CRÔNICAS

Glória, uma santa do bairro

Em: 01 de Agosto de 2021 Visualizações: 4152
Glória, uma santa do bairro

...mi voluntad está conforme con la divina para todo, y consiento en mi morir”

(Jorge Manrique. Coplas por la muerte de su padre. 1476).

Minha irmã Glória faleceu no sábado (24) e nos deixou jururu. Quando contei sua vida ao meu amigo titiriteiro Euclides Coelho de Souza, ele tentou me reanimar com uma ideia luminosa:

- O Papa Francisco devia usar o seu “poder de chave” para canonizar essas santas de bairro, dispensando o trâmite burocrático prescrito no direito canônico. É mais aconchegante ser reverenciada na tua aldeia, onde todos te conhecem, do que ser cultuada no mundo inteiro por desconhecidos.

Mas a Igreja Católica, já faz muito tempo, reconhece pessoas denominadas de veneráveis, que são veneradas ali no lugar onde viveram. Se for comprovado um único milagre, elas passam a ser beata. Dois milagres e viram santa. Aliás, o bairro de Aparecida já tem uma por decreto papal: a venerável Serafina, freira, nascida Noeme Cinque (1913-1988), em Urucurituba (AM), moradora lá no Plano Inclinado, onde o bonde fazia a curva. Transferida para Altamira (PA), ficou conhecida como “Anjo da Transamazônica”. Foi minha professora de catecismo. Sou o único brasileiro a ter recebido puxão de orelha, bem merecido, de uma candidata à santa.

No entanto, para ser santa, santa mesmo, uma das duas condições se impõem: ou a Santa Sé comprova os dois milagres, ou então o Papa reconhece o sensus fidelis, isto é, o sentimento dos fiéis e, nesse caso, é o povo que canoniza em eleição direta, sem o voto impresso que se presta a fraudes. Suffragium Populi, vox Dei.

Se for assim, Maria da Glória Queiroz Nogueira, 90 anos, já é santa. Ela atende às duas condições. É santa do bairro, reconhecida pelos paroquianos nas missas de corpo presente na igreja de Aparecida, em Manaus, no domingo (25) e na de sétimo dia (30). Mas é santa também no quesito milagre. Só mesmo milagres permitiriam educar, num lar pobre, 19 filhos e filhas, uma falecida, os demais casados, vivos e com curso superior, que lhe deram 51 netos e 40 bisnetos, segundo o último Censo de julho de 2021 do IBGE, para uns o Instituto do Beco de Geografia e Estatística, para outros o Instituto Brígido-Glória Enamorados. Além disso, ela teve 16 irmãs e irmãos. É uma longa história que começa em 28 de dezembro de 1930.

Canto de Glória

Nascida na terra dos índios Mura, às margens do lago Caapiranga (AM), no Solimões, Glória ficou órfã de mãe aos cinco anos e logo depois de pai, quando foi adotada por sua prima Elisa, mãe deste locutor que vos fala, que nem nascido era. Quando abri os olhos, Glória já estava lá me esperando, ninou e acalentou minha infância. De lá saiu para se casar com o alfaiate Brígido Nogueira, mas nunca nos deixou. Seis dias antes de morrer, enviou uma mensagem para celebrar meu aniversário e gravou uma música com a voz ainda firme:

- Meu menino, te carreguei no colo, te embalei, cantei e te fiz dormir.

Cada vez que ouço esse canto de Glória – foram inúmeras vezes -   sinto tremuras e palpitações de bezerro desmamado, como se sua morte me deixasse em um buritizal sem água. Ela, tão cedo órfã, foi mãe de tantos outros e não apenas daquela multidão contabilizada pelo IBGE.

Dois dias depois de sua morte, Glória celebraria 70 anos de união matrimonial, a metade desse tempo como viúva, quando atravessou o Brasil de ponta a ponta e viajou por 42 países da Europa, Ásia e América, sempre em visita à prole que fez pós-graduação em universidades brasileiras e no exterior. Desta forma, conheceu gregos e baianos e tirou lições de vida com aquela sabedoria do avô de José Saramago:  

- “O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler e nem escrever” – disse o escritor em discurso, quando recebeu o Nobel da Literatura.

Sabedoria

Glória, dona de inteligência penetrante, estudou até o quarto ano primário, mas esbanjava sabedoria, sensatez, capacidade argumentativa e, sobretudo, integridade e profundo senso de justiça. Convencia e arrastava o interlocutor, com um raciocínio lógico consistente, carregado de beleza e de fina sensibilidade. Passou alguns dias comigo em Niterói. Visitamos o Museu de Arte Contemporânea projetado por Niemeyer. Ao ver aquele “disco voador” levitando sobre um espelho d´água, fez comentários tão originais sobre o uso da água como ornamento, que me deixou de queixo caído.

Era uma grande contadora de histórias. Sabia conversar, mantendo seus olhos vivos e sorridentes, quando trazia claras lições do Evangelho. Mas a boa nova que anunciava não era a partir de Cafarnaum, de Betsaida e nem do lago Tiberíades. O cenário era o Beco da Indústria, o igarapé de São Vicente, parábolas locais protagonizadas não por samaritanos, fariseus e saduceus, mas por vizinhos, netos, irmãs, filhos, genros, noras, que reforçavam princípios de justiça, solidariedade, honestidade, fé e as relações de amor, amizade e amparo aos desvalidos, aos que sofrem.

O livro “80 anos de lutas, conquistas e Glória”, que ela escreveu e eu prefaciei, começa com uma declaração de amor a Brígido Nogueira e prossegue com poesias de sua autoria, retalhos de memória e valores éticos, defendidos não apenas por palavras. Todas as terças-feiras, numa grande mesa de seu quintal, ela oferecia discretamente, sem alarde, um almoço para 30 a 40 meninos que trabalhavam fazendo carreto na feirinha de Aparecida. Ela atualizava o Evangelho.

Humor

Aliás, sua relação com a modernidade é outro capítulo. Em meados de 2017, em conversa por telefone, me disse: “Te envio mensagem pelo WhatsApp”. Confesso que até então eu havia resistido a aderir a tal geringonça, para horror dos meus amigos. Por causa dela, tomei aulas particulares com minha filha e passei a zapzapear.

Sua neta Neyla a visitou na véspera do aniversário de 80 anos:

- “Minha avó nunca usou adornos, batom, maquiagem, mas quando fui almoçar com ela tomei um susto: a ‘velhinha’ tinha acabado de furar a orelha. Manifestei surpresa, ela respondeu que a ocasião pedia. Já que não tinha tido festa de 15 anos, debutaria aos 80 anos e precisava estar à altura”. 

Glória nas alturas. Curou meu medo do câncer com o qual convivo, o que é, aqui pra nós, um milagraço, em se tratando de um hipocondríaco. Um dia, apavorado com os resultados do meu exame de sangue e de densitometria óssea, antes de mostrá-lo ao médico, telefonei pra ela e gemi:

- Mana, a prova funcional hepática mostra que os níveis da bilirrubina total e da fosfatasse alcalina estão estratosféricos. Meus ossos estão se esfarelando.

Ela perguntou e eu confessei que nem sabia que diabo era bilirrubina.

- Então por que você está angustiado?  

- Por que é um nome, aqui pra nós, apavorante. Ainda por cima, os quatro evangelistas fazem um silêncio estrondoso sobre densitometria óssea e não mencionam sequer uma vez a bilirrubina, não existe nenhum milagre de Jesus baixando o nível da bilirrubina.

- Estou rezando diariamente por tua saúde – ela disse.

Suas palavras me trouxeram paz e me animaram a sair pra porrada com a "bilirrubina", a "fosfatasse", a "osteoporose" e com quem mais se meter a besta.

Passaporte e visto

Faz alguns meses, ela desmaiou com dores insuportáveis e foi de ambulância para o hospital. Eram as sequelas da covid: coração e pulmões afetados e água na pleura. Passou 12 dias na UTI, mas passou a rasteira no coronavírus e na política genocida do governo. Saiu do hospital e acalmou os entes queridos assustados:

- Calma, a viagem não é agora, o passaporte já tenho, mas ainda não tirei o visto.  

No sábado (26), com o visto na mão carimbado por São Pedro, chamou todos os filhos e avisou que estava partindo, "consintiendo en su morir". Despediu-se de cada um, lúcida e serena, fechou os olhos e viajou em paz. Meu coração luterano, com um distanciamento crítico em relação aos mais de quatro mil santos da Igreja Católica, enaltece esse ser especial que foi a Glória. Em verdade em verdade vos digo: o que dói não é sua morte, condição de tudo o que está vivo, mas a interrupção de uma interlocução afetiva e cheia de sabedoria. Não poderemos mais ouvi-la, a não ser em gravações:

- Meu menino, te carreguei no colo, te embalei, cantei e te fiz dormir.

Resta um consolo. Comentei com a antropóloga Martha Azevedo que a morte do nosso amigo comum, o jesuíta Bartomeu Meliá, era como se um pedacinho de cada um de nós tivesse sido sepultado com ele. Ela respondeu com a sabedoria dos Guarani:

-  Minha sensação é inversa. É como se ele tivesse se distribuído para todos nós e eu levo comigo uma parte dele.

Registro aqui os pedacinhos deixados pela Glória. Ela ria quando seus filhos diziam que a frase mais repetida por ela era: "Brígido, estou grávida",

 

Irmãos (16) quase todos vivos: Cleonice e Damiana (de pai e mãe), Alfredo e Elisa (por parte de pai), e, por parte de mãe adotiva: Regina, Helena, Ângela, Stella, Ribamar, Roberto, Ricardo, Aparecida, Celeste, Elisa, Domingos, Céu.

Filhos (19): Vicente, Ana, Geraldo, Fátima, Socorro (*), Aparecida, Cláudio, Thomaz, Eliza, Brígido Junior, Maria de Jesus, Glorinha, Mário, Deolinda, Hilário, Edneide, Piedade, Lúcia e Cristina.

Netos (51): Daniel, Juliana, Luciana e Isabela (grávida); Saulo, Aline e Edgard; Heloísa, Marcus e Daniela; Sandro e Sônia Beatriz; Neyla, Gisele, Ney Jr e Mateus; Lia, Maria Fernanda, João Paulo, Pedro, Rafaela; Mariana, Rebeca e Lucas; Maria Cecília; Brígido Neto e João Carlos; Eduardo, Bruno, Maria da Glória; Anne, Leonardo, Gabriel, Flávia, Rafhael; Débora, Renata (grávida) e Davi; Amanda (grávida), Miguel e Gabriel; André e Andrezza; Eduarda e João Pedro; Gabriela e Carolina; Yan; Jéssica, Carlos e Júlio.

Bisnetos (40) - Ana Júlia, Ben e Liz; Luiz, Paulo, Saulo, Ana e Renzo; Ema e Mia; Laura e Sandro; Stefane e Taiane; Melissa, Bianca, Maria Clara, Vitória e Heitor; Lorenzo, Marina e Lua; Sofia; Allana e Agnes; Guilherme, Vinicius, Maria Luísa, Mariah, Esther, Samuel, Davi e Maria Flor; Léa e Dan; Luísa e Luís, mais três no ventre materno, que escutarão as histórias da bisavó.

 

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64 Comentário(s)

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Maira Camargo comentou:
09/08/2021
Linda a crônica sobre Glória, uma senhora incrível!
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Irene Grether comentou:
09/08/2021
Que linda crônica! Me lembrei muito da minha querida sogra que também era dessas mulheres incríveis. E concordo, partem, deixam saudades, mas também deixam pedacinhos de amor e generosidade espalhados na gente.
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Selma Kupski comentou:
08/08/2021
Meus sentimentos professor pela Glória. Mulher guerreira, dona de sabedoria. Que família linda.
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HANS ALFRED TREIN comentou:
05/08/2021
Caro Bessa, muito bonita e adequada a tua homenagem à tua irmã, Glória, com esse dom de escrever com leveza até mesmo, entristecido com a perda. Meu coração luterano uniu-se ao teu na avaliação da santidade local. Aliás, apenas para constar: santo, em hebraico, significa separado, destacado. Pelo que descreveste, ela levou uma vida destacada em seu entorno. Fico com a sabedoria guarani e espero poder sentir o mesmo, quando nossa finitude mo impuser. Grande abraço, Hans
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Juliana Gonzalez comentou:
04/08/2021
Ohhh Bessa!! Meus sentimentos. Linda crônica para conhecer essa pessoa tão simpática. As fotos ajudaram a entender perfeitamente o que são 19 filhos e as consequências disso. É fato q a Glória foi uma mulher excepcional. Mandamos um abraço forte para você!!
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Rodrigo Wallace comentou:
03/08/2021
Sinta-se abraçado, professor! Meus sentimentos!
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Edvaldo Bezerra comentou:
02/08/2021
Sua crônica (mais uma vez muito bem escrita e gostosa de ser lida!) já está postada no nosso grupo. Muito obrigado por escrever coisas tão boas de se ler, Babá!
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Nonato Araujo comentou:
02/08/2021
Boa noite, meu primo e amigo. Você foi muito feliz ao descrever a vida da Glorinha. Amada por todos, realmente uma santa. Um grande abraço, Babá!
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Xoán Lagares comentou:
02/08/2021
É bom saber que a santidade e a sabedoria estão bem distribuídas, e em pessoas tão importantes como a sua irmã Glória. Um abraço forte, Bessa!
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Cristino Wapichana comentou:
02/08/2021
Lamentamos, amigo querido... Tempos terríveis... Receba nosso abraço, querido..
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Conceição Campos comentou:
02/08/2021
Ah, Bessa, que texto bonito. Sinto muito pela perda da Glória. Ao mesmo tempo penso: que coisa maravilhosa ter tido uma irmã assim. Um abraço forte pra você.
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Isabella Thiago de Mello comentou:
02/08/2021
Bessa querido, meus sentimentos à ti e à todos os teus pela partida da irmã Glória, a Beata...Além da família e amigos, muitos curumins ficarão órfãos, e até os teus leitores também. Pelo visto, tu tens muito dela em sabedoria e generosidade. É natural a dor da saudade que aos poucos fortalece a nossa fé. Jesus ressuscitou para nos garantir - comprovar - a eternidade do Espírito. Tu podes ter certeza que dona Glória está no Caminho de Luz de mãos dadas com seu Brígito, neste reencontro de almas., assim como era no Princípio,Agora e para Sempre...Amém.
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Gaucho Guille comentou:
01/08/2021
Emocionante Las santas de barrio sostienen el.mundo Abrazos y gracias por compartir tanta bondad
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Dinah Ribas Pinheiro comentou:
01/08/2021
Zé Bessa, me arrepiei dos pés à cabeça lendo a história da tua irmã Glória. Que texto brilhante e forte. Cheio de afeto. Que grande mulher! Também sou rezadeira e já te inclui na minha lista preferencial de pedidos aos santos curadores Cosme e Damião. Abraço carinhoso.
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Aluisio Braga comentou:
01/08/2021
Maravilha! Agradeça a ventura de ter convivido com ela tanto tempo. Deus a receba!
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Andrea Sales comentou:
01/08/2021
Nossos profundos sentimentos! Realmente ela e tantos outros que não estão mais conosco deixaram um pouco deles e delas em nós .
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Diário do Amazonas d24 comentou:
01/08/2021
Versão impressa publicada no Diário do Amazonas - https://d24am.com/politica/gloria-uma-santa-do-bairro/
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Serafim Correa comentou:
01/08/2021
Publicado no Blog do Sarafa - https://www.blogdosarafa.com.br/gloria-uma-santa-do-bairro/
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Combate - Racismo Ambiental comentou:
01/08/2021
Reproduzido no Blog Combate - Racismo Ambiental - https://racismoambiental.net.br/2021/08/01/gloria-uma-santa-do-bairro-por-jose-ribamar-bessa-freire/
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Juliette Moulin comentou:
01/08/2021
Mes condoléances Toutes mes amitiés
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Farney, Tourinho comentou:
01/08/2021
Professor, Gratidão! História Incrível de um Ser Humano Maravilhoso! Aspiro que ela esteja na Luz!
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José Carlos Levinho comentou:
01/08/2021
Aqui você nos deixa só com a emoção. É incrível como as suas palavras nos transmitem a sensação de alegria, nos revelando a Glória. Por outro lado, uma tristeza por sua partida. Um grande abraço.
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Juliana Lucinda Venturelli comentou:
01/08/2021
Bessa, uma das crônicas mais emocionantes. Quantos pedacinhos glória deixou por aqui. As imagens e os nomes das sementes que ela fez brotar nesse mundo !!!! Que história ! Meus sentimentos
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Tarcisio Lage comentou:
01/08/2021
Oi Bessa, meus pêsames! A gente já nasce com o carimbo da morte e vive um instantinho de nada nesse ínfimo planeta. Dia 30 eu emplaquei 80, Estou na contagem regressiva e o trágico é que todos nós estamos, no momento em que nascemos, condenados à extinção. Uns tem a bengala das crenças religiosas, outros, como eu, nem isso. O belo de sua crônica, em homenagem à sua irmã, é a ânsia de reafirmar a eternidade, de colocar diante de um pelotão de fuzilamento o tempo.
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Luciene Esteves da Silva comentou:
01/08/2021
Luciene Esteves da Silva Ô Mestre José Bessa , querido e melhor professor da vida! Sinto muito sua perda! Uma perda não só tua mas de todos que ela pôs no mundo e suas crias...Muitos se guiaram por Glória, pelo visto e pelo que eu li no Taquiprati. Não fique triste! Anime - se porque quem parte idoso, viveu uma vida longa. E quem parte novo, não teve a mesma oportunidade. Sabe lá Deus, porque! Segue adiante! Cada um de nós luta uma luta interna e pessoal e uma luta externa diante das paranóias do mundo moderno... Eu, particularmente, prefiro o mundo de Glória, simples e puro de coração. Interno e externamente. Gostaria de ter nascido em sua terra natal. A vida deve ser mais dura mas deve ser mais vivida. Bem vivida. A Glória que vive em mim (mesmo sem nunca tê - lá visto mas reconhecendo sua amplitude de ação na vida) saúda a Glória que vive em ti (porque o que fica da gente é o tipo de gente que a gente foi). Abraços fraternos e com muitas saudades!
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Eunice Dias de Paula (via FB) comentou:
01/08/2021
Sua irmã é realmente uma santa, como outras e outros que conhecemos. Nestes dias, faleceu a D. Cícera, uma pioneira da cidade de Santa Terezinha, MT. Um anjo que passou pela terra. Estas pessoas não precisam do reconhecimento oficial do Vaticano. O povo as reconhecem e veneram. Nossos sentimentos a você e a toda a família de D. Glória!
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Débora Reina comentou:
01/08/2021
Ô, Bessa, que tristeza, irmão... Nunca estaremos preparados pra isso... A irmã de Angélica Pimenta também partiu essa semana... Acredito que um dia nos reencontraremos...
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Celeste Correa comentou:
31/07/2021
Mano, conseguiste transbordar amor nesse Taquiprati. Essa era a nossa rainha, um evangelho vivo. Pois, como Jesus, ela também tantas vezes multiplicou pães e peixes e alimentou necessitados, mostrando o verdadeiro sentido da partilha, né. Com sua enorme sabedoria ela encantava com os seus ensinamentos.... Em várias situações difíceis os seus conselhos sábios conseguiram acalmar as nossas tempestades...Ela nos ensinou a viver e nos ensinou a amar E é esse exemplo de amor que ela nos deixou que a torna eterna. Sim, amar como ela amou é um grande exercício de imortalidade. De alguma forma, mesmo já não estando fisicamente conosco, a Glória continua a viver entre nós que aprendemos a ver o mundo através dos seus ensinamentos e do seu exemplo. Ela não morre jamais!
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Ana Lúcia Pardo comentou:
31/07/2021
Meus sentimentos Bessa, desejo força e proteção Glória está viva em sua crônica
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Paulo Suess comentou:
31/07/2021
O meu querido Bessa, sempre dois em um, Macunaima e Suassuna. Para compreender o Brasil, a gente precisa ter tido o privilégio do convívio com você. Sua crônica é a memória desse Brasil profundo que encontrei em toda parte, começando por Juruti... Muito obrigado, meu irmão.
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Manuela Carneiro da Cunha comentou:
31/07/2021
Saber reconhecer e retratar uma santa de bairro como sua irmã Glória é sinal seguro de que vc partilha das qualidades dela. É muito reconfortante que vcs existam!
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Dodora Bessa Farias comentou:
31/07/2021
Lindíssima crônica, escrita com a cabeça e o coração!
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Viviana Gelado comentou:
31/07/2021
Belíssima homenagem! Obrigada pelos pedacinhos de Glória!
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Deolinda Nogueira Cardoso comentou:
31/07/2021
Eras um irmão muito querido! Lembro que teve uma época que ela fica esperando todo os fins de semana pela tua ligação, que nem no Pequeno Princípe. Muuuito lindo! Quanta sensibilidade em cada palavra. Não é para menos que ela era apaixonada por seus irmãos
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Ana Regina Costa Lima comentou:
31/07/2021
Concordo plenamente. Incansável com os menos favorecidos. Fiquei feliz e elevada de ter participado de sua despedida no velório e missa de sétimo dia, no Santuário de Aparecida, onde sua presença era marcante. Descanse em paz querida amiga. Em meu nome e de minha família, destacando minhas tias, especialmente Amazonina e Herondina Lima. Um grande e fraterno abraço à família que ela começou com seu esposo.
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Fernanda Garcia Camargo comentou:
31/07/2021
Querido Bessa, senti muito. Viva Glória nas suas histórias. Conte-nos dela. Beijos e abraços.
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Rodrigo Martins comentou:
31/07/2021
Poxa querido professor, sinto muito pelo falecimento de sua irmã. Muito emocionante a crônica.Envio meu abraço solidário para o senhor e para toda a sua família. Sabe professor, penso que na vida existem pessoas que possuem um alto grau de sabedoria e bondade que já nascem professoras, com um conhecimento que nenhum catedrático conseguiria ter. E a irmã do senhor é uma dessas pessoas, uma guerreira com uma história de vida que serve de inspiração para mim e para muitas pessoas. Um abraço apertado e sincero que eu, minha mãe e minha irmã enviamos para o senhor e para todos os familiares.
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Marcelo Sant'ana Lemos comentou:
31/07/2021
Caro amigo, meus sentimentos a você e sua família, nesse momento que sua irmã virou uma estrela no céu e no coração dos parentes e amigos!
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Cida Nogueira comentou:
31/07/2021
: Obrigada pela linda crônica que vc fez pra nossa mãezinha, ela te amava demais, rezava todos os dias por ti. Estamos dando continuidade a tdo que ela plantou, por isso então continuamos rezando por ti.
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Regina Nakamura comentou:
31/07/2021
Chorei ao ler tua linda crônica. Chorei, chorei, chorei
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Lúcio Flávio Pinto comentou:
31/07/2021
Com este seu texto, meu caro, você também é prova da santidade e da fecundidade da sua irmã. Se você escreveu assim tão fraternal, amoroso e justo, é porque ela mereceu. Acrescente-me aos que estão ao seu lado na dor por essa perda.
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Ângela Dile comentou:
31/07/2021
Linda crônica, se ela estivesse viva iria falar pra todo mundo que o mano lhe fez homenagem, o que eu mais admirava nela era a inteligência e a presença de espírito
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Isabela Castro comentou:
31/07/2021
Meus sentimentos, professor. Texto lindo. Que história de vida boa para se conhecer. Abraço.
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Ana Silva comentou:
31/07/2021
Emocionante, poético, lindo, lindo, Bessa.
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Pucú Estoriador comentou:
31/07/2021
Caboco...estou contigo pelo fio do umbigo e braços abertos para amenizar a dor. AXÉ BABÁ!!
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Arinete Ferreira Barroncas comentou:
31/07/2021
Meus sentimentos a vc e toda à família. Tive a oportunidade de conhece-la e seu Brigido também, na época do Treinamento de líderes da igreja católica. Pessoa firme e educada. Estudei com o Claudio na UFAM(um dos filhos).
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Venize Ramos Rodrigues comentou:
31/07/2021
Sempre com você esse pedacinho enorme que lhe emociona e guia.
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Maria Gorete Neto comentou:
31/07/2021
José Bessa, toda a minha solidariedade a você e seus familiares. Vou levar essa frase maravilhosa e inspirada sempre comigo: "Em verdade em verdade vos digo: o que dói não é sua morte, condição de tudo o que está vivo, mas a interrupção de uma interlocução afetiva e cheia de sabedoria.". Só mesmo você poderia dizer uma preciosidade dessa. Toda a minha admiração e respeito por você!
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José Araújo Gomes - Zé Vitamina comentou:
31/07/2021
Querido Babá! Que bela crônica, onde retratas o evangelho vivo que foi e é d. Glória. Tenho a felicidade de ter convivido uma fase de minha vida com d. Glória e sr. Brígido. Tenho maior carinho, respeito e estima por essa grande família! Fica minha sugestão para uma moção junto a Câmara de Vereadores para mudar o nome de Bêco da Indústria para Maria da Glória Nogueira, assim como ocorreu a mudança da Carolina das Neves para Elissa Bessa (merecidamente). Nossas duas santas do Bairro de Aparecida, pelo trabalho junto aos menos favorecidos e por terem sido o evangelho vivo para todos nós!
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Midori Nakamura comentou:
31/07/2021
Que lindo tio Babá. Senti muito a partida da tia Glória, li chorando. Deixo aqui consignado que não são só as orações da tia Glória que recebes. Eu e o Flávio tb rezamos por ti em nossos evangelhos aos domingos.
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Loretta Emiri comentou:
31/07/2021
Sempre me emociono com suas palavras, querido Bessa.
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Leticia de Luna Freire comentou:
31/07/2021
Bessa, querido, sinto muito pela perda de sua irmã. É lindo, por outro lado, ver como consegue traduzir tudo em poesia, transformando a dor em beleza e leveza. Um abraço apertado
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Edicléa Mascarenhas comentou:
31/07/2021
Que lindo. Um antropologo poeta que sempre traz lirismo em tudo que escreve. Como amei ser apresentada a sua santa irmã em sua crônica. Que viva cada vez mais forte em cada pedacinho de vida que ela semeou no planeta. Um afago em seu coração
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Crioulas Do Quilombo comentou:
31/07/2021
Bom dia! Nossos pêsames! Temos uma tia chamada Maria José que conhecia a D.Glória. E ontem foi para a Missa dela
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Kelly Pereira de Carvalho comentou:
31/07/2021
Uau! Que brilhantismo da narrativa e da carga emocional...
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Glorinha Nogueira comentou:
31/07/2021
Muito linda essa crônica. Não sou suspeita de elogiar a peça central da crônica. Sou extremamente suspeita , como se diz juridicamente, tenho fortes vínculos afetivos com essa que não sei se é uma Santa mulher ou uma mulher Santa
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Marcio D'Olne Campos comentou:
31/07/2021
Linda crônica 'pra não dizer adeus'
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Paulo Freire Kokai comentou:
31/07/2021
Um doce relato sobre minha tia, Maria Gloria Queiroz Nogueira. Lindo e emocionante.
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Astrid Lima comentou:
31/07/2021
"O que dói não é sua morte, condição de tudo o que está vivo, mas a interrupção de uma interlocução afetiva e cheia de sabedoria". Um dos teus mais tocantes taquiprati Ribamar. Como disse a antropologa, é uma porção da tua irmã Glória vibrando dentro de ti. Assim nós conhecemos Glória, ela agora também dentro de nós. Te abraço meu amigo, um Glória-abraço, fraterno e solidário. Essa dor não é solitária, é um rio onde estamos todos dentro, às vezes na superficie, outras quase afogando mas nunca sozinhos. E, covarde, te peço para esconder o teu visto no lugar mais remoto possível. Precisamos da Glória que está em ti.
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Eliete Marcelino comentou:
31/07/2021
Concordo com Teu amigo!!! Glória, Santa do bairro, Rogai por nós!
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Helga Seabra comentou:
31/07/2021
Me emocionei com essa linda mensagem de amor 90 anos bem vividos , e que hoje seu corpo merece descansar em paz, mas sempre presente nas memórias que ela deixou em vossa família. E tu , nada de tirar nem passaporte !! Ano que vem vamos ao Brasil e queremos todos te ver, descobri que a família da parte da minha sogra foi se instalar em Manaus quando ainda ela era nem nascida.
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Paulo Atayde Girardi comentou:
31/07/2021
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Raymisson Pereira comentou:
31/07/2021
Quanto amor! Que relato lindo! Ela está eternizada nos corações de todos e na riqueza de sabedoria que plantou aqui, nessa hoje: terra de ninguém. Espero que logo brotem e floresçam tantas Glórias. Nosso país clama por gente assim: de garra, sabedoria e muito amor. Mais uma vez, meu primo distante, obrigado pelos seus relatos emocionantes e engrandecedores.
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Cláudio comentou:
30/07/2021
Babá, tua mana está feliz com a tua crônica. Mas do que isso; partiu convencida que era muito amada por ti. Uma vez, há muitos anos, estávamos fora de casa, ela estava preocupada porque achava que não irias encontrá-la: " Ele precisa saber onde eu estou. Ele me liga todos os domingos."
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