CRÔNICAS

MULHERES,ÍNDIOS: A NOVA INDEPENDÊNCIA (Versión en español)

Em: 12 de Julho de 2015 Visualizações: 5142
MULHERES,ÍNDIOS: A NOVA INDEPENDÊNCIA (Versión en español)
"Ay lunita tucumana / tamborcito calchaquí /
compañera de los gauchos / por las sendas del Tafi".
(Atahualpa Yupanqui - zamba)
 
 (De Tucumán) A Argentina comemora o bicentenário de sua independência em julho do próximo ano, mas os preparativos já começaram. O Ministério da Cultura organizou o Foro Nacional e Latinoamericano da Nova Independência, que nos últimos meses percorreu 17 cidades, realizando debates entre pesquisadores, intelectuais, gestores culturais e militantes da América e Europa. O ciclo foi encerrado nesta semana em San Miguel de Tucumán, com mais de 40 palestrantes. Um deles era eu, discutindo as línguas indígenas e a luta para preservá-las.
Não poderia haver lugar mais emblemático para esse encontro do que Tucumán, toda arborizada com laranjeiras, micropoemas estampados em seus muros e lembranças de Mercedes Sosa, "La Negra", que ali nasceu justamente num 9 de julho. Lá, em 9 de julho de 1816, foi onde assinaram a Ata da Declaração da Independência e, por isso, a cidade foi escolhida para sediar o último evento do Foro com participantes de doze países que discutiram, entre outros temas, história política, cultura, arte, cinema, música, direitos humanos e lutas populares.
 
As lutas femininas
 
Foram mulheres as que despertaram o maior entusiasmo do público do Teatro San Martin, sede do evento, sempre lotado. Três conhecidas cantoras estiveram presentes: uma delas, Teresa Parodi, atual ministra da Cultura da Argentina, discursou na clausura citando Atahualpa Yupanqui: “Somos terra que anda, paisagem em movimento. Nossos saberes tem raízes muito antigas e profundas, decidimos escolher os espelhos nos quais nos miramos".
Num desses espelhos se olhou Susana Baca, ex-ministra da cultura do Peru, que se viu como "uma mulher negra que vive em um continente racista, onde há fome, mortes evitáveis, desemprego, povos despojados de suas terras e de suas línguas ameaçadas de extinção". A venezuelana Cecília Todd num show com Juan Quintero, cantou e encantou depois de participar de uma conversa com Miguel Ángel Estrella, pianista de renome internacional, e com o jornalista Victor Hugo Morales. Além disso, a programação incluiu duas mesas formadas apenas por mulheres.
Da primeira - Con mujeres tendrá que pelear - participaram Hebe de Bonafini, presidente da Associação Mães da Praça de Maio; Milagro Sala, militante nas zonas marginalizadas e deputada provincial de Jujuy e Máxima Apaza, senadora boliviana, fundadora da Federação de Mulheres de El Alto. Com o verbo inflamado, as três tocaram fogo no auditório, num debate que teve como moderadora a escritora Marta Dillon.
Máxima Apaza, que liderou um movimento de alfabetização das mulheres, falou sobre as políticas de gênero do governo Evo Morales e seu caráter descolonizador. “Quando colocamos em prática, dentro de casa, a descolonização, homens e mulheres assumem funções e tarefas domésticas”. Condenou a discriminação e a violência de gênero, advogou a igualdade de condições e informou que no atual Estado plurinacional da Bolívia, a metade do parlamento está integrado por mulheres, como evidência de seu crescente papel na vida pública.
- Aqueles que hoje pintam seus cabelos brancos se lembrarão quando o presidente Menen dizia que tínhamos que ser os melhores alunos do FMI” – disse Milagro Sala, que narrou suas lutas e seu encontro com o presidente Nestor Kirchner, de quem recebeu apoio para formar uma cooperativa em Jujuy para que os próprios moradores construíssem suas casas, além de centros assistenciais e educativos. “Os homens ensinaram os ofícios da construção civil às mulheres. Sou descendente de índios e meus avós me ensinaram que homem e mulher têm que caminhar juntos”.
- “O povo abraça, as mães da praça" - gritava o público quando anunciaram a fala de Hebe de Bonafini, para quem não foi inútil o sangue derramado pelos militantes presos, sequestrados e assassinados. Hebe, que vai completar agora 87 anos, discorreu sobre a memória histórica daqueles que lutaram pela liberdade do continente e foram torturados. Um deles, o maestro Miguel Ángel Estrella, depois completaria: “O que a gente vive com a tortura é aberrante, pedi a Deus que se me deixasse com vida, iria fazer música contra a tortura, assim nasceu a “Música pela Esperança”.
Cinema de mulheres
A segunda mesa de mulheres moderada pela cubana Maria Tovar contou com cineastas de três países que discutiram "Cultura e Gênero", sem a presença de Lucia Murat (Brasil) que não pode comparecer. Daniela Seggiaro (Argentina), autora de documentários antropológicos, mostrou cenas do seu filme premiado no Festival de Nantes, na França, "A Beleza", com a história de uma índia Wichi que trabalha como empregada doméstica numa casa em Salta. Filha de uma antropóloga, Daniela diz que "é preciso entender outras narrativas, linguagens e formas de pensamento para encontrar a independência e a beleza".
Tania Hermida (Equador), que estudou em Londres, relatou sua trajetória e os conflitos de identidade relacionados às línguas faladas na América e mostrou cenas dos seus filmes premiados internacionalmente: "Qué tan lejos (2006) e "En nombre de la hija" (2011). "Com o tempo aprendi que a identidade se constrói, ninguém nasce, a gente se faz. É preciso batalhar pelas palavras e pelos nomes" - disse.
Já Catalina Alarcón (Chile) questionou o conceito de “cinema de mulheres”, argumentando que “o cinema não têm gênero, é simplesmente cinema”. Para ela, “o documentário se articula como uma arma que retrata situações que a sociedade não quer ver, retratar para revelar, revelar para reivindicar. Apresentou cenas do curta-metragem "Miss Princesita" - imagens de um concurso de miss de meninas de 1 a 8 anos - com um olhar crítico sobre o papel feminino e masculino como construção social que coloniza a vida das crianças de ambos os sexos desde a primeira infância. Ela fez também um documentário sobre um memorial que seu avô construiu por conta própria para recordar sete jovens assassinados perto de sua casa na ditadura Pinochet, desaparecidos e nunca identificados.
Os índios e a pátria grande   
Todo esse debate foi antecedido pela mesa de abertura - "De Tupac Katari a Evo Morales" - da qual participei, moderada pelo escritor argentino Guillermo David, amigo dos índios Baré do Rio Negro (AM), com quem teve uma breve, mas intensa convivência. Falaram os índios da Argentina e Bolívia - Juan Chico, Daniel Huircapan, Eduardo Nieva e Jiovanni Samanamud.
O fato da Ata da Declaração da Independência ter sido escrita em espanhol, traduzida ao quechua e ao aymará, abriu espaço para uma reflexão sobre as línguas indígenas e seu papel na construção das identidades nacionais:
 - Não é possível falar da emancipação da pátria grande sem falar da história indígena e das línguas faladas aqui, não se pode entender as lutas pela independência deixando de fora os índios- disse Juan Chico, do povo Qom, da região do Chaco.
O cacique da comunidade Gunun a Kuna, Daniel Huircapan, explicou que em maio de 1810 os dirigentes independentistas se reuniram com caciques com a ideia de ter índios na formação dos novos governos, mas logo depois houve ação deliberada para "invisibilizar a participação indígena nas lutas pela independência, inclusive contra as invasões inglesas. A partir daí, consideraram os índios como obstáculos para a formação da nação Argentina". Ele destacou o fato de Perón ter sangue tehuelche.
O cacique da comunidade Diaguita, Eduardo Nieva, que é advogado, criticou a visão do poder judiciário sempre temeroso do pluralismo jurídico e revindicou políticas que atendam à diversidade cultural. Aymara da Bolívia, Jiovanny Samanamud, vice ministro da Educação Superior, defendeu os projetos políticos “por fora dos universalismos europeus” e reivindicou “recuperar a dimensão espiritual da vida”. Na minha intervenção, discuti o papel da língua como espaço da luta emancipadora.
Outras mesas discutiram temas relevantes com a participação de reconhecidos intelectuais da América como Galo Mora (Equador),  John Berveley (USA), Juan C. Monedero (Espanha), Luis Vignolo (Uruguai), Hugo Mercado (Bolivia), Manelo Gonzalez (Cuba)  e os argentinos Dardo Scavino, Enrique Dussel, Roberto Follari, José Pablo Feinmann, Horacio Gonzalez, diretor da Biblioteca Nacional, Yolanda Orquera, Diego Tatian, Eduardo Jozami, Roberto Caballero e alguns outros que podem ser encontrados no site do Foro.
No final, o organizador e idealizado do evento, Ricardo Forster, Secretário de Coordenação Estratégica do Pensamento Nacional, destacou a importância da temática indígena nas comemorações do bicentenário da Independência da Argentina. A luta pelos direitos da mulher e dos índios faz parte da nova independência e da elaboração de um pensamento nacional e latinoamericano.
Duas questões que repercutiram nos debates: o momento político da Grécia, que dá a dimensão do enfrentamento dos pequenos contra o poder econômico, Davi contra Golias, e a visita do papa que condenou o velho e o novo colonialismo e pediu perdão pelos crimes cometidos por setores obscurantistas da Igreja em relação às línguas e crenças ameríndias. Quem estava no auditório, assistiu a discussão sobre os processos libertários da América. Quem procurou no céu o tamborzinho dos índios calchaqui, viu a lua tucumana iniciando sua fase minguante, mas sempre bela e capaz de iluminar. 

 

MUJERES E ÍNDIOS: LA NUEVA INDEPENDENCIA

 

José R. Bessa Freire – Diário de Amazonas, Manaus

 

 

"Ay lunita tucumana / tamborcito calchaquí /
compañera de los gauchos / por las sendas del Tafi".
(Atahualpa Yupanqui - zamba)

(De Tucumán) Argentina conmemora el bicentenario de su independencia en julio del próximo año, pero los preparativos ya comenzaron. El Ministerio de Cultura organizó el Foro Nacional y Latinoamericano de la Nueva Independencia que en los últimos meses recorrió 17 ciudades, realizando debates entre investigadores, intelectuales, gestores culturales y militantes de América y Europa. El ciclo terminó esta semana en San Miguel de Tucumán, con más de 40 conferencistas. Uno de ellos fui yo, discutiendo las lenguas indígenas y la lucha para preservarlas.

No podría haber lugar más emblemático para ese encuentro que Tucumán, lleno de árboles de naranjo, micro-poemas estampados en sus muros y recuerdos de Mercedes Sosa, "La Negra", que nació allí justamente un 9 de julio. Allí, el 9 de julio de 1816, fue donde se firmó el Acta de la Declaración de la Independencia y por eso la ciudad  fue escogida para ser sede del último evento del Foro con participantes de doce países que discutieron, entre otros temas, historia política, cultura, arte, cine, música, derechos humanos y luchas populares.

Las luchas femeninas

Las mujeres fueron las que despertaron el mayor entusiasmo del público del Teatro San Martin, sede del evento, siempre lleno. Tres cantoras conocidas estuvieron presentes: una de ellas, Teresa Parodi, actual ministra de Cultura de Argentina, hizo un discurso en la clausura citando Atahualpa Yupanqui: “Somos tierra que anda, paisaje movimiento. Nuestros saberes tienen raíces muy antiguas y profundas, decidimos escoger los espejos en los cuales nos miramos".

En uno de ellos se miró Susana Baca, ex-ministra de cultura del Perú, que se vio como "una mujer negra que vive en un continente racista, donde hay hambre, muertes evitables, desempleo, pueblos despojados de sus tierras y de sus lenguas amenazadas de extinción".  La venezolana Cecilia Todd en un show con Juan Quintero, cantó y encantó después de participar en una mesa de conversación con Miguel Ángel Estrella, pianista de renombre internacional y con el periodista Víctor Hugo Morales. Además, el programa incluyó dos mesas formadas exclusivamente por mujeres.

En la primera - Con mujeres tendrá que pelear - participaron Hebe de Bonafini, presidente de la Asociación Madres de la Plaza de Mayo; Milagro Sala, militante de las zonas marginalizadas y diputada provincial de Jujuy y Máxima Apaza, senadora boliviana, fundadora de la Federación de Mujeres de El Alto. Con el verbo inflamado, las tres incendiaron el auditorio, en un debate que tuvo como moderadora a la escritora Marta Dillon.

Máxima Apaza, líder de un movimiento de alfabetización de las mujeres, discutió las políticas de género del gobierno Evo Morales y su carácter descolonizador. “Cuando colocamos en práctica, dentro de casa, la descolonización, hombres y mujeres asumen funciones y tareas domésticas”. Condenó la discriminación y la violencia de género, defendió la igualdad de condiciones e informó que en el actual Estado plurinacional de Bolivia, la mitad del parlamento está integrado por mujeres, como evidencia de su creciente papel en la vida pública.

- “Aquellos que hoy se pinta los cabellos blancos recordarán cuando el presidente Menen decía que teníamos que ser los mejores alumnos del FMI” – dice Milagro Sala, que narró sus luchas y su encuentro con el presidente Nestor Kirchner, de quien recibió apoyo para formar una cooperativa en Jujuy para que los propios moradores construyesen sus casas, así como centros asistenciales y educativos. “Los hombres les enseñaron los oficios de la construcción civil a las mujeres. Soy descendiente de indios y mis abuelos me enseñaron que hombre y mujer tienen que caminar juntos”.

- “El pueblo abraza, a las madres de la plaza" - gritaba el público cuando anunciaron a Hebe de Bonafini, para quien no fue inútil la sangre derramada por los militantes presos, secuestrados y asesinados. Hebe que va a cumplir 87 años, discurrió sobre la memoria histórica de los que lucharon por la libertad del continente y fueron torturados. Uno de ellos, el maestro Miguel Ángel Estrella complementó: “Lo que uno vive con la tortura es aberrante, pedí a Dios que si me dejase con vida, iría a hacer música contra la tortura, así nació “Música para la Esperanza”.

Cine de mujeres

La segunda mesa de mujeres moderada por la cubana Maria Tovar contó con cineastas de tres países que discutieron "Cultura y Género", sin la presencia de Lucia Murat (Brasil) que no pudo comparecer. Daniela Seggiaro (Argentina), autora de documentales antropológicos, mostró escenas de su película premiada en el Festival de Nantes, en Francia, "La Belleza", con la historia de una india Wichi que trabaja como empleada doméstica en una casa en Salta. Hija de una antropóloga, Daniela dice que "es necesario entender otras narrativas, lenguajes y formas de pensamiento para encontrar la independencia y la belleza".

Tania Hermida (Ecuador), que realizó sus estudios en Londres, relató su trayectoria y los conflictos de identidad relacionados a las lenguas habladas en América y mostró escenas de sus películas premiadas internacionalmente: "Qué tan lejos (2006) y "En nombre de la hija" (2011). "Con el tiempo aprendí que la identidad se construye, nadie nace, uno se hace. Es necesario batallar por las palabras y  por los nombres" - dice.

Catalina Alarcón (Chile) problematizó el concepto de “cine de mujeres”, argumentando que “el cine no tiene género, es simplemente cine”. Para ella, “el documental se articula como un arma que retrata situaciones que la sociedad no quiere ver, retratar para revelar, revelar para reivindicar”. Presentó escenas del corto-metraje "Miss Princesita" - imágenes de un concurso de ‘miss’ de niñas de 1 a 8 años - con una mirada crítica sobre el papel femenino y masculino como construcción social que coloniza la vida de los niños de ambos sexos desde la primera infancia. Ela hizo también un documental sobre un memorial que su abuelo construyó por cuenta propia para recordar a siete jóvenes acribillados por la dictadura de Pinochet cerca de su casa, desaparecidos y nunca identificados.  

Los indios y la patria grande   

Antes de todo ese debate, se presentó la mesa de apertura - "De Tupac Katari a Evo Morales" – de la cual hice parte, moderada por el escritor argentino Guillermo David, amigo de los indios Baré del Rio Negro (AM), con quien tuve una breve, pero intensa convivencia. Participaron de ella los indios de Argentina y Bolivia - Juan Chico, Daniel Huircapan, Eduardo Nieva y Jiovanni Samanamud.

El hecho de que el Acta de la Declaración de la Independencia haya sido redactada en español, traducida al quechua y al aymara, dio lugar a una reflexión sobre las lenguas indígenas y su papel en la construcción de las identidades nacionales:

 - "No es posible discutir  la emancipación de la patria grande sin hablar de la historia indígena y de las lenguas que se hablan aquí, no se pueden entender las luchas por la independencia dejando de lado a los indios" - dice Juan Chico, del pueblo Qom, de la región del Chaco.

El cacique de la comunidad Gunun a Kuna, Daniel Huircapan, explicó que en mayo de 1810, los dirigentes independentistas se reunieron con caciques para negociar la participación de indios en la formación de los nuevos gobiernos, pero después hubo una acción deliberada para "invisibilizar la participación indígena en las luchas por la independencia, inclusive contra las invasiones inglesas. Desde entonces, se considera a los indios como um obstáculo para la formación de la nación Argentina". Daniel Huircapan  destacó el hecho de que Perón tenga sangre tehuelche.

El cacique de la comunidad Diaguita, Eduardo Nieva, que es abogado, criticó la visión del poder judicial, siempre con miedo del pluralismo jurídico y reivindicó políticas que tengan en cuenta la diversidad cultural. Aymara de Bolivia, Jiovanny Samanamud, vice ministro de Educación Superior, defendió los proyectos políticos “al margen de los universalismos europeos” y reivindicó “recuperar la dimensión espiritual de la vida”. En mi intervención, discutí el papel de la lengua como espacio de lucha emancipadora.

Otras mesas trataron temas relevantes con la participación de reconocidos intelectuales de América como Galo Mora (Ecuador),  John Berveley (USA), Juan C. Monedero (España), Luis Vignolo (Uruguay), Hugo Mercado (Bolivia), Manelo González (Cuba)  y los argentinos Dardo Scavino, Enrique Dussel, Roberto Follari, José Pablo Feinmann, Horacio Gonzalez, director de la Biblioteca Nacional, Yolanda Orquera, Diego Tatian, Eduardo Jozami, Roberto Caballero y otros que se encuentran en el site del Foro.

Al final, el organizador e idealizador del evento, Ricardo Forster, Secretario de Coordinación Estratégica del Pensamiento Nacional, destacó la importancia de la temática indígena en las conmemoraciones del bicentenario de la Independencia de Argentina. La lucha por los derechos de la mujer y de los indios hace parte de la nueva independencia y de la elaboración de un pensamiento nacional y latinoamericano.

Dos cuestiones que repercutieron en los debates: el momento político de Grecia, que da una dimensión del enfrentamiento de los pequeños contra el poder económico, David contra Goliath, y la visita del Papa, que condenó el viejo y el nuevo colonialismo; pidió perdón por los crímenes cometidos por sectores obscurantistas de la Iglesia en relación a las lenguas y creencias amerindias. Quien estaba en el auditorio, asistió a la discusión sobre los procesos libertarios de América. Quien buscó en el cielo el tamborcito de los indios calchaquí, vio la luna tucumana iniciando su fase menguante, pero siempre hermosa y capaz de iluminar.  

 

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10 Comentário(s)

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13/07/2015
Encuentro esperanzador. ¡Gracias por relatárnoslo! Contato de María Stella González de Pérez
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LUIZ PUCÚ comentou:
13/07/2015
MAGNIFICO!!!! EMOCIONANTE. NAS SENDAS DE TAFÍ DEL VALLE... TUCUMÁN, BANHADA DE SANGUE E SAUDADE DOS AMIGOS QUE A DITADURA SUMIU. ME SENTI HONRADO COM A TUA PARTICIPAÇÃO. É VERDADE, PROFESSOR, A LÍNGUA AFIADA LIBERTA! ABRAÇO
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Marina Herrero (via FB) comentou:
13/07/2015
Não tenho nada a ver, mas morri de orgulho de ver vc e Guillermo David juntos numa mesa sobre esse asunto. Mi madre diría " Dios los cria y ellos se juntan
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Catia comentou:
13/07/2015
Muitíssimo maravilhoso. Estamos no século XXI... Viva o encontro!! Viva a lua tucumana!!!
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Susana Grillo comentou:
12/07/2015
Bessa, obrigada por compartilhar noticia sobre evento tão significativo nas discussões sobre a descolonização. Por aqui não ficamos sabendo e perfil do bicentenário na Argentina é inspirador ! Abraços,
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Marina Herrero (via FB) comentou:
12/07/2015
... tive muita vontade de acompanhar esse pertinente encontro, mas assisti no You tube, COISA LINDA!
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Maria Helena Kühner comentou:
12/07/2015
Muito boa! É preciso dar vez e voz às mulheres e aos índios, por tanto tempo silenciados, e que têm muito a dizer, como mostra o exemplo dado. Valeu!
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Marco comentou:
12/07/2015
Bessa, você aponta com lucidez dois caminhos para um mundo novo (e melhor): a presença das mulheres e dos povos indígenas. As corajosas índias zapatistas desde os anos 1990 estão entre as parideiras desta nova sociedade, que se transforma à maneira dos bordados coloridos que elas confeccionam. No BR, infelizmente, a presidente da República mal consegue disfarçar sua ojeriza pelos índios. Você nos mostra que felizmente, em outros países das Américas, a esquerda institucional está se transformando graças à luta das mulheres, dos povos indígenas e dos que têm fome e sede de justiça. Grato por compartilhar de modo criativo sua presença neste encontro!
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Ana Stanislaw comentou:
12/07/2015
Bessa, belíssimo texto, brilhante como a lua tucumana!!! Quantas discussões importantes, não é mesmo? Contente por saber que a Argentina está discutindo a relevância dos povos indígenas para a sua história, cultura, música... Que a Grécia seja um exemplo de superação e basta aos desmandos do FMI, dos países que enriquecem com as humilhações e infortúnios dos chamados países periféricos. Para aqueles que procuram um texto forte, emocionante e envolvente, taquiprati, para nós. Simplesmente, lindo!
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André comentou:
12/07/2015
Ya que se fala da cuestion del enfrentamento dos pequenos contra o poder econômico fazendo alusion al caso (caos ?) griego, me permito sugerir una propuesta fora do 'sempiternels' antagonismos como marxismo/capitalismo, direita/izquerda, etc. Los griegos no poder actualmente no gostan do capitalismo mas gostaron dos prestamos, gastaron (veja lo que pasa con los investimentos feitos pelas olimpiadas) etc. Agora nao tem mais dineiro e uma deuda enorme que alguem tem que pagar (alemania ? fmi ? europa ? povo griego ? igreja griega ? ajuda dos brics ?). Pienso que los griegos tem um tesoro inexplorado. Poderiam nacionalizar todas as bases militares de los USA na grecia y pedir para continuar a usarlos que el imperio de los Bush y/o Obama pagarem un aluguel del tamanho de la deuda atual. Asim, usando as armas del capital, o governo griego poderia continuar a se dizer de izquerda y se salvar de sua deuda. Pelo menos teria un fao en minha pessoa.
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