CRÔNICAS

JOHN, UM NEGRO DA TERRA

Em: 31 de Março de 2013 Visualizações: 23163
JOHN, UM NEGRO DA TERRA

Ele nasceu, em 1956, nos Estados Unidos. Era americano. Portanto tinha, inapelavelmente, que se chamar William ou John. Ficou John. Mas por ser filho de português, seu destino era ser registrado como Manuel ou Joaquim. Acabou herdando o Manuel do pai. E foi com esse nome composto - John Manuel - que veio de mala, cuia e Machado para o Brasil, onde criou raízes, filhos, livros e deixou marcas.

Aqui deu aulas, palestras e conferências, organizou eventos, iniciou estudantes na pesquisa, formou mestres e doutores, fez discípulos, vasculhou arquivos, pesquisou, escreveu, publicou, amou e foi amado, apaixonou-se pela história indígena e abrasileirou-se tanto que se transfigurou em negro da terra, termo consagrado em um de seus livros sobre índios e bandeirantes.

Foi ironicamente na Rodovia Bandeirantes, em Campinas, na terça-feira, que um táxi desgovernado chocou o carro dirigido por John, eliminando um dos expoentes da história indígena. Ele morreu no local, aos 56 anos, no auge de sua vida intelectual, vítima da guerra absurda do trânsito, que no Brasil mata anualmente mais do que qualquer guerra civil. Na última quinta-feira, 28 de março, depois de velado no salão da biblioteca, na Unicamp, foi levado para o Crematório na Vila Alpina, em São Paulo.

Índios e bandeirantes

O historiador John Manuel Monteiro era paulista, mas paulista de Saint Paul, Minnesota, onde nasceu. Lá, muitos moradores descendem de alemães e escandinavos, que migraram para os Estados Unidos no final do século XIX, encurralando a população nativa em reservas indígenas, que hoje sediam cassinos. Quando os portugueses e hispânicos chegaram, os índios já eram minoria discreta, mas capazes ainda de despertar o interesse de um pesquisador sensível e generoso como John, um paulistano de coração.

Desde a graduação em história, no Colorado College (1974-78), ele vinha buscando entender o processo de colonização portuguesa nos trópicos, inicialmente em Goa, na Índia, e depois no Brasil. No mestrado (1979-1980), focou seu interesse sobre o Brasil Império, no século XIX, e finalmente no Doutorado (1980-1985) na mesma Universidade de Chicago, debruçou-se sobre a escravidão indígena, os bandeirantes e os guarani de São Paulo.

Quando o conheci, em 1992, apresentado por Manuela Carneiro da Cunha, ele trabalhava com ela num grande projeto interdisciplinar, de âmbito nacional, que procurava localizar, mapear e avaliar a documentação manuscrita sobre índios existente nos arquivos de todo o Brasil. Fui convocado para coordenar a equipe do Rio de Janeiro. Com John, entramos em cada um dos 25 grandes arquivos sediados no Rio. No final, ele organizou a publicação do Guia de Fontes para a História Indígena e do Indigenismo em Arquivos Brasileiros.

O objetivo do projeto era criar uma ferramenta para combater a cumplicidade da historiografia brasileira que "erradicou os índios da narrativa histórica" ou tentou "torná-los invisíveis". O Guia foi elaborado por equipes que reuniu mais de cem pesquisadores em todas as capitais do país, coordenados por John Monteiro. Localizou muitos documentos desconhecidos e até então inexplorados, criando as condições para "repensar, de forma crítica, tanto o passado quanto o futuro dos povos indígenas neste país".

John Monteiro trazia considerável experiência em pesquisa documental nos arquivos das Américas, da Europa e da Índia. Publicou, em 1994, o livro seminal Negros da Terra: Índios e Bandeirantes nas Origens de São Paulo. Lá, apoiado em farta documentação, redimensiona o papel dos índios na história de São Paulo e desconstrói a baboseira de que o bandeirante paulista contribuiu para alargar e povoar o território brasileiro. Recoloca na história do Brasil, como sujeito, o negro da terra ou gentio da terra, expressão usada para designar o índio escravizado.

Dança dos números

As pesquisas de John Monteiro fizeram uma revisão profunda do discurso sobre a "extinção", mostrando como as populações indígenas foram afetadas pelo colonialismo. Ele discute não apenas o declínio demográfico, mas também "os processos de recuperação e rearranjo das populações e das unidades políticas indígenas" no Brasil colonial. O artigo que publicou em 1994 - a Dança dos Números: a população indígena do Brasil desde 1500 - trabalha com a noção de etnocídio, a qual acrescentou posteriormente a de etnogênese.

Logo após a promulgação, em 2008, da Lei 11.645, que torna obrigatória a temática indígena em sala de aula, John Monteiro publicou o artigo Sangue Nativo na Revista de História, abordando a escravização dos índios no Brasil. Contribuiu, dois anos depois, com a produção de documentários "Histórias do Brasil', exibidos pela TV Brasil. Desta forma, sua produção acadêmica alcançou os professores da rede pública e privada de ensino e penetrou nas escolas.

John Monteiro havia assumido recentemente a direção do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Unicamp. É conhecido, admirado e querido em todo o Brasil, em cujas universidades seus livros são discutidos, mas também no exterior. Orientou e dirigiu pesquisas na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, e foi professor em várias universidades americanas - Harvard, Michigan e North Carolina-Chapel Hill (1985-86), onde nasceu Thomas, seu filho com Maria Helena Machado, pesquisadora da USP e companheira de todas as horas.   

No Grupo de Trabalho Índios na História, que John Monteiro articulava, sua morte foi sentida e pranteada. Mensagens de todos os recantos circularam nas redes sociais, expressando sentimento de dor pela perda irreparável. A Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Nacional de História (ANPUH), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS), entre outras, manifestaram o pesar da comunidade acadêmica:

"À sua esposa Helena e aos filhos Álvaro e Thomas, e demais familiares, estendemos nosso conforto e afeto. John será sempre lembrado por nós" - finaliza a nota da ABA, expressando um sentimento generalizado.

Aqui, no Diário do Amazonas, registramos um adeus saudoso a John Monteiro, reproduzindo mensagem do antropólogo Carlos Alberto Dutra, pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul:

- Os povos indígenas perderam o historiador John Monteiro. Cientista social que sempre soube respeitá-los e traduzir para o mundo, para além das fronteiras da modernidade, suas lutas e seus direitos, pelos meandros da academia, seus livros e ensino. Que Ñhanderu o acolha e console seus admiradores pela perda.

Logo que assumiu a direção do IFCH, John Monteiro enfrentou um ato de vandalismo com firmeza, mas sem autoritarismo.  Desempenhou o seu papel de educador lúcido e refinado na forma como tratou o episódio. Abaixo o email que enviou, naquela ocasião, a alunos, funcionários e professores. 

From: John  M. Monteiro

To: Alunos, funcionários e docentes

Sent: Friday, December 07, 2012 9:39 AM

Subject: [Ifch-docentes-l] Vandalism is NOT art

 

Caros Membros da Comunidade do IFCH,

Queria saudá-los com notícias mais alentadoras mas não posso deixar de trazer para a atenção de toda a comunidade a minha consternação com mais um ato de vandalismo. Ontem o IFCH amanheceu manchado. Pela segunda vez desde a conclusão do novo prédio da Biblioteca e mais uma vez no contexto de uma festa realizada nas dependências do Instituto, a grande superfície branca e limpa do novo prédio foi atraente demais para as pessoas que trouxeram tinta e deixaram a sua marca (veja as capturas em anexo). É impossível saber quem fez ou quais foram as suas motivações, mas as inscrições dão margem para especulação. Não se sabe, por exemplo, se as frases foram escritas em inglês para o benefício dos nossos visitantes estrangeiros ou se os autores já aderiram, por antecipação, ao movimento de adotar esse idioma na sala de aula e na elaboração de teses, como nas outras grandes universidades do mundo.

Mas não é nada disso. É muito pior. A primeira frase, à esquerda, simplesmente copia a letra de uma música do Pink Floyd. Consegue, de uma só vez, cometer duas transgressões que gostaria de ver eliminadas do nosso meio: o plágio, que não pára de crescer, e o desrespeito ao patrimônio público que é de todos nós. A frase à direita requer mais cuidado, talvez. O autor nos lança um desafio, ao pleitear o estatuto de arte para a sua garatuja e ao assinar a obra. Queria que este artista, ao invés de agir no calor da festa ou na calada da noite, defendesse publicamente a sua obra e sua mensagem. Quem sabe a maioria de nós aprovaria esta forma de adornar o espaço público. Nesse caso, deixaria de me queixar.

Falando sério, gente, isso tem que parar. Esta é uma universidade pública e é a responsabilidade de todos nós – administradores, docentes, funcionários e alunos – zelar por sua integridade, sua conservação, seu aprimoramento. Ao ver a nova biblioteca, que deveria ser o orgulho de todos nós, maculada, confesso que não senti raiva, nem fiquei com vontade de punir o responsável. Senti vergonha e senti que todos nós somos responsáveis de uma maneira ou outra. Senti vergonha porque o nosso instituto reúne um grande contingente de pessoas cujas pesquisas e ensinamentos ajudam a entender o que é arte, o que é vandalismo, o que é liberdade de expressão, o que é espaço público, o que é cidadania, entre tantas outras coisas que sinalizam o quanto este tipo de atitude é agressivo, desrespeitoso, inaceitável. Espero que na próxima festa tanto os anfitriões quanto os convidados reconheçam que não estão numa terra de ninguém e sim estão em casa, a casa de todos nós.

Saudações a todos,

John Monteiro

Diretor, IFCH

 

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50 Comentário(s)

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Sidney Sampaio Pinheiro comentou:
05/04/2013
Penso ser um fato carregado de simbolismo que o registro da trajetória de John Monteiro pelo planeta tenha sido feito justamente pelo Diário do Amazonas, publicado no Estado que concentra o maior contigente populacional indigena. Não sei como a imprensa paulista tratou a matéria.
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Luis Rafael (Blog da Amazonia) comentou:
05/04/2013
John Manuel Monteiro: uma referência ímpar no que se refere à História Indígena. Ainda me lembro de ler, nos primórdios da graduação em História, o seu brilhante livro: 'Negros da Terra'. O meu gosto pelo tema, que sempre foi enorme, apenas aumentou ao conhecer sua obra. A sua morte empobrece, e muito, não apenas a História Indígena, como também, em um aspecto mais amplo, as Ciências Humanas e Sociais de um modo geral.
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Manuela C. Cunha comentou:
04/04/2013
John Monteiro foi um historiador de primeira grandeza: abriu caminhos e formou discípulos para a renovação da história indígena no Brasil. Sua morte absurda nos priva das contribuições que ainda nos traria. Mas John foi também um homem bom e isso é dizer muito. Sua morte nos priva de uma pessoa que respeitamos e admiramos. E priva Helena, Álvaro e Thomas de seu carinho. É uma imensa tristeza.
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04/04/2013
Lamenta-se sua extinsão física, entretanto continuaremos com sua presença manifestada em suas obras. Nossos sentimentos à família. Contato de ozelia amara sedlacek
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Celene Fonseca comentou:
02/04/2013
Fiquei consternada com essa morte. Eu o conheci e li livros dele. Mais do que isto, eu via nele o verdadeiro intelectual: educado, gentil, conhecedor de nossas limitações ante a natureza e a sociedade. Bem diferente dos caçadores de títulos e dos (quase) gângsteres que pululam em nossas academias. É uma perda inestimável! Alguém do bem e que desejava SINCERAMENTE conhecer e discutir a realidade se foi. Celene Fonseca – Salvador -BA
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Danielle Bastos Lopes comentou:
01/04/2013
Perda muito grande,mas não maior que o legado que deixou para todos nós, é um dos exemplos da "leitura obrigatória" para nós que estamos iniciando na missão e nos caminhos densos do estudo sobre os povos indígenas
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Eulália Garcia comentou:
01/04/2013
Encaminho o convite para a missa celebrada em memória de John Monteiro A Esposa Maria Helena P.T. Machado e os filhos Álvaro e Thomas comunicam com pesar o falecimento de JOHN MANUEL MONTEIRO Diretor do IFCH da Unicamp e convidam para as cerimônias: dia 02/04/2013, às 16h00, Missa Ecumênica na Capela do Hospital de Clínicas da UNICAMP (Rua Vital Brasil 251, Cidade Universitária, Campinas) e dia 03/04/2013 às 20h30, Missa de 7º dia na Igreja do Calvário (Rua Cardeal Arco Verde, 950, Pinheiros, São Paulo).
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Armindo Outeiral comentou:
01/04/2013
Veja o site da Companhia das Letras. Envio parte do texto lá publicado. John Manuel Monteiro (1956-2013) A morte chega como susto e carece sempre de sentido. É só dessa maneira que se pode tentar descrever a morte repentina do Professor John Monteiro, ocorrida na última terça-feira, no dia 26 de março. John, como era conhecido por todos, voltava da Unicamp, nesse caminho percorrido por uma verdadeira caravana de mestres que pegam a estrada, a Rodovia dos Bandeirantes, semanalmente e muitas vezes diariamente. O trajeto é tão corriqueiro, que a Unicamp criou um ônibus para levar e trazer os docentes no percurso que liga São Paulo a Campinas; condução logo batizada de "massa crítica".. Mas dessa vez o destino não quis, e John, o atual diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), faleceu por conta de um acidente envolvendo vários carros. John, que havia assumido a diretoria em dezembro do ano passado e ficaria no cargo até 2016, era dono de atitude crítica e franca em relação à atual agenda das Universidades Estaduais Paulistas e tinha vários planos, todos estupidamente interrompidos. A morte pegou John em plena atividade, e nós, que acompanhamos a sua atuação ao lado da professora, esposa e companheira de todas as horas — Maria Helena Machado — e dos filhos — Álvaro e Thomas —, andamos todos tal qual ponteiro sem rumo e direção. Como dizia Mario Quintana: "a morte sempre chega pontualmente na hora incerta", errada.
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Ester Nolasco (Blog Lima Coelho) comentou:
01/04/2013
Uma perda muito grande. Os meus pêsames à família e aos amigos
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Ângelo Emílio da Silva Pessoa comentou:
01/04/2013
Caro Professor Ribamar. Quero cumprimentá-lo pela beleza do texto e pela sensibilidade com a qual conseguiu avaliar a perda de John Monteiro. Tive a ocasião de conhecer a obra (fundamental para a minha tese) e o privilégio de conhecer o historiador: em duas ocasiões o convidei para atividades por mim organizadas, em eventos nas cidades de Jaguariuna e Bragança Paulista, para os quais ele compareceu e conversou com todos os presentes de forma extremamente generosa. Penso que "Negros da Terra" é uma daquelas obras que muda nossa forma de ver história, e não é todo dia que isso acontece. Creio que a obra de John Monteiro permitiu uma visibilidade histórica (passado e presente) dos indígenas que a maior parte de nós não havia conseguido perceber, embotados por um ensino de História que elidia esses povos de nossa percepção. Todos perdemos com a morte tão precoce de John Monteiro, mas a historiografia brasileira muito ganhou com ele e essa marca será indelével.
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01/04/2013
Meu caro John Monteiro, dirijo-me a você sem saber se minhas palavras repercutirão ou não em meu destinatário. Sua história de vida, que inclui seus afazeres como pesquisador e professor, além de responsabilidades correlatas, inclusive suas ações reprodutivas e sua obra acadêmica, são suficientes para colocá-lo entre os seres que, em si, justificam sua presença entre os demais. Você foi (e é) importante pelo que teve a competência de fazer e pelo que teve a sabedoria de não fazer. Não passou em vão pela vida. Pelo contrário, foi um construtor de obras e de símbolos. Fará falta, mas sua obra continua em seu exemplo, em seus discípulos verdadeiros e autênticos e nas mensagens que deixou para a posteridade. Adeus e obrigado, caro colega. Contato de Orlando Sampaio Silva
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Maria Joana comentou:
01/04/2013
Apesar de não conhecê-lo, lamento a morte do seu amigo. Pela sua crônica,estou certa de que perdemos um grande ser humano.
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Yole (Blog Lima Coelho) comentou:
01/04/2013
O professor morreu jovem. Sua contribuição ao nosso país é inestimável
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Vanessa Caldeira comentou:
31/03/2013
Professor Bessa, obrigado pela linda e merecida homenagem ao professor J. Monteiro!
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araci maria labiak comentou:
31/03/2013
Bem neste dia de passagem... páscoa, recebo seu email com esta cronica sobre o John Monteiro. E tomo conhecimento. Grande perda para todos nós. Junto-me à família e aos amigos em dor e solidariedade. Meus sentimentos, queridos. Gratidão Bessa, por trazer de forma tão linda e generosa, o lindo e profundo trabalho do John.
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Ana Claudia comentou:
31/03/2013
Bessa querido Obrigada por, mais uma vez, me permitir conhecer uma pessoa memorável: para a causa indígena, a pesquisa histórica e para o melhor exercício da cidadania. Adorei a coragem, a generosidade e a elegância com que ele reagiu ao vandalismo contra a biblioteca, na carta que você reproduziu... Que as lembranças do convívio e todo o legado da vida e obra dessa pessoa formidável que foi John Monteiro traga conforto à sua família, amigos e alunos. Bjs
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Alenice Baeta comentou:
31/03/2013
Triste perda...esta cronica diz muito o que sentimos...uma sensação de orfão para quem se aventura a pesquisar Historia Indigena...nosso grande mestre sera sempre lembrado n~~ao só por sua magnifica produção mas pela pessoa simples e amavel que era. Contato de Alenice Baeta
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Amanay Parangaba Gomes comentou:
31/03/2013
Grande prof. Jonh Monteiro, vai fazer muita falta...Que vá em paz e que seus estudos inspirem os nossos caminhos...
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Stella comentou:
31/03/2013
Belo gesto professor Bessa! Quanto a perda de John Monteiro, é triste saber que alguém que dedicou sua vida à luta pelos direitos dos povos indígenas, partiu dessa forma absurda.
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Tânia Bessone comentou:
31/03/2013
Linda homenagem! Uma grande tristeza, o ocorrido. Abraços,
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31/03/2013
Belo texto, José Bessa. Parabéns! Contato de Monica Raouf El Bayeh
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Chikinha Paresi comentou:
31/03/2013
Adorei este livro, foi através da leitura que pude entender melhor a história indígena e do nosso povo! Este livro faz parte da bibliografia do meu mestrado! E tenho recomendado pra meus parentes!
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31/03/2013
O Departamento de História da UFSM e seu PPG em História, quem têm unicampistas de coração, como eu e as historiadoras Glaucia Vieira Ramos Konrad, Beatriz Ana Loner e Beatriz Teixeira Weber, sentem-se consternados com a perda precoce do John Manuel Monteiro. Nosso colega Júlio Ricardo Quevedo dos Santos, também pesquisador sobre questões indígenas, foi o portador de tão triste notícia. Que nestes momentos, a Maria Helena, seus filhos e todos os queridos do John tenham o nosso abraço carinhoso e solidário desde a UFSM, pois a obra deixada por John continuará a ser referência por aqui. Diorge Alceno Konrad Chefe do Deparamento de História da UFSM Contato de Diorge Alceno Konrad
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Rosa Maria Perez comentou:
31/03/2013
Acabo de receber, desolada, na Índia, a notícia da perda do John. Junto à dor da Maria Helena e dos seus filhos a minha dor e a de todos os que o conheceram, pessoalmente ou nos livros que escreveu. Bem hajas, Jonh, pelo exemplo de humanismo e de sabedoria, de generosidade e de inteligência. Até sempre, Rosa Maria Perez
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Izabel Missagia comentou:
31/03/2013
Que brutalidade, quanta dor... Colegas e orientandos depositavam toda confiança no John que liderava corajosamente tantas frentes quase inconciliáveis devido às disputas políticas e desafios teóricos que só ele - talvez por sua trajetória singular - tinha capacidade para enfrentar. Ele navegou mundos diversos e agora, finalmente, foi para um outro mais impossível ainda de sondar... Deixou desbaratinada a família e também a tant@s que aprendemos a amá-lo pela pessoa que era, além do profissional. Obrigada pelo texto e pela merecida homenagem à sua memória.
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Italo comentou:
30/03/2013
Notícia triste para a comunidade das ciências sociais no Brasil, para a minha/nossa geração. Estradas de São Paulo, cruéis. Vida louca dos professores paulistas correndo de carro para lá e para cá, de um campus a outro, de um evento a outro. Lembro do meu amigo-irmão Roberto Ventura, grande especialista em Euclides da Cunha, morto do mesmo jeito, já lá se vão dez anos. Belo texto, Bessa, como sempre.
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gerusa pontes de moura comentou:
30/03/2013
Que DEUS esteja sempre com o irmão John Monteiro.
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Roberto Zwetsch comentou:
30/03/2013
Bessa, agradeço por este belo e oportuno artigo sobre a morte e a perda muito triste de John Manuel Monteiro. Eu o conheci muitos anos atrás num encontro do CEWBRAP em São Paulo, ocasião em que também descobri seu livro fundamental ""Negros da Terra" que já citei inúmeras vezes nas aulas de teologia. Eu posso confirmar o que voc~e escreve: ele era uma pessoa afável, justa, honesta e comprometida com os povos da terra. Quem fizer teologia da missão no Brasil tem de passar por este livro e nele conhecer a história esquecida dos povos da terra como também a acuidade desse pesquisador nato. Vamos lembrá-lo sim, por muito tempo, o tempo que extravasa o tempo, com Ñanderu, o Grande Pai. Abraço. Roberto Zwetsch - Faculdades EST - S. Leopoldo, RS. Contato de Roberto Zwetsch
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Almir Diniz comentou:
30/03/2013
Prezado Bessa, eu não poderia expressar melhor o significado do John para os amigos e para a historiografia brasileira. Obrigado por expressar de forma tão clara e bonita quem era este intelectual e grande amigo que nos ensinou a generosidade e o compromisso. Grande abraço.
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Soraia Zanzine comentou:
30/03/2013
Bela homenagem...lembrei de Breth...há sim homens que lutam toda uma vida...Obrigada John...vc está agora na terra sem males!
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Thomas comentou:
30/03/2013
Sou o filho do John e gostaria de agradecer a todos pelas mensagens de carinho e pela bela crônica. Nada pode apagar a dor no nosso coração e alma. Mas certamente, saber que ele foi tão querido nos servirá de conforto, ainda mais porque ele amava tanto o que fazia. Espero que o trabalho do meu pai seja como uma semente de igualdade, amor e liberdade para todos vocês, um pouco como a vida dele foi para mim Contato de Thomas
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02/04/2013
Prezado Thomas, sou professor da Universidade Federal da Grande Dourados, MS. John Monteiro, seu pai, sempre foi referência para os nossos estudos. Sempre o indiquei aos meus alunos, como leituras indispensáveis, principalmente, para a História Indígena. Elena, Álvaro e Thomas, sentimos muito, mas agradecemos por tudo que John nos proporcionou. Contato de Cláudio Vasconcelos
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Ivete Botelho comentou:
30/03/2013
se não estou equivocado, o historiador e antropólogo Marcio Meira trabalhou neste projeto. Pelo menos, ao tempo que fui encarregada do arquivo histórico e biblioteca da Comissão Demarcadora de Limites ele pesquisou fontes para historia indígena na Amazônia e foi quando o conheci.
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Marcio Meira comentou:
30/03/2013
De fato trabalhei nesse projeto como coordenador do Para. O Jonh foi super importante para esse processo... Sem ele nao teria saido.
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Olivio Jekupe (escritor guarani) comentou:
30/03/2013
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Diógenes Moraes comentou:
30/03/2013
Não entendi é porque o Diario do Amazonas faz uma homenagem ao John Monteiro e a Folha de São Paulo, onde ele escreveu vários artigos, não registrou nada. Aqui em João Pessoa, na Paraíba, leio diariamente a Folha de São Paulo e não vi nada, só uma página inteira dedicada a Clô estilista que morreu, Isso é jornalismo? Quem ajudou a explicar a história de São Paulo é ignorado pela Folha.
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Múcio Medeiros comentou:
30/03/2013
Professor Bessa, li esse livro do John (Negros da Terra) e entendo a tristeza por sua partida.
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Profjb Mstrangoleiro (Universidade Federal de Goiás) comentou:
30/03/2013
...Lástima das lástimas,essa notícia... Perdemos todos nós,sim,sem a menor dúvida,essa mente genial,essa pessoa brilhante,Mestre Insígne de tantíssimos...
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Neimar Machado comentou:
30/03/2013
John partiu em caminhada para reencontrar seus ancestrais. Contato de Neimar Machado
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Teresinha Marcis comentou:
30/03/2013
Obrigado Bessa. Emocionante, verdadeiro e sentimental.
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Vinícius Alves Do Amaral comentou:
29/03/2013
Negros da Terra é um tapa no que restava do orgulho bobo que muitos paulistas sustentavam, venerando bandeirantes. Quando li me causou estranhamento: São Paulo é uma cidade que nega tão insistentemente essas raízes que é até meio surreal pensá-la como uma cidade indígena num passado remoto.
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Manu comentou:
29/03/2013
Boa Bessa! Lerei John... Já estava na minha lista... Bela homenagem! Que durma bem com a sensação de missão cumprida Que seus"discípulos" continuem as pesquisas E que os taxistas sejam mais cuidadosos... Que a guerra do transito que confina mesmo com a lei seca, sem cachaça, tantas almas Pare, pense e olhe que outro dia já vem Desgovernados estamos "Negros" da terra somos, mas amamos, sonhamos e podemos ser felizes Não e uma encruzilhada ou uma fuga pelo acostamento que vai para o tempo Por outro lado, um carro desgovernado pode até apagar uma estrela.:.
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Ana Paula da Silva comentou:
29/03/2013
Realmente, a morte de John Monteiro é uma grande perda para os índios, para a história indígena e todos nós. Que Ñhanderu o acolha e nos console.
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Jane Paiva comentou:
29/03/2013
Que belo resgate da vida e da memória de um lutador incansável da História (com H maiúsculo) em nosso país, Bessa! Só o conheci agora, pela memória de tantos que tiveram o privilégio de conviver com ele! Vc foi um destes! Obrigada!
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Francisco Canindé comentou:
29/03/2013
Existem formas diversas de contribuir para as mudanças, e uma delas é lutar contra as perversidades de determinadas mentalidades humanas. Acredito que foi justamente isso, que também John Manuel propôs: não resignar-se e lutar nos espaços de construção de sentidos - textos, livros, contra essas formas perversas de relação humana.
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Tadeu Veiga comentou:
29/03/2013
Triste notícia, uma pena...Tenho aqui os "Negros da Terra", foi uma boa leitura.
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Priscila Faulhaber comentou:
29/03/2013
Todos(as) estamos muito sentidos(as) com a morte do John, um gentleman que vai fazer muita falta na história indígena do Brasil!
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Luciano Cardenes comentou:
29/03/2013
Professor Bessa, muito obrigado pela crônica feita ao John Monteiro. A semana foi muito difícil, principalmente por revelar o quão preciosos e frágeis nós somos. John Monteiro conseguia agregar pessoas de diferentes partes do país e do mundo neste projeto intelectual que conferia grande importância a uma história dos índios. Nos últimos semestres dedicou-se a releitura dos textos sobre pós-colonialidade, reunindo no debate antropólogos, historiadores e lideranças indígenas como a Chiquinha Paresi. Deixou mais de 10 orientandos de mestrado e doutorado, todos tristes pela perda, consolados com a lembrança de seu sorriso e com o trabalho de continuar sua "linhagem" de pesquisa. Um grande abraço!
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Luciano Cardenes comentou:
29/03/2013
UMA BELÍSSIMA HOMENAGEM ao Prof. John Manuel Monteiro. A boa palavra que acalma os corações e nos dá orgulho do que aprendemos com John.
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Liliam Maria Tataxinã comentou:
29/03/2013
Perda incalculável. Meus sentimentos a toda família.
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