CRÔNICAS

QUANDO MORRE UMA LÍNGUA (VERSIÓN EN ESPAÑOL - EL OREJIVERDE)

Em: 24 de Junho de 2016 Visualizações: 4851
QUANDO MORRE UMA LÍNGUA (VERSIÓN EN ESPAÑOL - EL OREJIVERDE)

       - É justo perguntar: não é, realmente, de uma estupidez revoltante o sistema que seguimos de obrigar esses pobres homens a falar o português, sem o auxílio de um intérprete? Não é muito mais razoável que primeiro a aprendêssemos nós, para depois, e com vagar, ensinarmos a eles a nossa língua? (Couto de Magalhães: Viagem ao rio Araguaia, 1863)

Couto de Magalhães, poucos anos antes de ser presidente da província de Mato Grosso, no séc. XIX, previu profeticamente a estupidez que seria cometida um século e meio depois por três deputados de Mato Grosso do Sul, mostrando que o sistema não mudou. Os três ignorantes que não falam terena - Paulo Correa (PR vixe), Rinaldo Oliveira (PSDB, vixe) e Mara Caseiro (PTdoB, vixe vixe) - impediram que o líder indígena Paulino, convocado a depor na CPI do genocídio, relatasse em sua língua materna os ataques que a comunidade vem sofrendo desde 2013. Ako kemiiku emo'u xane peke'exake.
- Se ele tá no Brasil, nós precisamos ouvi-lo em português - berrava a odontóloga Mara Caseiro. - É nos chamar de palhaços ter que transcorrer toda a nossa CPI com depoimento em terena! Eu não entendo terena! O senhor entende, deputado Correa? O senhor entende, deputado Rinaldo?"
Não, eles não entendem, não leram Couto de Magalhães e o mais trágico é que nunca vão ler. Os três palhaços - sem querer ofender os clowns - dizem que entendem "thank you", mas não "ainapo yakoe" em terena, língua aruak falada hoje no Brasil por 15 mil pessoas, mas que era amplamente usada antes de os portugueses aqui chegarem trazendo uma língua que é agora nacional. Até aí tudo bem, milhões de brasileiros vivem na mesma situação. A estupidez, porém, ocorreu quando os deputados rejeitaram a presença da professora Maria de Lourdes Elias para servir de intérprete e exigiram que o depoente falasse em português. Diante da impossibilidade, o depoimento foi suspenso, com registro de Boletim de Ocorrência e recomendação de encaminhar Paulino ao juizado especial criminal.
Glotocídio
Vítima de várias tentativas de homicídio e, agora, ferido no seu direito de se expressar na língua materna, Paulino ainda por cima foi criminalizado por não falar português. Para transformá-lo em réu, os parlamentares exibiram vídeo em que o líder terena usa o português, que é sua segunda língua, mas na qual não se sente tão à vontade, porque pensa em terena. Seria o mesmo que pedir aos nobres deputados que, na defesa do agrobusiness, discursassem em inglês. "I don´t bélive, bichinho. You must study ". Os Terena diriam a eles: - Kenokoa ihikexiivo.
- "Não permitir o depoimento em língua terena sob o argumento de que ele entende o português configura ação de vergonha e extrema ignorância" - argumentou o advogado terena Luiz Henrique Eloy, doutorando em antropologia no Museu Nacional (UFRJ), que tem 25 anos, a mesma idade e lucidez de Couto de Magalhães quando publicou seu livro sobre o Araguaia. Para ele, os deputados cometem um "constrangimento ilegal", contrariando o artigo 231 da Constituição Federal e o artigo 12 da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais, assinada pelo Brasil, que asseguram o uso do idioma materno nos procedimentos judiciais. A legislação até que mudou, mas a ignorância e a estupidez de certos agentes públicos continuam as mesmas.
Situação similar ocorreu durante o júri dos acusados de assassinar o cacique guarani Marco Veron, morto em Juti (MS), em 2003. A juíza federal Paula Mantovani Avelino se recusou a ouvir a testemunha por meio de um intérprete, acatando o pedido da defesa dos réus para impedir que os índios se expressassem em guarani. O Ministério Público Federal abandonou o plenário por entender que a medida contrariava a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Francamente, o que a justiça e a lei perdem se a testemunha fala uma língua indigena e seu depoimento é traduzido por um intérprete? Não é muita mesquinharia impedir que alguém se expresse na língua em que foi acalentado pela mãe?

Na época de Couto de Magalhães ainda eram faladas no Brasil a metade das 1.300 línguas encontradas pelo colonizador no séc. XVI. De lá para cá, em um século e meio, a "estupidez revoltante" reduziu essas línguas a 188 segundo os linguistas ou a 274 segundo Censo do IBGE de 2010. De qualquer forma, está caracterizada a crueldade do glotocídio que, com a morte das línguas, pretende exterminar os índios.
Línguas moribundas
A importância de elaborar políticas para que essas línguas continuem vivas foi percebida por Couto de Magalhães, ao reconhecer que "Cada nova língua que se estuda é mais importante para o progresso da humanidade do que a descoberta de um gênero novo de minerais ou de plantas. Cada língua que se extingue (...) é uma importante página da história da humanidade que se apaga e que depois não poderá mais ser restaurada".
Esse parece ser também o entendimento do historiador mexicano Miguel León Portilla, com seu poema em língua náhuatl "Ihcuac tlahtolli ye miqui" (“Cuando Muere una Lengua”) que traduzo aqui do espanhol para os leitores do Diário do Amazonas.

QUANDO MORRE UMA LÍNGUA

Quando morre uma língua,
não se refletem mais
neste espelho
as coisas divinas:
estrelas, sol, lua. 
Nem as coisas humanas:
pensar e sentir.

Quando morre uma língua
tudo o que existe no mundo,
mares e rios,
animais e plantas
não são mais pensados, nem ditos
com sinais e sons
que deixaram de existir.

Quando morre uma língua
se fecha, então,
a todos os povos do mundo
uma janela, uma porta,
o desabrochar diferente
de tudo aquilo
que é ser e vida na terra.

Quando morre uma língua,
ninguém, seja lá quem for,
jamais conseguirá repetir
suas palavras de amor,
suas entoações de dor e querência,
ou - quem sabe? - seus velhos cantos,
suas histórias, discursos, preces.

Quando morre uma língua,
significa que outras antes já morreram,
e muitas ainda podem morrer.
Espelhos quebrados para sempre,
sombra de vozes
silenciadas para sempre:
a humanidade se empobrece.

Sobre o tema, ver também:

1) PARA NÃO FALAR COM O ESPELHO - http://www.taquiprati.com.br/cronica/876-para-nao-falar-com-o-espelho
2) MORTE E VIDA DAS LÍNGUAS - http://www.taquiprati.com.br/cronica/26-morte-e-vida-das-linguas
3) O HOMEM QUE FALAVA COM O ESPELHO – http://www.taquiprati.com.br/cronica/21-tikuein-entxeiwi-o-homem-que-falava-com-o-espelho-seguido-de-version-en-espa%C3%91ol
4) SE EU FOSSE OS ÍNDIOS, AS LINGUAS - http://www.taquiprati.com.br/cronica/19-se-eu-fosse-os-indios-as-linguas-seguido-de-version-en-espa%C3%91ol

 

CUANDO MUERE UNA LENGUA
Jose R. Bessa Freire

EL OREJIVERDE - DIARIO DE LOS PUEBLOS INDIGENAS - Edición digital nº +364 - 10 Jul 2016

http://www.elorejiverde.com/el-don-de-la-palabra/1511-cuando-muere-una-lengua


- Es justo preguntarse: ¿no es realmente una estupidez indignante el sistema que seguimos de obligar a esos pobres hombres a hablar portugués, sin el auxilio de un intérprete? ¿No es mucho más razonable que primero  aprendiésemos su lengua,  para después poco a poco, les enseñáramos la nuestra? (Couto de Magalhães: Viagem ao rio Araguaia, 1863)


Couto de Magalhães, pocos años antes de ser presidente de la provincia de Mato Grosso, en el siglo XIX, previó proféticamente la estupidez que cometerían un siglo y medio después tres diputados de Mato Grosso do Sul, mostrando que el sistema no cambió. Los tres ignorantes que no hablan terena - Paulo Correa (PR), Rinaldo Oliveira (PSDB) y Mara Caseiro (PTdoB) – impidieron que el líder indígena Paulino, convocado para declarar como testigo en la CPI del genocidio, relatase en su lengua materna los ataques a los que la comunidad está siendo sometida desde 2013. Ako kemiiku emo'u xane peke'exake.
- Si él está en Brasil, es necesario oírlo en portugués - gritaba la odontóloga Mara Caseiro. – Está tomándonos el pelo al tener que realizar toda nuestra CPI con informes en terena! Yo no entiendo terena! ¿Ud. entiende, diputado Correa? ! Y¿ Ud. entiende, diputado Rinaldo?"
No, no entienden, no leyeron Couto de Magalhães y lo más trágico es que nunca lo van a leer. Los tres payasos - sin querer ofender a los clowns - dicen que entienden "thank you", mas no "ainapo yakoe" en terena, lengua aruak hablada hoy en Brasil por 15 mil personas, mas que era ampliamente usada antes que los portugueses llegaran aquí trayendo una lengua que ahora es la nacional. Millones de brasileños son también hablantes de portugués. La estupidez ocurre cuando los diputados recusan la presencia de la profesora María de Lourdes Elias para servir de intérprete y exigen que el testigo hable en portugués. Ante la imposibilidad, el testimonio quedó en suspenso, con registro de Boletín de Ocurrencia y recomendación de llevar a Paulino al juzgado especial criminal.
Glotocidio
Víctima de varias tentativas de homicidio y ahora, herido en su derecho de expresarse en la lengua materna, Paulino fue además criminalizado por no hablar portugués. Para transformarlo en reo, los parlamentares exhibieron un video en que el líder terena usa  el portugués, que es su segunda lengua, pero en la que no se siente tan a gusto, porque piensa en terena. Sería como si se les pidiese a los nobles diputados que en defensa del agrobusiness, hicieran discursos en inglés. "I don´t bélive, bichinho. You must study ". Los Terena les dirían: - Kenokoa ihikexiivo.
- "No permitir el testimonio en lengua terena argumentando que el testigo entiende  portugués configura acción vergonzosa y de extrema ignorancia" - argumentó el abogado terena Luiz Henrique Eloy, doctorando en antropología en el Museo Nacional (UFRJ), que tiene 25 años, la misma edad y lucidez de Couto de Magalhães cuando publicó su libro sobre el Araguaia. Para él, los diputados cometen una "coerción  ilegal", que contraría el artículo 231 de la Constitución Federal y el artículo 12 de la Convención 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) sobre Pueblos Indígenas y Tribales, firmada por Brasil, que aseguran el uso del idioma materno en los procedimientos judiciales. La legislación ya mudó en defensa de los grupos indígenas, pero la ignorancia y la estupidez de ciertos agentes públicos continúan igual.
Situación similar ocurrió durante el juicio contra los acusados de asesinar al cacique guaraní Marco Veron, muerto en Juti (MS), en 2003. La juez federal Paula Mantovani Avelino se negó a oir el testigo por medio de un intérprete, acatando el pedido de la defensa de los reos para impedir que los indios se expresasen en guaraní. El Ministerio Público Federal abandonó el plenario por entender que la medida contrariaba la Constitución Federal y la Declaración Universal de Derechos Humanos. Francamente, ¿qué es lo que la justicia y la ley pierden si el testigo habla en una lengua indígena y un intérprete traduce su testimonio? ¿No es mucha mezquindad impedir que alguien se exprese en la lengua en que fue arrullado por su madre?
En la época de Couto de Magalhães todavía se hablaban en Brasil mitad de las 1.300 lenguas que el colonizador encontró en el siglo XVI. De entonces hasta ahora, en un siglo y medio, la "estupidez indignante" redujo esas lenguas a 188, según los lingüistas o a 274 según el Censo del IBGE de 2010. De cualquier forma, está caracterizada la crueldad del glotocidio que con la muerte de las lenguas, pretende exterminara los indios.
Lenguas moribundas
La conciencia de la importancia de elaborar políticas para que esas lenguas continuen vivas está en las palabras de Couto de Magalhães, al reconocer que "Cada nueva lengua que se estudia es más importante para el progreso de la humanidad que el descubrimiento de un género nuevo de minerales o de plantas. Cada lengua que se extingue (...) es una importante página de la historia de la humanidad que se apaga y que después no podrá más ser restaurada".
Ese parece ser también el entendimiento del historiador mexicano Miguel León Portilla, con seu poema en lengua náhuatl "Ihcuac tlahtolli ye miqui" (“Cuando Muere una Lengua”).

CUANDO MUERE UNA LENGUA
Cuando muere una lengua
las cosas divinas,
estrellas, sol y luna;
las cosas humanas,
pensar y sentir,
no se reflejan ya
en ese espejo.
Cuando muere una lengua
todo lo que hay en el mundo,
mares y ríos,
animales y plantas,
ni se piensan, ni pronuncian
con atisbos y sonidos
que no existen ya.
Cuando muere una lengua
entonces se cierra
a todos los pueblos del mundo
una ventana, una puerta,
un asomarse
de modo distinto
a cuanto es ser y vida en la tierra.
Cuando muere una lengua,
sus palabras de amor,
entonación de dolor y querencia,
tal vez viejos cantos,
relatos, discursos, plegarias,
nadie, cual fueron,
alcanzará a repetir.
Cuando muere una lengua,
ya muchas han muerto
y muchas pueden morir.
Espejos para siempre quebrados,
sombra de voces
para siempre acalladas:
la humanidad se empobrece.
.


Sobre el tema, ver también:
1) PARA NÃO FALAR COM O ESPELHO - http://www.taquiprati.com.br/cronica/876-para-nao-falar-com-o-espelho
2) MORTE E VIDA DAS LÍNGUAS - http://www.taquiprati.com.br/cronica/26-morte-e-vida-das-linguas
3) O HOMEM QUE FALAVA COM O ESPELHO – http://www.taquiprati.com.br/cronica/21-tikuein-entxeiwi-o-homem-que-falava-com-o-espelho-seguido-de-version-en-espa%C3%91ol
4) SE EU FOSSE OS ÍNDIOS, AS LINGUAS - http://www.taquiprati.com.br/cronica/19-se-eu-fosse-os-indios-as-linguas-seguido-de-version-en-espa%C3%91ol

 

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15 Comentário(s)

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Anne-Marie comentou:
08/07/2016
Uma lingua é muito mais do que palavras. É uma visão e uma vivência de mundo. A tradução pode fazer maravilhas, mas é muito difícil - no limite impossível - traduzir uma visão de mundo. Como traduzir o seu famoso \"vixe,vixe!\", Bessa? Não é só uma banal invocação à Virgem Maria, É muito mais do que isso e só quem \"tomou banho\" no nosso português nortista e nordestino pode sentir, entender, se sentir \"dentro\".
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Décio comentou:
29/06/2016
Deveriamos tomar como exemplo o que fizeram os jesuitas quando aqui vieram. Em pouco tempo dispunham de uma gramática e materiais instrucionais na língua nativa. Mesmo não existindo um alfabeto próprio deles, adaptaram o latino e conseguiram ensinar os nativos a ler e escrever. Houvessem dado seguimento, os idiomas dos povos que aqui viviam, não teriam morrido, ao ponto de hoje sobreviverem uns poucos casos, apenas uma pequena amostra da riqueza linguística existente ao tempo da chegada dos \"colonizadores\". Na verdade, meramente predadores e espoliadores dos verdadeiros donos dessa terra.
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taquiprati comentou:
29/06/2016
Não creio que a conduta do jesuíta possa servir de exemplo. Veja o que diz o historiador da Companhia de Jesus, padre Serafim Leite: http://www.taquiprati.com.br/cronica/962-um-certo-paje-lourenco
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Glaucia comentou:
28/06/2016
É muito triste isso, o termo político que vem de pólis, cidade, que deveriam cuidar do povo, mas os massacram e ainda fazem ironia, é deprimente isso, em pensar que são pessoas estudadas, e espera-se delas uma postura diferente, e chamam isso de progresso.............não são só as línguas que estão morrendo, o significado das palavras está mudando.
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Livia Nunes comentou:
26/06/2016
Professor Ribamar, se o Brasil tivesse somente esses tres palhaços, era possivel salvar as linguas indigenas, mas o que não falta no Brasil são palhaços com poder que discriminam essas linguas, apesar das garantias constitucionais.
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Rui Martins comentou:
26/06/2016
Isso é uma afronta aos nossos indígenas, mais que ignorância crassa. E ainda mais dramático por ver entre os três parlamentares uma petista.
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Ed (via email) comentou:
25/06/2016
\"eo mare\"! como se diz em língua uitoto (\'muito bom\'. \'muito saboroso\')
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Marina Marcela Herrero (via FB) comentou:
25/06/2016
A crueldade dos etnocidas num texto super recomendável do querido José Bessa, como sempre \"na mosca\"!!
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Márcia W. comentou:
25/06/2016
Como sempre, ótima coluna. que me lembrou essa frase linda, em inglês, nunca vi o livro (e se non vero, ben trovato): \"There are nine different words for the color blue in the Spanish Maya dictionary but just three Spanish translations, leaving six [blue] butterflies that can be seen only by the Maya, proving that when a language dies six butterflies disappear from the consciousness of the earth.\" —Earl Shorris, “The Last Word: Can the World’s Small Languages Be Saved,” Harpers, Aug., 2000
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Heliete Vaitsman comentou:
25/06/2016
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Stella Santorini (via FB) comentou:
25/06/2016
A poesia é muito linda, parabéns pela tradução, vou levá-la para sala de aula em duas escolas onde ensino em Porto Alegre.
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Luiz Fernando Souza Santos (via FB) comentou:
25/06/2016
Um texto belíssimo. Duro. Que expõe, sem tergiversar, a crueldade dos etnocidas.
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Ana Stanislaw comentou:
25/06/2016
Lindo, sensível, poético. Você transforma dor, indignação em poesia, \"Quando morre uma língua, ninguém, seja lá quem for, jamais conseguirá repetir suas palavras de amor, suas entoações de dor e querência, ou - quem sabe? - seus velhos cantos, suas histórias, discursos, preces\", Obrigada Bessa, realmente é um poema muito lindo.
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Maria Luiza Santos (via FB) comentou:
24/06/2016
Amado Professor José Bessa, lindo texto.
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Alessandra Marques comentou:
24/06/2016
Deixei de ler o site durante um período por fraqueza minha, a situação do país está tão feia, os indígenas tão desrespeitados que cada leitura vai me causando uma tristeza profunda. De tempos em tempos preciso fazer assim. Bem, volto aqui hoje e me deparo logo com tamanha estupidez dessa mulher pavorosa. Que raiva sermos tão impotentes...
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