CRÔNICAS

O ALBUM DA FAMÍLIA PIRROQUE

Em: 06 de Novembro de 2011
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Quem foi Pierre Pirroque? Poucos sabem. Nem sequer os seus colegas de trabalho - Braguinha e Euclides, o Bunda-de-Aço - ligavam o nome à pessoa. Se o seu Henrique, que era seu Henrique, chefe dos bedéis no Colégio Estadual do Amazonas, ignorava que tinha um subordinado com esse nome, imagine os outros!
Mas eu vos garanto que Pierre Pirroque, embora discreto e quase invisível, existiu, trabalhou trinta anos como bedel e, entre um gole e outro, serviu lealmente a Pátria com extrema dedicação, contribuindo na manutenção da ordem e da disciplina. Por isso, sua biografia interessa à posteridade.   
Pierre Pirroque. Era assim que o chamávamos, nós, alunos de francês do professor Miguel Duarte, com quem aprendemos que “le lion est les roi des animaux”. O responsável por batizá-lo assim foi o saudoso Ilmar Faria, do Curso Clássico, turma da manhã, anos 60, que se limitou apenas a fazer uma tradução livre, inspirado no nome pelo qual o bedel era conhecido no bairro de Aparecida. Pierre morava na Rua Alexandre Amorim, vizinho do João Toledo, onde – aí sim – todos só o chamavam de Pedro Piroca, que era seu nome verdadeiro.
Nome é uma forma de dizer. Não era bem um nome, mas um desses apelidos, tipo Sarney, que ficam grudados em toda a família por várias gerações como uma maldição. Sua mãe, dona Maria Piroca, teve três filhos a quem legou o insólito sobrenome: Paulo Piroca, Pedro Piroca e Saulo Piroca, sendo o primeiro mais conhecido como Pirocão e o último como Piroquinha, não por razões de grandeza anatômica, mas pela ordem de chegada ao mundo. Pedro, o do meio, ficou simplesmente Piroca, sem sufixos.
Qual a origem desse nome? Na qualidade de único biógrafo de Pedro Piroca, procurei fazer uma pesquisa séria, coisa de profissional. Consultei minhas nove irmãs, mas até agora só duas delas responderam. Elisa tirou o loló da seringa: – “Tô fora! Não é da minha época”. Porém Gina, uma das mais sábias, que entende do riscado porque conviveu de perto com a família Piroca, refrescou minha memória:
- “Talvez o apelido tenha vindo do cabelo muito curto e do pescoço comprido da dona Maria. Ela vestia sempre roupa branca, usava tênis branco barato, daqueles antigos, que se limpava com alvaiade, mas achinelado atrás, por causa de um calo que nunca sarava. Andava, por isso, caxingando. Naquela época não havia máquina de lavar e ela tirava seu sustento indo de casa em casa, oferecendo seu serviço de lavadeira. Só trabalhava movida à cachaça: - Minha branca, me paga uma ‘esquenta’ – ela pedia. Isso é tudo que lembro, nebulosamente. A Glória deve saber mais, pergunta pra ela”.
Ainda não tive tempo de consultar Glória, minha irmã mais velha, mas se tu pedires, desocupado leitor, eu me comprometo a fazê-lo em nome da pesquisa científica, para que esse personagem histórico não caia no esquecimento. De qualquer forma, por enquanto, a explicação da Gina faz sentido, como comprova o Dicionário de Nheengatu de Stradelli, que registra a palavra piroca como um empréstimo do nheengatu ao português, significando, entre outras coisas: “pelado, depenado, descascado” (pg.608).
Por outro lado, meu sobrinho Pão Molhado, a quem dei uma bolsa de iniciação científica, jura que no Curso de Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) estudou com duas irmãs gêmeas, já formadas – Dodora Piroca e Rosilene Piroca - que seriam bisnetas da Maria Piroca, não se sabendo se pelo lado do Paulo, do Pedro ou do Saulo. O Pão Molhado ficou de indagar.
Mas por que esse interesse repentino na biografia do Pedro Piroca? – pergunta o leitor. É que outro dia, dirigindo o carro, em plena ponte Rio-Niterói, liguei a Rádio Roquete Pinto, e a Nora Ney cantava uma música dos anos 50 de Luiz Bonfá:
“Vivo só sem você / Que não posso esquecer / Um momento sequer / Vivo pobre de amor / À espera de alguém / E esse alguém não me quer / Vejo o tempo passar / O inverno chegar / Só não vejo você”.
Foi ai que lembrei o meu primeiro porre aos 16 anos de idade. Com quem? Adivinha, leitor? Acertou. Foi com ele, o Pierre Pirroque, ao som de Nora Ney. Era um domingo ensolarado de 1963, às 10 horas da manhã. Voltava eu da missa, quando ao passar em frente ao bar Sputnik, na Epaminondas com a Monsenhor Coutinho, vejo lá dentro, solitário, sentado a uma mesa, o Pierre Pirroque, que me convida a tomar uma cerveja. Era a primeira vez que alguém me tratava como adulto. Aceitei. Quem recusaria?
O bedel que durante a semana controlava a disciplina e o comportamento, no domingo me convidava à transgressão. Tomei uma cerveja. Talvez duas. Tudo bem, não vou mentir, tomei umas três, ouvindo na vitrola do Sputnik a Nora Ney cantar um LP inteirinho, músicas como “De cigarro em cigarro”, “Dorme, menino grande, que eu estou perto de ti”, seguida de “Ninguém me ama, ninguém me quer”, “Tu passas pela rua, e a vida continua...” e outras músicas de fossa, boleros, samba-canção, etc.
A voz da Nora Ney, inconfundível, se tornara ainda mais conhecida nacionalmente depois de sua participação em uma intensa campanha política na rádio. Acontece que com a renúncia do Jânio, em 1961, os militares impuseram o parlamentarismo, fazendo o Congresso Nacional aprovar um Ato Adicional à Constituição de 1946, como condição para a posse do vice-presidente Jango, cujos poderes ficaram diminuídos. Depois da posse, Jango realizou um plebiscito, em janeiro de 1963, consultando os eleitores sobre o tema. Nora Ney e Jorge Goulart gravaram dois jingles que tocavam adoidado nas rádios:
- Eu vou fazer um x no quadrinho ao lado da palavra NÃO. Parlamentarismo NÃO, o povo tem razão, eu vou votar no NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO.
O outro completava:
- NÃO, NÃO está legal, o ato adicional, só trouxe confusão, parlamentarismo NÃO, o povo tem razão, eu vou votar no NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO.
Enquanto ouvíamos Nora Ney na vitrola do Sputnik, discutíamos política nacional e local, fofocas do Colégio Estadual e música popular brasileira. Pedro se queixou da tragédia de carregar o nome Piroca pelo resto da vida. Foi ai que eu comuniquei – ele não sabia – que a turma do Clássico só o conhecia como Pierre Pirroque. Ficou reconhecido com a homenagem: - Em francês, não soa pornográfico – disse, já bêbado.
Embora hoje não existam mais funcionários denominados de bedel, Pedro Pirroque foi um exemplo de dignidade para todos os bedéis do Brasil. Cumpriu seu dever, no exercício de suas funções, tirante os fins de semana quando tomava umas canas, afinal ninguém é de ferro, além do que tudo era responsabilidade do DNA da dona Maria. Suspeito que se não fosse eu, esse funcionário exemplar ficaria no eterno anonimato e sua passagem pelo planeta terra passaria em brancas nuvens. Por isso, deixo aqui esse registro para a posteridade.
E o porre? Bem, quando cheguei em casa trocando as pernas, mais pra lá do que pra cá, minha mãe me deu uma surra homérica. Sobrou pro meu pai: - Olha o exemplo que tu estás dando ao teu filho, menor de idade. Essa história do meu primeiro porre, como todas as demais, tinha que terminar assim. Afinal, o mundo dá voltas, a Lusitana roda, mas tudo acaba sempre na cachaça do Barbosa.
P.S. – Pierre Pirroque não é mencionado, mas o cenário onde ele atuou está finamente desenhado no livro “Gymnasianos”, de Osiris Silva (Editora Cultural, Manaus, 2011) que li de uma só tacada. Leitura imperdível para quem viveu aquela época e recomendável para quem quer mergulhar no mundo estudantil e político do Amazonas nos anos 1960.

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37 Comentário(s)

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Edson Andrade comentou:
18/12/2011
Caro Babá, que bom retirar do esquecimento pessoas simples mas que viveram com dignidade e tocaram as nossas vidas de modo tão bonito. Apenas como contribuição: o seo EUCLIDES era o bombom de aço e não o bunda de aço. Parabéns!
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miranda comentou:
11/12/2011
vc é quem deveria ter um lugar na nossa academia de letras e não o cara de pau do artur;
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JDVhesSntaZ comentou:
05/12/2011
The paragon of understanding these isuses is right here!
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Pedro Trindade comentou:
23/11/2011
Prezado Ribamar, Sua crônica me fez viajar no tempo e até singrar os corredores do Colégio Estadual, mesmo sem tido a honra de por lá ter passado, já que minha querida e saudosa irmã Bernardete Trindade, com todo sacrifício que só os que amam verdadeiramente são capazes de se submeter, me matriculou no então Centro Educacional Christus do Amazonas. Mas... no Ginásio Nossa Senhora Aparecida, tive a honra de ter como bedel a ínclita e saudosa Dona Anália, a qual pedi perdão um dia, já acadêmico
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Paulo Trindade comentou:
10/11/2011
fiz o classico no Estadual turno noturno parceiro de companheiros inesquecíveis como joão de deus, domingos chalub,lins,granja,ronaldo e outros, o nosso bedel era o Braguinha que tinha a maior consideração com a nossa turma,tempo bom.
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Paulo Bezerra (2) comentou:
10/11/2011
Lembrei do seu Euclides. Ele era magro, alto, andava meio desajeitado, vergado prá frente. Para nós, ele era o "Bom-bom de Aço" por que mastigava o tempo todo, devido a falta de dentes. PS. Essa crônica me fez relembrar inúmeros bedéis por onde estudei e trabalhei. Cito dois: O Walmir da FACED (que dava nó no Prof. Nina) e a D. Deusa do IBC (que repartia a sua marmita c/os professores famintos, dentre eles eu e o Geraldão).
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Ulysses (Blog Lima Coelho) comentou:
10/11/2011
Bessa Freire é um mestre, aprendo muito sempre que o leio.
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Ernê (Blog Lima Coelho) comentou:
10/11/2011
beleza de recordações e de historias.
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William Porto comentou:
09/11/2011
Na nossa Região piroca é "aquilo", pequena ou grande. É melhor ficar em francês. Mestre Bessa escreve bem e diverte paca. É um arretado.
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Caetana Campos (Blog Lima Coelho) comentou:
09/11/2011
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Alberto Santoro comentou:
07/11/2011
É simplesmente maravilhoso ler voce e receber estas e outras linhas tão cheias de generosidade para com a nossa terra. Aquela doçura de gente, pelo menos para mim que estou aqui forçado pelo "destino". E viva os e as Pirocas.
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stella comentou:
07/11/2011
Babá, que delícia a tua crônica. Lembro muito bem do Pedro e da D.Maria com seu tênis branco. O Pedro era olhudo e com uma cara muito engraçada. Acho que o Mané Bessa deve lembrar mais coisas sobre o Pedro. Beijos. Teca
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VANIA TADROS comentou:
07/11/2011
LUCINHA. O POETA GORDINHO NÃO ERA O FARIAS DE CARVALHO QUE MORAVA NA JONATHAS PEDROSA?
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Tadeu comentou:
07/11/2011
Pois então, esse menino. Piroca é a denominação regional dos morros pelados em Rondônia e no Nortão do Mato Grosso. São formados por granitos e se sobressaiam na selva. Hoje estão cercadas por pastagens, mas continuam carecas. A crônica é ótima! abraço
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Mario Sussman comentou:
07/11/2011
Babá, resgata também o Cocal, "cinco letras que choram", e o Gordinho (nome, não apelido) que aos domingos deslumbrava pelo Auto Esporte no Parque Amazonense como centro avante.O que dizer da Lulu Bel, que iludiu o Braguinha, nosso inspetor Javert, e assistiu aula de saias, ginasiana. Abraço.
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Elisa comentou:
07/11/2011
Que saudades da Mazoca, inspetora (bedel) do Colégio Aparecida, e de tantas outras que por lá passaram...
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lucinha comentou:
06/11/2011
Putz Babá, que delícia voltar tão nitidamente no tempo. Muito bom o sentimento que a leitura das tuas crônicas provoca. Eu fiz o Clássico no Colégio Estadual do Amazonas (65/66/67). Lembro de um bedel muito legal, só não tenho idéia se era o tal Piroca. Será que alguém daquela época lembra de um professor, gordinho, que era poeta. EU ADORAVA ELE!!! Já tentei lembrar o nome dele e qual matéria dava aula e não consigo. Espero que alguem lembre, apesar dos poucos dados fornecidos. Valeu!
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Regina comentou:
06/11/2011
Muitas lembranças saudosas vieram a minha mente lendo essa cronica: a minha infância, a Manaus dos bondes, dos leiteiros e dos carrinhos de geleiros, com rodas de ferro batendo no calçamento de pedras, a missa com a vovó Marelisa, o monte de meninos danados que havia lá em casa, a tua danação, endiabrado que eras...
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Paulo Bezerra comentou:
06/11/2011
Estudei no "Gymnásio"de 1968 a 1970. No meu tempo, embora o Seu Henrique morasse nos fundos do "Gymnásio", o chefe dos bedéis era o Braguinha, fisicamente parecia com o Charlie Chaplin, mas era tão autoritário quanto Hitler. Todos o temiam. Mandava mais do que o Diretor, mas no fundo, no fundo, era um doce de pessoa. Espero que tenha sido bem lembrado no "GYMNASIANOS" que ainda não tive a oportunidade de ler.
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Cyrino comentou:
06/11/2011
Desculpem-me todos os leitores se soa grosseiro, mas não dá pra resistir à brincadeira, até porque não destoa dos personagens "Bunda de aço", Piroquinha, Pirocão, etc... PUXA BABÁ, QUE PIROCADA!!!
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Lys Barros comentou:
06/11/2011
Li o Crônica retuita por umamgo do Twiiter, só por conta de uma expressão muito usada por minha mãe, não sou da época mas tenho curiosidade por Tudo q diz respeito ao Passado de pssoas da minha Terra "Manaus" e axu que Lembranças são sempre Muito Bem Vindas sejam elas de onde vierem... Parabéns texto xeio de emoção e saudade e muito cativante
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Ana Stanislaw comentou:
06/11/2011
Sensacional!!!! Deliciosa como sempre!! rsrsrsrrs
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Dodora B. Barroso comentou:
06/11/2011
Agradeço a homenagem. Pirocas a parte, li tb o livro do Osiris de uma talagada, movida mais pela curiosidade do que mesmo pela qualidade literária da obra . Não há dúvida do seu valor histórico, sobretudo para os "Gymnasianos", embora com alguns lapsos, como o do Pedro Piroca e o do Eminente Professor Manoel Bessa Filho, citado "en passant", sem o devido destaque, enquanto um dos primeiros diretores do Ginásio Amazonense Pedro II...
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alfredo mr lopes comentou:
06/11/2011
Bbá...continuas irresistível, irmão, com esta pena sem pena nem compaixão de inebriar e fazer poesia da condição baré. Um porre de saudade erudita dos tempos que já lá vão e que tu sabes, com primor, reaver, reviver, renovar. Grato e parabéns....
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Osiris Silva (1) comentou:
06/11/2011
Caríssimo Babá, Sua crônica, no padrão, está excelente.Verdadeira. Sincera.Generosa, como sempre, em relação às gerações de amazonenses que honraram e dignificam sua terra. Sobre o Pedro Pirroque, confesso, não lembro dele. Quando, no GYMNASIANOS, fiz a tentativa de reconstituir o papel dos bedeis, procurei diversos colegas, inclusive a Teresa Bonates e o nosso colega Geraldo, filhos do Sr. Henrique, dos quais todos nos recordamos. Pois bem, ninguém lembrou dele. Não consigo entender o por que.
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Osiris Silva (2) comentou:
06/11/2011
Mas como o livro já vendeu quase os 1.000 exemplares da edição, logo vamos a uma segunda edição (revisada) e daí corrigimos omissões,próprias de uma obra que se pretende biografia coletiva de uma época de uma geração. Detalhe:em nossa lembrança coletiva, dos colegas que ajudaram a reconstituir fatos e nomes,"Bunda de Aço" era o velho Euclides,que se postava a altura das portas de acesso às salas de aula,de olho no trânsito da rapaziada,inspecionando com muito rigor a entrada e saída dos aluno
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Osiris Silva (3) comentou:
06/11/2011
Estou muito lisonjeado com a referência sua e do Seráfico. De fato Paes de Carvalho e Estadual do Amazonas eram parceiros e irmãos em lutas e ideais. À Vania, digo:vamos discutir, escrever mais sobre nossas coisas, como Babá, Márcio, Elson, Tenório, Robério, Seráfico e um punhado de escritores e estudiosos. Somos muito tímidos.Preferimos que os outros o façam por nós.Não,vamos fundo. Você é mestra em História e será capaz de reconstituir preciosos momentos de nosso passado que tendem a esvanecer
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Osiris Silva comentou:
06/11/2011
Caríssimo Babá, Sua crônica, no padrão, está excelente. Verdadeira. Sincera. Genrosa, como sempre, em relação às gerações de amazonenses que honraram e dignificam sua terra. Sobre o Paulo Pirroque, confesso, não lembro dele. Quando, no GYMNASIANOS, fiz a tentativa de reconstituir o papel dos bedeis, procurei diversos colegas, inclusive a Teresa Bonates e o nosso colega Geraldo, filhos do Sr. Henrique, dos quais todos nos recordamos. Pois bem, ninguém lembrou dele. Não consigo entender o por
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Seráfico (1) comentou:
06/11/2011
Babá, nascido no Pará, por ti mesmo fui classificado como o mais amazonense dos que trazem consigo essa origem. Pois bem, não tendo estudado no Gymnasio Amazonense, fi-lo (Jânio me dê licença) no coirmão Colégio Estadual Paes de Carvalho, para os íntimos, o glorioso CEPC. Sempre suspeitei de suas parecenças, o Gymnasio e o CEPC. A leitura do livro do Osíris dissipou as suspeitas, tornando-as certeza.
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Seráfico (2) comentou:
06/11/2011
Também no Pará que deixei em 1966, os bedéis davam-se a liberdade de coibir as atividades - digamos assim - menos escolares dos estudantes; mas igualmente se davam o luxo de umas canas aqui outras acolá. Benditos os que um dia sentaram à mesa com eles, na inauguração de uma nova fase da vida! Um grande e fraterno abraço. Seráfico
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06/11/2011
Também no Pará que deixei em 1966, os bedéis davam-se a liberdade de coibir as atividades - digamos assim - menos escolares dos estudantes; mas igualmente se davam o luxo de umas canas aqui outras acolá. Benditos os que um dia sentaram à mesa com eles, na inauguração de uma nova fase da vida! Um grande e fraterno abraço. Seráfico
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Leonardo Santos comentou:
06/11/2011
Fiquei emocionado com o carinho da lembrança. Fiquei saudoso de um inspetor de alunos (não mais bedel) que acompanhou a mim, meu irmão e gerações de alunos no colégio Franco Brasileiro no RJ. Almir era o nome dele. Não me ensinou a beber...mas ensinou a usar a paciência e a diplomacia como instrumentos para alcançar meus desejos.Memórias,lindas como essa devem MESMO ser preservadas.Agradeço aos deuses da internet por me colocar em contato com seu blog via grupo Karioca no facebook.Saudações!
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Leonardo Santos comentou:
06/11/2011
Fiquei emocionado com o carinho da lembrança e fiquei saudoso de um inspetor de alunos (não mais bedel) que acompanhou amim, meu irmão e algumas gerações de alunos no colégio Franco Brasileiro, no Rio de Janeiro. Almir era o nome dele. Não me ensinou a beber... mas me ensinou a usar a paciência e a diplomacia como instrumentos para alcançar meus desejos. Memórias, lindas como essa devem MESMO ser preservadas. Agradeço aos deuses da internet por me colocar em contato com seu blog via grupo
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Giane comentou:
06/11/2011
Quase fiz xixi de tanto rir.. no final, a expressão que me salta: hijo de puta.. tudo para falar do livro "Gymnasianos".. ninguém faz resenha assim.. sem comentários, muuuuuuuuuuuito bom!!!
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José Seráfico comentou:
06/11/2011
Babá, nascido no Pará, por ti mesmo fui classificado como o mais amazonense dos que trazem consigo essa origem. Pois bem, não tendo estudado no Gymnasio Amazonense, fi-lo (Jânio me dê licença) no coirmão Colégio Estadual Paes de Carvalho, para os íntimos, o glorioso CEPC. Sempre suspeitei de suas parecenças, o Gymnasio e o CEPC. A leitura do livro do Osíris dissipou as suspeitas, tornando-as certeza. Também no Pará que deixei em 1966, os bedéis davam-se a liberdade de coibir as atividades - di
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vania tadros comentou:
06/11/2011
à REGINA TEM RAZÃO. QUANDO ALGUÉM NAQUELE TEMPO CORTAVA O CABELO SEM CURTINHO RASPANDO A NUCA DIZIA-SE: FULANA MANDOU PIROCAR O CABELO. LEMBRASTE-ME DO ALVAIADE COMPRADO, NA CASA DIAS, COM QUE EU PINTAVA MEU TENIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. ALVAIADE ERA TAMBÉM O APELIDO DE UM NEGRO MUITO QUERIDO QUE TRABALHAVA NUMA LOJA RUA DA LOBO D´ALMADA. ` `
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VANIA TADROS comentou:
06/11/2011
Essa tua crônica está ótima, Bessa. Com tua memória prodigiosa tu podias tirar do anonimato pessoas que passaram a vida se dedicando a uma instituição. Todos os conhecem, mas ninguém os coloca nos livros.que escrevem. Ex para pesquisa oral:Sor Cunha porteira do Colégio Sta Dorotéia; dois negros funcionários do Hospício o BAIANO e o Branca de Neve: o MINGAU DE CANELA pq tinha muitas sarnas,
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