo para se desperdiçar: milhões de pequenos seres esperam pela oportunidade de aprender o código ou os códigos, vamos ensinar e aprender. Afinal nesta infinita "construção", quem sai ganhando somos todos nós, por termos a chance de nos conhecermo-nos.
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27/05/2011
Seremos todos algum dia bons xerifes de nossa lingua? Esta crônica nos convida a pensar em nossa comunicação, será que estamos conseguindo expressar com correção os nossos pensamentos ou estamos prisioneiros de regras ? Em verdade a lingua e seu muitos falares, foram construidos em séculos de observação e cuidadoso estudos. Antes de nos degladiarmos em posicionamntos superficiais, vamos deixar de preguiça e ampliar nossa riqueza cultural maior : nossa fala, nossa escrita com tudo o que já apree
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
27/05/2011
A CONTINUAR ASSIM, ESTA DISCUSSÂO, VAMOS TERMINAR CONCLUINDO QUE " Pães ou pãos é questão de opiniães"
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
27/05/2011
A CONTINUAR ASSIM, ESTA DISCUSSÂO, VAMOS TERMINAR CONCLUINDO QUE " Pães ou pãos é questão de opiniães"
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Adelaide Senise comentou:
26/05/2011
Lycco, a mim, me paresse que vossê é um ezemplo de quem lê e não entende nada. vossê é profeçor universitário, fica preocupado com o aluno que escreve "aumentar" . Não entendeu o que leu. Quem determina que o serto é escrever e falar obedecendo regras da norma culta? Aliás, que diabo vem a ser mesmo norma culta? Qual o futuro que vossê deseja pro seus filhos, Lycco?
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Lycco -Blog da Amazonia (1) comentou:
26/05/2011
Senhor, creio que aqui se comete um grande equivoco. Norma culta é para ser escrita em livros de português; em livros técnicos e por que não no dia a dia? Apesar dos regionalismos (ex. No Nordeste o diminutivo de mãe é mainha, mas se for escrever em um livro não se muda: é mãezinha); o correto é se falar e se escrever em norma culta, podendo utilizar a forma popular se (SE) quisermos.
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Lycco -Blog da Amazonia (2) comentou:
26/05/2011
É errado falar “dois peixe” (aliás é uma cacofonia das grossas). O que se dever fazer (e que não é feito) é ensinar português nas escolas e COBRAR dos alunos (que são na grande maioria copiadores e analfabetos - pois decoram, mas não entendem o que leem. sinto-me mais triste sendo professor e tendo que corrigir meus alunos de curso superior que escrevem voutarem, autura e outras barbáries) É este o futuro que o senhor deseja? Tem certeSa?
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comentou:
26/05/2011
DEU NA FOLHA ON LINE: Senadores do PSDB ingressaram nesta quarta-feira com representação na Procuradoria Geral da República contra o ministro Fernando Haddad (Educação) por ter autorizado a pasta a distribuir livros didáticos com erros de concordância verbal e conotação política
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Veronica Aldé comentou:
26/05/2011
Importantissima sua cronica Os Xerifes da Lingua, a perspectiva que passou longe da midia e da reflexão nacional!Parabéns, brilhante!"
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Flora Dias Cabalzar (1) comentou:
26/05/2011
Livro para adultos não ensina erros: Posicionamento institucional da Ação Educativa sobre a polêmica envolvendo livro distribuído pelo MEC. Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, cuja responsabilidade pedagógica é da Ação Educativa, vem gerando enorme repercussão na mídia. A obra é destinada à Educação de Jovens e Adultos, modalidade que, pela primeira vez neste ano, teve a oportunidade de receber livros do Programa Nacional do Livro Didático.
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Flora Dias Cabalzar (2) comentou:
26/05/2011
Por meio dele, o Ministério da Educação promove a avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores façam suas escolhas. O trecho polêmico faz parte do capítulo “Escrever é diferente de falar”... (para ler mais, ver o site http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2604&Itemid=2 vejam essa nota pública e esclarecedora da Ação Educativa
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Flora Dias Cabalzar comentou:
25/05/2011
Livro para adultos não ensina erros : Posicionamento institucional da Ação Educativa sobre a polêmica envolvendo livro distribuído pelo MEC. Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, cuja responsabilidade pedagógica é da Ação Educativa, vem gerando enorme repercussão na mídia. A obra é destinada à Educação de Jovens e Adultos, modalidade que, pela primeira vez neste ano, teve a oportunidade de receber livros do Programa Nacional do Livro Didático. Por meio dele, o Ministério da Educação p
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Flora Dias Cabalzar comentou:
25/05/2011
http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2604&Itemid=2 vejam essa nota pública e esclarecedora da Ação Educativa
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comentou:
25/05/2011
Bravo! Excelente exposição!!! Será que o vuco vuco provocado por esta história toda pode ajudar a apressar o lançamento do Livro de Registro das Linguas?
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VANIA TADROS comentou:
25/05/2011
"Ora, se a norma padrão é um instrumento de poder não seria mais prudente que as “pessoas de classes sociais desprestigiadas” passassem a dominar tal norma para melhor competir na sociedade capitalista que é pura competição?" ( RETIRADO DE UM ARTIGO DO PROFESSOR WALMIR LIMA PUBLICADO NO DIÁRIO DO AMAZONAS DE 23.05.2011)
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Jaci Cardoso comentou:
25/05/2011
Não podemos discriminar nossa lingua coloquial, pois ela faz parte da nossa cultura popular. entretanto devemos sempre procurar expressar da melhor maneira possível para sermos compreendidos.
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Carolina Franklin comentou:
25/05/2011
Prof. Bessa, muito bom o texto..... mostrei para algumas pessoas que já tinham opinião, bem diferente, sobre o assunto....acho que serviu pelo menos para a reflexão! rsrsr
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Fatima comentou:
25/05/2011
Professor Bessa, O senhor sempre se faz presente em questões importantes, desta vez não foi diferente. Parabéns!!!!!!!
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walter chaves comentou:
24/05/2011
O MAGNANIMO PROFESSOR COMENTA COMO SE ESTIVESSE DEFENDENDO SUA PLATAFORMA POLITICA, UM MERO PALANQUE LINGUISTICO. NAO PODEMOS NOS IGUALAR A AQUELES QUE SOFRIVELMENTE ACHAM QUE O PORTUGUES MAL FALADO OU ESCRITO NAO PASSA DE MERO REGIONALISMO POPULAR. EM NENHUM MOMENTO SE FALOU QUE LINGUA FALADA PELO LULA ERA A LINGUA OFICIAL DO PAIZ. MAIS PRECONCEITUOSO SE TORNA O PROF.AO CITAR GRANDES PERSONALIDADES QUE EM DEFESA DA LINGUA PORTUGUESA SE TORNAM OS GRANDES VILOES D IGNORANCIA.
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Márcia comentou:
24/05/2011
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Jandir Ipiranga Júnior comentou:
24/05/2011
Óióió istepô,si qués qués si num qués dij e si num qués intão mofas com a pomba na balaia, pois agente não quer só comida,agente quer comida,diversão e arte,mesmo sem se importar com o ronco barulhento do seu carro, pois o vento faz eu lembrar você. Mestre, afinal de contas quão culta é esta norma, se de tão hermética promove a cisão entre o Português das deliberações palacianas e aquele falado, cantado e declamado pelo povo brasileiro? Quanto a sua crônica só resta uma coisa, mais um show !!!
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Jandir Ipiranga Júnior comentou:
24/05/2011
Óióió istepô, si qués qués si num qués dij e si num qués intão mofas com a pomba na balaia, pois agente não quer só comida, agente quer comida, diversão e arte, mesmo sem se importar com o ronco barulhento do seu carro, pois o vento faz eu lembrar você ... Mestre, afinal de contas quão culta é esta norma, se de tão hermética promove a cisão entre o Português das deliberações palacianas e aquele falado, cantado e declamado pelo povo brasileiro? Quanto a sua crônica só resta uma coisa, mais um sh
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comentou:
24/05/2011
VITOR, SE ESTE ASSUNTO ESTÁ MAIS DO QUE DEBATIDO NAS UNIVERSIDADES, PELO ALVOROÇO QUE PROVOCOU AGORA, FICA PROVADO QUE NÃO ATINGIU A MAIOR PARTE DA SOCIEDADE. PORTANTO, NÃO ESTÁ UNIVERSALIZADO. O TRABALHO PRECISA SER CONCLUÍDO
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Roberval comentou:
24/05/2011
Querer aplicar as regras da Norma Culta para a Norma Popular é o mesmo que aplicar as regras de futebol para o volei. Os jogadores de volei, quando pegarem a bola com a mão, cometerão sempre faltas. Cada jogo tem suas regras e a performance dos jogadores deve ser julgada de acordo com as regras daquela modalidade.
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Vitor Rebello comentou:
24/05/2011
O mais funesto é que esse debate já está superado dentro das universidades e meios lingüísticos.Só agora jornalistas se deram conta.Será furo de reportagem ou manobra politica?O pior é ver pessoas q mascaram seus preconceitos defendendo ideias estapafurdias, vide a "múmia" do Sarney.Essa questão não nasceu no governo Dilma ou no PT, portanto, associar um "ensino ignorante" ao Lula é, no mínimo, um grande mau-caratismo, que alias, as classes dominantes estão cansadas de exercer.Bessa, belo Texto!
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Chuck Maube (1) comentou:
24/05/2011
Recebi de alguém preocupado em defender a liberdade linguistica e investi um tempo da minha vida, o maior valor que podemos ter enquanto por aqui estivermos, lendo não só a crônica como alguns dos comentários. Conclui que o retorno foi adequado: é preciso admitir que os que defendem a prática da língua culta também não são criminosos e que mesmo os que defendem outras formas de expressão também não o são. Agora, penso que haja um ponto em comum entre estes, para defender suas posições:
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Chuck Maube (2) comentou:
24/05/2011
usam os melhores recursos da língua culta, portanto aqui se apresenta a importância de conduzirmos nossas ações para que ela seja valorizada. Não é atacando estes ou aqueles que iremos mostrar argumentos adequados para indicar o que poderá ser melhor para a nação e para o estado brasileiro. Precisamos de atitudes positivas. A crônica está muito bem escrita. Que tal uma a favor da promoção do uso cada vez maior da linguagem culta? Vou aguardar.
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Chuck Maube comentou:
24/05/2011
Recebi de alguém preocupado em defender a liberdade linguistica e investi um tempo da minha vida, o maior valor que podemos ter enquanto por aqui estivermos, lendo não só a crônica como alguns dos comentários. Conclui que o retorno foi adequado: é preciso admitir que os que defendem a prática da língua culta também não são criminosos e que mesmo os que defendem outras formas de expressão também não o são. Agora, penso que haja um ponto em comum entre estes, para defender suas posições usam os me
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moema comentou:
24/05/2011
Otimo Bessa!! Material maravilhoso para se discutir em sala de aula, parabensssssssss!!!!!!!!!!!!
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Vitor Rebello comentou:
24/05/2011
O mais funesto dessa história toda é que esse debate já está mais do que superado dentro das universidades e meios linguisticos, e só agora os jornalistas se deram conta da discussão. Será um furo de reportagem ou uma manobra politica? O pior é ver como as pessoas mascaram seus preconceitos defendendo ideias estapafurdias, como bem mostrou a "múmia" do Sarney. Essa questão nao nasceu no governo Dilma e muito menos no PT, portanto, associar um "ensino ignorante" ao populismo de Lula é, no mínimo,
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Cris Amaral comentou:
24/05/2011
Oh Durva, Durval ou Durvalino! Idiota é ser deselegante num espaço tão solidário e de pessoas inteligentes. Que feio, moço! Olha, se é difícil ler, não se esmere tanto... Prof. Bessa, parabéns! A ti o meu carinho e meu respeito!
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Fred Spinoza (de Tabatinga-Am) comentou:
23/05/2011
Muitíssimo obrigado,Bessa.Achei o texto pertinente, audaz e atual,defendendo a língua viva do Brasil. Em 1998, o prêmio Nobel de literatura García Márquez redigiu um texto sobre a língua espanhola e quase foi massacrado pela Real Academia de la Lengua Española (em anexo envio o documento), lembrando-me a ousadia de Heloísa Ramos. Imprimi teu texto e distribui aos alunos de Letras da UEA de Tabatinga. Já encomendamos o livro da professora. Novamente, agradeço o Taqui pra Ti, um forte abraço.
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Chico comentou:
23/05/2011
NOS QUE SER GENTE Fernandinho do abufelado Nos vai em frete sempre, Nos faz de tudo prá ser feliz, Nos procura esclarecer a mente, Por isso aprender pela ponta de uns giz. Nos precisa estudar muito ainda, Muito além do que eles diz, Estudo que nunca finda, Como as água de um safariz. Um dia nos quer ser universitário, E brigar por melhoria dos ensino, Depois ficar milionário, Escrevendo poesias a pino. Nos que ser mesmo é mestre, doutor e o escambal, Com os LATES encharcad
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Falcão Vasconcelos (1) comentou:
23/05/2011
Meu prezado Babá de priscas eras. Por essas manhas de xerifes de todos os matizes que temos vivido muitos tipos de “misérias” humanas, as quais estão aí no dia-a-dia, nos desafiando, especialmente a do abandono da “humanização” da humanidade e do respeito às diferenças, inclusive no linguajar, particularmente dos de baixo.
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Falcão Vasconcelos (2) comentou:
23/05/2011
A desumanização, entendida como renúncia à construção diuturna de outras possíveis práticas-vivencias sócio-culturais-ambientais, tem sido o fator principal das “misérias” e do avanço das barbáries de toda ordem. Vc é o capeta meu. Segura bem sua "pena', para continuar soltando aos ventos, falares pouco usuais, no sentido que cheguem a muitos cantos e lugares, contribuindo para a tão salutar claridão cultural.
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Falcão Vasconcellos comentou:
23/05/2011
Meu prezado Babá de priscas eras. Por essa s manhas de xerifes de todos os matizes que temos vivido muitos tipos de “misérias” humanas, as quais estão aí no dia-a-dia, nos desafiando, especialmente a do abandono da “humanização” da humanidade e do respeito as diferenças, inclusive no linguajar, particularmente dos de baixo. A desumanização, entendida como renúncia a construção diuturna de outras possíveis práticas-vivencias sócio-culturais-ambientais, tem sido o fator principal das “miséir
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roberto comentou:
23/05/2011
Então Vania, sobre o que afinal de contas a crônica se ocupa? O tema é esse, e realmente esses modismos a que você se refere são exdruxulos, mas isso sim não tem a ver com a questão...replico, leia o post quedeixei, e verás que não é nenhum modismo, só uma simples e coerente constatação.
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Felipe Lindoso comentou:
23/05/2011
Bessa, o triste nessa história é que pouquíssimos leram o capítulo do livro em questão, Capítulo em que explícita e categoricamente os autores defendem a importância do ensino da chamada norma culta. Todos os exercícios do capítulo são para mostrar como se formam as concordâncias na norma culta. Só a introdução, como qualquer pessoa de bom senso, e já há muito tempo, é que se ressalta que existe uma diferença entre o falar e o escrever, e mesmo o escrever depende do que e para quem se está escr
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Múcio comentou:
23/05/2011
Meu amigo Elton Skartezine, alemão, artista plástico e performer lá pelos idos de 1989, postulava uma lingua fonética... Professor obrigado pelo momento de lucidez diante desses arroubos de arrogância pseudo-linguista... Fato é que a lingua é um campo de batalha!
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Silas (Blog da Amazonia) comentou:
23/05/2011
Boa tarde, mestre José Ribamar,Estou estupefato com o magnífico texto do senhor.Não que o mestre não tenha erudição pra escrever com tamanha qualidade, longe disso. É que o senhor o fez com, além do brilhantismo usual, tamanha maestria que tenho vergonha de arriscar qualquer comentário, por incompetência, inépcia, incapacidade mesmo… Apenas enfatizo, com humildade e submissão de um discente a reprodução dos ” bilhetes anexados aos processos criminais dos cabanos “SIMPLESMENTE ESPLÊNDIDO!!!
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Renata (1) comentou:
23/05/2011
Bessa, Parabéns por essa crônica!!! Acho q vc levanta uma reflexão muito importante. Eu ainda não conheço o livro adotado pelo MEC, mas conheço as ações do Sarney e se ele está criminalizando este livro, isso deve fazer parte de mais uma estratégia de censura e violência contra a liberdade de expressão. Conheço a riqueza da expressão bonita, malemolente, ritmada e colorida dos rappers, suburbanos, sambistas, indígenas e de todos aqueles que nos ensinam que o português está vivo e em movimento.
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Renata (2) comentou:
23/05/2011
Trabalhar com essas variantes na sala de aula é exemplo de respeito pelo outro, coisa q sarney não sabe o que é.Só assim todos brasileiros poderão aprender a usar a norma culta. Retrógrados e imortais querem colocar o português dentro de um fardão,matando um idioma tão bonito!A verdadeira imortalidade está na riqueza cultural do povo, e a variedade linguística é apenas o reflexo disso.Essa diversidade não vai morrer nunca!Acho essa crônica importantíssima. Aliás, bjss(em netspeak) rsrs Valeu!!!
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comentou:
23/05/2011
Oi Bessa!!! Parabéns por essa crônica!!! Acho q vc levanta uma reflexão muito importante. Eu ainda não conheço o livro adotado pelo MEC, mas conheço as ações do Sarney e se ele está criminalizando este livro isso deve fazer parte de mais uma estratégia de censura e violência contra a liberdade de expressão. Conheço a riqueza da expressão bonita, malemolente, ritmada e colorida dos rappers, suburbanos, sambistas, indígenas e de todos aqueles que nos ensinam que o português está vivo e em movim
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Rogério Ferreira comentou:
23/05/2011
Enfim, leio uma crônica lúcida sobre esta temática. Parabéns Bessa!!! Precisamos construir uma mídia contra-hegemônica de qualidade nesse país. E você vem contribuindo fortemente para isso. Viva!!!!!!!!!!
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Neusa Azevedo e Castro Oliveira (1) comentou:
23/05/2011
Sou professora de Língua Portuguesa , não conheço o livro em questão mas, tenho recebido uma montanha de e-mails criminalizando a obra. A cada e-mail que recebo, fico pensando como uma professora se daria ao trabalho de escrever um livro "torto" e como uma editora publicaria tal obra. Aí, lembrava das aulas de Linguística que frequentei na UFF (Universidade Federal Fluminense).
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Neusa Azevedo e Castro Oliveira (2) comentou:
23/05/2011
Aprendi que a língua tem por finalidade a comunicação , que a Língua não é algo estanque, que ela se modifica através do tempo , que um pais do tamanho do Brasil tem muitos falares. Enfim, que existe uma norma culta da nossa Língua mas, que outros falares que denotam regionalismo, nível social ou grupos de diversas áreas (idades, profissões, etc) não podem ser ignorados.
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Neusa Azevedo e Castro Oliveira (3) comentou:
23/05/2011
Dessa forma, se a Escola quiser ensinar de fato como falar e escrever, deve começar a respeitar seu aluno e, aos poucos trazê-lo ao conhecimento da norma culta da Língua. Tudo isso sem humilhar e discriminar, fazendo com que ele perca a sua criatividade e espontaneidade. Fiquei muito feliz com o artigo do Sr. José Ribamar Bessa Freire pois, disse tudo o que penso e que já estava desconfiada que acontecia com a obra da Prof. Heloisa Ramos.
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Neusa de Azevedo e Castro Oliveira comentou:
23/05/2011
Sou professora de Língua Portuguesa , não conheço o livro em questão mas, tenho recebido uma montanha de e-mails criminalizando a obra. A cada e-mail que recebo, fico pensando como uma professora se daria ao trabalho de escrever um livro "torto" e como uma editora publicaria tal obra. Aí, lembrava das aulas de Linguística que frequentei na UFF (Universidade Federal Fluminense). Aprendi que a língua tem por finalidade a comunicação , que a Língua não é algo estanque, que ela se modifica através
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Djwery comentou:
23/05/2011
Parabéns Professor! Você disse tudo que eu gostaria dedizer...
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Angela (Dile) comentou:
23/05/2011
Genial é por estas e outras que sinto muito orgulho de ti
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Sandro Araújo comentou:
23/05/2011
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Gutemberg comentou:
23/05/2011
Meu caro Bessa, você fez um pacto com a mediocridade? Parece que no momento atual, aqui no Brasil tudo é permitido nâo é mesmo? Se o Estado está oficializando a imoralidade através do casamento gay. Então será possível admitir a forma burra da língua. Essa é República do PT da qual você deve ter sido um sócio fundador.
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urda alice klueger comentou:
23/05/2011
Você é demais! Espero um dia poder conhecê-lo pessoalmente! Urda Alice Klueger Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR
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Nidia Regina (1) comentou:
22/05/2011
Quando vi (li) vc comentando a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, pensei que seria maravilhoso lhe ver (ler) comentando os agravos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, do MEC,quanto aos surdos (para não dizer o comportamento do pessoal do MEC que está irado). Seria demais (de bom)Em 19 e 20 passados aconteceu uma grande manifestação do movimento surdo. Eu estava lá.Menino, eu vi!O pessoal do MEC correndo “da sala pra cozinha”...
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Nidia Regina (2) comentou:
22/05/2011
...diante do aglomerado de gente que apitava e fazia barulho na entrada do prédio.Na quinta foi a manifestação a favor das escolas especiais, e lá estavam professores, pais e estudantes com deficiências lutando para preservar suas escolas “especiais”. Devem, mesmo, ser especiais para eles! Imagine que devido ao Inclusivismo (ao final coloco definição do Dr. Capovilla da USP), o MEC cancelou o FUNDEF para escolas e classes “especiais” q atendem “apenas” estudantes com deficiências.
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Andrea Sales comentou:
22/05/2011
É Bessa...parece mesmo que os "Xerifes da língua" não querem reconhecer a diversidade linguistica e regional que temos. Infelizmente eles continuam querendo colonizar a lingua escrita e falada pelos brasileiros...parece que tudo se repete. Mas como diz o educador e cientista social Marildo Menegath da UFRJ..."a História é cíclica..." Complemento dizendo que os Homens sempre repetem o que eles não terminaram. Iporã ete por tus palabras teacher Bessa!
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GINA COUTO comentou:
22/05/2011
mas um sinal que nos da as boas vindas a idade media em uma semana,beatificamos um papa, casamos um príncipe, organizamos uma cruzada, matamos um mouro e agora punimos as linguas vulgares
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GINA COUTO comentou:
22/05/2011
mas um sinal que nos da as boas vindas a idade media em uma semana,beatificamos um papa, casamos um príncipe, organizamos uma cruzada, matamos um mouro e agora punimos as linguas vulgares
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GINA COUTO comentou:
22/05/2011
mas um sinal que nos da as boas vindas a idade media em uma semana,beatificamos um papa, casamos um príncipe, organizamos uma cruzada, matamos um mouro e agora punimos a linguas vulgares
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VANIA TADROS comentou:
22/05/2011
A postagem que o blog intitulou " desconhecido" é de minha autoria "
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Heloisa Villela (1) comentou:
22/05/2011
Meados do séc. XIX,o poeta português Antonio Feliciano de Castilho,desafiado a usar um método q alfabetizasse a população rural da Ilha de S. Miguel,criou um método fonético que permitia ensinar a ler e escrever em poucas horas,partindo do falar local,inclusive simplificando a grafia,suprimindo algumas vogais e encontros consonantais desnecessários ao entendimento do sentido da frase.Seus pares acadêmicos o atacaram severamente.Indignados,questionavam como podia o mesmo autor do Iris Clássico...
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Heloísa Villela (2) comentou:
22/05/2011
...do Iris Clássico,(destinado a ensinar gramática, sintaxe e estilo a secundaristas) atentar contra o símbolo da nacionalidade "enxovalhando" a língua materna?Embora o método funcionasse,nunca conseguiu aprovação da Academia Real de Lisboa.Castilho virou um andarilho,difundindo por conta própria seus livros,inclusive no Brasil.Com todas as falhas hoje atribuídas àquele método de então,uma coisa fica clara:a intenção de um escritor erudito incluir maiores parcelas da população no mundo letrado.
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Heloísa Villela (3) comentou:
22/05/2011
Isso nos faz pensar nas pedagogias críticas que desejam difundir "o saber sistematizado" como forma de luta pela democratização das oportunidades sociais. Entretanto, é preciso lembrar que todo "fim" tem que ter um início. Se é preciso se apropriar da norma culta, esta é para as correntes culturalistas apenas mais uma das formas de falar.
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Heloísa Villela (4) comentou:
22/05/2011
Por isso ela não é mais ou menos "correta" do que as outras, mas apenas um código a se assimilar para ser usado de acordo com situações socialmente determinadas. Bessa, adorei seu artigo e vou repassá-lo aos meus alunos, se não para terem certezas, ao menos para abalarem algumas convicções.
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HELOISA VILLELA comentou:
22/05/2011
Em meados do século XIX, o poeta português Antonio Feliciano de Castilho foi desafiado a utilizar um método que alfabetizasse a população rural da Ilha de S. Miguel. Criou um método fonético que permitia ensinar a ler e escrever em poucas horas, partindo do falar local, inclusive simplificando a grafia, suprimindo algumas vogais e encontros consonantais desnecessários ao entendimento do sentido da frase. Seus pares acadêmicos, o atacaram severamente. Indignados, questionavam como podia o mesmo
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Ana G comentou:
22/05/2011
Um engano: escrevi 3+2=5, onde queria escrever 3+2=4. Desculpem, força do hábito...
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Cado comentou:
22/05/2011
Certa vez, ouvi da Professora Judith, coordenadora da área de Língua Portuguesa do Centro Educacional de Niterói, que a imposição da norma culta na escola em oposição a norma popular. além de excluir a realidade do aluno, inibe a sua criatividade e bloqueia o se raciocínio. Essa postura é necrófila (como diria Paulo Freire) porque mata a cidadania e impede os estudantes de fazerem uma reflexão sobre suas historicidades. Sarney e sua teopa de elite deveriam questionar, isso sim, o que está por t
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VANIA TADROS (b) comentou:
22/05/2011
É PRECISO TER MUITA RESPONSABILIDADE COM O QUE SE DIZ E DIFUNDE PARA NÃO VIR A PREJUDICAR PESSOAS INICENTES. DEFENDO QUE NÃO SE HUMILHE OU DISCRIMINE NINGUÉM POR FALAR A LINGUAGEM DE RUA OU NÃO FORMAL. MAS, À ÀQUELES QUE PROCURAM O ENSINO ESCOLAR DEVE-SE ENSINAR A NORMA CULTA.
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comentou:
22/05/2011
ROBERTO, EU COMENTEI O CONTEÚDO DA CRÔNICA DE HOJE DO RIBAMAR BESSA. EM NENHUM MOMENTO REFERI-ME AO LIVRO DA PROF HELOÍSA RAMOS. EU JÁ PRESENCIEI A DEFESA DIVERSOS MODISMOS CUJO DESENROLAR ACABOU EM SITUAÇÕES LAMENTÁVEIS E IRREVERSÍVEIS. EX: INTELECTUAL DEVIA FUMAR MACONHA, QUEM NÃO FUMASSE ERA CARETA. A PRÁTICA POLÍTICA ERA TÃO IMPORTANTE QUANTO DESEMPENHO ACADÊMICO. DEPOIS, QUANDO OS ALUNOS, JÁ FORMADOS, IAM PRESTAR CONCURSOS A BANCA EAMINADORA COBRAVA CONHECIMENTO.
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Ana Girão comentou:
22/05/2011
Mais uma crônica genial,como outras q li aqui.Fica a vontade de lutar por uma língua q contenha e reflita as diferenças culturais,regionais e sociais,e q seja acolhedora a todos os falantes,como penso q deve ser uma língua mãe.E q ela nos ajude a pensar tb num sistema educacional q subverta estas regras excludentes, em q se garanta q os adultos tenham passado qdo crianças por uma boa escola, e em q os xerifes da língua possam ser reeducados na norma culta da livre expressão de todos os cidadãos.
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Ana girão comentou:
22/05/2011
Mais uma crônica genial, como outras que já tenho lido aqui. Fica a vontade de lutar realmente por uma língua que contenha e reflita nossas diferenças culturais, regionais e sociais, e que seja acolhedora a todos os falantes, como penso que deve ser uma língua mãe. E que ela nos ajude a pensar também num sistema educacional que subverta estas regras excludentes, em que se garanta que os adultos tenham passado quando crianças por uma boa escola, e em que os xerifes da língua possam ser reeducado
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roberto comentou:
22/05/2011
Quem, daqueles que condenam o livro, leram o livro? Sabem eles a que grupo de alunos ele se destina? Vania Novoa, o livro propõe que se ensina português errado? Onde você leu isso? No próprio livro? recomendo a leitura do texto da revista capital sobre o tema http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/falsa-questao ah, professor Bessa, como sempre, "matou a pau".
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Cyrino (1) comentou:
22/05/2011
Não é preconceito, mas convicção: quase sempre que a TV propõe debates sobre questões importantes (como essa ou o direito dos casais homossexuais, lei da palmada, etc) o faz da pior forma possível, com reducionismos e preconceitos.Mais impressionante é ver que quando esse debate sai da TV pra rua,internet e academias, principalmente, etc,não se livra do maniqueísmo que o aprisiona e ainda mais surpreendente é que dentre os prisioneiros estão boas cabeças,reconhecidamente livres de preconceitos.
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Cyrino (2) comentou:
22/05/2011
A TV coloca a questão como luta de herói contra bandido,do bem contra o mal. Maniqueísmo barato.Poucos ultrapassam essa forma (ou fôrma, com permissão da gramática normativa e reforma ortográfica).Até aqui o debate caminha no binômio contra/a favor do livro, absolve/condena a autora,quem não pensa como eu é imbecil,aí não dá. PJ Cunha,brilhante comentário:não dá pra exigir o povo falando como Clóvis Beviláqua nem o q ouvi uma vez de um professor doutor: “o candidato opita pelo curso q desejar”.
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Francinete (1) comentou:
22/05/2011
Parabéns...Como sempre, uma cronica mais que perfeita. Linguistas e pensadores da área a discussão está lançada!!! Li hj, um artigo de SÍRIO POSSENTI, encaminhado por Fatima Santos, que diz "O jornalismo nativo teve uma semana infeliz. Ilustres colunistas e afamados comentaristas bateram duro em um livro, com base na leitura de uma das páginas de um dos capítulos”.
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Francineti (2) comentou:
22/05/2011
Possenti comenta ainda as entrevistas: “Houve casos em que nem entrevistado nem entrevistador conheciam o teor da página, mas apenas uma nota que estava circulando (meninos, eu ouvi). Nem por isso se abstiveram de "analisar". Só um exemplo, um conselho e uma advertência foram considerados. E dos retalhos se fez uma leitura enviesada. Se fossem submetidos ao PISA, a classificação do país seria pior do que a que tem sido..."(Estadão)
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Francinete comentou:
22/05/2011
Parabéns...Como sempre, uma cronica mais que perfeita. Linguistas e pensadores da área a discussão está lançada!!! Li hj, um artigo de SÍRIO POSSENTI, encaminhado por Fatima Santos, que diz " O jornalismo nativo teve uma semana infeliz. Ilustres colunistas e afamados comentaristas bateram duro em um livro, com base na leitura de uma das páginas de um dos capítulos. Houve casos em que nem entrevistado nem entrevistador conheciam o teor da página, mas apenas uma nota que estava circulando (menin
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Cyrino comentou:
22/05/2011
Não é preconceito, mas convicção: quase todas as vezes que a televisão propõe debates sobre questões importantes (como essa, como o direito dos casais homossexuais, lei da palmada, etc) o faz da pior forma possível, com reducionismos e preconceitos. Mais impressionante é ver que quando esse debate sai da TV para a rua, internet e academias, principalmente, etc, não se livra do maniqueísmo que o aprisiona, e ainda mais surpreendente é que dentre os prisioneiros estão boas cabeças, reconhecidament
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VANIA TADROS comentou:
22/05/2011
PAULO FREIRE, VCS SÓ PENSAM EM ELEIÇÃO E ACHAM QUE TODOS AGEM IGUAL. SE O MINISTRO FERNANDO HADDAD QUER SER GOVERNADOR DE SÃO PAULO QUE SE CANDIDATE E GANHE. O QUE NÃO QUEREMOS É QUE ELE FAÇA POPULISMO COM O ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA.
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
22/05/2011
EDMUNDO, NÃO CONFUNDA AS SITUAÇÕES. QUANDO UM ESCRITOR, COMO ROSA, REPRODUZ EM UM DIÁLOGO NO SEU ROMANCE COM A LINGUAGEM FALADA EM UMA ÁREA RURAL ESTÁ CORRETO.ELE QUER DAR CONTA AO LEITOR DE COMO SE FALA NO CONTEXTO DA SUA HISTÓRIA. O QUE QUESTIONAMOS É ENSINAR NA ESCOLA A FALAR ERRADO. LÁ TEM GENTE DE DIVERSAS ÁREAS, VAI DAR CONFUSÃO.AINDA MAIS QUE O MEC AFIRMOU QUE EM CONCURSOS VAI CORRIGIR USANDO A GRAMÁTICA OFICIAL.
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Ana G. (1) comentou:
22/05/2011
Não resisto a comentar com vc uma passagem bem doméstica, mas que ecoa muito do vc trata no artigo.Qdo meus sobrinhos completam 8 anos, e na escola começam a lidar com essa idéia absurda da univocidade da linguagem matemática (que só pode ser evocada por quem matemático não é, ou é mau matemático...), comunicada nas entrelinhas dos infinitos exercícios a quem têm que se submeter, eu os provoco justamente com um jogo linguístico: - você tem 3 tias Marias e duas tias Ana; quantas tias vc tem?...
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Ana G. (2) comentou:
22/05/2011
Eles vão responder rápido que são 5,mas sabem muito bem que são 4 tias!E ficam pasmos no início:3+2=5, e de verdade, realmente, comprovadamente!Levam algum tempo pra expressar o q já sabem:q uma das tias é Ana Maria e portanto não pode ser contada 2 vezes.Mas terminam a escola e chegam à universidade sem saber enunciar o princípio q está na base da mais simples aritmética:q funciona quando se opera com conjuntos disjuntos(as respectivas professoras quase sempre não chegam a enunciar isso tbem).
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comentou:
22/05/2011
Eles vão responder rápido que são 5,mas sabem muito bem que são 4 tias!E ficam pasmos no início:3+2=5, e de verdade, realmente, comprovadamente!Levam algum tempo pra expressar o q já sabem:q uma das tias é Ana Maria e portanto não pode ser contada 2 vezes.Mas terminam a escola e chegam à universidade sem saber enunciar o princípio q está na base da mais simples aritmética:q funciona quando se opera com conjuntos disjuntos(as respectivas professoras quase sempre não chegam a enunciar isso tbem).
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Ana G. (3) comentou:
22/05/2011
Um autor q me agrada,Gregory Bateson,chama atenção pra isso:q nas escolas (incluindo a universidade) estamos pouco habituados a considerar os pressupostos do nosso modo de pensar.Por isso continuamos a produzir idéias de enunciados absolutos, em lugar de desenvolver a flexibilidade e agilidade mental de quem opera levando em conta as premissas de cada sistema de pensamento (ou sistema linguístico, a analogia é pertinente e muito interessante). Nem mesmo a Matemática é uma linguagem absoluta,
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Ana G. (4) comentou:
22/05/2011
A Matemática opera dentro de premissas claras ou contextos pre-determinados, e só funciona neles. Muda o contexto,muda a linguagem,inclusive na Matemática.Dominar mais de uma linguagem é sempre vantagem, e isso vale para muitos campos:matemática,ciências,filosofia e as várias linguagens (musica, pintura) e línguas.
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22/05/2011
Mas parece que dominar mais de uma linguagem é tbem privilégio q se quer para poucos - aqueles q acreditam q somente suas próprias variantes têm legitimidade para existir.Ou seja, o privilegio e a riqueza da diversidade é para poucos, e assim se quer manter.Bom dia Bessa, e mais uma vez parabéns pelo tiro certeiro.
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Ana comentou:
22/05/2011
Bela crônica!!! É importante defendermos a diversidade da nossa língua. Esses "xerifes da língua" precisam descer do pedestal e compreender que existe uma grande diferença entre escrever e falar. É preciso compreender a dinamicidade da fala. Parabéns Bessa.
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Preta comentou:
22/05/2011
Sempre pensei que tanto a linguagem matemática como todas as linguagens devem servir a comunicação. É extranho ver nossos alunos com imensas cargas de "estudos" em Português e Matemática chegarem a Faculdade sem saber ler escrever, e muito menos as noções "básicas" de matemática formal. Espero que agora consigamos reverter este quadro.
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Ricardo (Cado) comentou:
22/05/2011
O Prof. Cristóvão Buarque pisou na bola. Sua postura preconceituosa o descredencia a uma nova postulação como candidato a presidente da República
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Ricardo (Cado) comentou:
22/05/2011
Os agrumentos das tropas destacando a norma culta como a forma certa de falar, parece proposital porque tem uma intenção clara: projetar um sentimento de inferioridade sobre os mais pobres e, assim, manter viva uma relação de dominação. Para entender isto, basta comparar os discursos de Collor e Lula na época da campanha presidencial e ver que Um priorizava a norma culta enquanto que o outro precocupava-se com o conteúdo. Qual dos dois tinha o discurso mais coerente? Eles não entenderram lulhu
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edmundo pereira comentou:
22/05/2011
boa entrada no debate, logo se vê pelas reações contrárias, não só dotadas da sutileza q só os regimes autoritários conseguem produzir (e deixar de herança), mas também ignorantes nos debates contemporâneos da linguística. repetem o senso comum e se pensam como cultas (outra herança). inclusive, esquecendo a capacidade dos falantes e escritores em se adaptar a distintas situações de comunicação. ainda bem q o rosa (guimarães) não ligava pra esses usos caprichosos do idioma. nonada.
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Paulo R Freire comentou:
22/05/2011
Pra mim é só uma tentativa de minar o Ministro Hadad, possívsl candidato ao governo de São Paulo.
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Paulo José Cunha comentou:
22/05/2011
Bessa, compadre, a discussão é boba. Resume-se a um princípio básico: na escola se aprende a norma culta. Pra isto existe a escola. Na rua fala-se como se quer. Porque a rua é livre pra falar do jeito que lhe aprouver. O que não se pode é exigir que a rua fale a norma culta. Nem que na escola se ensine a língua da rua (como propõe o tal do livro). Entendeu? Pois pronto.
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Durval comentou:
22/05/2011
Bessa, defender o livro de erros em língua portuguesa é o cúmulo da tua falta de inteligência; se bem que aquela escritora deve considerar que Bessa é sinônimo de IMBECIL! E já passo a acreditar nisso também.A tua radicalidade já beira a necessidade de aparecer, aí fica difícil ler alguém tão idiota.
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Bertha do Valle comentou:
22/05/2011
Excelente texto,Bessa! Mais uma vez fico feliz em tê-lo como amigo e colega da Faculdadde de Educação da UERJ. Parabéns!
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João Barros Carlos comentou:
21/05/2011
Vixe, vixe, Babá, como estás mudado, hein? Lembras que sacaneavas, sem dó, nem piedade os teus desafetos quando não sabiam colocar corretamente as concordâncias verbais ou nominais, etc.? Tu mudô muinto. O livro “Por uma vida melhor” é uma doença que poderá ser contagiosa, se porventura for adotado. A professora Heloísa Ramos deve ter muito prestígio no MEC para conseguir essa adoção.
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Wagner de Souza (1) comentou:
21/05/2011
Muito bom o texto! Concordo com tudo e acho interessante falarem que aceitar isso é desorganizar ou emburrecer os jovens, quando essas variações sempre existiram, é só conversar com pessoas de outros estados, cidades que se nota facilmente. O negócio então vai ser chamar todo mundo de burro e feio e pôr pra aprender a falar igual ao livro (coisa que ninguem faz no cotidiano)? Vamos jogar toda a diversidade pro ralo.
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Wagner de Souza (2) comentou:
21/05/2011
Essa diversidade é um fato, quem acha que não existe é cego. O livro tambem em nenhum momento diz 'bora ensinar a galera fala tudo errado! ', apenas diz que existe uma variação e demonstra. Qual o problema disso? No meu dia-a-dia eu falo 'os livro', 'os muleque'... sou um ignorante. Enfim, bom isso tá acontecendo agora, curiosamente estou fazendo meu TCC abordando o tema regionalismos, sotaques e etc.
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Wagner de Souza comentou:
21/05/2011
Muito bom o texto! Concordo com tudo e acho interessante falarem que aceitar isso é desorganizar ou emburrecer os jovens, quando essas variações sempre existiram, é só conversar com pessoas de outros estados, cidades que se nota facilmente. O negócio então vai ser chamar todo mundo de burro e feio e pôr pra aprender a falar igual ao livro (coisa que ninguem faz no cotidiano)? Vamos jogar toda a diversidade pro ralo. Essa diversidade é um fato, quem acha que não existe é cego. O livro tambem em
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Wagner de Souza comentou:
21/05/2011
Muito bom o texto! Concordo com tudo e acho interessante falarem que aceitar isso é desorganizar ou emburrecer os jovens, quando essas variações sempre existiram, é só conversar com pessoas de outros estados, cidades que se nota facilmente. O negócio então vai ser chamar todo mundo de burro e feio e pôr pra aprender a falar igual ao livro (coisa que ninguem faz no cotidiano)? Vamos jogar toda a diversidade pro ralo. Essa diversidade é um fato, quem acha que não existe é cego. O livro tambem em
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Zucca Prouvot (Blog QTMD) comentou:
21/05/2011
Eu adorei seu texto, não entendi onde o Antonio quis chegar enfim...vou ler de novo.
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António Luís Silva Baptista (1) De Lisboa (Blog QT comentou:
21/05/2011
Não tenho tempo para explicar bem as razões da minha discordância, mas confesso que discordo de grande parte do conteúdo do artigo de José Bessa. Por isso, vou ficar-me por uma argumentação um tanto fraca e irónica, mas que exprime bem a minha indignação. Não sou a favor de histerias (como as relatadas pelo autor do artigo), mas enquanto ele não me explicar bem o que quer dizer com “ respeitar” o português mal falado dos alunos, eu vou presumir que estamos perante mais uma daquelas pretensões...
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António Luís Silva Baptista (2) De Lisboa (Blog QT comentou:
21/05/2011
...aparentemente progressistas que acabam por ter péssimos resultados. Uma coisa são regionalismos, outra português que viola as mais básicas regras da ortografia, da sintaxe e grmática. As convenções linguisticas e a sua preservação têm uma função importante (a de preservar a comunicabilidade no tempo e no espaço) e não acho conservadorismo estúpido querer preservar um padrão mínimo da língua.
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Marta comentou:
21/05/2011
(2) E é verdade que por trás destas diferenças linguísticas existem situações históricas, culturais, políticas e sociais sobre as quais vale a pena refletir com os alunos, fomentando neles o espírito questionador. Isso sim, talvez possa fazer-lhes mais falta do que o domínio absoluto das regras gramaticais.
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Marta comentou:
21/05/2011
Belo artigo, Beibe. Engraçado é que há mais de dez anos que os livros didáticos de Ensino Médio adotados nas escolas públicas e particulares no Brasil abordam variações linguísticas, entre elas a sociocultural e só agora o “Exército”e seus seguidores se deram conta... acho que alguém precisa dizer a eles que aceitar a existência de diferentes modos de falar, em diferentes situações, por diferentes pessoas e grupos também é aprender Língua Portuguesa. E é verdade que por trás destas diferenças l
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Ana Helena Tavares comentou:
21/05/2011
Salve, salve José Bessa! Absolutamente genial! Ver Os xerifes da língua no blog QTMD? Quem Tem Medo da Democracia? quemtemmedodademocracia.com
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VANIA TADROS 2 comentou:
21/05/2011
Alguns países ficaram com várias linguas que muitos chamam de dialetos como o gallego, basco, catalão porém a população não fala o que quer ou como quer palavras desconexas. Seguem gramáticas ensinadas em escolas bilingues. Aceitar vários tipos de formações verbais como:" tu fosse embora; os peixe estâo no aquário; nós fiquemo preso" é desorganizar a estrutura linguítica do país.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
21/05/2011
CONCORDO COM O CRISTOVÃO BUARQUE "MANTER O PORTUGUÊS ERRADO É MANTER A DESIGUALDADE".O CASO DO LATIM VULGAR TER IDO TOMANDO NOVAS FORMAS DISTINTAS ACONTECEU EM UMA SITUAÇÃO DE EXPANSÃO TERRITORIAL. A MEDIDA EM QUE OS ESTADOS NACIONAIS FORAM SE FORMANDO FORAM SENDO CONSTRUÍDAS AS SUAS GRAMÁTICAS DEFININDO-SE AS DIFERENÇAS.
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Paulo Bezerra (2) comentou:
21/05/2011
Certa vez nós da APPAM estávamos em greve e distribuímos um comunicado aos pais dos alunos explicando os motivos da nossa paralisação. Eis que surgiu o xerife da língua "Feliquese Valuá" então Sec. de Justiça do Mestrinho e, montado em sua cavalgadura tololoc, tololoc, investiu ferozmente contra as nossas reivindicações e sem sequer avaliar se eram justas ou não, foram descartadas apenas por que haviam sido contaminadas com alguns erros formais de ortografia. Parabéns por mais essa.
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Paulo Bezerra comentou:
21/05/2011
M-A-G-N-Í-F-I-C-O. Enquanto lia a crônica me passava pela cabeça alguns "xerifes da língua" aqui da nossa aldeia baré. Tem um que quando se sente atingido por qualquer escrito, vasculha com uma lupa todo o texto para ver se uma vírgula não está fora do lugar ou se houve falha na concordância. E aí, quando isso ocorre despreza o conteúdo do texto para centrar suas críticas no uso indevido da línguagem formal.
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Karine Pires comentou:
21/05/2011
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Jussara Olinev comentou:
21/05/2011
Professor, concordo e compactuo com as ideias defendidas em sua crônica, mas a minha pergunta é: os vestibulares, concursos públicos, Enem etc, seguirão qual pensamento?
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Clélia comentou:
21/05/2011
Maravilhoso seu artigo. Estava meio perdida no jogo pró x contra do livro "Por uma Vida Melhor", mas li um comentário em que um especialista ressalta a importância do "nós pega o peixe" no processo de aprendizagem da lingua "culta" . Interessante!!!
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Ludimila Sampaio comentou:
21/05/2011
Me fez lembrar o artigo "Senhora Dona Norma Culta" da professora Edna Lopes, que termina citando o poema de Solano Trindade: "Senhora Gramática / Perdoai os meus pecados gramaticais / Se não perdoardes, senhora / Eu errarei mais"
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Mirla Tavares de Macedo comentou:
03/03/2014
Encaminho o artigo da Edna Lopes Senhora Dona Norma Culta Permita-me que me apresente: Sou Edna Lopes, professora. Tenho 47 anos, 20 e tantos dos quais como profissional da Educação. Nasci de pai agricultor, mas dono de seu pedaço de chão e de mãe professora. Aos quatro anos aprendi a ler, aos sete entrei numa escola pública, mesmo ano em que conheci a luz elétrica. Na escola pública terminei o 2º grau aos dezessete e aos dezoito entrei numa universidade pública, colando grau aos vinte dois. Fiz pós -graduação em Educação Popular e também em Coordenação Pedagógica para a Educação Básica, sendo aprovada nos dois únicos concursos públicos que já fiz na vida, que me garantem o sustento e a satisfação de atuar numa profissão, se não prestigiada, mas extremamente importante para o desenvolvimento de um povo, de uma nação. Tudo isso para lhe dizer que antes, bem antes de me graduar já era professora em classes de crianças e depois em classes de jovens, de adultos e idosos esperançosos pela melhoria de suas vidas, de suas profissões através da educação, portanto minha experiência não só veio dos meus diplomas, nem dos tantos livros que li, nem dos congressos que participei e participo. Tudo isso para lhe dizer também que nunca, nunquinha, meu fazer profissional se arvorou em assinar laudo, passar receita, fazer planta de casa, apresentar noticiário, instruir processo, construir casa ou fabricar móveis, e me causa espécie ver que, EM SEU NOME, especialistas de ocasião, opinam sobre uma realidade que conhecem talvez de ouvir falar, afinal o universo de pessoas adultas analfabetas ou analfabetas funcionais certamente está há anos luz da classe dirigente e intelectualizada desse país. Dos “imortais” então, nem se fala! Lamento que EM SEU NOME se use “um texto, sem um contexto, para um pretexto”. Lamento mas ao mesmo tempo fico feliz porque a real face de um país se revela! O quanto somos manipuláveis, superficiais! O quanto somos intolerantes, impacientes! Senhora Dona Norma Culta, nenhum, mas NENHUM PROFISSIONAL SÉRIO, seja ele professor, escritor, jornalista ou algo que o valha jamais irá dizer que SEU LUGAR não é também a escola. A sala de aula, espaço da pluralidade e do conhecimento é o lugar do acolhimento de TODAS as variantes da língua que ali devem ser expostas, ressignificadas, avaliadas, compreendidas, aprendidas. Que fique bem claro: não sou da turma de quem quer que seja e não formulo opinião baseada em noticiários tendenciosos, em notas ou pronunciamentos superficiais, açodados, mas não me espanto com quem o faz. Quem é capaz de condecorar com sua mais alta honraria pessoas que NADA fizeram pela “flor do Lácio” é capaz de muitos mais equívocos e quem viver verá. A senhora continuará sendo a VARIANTE DE PRESTIGIO, fique tranquila! E jamais duvide o quanto sou sua defensora, o quanto me esforço para que quem comigo caminha compreenda-a e utilize-a quando tiver que se comunicar falando ou escrevendo. Mas reitero meu posicionamento: quem lhe defende como única só precisa ter ouvidos de ouvir e olhos de ver, não é? Que pena que não aprenderam, pra valer mesmo, aprender de apreender, de assimilar que a língua é de quem a usa e não de bolorentas gramáticas, não de arrogantes portadores de diplomas, ou de imortalidade duvidosa. Quero concluir minha prosa com a Senhora lembrando um lindo poema do imortal, ao meu coração, Solano Trindade “Senhora Gramática / perdoai os meus pecados gramaticais. / Se não perdoardes senhora / eu errarei mais.” Senhora Dona Norma Culta, despeço-me. Serei aprendiz sempre, pois continuarei errando no intuito de acertar. link para este texto:http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/2979142 http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=24584
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