CRÔNICAS

A SOGRA DO JACAMIM EM BUSCA DA BELEZA

Em: 12 de Setembro de 2010
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 "If I tell you stories all the time, I do not disappear".

(Patricia Portela - Scheherazade Flatland)

O Jacamim andava ciscando no terreiro e, com seu bico irrequieto, beliscava um inseto aqui, uma minhoca ali, uma sementinha acolá. Sua sogra, que assistia a cena, viu que tudo nele era desproporcional e deselegante. Pescoço pelado, curvo e compriiiiido. Cabecinha minúscula em cujo cocuruto emergia ridículo topete de penas eriçadas. Curtas, demasiado curtas eram suas asas. Altas, excessivamente altas suas pernas. Ela olhou aquele bicho desengonçado e, com a sinceridade que as sogras soem ter, disse:
 
- Meu genro, não me leve a mal não, mas você é feio! Muito, mas muiiiiiiito feio! Feio pra chuchu! Parece até que minha filha casou com um urubu!
 
Ele, o jacamim-una de penas pretas, decidiu conferir no espelho do lago. A imagem refletida era, efetivamente, a de um urubu corcunda, pernalta, sem garras e com cabeça pelada. Não gostou. De tristeza, cantou. Mas de sua garganta saía apenas um som estridente – vuh, vuh, vuh – que vibrava como o toque irritante e uniforme de uma corneta. A sogra que tudo observava, arrematou:
 
- Tudo em você está errado. Nem cantar você sabe. Seu canto parece latido de cachorro ou berro barulhento de guariba. Ah, mas isso não vai ficar assim não. Vamos mudar. Espere aqui, meu genro, vou lá no mato procurar a beleza pra você.
 
Foi.
 
A beleza das cores
 
- Beleeeeza, cadê você? – perguntou a sogra, entrando na floresta. Mil vozes responderam aqui, ali, acolá, por toda as partes. Ela foi, então, colocando dentro de um saco tudo de belo que encontrava: as tintas do beija-flor e suas penas com as sete cores iridescentes do arco-íris; o peito, o abdome e o papo-vermelho da pipira; o bico duro e cônico do azulão e sua mandíbula angulosa. Depois, pegou o olhar aceso do rouxinol e a meiguice do pintassilgo. Guardou a sociabilidade, a alegria e o espírito de camaradagem do bem-te-vi, a mansidão do canário-da-horta, a valentia do gavião e até o aparelho digestivo do murucututu lá em cima do telhado.
 
Mas a velha queria mais. Continuou enchendo o saco. Capturou o voo elegante e baixo de uma andorinha que, sozinha, não fazia verão, mas riscava o ar em curvas caprichosas. Esperou o tico-tico-rei comer todo o seu fubá e arrufar suas penas brilhantes – tico-tico lá, tico-tico cá - para roubar-lhe o topete vermelho escarlate que parecia incendiar sua cabeça como uma chama. Na terra com palmeiras onde canta o sabiá, ela se apoderou da cauda empinada e das patas cor de avelã da ave que gorjeava e saltitava com desembaraço.
 
O saco, já quase cheio, recebeu ainda plumas de seda do sanhaço, penas aveludadas do guará recolhidas em um manguezal e vozes de todos os pássaros que o japiim imitava, coletadas num ninho construído ao lado de uma casa de caba. Finalmente, a velha pegou a garganta do uirapuru, com o repertório de seu canto mágico. E quando já ia embora, ensacou os hábitos de higiene do vira-bosta, que toma sempre seu banho matinal – faça frio, faça calor – depois de revolver o esterco à procura de milho.
 
- Beleeeeeeza, cadê você – perguntou outra vez a velha. Lá de dentro do saco mil vozes de pássaros trinaram. Satisfeita, ela retornou e entregou ao genro toda a beleza ornitológica da mata:
 
- Aqui está, meu genro, pra você se lavar, se pintar, se enfeitar, se colorir e afinar sua voz.
 
- Vou me lavar já – ele disse, agradecido.
 
Foi.
 
Mas enquanto tomava banho no igarapé, os outros pássaros furtaram-lhe as tintas, as cores, as plumas, os enfeites, o canto e até mesmo sua própria roupagem. A sogra, vendo o genro nuzinho, perguntou:
 
- Ô Coisa Feia, onde está a beleza que te dei?
 
- Eles roubaram.
 
- Além de feio, és leso e abestado – disse a sogra, esfregando sumo de jenipapo na costa dele, que ficou negra. Depois, passou uma mistura de casca de abacaxi com urucu no peito, que ficou roxo. É por isso que o jacamim-una ficou assim.
 
Os saberes 
 
Essa história que circula entre os índios do rio Negro (AM) é uma versão livre que eu recriei inspirado na narrativa ‘O jacamin e as cores’ (Yacamy i pinima çaua irumo), recolhida no Rio Branco pelo cientista João Barbosa Rodrigues, um ex-professor do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, que viveu mais de dez anos no Amazonas (1872-1874 e 1883-1890). Ele organizou e dirigiu o Museu Botânico de Manaus, andou pelos rios da região, conviveu com diferentes etnias e aprendeu o Nheengatu - a língua geral que lhe permitiu ouvir as histórias e registrar a ciência indígena.
 
Contei essa e outras histórias na quarta-feira, 8 de setembro, no Auditório Solimões do campus da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus, numa mesa-redonda compartilhada com o historiador Antônio Loureiro, que se autodefiniu com simpatia e humor como um ING – indivíduo não governamental. A mesa fazia parte da programação do I Simpósio João Barbosa Rodrigues, coordenado por Antonio Webber e promovido por Frederico Arruda, Pro-Reitor de Extensão e Interiorização da UFAM.
 
A homenagem da UFAM a Barbosa Rodrigues é mais do que merecida. Ele é o autor do livro Poranduba Amazonense, uma edição bilíngue da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro de 1890, que reúne mitos, contos zoológicos, contos astronômicos e contos botânicos, além de “cantigas com que as mães embalavam seus filhos ou animavam as danças e os trabalhos”, num total de 130 textos.
 
A grande sacação de Barbosa Rodrigues foi perceber, no século XIX, que numa sociedade sem biblioteca, sem livros, sem escrita, mas com forte tradição oral, as histórias e cantos funcionam como enciclopédias onde estão contidos os saberes necessários para a sobrevivência e a reprodução das culturas. São aulas de botânica, zoologia, astronomia, ciências sociais e ciências humanas, com seus supremos mistérios.
 
A história aqui apresentada, em suas diferentes versões, constitui um mini-tratado de ornitologia, que dialoga com o Catálogo das Aves da Amazônia, organizado posteriormente pela ornitóloga alemã Emília Snethlage (1868-1929), ex-diretora do Museu Goeldi, no Pará. Essas histórias contêm o sistema de classificação das diferentes espécies de aves, pássaros e outros animais, suas características físicas e comportamentais, hábitos, costumes, lugares onde vivem, como se alimentam e se reproduzem.
 
Parte desse conhecimento, que foi satanizado e discriminado por não se enquadrar dentro dos cânones da ciência e da religião dominantes, se perderia com a morte dos velhos narradores se alguns tupinólogos não os tivessem registrado. Barbosa Rodrigues, que publicou inúmeras obras de botânica, uma delas sobre palmeiras, outra sobre orquídeas, ficou encantado com a capacidade de observação e o espírito científico dos índios.
 
Segundo ele, os índios “seguiam e seguem um método sintético na classificação das plantas. Designam as espécies por nomes tirados dos caracteres das folhas, flores, frutos ou de propriedades como o cheiro, o sabor, a dureza, a duração, a cor, o emprego, etc.etc. Nenhuma característica essencial lhes escapa. São tão exatas as suas observações, que se encontram gêneros e subgêneros em uma só família, como se fossem agrupados por um verdadeiro botanista”.
 
Algumas décadas depois, no seu livro 'O Pensamento Selvagem', o antropólogo francês Lévi-Strauss chamou a atenção para as evidências de que as sociedades indígenas têm uma prática de produção de conhecimentos, testam hipóteses através de experimentos genéticos, plantam e selecionam sementes, realizam observações rigorosas e classificam o mundo natural de uma maneira tão complexa como a taxonomia de um biólogo universitário. Muitos erros e confusões teriam sido evitados - afirma Lévi-Strauss - se o pesquisador tivesse confiado nas taxonomias indígenas em lugar de improvisar outras, nem sempre adequadas.
 
 O I Simpósio Barbosa Rodrigues fez parte de uma programação maior do 61º Congresso Nacional de Botânica, organizado pela Sociedade Brasileira de Botânica e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com o apoio da UFAM e de outras instituições. O Congresso reuniu em Manaus, de 6 a 10 de setembro, mais de dois mil pesquisadores do Brasil e do exterior. A mídia, lamentavelmente, não deu a devida importância a um evento que discutiu, entre outros temas, a Amazônia. De qualquer forma, lá compareceu a sogra do Jacamim, que saiu em busca das cores da beleza e acabou encontrando essa outra forma do belo que é o conhecimento.
 
P.S. – Alguns leitores estão reclamando porque as eleições de outubro no Amazonas não estão sendo comentadas aqui nesse espaço. Sinceramente, entre Omar Aziz e o Cabo Pereira, eu fico com a sogra do Jacamim.

 

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36 Comentário(s)

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Lori Altmann comentou:
07/10/2010
Olá Bessa! Sua forma de ser e escrever é cativante. Gostei de lhe conhecer pessoalmente. Continue enviando seus textos. Sua leitura me dá muito prazer.Admiro sua coerente história de parceria com as populações indígenas. Abraços,Lori
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Etiene de Brito (1) comentou:
23/09/2010
Nossa que lindo!Pena que nós brasileiros conhecemos mais as histórias da Disney e os clássicos europeus que os contos índigenas.É nessas horas que faço reverência a Monteiro Lobato. Graças a ele, também a meus avós,pude conhecer o saci perêrê, a cumade florzinha, mula sem cabeça.Enfim, Lendas da nossa cultura que fizeram parte do meu imaginário na infância que com certeza não podemos deixar morrer. Agora fiquei mais curiosa pra conhecer um monte de contos indígenas e contar pra minha sobrinha.
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Etiene de Brito (2) comentou:
23/09/2010
Sempre admirei a cultura índigena, principalmente na sua relação com natureza que os conduzem a uma espiritualidade invejável. Nossa tenho muito que aprender com os índios. P.S: Nunca entendi porque o índio tem fama de preguiçoso se todo dia eles tem que caçar e pescar para assegurar a sobrevivência. Nossa! Quando penso que tenho que fazer um suco no liquidificador já me dá um desânimo e acabo escolhendo o suco pronto de caixinha. Preguiçosos somos nós ditos civilizados e trabalhadores.
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Etiene de Brito comentou:
23/09/2010
Nossa que lindo!!! É uma pena que nós brasileiros conheça mais as histórias da Disney ou os clássicos da europeus do que os contos e as lendas ídigenas.É nessa horas que faço uma reverência a Monteiro Lobato que graças a ele, também aos meu antepassados que pude conhecer o saci perêrê, a cumade florzinha, mula sem cabeça. Enfim...Lendas da nossa cultura que fizeram parte do meu imaginário na infância que com certeza não podemos deixar morrer. Agora fiquei mais curiosa para conhecer um mon
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16/09/2010
ROMEU, NÃO ADIANTA RECLAMAR.EU NÃO ACEITO ORDENS DO LULA. EU VOTO EM QUEM EU QUIZER. O OMAR NÃO BATEU EM NINGUÉM . VAI PROCURAR BELEZA NO MUNDO, TALVEZ FIQUES MENOS INFELIZ.
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Rosi Waikhon (1) comentou:
16/09/2010
Nooossa professor.Não sabia que alguns leitores reclamam quando escreve sobre índios. Eu, pelo contrário,adoooro e muito,mas sei que cada um é livre de gostar ou não.Tem gente que não gosta do que nós indígenas escrevemos. Acham que faltam palavras clássicas da língua portuguesa, além disso acham que índios não podem escrever, usar roupa ou celular, nem frequentar academia ... enfim para muitos "índio não pode", pois se escreve e estuda, se usa equipamentos tecnológicos... já não é mais índio.
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Rosi Waikhon (2) comentou:
16/09/2010
Essas pessoas esqueceram que existe uma tal de diversidade cultural, cronologia do tempo, incorporação de novos hábitos culturais... Não só entre nós indígenas, no mundo inteiro, já pensou se brasileiros comendo tal de" Sushi", escrevendo Buffet, coffee breack ... rsrs deixassem de ser brasileiros? Tem muita gente que deveria ser alfabetizada na Academia indígena para conhecer um pouco da nossa, literatura, matemática... enfim nossa ciência. Voltando ao assunto, gosto muito do que escreve.
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Hagá Romeu Pinto comentou:
16/09/2010
Sei que o jargão e démodé, mas me traz boas recordações e deve ser aplicado aqui: COMPANHEIRO, A LUTA CONTINUA!
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Hagá Romeu Pinto comentou:
16/09/2010
Bessa, lembra o que um Aziz fez a um colega de classe teu? Lembra da porrada que ele deu no professor Gilson dentro da Universidade Federal do Amazonas? Eu senti essa dor (ao contrário da Vania Tadros). Tu reclamas que a imprensa não deu o devido valor ao Encontro em tela. O que será que a imprensa falará se o Omar for eleito? Quantos terão a coragem de fazer o que tu fizeste? Quantos apanharão e ainda continuarão de pé?
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Leo (Blog da Amazonia) comentou:
16/09/2010
Que delícia de artigo! Como é característico e singular o mundo amazônico! Tão pouco conhecidas e tão valiosas as lições que nos oferecem as tradições indígenas, em sua interpretação das belezas que os rodeiam. Honra e mérito aos que registram e divulgam estas preciosidades, ameaçadas diante da voracidade do consumismo e da busca por riquezas rápidas e passageiras. Oxalá houvesse mais espaços como esses, que nos deliciam com tanta poesia, tanto prazer. Sinceros parabéns e grande êxito em seu emp
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Hagá Romeu Pinto comentou:
16/09/2010
Bessa, Bessa!!! Onde está aquele velho jornalista de guerra e de luta? Esse teu P.S. está mais para “Puxa Saco” do que para “Post Scriptum”. Ter candidatos ruins nunca foi um problema para suas crônicas, pelo contrário, sempre foi um prato cheio. Alfredo entrando em campanha contra pedofilia, Omar prometendo mundos e fundos ao interior, Eduardo se vangloriando por conta de um PROSAMIM mal feito, Vanessa apoiando a corja, e tantos outros... Reage, babá!
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david honorio comentou:
15/09/2010
parabens bessa o senhor mostrou como é rico o nosso folclore e a natureza que resta neste brasil tão explorado pelo captalismo desenfeado e imbecil vocé foi brilhante com essa linda e curiosa história mostrando a bela diversidade tão esquecida pelo poder púbilco chamada natureza brasileira
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Ana comentou:
13/09/2010
Belo texto e uma linda homenagem aos indígenas deste país e ao Barbosa Rodrigues. Obrigada por compartilhar conosco a tua sabedoria e enriquecer nossos conhecimentos com os etnosaberes.
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Sulamita Esteliam (Blogquemtemedodolula) comentou:
13/09/2010
Que beleza de texto! Conhecimento e poesia de uma só tacada.
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Aurelio Michilles comentou:
13/09/2010
Excelente cronica-fabulosa.Por causa do apoio de Barbosa Rodrigues(BR) à monarquia sobrou pra nós neste desencontro das águas. O "Negão", não este, mas o negão republicano Eduardo Ribeiro perseguiu o homem, fecharam o Jardim Botânico (JB) e BR foi pro Rio e se transformou em Rodriguesia, deixou legado que nos honra. E pensar que o JB deu lugar aonde hoje "imortais" amazoneses trocam figurinhas.Briga política faz destas coisas, a gente não participa do pirão e busca beleza nos cafundós do matão.
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Ereni ventura comentou:
13/09/2010
É louvável saber que ainda existem pessoas pensando na propagação do saber na sua forma mais pura. Professor, quando crescer quero ser melhor que você. Com certeza é melhor quando podemos aprender sorrindo. Gargalhando então, é melhor ainda.
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Fátima Ramos comentou:
13/09/2010
É tão linda a história de Jaumin quanto o ato de divulgar a cultura e o conhecimento indígenas, desmistificando a ideía da ciência como único cnhecimento válido. Parabéns, Bessa, por ser esse grande enriquecedor da cultura brasileira. Mas, oh!... é muito bom também quando vc fala da política nacional...
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Jorge da Silva comentou:
13/09/2010
Farei um grande comentário,muito boa esse pensamento, "O que é o belo". Muito bom!
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Adeice Torreias comentou:
13/09/2010
Que beleza! Até no jenipapo o jacamim entrou . Mas lindo mesmo, é o trabalho de resgate cultural dessa literatura que alimenta nossos sentidos. Igual a você , só voce mesmo! , embora tenha gente correndo atrás... . Pena que em Roraima não tenha ainda um assim!. Mas vai nascer com certeza! Tou no cá te espera!
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adeice Torreias comentou:
13/09/2010
Meu querido professor, Adorei . além de aprender rindo, sua ironia continua afiada. Vou linkar voce com un cronistasinho (ou será zinho) macuxi, que acho dos bons. Quero ver no que vai dar esse cruzamento.! Minha ideia tá coçando . um grande abraço.
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Ismael Farias comentou:
13/09/2010
Pior que Omar e Alfredo é ver o PT rachado por causa deles. E aí, manozinho, como ficamos nós que um dia militamos pelo partido? É soda, como disse Fócrates!
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Ivânia Neves comentou:
12/09/2010
Parabéns por mais um texto primoroso sobre respeito à diversidade cultural. Professor, perticipo do aikewara.blog.com , dos índios Aikewára, no Pará. Fiz um link no blog para o seu texto. Gostaria que um dia o senhor estivesse entre nós para conversarmos sobre experiências com sociedades indígenas, e por que não, para vivermos novas experiências entre os Aikewára. Um abraço!
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sebaastiao silva comentou:
12/09/2010
Bessa, desculpe a intimidade e a sinceridade mas sua escolha na lista triplice foi mesmo genial. SARAVÁ!!!!
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José Alcimar de Oliveira comentou:
12/09/2010
Meu caro Ribamar Bessa, seu texto expressa, de sua parte e do esquecido João Barbosa Rodrigues, a natureza ontológica do saber indígeno-caboclo sobre o mundo da Amazônia e mais: o quanto este saber continua a ser invisibilizado e destruído pela miopia epistemológica da razão instrumental, a serviço da predação mercantil. Sobre as eleições e diante da arrogância financeira da baixa política, sigo com o tracajá. José Alcimar, Filosofia, UFAM.
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Vânia Novoa Tadros comentou:
12/09/2010
DONA AURÉLIA, NÃO FAÇA MAIS ENDÍVIAS RECHEADAS PARA ESSE RAPAZ. FAÇA UM SABONETE DE JENIPAPO PARA ELE......
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Vânia Novoa Tadros comentou:
12/09/2010
Esse evento sobre Joâo Barbosa Rodrigues deve ter sido idéia do douto Prof Luiz Frederico dos Reis Arruda. Ele defendia que as instituições ligadas à pesquisa deveriam ter nome de pesquisadores. Era de opinião que o Museu Amazônico deveria ser chamado de Museu Barbosa Rorigues. Fred Arruda, que saudades de ti e de nosso trabalho construtivo na UFAM.
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Angelita Mara de Souza comentou:
12/09/2010
Concordo e assino embaixo das palavras do Armando. E viva o neologismo...! Enquanto lia o texto, imaginava minha mãe ajuntando dezenas de predicativos que tanto deseja pro genrinho. E como ele NUNCA vai ser o que ela desejou pra filha; não poderia ter um final mais realista: - Além de feio, és leso e abestado
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Fidel Matos comentou:
12/09/2010
Professor Ribamar, na academia hoje, não são poucos os que da valorização dos saberes gerado na vida dêem um salto no escuro de que todos os saberes são iguais. Desculpe minha ignorância, não se ofenda, mas , as interessantissimas crônica de sua lavra que li, não me permitiram saber sua posição a respeito. O senhor me indicaria uma nessa direção? Qual sua posição nesse debate teórico-metodológico? Ajude-me por favor, me interessa profissionalmente esse assunto. Gracias por la irmandad e saludos
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Armando comentou:
12/09/2010
Vejo que além de um grande professor és também um grande jacaminólogo e um grande sogrólogo também! Versátil! Muito Bom!
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Fatima Nascimento comentou:
12/09/2010
Mais uma vez , o senhor se superou professor. Minha admiração. Parabéns!!!! Abraços. Fatima
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Regina Galvão comentou:
12/09/2010
Braaaaaavo! Muito boa a crônica. Pois o novo ethos mundial acredito ser a luta pelo reconhecimento das minorias, do seu conhecimento e seus valores, compartilhados internacionalmente , sem fronteiras. Regina
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jose nogueira comentou:
12/09/2010
Todo mundp sabe que o senhor é um dos raros expertos quando o assunto é índio. Agora, começa me coçar a ideia de que, num futuro bem próximo, quando ocorrerem eleições gerais para cacique das nações, o senhor será candidato a cacique maior. Já tem meu voto, e ainda serei seu "capitão" eleitoral.
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Angelita Mara de Souza comentou:
11/09/2010
Parabéns pela excelente narrativa (O jacamin e as cores), descrevendo de forma tão viva e colorida um exemplo do trabalho de resgaste da cultura dos índios do rio Negro pelo cientista João Barbosa Rodrigues.
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comentou:
11/09/2010
Parabéns pela excelente narrativa (O jacamin e as cores), descrevendo de forma tão viva e colorida um exemplo do trabalho de resgaste da cultura dos índios do rio Negro pelo cientista João Barbosa Rodrigues.
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André Ricardo comentou:
11/09/2010
Alguns leitores devem se perguntar que seria esse Museu Botanico: Foi uma entidade criada no Segundo Imperio que acabou tão logo ocorreu o golpe de 1889...
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André Ricardo comentou:
11/09/2010
e eu fico com Hissa Abraao... perco o voto mas nao perco a consciencia
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