CRÔNICAS

TE MANDO UM PASSARINHO

Em: 27 de Junho de 2010
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Na região do Rio Negro, no Amazonas, as mulheres acordam bem cedinho e vão pra roça buscar mandioca pra fazer o beiju nosso de cada dia. No caminho, às vezes, encontram um boêmio que está voltando da farra, requebrando seu rabo comprido, peludo e enfeitado. É o quatipuru, um mamífero roedor, primo-irmão do caxinguelê, que passa a noite toda na esbórnia. Ele tem hábitos noturnos. Gosta das baladas da náite.
 

Depois de cada noitada de orgia, o quatipuru, cansado, passa o dia inteirinho dormindo. Por isso, ficou com fama de dorminhoco, a tal ponto que quando morre uma pessoa, logo que o corpo apodrece, a alma do dito cujo, que vai dormir o sono eterno, sobe ao céu em forma de quatipuru. Ele é, indiscutivelmente, o dono do sono. Era a ele que as mulheres da Amazônia se dirigiam, quando embalavam seus filhos na rede, cantando uma canção de ninar em nheengatu – a língua geral dos amazonenses – na qual pediam:

- Acutipuru ipurú nerupecê / Cimitanga-miri uquerê uaruma

 A tradução ao português dessa canção de ninar foi feita pelo cônego Francisco Bernardino de Souza, que em 1873 publicou um livro com a letra, mas não nos deixou nenhuma partitura com a representação da música. As mães que embalavam seus filhos pediam mais ou menos isso:

- Acutipuru, me empresta o teu sono, que eu quero fazer meu filho dormir.

Pára-tudo

Escrevo sobre o quatipuru, porque na hora do jogo Brasil x Portugal fiquei falando sobre ele, mas meu pensamento estava na África do Sul. É que naquele momento, eu dava uma conferência na Biblioteca Nacional de Bogotá, contando histórias sobre o quatipuru, passarinhos, borboletas e outros bichos. Podes crer, bicho! Não vi o jogo.

Na hora do jogo, eu conversava num enorme auditório com cerca de 800 bibliotecários e bibliotecárias provenientes de todas as regiões da Colômbia, que participavam do II Congresso Nacional de Bibliotecas. O evento foi encerrado na sexta-feira com meu papo sobre o livro “Te mandei um passarinho”, que ainda não foi publicado, e que recolhe textos e ilustrações de índios de mais de trinta etnias. Os autores são, portanto, somente índios escritores e artistas plásticos, mas quem organizou o livro fomos nós, apaixonados por essa literatura: Nietta Monte, Ira Maciel, Nubia Melhem e eu.

O título do livro nós pedimos emprestado a José Vieira Couto de Magalhães, um mineiro rico, filho de fazendeiros, que foi presidente da Província do Pará (1864-1865), onde aprendeu a falar o Nheengatu, língua ainda amplamente disseminada naquela época por toda a Amazônia. Escreveu – ‘O Selvagem’ – que foi traduzido e editado em várias línguas: francês, inglês, alemão e italiano.

Couto de Magalhães recolheu a literatura oral indígena na Amazônia e no Mato Grosso. Um dia, viajando pelo rio a bordo de uma embarcação a vapor, ele descansava no passadiço e ficou ouvindo a conversa dos tripulantes do barco. Entre eles havia um índio Kadiwéu, apelidado de ‘Pára-tudo’, que era um puta contador de histórias.

-Foi esta a primeira vez que minha atenção foi despertada para os mitos nacionais, escreveu Couto de Magalhães, que aprendeu o Nheengatu só para poder entender essas histórias. Depois, no Tocantins, encontrou o cacique Anambé, que lhe contou o mito de Ceiuci – “uma espécie de fada indígena, uma velha gulosa que vivia perseguida pela fome”.

Registrou ainda uma canção recolhida no Pará em 1865, quando ainda era cantada com muita frequência. Trata-se de um texto bilíngue português-nheengatu, no qual ambas línguas convivem sem o predomínio de uma sobre a outra.

- Te mandei um passarinho / Patuá miri pupé / pintandinho de amarelo / iporanga ne iaué.

Na época, como no Amazonas todo mundo falava português e nheengatu, todo mundo entendia a letra. Mas agora nós estamos apresentando o livro pra neo-leitores, pessoas recém-alfabetizadas em programas de Educação de Jovens e Adultos, que não conhecem a língua geral. Portanto, nesse contexto, numa publicação destinar a circular no Brasil, era necessário traduzir ao português os versos escritos em nheengatu, o que fizemos recorrendo à versão de autoria não identificada, que ficou assim:

- Te mandei um passarinho / dentro de uma gaiolinha / pintadinho de amarelo / e bonito como você.

 

Gaiola ou cesto?

O tradutor anônimo, que usou “gaiolinha” como equivalente a “patuá mirim”, parece ter entendido que a forma mais apropriada de presentear alguém com um passarinho era aprisioná-lo dentro de uma gaiola para evitar sua fuga. Afinal, a cultura regional urbana naturalizou a gaiola como o lugar de pássaros que vivem em espaços domésticos.

No entanto, não é o que os índios guarani pensam e praticam. Essa tradução, submetida a um teste de recepção com professores bilíngues guarani do Curso de Formação Docente de vários estados do Sul e Sudeste do Brasil, que são meus alunos, causou entre eles uma visível sensação de desconforto. A discussão se deu em torno do verso “dentro de uma gaiolinha”, particularmente com relação à palavra 'gaiolinha’. A reação foi unânime. Eles rejeitaram essa tradução.

Um professor guarani sintetizou o pensamento de todos: “Está errado. O que é que os leitores vão pensar de nós? Que somos malvados e aprisionamos pássaros? Nós não fazemos isso”. O grupo analisou o texto, viu que se tratava de uma “tradução”, entendeu que o original está escrito em Língua Geral da Amazônia, cuja base é o tupinambá antigo – língua aparentada ao guarani - mas propôs outra palavra para traduzir essa expressão: – “Por que não colocamos o passarinho numa cestinha?"

Aceitamos a proposta. Colocamos o passarinho na cestinha, embora conscientes de que o guarani é outra língua, diferente do nheengatu, e de que os índios proponentes desconhecem a região amazônica, lugar de produção dos versos. Conferimos no Stradelli, um italiano que fez um dicionário Português x Nheengatu, Nheengatu x Português (1929) e ele confirma que “patauá” significa efetivamente “cestinha”. A versão final do livro proposto ao MEC foi, então, modificada, e ficou assim:

- “Te mandei um passarinho / dentro de uma cestinha / pintadinho de amarelo e bonito como você”.

O responsável pela coleta, Couto de Magalhães, maravilhado com as histórias “originais e belas” dos índios, fala delas como um “verdadeiro colar de pedras finas, tanto pelo espírito e animação do enredo, como pelo laconismo, sobriedade das cenas e clareza”. Ele não hesita em situá-las dentro do quadro da literatura universal, dizendo que elas estão no mesmo nível que as fábulas de Esopo, Fedro e La Fontaine.

Os moradores de Soure, no Pará, também ficaram maravilhados. Fomos lá, em 2008, fazer um teste de recepção do livro, a convite da minha amiga, a pajé Zeneida Lima, que organiza a Jornada Cultural da Ilha do Marajó. Apresentei os versos em nheengatu coletados por dois naturalistas alemães Spix e Martius, em março de 1820, no rio Urariuá, afluente do Madeira, que dizem:

- Nitio xá potar cunhang / Setuma sacai wáa / Curumú ce mama-mamane / Baia sacai majaué / Nitio xá potar cunhang / Sakiva-açu/ Curumú monto-montoque / Tiririca-tyva majaué.

Os participantes da Jornada Cultural se divertiram com a tradução ao português:

- Não gosto de mulher / de perna muito fina / Porque pode me enroscar / como cobra viperina. Não gosto de mulher / de cabelo alongado / Porque pode me cortar / como tiririca no roçado.

Um negão, porém, protestou:

- Desculpa, professor, com todo respeito, mas comigo não tem disso não. Traço mulher de perna fina, de perna grossa, de cabelo alongado e até careca. Esse cara que fez essa poesia devia ser boiola.

É isso aí, leitor. Tentei dar o meu recado aos colombianos. Parece que gostaram de ouvir essas histórias, porque queriam comprar o livro até hoje não editado pelo MEC. De qualquer forma, daqui de um hotel em Bogotá, de onde escrevo esse artigo, te mando também um passarinho, dentro de uma cestinha, esperando que a seleção brasileira, no próximo jogo, consiga enfiar vários gols na cestinha do time adversário.

P.S. - Ilustração da Agência Assaz Atroz. Foto de Altino Machado.
 

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34 Comentário(s)

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Marilza Foucher comentou:
05/07/2010
Fazer crônica satírica com o futebol é sempre aceitável num país onde o futebol é uma das expressões mais popular. Cada brasileiro é um técnico pra julgar se o time jogou bem. Resta saber se cada brasileiro, cidadão político, pode fazer a melhor escolha para garantir o futuro da nação sem retrocesso, sem marcar gol contra, indo pra frente ocupando espaços, criando correlação de forças para avançar até que o Brasil faça aquele gol de letra. Bessa tem muitas outras historias fantásticas pra contar
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Ana Maria (1) comentou:
04/07/2010
Não é somente o indiozinho em Manaus na praia de Ponta Negra(Rio Negro) que nega com veemência que não tem nada com índio, mas pessoas conhecidas e que não tem este alcance também negam.E sabe porque isto? Por que não trabalhamos - como devíamos - a formação étnica do povo brasileiro nas escolas.E só se ama o que se conhece e que bom que V.Sa está fazendo a cultura indígena chegar a uma parcela da população. E uma questão de auto-estima.
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Ana Maria (2) comentou:
04/07/2010
Às vezes, digo que sou índia aculturada. Ainda vou à minha cidade natal, pra recarregar energias junto a meus familiares, tenho ligação com a terra apesar de não ser agrônoma, defendo amigos como se fossem familiares; respeito os mais velhos pq me ensinaram e pq são pessoas que tem muito a nos ensinar (minha avó morou com nossa família até falecer aos 90 anos), os netos, nesta era cibernética, ainda fazem vídeo com depoimentos dos avós afim de passar estes valores para as gerações futuras.
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miranda comentou:
30/06/2010
Babá, tu é o orgulho da nossa geração formada na antiga escola de aparecida. tu és o kara.
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R. Nonato Souto comentou:
30/06/2010
Prof. Bessa, recebo suas cronicas pelo meu e-mail e guardo todos em uma pasta. Gostaria que o Sr. indicasse alguns livros sobre NHEENGATU, pois gostariade um dia falar assim: neh caricatu rupi ( não lembro se é assim que se escreve, mas a tradução seria - Fale comigo a lingua bela.
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nilton comentou:
30/06/2010
parabens pelo trabalho é de profissionais comprometidos como voce que com certeza as mudanças positivas para a educação tendem a acontecer
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Marysol Brigido comentou:
30/06/2010
É professor, na sexta-feira com certeza o sr vai ver o jogo. rsrsr... Parabéns pelo seu trabalho e, que o MEC publique logo esse livro maravilhoso dos índios. Um abraço.
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Lilian comentou:
30/06/2010
Soube da existência do teu site e corri pra ele agora cedo. Estou encantada e reconfortada em te reencontrar. O teu compromisso apaixonado e bem humorado com a cultura da tua Amazônia é estimulante, cura muito mais do que dor de cabeça, é energia criativa na veia. Não vou desgrudar mais do Taqui pra ti e repassá-lo para algumas pessoas que vão amá-lo.Meus parabéns pelo site: é a tua cara! Mais uma forma muito legal de você se comunicar e continuar cumprindo alegremente a bela missão que abraçou.
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Shirley Vilhalva (Blog da Amazonia) comentou:
29/06/2010
Parabéns aos nov@s escritor@s indigenas. Projeto Indio Surdo CAS/MS - CONADE - FENEIS -UFSC
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JOSUÉ FERREIRA comentou:
28/06/2010
Sr. Bessa, Como faço para obter seu livro?
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Beto Tadros comentou:
28/06/2010
Caro Amigo Babá, Esta lenda me fez voltar 35 anos da minha vida, pois lá pelos idos de 1975 uma senhora, chamada Isa de origem indígena, que foi criada pela saudosa tia Augustinha e pelo ilustre professor João Leda, servia-me a tarde um café delicioso, passado na hora no coardor de pano, aparado por um bule esmaltado azul, adoçado com leite condensado Moça e acompanhado de bolachas Papaguara com manteiga de lata comprada no Pagleve. Depois íamos para praça da Saudade, de frente para casa da tia
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Fátima Almeida comentou:
28/06/2010
Linda crônica! É muito bom conhecer pérolas como essa das culturas nativas, que elevam o indígena, revelando a beleza e a riqueza do seu imaginário. É particularmente bom saber disso por meio de uma forma literária tão bela como é o seu texto. que a
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Alíria Noronha comentou:
28/06/2010
Caro Ribamar, Meu amigo Júlio, percursionista do Raízes Caboclas, me citou um verso ouvido numa sala de aula de uma escola pública do interior do Amazonas, onde o Raízes desenvolvia um trabalho numa ocasião: "Tem um jaraquizinho no meu igarapezinho. No meu igarapezinho tem um jaraquizinho". Linda poesia cabocla, indígena, ribeirinha.
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Maria Quase India (1) comentou:
28/06/2010
Estou adorando conhecer etnias que estão no meu sangue e no meu físico. Sou mestiça. Acho que tenho sangue indígena. Tenho quadris largos; braços e pernas finas; defendo meus amigos como se fossem meus irmãos, tenho dificuldade de desculpar deslealdade, e é muito forte esta relação de fraternidade. Em 1995, cheguei a Manaus com um grupo, fomos a Ponta Negra - onde estava havendo um show. Lá encontramos um garoto vendendo salgadinho feito de banana da região - parece batatinha fritas...
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Maria Quase Índia (2) comentou:
28/06/2010
...fritas... no grupo havia uma gaucha e um descendente de polonês. Conversamos com o menino pra saber mais sobre ele - pra saber se era filho de indios. Nós encantados com a cultura e ele disse: "não, eu não sou filho de indio". Tiramos foto.Voltamos pra Brasilia. Isso era 1995. Em 1997, sabemos o que aconteceu na W3 norte. Por isso fico encantada com o povo pernambucano; Vá a um carnaval em Pernambuco pra você ver o que reverencia as tres etnias que formam que formaram o povo pernambucano.
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Elizete Beatriz Azambuja comentou:
28/06/2010
Oi, Professor José Bessa! Linda crônica! aliás, todas as suas crônicas q li, me encantaram. Vc tem o dom de escrever de forma inteligente, sensível, maravilhosa... Me apaixonei por suas reflexões na primeira vez em q, como uma bênção Divina, como um presente dos/as deuses/as, li um texto seu, apresentado pela Professora Judite Gonçalves de Albuquerque. Ela, grande figura, também maravilhosa como vc, assessora, coordena, trabalha em cursos de formação de professores de diferentes etnias... Esper
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Hagá Romeu Pinto comentou:
28/06/2010
Prezado professor, manda esse passarinho aos nossos políticos, mas sem a cestinha pois eles podem usar para oferecer “panetones” ou “merenda escolar”. Faz melhor, manda um pintinho encima de um saquinho. Bessa, a dúvida continua: devemos votar na situação e eleger um ser desprovido de inteligência como o “Omau Aziz”? Ou devemos votar na “oposição” e eleger o Cabo Pereira (agora com o Serafa, pode?)? Me tortura, chuta meu saco que eu aguento. Já um cenário desse, me mata!
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Hagá Romeu Pinto comentou:
28/06/2010
Prezado professor, manda esse passarinho aos nossos políticos, mas sem a cestinha pois eles podem usar para oferecer “panetones” ou “merenda escolar”. Bessa, a dúvida continua: devemos votar na situação e eleger um ser desprovido de inteligência como o “Omau Aziz”? Ou devemos votar na “oposição” e eleger o Cabo Pereira (agora com o Serafa, pode?)? Me tortura, chuta meu saco que eu aguento. Já um cenário desse, me mata!
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Grécia comentou:
28/06/2010
Na tradução de qualquer idioma para o português, deve-se realmente ter o cuidado para não distorcer o verdadeiro sentido do que o autor queria dizer. E a explicação sobre o livro Te mandei um passarinho, foi interessante a visão do índio sobre a liberdade do passarinho. Que jamais um índio daria de presente um pássaro na gaiola!
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Judite comentou:
28/06/2010
Em 28/06/2010 Oi Bessa, Bonito por demais! A sensibilidade de vocês organizadores da coletânea, o cuidado em validar aspectos da tradução, a generosidade de disponiblizar o material. Se for possível fazer isso, antes mesmo da publicação (os tempos do MEC têm ootros parâmetros...) seria muito bom. Os Munduruku estão com três cursos de ensino médio integrado, no Pará/Tapajós: Agroecologia, Educação Escolar e Enfermagem. Esse gesto, pode gerar outras coletâneas semelhantes. De qualquer maneira
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Ana comentou:
28/06/2010
Acho muito bom que tenha alguém escrevendo sobre a cultura indigena. E torço pra que este livro seja lido por muitos, pois temos muito que aprender com eles.
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Quase India comentou:
28/06/2010
Estou adorando conhecer um pouco desta etnis que tanto esta no meu sangue e no meu fisico. Sou mestica. Mas acho que tenho sangue indigena em maior percentagem. No fisico tenho os quadris largos; os braços e as pernas finas; defendo meus amigos como se fossem meus irmãos, tenho dificuldade de desculpar deslealdade, e quando se trata de meus irmãos consanguineos é muito forte esta relação de fraternidade. Em 1995, chegando a Manaus com um grupo em Trabalho fomos a Ponta Negra - onde estava hav
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Elvando de Souza Silva comentou:
27/06/2010
Professor Seus traballhos, me ajudaram na pratica de estágio Supervisionado II - Sobre cultura e currículo na EJA Obrigado
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Eliana Lima comentou:
27/06/2010
O senhor é otimo professor, só falta o MEC tomar vergonha e publicar o livro.
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JORGE DA SILVA comentou:
27/06/2010
É muito importante, literatura como essa que nos ajuda a entender a cultura indígena, sem duvida alguma é interessante.
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Ana comentou:
27/06/2010
Obrigada pelo passarinho recebi e adorei!! Sois um mágico das palavras e com teu belo texto você mostra um pouquinho da poesia, do lirismo dos indígenas. Maravilhoso!!!
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eliana comentou:
27/06/2010
o senhor é otimo professor, só falta o MEC tomar vergonha e publicar o livro.
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Wellington Soares - MARINGÁ-PR comentou:
27/06/2010
De vez em quando, Ribamar, vc. enriquece a história de nosso Brasil. Obrigado e parabéns por manter este site. Abraços fraernos.
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Aldair Oliveira de Andrade comentou:
27/06/2010
Maravilhoso.Pena que o "MEC"essa entidade, ainda nao baixou no terreiro da educaçao brasileira, pior ainda, o Chico já foi! E agora!
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maria aparecida dos santos comentou:
27/06/2010
Lindo professor! Como somos pobres em conhecimentos da cultura indígina. Gosto de tudo o que representa a nossa cultura. É "instintivo" já que não sou da área. Gostaria de saber mais de histórias como as contadas nesta crônica. Sua bibliografia, por favor!!!.
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Nane Rodrigues comentou:
27/06/2010
O lirismo de seu texto provocou em mim emoções que não consigo descrever. Especialmente hoje, num dia de intenso pessimismo em relação a esse mundo, você trouxe beleza e um pouco de conforto para minha alma. Quem sabe não vira esperança? Te mando um passarinho também.
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José Renato comentou:
27/06/2010
Como outras cronicas suas,é por sua maestria que podemos ler, ao mesmo tempo,cultura,críticas , histórias,folclore e mais e mais. Quero repetir o pedido da Ester Alves no primeiro comentário: podemos ter informações sobre livros em particular seus.
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Ester Alves comentou:
27/06/2010
Singelo e ao mesmo tempo grande. Gostaria de receber informações sobre livros que falam da mitologia indígena. Não sou da área cultural, sou só fã da cultura brasileira.
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Roberta Ferrari comentou:
27/06/2010