CRÔNICAS

Antônio Brand: um amigo dos índios

Em: 08 de Julho de 2012 Visualizações: 31165
Antônio Brand: um amigo dos índios

"Teixeirão Bobalhão". Esse foi o título que dei para uma nota publicada, em agosto de 1979, no jornal mensal Porantim do qual era redator-chefe. Teixeirão, no caso, era o coronel Jorge Teixeira, ex-prefeito biônico de Manaus. O "bobalhão" tinha uma razão de ser. Imaginem que o dito-cujo, na ocasião governador nomeado de Rondônia, pretendia realizar umas obras e decidiu, para isso, invadir terras indígenas, o que era ilegal. Os índios resistiram e ele agiu como um office-boy de luxo da construtora Andrade Gutierrez, declarando aos jornais:  

- "Os índios são uns bobalhões, uns parasitas que estão me dando um pouquinho de preocupação. Mas venço a parada e vou empurrá-los para a outra margem do rio". 

Indignado com tanto desrespeito, o nosso valente tabloide partiu pra cima do governador, dando o troco na hora. Devolvemos-lhe o epíteto de bobalhão. O dito-cujo não gostou e se queixou ao bispo, afinal o Porantim era um jornal do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que por sua vez estava subordinado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A CNBB Regional escalou para puxar minha orelha o bispo-prelado de Parintins, Dom Arcângelo Cerqua, da ala mais conservadora da igreja. Sua barbinha-de-bode esvoaçava quando falou com voz abemolada:

- Meu filho, um jornal da igreja não pode tratar uma autoridade desta forma.

- Pode sim - me tranquilizou Antônio Brand, quando soube do ocorrido. - Deixa o bispo falar. Bispos, às vezes, erram - acrescentou, totalmente cúmplice na indignação, mas sugeriu que eu não desse o desmentido que pretendia dar, o que seria pura provocação. Já havia até escolhido o título: Teixeirão, ex-bobalhão.

Muitos anos depois lembramos dessa história, Antônio Brand e eu. Nós nos conhecemos, em julho de 1978, em Goiânia, durante a III Assembleia Nacional do CIMI, que foi uma escola para todos nós. No episódio do Teixeirão, as palavras de Brand foram tão reconfortantes quanto o apoio do teólogo Paulo Suess, secretário do CIMI, com quem eu convivia mais de perto. Conto o caso aqui porque ajuda a definir o nosso personagem.

O doce radical

Antônio Brand desenvolveu uma virtude invejável. Conseguia ser radical na defesa dos índios, sem jamais ser "fundamentalista" e dogmático. Mantinha, ao lado dessa radicalidade e dessa coerência com os postulados básicos, uma incrível capacidade de negociação política, baseada na análise de correlação de forças. Sabia ouvir, ceder, negociar, para poder avançar. Cutucava a onça, mas com vara comprida. Talvez tenha aprendido essa arte de dosar na convivência com Dom Thomaz Balduíno, outro doce radical, que consegue ser afável sem transigir com os princípios.

Essa virtude, com certeza, foi muito útil durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, quando Antonio Brand, então residindo em Brasília, desempenhou um papel decisivo na luta pelos direitos indígenas, articulando com deputados e senadores, argumentando, explicando, convencendo. Ele deu uma grande contribuição para que o novo texto constitucional de 1988 afirmasse o direito à diferença e definisse o papel do Estado não mais como agente promotor da integração dos índios, mas como protetor da diferença.

Quem chama a atenção para esse trabalho discreto, mas eficiente de Antonio Brand é Dom Erwin Krautler, presidente do CIMI, ele também um doce radical, incansável na batalha contra os estragos previstos na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Nessa luta sem trégua, o CIMI fez escola, uma escola de militância na qual tivemos o privilégio de conviver com as principais lideranças indígenas e com figuras como Thomas Balduíno, Pedro Casaldaliga, Moacir Grechi, Egydio Schwade, Antonio Iasi, Bartomé Meliá, Paulo Suess. Muitos de nós saímos de lá para a academia: Antônio Brand, Renato Athias, Egon Heck, Wilmar D'Angelis, Ademir Ramos, todos vinculando seu trabalho no magistério à temática indígena. Dentro das universidades, abrimos outras frentes de luta.

Foi lá, dentro da Universidade, que Antonio Brand atuou nas duas últimas décadas.  Fundador do CIMI no Mato Grosso do Sul e secretário executivo nacional no período da Constituinte, ele, que era graduado em História pela Unisinos, defendeu tese de doutorado na PUC-RS, intitulada "O Impacto da perda da terra sobre a tradição Kaiowá/Guarani: os difíceis caminhos da Palavra". Ali, reconstituiu os processos históricos que levaram a usurpação das terras indígenas em Mato Grosso do Sul e o confinamento dos índios que lá vivem.

Antonio Brand passou a lecionar no Departamento de História da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande (MS), orientando alunos no mestrado e doutorado. Criou o Centro de Documentação Kaiowá-Guarani, responsável pelo levantamento, catalogação e divulgação da documentação primária. Tive a sorte de participar deste projeto, convidado por ele para identificar a documentação sobre índios do Mato Grosso do Sul em arquivos do Rio de Janeiro e que contou com a valiosa colaboração do historiador Neimar Machado.

Na UCDB, Brand coordenava o Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indigenas (NEPPI) e a Rede de Saberes, sendo responsável, junto com a doutora Adir Casaro, pela formação de jovens pesquisadores, indígenas e não-indígenas. Recentemente, fizemos parte de uma banca de mestrado na UNIRIO, quando ele compartilhou seus conhecimentos sobre história indígena.

O legado

Antonio Brand conseguiu aliar a militância em favor dos índios com o rigor nas pesquisas acadêmicas e na formação de pesquisadores. Quem destaca o fato é o historiador John Monteiro, professor titular do Departamento de Antropologia da UNICAMP e ex-professor visitante da Harvard University, que escreveu:

- Brand foi uma das pessoas mais dedicadas à defesa dos direitos indígenas que já conheci. Conseguiu, de uma maneira expressiva, trazer essa dedicação para dentro da academia, reunindo um núcleo de alunos e pesquisadores na UCDB voltados para o avanço do conhecimento sobre povos indígenas em vários campos do saber. Não foram poucos os meus alunos que se valeram dos conhecimentos e dos contatos que ele partilhava com entusiasmo, sempre incentivando o engajamento com a temática. Vai fazer falta, porém deixou um legado significativo.

Esta falta já estamos sentindo todos nós: sua companheira de todos os momentos, Valéria Calderoni, sua filha Luciana, seus familiares, seus parceiros, os membros de sua equipe na UCDB e os índios que vivem no Brasil, especialmente os Kaiowá e Guarani de Mato Grosso do Sul, que perderam um grande amigo. Na manhã de terça-feira, 3 de julho, o professor Antonio Jacó Brand, 62 anos, faleceu em Porto Alegre (RS), vítima de um infarto. No dia seguinte, foi sepultado em sua terra natal, São José do Sul (RS), no cemitério junto à Igreja de Dom Diogo.

Quando souberam da morte do amigo fiel, vários Nhanderu - líderes religiosos indígenas - junto com estudantes e professores guarani e kaiowá saíram de Mato Grosso do Sul e viajaram a noite toda, atravessando municípios, cidades e estados, para um último adeus. Lá, no Rio Grande do Sul, abençoaram um cocar e o colocaram sobre seu corpo, em sinal de respeito, reconhecimento e gratidão. Celebraram um ritual no qual agradeceram, com cantos sagrados, a presença dele, por mais de 40 anos, na luta indígena, conforme informa nota do CIMI.

Os líderes religiosos Guarani-Kaiowá lembraram, no final da cerimônia, toda a luta em defesa da terra, da cultura, da língua, que teve em Antônio Brand um aliado devotado e sempre presente. Pediram a palavra para reafirmar que a melhor forma de honrar a memória do amigo é continuar a resistência.

A morte de Antonio Brand foi pranteada em muitas aldeias indígenas do Brasil, onde era conhecido, no norte e no sul, entre os tuyuka do rio Tiquié (AM), em comunidades Kaingang e Guarani do Rio Grande do Sul, mas também fora do país. Mensagens chegaram do Paraguai, do México, da França, de Portugal, da Itália, dos Estados Unidos, de várias partes do mundo, por parte de antropólogos, linguistas, historiadores, educadores, missionários, indigenistas e pesquisadores de diferentes áreas do saber.

No dia 4, foi realizada missa em sua homenagem, num anfiteatro da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande (MS), reunindo alunos, professores e funcionários, que ouviram a leitura de uma carta escrita pelo tuyuka Justino Sarmento Rezende, padre salesiano e ex-aluno de Brand no Mestrado em Educação na UCDB.  Nesta segunda-feira, dia 9, a UCDB realiza a missa de sétimo dia às 10 horas da manhã.

Com Antônio Brand aprendemos muitas coisas, além de tomar chimarrão, primeiro nas reuniões do CIMI, depois nos eventos acadêmicos. Aprendemos também a tratar os "bobalhões" preconceituosos. No momento em que sentimos uma falta danada dele, cabe lembrar aqui Dom Pedro Casaldaliga, bispo de São Felix do Araguaia que numa entrevista publicada no Porantim, recitou um poema de sua autoria - Profecia Extrema, com o qual nos despedimos do fiel amigo dos índios:

-  Com a morte se fará verdade a minha vida, por fim terei amado.

 

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60 Comentário(s)

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Cassiane comentou:
02/08/2013
Obrigada, prof. José Bessa, por nos lembrar da homenagem feita pelos guarani e kaiowá a quem de fato mereceu receber um cocar indígena: Antônio Brand.
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Valéria comentou:
05/08/2012
Bessa meu muito obrigada pela solidariedade nestes momentos de profunda dor...neste, conhecemos as pessoas, e, se Brand te escolheu como amigo..pássaros da mesma plumagem. Que estas energias circulem e retornem a ti bj gd Valéria
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Maria Auxiliadora do Nascimento Costa comentou:
18/07/2012
Professor Bessa, posso lhe afirmar uma coisa sou uma aluna hoje muito mais consciente da valiosa importância dos povos indígenas. Depois de ler esta cronica conheci a vida de mais um líder branco porem com um coração indígena. Nós não teremos mais a presença física do saudoso professor Antonio Brand, mas a sua alma esta no seu trabalho, que agora precisa ser honrado por todos da sua equipe.
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Maria Auxiliadora do Nascimento Costa comentou:
18/07/2012
Professor Bessa, posso lhe afirmar uma coisa sou uma aluna hoje muito mais consciente da valiosa importância dos povos indígenas. Depois de ler esta cronica conheci a vida de mais um líder branco porem com um coração indígena. Nós não teremos mais a presença física do saudoso professor Antonio Brand, mas a sua alma esta no seu trabalho, que agora precisa ser honrado por todos da sua equipe.
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Claunice comentou:
16/07/2012
Parabéns ao Bessa, que com sua palvras sábias tão bem expressou o que de fato foi o professor Antônio Brand.
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Marcus Maia comentou:
15/07/2012
Obrigado pela bela eulogia para o Antonio Brand, Bessa, que expressa o que todos sentimos. Contato de Marcus Maia
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14/07/2012
Parabéns ao Bessa. Bela, consistente e justa homenagem ao Brand, à qual me associo. Contato de Orlando Sampaio Silva
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Niminon Suzel Pinheiro comentou:
13/07/2012
Prezado amigo, professor José Bessa, obrigada pela crônica, Antonio Brand sempre estará presente em nossas práticas visto ter ele contribuido significativamente na construção desse caminho de luta na defesa dos povos indigenas, onde o conhecemos. Obrigada! Sua doçura era também decorrente do convivio com os Guarani Kaiowá, essa talvez tenha sido um dos grandes ensinamentos que as lideranças indígenas lhe transmitiram, o poder da palavra por eles lhe revelada. Aqui em Rio Preto e Araraquara, na UNIRP e no CEIMAM, na Fundação Araporã (que ele ajudou a fundar) também o pranteamos. Saudações amigos e que agora Antonio Brand esteja mais junto dos Guarani do que antes, apoiando e defendendo.
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Niminon Suzel Pinheiro comentou:
13/07/2012
Prezado amigo, professor José Bessa, obrigada pela crônica, Antonio Brand sempre estará presente em nossas práticas visto ter ele contribuido significativamente na construção desse caminho de luta na defesa dos povos indigenas, onde o conhecemos. Obrigada! Sua doçura era também decorrente do convivio com os Guarani Kaiowá, essa talvez tenha sido um dos grandes ensinamentos que as lideranças indígenas lhe transmitiram, o poder da palavra por eles lhe revelada. Aqui em Rio Preto e Araraquara, na UNIRP e no CEIMAM, na Fundação Araporã (que ele ajudou a fundar) também o pranteamos. Saudações amigos e que agora Antonio Brand esteja mais junto dos Guarani do que antes, apoiando e defendendo.
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Adria Simone Duarte de Souza comentou:
13/07/2012
Linda crônica!Conheci o Prof. Dr. Antônio Brand em um encontro ocorrido na UEA em 2008 e fiquei sabendo sobre o projeto "Rede de Saberes" e vi como ele era simples e acessível, como pude ler na crônica, pertencia a uma geração de pesquisadores que se articulada às lutas e reivindicações dos povos indígenas. Em outros momentos ouvia sobre seu comprometimento e sensibilidade com temática por meio da fala do Pe. Justino e de outras pessoas que tinham contato com ele, aqui e ali. Uma grande perda para a família, para a causa indígena e para a academia.
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Daniele Lopes comentou:
13/07/2012
Realmente tem gente que faz e quando parte deixa um legado importante para o nosso país, que é a valorização indígena e preservação da natureza.
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Francisco Guarany comentou:
13/07/2012
Parte Para terra Dos Sem Males !! Antonio Brand !!, Querido !!, Afável !! Apoiador Das Dificuldades Dos Povos Originários !!, Eu, Estive Em Brasília , Em, Início De , 1988, No CIMI !!, Encontrei, Antonio Brand, Calmo, Me, Ouviu, Me Atendeu, Vai-se, Um Guerreiro, Juntar-se A Sepé Tiaraju !!, Contato de Francisco Guarany
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Falcão Vasconcellos - Geógrafo Urbanista e Professor comentou:
13/07/2012
Ótima crônica Bessa. Emocionante lembrar de tempos idos na luta em favor das causas indígenas. Das edições de resistencia do Porantim, do Grupo Cucuro e muito mais. Merecida homenagem, a qual anima a continuidade da "Lucta Social", socioambiental, étnico-cultural ... Tenho muita honra em ter vivido um tiquinho da Manaus, e do Amazonas dos anos 1970 / 1980. Assim aprendi também a conhecer um pouco da complexidadee da riqueza do que é Brasil.
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Mauro Costa comentou:
12/07/2012
Conheci o Prof. Brand nas Jornadas Jesuíticas em Dourados, Mato Grosso, em 2010... na ocasião apresentei meu projeto de doutorado sobre os povos indígenas do Rio Negro... ele se interessou vivamente e me forneceu indicação de literatura pertinente ao assunto... é com esta imagem positiva que me refiro ao prof. Brand...
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Alexandre Gomes comentou:
12/07/2012
Agradeço ao Bessa pela cronica. Longa vida aos ideais que o moveram Brand, em vida. Contato de Alexandre Gomes
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Silvio Márcio comentou:
12/07/2012
Li esta crônica.Na sexta-feira passada, minha amiga surda Shirley fez lançamento do livro dela sobre Índio Surdo em Campo Grande (MS), quando eu estava lá. Ela deu um presente do livro pra você com autografo, está comigo, vou mandar pra vc, ok?! Ela fez uma homenagem póstuma ao Antônio Brand no Museu da Cultura dos ìndios Dom Bosco em Campo Grande. Foi lindo. Abraços. Silvio Márcio
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Isabela comentou:
11/07/2012
Lindo, Bessa! Uma vida vivida sim é mesmo o sentido da verdade. Aquilo que é experimentado, na entrega de si ao que se vive.
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Múcio Medeiros comentou:
11/07/2012
A luta mais contundente e aquela que a palavra alinhava! Parabéns professor por trazer à tona alguns personagens dessa "ficção" (tragicômica) que é o Brasil. Contato de Múcio Medeiros
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Walmir Cardoso comentou:
10/07/2012
Bessa, Muito lindo o seu texto e muito triste a notícia! Tive o privilégio de estar alguns dias com o querido Antonio Brand, falando de astronomia indígena para os amigos de MS. A presença e história marcante do Prof Brand sempre levarei comigo. Realmente estou muito triste com essa notícia! Perdemos todos! Um abraço silencioso para a família e para todos que puderam compartilhar, mesmo que pouco, um tempo com essa pessoa tão maravilhosa! Walmir Cardoso
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Aurélio Kaiowá comentou:
10/07/2012
Sou do Movimento de Professores Kaiowá e Guarani - MS, em vários momentos participei suas palestras, discussões, colocações, do ponto positivo e negativo, em relação dos kaiowá e guarani, sempre defendia e colocava nós a refletir das situações vivenciada, ao saber que pai do céu o levou, fico sem fazer nada, para nós e em especial a mim, considero ele como cacique, ñanderu, yvyra'ija, mas por mais que seja, estaremos seguindo os passos que o pisou, os passos que o seguiu, porque ele deixou vários sementes e isso poderá nós levar a diante, mesmo não falando mais materialmente com nós, mas espiritualmente sempre estará no meio da gente. Contato de Aurélio Kaiowá
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Edson Cosme comentou:
10/07/2012
infelizmente só vou poder conhecer o legado deixado por ele, que não é pequeno, felizmente!
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Márcio Tadeu Santos comentou:
10/07/2012
Márcio Tadeu Santos Mais um amigo que se vai. Que ano! É... trabalhamos juntos com os guarani no Mato Grosso do Sul, no final da década de 70. Esse cara foi importante, como disse o José Bessa, durante a Constituinte para garantir o direito dos povos indigenas. Uma perda imensa. Pode parecer senso comum, mas é uma enorme perda para a luta indigena no Brasil mesmo.
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Dôra Paiva (portalrogerioferreira.ning.com) comentou:
10/07/2012
Obrigada Bessa Freire por me fazer conhecer mais da vida e luta desse grande homem. Que perda! Mas fico com a última frase de sua crônica. Um abraço, Dôra Paiva
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Iára comentou:
10/07/2012
Bela homenagem ao grande ser humano que foi o Brand, um "doce radical", como vovê apropriadamente avaliou, que com sua fala mansa inspirou, cativou, convenceu e conquistou muitos para a luta na defesa da questão indígena. Junto-me a todos que lamentam sua partida, desejando que cada um de nós tenha a disposição de dar continuidade à prática da solidariedade ativa que o Brand ensinou e, sobretudo, vivenciou. Contato de Iára
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Anne-Marie comentou:
10/07/2012
Fico imensamente agradecida por estas aulas de história que você nos dá, dessa "história não contada" que todos vivemos, nossa história pessoal e coletiva.. Já vivia no Brasil (em Sergipe) nos anos 70. Não conheci Antônio Brand, mas lá conheci vários desses "doces radicais" , a começar por Dom José Vicente Távora, retratado até em cordel, que morreu três meses depois de minha chegada a Aracaju. O que ele plantou ficou vivo por muito tempo, apesar da virada conservadora da igreja católica..
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william porto (Blog Lima Coelho) comentou:
10/07/2012
Uma linda e merecida homenagem a um grande homem e Combatente da Liberdade.
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MARIO ALMEIDA comentou:
10/07/2012
Professor Bessa, tenho uma admiração por tudo que o sr. publica e escreve com muita dedicação, a razão do amigo dos índios por estas bandas chamada Brasil, é de uma raridade espantosa, haja vista o recomeço da discussão de um código florestal, que não só agride a natureza mais quem faz parte dela que é o índio; gostaria que o senhor escrevesse sobre os nossos índios do nosso estado do Amazonas, pois o que está em pauta hoje é a comissão da verdade, e quando sempre falo do massacre dos Waimiris e Atroaris, em nome do desenvolvimento, tentam me dar um cala boca, mas eu quero insistir em falar nisso, pois o extermínio foi feito com napalm, substãncia esta, só usada em combates como no Vietnam e então o que vemos e o que sentimos é a indignação e a repulsa, por esta instituição que se diz guardiã da pátria. Precisamos esclarecer a verdade, os motivos que levaram a este extermínio, se foi pelo desenvolvimento, continuamos estagnados, se foi por farra é uma crueldade sem tamanho acho até que com toda locura de Hitler jamais chegaria a este extremo. Por isto temos que ver este erro pois é muito triste tanto para o nosso país, quanto para o nosso estado. Conhecia o prof. Antonio brand, um incansável lutador das causas indigenas, é como diz o Ricardo Cruz, que me antecedeu, o Brasil não dá valor aos seus heróis. Mas volto a tocar no assunto dos Waimiris e Atroaris que foram exterminados e eliminados pelo desenvolvimento. Precisamos fazer justiça, e reonhecer os culpados. Pois só seremos um país livres no dia que forem descoberta todas estas injustiça, cometida pelo regime de exceção.
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Ricardo Cruz comentou:
10/07/2012
É, a morte de Antonio Brand mostra, mais uma vez, que o Brasil adora não conhecer seus heróis, enquanto só conhece a tchurma do bundalelê, do “axé music”, do “sertanejo”…
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Andrea Ferraz comentou:
10/07/2012
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Beatriz Landa comentou:
10/07/2012
Caro Bessa. A tua crônica conseguiu expressar com exatidão e carinho o jeito de agir do Brand, que parecia nunca se alterar, mesmo quando a situação parecia ir se complicando, mas com seu jeito doce e inteligente ele tinha um jeito especial para resolver as questões. Também destacou a presença fundamental de indigenistas - e o Brand foi um deles- na articulação com os diversos setores para que na constituição constasse artigos específicos para tratar a questão indígena. Tendo convivido com ele nos últimos 7 anos no Rede de Saberes na UEMS, sua presença em muito nos fará falta, mas o legado que deixou nos anima a continuar, como foi bem destacado pelos Guarani e Kaiowá de Caarapó e Terenas que estiveram presentes.
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Andrea Sales comentou:
09/07/2012
Em 3 de julho de 2012 nossos corações ganharam mais um vazio que não pode ser preenchido. Ainda naquela noite, o céu ganhou mais uma estrela que brilha forte ao lado da mais linda que existe por lá! Na manhã seguinte a terra recebeu de vez uma semente especial e única!Aprendi dia desses que mulheres e homens de excelência e marcantes na estrada de nossas vidas quando se vão deixam sementes que não são idênticas a eles/elas, mas parecidos pois foram gerados de uma mesma fonte.Nós que tivemos a oportunidade de conhecer, conversar e aprender com professor Brand somos suas sementes pois carregamos em nossas memórias a voz, os gestos, os ensinamentos e a força para prosseguir em meio às lutas.Iporã ete Bessa por ter me ensinado o caminho para Mato Grosso do Sul para aprender de uma fonte movida a chimarrão, amor pelo que fazia e simplicidade chamada Antônio "um doce e radical amigo dos índios" Brand.Obrigada também por nos oportunizar momentos únicos de aprendizagem com suas crônicas!
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Ana suelly comentou:
09/07/2012
Poucos foram realmente amigo dos índios como ele. Deixou a marca desse amor em favor dos índios por onde andou e em todas as esferas em que atuou. Certamente essa sua marca será ecoada por muitas vozes e sempre.
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Ana suelly comentou:
09/07/2012
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Ana suelly comentou:
09/07/2012
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Rodrigo Barbosa Diniz comentou:
09/07/2012
Agradeço a oportunidade de te-lo conhecido o nosso querido amigo e Prof Antonio Brand, homem que me deixou a vontade e curiosidade de estudar os Povos indígenas e lutar pela causa de povo q foi e é sua família, fico triste por ter trabalhado a apenas a um pouco mais de um ano ao seu lado aqui no NEPPI, mas obrigado pela oportunidade e que nos oriente onde e que esteja nosso caro amigo Brand, vá em paz e se junte aos grandes pensadores porque você nobre Bípede foi um dos grande também.
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Ana Helena Tavares comentou:
09/07/2012
Linda homenagem do amigo Ribamar Bessa a um grande brasileiro.
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Judite Albuquerque comentou:
09/07/2012
Carol, obrigada por continuar nos mandando notícias e comentários sobre o Brand. Muito bom ler esta cronica tão singela e, ao mesmo tempo, tão forte, tão realista. E uma força grande na continuação dos trabalhos que vocês vinham fazendo juntos e que, agora, devem continuar contando com outro tipo de presença e apoio. Do céu, ele terá uma visão mais plene e nos ajudará, a todos os que lutamos pela causa indígena, a continuar essa luta, com a mesma coragem que ele sempre o fez. Um grande abraço a toda a sua equipe. com carinho, Judite
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nedirce comentou:
09/07/2012
Morre um ícone da História Indigena.Que pena! Morreu tão jovem. Contato de nedirce
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Sidney de Albuquerque Terena comentou:
09/07/2012
Professor Brand, como era chamado na UCDB, é, e sempre será nosso Pai, ou seja, dos estudantes indígenas dentro da academia, não perdemos simplesmente nosso orientador companheiro mais acredito que ganhamos mais entusiasmos e força para continuarmos nossas lutas em favor de nosso povo indígenas de todo Brasil. Pois cada um de nós temos nossa trajetória e deveres como humano creio que a do Prof. Brand foi comprida e tenho certeza que todo seu exemplo será seguido. Prof. Brand não será lembrado só neste momento, e sim por todas nossas vidas. Acredito que nós acadêmicos indígenas devemos uma parcela de nossas trajetórias ao nosso Mestre Brand, e a melhor forma de pagarmos e continuarmos o trabalho iniciado e muito defendido por ele... Descanse em PAZ Brand... HAWA XOKÓ ITUKO`O IVITI, HANAITI NZA`A (Fica com DEUS, meu grande pai!)
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Maria Barroso Hoffmann comentou:
09/07/2012
Querido Bessa, muito obrigada por essa linda crônica sobre o Antonio Brand, que conseguiu amenizar um pouco a tristeza por ele ter partido ao botar o foco em tudo que ele deixou. Que lutas incríveis e quantos caminhos abertos!!! Mando um abraço frateno a todos os que o conheceram, à família, aos amigos e à maravilhosa equipe de trabalho dele no Mato Grosso do Sul.
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Hans Alfred Trein comentou:
09/07/2012
Nós, no COMIN - Conselho de Missão entre Indígenas da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil também estamos tristes e de luto com a morte do Antonio Brand. Muitos de nós, Arteno, Graciela, Lori, Roberto, Jandira, Nelson, Hans o conheceram e tiveram oportunidade de conviver e trocar saberes. Nos identificamos plenamente com a caracterização de "doce radical", uma pessoa agradável com raíz profunda na espiritualidade cristã, no conhecimento indigenista e na leitura inegociável da história. Agradecemos a Deus por sua contribuição à causa indígena, tanto no campo como na academia. Expressamos nossos sentimentos de condolência aos seus familiares, às comunidades indígenas de sua convivência e a todos/as colegas indigenistas e missionários, seus amigos/as. Um abraço solidário,
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graciela chamorro comentou:
09/07/2012
Bessa, como sempre, sua crônica é bela e as metáforas aplicadas ao Brand muito lindas. Concordo com a Noêmia, com o Hans e os demais comentários. Lamentamos muito a ausência do amigo e companheiro Antônio. Faço minha as palavras do colega Levi: “Nós que tivemos o privilégio de conviver com o Brand sabemos da consistência e coerência de seus ideais, que ele soube defender com paciência e diplomacia ímpar. Sua presença nos principais eventos e fóruns de discussão ou de definição dos interesses dos povos indígenas era sempre tranquilizadora, garantia de sugestões de encaminhamentos de soluções sensatas e éticas. Sentimo-nos co-participantes de seus ideais, ele sempre seguirá inspirando nossas práticas. Continuará sendo ÑANDE RAMÕI GUASU, ÑANDE JEKOHA [Nosso Grande Avô, Nossa Escora]. Assim, esperamos superar a dor e o vazio.
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09/07/2012
Bessa você foi ótimo! lendo o seu texto senti o meu amigo, mestre, quem me ensinou a respeitar despido de preconceitos e discriminação os povos indígenas! Seguindo o seu caminho, continuarei trabalhando com os Terena! Esse foi o seu legado! Contato de Fernando Augusto Azambuja de Almeida
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Antonio Carlos Seizer da Silva comentou:
08/07/2012
Lembro com carinho todas as palavras de Brand durante a orientação de mestrado, mas uma é sem dúvida especial:"Siga em frente". Voltava para orientação, ele lia os textos e dizia o que deveria ser ajustado e sempre "siga em frente". Agora no doutorado (com o Brand orientando), ouvi sobre o projeto de pesquisa: Siga em frente e pontuou mais, com as leituras, a escrita, as anotações...Enquanto indígena que sou, acredito que o "mundo de lá" é paralelo ao "mundo de cá". Para tanto, penso que Brand ao lado do criador está dizendo "Siga em frente Antonio, Siga em frente Adir, Siga em frente Valéria, siga em frente NEPPI..." Que ele nos permita usar a sua frase. Sigamos em frente na luta, com os eternos reflexos das germinadas ações de Antonio Brand.
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Cajetano Vera comentou:
08/07/2012
Fui orientando do eterno cacique Brand, no ano de 2010 e 2011, sou indío Guarani do Conesul. Quando li a cronica do Arandu Ruvicha José Ribamar Bessa, o senhor expressou muito bem, nós indígenas Guarani, estamos chorando e alegre ao mesmo tempo. Pois, para o Guarani um cacique como Antonio Brand, não morre, mas o Tupã Guasu o levou para descansar, portanto, ele é honrado em vida e tamém depois que o Tupã Guasu o levou. Até breve, che cacique!!! Contato de Cajetano Vera
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Noêmia Moura comentou:
08/07/2012
Mensagem/homenagem digna de um ser calmo, sorridente, cauteloso, tolerante e incansável. a última vez que conversamos afirmou: "Será uma recuperação rápida essa cirurgia e em menos de um mês estarei de volta à Campo Grande." Tenho certeza que ele está entre nós e continuará nos guiando. Parabéns pela bela crônica que reforça aos conhecidos e informa aos que não tiveram a chance de conhecer Brand. Contato de Noêmia Moura
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Hélvio Rech comentou:
08/07/2012
Antônio Brand, movido pela causa, não pela ocasião.
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Ana Silva comentou:
08/07/2012
Lindo!! Tecestes uma bela homenagem ao prof. Brand. Pessoas como ele, realmente, fazem falta nesse mundo. Esse teu gênero de crônica é um dos mais fantástico que tens. Parabéns!!
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Maria Luiza Lazarin comentou:
08/07/2012
A melhor crônica que li sobre o querido professor e amigo Antonio Brand! Obrigada por partilharem! Abraços! Maria Luiza
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Letícia Silva comentou:
08/07/2012
Parabéns Bessa por conseguir traduzir em palavras o que o prof. Brand é para nós! Tenho orgulho de integrar a equipe do Neppi e continuar a luta em defesa dos povos indígenas! Saudade eterna do nosso querido Brand.
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Jayck Aline comentou:
08/07/2012
Bom, tive uma única oportunidade de conhecer o professor Antônio Brand, assim que entrei na UCDB, minha expectativa, e de tantos outros alunos da minha sala ,que o conhecia por ser referência, em relação aos povos indígenas, era de ter aula com ele. Os poucos segundos que pude conversar com ele, é notável que era uma pessoa, simples e humana, digo ainda que o professor Antônio Brand, deixou muitos órfãos (em especial os Povos Indígenas) mas cabe àqueles que atuam na área indígena, lutar e como esta escrito , "honrar a memória do amigo, é continuar a resistência" e isso com certeza, faremos! Minhas condolências à família.
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Daniela Viduani Sopran Gil comentou:
08/07/2012
Obrigada José Bessa pelo texto ao nosso querido professor da UCDB...
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Eva comentou:
08/07/2012
Querido Bessa, só vc mesmo para escrever algo tão lindo! O Brand tinha muito orgulho de sua trajetória junto ao CIMI e dos amigos dessa época. Agora, começa um novo ciclo em nossas vidas, com os ensinamentos deixados pelo Brand.
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eva comentou:
09/07/2012
Oi, Bessa!! começar uma segunda-feira, com missa de 7 dia do Brand, parece um pesadelo. Mas todos irão ficar bem! Fizemos pela manhã, uma missa com a presença dos colegas e dos indios de Caarapó. Aproveitamos para ler a sua linda crônica. Abração Eva
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Luiz Henrique Eloy (Terena) comentou:
08/07/2012
Professor Brand foi um pai e mestre para os acadêmicos indígenas de Mato Grosso do Sul. Sua perda foi sentida por todos os povos indígenas, Guarani, Kaiowá e também para nós povo terena. Nas últimas reuniões, sempre demostrando a preocupação de formar advogados indígenas...antes de partir, começou a realizar este sonho, foi fundamental para a minha formação. VOU SENTIR SAUDADES DAS NOSSAS REUNIÕES TODAS AS SEGUNDAS-FEIRAS TOMANDO CHIMARRÃO.
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Rosa Colman comentou:
08/07/2012
que bonito Bessa! obrigada por conseguir sintetizar a vida do Antonio de forma tão completa!! eu sou só gratidão a ele!
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Rosa Colman comentou:
08/07/2012
que bonito Bessa! obrigada por conseguir sintetizar a vida do Antonio de forma tão completa!! eu sou só gratidão a ele!
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Renato Athias comentou:
08/07/2012
Bessa, Antônio Brand está muito bem retratado em tua coluna. Queria reforçar uma qualidade que era bem própria dele. E uma das características extremamente importante para trabalhar com os povos indígenas, que é: saber escutar. E essa qualidade são de poucos, e Antônio soube fazer disso uma arma importante para o apoio ao movimento indígena. Convivemos muitos anos anos no CIMI, praticamente desde a sua fundação até 1983 quando o CIMI torna-se órgão oficial da CNBB, e durante esse período que estivemos juntos eu aprendi a saber escutar com o Antônio. Fomos novamente a nos encontrar no final dos anos oitenta. Eu como representante da OXFAM para o Brasil e Antonio, coordenando um projeto com os Kaiowá em Dourados ainda ligado ao CIMI. Durante esse tempo todo Antonio nos ensinava a escutar e a atuar pelo movimento indígena. Obrigado Antônio. Contato de Renato Athias
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Luana comentou:
08/07/2012
Muito bom, professor Bessa. Digno de um homem genial e um ser eterno! Luana. Contato de Luana
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Sidnei Peres comentou:
08/07/2012
Tive o privilégio de conhecer Antonio Brand. Meus sentimentos à família.
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