CRÔNICAS

O DETETIVE DA PALAVRA

Em: 27 de Março de 2011 Visualizações: 10121
O DETETIVE DA PALAVRA

A universitária Valéria Silva, do Curso de Museologia, não esperou a aula terminar. Ali mesmo, na sala, diante de seus colegas, tirou um revólver da mochila e disparou um tiro certeiro nos cornos do professor de antropologia que caiu estrebuchando numa poça de sangue e saliva, sem largar o giz que segurava entre os dedos. “Ele falava demais” – ela disse ao reitor, a quem entregou a arma, ainda trêmula, as bochechas infladas, os olhos injetados, quase saltando das órbitas.

BALA CALA DOCENTE, berraram os jornais no dia seguinte, registrando depoimentos dos colegas de Valéria, que nunca escondeu seu ímpeto assassino, nem mesmo para os vizinhos do edifício em Botafogo onde mora: - “Um dia eu ainda mato esse ladrão de discurso, que sufoca a gente. Ele fala, fala, fala e não ouve ninguém. Não deixa aluno abrir a boca. Rouba a nossa voz, nos impõe um silêncio humilhante”. Colegas e vizinhos julgavam que era apenas uma forma exagerada de expressar seu descontentamento.

E era, porque nesse relato, onde quase tudo é verdade - personagens, ‘ameaças’ de morte e até o domicílio em Botafogo - o desenlace fatal não aconteceu (ainda?) porque Valéria, por enquanto, não mata nem mosquito da dengue. O crime só foi aqui encenado para mostrar como a mídia está se lixando para os eventos acadêmicos. Uma aula, por mais excepcional que seja, jamais será notícia, a não ser que uma aluna fique nua dentro da sala ou use mini-saia como aquela estudante que causou o maior tumulto em uma faculdade de São Bernardo do Campo (SP). Mas aí, a notícia não é a aula.

Acabo de assistir a um evento acadêmico nessa quinta-feira, numa sala de aula em Niterói (RJ). A Universidade Federal Fluminense (UFF) pariu mais uma doutora. Maria do Socorro Pereira Leal, professora da Universidade Federal de Roraima, defendeu tese de doutorado no Curso de Pós Graduação em Letras. Ela analisou a disputa de terras no Brasil, a partir dos discursos dos fazendeiros, dos políticos e dos índios no processo de demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol (RR), destacando a cobertura on line de três jornais: Folha de Boa Vista, Folha de São Paulo e O Globo.

Análise do discurso

A maioria dos leitores de jornal está mais ou menos familiarizada com a Geografia, a Sociologia, a História, a Economia, a Antropologia, a Biologia e outras ciências, mas são ainda poucos os que conhecem uma disciplina chamada Análise do Discurso (AD), desenvolvida inicialmente na França, mas que hoje circula em todo o mundo, incluindo várias universidades brasileiras. A AD faz com a fala o que o microscópio faz com a célula: mostra aquilo que é invisível a olho nu.

Para isso, criou algumas técnicas que disseca o discurso das pessoas, entendendo por discurso qualquer produção da linguagem, desde o noticiário da televisão, o artigo de jornal, uma carta, um bate-papo, uma fofoca, enfim tudo aquilo que as pessoas falam ou escrevem, o que dizem e até o que deixam de dizer.

O analista do discurso é uma espécie de detetive da palavra, que descobre o sentido oculto de um texto ou daquilo que ele silencia, avaliando como o discurso faz sentido e como mudam as referências das palavras. ‘Morna’ não significa o mesmo em ‘a mamadeira está morna’ e ‘a cerveja está morna’. No primeiro caso alerta que o bebê pode beber, no segundo que o bebum não pode beber.

A tese de Socorro Leal, intitulada “Índios & brasileiros: posse da terra Brasilis nos discursos jornalístico on line, político e indígena” discute justamente os sentidos que os fazendeiros, os políticos e os índios dão a algumas palavras-símbolo como Lei, Nação, Família, Desenvolvimento, que aparentemente são auto-explicativas, mas que designam conceitos abstratos, cujo uso abusivo e estereotipado produz significados indeterminados.

A pesquisadora parte do princípio de que a língua está encharcada de história, de ideologia e mantém relação com o inconsciente. Seu fio condutor é a lei que reconhece como propriedade da União as terras onde vivem tradicionalmente os índios, garantindo a eles a posse e o usufruto permanente delas.

Por que se demarca a terra para os índios em vez de se demarcar para os outros, os não índios? Para responder essa pergunta, a autora começa analisando as manchetes sobre a homologação da Raposa Serra do Sol. Os títulos dos jornais estão direcionados a criar um consenso, tecendo uma unanimidade ao considerar a medida como uma “agressão à família roraimense”, “um obstáculo ao desenvolvimento do país” e “um atentado contra a nação brasileira, cuja soberania corre perigo”.

A menção à soberania nacional é retomada do discurso de certos setores militares, que consideram a demarcação das terras indígenas como “a criação de nações dentro de outra nação”. Este discurso acusatório exclui os índios da brasilidade e omite qualquer referência à legalidade constitucional que reconhece os direitos dos índios.

Na contramão,“há um silenciamento imposto aos índios, o direito à palavra e à voz lhes é negado”, suas declarações não são registradas no discurso jornalístico, não são entrevistados para defender o que pensam e abrir o contraditório. Nenhuma manchete foi encontrada, apontando a importância do reconhecimento dos direitos índios para o Brasil. Ao invés disso, diz-se da ‘ilegalidade’, dos ‘prejuízos’ e dos ‘efeitos péssimos para a agricultura’ que são causados pela demarcação. O argumento que levanta não só exclui as atividades da lavoura indígena como legítimas, mas as qualifica como danosas aos ‘interesses nacionais’.

A autora mostra como até mesmo as manchetes soltas, sem relação com a disputa pelas terras, projetam um discurso nacionalistóide: “o Brasil é dos brasileiros”. A tese de que “os índios não são brasileiros” vem justificar o princípio econômico de que a terra é uma mercadoria, cuja propriedade é caracterizada pela aquisição. Quem não compra,  não pode tê-la.

Sem família

A pesquisadora questiona ainda o funcionamento de um termo como ‘família’, recorrente nas manchetes dos jornais no episódio da homologação da Raposa Serra do Sol. Os sentidos evocados apelam para valores morais e políticos que em princípio, fazem parte do repertório de qualquer leitor.

Esses sentidos de família se atualizam no contexto da expulsão determinada pela Justiça daqueles que ocuparam ilegalmente as terras indígenas. Assim, os títulos dos jornais constroem uma relação exclusiva entre esse termo e a brasilidade: “as famílias de brasileiros não têm onde morar”, “cerca de 300 famílias terão que deixar a terra” ou “senador afirma que instituições não podem expulsar famílias da reserva”.

Não há uma única manchete que anuncie como as ‘famílias’ indígenas foram beneficiadas – escreve Socorro Leal, esclarecendo que isso não pode ser explicado como simples coincidência do dizer.

De que ‘família’ se diz, quando se anuncia a terra sendo disputada entre índios e brasileiros? Quais as implicações de o jornalismo poder apontar sentidos de forma que os índios ficam fora da ‘família’?  – indaga a autora. Não há nada que aponte para outra forma de organização. O núcleo de organização social mínimo dos índios é qualificado como fora da norma, não constituindo uma família. Um dos principais efeitos de sentidos é o peso negativo dessa exclusão para os índios. 

O conceito de ‘desenvolvimento’ e como ele vai sendo discursivamente construído também tem um lugar de destaque. A tese analisa os sentidos que o termo adquire nos documentos dos fazendeiros e dos políticos, que vêem no reconhecimento dos direitos indígenas por parte do Governo Federal um “obstáculo de ordem legal, administrativa e política”, ou ainda “óbices e entraves” ao desenvolvimento definido como produção de riquezas e geração de renda. A relação deste discurso como meio ambiente, quando aparece nos documentos dos políticos e dos arrozeiros, esvazia e despolitiza a reivindicação dos índios.

A voz dos índios

A tese procura, finalmente, analisar o discurso dos índios, que apresenta diversas formas de resistência ao discurso SOBRE os índios. Para isso, a pesquisadora trabalha com as cartas aprovadas no final de cada Assembleia dos Povos Indígenas de Roraima, realizadas entre 2003 e 2010, e endereçadas às autoridades brasileiras. O processo de autoria coletiva desses documentos começa nas assembleias que se prolongam por um mínimo de quatro dias e contam com a participação de setecentos índios em média.

A partir de 2005, o vocábulo ‘desenvolvimento’ - diz Socorro Leal – passou a integrar o léxico das cartas indígenas analisadas, mas elas explicitam outro sentido, como no discurso de Davi Yanomami, que faz uma crítica contundente aos projetos econômicos do Estado e uma defesa do etnodesenvolvimento:

“A terra floresta só pode morrer se for destruída pelos brancos. Então, os riachos sumirão, a terra ficará friável, as árvores secarão e as pedras das montanhas racharão com o calor. Os espíritos xapiripé que moram nas serras e ficam brincando na floresta acabarão fugindo. Seus pais, os xamãs, não poderão mais deter as fumaças-epidemias e os seres maléficos que nos adoecem. Assim todos morrerão”.

Historicamente, os índios têm uma presença física no Estado, mas estão fora de suas fronteiras discursivas, apagados como cidadãos. Eles permaneceram mudos, com uma cidadania surda, incompleta e até mesmo impossibilitada, sem direito lingüístico de resposta.

“Em nossa sociedade, os índios ou quaisquer outros que falem uma língua que não a portuguesa não existem no Brasil enquanto seres falantes” – escreve Socorro, apoiada em Eduardo Guimarães que estudou o processo de constituição da língua nacional no Brasil. É que depois da Constituição de 1988, o Estado até que reconhece a existência das línguas indígenas, mas lá, dentro das aldeias. O Estado só escuta se eles falarem português, até mesmo para entrar com um processo na justiça, reivindicando seus direitos.

“O silêncio do mundo indígena, sem dúvida alguma, é um dos maiores dramas da humanidade” diz a autora, citando Le Clézio. Esse silêncio começa, agora, a ser rompido. A tese de Socorro Leal nos ajuda a entender o que está nas entrelinhas dos diferentes discursos e contribui para o conhecimento do Brasil contemporâneo.

P.S. - A tese da professora Socorro Leal, orientada pela doutora Bethania Mariani, trabalha com ferramentas criadas por Michel Pêcheux, na França, e Eni Orlandi, no Brasil. Ela foi aprovada com a nota máxima pela banca examinadora composta pelos doutores Bethania Mariani (orientadora), Belmira Magalhães, Daniel Nascimento Silva, Silvia Maria de Sousa e esse locutor que vos fala.
Maria do Socorro Pereira Leal: Índios & brasileiros: posse da terra Brasilis nos discursos jornalistico online, político e indígena. UFF - PÓS EM LETRAS Niterói RJ. 2011. Tese orientada pela  doutora Bethania Mariani.

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28 Comentário(s)

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Sergio N Macedo comentou:
29/02/2012
Tudo isso me faz lembrar de um belo samba enredo que em parte dizia -"Kararaô, o grito forte do índio ecoou..Kararaô, a natureza inteira despertou". Viva nossos irmãos indíginas.
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sergio n macedo comentou:
29/02/2012
Bela e rica crônica, me faz lembrar de um belo samba-enredo em homenagem a Chico Mendes -" Kararaô, o grito forte do Índio ecoou....a natureza inteira despertou."
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JOSIELE SILVA comentou:
23/10/2011
Fiquei encantada em saber dessa disciplina, gostaria de ler a tese na íntegra, onde encontro? Obrigada!! Abraços!! Josi
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ngqcxfmfyin comentou:
15/08/2011
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dynzzkkxdco comentou:
22/06/2011
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Francisco José Vênere (Blog da Amazonia) comentou:
03/04/2011
Nunca em toda minha vida de 61 anos, depois de morar em Rondônia, Amazonas e Roraima, li algo tão coerente e tão verdadeiro a respeito de como nossos irmãos índios são massacrados, culturalmente e , no sentido exato da palavra.Conhecendo a realidade de Rondônia e Roraima com relação ao tratamento dado aos índios, sentia nojo ao ler os notíciários
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Romulo Pinto Andrade (1) comentou:
02/04/2011
Olá professor, gosto de seus textos e do livro Rio Babel. Ontem estive na aula inaugural do mestrado em sustentabilidade junto a povos e terras indígenas, promovido pelo CDS da UnB e coordenado pelo Othon Leonardos. A aula foi um diálogo entre o Carlos Brandão e Davi Yanomami em torno da Alma do mundo. Uma vitória importante será esse reconhecimento do valor da cultura e visão de mundo indígena por parte das universidades.
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Romulo Pinto Andrade (2) comentou:
02/04/2011
Segundo Brandão, o próprio Lévi-Strauss fez essa ressalva ao ser indagado sobre um repensar da constituição francesa: que seria importante incluir na carta uma atitude de respeito por todos os seres vivos.
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romulo pintoandrade comentou:
02/04/2011
Olá professor, gosto de seus textos e do livro Rio Babel. Ontem estive na aula inaugural do mestrado em sustentabilidade junto a povos e terras indígenas, promovido pelo CDS da UnB e coordenado pelo Othon Leonardos. A aula foi um diálogo entre o Carlos Brandão e Davi Yanomami em torno da Alma do mundo. Uma vitória importante será esse reconhecimento do valor da cultura e visão de mundo indígena por parte das universidades. Segundo o Brandão o próprio Lévi-Strauss fez essa ressalva ao ser indagad
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Ana comentou:
31/03/2011
A Maria do Socorro fez uma brilhante pesquisa!! Parabéns Bessa pela iniciativa de divulgá-la a todos que não estiveram presentes na defesa. Excelente crônica!!!
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Isabela Frade comentou:
31/03/2011
Bravo, Besa! Tratou de nos fazer perceber a anestesia mental da midia impicada no susto inicial - e de forma bem humorada, tocando em um desejo de libertação da nossa propria palavra (terriveis docentes que nao deixam pensar e falar e podem nos levar à loucura!), nos remete entao lá para bem longe, ate uma lingua que nao é nossa, em um outro pensar e sentir. Essa defesa pelo livre pensar /falar é tão importante quando do pedaço de terra RS. Viva! Adorei!
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Rosângela Mascarenhas da Costa Marques comentou:
30/03/2011
Realmente, a matéria é excelente, nos faz pensar o quanto carregamos a intolerância com aquilo que é diferente, principalmente quando é fruto de uma visão "estreita", com o único objetivo de perpetuar a exclusão social. Muito interessante essa fala:"(...) O analista do discurso é uma espécie de detetive da palavra(...)" Muita paz!
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Cris Amaral comentou:
30/03/2011
Querido Prof. Bessa essa frase: "O silêncio do mundo indígena, sem dúvida alguma, é um dos maiores dramas da humanidade”, me fez pensar e de certa forma me senti sem voz...Carinhos
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Joana Bahia comentou:
29/03/2011
Voce é muito criativo e talvez pudesse também usar outros meios além da internet para fazer esse tipo de crônica. A cronica mixto de analise de tese é muito interessante e faz uma divulgação de um trabalho que quase sempre não aparece. bjs de Lisboa, Portugal (um país "à rasca").
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Vera Dodebei comentou:
28/03/2011
Excelente Bessa! Gostei da idéia da Regina sobre as crônicas de nossas boas teses. Precisamos mesmo divulgar a produção acadêmica que fica engavetada a espera de recursos para publicação em papel ou nos repositórios digitais das universidades, tecnologia que ainda engatinha na universidade brasileira.
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Neusa Ramalho Silvério (1) comentou:
28/03/2011
Em primeiro lugar quero agradecer esta crônica: lúcida e instigante. Este é o discurso que precisamos e queremos, no lugar destas manchetes sensacionalistas que encobrem a verdadeira vida do nosso povo e, principalmente dos nossos irmãos indígenas. A lingua é carregada de significados ideológicos e, como tal , sempre esteve a serviço dos que detinham o poder econômico. Estamos, por isto mesmo, ainda bastante distantes de um auto-conhecimento em relação a nossa brasilidade.
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Neusa Ramalho Silvério (2) comentou:
28/03/2011
O discurso dos nossos indios, bem como do nosso matuto-roceiro e, até mesmo dos nossos negros e mulatos, ao ser resgatado na lingua oficial, trará para o nosso conhecimento, novo entendimento de valores embutidos em seu viver e, por nós desconhecidos. Desnecessário dizer que, esta prática de educação e convívio em tudo nos enriqueceria, abrindo para todos, horizontes mais amplos e fecundos.
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Neusa Ramalho Silvério comentou:
28/03/2011
Em primeiro lugar quero agradecer por ter recebido esta crônica: lúcida e instigante. Este é o discurso que precisamos e queremos, no lugar destas manchetes sensacionalistas que encobrem a verdadeira vida do nosso povo e, principalmente do nossos irmãos indígenas. A lingua é carregada de significados ideológicos e, como tal , sempre esteve a serviço dos que detinham o poder econômico. Estamos, por isto mesmo ,ainda bastante distantes de um auto-conhecimento em relação a nossa brasilidade.O disc
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Mary comentou:
28/03/2011
A primeira frase me fez rir horrores imaginando a Valéria enfim descontroladamente agressiva. Rsrsrsrs! Bom saber desse trabalho, realmente relevante e necessário.
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Renata Daflon comentou:
28/03/2011
Que bom que temos o seu blog para noticiar essa tese, afinal ela dificilmente chegaria à midia de massa! Teses defendidas por indígenas então, nem pensar. Só vejo aqui no seu blog mesmo...Como aquela emocionante defesa na aldeia...Tenho visto cada vez mais que os sites indígenas são um importantíssimo instrumento para barrar o silêncio do mundo indígena, mas acho que a sociedade em geral ainda desconhece a internet indígena...Talvez seja um movimento lento que vai ganhando força a medida em que
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Romulo Pintoandrade comentou:
28/03/2011
Olá professor, gosto de seus textos e do livro Rio Babel. Ontem estive na aula inaugural do mestrado em sustentabilidade junto a povos e terras indígenas, promovido pelo CDS da UnB e coordenado pelo Othon. A aula foi um diálogo entre o Carlos Brandão e Davi Yanomami em torno da Alma do mundo. abraço.
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Cristiele comentou:
28/03/2011
Aqui temos mais uma prova ( e científica) de que o discurso existe e permanece nos documentos...para os "brancos"! Os povos indígenas estão organizados, sabem dos seus direitos e lutam pelo reconhecimento... e nós ( os brancos,os "fog") é que precisamos descortinar o véu terrível da ignorancia e da ganancia capitalista...para vê-los!!! A tese precisa ser divulgada!!! Parabéns!
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Evelyn Orrico comentou:
28/03/2011
Bessa lá vem a Regina inventando mais trabalho, né? Êta moça criativa!!! Mas é bom; achei a ideia ótima. P'ra minha pesquisa em divulgação científica viria mesmo a calhar. Topas?
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Marcos Aguiar comentou:
28/03/2011
Bessa, paz e bem. Muito instigante e interessante este texto....
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Regina Abreu comentou:
27/03/2011
Bacana, Bessa! Acho q vc está criando um novo gênero de texto q deveriam ser estimulados nos meios acadêmicos: as resenhas de teses, principalmente das boas teses. Isto poderia tb se tornar um programa de TV. Pq não fazemos um programa de resenhas audiovisuais sobre o q de bom está sendo produzido nas Universidades no nosso Laboratório de Memória e Imagem do PPGMS na UNIRIO? abs
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VANIA TADROS comentou:
27/03/2011
EU SEMPRE GOSTEI DE ANÁLISE DE DISCURSOS E COMPARAR O SENTIDO DE CONCEITOS CHAVES EM VÁRIOS MOMENTOS HISTÓRICOS, PARA DIFERENTES CLASSES SOCIAIS, PARA NAÇÕES DISTINTAS. "DESENVOLVIMENTO" É O MAIS UTILIZADO QUANDO SE QUER MANIPULAR OS CONSIDERADOS SUBALTERNOS. TESES COMO A DA PROF SOCORRO TEM O GRANDE MÉRITO DE PROPICIAR AOS ÍNDIOS UM CONTRA-DISCURSO EFICAZ.
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Evelyn Orrico comentou:
27/03/2011
Parabéns, Bessa, mais uma vez pela clareza e pertinência de seus comentários. Gostaria muito de ler a tese. abraços
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Andrea Sales comentou:
27/03/2011
É graças a História a contrapelo revelada por esta tese que os povos indígenas encontram caminhos para se libertarem do silenciamento que em pleno 2011 ainda lhes é imposto.Parabéns para nova Doutora e ao professor Bessa pelo texto. E infiro que conheço a inspiração dos detalhes iniciais. Abraços excelentes dias a tod@s.
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