CRÔNICAS

O OLHAR DOS ÍNDIOS (SEGUIDO DE VERSIÓN EN ESPAÑOL - LA MIRADA DE LOS ÍNDIOS)

Em: 24 de Abril de 2011 Visualizações: 28258
O OLHAR DOS ÍNDIOS (SEGUIDO DE VERSIÓN EN ESPAÑOL - LA MIRADA DE LOS ÍNDIOS)

- Atira! Atira! – lhe dizia o índio Parakanã, apontando a caça. O antropólogo Carlos Fausto, com a arma na mão, olhava na direção indicada e não via bulhufas. Só árvores.

- Ali, ali, naquele galho – suplicava em voz baixa o índio, sinalizando o alvo com o dedo.

- Onde? Onde? – perguntava o antropólogo, atônito. Via apenas uma mancha verde formada por um emaranhado de troncos, folhas, cipós, raízes, musgos, liquens, sombras, tudo da mesma cor, mas nem sinal do animal. O bicho, que para ele continuava invisível, aproveitou a hesitação e se escafedeu, sem nem ao menos declinar sua identidade ao ofuscado caçador.

Foi ali, naquele momento, que Carlos Fausto, sem disparar um tiro, acertou o que não viu, ao suspeitar que seus olhos estivessem incapacitados de ver, dentro da floresta, aquilo que os índios viam. Estávamos no final da década de 1980, ele começava seu mestrado em Antropologia Social com os índios Parakanã, orientado por Eduardo Viveiros de Castro e não era, ainda, capaz de ler a floresta.

Essa história, com riquezas de detalhes, foi contada pelo próprio Carlos Fausto, pesquisador do Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social do Museu Nacional. Ele lembrou o fato estimulado pela tese de Viviam Secin ‘Ortóptica, Oralidade e Letramento: a visão binocular dos indígenas Guarani Mbya da Aldeia Sapukai (RJ)’, orientada pelo linguista Luiz Antonio Gomes Senna, responsável por estudos sobre a gramática e o letramento numa perspectiva interdisciplinar e ecológica no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ.

Os ceguetas

A tese da doutora Viviam Secin, que é ortoptista com mais de vinte anos de prática clínica em seu consultório no Rio de Janeiro, parte de duas situações exemplares vividas por sujeitos cuja demanda visual foi alterada por mudanças na rotina profissional ou no estilo de vida.

A primeira ocorreu com uma médica, nascida e criada no Rio de Janeiro, que foi trabalhar em aldeias indígenas do Amazonas, onde viveu quatro anos. Ela fez percurso similar ao de Fausto, saindo da cidade para a floresta, encontrando um novo ambiente visual distinto dos espaços letrados urbanos, o que gerou problemas de adaptação.

A médica conta que ficou impressionada com a percepção visual dos índios que viam tudo, mesmo de noite, enquanto ela “não via da mesma forma que os indígenas”. Percebeu que “sua condição biológica não se ajustava àquele ambiente novo, que exigia compreender novos índices visuais e uma nova lógica interpretativa”.

Quando andava na floresta, tropeçava, caía, se sentia uma “cegueta”. Descobriu que “o uso da lanterna, à noite, mais atrapalha do que ajuda”. Com o tempo, aprendeu a exercitar um novo olhar, mas “mesmo assim, quando eu andava com eles, observava o quanto eles enxergavam o que eu não era capaz de ver”.

A segunda situação foi vivida por uma estudante de graduação em enfermagem, de 38 anos, que fez o caminho inverso. Nascida e criada em uma comunidade indígena no interior do Maranhão, onde não havia escola, ela migrou para a cidade, em busca de educação formal, mas enfrentou enormes dificuldades para se adaptar às novas demandas psicomotoras da leitura. As letras eram, para ela, o que a caça foi para Carlos Fausto: difíceis de ver, provocando embaçamento de imagens. 

Não conseguia ler porque me dava muita dor de cabeça. Eu via às vezes como se as letras fossem assim saindo do livro. Tinha letra no meio daquelas frases que eu não via, a coisa ficava sem sentido, porque eu pulava as linhas. Repeti muitas vezes a oitava série. Meus irmãos, que não concluíram o segundo grau, se queixam da mesma coisa: muita dor de cabeça, enjoo, tonteira... Eu ia ao oftalmologista e ele falava que eu não precisava usar óculos, eu enxergava muito bem, mas eu tinha alguma deficiência”.

Idêntica situação é confirmada por um índio Marubo, da aldeia Alegria, no Javari (AM) para quem “o papel também estraga os olhos. No início, o seu olho fica vacilante, você não enxerga, fica com dor de cabeça, você fica assim. Assim faz o papel, ele dá tontura”.

Os profissionais de ortóptica – uma ciência que estuda a visão binocular em seus aspectos sensoriais e motores - costumam diagnosticar essa inadequação visual de quem sai do mundo da oralidade para o da escrita como uma deficiência, uma incapacidade. Viviam Secim desconfiou disso. Suspeitou da interferência de fatores ambientais e culturais no processo de desenvolvimento visual e decidiu conferir, a partir de uma pergunta que formulou: será que todos nós, brasileiros, estamos igualmente aptos, em termos funcionais binoculares, para desenvolver a leitura e a escrita? Ou igualmente aptos para caçar na floresta?

Miopia

Ela pesquisou dois grupos populacionais escolhidos por seus distintos perfis culturais: um, formado por 99 índios Guarani Mbya da Aldeia Sapukai, de Angra dos Reis (RJ), de cultura predominantemente oral; o outro por 59 universitários não-indígenas, de cultura predominantemente letrada. Entrevistou, filmou, fotografou e aplicou testes para avaliar as funções visuais dos integrantes dos dois grupos. Concluiu que existem diferenças significativas, o primeiro grupo emprega mais o campo binocular periférico, enquanto o segundo usa predominantemente o campo binocular central.

As evidências apresentadas pela tese de Viviam demonstram que não existe um sujeito idealizado, dotado de uma fisiologia única e comum, e que as condições visuais são socialmente determinadas não apenas por fatores inatos, mas pela cultura e pela história. Quem é capaz de ler a floresta tem um olhar diferente de quem foi treinado para ler livros e vice-versa.

Portanto, não é cientificamente correto considerar a cultura urbana como “padrão”, como condição binocular “normal” ou “universal”. Nessa perspectiva, as diversidades visuais deixam de ser vistas como “deficiências” ou “distúrbios” para serem consideradas como diferenças visuais culturalmente possíveis.

Essa conclusão, que tem consequências sobre o processo de escolarização indígena e de indivíduos do meio rural, pode contribuir decisivamente para o planejamento escolar e a formulação de políticas públicas. A busca pelo conhecimento através da leitura e da escrita exige, entre outros aspectos, um controle adequado da motricidade ocular, que é fundamental para o desempenho escolar.

Um total de dezoito músculos oculares se orquestra durante a leitura, entrando em ação um verdadeiro jogo de forças – escreve Viviam. Por isso, no caso de povos da floresta e do campo, a autora propõe algumas estratégias de exercícios visuais e de aprestamento que facilitem “a transição de outros modos ecológicos de ver para o modo de ver necessário à cultura escrita”.

Durante cinco séculos, no Brasil, quando se tentou alfabetizar os índios, se usou a língua portuguesa, com resultados desastrosos. Essa prática de ensinar alguém a ler uma língua que não fala, foi apontada como irracional pela Linguística Aplicada. A partir da Constituição de 1988, os índios passaram a ter o direito de serem alfabetizados em suas línguas maternas, corrigindo uma distorção secular monstruosa. A tese de Viviam Secin nos chama a atenção para a existência de outra irracionalidade, que é desconsiderar a existência da diversidade visual.

Durante a defesa da qual participei como membro da banca, lembrei um personagem de Guimarães Rosa, Miguilim, um menino de oito anos, que vive com sua família no sertão do Mutum. Ele sofre tanto que amadurece, bebendo assim “um golinho de velhice”. No finalzinho da narrativa, chegam ao Mutum para caçar, vindos da cidade, dois homens, um deles é um médico, “um certo Doutor José Lourenço”, que estranha o olhar de Miguilim e faz nele alguns testes de visão. Descobre o que ninguém sabia, nem o menino, nem os outros personagens e muito menos os leitores: Miguilim era míope.

Essa é a chave para explicar muitos dos sofrimentos de Miguilim, alguns dos quais poderiam ter sido evitados se fosse feito um diagnóstico a tempo. O médico convida o menino para ir morar com ele na cidade, onde pode estudar. A família concorda. Antes de partir, Miguilim pede os óculos do médico emprestados e vê o Mutum, com outros olhos, pela primeira vez. Encantado, enxerga o sertão como um lugar bonito, vê os familiares, admira a beleza da mãe, os traços do tio.

A miopia não é apenas de Miguilim, mas do seu entorno, que não foi capaz de ver o que acontecia com o menino. No momento em que celebramos a Semana do Índio, a tese de Viviam Secin nos ajuda a corrigir a nossa miopia e nos possibilita ver um Miguilim coletivo. Trata-se de leitura prazerosa e necessária, que vai interessar a todos aqueles que trabalham com educação.  

SECIN, Viviam Kazue Andó Vianna: “Ortóptica, Oralidade e Letramento: a visão binocular dos indígenas Guarani Mbya da aldeia Sapukai (RJ). Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para obtenção do título de Doutora. Área de concentração: Educação Inclusiva e Ortóptica. Banca Examinadora: Luiz Antonio Gomes Senna (orientador), Carmen Lúcia Guimarães de Mattos (UERJ), José Ribamar Bessa Freire (UERJ / UNIRIO), Ana Maria Sperandio (UNICAMP), Galton Carvalho Vasconcelos (UFMG), Yara Hahr Hokerberg (FIOCRUZ). Da banca de qualificação fizeram parte também Carlos Fausto (PPGAS-UFRJ) e Armando Barros (UFF). Data da defesa – 22/02/2011.

 

 

 

LA MIRADA DE LOS INDIOS

- Tira! Tira! – le decía el indio Parakanã, señalando la presa. El antropólogo Carlos Fausto, con el arma en la mano, miraba en la dirección  indicada pero no veia nada. Solamente árboles.

- Allí, allí, en aquella rama – suplicaba en voz baja el indio, apuntando el alvo con el dedo.

- Dónde? Dónde? – preguntaba el antropólogo atónito. Veía apenas una mancha verde formada por un enmarañado de troncos, hojas, lianas, raíces, musgos, liquen, sombras, todo del mismo color, sin ninguna señal del animal. La presa que continuaba invisible, aprovechó la vacilación y desapareció, sin siquiera dejar pistas de su identidad al ofuscado cazador.

Foi allí en aquel momento que Carlos Fausto, sin disparar un tiro, acertó en lo que no vio, al sospechar que sus ojos no tenían la capacidad de ver dentro de la floresta aquello que los indios veian. Esto ocurrió, a fines de la década de 1980, cuando comenzaba su master en Antropología Social con los indios Parakanã, dirigido por Eduardo Viveiros de Castro; entonces se dio cuenta que no era capaz de leer la floresta.

El propio Carlos Fausto, investigador del Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social del Museo Nacional, cuenta esta historia con riqueza de detalles. Se acordó de este episodio estimulado por la tesis de Viviam Secin ‘Ortóptica, Oralidade e Letramento: a visão binocular dos indígenas Guarani Mbya da Aldeia Sapukai (RJ)’, orientada por el lingüista Luiz Antonio Gomes Senna, responsable por estudios sobre gramática y literacidad desde una perspectiva interdisciplinar y ecológica en el Programa de Post-Grado en Educación de la UERJ.

Los ciegos

La tesis de la doctora Viviam Secin, que es ortoptista con más de veinte años de práctica clínica en su consultorio en Rio de Janeiro, parte de dos situaciones ejemplares vividas por sujetos cuya demanda visual se alteró en función de cambios en la rutina profesional o en el estilo de vida.

La primera ocurrió con una médica, nacida y criada en Rio de Janeiro, que fue a trabajar en aldeas indígenas de Amazonas, donde vivió cuatro años. Hizo um recorrido similar al de Fausto, al salir de la ciudad hacia la floresta, encontrando un nuevo ambiente visual distinto de los espacios letrados urbanos, lo que provocó problemas de adaptación. 

La médica cuenta que le impresionó la percepción visual de los indios que veían todo, aún de noche, mientras ella “no veia de la misma forma que los indígenas”. Percibió que “su condición biológica no se adecuaba a aquel ambiente nuevo, que exigía comprender nuevos índices visuales y una nueva lógica interpretativa”.

Cuando andaba en la floresta, tropezaba, caía, se sentía una “ciega”. Descubrió que “el uso de la linterna en la noche perturba más que ayuda”. Con el tiempo, aprendió a ejercitar una nueva mirada, pero “aún así, cuando andaba con ellos, observaba  como distinguían lo que yo no era capaz de ver”.

La segunda situación fue vivida por una estudiante de graduación en enfermería de 38 años, que hizo el camino inverso. Nacida y criada en una comunidad indígena del interior del Maranhão, donde no había escuela,  migró a la ciudad en busca de educación formal, enfrentando enormes dificultades para adaptarse a las nuevas demandas psicomotoras de la lectura. Las letras eran para ella, lo que la caza para Carlos Fausto: difíciles de ver, empañando las imágenes.  

No conseguía leer porque me daba mucho dolor de cabeza. A veces veía  como si las letras fueran así saliendo del libro. Había letra en el medio de aquellas frases que no las veía, la cosa no tenía sentido, porque yo saltaba las líneas. Repetí muchas veces el octavo año. Mis hermanos que no concluyeron el segundo grado, se quejan de lo mismo: mucho dolor de cabeza, náuseas, mareos... Yo iba al oftalmólogo y él me decía que no necesitaba usar anteojos, yo veia muy bien pero tenía alguna deficiencia”.

Idéntica situación la confirma un indio Marubo de la aldea Alegria, en Javari (AM) para quien “el papel también perjudica los ojos. Al principio,  el ojo vacila, uno no ve, da dolor de cabeza, uno se queda así. Eso lo hace el papel, da mareos”.

Los profesionales de ortóptica – una ciencia que estudia la visión binocular en sus aspectos sensoriales y motores - diagnostican esa inadecuación visual de quien sale del mundo de la oralidad al de la escritura como una deficiencia, una incapacidad. A Viviam Secim no la convencía este dictamen. Comenzó a investigar la interferencia de factores ambientales y culturales en el proceso de desarrollo visual y decidió cotejar, a partir de una pregunta: todos nosotros, brasileños, estamos igualmente aptos en términos funcionales binoculares, para desarrollar la lectura y la escritura? E igualmente aptos para cazar en la floresta? Tenemos las dos habilidades?

Miopia

La doctora investigó dos grupos populacionales escogidos por sus diferentes perfiles culturales: uno, formado por 99 indios Guarani Mbya de la Aldea Sapukai, de Angra dos Reis (RJ), de cultura predominantemente oral; el otro por 59 universitarios no-indígenas, de cultura predominantemente letrada. Entrevistó, filmó, fotografó y aplicó tests para evaluar las funciones visuales de los integrantes de los dos grupos. Concluyó que existen diferencias significativas: el primer grupo emplea más el campo binocular periférico, mientras el segundo usa predominantemente el campo binocular central.

Las evidencias que la tesis de Viviam Secin presentan demuestran que no existe un sujeto idealizado, dotado de una fisiología única y común, así como las condiciones visuales están socialmente determinadas no solamente por factores innatos, sino por la cultura y por la historia. Quien  tiene la capacidad de leer la floresta tiene uma mirada diferente de quien recibió entrenamiento para leer livros y vice-versa.

Por lo tanto, no es cientificamente correcto considerar la cultura urbana como “estándar”, como condición binocular “normal” o “universal”. Desde esa perspectiva, las diversidades visuales dejan de ser consideradas como “deficiencias” o “disturbios” para ser vistas como diferencias visuales culturalmente posibles.&

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87 Comentário(s)

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Rolsilda Cavalcanti (via FB) comentou:
22/12/2016
Veja a entrevista do cineasta Andrea Tonacci que viveu com os índios e fez varios filmes. Ele diz:: \"Tive três anos de vivência no Pará. Uma vez fiquei oito meses seguidos na floresta. Aí a gente muda. Você muda metabolicamente e muda as ordens dos seus sentidos. Aqui, agora, a vista está em primeiro lugar. Mas se você está em uma mata fechada o ouvido passa a substituir a vista. É ele que te dá a sensação de profundidade, que te diz o que tem atrás dessa folhagem que está a poucos metros de você. Você deixa de ter linha reta, formas lisas, não tem mais, a superfície é multifacetada. Você não vê o horizonte. E isso provoca coisas, viu? Isso altera de fato sua percepção. A acuidade auditiva que se desenvolve... O homem é uma coisa maluca. A gente na verdade poderia desenvolver tanto, de fato, o ser humano. A gente acha que desenvolvimento de ser humano é implantar um chip qualquer em uma pessoa, para que seja homem biônico, mas o desenvolvimento dos seus sentidos... Eu aprendi e te digo: se você se condiciona diferentemente, você vai perceber mais coisas
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Renata comentou:
15/02/2016
Que noticia boa a publicação do livro! O pouco que eu li da Viviam me chamou atenção para o processo de naturalização da visão na cultura escrita. É muito legal, ousada e fundamental essa inversão que ela faz, de que não há um déficit visual apontando apenas para outros modos de ver. Afinal se déficit houvesse seria o nosso, alfabetizadíssimos na cultura escrita e analfabetíssimos na leitura da floresta, não? Parabéns pela cronica informativa e deliciosamente repleta de causos, aliás com cenas bem emocionantes. Só uma pergunta: Onde eu adquiro o livro????
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carlos gilberto nobrega comentou:
29/01/2013
Lembro-me do meu pai que era pescador lá na ilha grande RJ,quando saia para o mar,olhava o ceu e dizia com precisão,se ia chover,se ia ventar ou se o mar ia "virar".Devemos respeitar e aprender com o olhar do outro nessa diversidade ocular cultural.
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Alda Jupira comentou:
18/05/2012
Professor Bessa meus parabéns ,por estar quebrando mais um dos muitos pré conceitos criados ,na tentativa de diminuir o outro ,pois o que torna a convivência humana difícil é a estranheza ,que algumas características comuns a alguns grupos sejam alvos de comentários infundados.
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vfptdtj comentou:
14/05/2012
Y8XnUI rlvlxtfrsnib, [url=http://hwegfhksyehe.com/]hwegfhksyehe[/url], [link=http://vgeblzlqfoaf.com/]vgeblzlqfoaf[/link], http://adlgyqewwbte.com/
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Ricardo Cavalcanti Schiell (1) Blog Nassif comentou:
05/01/2012
Realizei boa parte das minhas pesquisas antropológicas de mestrado e doutorado investigando coisas como oralidade e escrita, memória social, formas de registro e transmissão do conhecimento e polítcas de letramento para povos indígenas. Confesso que fiquei desconcertado quando li esse artigo interessantíssimo do Prof. José Ribamar Bessa Freire, da UERJ.
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Ricardo Cavalcanti-Schiel (2) No blog do Nassif comentou:
05/01/2012
A se confirmarem as conclusões de Viviam Secin, estaremos diante de um quadro de questões muito interessantes para a compreensão dos condicionamentos culturais de nossas aparentemente biológicas capacidades, com todas as consequencias que isso implica para o conhecimento humano e suas possibilidades detransmissão.
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Caracol comentou:
15/11/2011
Lembro que quando a capital mudou para Brasília as pessoas vindas dos centros urbanos desenvolveram uma deficiência visual:seus músculos oculares não conseguiam lidar rapidamente com a mudança brusca que consistia olhar para um colega de trabalho dentro da sala e mudar subitamente para o horizonte distante que se via pela janela. Horizonte distante era novidade.Isso ajuda entender a matéria,a coisa é orgânica sim,mas nesse caso dos índios eu concordo com o Tsavkko:além disso, é genocídio mesmo
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Alberto comentou:
15/11/2011
A pesquisa que é o eixo do artigo do professor Bessa Freire é uma novidade tão grande que precisa ser apropriada imediatamente pelo Ministério da Saúde para que os índios não sofram mais prejuízos que o novo saber pode evitar.
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Mirtes Moreira comentou:
15/11/2011
Compreendi a importância da pesquisa relatada pelo professor para o futuro das escolas indígenas e mesmo nas demais quando da presença de indígenas. Sem falar que é absolutamente necessário que as escolas compreendam o significado também
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Tsavkko comentou:
15/11/2011
Miopia? Não, é genocídio mesmo! http://pt.globalvoicesonline.org/2010/11/16/brasil-erradicando-os-indigenas-guarani-kaiowa/
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Igor Santana comentou:
15/11/2011
A divulgação dessa pesquisa tem de repercutir e mudar a realidade.
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Antonio comentou:
15/11/2011
Infelizmente a escola, principalmente a pública de São Paulo está longe de ensinar qualquer coisa.Ela se distancia do aluno e vai ao encontro dos interesses da burguesia paulista.Eles querem um povo ignorante para poder dominá-lo mais facilmente. Para poder praticar a corrupção mais facilmente.Nem se fale de ensinar indígenas ou crianças com dificuldades.O político da direita de São Paulo quer que todos os brasileiros se explodam. A ordem é outra. A ordem é rapar o Estado e o povo que se lixe.
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Gusbru (1) comentou:
15/11/2011
Hoje estive em um Workshop do Banco Mundial "How to educate students in low-income countries efficiently? Hidden insights from cognitive neuroscience.Helen Abadzi. Education for All Fast Track Initiative. A abordagem apresenta o cérebro humano como uma máquina de aprender ideal,fazendo abstraçao das complicaçoes derivadas da diversidade cultural.Transforma a neurociência em aliada de um projeto educativo mundial e perigoso porque reducionista e totalitário de "educaçao de qualidade para todos".
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Gusbru (2) comentou:
15/11/2011
Interessante ler neste mesmo dia estas referências ao trabalho de Viviam Cecin em que os mesmos fenômenos cognitivos de atençao, aprendizagem e memória sao abordados de forma muito mais rica, podendo servir de inspiraçao para um modelo de educaçao sensível e emancipador. Mas esta leitura nao é a que escolhe o banco mundial para o referencial teórico de seus programas educativos. Por que?
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Itasara Farias comentou:
27/09/2011
Parabéns pela crônica. Gostaria mesmo é de entrar em contato com o Paulo Lucena se este for o mesmo que casou com a Débora Oliveira de Benjamin Constant. ou quem conhece-lo. e-mail: ihfarias.ita@globo.com . Obrigada desde já.
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Ilda Maria Poças (de Lisboa) comentou:
24/05/2011
Para a amiga Vivian, um abraço de parabéns, pela originalidade do tema, pela paixão que colocou na sua relização e pelo modo como contribui para a ciencia em Ortóptica. Não sabia que já tinha terminado a tese e discutido. O modo como é escrita a crónica, torna mais interessante o tema de investigação e desperta-nos a curiosidade para a sua leitura. Parabéns aos dois. Ilda Poças Crónica interessante
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Cristina Pacheco-Médica/RJ comentou:
04/05/2011
Simplesmente espetacular e emocionante!!!! Só uma pessoa genial como a Viviam para ter a sensibilidade de desenvolver uma tese de doutorado partindo dessa descoberta fantástica e enriquecedora!!!! Parabéns também ao autor da crônica tão pertinente a esse momento!
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Viviam Secin comentou:
02/05/2011
Gostaria de agradecer a todos pelas palavras de incentivo, pois me mostraram que a minha busca poderá se tornar uma mais valia para a sociedade. Esclareço ao meu querido primo Fábio Andó que, felizmente, a Ortóptica possibilita trabalhar tanto o aspecto sensorial quanto motor da visão binocular, uma real possibilidade de se alcançar um livre trânsito entre os extremos culturais do olhar. Daí a importância das políticas públicas de inclusão visual e letramento.
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FABIO comentou:
01/05/2011
existe um texto chamado "Ver e não ver" de Oliver Sacks, Um antropólogo em marte. São paulo, companhia das letras, 1995, vale apena dar uma olhada.
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Teresa Cristina Kawahisa Yoshioka comentou:
30/04/2011
Prof. Bessa e Viviam estamos muito orgulhosos de seu trabalho, PARABENS!!!! bjs Teresa Cristina
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José Ofir Praia de Sousa (1) comentou:
30/04/2011
Parabens Prof. Bessa pela crônica e a Dra Viviam pela pesquisa. A partir dessa Tese muitos textos produzidos para procurar entender a Cultura Indígena no Brasil e na Amazônia, passam a ter uma novo sentido e novas interpretações irão colocar no cesto de lixo da história aqueles que continuam querendo entender e interpretar o Brasil e a Amazônia com um olhar único, uma Monocultura. Principalmente o olhar do colonizador que ainda permeia o Brasil afora.
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José Ofir Praia de Sousa (2) comentou:
30/04/2011
Os que planejam de fora pra dentro com o olhar binocular central sem enxergar o diverso que seria: conhecer a região, a comunidade, o local e a sua diversidade ambiental e cultural. Provavelmente o Homem da Floresta foi desenvolvendo esse tipo de visão no decorrer de sua formação histórico-antropológica por isso são diferentes e assim devem ser considerados e respeitados e a sua cultura compartilhada com todo o Brasil.
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José Ofir Praia de Sousa comentou:
30/04/2011
Parabens Prof. Bessa Freire pela crônica e a Doutura Míriam pela pesquisa. A partir desse Tese muitos textos produzidos para procurar ententer a Cultura Indígena no Brasil e na Amazônia, passam a ter uma novo sentido e novas interpretações irão colocar no cesto de lixo da história aqueles que continuam querendo entender e interpretar o Brasil e a Amazônia com um olhar único, uma Monocultura. Principalmente o olhar do colonizador que ainda permeia o Brasil afora. Os que planejam de fora pra dentr
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IRAM OLIVEIRA comentou:
30/04/2011
CARO PROF.BESSA HOJE SINTO-ME PERMANENTEMENTE CATIVADO PELOS SEUS ESCRITOS EM TODA SUA DIVERSIDADE. QUANTO, ENTÃO, REFEREM-SE AO POVO ÍNDIGENA ALGO EM MIM É TOCADO, CREIO SEJA O CORAÇÃO, QUE EM CONTATO COM A MENTE TORNA-ME OBRIGATORIAMENTE EM UM SER HUMANO MAIS HUMANO, SIMPLESMENTE POR ME FAZER SENTIR PARTE DO GRANDE MISTÉRIO QUE É A NATUREZA. PARABÉNS, EXTENSIVO À DRA. VIVIAM.
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Odair Giraldin comentou:
30/04/2011
Querido Bessa Queria seu email para poder lhe enviar correspondencia. TEnho um antigo que sempre devolve as mensagens que envio. Pode me fornecer o que esta ativado? Abraços Odair
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Cristiane Andó Marinotti comentou:
29/04/2011
Que forma atraente de apresentar um trabalho tão importante! Parabéns a ambos, prof. Bessa e Dra Vivian!
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Giane comentou:
28/04/2011
Ver, ver, ver mais além.. ensaio sobre a miopia e cegueira urbanas e letradas.. mais de 500 anos de estupidez com as crianças e educação indígenas.. how many times can a man walk down before you call him a man.. the answer, my friend, is blowing in the wind.. TAQUIPRATI sempre lavando a alma, Bessa..
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Cris Amaral comentou:
28/04/2011
Querido Prof. Bessa. Mais uma bela luz aos nossos olhos, de que olhos podem enxergar de maneiras e formas diferentes, mas nem por isso deixam de ver ou olhar...Carinhos
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Ana comentou:
27/04/2011
Excelente crônica!!! Parabéns a Vivian por sua pesquisa singular e a você Bessa por sua sensibilidade e paixão pelos indígenas.
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Fábio Andó comentou:
27/04/2011
Parabéns Viviam e Prof. Bessa, excelente trabalho. Fiquei curioso pelo assunto e tenho uma dúvida de leigo: Exixte alguma conclusão ou observação sobre se, com treinamento, é possível desenvolver a visão periférica em quem tem uma visão mais central e vice versa? É possível desenvolver as duas visões ou ela funciona análoga ao binóculo, isto é: quando se foca o centro, o periférico fica embaçado? Um grande abraço, Fábio Andó
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Sheila Maria Tanaka comentou:
27/04/2011
Querida Vivian, Fiquei muito feliz por voce, parabéns pelo excelente trabalho.
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Paulo Lucena - indigenista pan-americano comentou:
27/04/2011
Omitido por lapso, o autor do Terceiro Comentário a seguir sou eu próprio. - Paulo Lucena.
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Paulo Lucena - indigenista pan-americano comentou:
26/04/2011
Bessa, Vivian e outros dedicados às ciências do Ambiente e à cultura antropo-indígena hão de entender à luz da diversidade Ortóptica uma experiência pessoal que vivenciei, em 1966, em atividade inicial etnográfica a serviço do I.I.I.A./instituto Indigenista Inter-Americano da OEA (México-MX) na Floresta do Vale do Javary- Curuçá (Terra dos “Marubo” ou Yura-kuim isolados (do Grupo PANO, Von Martius).
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26/04/2011
Conduzido que fui por Vitor Batalha um índio tükuna do Solimões raptado no início dos Anos 1950 quando era ele menino de 6 anos de um acampamento de Seringueiros brancos invasores da região, e adotado às afinidades da Aldeia Marubo do Igarapé Maronau. Aos 18 anos (Anos 1960) Vitor fora encontrado pela Funai e trazido de volta a Benjamin Constant-AM, onde...
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Paulo Lucena comentou:
26/04/2011
... se vinculou à Funai como Auxiliar de Sertanista, e agregou-se a mim como intérprete-tradutor à referida Etnia, e Guia à minha introdução social ao Grupo que me demandou uma Quarentena acampado em “Tapiri” às proximidades do acesso ao Srubo (Casa-sede Coletiva da Tribo). Permaneci acampado recebendo visitas e alimentação diárias, em turnos de diálogo e reconhecimento pessoais...
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26/04/2011
...com a assistência etnolinguística de Vitor que me trazia membros da Aldeia para interlocuções amistosas... Ao longo da Quarentena, revezavam-se pequenos grupos de 3 ou 4 indivíduos com gestos simpáticos e afetuosos, dentre adolescentes, jovens, adultos e senescentes de ambos os sexos todos em estado de nudês absoluta hábito cultural da Tribo.
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Paulo Lucena comentou:
26/04/2011
À primeira metade da Quarentena, percebi que todas as visitas eram do Sexo masculino que comigo travavam diálogos interfônicos a identificar objetos-partes corpóreos em definições sígnicas, e outros itens circunstantes do Tapiri e do Ambiente, numa ânsia etnográfica de aprendizado lingüístico. Já à metade da Quarentena, percebi que começaram a desfilar mulheres, dentre moçóilas...
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Paulo Lucena comentou:
26/04/2011
...jovens, adultas e senescentes da Tribo, muito sorridentes e simpáticas, algumas delas mais chegadas a roçar-me o corpo e adotando o habito do “cata-piolho” afagando-me os cabelos da cabeça, o que não deixava de parecer-me gestos excitantes. Embora Vitor me houvesse advertido da suscetibilidade dos Homens da Tribo quanto a suas Mulheres, e que facilmente poderia haver crises violentas de ciúme...
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Paulo Lucena comentou:
26/04/2011
causando reações violentas e até fatais. Vitor também advertira-me de que Homens Marubo permaneciam camuflados em redor do meu Tapiri, espreitando-me, de maneira nítida e intensa, sem serem por mim avistados ou percebidos sensorialmente. Efetivamente, quando moças e mulheres se encontravam comigo à Rede no Tapiri...
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Paulo Lucena comentou:
26/04/2011
...eu observava nelas algo que me pressupunha elas estivessem percebendo a presença de alguém às proximidades. Mas, por mais que eu me esforçasse à espreita jamais consegui eu enxergar nada, nem sequer ter a certeza de nada ao nosso redor, embora o óbvio me revelasse a presença invisível e inaudível de alguém à nossa franca espreita.
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Manuel de Oliveira - Ortoptista comentou:
26/04/2011
Parabéns Viviam esta crónica ainda aguçou mais o meu apetite por conhecer a tua tese em profundidade... obrigado pelo contributo que deste para a compreensão da visão binocular no ser humano na sua diversidade. Um abraço amigo desde Portugal
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Aloizio Jordão (1) comentou:
26/04/2011
Parabéns ao professor Bessa, pela clareza e simplicidade com as quais elaborou esse texto tão importante e contundente. Parabéns mais que especialíssimo à minha amiga e comadre Vivian Secin, por este trabalho maravilhoso que traz à tona questões de saúde visual fundamentais para que sejam desenvolvidos, a partir deste aprofundamento, programas que possam definitivamente ajudar a resolver questões tão importantes para a vida desses indivíduos.
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Aloizio Jordão (2) comentou:
26/04/2011
Obrigado por ter me convidado a participar deste grandioso projeto, fazendo registros fotográficos e, ao mesmo tempo, tendo a oportunidade de conviver e aprender um pouco sobre a realidade dos indígenas. Certamente foi para mim uma experiência enriquecedora e inesquecível .
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Jandir Ipiranga Júnior (1) comentou:
26/04/2011
Fiquei muito cismado quando entramos na floresta e meu amigo Índio, conhecido como Codó, apontava para a "trilha" que deveríamos seguir. Faltava duas horas para alcançar a canoa e iniciar a pescaria. É ali, dizia ele. Era cedo e estava claro. Como ele conseguia enxergar aquela "trilha" e eu não? Agora, entendi tudo. Aprendi com as letras e não com a floresta. Não tenho uma visão periférica, contextual.
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Jandir Ipiranga Júnior (2) comentou:
26/04/2011
Só posso agradecer por este conhecimento, que desvenda mais um abismo entre a sabedoria "civilizadora" e a sabedoria do Índio. Prof. Bessa, como consigo uma via da tese da Dra. Secin? A sua, está quase toda lida !!! Quanto à crônica, mais um show !!!
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Jandir Ipiranga Júnior comentou:
26/04/2011
Fiquei muito sismado quando entramos na floresta e meu amigo Índio, conhecido como Codó, apontava para a "trilha" que deveríamos seguir. Faltava duas horas para alcançar a canoa e iniciar a pescaria. É ali, dizia ele. Era cedo e estava claro. Como ele conseguia enxergar aquela "trilha" e eu não? Agora, entendi tudo. Aprendi com as letras e não com a floresta. Não tenho uma visão periférica, contextual. Só posso agradecer por este conhecimento, que desvenda mais um abismo entre a sabedoria "civi
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Aloizio Jordão comentou:
26/04/2011
Parabéns ao professor Bessa, pela clareza e simplicidade com as quais elaborou esse texto tão importante e contundente. Parabéns mais que especialíssimo à minha amiga e comadre Vivian Secin, por este trabalho maravilhoso que traz à tona questões de saúde visual fundamentais para que sejam desenvolvidos, a partir deste aprofundamento, programas que possam definitivamente ajudar a resolver questões tão importantes para a vida desses indivíduos .Obrigado por ter me convidado a participar deste
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Silvia Chuffi comentou:
26/04/2011
Excelente! Parabéns Viviam! Abçs, Silvia
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Raquel Aleixo comentou:
25/04/2011
Simplesmente, AMEI!! Parabéns!!!
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Dr. Shigueki Andó comentou:
25/04/2011
Parabéns Vivian Kazué Andó Vianna Secin, é assim que se faz! Fiquei assás orgulhoso e muito emocionado ao ver o nosso nome Andó fazendo bonito nesse nosso imenso Brasil! Coisas assim só trazem conforto para o coração. Parabéns!
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Andrea Pulchinelli Ferrari (1) comentou:
25/04/2011
Parabéns! Parabéns pela sensibilidade do autor Prof. José Ribamar Bessa Freire que transfere em sábias palavras a diversidade que pode haver na utilização deste nosso tão precioso sentido: a visão. Parabéns por abrir muitos olhos para a importante interferência cultural e social que existe em "enxergar" e que foi brilhantemente exposta pela colega Vivian Secin em sua defesa de tese.
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Andrea Pulchinelli Ferrari (2) comentou:
25/04/2011
Especialmente parabéns à Vivian pela incansável luta pela democratização e pelo reconhecimento do trabalho dos ortoptistas no Brasil. Fico muito feliz por poder estar neste mesmo barco, compartilhando de ideias e correndo atrás dos mesmos ideais! Parabéns em nome também de toda classe que represento atualmente! Andrea Pulchinelli Ferrari Presidente CBOrt (Conselho Brasileiro de Ortóptica).
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Andrea Pulchinelli Ferrari comentou:
25/04/2011
Parabéns! Parabéns pela sensibilidade do autor Prof. José Ribamar Bessa Freire que transfere em sábias palavras a diversidade que pode haver na utilização deste nosso tão precioso sentido: a visão. Parabéns por abrir muitos olhos para a importante interferência cultural e social que existe em "enxergar" e que foi brilhantemente exposta pela colega Vivian Secin em sua defesa de tese. Especialmente parabéns à Vivian pela incansável luta pela democratização e pelo reconhecimento do trabalho d
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Lívia Costa Sereno comentou:
25/04/2011
Linda e informativa esta crônica, com um olhar e orgulho ainda maiores por poder ter sido aluna da brilhante Vivian Secin!!! Doutoura exemplar e inovadora na visão da aplicação da ortóptica!
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Isabela Frade comentou:
25/04/2011
Linda crônica, Bessa! Vou levar para meus alunos de licenciatura em artes. Essa abertura epistêmica é imprescindível. Lá se vão anos que na arte educação se pretende "alfabetizar visualmente", imagine! Adequar o olhar assim é tb ajustar diversos modelos cognitivos/perceptivos ao sistema ocidental. É provocar cegueira...
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Prof. Emerson Rocha comentou:
25/04/2011
Grande, Prof. Bessa, essa crônica nos leva a crer mais ainda que falta muito para desvendarmos o Mundo Indígena Brasileiro!
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Sonia Tanaka comentou:
25/04/2011
Parabéns pela crônica muito bem escrita e selecionada, parabéns ao trabalho brilhante e cativante da Dra Viviam.
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moema comentou:
24/04/2011
OI Bessa, esta cronica da muito o que refletirmos sobre educacao e compreensao em geral. Vou copiar e levarpara discutir em sala com meus alunos amanha, obrigada Moema
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Susana Grillo (1) comentou:
24/04/2011
Bessa, que belíssima cronica de Páscoa que também quer dizer libertação... nos libertarmos dos nossos entulhos de paradigmas ocidentais que sempre veem os povos indígenas em situação de desvantagem. A sacação que virou tese da Dra. Viviam é brilhante e tem impactos profundos nas metodologias de letramento com crianças, jovens e adultos indígenas.. esse conhecimento tem que chegar nos cursos de formação de professores indígenas para rever a abordagem da aquisição da escrita....
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Susana Grillo (2) comentou:
24/04/2011
Parabéns a você pela crônica "libertadora" e para a Dra. Viviam... temos que estudar a fundo sua tese. Abraços, Susana
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Luiz Antonio Gomes Senna comentou:
24/04/2011
Caríssimo Bessa - esta crônica é mais uma bela contribuição sua à tese de Viviam, sem dúvida alguma um dos trabalhos mais importantes que tive a honra de orientar. Forte abraço.
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Susana Grillo comentou:
24/04/2011
Bessa, que belíssima cronica de Páscoa que também quer dizer libertação... nos libertarmos dos nossos entulhos de paradigmas ocidentais que sempre veem os povos indígenas em situação de desvantagem.. A a sacação que virou tese da Dra. Vivian é brilhante e tem impactos profundos nas metodologias de letramento com crianças, jovens e adultos indígenas.. esse conhecimento tem que chegar nos cursos de formação de professores indígenas para rever a abordagem da aquisição da escrita.... Parabéns a v
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Odair Giraldin (1) comentou:
24/04/2011
Olá Bessa. Vivendo aqui no Tocantins e vendo como a educação escolar indígena é tratada pelos gestores federais e estaduais; vendo como as universidades periféricas que não contam com programas que geram pesquisas como esta de Viviam, tão sensivelmente tratada em sua crônica; acabo ficando entristecido em saber que os povos indígenas ainda vão ser massacrados muitos anos pelas políticas de escolarização, assim com foram por séculos de catequização.
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Odair Giraldin (2) comentou:
24/04/2011
Parabéns por sua cronica; parabéns a Vivam pela pesquisa. Espero que esta tese seja difundida largamente para se tornar em instrumento de apoio à diversidade no Brasil.
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Renato Athias comentou:
24/04/2011
Bessa! Legal teu texto, é exatamente como dfescrveu. Eu não li a tese de Viviam, mas tenho percebido entre o Hupd' äh que eles nos colocam (os ocidentais) com outro tipo de olhar. Em geral, eles dizem que os teghoidäh (os brancos) não sabem olhar.
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Yara comentou:
24/04/2011
Parabéns e Boa Páscoa a todos, especialmente, a Viviam, ao prof Luiz Antônio Gomes Senna e ao prof Bessa Freire, mas também a valiosa banca, da qual tive a grata oportunidade de fazer parte! Um abraço a todos, Yara
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Paulo Lucena comentou:
24/04/2011
Uma Crônica academicista de profundo conteúdo paracientífico!... O emérito Doutor José Ribamar Bessa Freire, além de cronista antrópico extraordinário e sapientíssimo observador socioambiental, tornou-se um observador ultra-sensível das transcendências humanas, em linguagem lúcida e cristalina à transversalidade da Tese Acadêmica antrpológica da Doutora, Viviam Kazue Andó Vianna SECIN.
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Odair Giraldin comentou:
24/04/2011
Olá Bessa. Vivendo aqui no Tocantins e vendo como a educação escolar indígena é tratada pelos gestores federais e estaduais; vendo como as universidades periféricas que não contam com programas que geram pesquisas como esta de Viviam, tão sensivelmente tratada em sua crônica; acabo ficando entristecido em saber que os povos indígenas ainda vão ser massacrados muitos anos pelas políticas de escolarização, assim com foram por séculos de catequização. Parabéns por sua cronica; parabéns a Vivam p
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Sonia Augusta de Moraes comentou:
24/04/2011
A partir da Constituição de 1988, os índios passaram a ter o direito de serem alfabetizados em suas línguas maternas, corrigindo uma distorção secular monstruosa. Pena que precisamos de leis, para respeitar a dirversidade. pena que ainda temos que nos educar para entender a complexidade do ser humano. Mas ainda bem que existem pessoas como o prof. Bessa. E tantas outras que entendem, que a riqueza da vida esta em conhecer, e vivenciar todas estas diversidades.
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Carlos Fausto comentou:
24/04/2011
Realmente, o trabalho da Viviam é uma rotação de perspectiva, muito liberadora para as populações indígenas submetidas ao espectro do fracasso escolar.
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Ana Sperandio comentou:
24/04/2011
Emoção e simplicidade, sem neologisto comtemporâneos... Sem tramas políticas partidárias. Simplesmente natural. Parabéns ao Prof. Bessa e a Profa Viviam. Também tive o prazar de participar da banca da Viviam
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Lilian Kane (Oftalmologista/RJ) comentou:
24/04/2011
Parabenizo aos amantes incondicionais da ciência, como Prof Bessa e Drª Viviam Secin, que através dos seus olhares particulares, sensivelmente emétropes, abrem novas janelas para o desenvolvimento da visão universal do ser humano.
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Carlos Fausto comentou:
24/04/2011
Bessa,Sua crônica é um presente de páscoa. O trabalho da Viviam explica o que todos nós tentamos, muitas vezes em vão, fazer entender àqueles que (ainda) não se perderam na floresta. Abraços Carlos
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Vera Versiani comentou:
24/04/2011
Beleza pura! Frentes de consciência como essa é o que precisamos!
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Mara Santos comentou:
24/04/2011
esta é mais uma leitura instigante que nos mostra que temos muitas deficiencias a serem corrigidas, e pensamos - como eu não enxerguei isso antes? Bessa, obrigada por provocar a ativação do meu campo binocular periférico
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Maria Helena (1) comentou:
24/04/2011
Quantos exemplos serão necessários para enxergarmos o desenvolvimento fora do padrão letrado, competitivo e consumista que domina o mundo? Os “diagnósticos” que alegam haver inadequação para a aprendizagem formal, veem as sociedades urbanas como a realidade, pronta e acabada, “normal”, “universal”. E veem essa realidade como a única razão de sermos humanos. São míopes para tudo mais.
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Maria Helena (2) comentou:
24/04/2011
Toda alienação produzida por essa lógica que classifica o que não se adapta como “distorção”, toda intolerância e ignorância nela embutida, todo egoísmo desembestado que ela revela, impõe sacrifícios intermináveis para povos inteiros, que veem, na felicidade e no bem-estar prometidos, somente aberração.
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Maria Helena comentou:
24/04/2011
Quantos exemplos serão necessários para enxergarmos o desenvolvimento fora do padrão letrado, competitivo e consumista que domina o mundo? Os “diagnósticos” que alegam haver inadequação para a aprendizagem formal, veem as sociedades urbanas como a realidade, pronta e acabada, “normal”, “universal”. E veem essa realidade como a única razão de sermos humanos. São míopes para tudo mais. Toda alienação produzida por essa lógica que classifica o que não se adapta como “distorção”, toda intolerân
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Viviam Secin comentou:
24/04/2011
Querido Prof.Bessa,Feliz Páscoa.Estou feliz e emocionada em ver meu trabalho objeto de sua incomparável genialidade, tornando tão claro ao leitor a condição invisivel vivenciada por tantos brasileiros.A Ortóptica lhe agradece,pois ainda é difícil vencer o desconhecimento sobre esse campo de estudos.Espero que em futuro próximo, a democratização dessa área vire realidade em nosso país,favorecendo a todos os olhares o ingresso no mundo das letras.Foi meu melhor presente de Páscoa!Bjs, Viviam Secin
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May Waddington T. Ribeiro comentou:
24/04/2011
Interessantíssima a tese, com tantas consequências para a nossa reflexão. Afinalo, não é tão frequentemente assim que encontramos uma base física para corroborar o relativismo dos pontos de vista! Sensibilíssima a apreciação do cronista sobre o trabalho!
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Viviam Secin comentou:
24/04/2011
Querido Prof. Bessa, Inicialmente, uma Feliz Páscoa. Estou muito feliz e emocionada em ver meu trabalho objeto de sua incomparável genialidade, tornando tão claro para o leitor uma condição invisivel vivenciada por tantos brasileiros. A Ortóptica lhe agradece, pois ainda é muito difícil vencer o desconhecimento sobre esse campo de estudos. Espero que em um futuro próximo, possamos ver a democratização dessa área virar realidade em nosso país, favorecendo a todos os olhares o ingresso no mund
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Prof. Neimar Machado de Sousa comentou:
24/04/2011
Parabéns Bessa pela crônica. Reforço que essa miopia não é apenas visual, mas também da escrita, especialmente aquela veiculada em alguns meios de comunicação de massa, referindo-se aos índios.
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murialdo comentou:
23/04/2011
Espero pela crônica do Bessa no sábado, como espero pelo domingo. Nesse domingo de páscoa, apesar de sermos um tanto caolhos, é uma crônica que nos amplia a visão. Parabéns professor e feliz páscoa.
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Andrea Sales comentou:
23/04/2011
Foi um excelente trabalho realizado pela companheira Vivian. Me orgulho de ter feito parte desse valioso processo.Durante as atividades escolares e televisivas dessa semana sobre o dia do índio percebi, que aos poucos, instituições diversas e docentes estão trocando os óculos da miopia cultural.E isto deveria ocorrer o ano todo.Parabéns Doutora Vivian pelo trabalho e Bessa pelas palavras deste início de semana.
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Paulo Maia comentou:
23/04/2011
Diante dos cacos em homenagens mau escritas, preconceituosas e "bem intencionadas", sua crônica Bessa desequilibra o convenvional, é messiânica pois faz ver outras coisas, e sugere que possamos olhar de outro modo... parabéns, e agora sim, feliz dia do índio!
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Maria Pereira comentou:
23/04/2011
linda cronica, que delicado é o guimaraes rosa com seus personagens, né?
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