CRÔNICAS

CARTA ABERTA À COMISSÃO DA VERDADE

Em: 25 de Setembro de 2011
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Ofício nº 01/2011
Assunto: Cadê o Thomazinho?
Senhores Membros da Comissão da Verdade,
Saudações,
Daqui, das páginas do Diário do Amazonas, escrevo-lhes para solicitar que esclareçam o paradeiro de Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto, o único amazonense incluído na lista oficial de “desaparecidos” na ditadura militar.
Sei que a Comissão não foi ainda constituída, que sua estrutura só será votada no Senado nos próximos dias, que seus integrantes sequer foram escolhidos. Se me antecipo, é apenas para garantir um lugar na fila. É que os “desaparecidos” são centenas, e apenas sete os membros da Comissão que, entre outras tarefas, terá de descobrir, no prazo de dois anos, as graves violações dos direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988.
Assim, quando a presidente Dilma indicar os nomes, a Comissão já encontrará sobre sua mesa este ofício, contendo dados que podem facilitar vosso árduo trabalho. Anotem: Thomazinho nasceu em 1º de julho de 1937, em Parintins. Mudou para Manaus em 1950, onde estudou no Colégio Estadual do Amazonas. Viajou para o Rio de Janeiro, em 1958. Foi eleito secretário geral da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) em 1961. Ouçam o depoimento do titiriteiro Euclides Souza, roraimense que hoje vive no Paraná e com ele conviveu naquela época:
- “Viajei com Meirelles por todo o Brasil na UNE-volante, ele representava a União Nacional dos Estudantes e eu o CPC – Centro Popular de Cultura. Como nós dois éramos caboclos e comunistas, ficávamos sempre no mesmo quarto e passávamos as noites discutindo cultura popular e socialismo”.
Foi aí que Thomazinho ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade Lomonosov, em Moscou. Lá, casou com Miriam Marreiro, uma amazonense que estudava Direito na Universidade Patrício Lumumba. Com ela teve dois filhos: Larissa, nascida na Rússia, em 1963, e Togo, no Brasil, para onde o casal voltou depois do golpe militar de 1964.
Acontece que quando Thomazinho saiu do Brasil, quem governava o país era um presidente eleito democraticamente pelo voto popular. Quando voltou, a situação era outra. Os militares, descumprindo o juramento que fizeram de obedecer às leis vigentes, haviam rasgado a Constituição e ocupado o poder pela força, instaurando uma ditadura militar através de um golpe. Thomaz e outros companheiros deram, então, combate à ditadura. Quem estava na ilegalidade eram os militares e não os que contra eles lutavam.
Thomaz e seus companheiros sonhavam com um Brasil sem injustiças, onde o chibé seria compartilhado entre todos. Entregou-se, generosamente, à luta por este ideal, sacrificando família, conforto, bem-estar, carreira pessoal. Por causa de sua luta, enfrentou policia, sofreu prisão, foi espancado e torturado. Saiu de lá todo quebrado.
- “Meu filho estava bastante machucado, tinha muitas marcas no corpo” – revelou sua mãe, dona Maria, que conversou com ele em fevereiro de 1973, num “ponto” em Copacabana. Essa foi a última vez que o viu. Ele permaneceu na clandestinidade até ser preso outra vez no dia 7 de maio de 1974.
Senhores, de acordo com o projeto aprovado nesta semana pela Câmara de Deputados, a Comissão da Verdade poderá colher testemunhos, receber documentação com garantia de anonimato e requisitar informações de órgãos públicos, mesmo aquelas classificadas como sigilosas. Requisitem, portanto, documentos do Arquivo do DOPS/SP, onde está registrada a prisão de Thomazinho, efetuada quando viajava do Rio para São Paulo.
Busquem, senhores membros da Comissão da Verdade, o Relatório do Ministério da Marinha, que confirma a prisão de Thomazinho. Encontrem outros documentos. Chequem a notícia publicada pelo Correio da Manhã (03/08/79) que revelou uma lista com 14 mortos, entre os quais está o nome de Thomaz Meirelles, cujo corpo até hoje não foi localizado. Identifiquem e convoquem, para serem ouvidos, aqueles que violaram os direitos humanos, torturaram e mataram presos que estavam sob a guarda do Estado.
Ao contrário de outros países, no Brasil a Comissão da Verdade não poderá, lamentavelmente, punir ou perseguir judicialmente os torturadores, cujos salários eram pagos pelo contribuinte e que praticaram tais crimes hediondos contra a humanidade. Na Argentina, no Chile e no Peru, vários agentes do Estado, entre eles generais e ex-presidentes da República, responsáveis por torturas e mortes, estão presos. É nessas horas que sentimos inveja de argentinos, peruanos e chilenos, que não contemporizaram com a tortura.  
Mesmo assim, senhores, apesar dessas limitações, descubram os nomes dos assassinos de Thomazinho. Se eles não podem ser punidos judicialmente, serão moralmente execrados pela opinião pública. Dessa forma - quem sabe? - a luta para descobrir o paradeiro de Thomaz Meirelles pode contribuir para coibir a tortura que continua a ser praticada hoje, no Brasil, contra negros, mulatos, pobres, favelados.  
Localizem, senhores membros da Comissão da Verdade, o túmulo de Thomazinho para que possamos ir lá depositar uma flor e fazer uma oração, como queria sua mãe, que morreu sem qualquer informação sobre o seu paradeiro.
Nem mesmo o sistema ditatorial mais cruel da história da humanidade aprovou uma lei determinando a ocultação de cadáveres. A família e os amigos dos “desaparecidos” têm o direito de saber o que aconteceu com eles, da mesma forma que a sociedade brasileira tem o direito de conhecer a história e de construir uma narrativa sobre ela, para evitar que tais crimes sejam cometidos outra vez. Só dessa forma Thomazinho e tantos outros “desaparecidos” poderão descansar em paz.
P.S. - Ah, senhores, façam um esforço também de localizar os nomes dos índios “desaparecidos” na luta contra a ditadura, entre eles alguns Waimiri-Atroari, Krenhakore, Kané, Surui, Cinta Larga e tantos outros que foram assassinados porque se opunham aos projetos de exploração econômica e aos belos montes da ditadura militar.
 

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41 Comentário(s)

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Jucilene Brandão comentou:
27/07/2012
Quanta sujerada deve ter debaixo dessa palavra "DITADURA", é dificil de compreender o que se passa debaixo dessa tenebrosa palavra...mas a sociedade e familiares de inocentes que foram brutalmente calados, precisam saber o que aconteceu com seus entes queridos. O arrependimento foi uma dádiva que Deus nos deu e cabe a pessoa se redimir e não voltar a fazer e só assim terá paz na consciência. Fui estudante em Parintins numa escola que possui o nome de Thomazinho Meirelles, e o historico dele não relatava na época sobre o que aconteceu com ele...vai ser muito bom contar essa história do jeito que ela é. valeu e obrigada por tanta informação.
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Antonio Dias comentou:
27/10/2011
Pesquisei sobre o presidio Krenak durante a ditadura e continuo meu trabalho agora para mostrar que o estado deu tratamento desigual aos indios com lei de anistia
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Marcus Veras comentou:
23/10/2011
Professor, escrevi um texto sobre o Thomaz, com quem partilhei alguns dias em 1973. Chama-se “O cabeludo e o guerrilheiro”. Por favor me mande seu e-mail para que eu possa enviá-lo. Abs Marcus Veras
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miriam marreiro malina comentou:
09/10/2011
...baba, me atualizando, ainda, para não cair em rotina historica, releio este blog sentindo mais saudades ainda de thomaz quando li, aqui, edda meirelles falando das lembranças em que ela, ubaldino e as crianças sentiram ao reencontrarem thomazinho em copacabana, clandestinamente........ eu cheguei, primeiro, armada e ele em seguida, depois de um sinal, para beijar a familia - já, então, banhados em lagrimas de alegria pelo reencontro com thomazinho!!! obrigada, edda pela lembrança.........
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Bruno Cruz de Almeida comentou:
09/10/2011
Parabéns pela linda Crônica sobre o Thomazinho! Bruno Meirelles.
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Paulo Bezerra (2) comentou:
03/10/2011
QUEM TEM MEDO DA COMISSÃO DA VERDADE ? ? Não são apenas os torturadores ou a direita que apoiou a ditadura e consequentemente a tortura, mas também e principalmente os delatores que hoje pousam de heróis, recebendo gordas indenizações, quando de fato "deduraram" muitos companheiros. Não é a-toa que muitos setores da esquerda "não querem mais mexer nesta ferida já cicatrizada" TODO APOIO A COMISSÃO DA VERDADE.
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Elaine Meneghini comentou:
03/10/2011
Babá, domingo passado nossa familia se reuniu como de costume. Lemos e relemos seu veemente apelo à Comissão da Verdade. E assim, juntos, nos emocionamos. Obrigada
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Luiz Pucú comentou:
03/10/2011
Se o Aguinaldo Figueiredo começou 'rastrear' os passos do Thomazinho acho que ele poderia nos contar; aqui mesmo, detalhes da sua investigação, Acredito que a campanha 'CADÊ THOMAZINHO? 'SE VOCÊ VIU VOCÊ CONTA" pode gerar resultados. O militar que dirigiu o carro, o avião, o que prendeu e não torturou. Ele conhecem a resposta para a nossa dor.
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VANIA TADROS comentou:
02/10/2011
A pior coisa para um leitor é ele abrir um blog este estar desatualizado sem nenhuma explicação. Principalmente, quando começa virar rotina.
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ana de miranda batista comentou:
28/09/2011
Oi, Bessa, saiu sua excelente crônica em outro lugar tb. Aqui no Rio fundamos o Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça. Um dos nossos focos de luta é levantar bem alto a bandeira dos nossos resistentes. Vc o faz e muito bem! Para ver sobre Antogildo: http://gtnmba.org.br/perfil/15096.jpg. Vc voltou prô Norte? Abç saudoso, Ana Miranda
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Ana Stanislaw comentou:
28/09/2011
Muito boa!!! Essa Comissão deve ser permanente. Dois anos é muito pouco para tantos anos de silêncio, humilhação e dor. Todos os envolvidos - que mancharam a história desse país com os sangue inocente - devem ser punidos. Esses assassinos não podem ficar impunes.
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Edda Meireles da Silva (1) comentou:
28/09/2011
Jornalista José Ribamar Bessa. Muito emocionados estamos pelo veemente apelo em Carta Aberta à Comissão da Verdade a ser constituida, na qual o nobre Jornalista reclama sobre o paradeiro de Thomaz Meirelles Neto e de outros desaparecidos naquele período negro da ditadura. Falar em Thomazinho, nosso primo, desperta em nós o sentimento de saudade e de indignação pelo seu sofrimento.
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Edda Meireles da Silva (2) comentou:
28/09/2011
Vem a lembrança quando, recentemente saído da prisão o abraçamos calorosamente com indescritível emoção, momento em que nos mostrou as marcas em seu corpo deixadas pelas torturas. Em nome da família Meirelles aceite os agradecimentos pela brilhante Crônica
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Edmilson Oliveira comentou:
27/09/2011
Bela materia de domingo,continue escrevendo, eu fui vizinho de lara quando a gente era apenas uma crianca cercados por bayonetas,solidariedade total a comissao da verdade e causa socialista.
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Susana Grillo comentou:
27/09/2011
Bessa, ainda temos esse passivo tenebroso que põe em cheque nossas políticas de afirmação dos direitos humanos. Enquanto não colocarmos em dia a dignidade devida a essas tantas pessoas que lutaram por um país justo, que seu sacrifício seja reconhecido e o mal identificado, não avançamos nem superamos tristes momentos da nossa história recente. Parabéns, por nos manter alertas e indignados... Abraços,Susana
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Luiz Pucú (1) comentou:
26/09/2011
VOCÊ VIU VOCÊ CONTA / De um olhar soslaio / Só lunas e estrelas / Talhadas no vozerão / Que tropeçava nas idéias / Uma a cada segundo / Que até parecia / Que a revolução / Ia além da exposição conjuntural / Quando ele navegava / A catraia / Na correnteza dos sonhos / Da margem esquerda / Do rio / Onde aprendeu / Desde pequeno / Que a liberdade / É principio Meio / E fim.
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Luiz Pucú (2) comentou:
26/09/2011
Só por isso / Thomazinho / Não está entre nós / Sumiu na história / Mal contada / Que alguém presenciou./ - Se você sabe / o que foi feito com o nosso parente / Porque ainda não contou?
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Luiz Pucú comentou:
26/09/2011
VOCÊ VIU VOCÊ CONTA De um olhar soslaio Só lunas e estrelas Talhadas no vozerão Que tropeçava nas idéias Uma a cada segundo Que até parecia Que a revolução Ia além da exposição conjuntural Quando ele navegava A catraia Na correnteza dos sonhos Da margem esquerda Do rio Onde aprendeu Desde pequeno Que a liberdade É principio Meio E fim. Só por isso Thomazinho Não está entre nós Sumiu na história Mal contada Que alguém presenciou. - Se você sabe o que foi feito
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Jotapeve comentou:
26/09/2011
Infelizmente a nossa suprema corte sepultou a punição aos torturadores do regime militar estendendo os efeitos da anistia a estes assassinos. Esperemos que esta comissão realmente funcione e que a mídia dê ampla cobertura para que o povo brasileiro jamais esqueça das barbaridades cometidas no governo militar.
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Aguinaldo Figueiredo (1) comentou:
26/09/2011
Professor, sou o primeiro escritor a registrar o episodio sobre o desaparecimento de Thomaz , em meu manual sobre a historia do amazonas. Não só dele,mas a morte suspeita do Antogildo Pascoal e a participação decisiva das tropas do Exército sediadas em Manaus no extermínio dos guerrilheiros do Araguaia. Infelizmente, aqui no Amazonas, a Comissão vai encontrar pouca coisa sobre a atuação dos tiranos da ditadura que enodoaram o País...
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Aguinaldo Figueiredo (2) comentou:
26/09/2011
... pois no Amazonas a documentação do Dops até 1986 foi destruída por ordem de um governado cassado por corrupção, um reitor nomeado da Universidade Federal e do comandante da Base Aérea de Manaus, numa enorme fogueira num terreno ermo no interior dessa corporação militar. Em 1978, quando morei no rio de janeiro tentei rastrear alguma coisa sobre o Thomas, mas fui ameaçado de prisão pelo comando da Marinha.
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aguinaldo figueiredo comentou:
26/09/2011
Professor, sou o primeiro escritor a registrar o episodio sobre o desaparecimento de Thomaz , em meu manual sobre a historia do amazonas. Não só dele mas a morte suspeito do Antogildo Pascoal e a participação decisiva das tropas do Exército sediadas em Manaus no extermínio dos guerrilheiros do Araguaia. Infelizmente, aqui no Amazonas, a Comissão vai encontrar pouca coisa sobre a atuação dos tiranos da ditadura que enodoaram o País, pois a documentação do Dops até 1986 foi destruída por ordem de
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Edgar comentou:
26/09/2011
Queremos, de um lado, encontrar um lugar na terra para sepultar Thomazinho, mas de outro, queremos encontrar o lugar luminoso que ele merece na História do Brasil. Talvez encontrando um, a Comissão da Verdade ajude os brasileiros a encontrarem o outro.
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Miriam Marreiro Malina (1) comentou:
26/09/2011
Outras vezes telefonei pra agradecer tua defesa da memoria de thomazinho... chorando sempre, com o suspiro doloroso da minha saudade indescritível... agora, escrevo pra falar que as lagrimas dos familiares dos desaparecidos são acompanhadas a cada dia de uma militância discretissima e quase silenciosa até...
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Miriam Marreiro Malina (2) comentou:
26/09/2011
... quase silenciosa, MAS demais poderosa, continua e potente até, que são demonstradas, à guisa de explicação as reclamações, com a instalação desta comissão da verdade, mesmo que não seja aquela que queríamos, com punição aos torturadores civis e militares... baba, a flor da dona maria sera colocada tambem por voce!!!!
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Múcio Medeiros comentou:
26/09/2011
Devemos retomar às lutas! Existe uma revolução moral que carece do nosso tempo, da nossa escrita, da nossa opinião, da nossa conduta! Parabéns Prof. Bessa por dar voz aos apelos que se calaram nos arquivos telemático das nossas memórias. Um fraterno abraço!
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Mácio Lira comentou:
26/09/2011
Como acreditar numa comissão da VARDADE se ela já começa de forma MENTIROSA?
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Marlene Ossami Moura comentou:
26/09/2011
Bessa, Confesso que não estava vendo com muito otimismo esta Comissão da Verdade, mas depois de sua carta corajosa denunciando o assassinato, pela ditadura, de Thomaz Antonio, penso que pode ser um instrumento para, não só, discutir a impunidade no Brasil, como também fazer memória de nossos mártires. Abraços, Marlene
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aurelio michiles comentou:
26/09/2011
Esquecer Jamais! E que esta comissão seja de VERDADE e não de "meias-verdades". Vamos jogar luz sobre a memória insepulta. Thomaz Meirelles têm muitos nomes, e queremos nomila-los todos eles. Estamos juntos!
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miriam marreiro malina comentou:
26/09/2011
...baba e consuelo, outras vezes telefonei para agradecer desta tua defesa da memoria de thomazinho... chorando sempre, com o suspiro doloroso da minha saudade indescretivel....... agora, escrevo para falar que as lagrimas dos familiares dos desaparecidos são acompanhadas a cada dia de uma militancia discretissima e quase silenciosa até, MAIS demais poderosa, continua e potente até, que são demonstradas, a guiça de explicação as reclamações, com a instalação desta comissão da verdade, mesmo que
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Marco comentou:
25/09/2011
Bessa amigo, mais um texto límpido e corajoso. Não podemos ignorar, nem esquecer, nem deixar pra lá. Vale a pena lembrar tammbém dos índios que você assinalou, inclusive da triste e escondida história do Presídio Indígena Krenak, durante a mesma ditadura civil-militar, onde dezenas de índios foram presos, torturados e alguns mortos.
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Cris Amaral comentou:
25/09/2011
À comissão da verdade: Onde estão os nossos Tomazinhos que lutaram por um Brasil?! Parabéns Prof. Bessa pelas indagações! Beijos
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Helena Vitória da Silva Cruz Gadelha comentou:
25/09/2011
Tive o privilégio de conhecê-lo no início 1973. Último ano em que vimos nosso querido primo Thomazinho. Saudades. Parabéns Bessa pela crônica verdadeira e corajosa.
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João Barros Carlos comentou:
25/09/2011
Babá, a citação a seguir é de tua autoria, crônica de 10/01/2010: "É uma forma de resistir, de dizer que não vamos esquecer a paçoquinha da dona Maria, que morreu há dois anos, sem saber onde colocar uma flor ou acender uma vela para o filho. Quando a Comissão da Verdade localizar o túmulo, nós faremos isso por ela". Tá chegando a hora. O nome do Thomazinho tá gravado no bronze da nossa memória.
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Maria Helena Versiani comentou:
25/09/2011
A ideia de a sociedade acompanhar os trabalhos da Comissão e de fazer circular dados, informações e histórias sobre os desaparecidos políticos, é essencial nessa luta. Parabéns, Bessa.
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Paulo Bezerra comentou:
25/09/2011
"Já choramos muito / muitos se perderam no caminho / mesmo assim não custa inventar uma nova canção / que venha nos trazer / sol de primavera / abre as janelas do meu peito / a lição sabemos de cor / só nos resta aprender"…(Beto Guedes). PS. TODO O APOIO A COMISSÃO DA VERDADE.
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Rodrigo Oliveira Fonseca comentou:
24/09/2011
infelizmente, não dá pra esperar nada desse governo e sua "governabilidade" (nome pomposo pra corrupção ideológica, política, e moral). O que fazer? Não esperar! Botar a mão na massa da memória, como o Bessa, e difundir o que a gente sabe sobre tudo aquilo que aconteceu anos a fio e teima em não se resolver - e, por isso mesmo, teima em não deixar de acontecer, agora mais seletivamente.
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da vila feliz comentou:
24/09/2011
belo e contundente ofício.
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VANIA TADROS 2 comentou:
24/09/2011
O ribamar bessa sempre foi uma excessão. Sempre disse : vamos continuar a falar sempre para que não esqueçam jamais dessa tortura
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
24/09/2011
SINCERAMENTE, EU, COM MUITA TRISTEZA, CONSTATO QUE NO BRASIL NEM O POVO, NEM OS INTELECTUAIS, NEM OS FAMILIARES DAS VÍTIMAS DA DITADURA MILITAR RECLAMAM POR EXPLICAÇÃO SOBRE O PARADEIRO DOS PRISIONEIROS OU SEUS CORPOS JÁ QUE ESTAVAM SOB A RESPONSABILIDADE DO ESTADO
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carmen junqueira comentou:
24/09/2011
Bessa, são poucos os que indagam, cobram, denunciam! Felizmente você não esmorece e continua a querer um Brasil mais limpo. Conte comigo! Um abraço saudoso.
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