CRÔNICAS

Fato por lebre: quem tem olhos que Veja

Em: 09 de Maio de 2010 Visualizações: 39506
Fato por lebre: quem tem olhos que Veja

Supunhetamos, leitor (a), que você é jornalista e recebe pelo Correio um dossiê com comprovantes indicando que o ex-governador Paulo Maluf (ou o prefeito de uma capital do norte do país) roubou 50 milhões de dólares e depositou tudo num paraíso fiscal. Os documentos – você percebe logo – foram grosseiramente falsificados. O que você faz? Joga tudo no lixo ou, ignorando a fraude, publica seu conteúdo como se fosse informação correta?

Essa pergunta feita no primeiro dia de aula sempre gerava polêmica no Curso de Jornalismo entre alunos da disciplina Ética e Legislação na Mídia que ministrei durante anos seguidos na Universidade Federal do Amazonas e, depois, na UERJ.

De um lado, estudantes mais afoitos justificavam: “O dossiê é falso, mas nos faz chegar a uma conclusão verdadeira: a de que Maluf é ladrão. Portanto, devemos publicá-lo, porque assim estaremos escrevendo certo por linhas tortas. No frigir dos ovos, o uso dessa mentira acaba deixando o leitor com a informação certa”.

Embora igualmente antimalufistas, outros alunos mais escrupulosos discordavam. Diziam: se existe desconfiança de que Maluf é um ladrão de casaca – e as evidências são muitas – o repórter deve procurar provas do delito. Esse é o trabalho do jornalismo investigativo, que deve apresentar fato por fato e não vender fato por lebre. Inventar ou aceitar provas forjadas mesmo contra o pior crápula não é jornalismo. Quem renuncia à apuração dos fatos, engana os leitores, é um profissional incompetente e imoral.

Esse parece ser o caso dos jornalistas da VEJA Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros que na semana passada assinaram uma reportagem encomendada intitulada “A Farra da antropologia oportunista”. Com uma diferença: como o dossiê falso não lhes foi remetido pelo Correio, eles saíram à caça não dos fatos, mas da lebre. O que nos faz pensar que aí tem dente de coelho.

Eles juram – mas não querem ver suas respectivas mães mortinhas no inferno se estiverem mentindo – que durante um mês visitaram onze municípios em sete estados, percorreram mais de 3.000 quilômetros de carro e barco e entrevistaram setenta pessoas em busca de fatos. Encontraram lebres. Não viram nem conversaram, por exemplo, com o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, mas registraram declarações que ele nunca deu e que são exatamente o contrário de tudo aquilo que escreveu.

Mentiram pra cacete. Nem sequer uma vírgula ou um ponto de exclamação da matéria são verdadeiros. É tudo lorota! Entrevistas inventadas, números manipulados, informações fantasiosas, dados falsos, provas forjadas, fabricação de fatos – tudo isso a troco de quê? Só a questão da luta pela terra pode ajudar a explicar tamanha agressão aos fatos e tanta falta de pudor.

Terra à vista

Desde o grito dado por Cabral, tudo se resume à briga pela terra. Durante quase cinco séculos, armados até os dentes, os colonizadores, os bandeirantes, as frentes expansionistas invadiram, saquearam, pilharam, usurparam, deceparam e ocuparam os territórios indígenas, sempre protegidos pela lei do mais forte. No entanto, em 1988, com o processo de redemocratização, a Constituição - lei maior do país - deu um basta a essa violência que passou a ser ilegal, quando cometida.

O novo pacto funciona mais ou menos assim. É como se o Estado dissesse aos índios: vocês perderam 87% de seus territórios e não é mais possível recuperá-los. O que perderam, perdido está. Nós nos comprometemos, porém, de que a partir de agora ninguém mais tirará aquilo que sobrou. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente, o brasileiro vai aprender a ser gente, respeitando as terras dos índios que resistiram ao extermínio.

A Constituição, nesse caso, afetou os interesses econômicos que a revista VEJA representa. Quem quer se apropriar do resto das terras indígenas ficou inconformado com esse novo pacto, que garante aos índios não a propriedade - que continua a ser da União - mas o usufruto permanente das terras mantidas até aqui. Por isso, a revista desencadeou uma campanha organizada para questionar o lugar que as populações indígenas ocupam hoje na sociedade brasileira.

A estratégia discursiva é bem primária. VEJA jura que as terras ocupadas por ‘falsos índios’ ou por ‘ex-indios’ “diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir”. Reforça, assim, o preconceito de que os índios são improdutivos e preguiçosos. Insiste na falácia de que as terras indígenas – que são propriedade da União - arrancam um pedaço do Brasil, mutilam a pátria. O Brasil da VEJA fica pequenininho, sem 77.6% que constituem áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e antigos quilombos que, para VEJA, foram subtraídos do país.

Como nenhum cientista social assina embaixo de tal babaquice, VEJA ataca então os antropólogos, acusando-os de serem os inventores desses “índios falsos”, juntamente com alguns padres, indigenistas e ONGs. Os três repórteres advogam uma pureza racial, quando decidem, por conta própria, que os Tupinambá e os Pataxó da Bahia não são índios por existir entre eles casamentos com “negros, mulatos e até brancos de cabelos louros”, como se índio fosse um modo de parecer e não um modo de ser.

Se os Pataxó e os Tupinambá são ‘falsos índios’, então podemos dizer que Victor Civita e Roberto Civita são falsos brasileiros, em função dos seus laços com a Itália e os Estados Unidos? A comunidade científica nacional fica tão estarrecida com isso quanto ficou com um fator sanguíneo – o ‘Fator Diego’- que os coronéis da Funai, na época da ditadura militar, queriam instituir como referência para determinar a pureza racial dos índios.

Racismo na mídia

Numa interessante análise sobre o racismo na mídia, publicado em 1997, o pesquisador Van Dijk critica o tratamento que a imprensa europeia dispensa às minorias étnicas. Ele questiona o principio da neutralidade e da objetividade dos meios de comunicação e propõe que a imprensa seja estudada como uma instituição social submetida a um conjunto de demandas políticas, sociais, econômicas e técnicas. Dessa forma, a imprensa deve ser pensada menos como um lugar neutro de observação e mais como uma voz ativa, como um agente produtor de imagens e representações.

Van Dijk, em sua análise, privilegia as manchetes e títulos de reportagem, considerando-os elementos indicados dos tópicos relevantes da informação, orientando a leitura na construção de significados. Os subtítulos da reportagem da VEJA, nesse sentido, são muito sugestivos: “os novos canibais”, “lei da selva”, “um país loteado”, “macumbeiros de cocar”, “made in Paraguai”, “índio bom é índio pobre”.

Como sinalizou com indignação a nota oficial da Associação Brasileira de Antropólogos (ABA), assinada por João Pacheco, o repórter da VEJA não faz “qualquer esforço em ser analítico, em ouvir os argumentos dos que ali foram violentamente criticados e ridicularizados. A maneira insultuosa com que são referidas diversas lideranças indígenas e quilombolas, bem como truncadas as suas declarações, também surpreende e causa revolta e explicitam o desprezo e o preconceito com que foram tratadas tais pessoas”.

O objetivo da revista é mobilizar opiniões contra os direitos indígenas, que são apresentados como se fossem “privilégios”. Para isso, acionam os estereótipos historicamente operantes sobre o índio, para dar cor e sensacionalismo à narrativa. Chegam a inventar que os índios guarani da Aldeia Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, são falsos índios, vieram do Paraguai. VEJA acha que índio é como uísque: se veio do Paraguai, é falso.

“Nós não precisamos provar quem somos. A própria história, construída pelos não indígenas, identifica o povo guarani como etnia tradicional desta terra. O povo guarani nunca desrespeitou a propriedade alheia; ao contrário sempre foram usurpados de suas terras, impedidos de desenvolver seu modo de vida e cultura” – declarou, indignado, em nota oficial, o cacique de M’Biguaçu, Hyral Moreira. A nota critica “reportagem tendenciosa e preconceituosa” e lamenta que “os autores desta reportagem, em passagem por nossa região”, não ouviram os representantes da cultura guarani.

Nesse momento, estou no interior do Rio Grande do Sul, ministrando curso para professores indígenas. No intervalo, escrevo a coluna. Morri de vergonha ao ler junto com os índios a reportagem da VEJA. Seu conteúdo, carregado de preconceitos, é mentiroso, ofensivo e elimina aquilo que eu estou vendo diante de mim. Um índio guarani do Morro dos Cavalos, cuja existência é negada pela revista, me tranquilizou: - Nda’orerexai ramo ndoroexai avi – ele me disse em sua língua. Pedi que traduzisse: “Se a VEJA não nos vê, nós também não vemos a VEJA”.

É isso ai. Há muito tempo eu também não vejo a VEJA. Desculpem a linguagem: VEJA é um lixo, um produto do sub-jornalismo marrom, que contribui para desinformar seus incautos leitores.

PS. – Agradeço as indicações dadas pela antropóloga Maria José Alfaro Freire, cuja dissertação de mestrado (PPGAS-UFRJ) – “A construção de um réu: Payakã e os índios na imprensa brasileira” – analisa o papel da VEJA e dos jornais de circulação nacional na acusação de estupro dirigida ao índio kayapó Paulinho Payakã em junho de 1992.

 

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51 Comentário(s)

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bernadete comentou:
21/03/2011
legallllllllllll gosteiiiiiiiiiiiii ameiiiiiiiiiiiiii
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Roberta Sertã comentou:
17/05/2010
Bessa, ainda bem que este Brasil te tem, cara pálida! Como você, não leio Veja há anos... Temos Veja, mas temos Bessa (entre outros), também, que aprendem muito com os índios. O povo escolhe com quem fica. Que você fique firme por muitos e muitos anos, ainda. Com admiração e gratidão, Roberta
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Oscar Troncarelli comentou:
16/05/2010
Para sua informação: a professora de História da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) Carla Luciana Silva analisou vários anos da revista VEJA e defendeu uma tese de doutoradona Universidade Federal Fluminense, publicada em livro: Veja — O Indispensável Partido Neoliberal (1989-2002) (Edunioeste, 2009) . Registra o papel assumido pelo Grupo Abril na construção do neoliberalismo no país.A hipótese defendida por Carla é que a revista atuou como agente partidário que olaborou com a construçã
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José Carlos (blog do Sarafa) comentou:
15/05/2010
Quero deixar registrada minha absoluta concordância com o fato de que a revista Veja é de fato UM LIXO. Infelizmente, existem brasileiros que não conseguem perceber o elevado grau de tendenciosidade que existe nas matérias que publica. outro adjetivo: essa revista é NOJENTA
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Raimundo (blog do Sarafa) comentou:
15/05/2010
Frequentemente é oferecido-me propostas de assinatura desta revista.Não quero nem de graça, pois tenho certeza que estaria contribuindo com alguma coisa contra mim.
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Ildebrando (blog do Sarafa) comentou:
15/05/2010
Interessante que quando o governo fez o leilão de belo monte, a midia logo se preocupou com os indios!!! na demarcaçãao da reserva raposa serra do sol não lembrou deles!!! por que?
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José Rogério Lira Bastos (1) Blog do Sarafa comentou:
15/05/2010
Tudo pela liberdade de imprensa ou crime mesmo?Desculpe a franqueza, mas há muito tempo que a Veja é tendenciosa e não só ela, em 1989, nas eleições presidenciais, notei que algumas delas eram do “lado” do então, candidato Collor, inclusive a Globo… Aqui em Manaus, não é nada diferente, acho até pior, a imprensa local não consegue manter a “imparcialidade” isso é notório e público e principalmente quando se trata dos governos locais (estado e prefeitura-capital)… Moral da história “manda quem po
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José Rogério Lira Bastos (2) Blog do Sarafa comentou:
15/05/2010
O “quarto poder” constitucional, a imprensa, além de denegrir, caluniar, difamar, injuriar, está uma vergonha… Jornalistas assassinam esposas, envolvimento com crime organizado, tráfico de drogas, enfim, muito diferente dos tempos da ditadura militar, onde ideologias falavam mais alto, profissionais de meia tigela, de marca bunda, se vendem por qualquer preço. Outro fator é quando cidadão comum supostamente cometeu estupro, depois de estampado o rosto nos jornais, o estrago está feito e as cons
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Daniel Vargues (1) – (Blog do Sarafa) comentou:
15/05/2010
Show de bola, professor. Ocasionalmente leio VEJA na fila do consultório. Uma vez li (ou melhor, perdi tempo lendo…) reportagem sobre o Amazonas que retrata o Estado como uma região totalmente isolada do resto do País, sem condições e sem atrativos e uma Manaus totalmente sem estrutura, com ênfase nas fotos de casebres à beira de igarapés (o que não é mais uma visão tão frequente) mas enfim, deu pra notar que a reportagem era sim tendenciosa quando tentava apresentar uma região inóspita, selvage
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Daniel Vargues (2) – (Blog do Sarafa) comentou:
15/05/2010
...selvagem e atrasada (isso em circulação nacional!) com a intenção não declarada de afastar investidores da região, ajudando os ideais dos grupos políticos interessados em impor uma carga tributária cada vez mais elevada ao PIM, para gerar o isolamento planejado da região em termos logísticos e de comunicação, de modo a quem sabe, cumprir o sonho dourado de certos personagens, que é acabar com a prorrogação da Zona Franca. E isso não é jornalismo. É manipulação de informação.
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Sérgio (blog do Altino) comentou:
15/05/2010
Mais uma vez a Veja, e tem gente que acredita nela...essa revista vem a cada dia solidificando preconceitos e matérias mentirosas, veja o caso do Daime... eu heim :!
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FOO (1) comentou:
15/05/2010
Isso me fez lembrar um texto que li há alguns anos: “a tomada de decisão de executivos latinos” falava sobre uma experiência que comparava executivos de origem latina com germânicos e anglo-saxões. Apresentava-se uma situacão hipotética: um funcionário de sua empresa teria cometido desvios éticos para cumprir suas metas, e com isso havia atingido bons resultados. Os executivos deveriam se reunir para tomar uma decisão.
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FOO (2) comentou:
15/05/2010
No caso dos latinos, o caso rendia horas de discussão; a reunião terminava e a única conclusão era que seria necessária mais uma reunião. No caso dos germânicos e anglo-saxões, a decisão era rápida, depois de minutos de deliberação: se o funcionário havia cometido desvios éticos, precisava ser punido. A pergunta que você propôs para seus alunos não deveria gerar muita polêmica, mas parece confirmar as conclusões do artigo.
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Paulo César comentou:
15/05/2010
Por que perder tempo com Veja? Deixa que se transforme em “informe publicitário” do bando de idiotas que fazem, compram e “leem”…
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Moises Alba (blog da Amazônia) comentou:
15/05/2010
Então tu concorda com a farsa Raposa Serra do Sol?? Só é bom os livros e revistas pro PT!! Por favor, vamos parar e pensar, terra tem pra todo mundo e atrasar o desenvolvimento do Brasil para manter 1000 homens em 500 mil hectares para preservar o que eles não preservam.
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Gastão (Blog da Amazônia) comentou:
15/05/2010
Tudo isso só porque a Veja não se entrega ao lulismo?
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Maurilio comentou:
13/05/2010
O jornalista demitido pela VEJA é o Felipe Milanez, editor da National Geographic. A critica dele foi feita em seu perfil no Twitter: “Veja vomita mais ranço racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse século de holocausto?”. Ele se sentiu ofendido com a matéria. ”Esse racismo recente da VEJA tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas”. Ficou surpreso com a demissão, porque sua opinião foi algo pessoal, ficou muito constrangido
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Selma comentou:
13/05/2010
O meu amigo Humberto já tinha lido o seu artigo no blog e comentado conosco.Acabei de ler o artigo. Gostaria que ele fosse lido em grande escala e que as pessoas, pelo menos, desconfiassem da Veja. Eu soube que Veja não vende muito em banca de jornal, mas é recordista em assinaturas! A classe média de todas as camadas se acha bem informada por este veículo.
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Ed comentou:
13/05/2010
oi bessa. só pra te contar q teu texto tá circulando! já recebi de duas redes dessas de internet.
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Jussara (Ananindi) comentou:
13/05/2010
Concordo com as ponderações feitas até agora... Não ocupo minha mente e meu tempo com besteiras, especulações vãs de certas revistas.Concordo com Lula: A liberdade de imprensa tem que mudar: um pouquinho de ética, de penalidades para quem escreve absurdos sem fundamentação, pautados no preconceitos.
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Adenilton Lima Pinto (CTB-Aam) comentou:
13/05/2010
Caro Bessa, informo que estamos publicando hoje sua cronica "Quem tem olhos que veja" em nosso blog Grato pela sua contribuição sempre valorosa. Adenilton Lima Pinto - Secretário de Comunicação da CTB-Am
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Euclides comentou:
13/05/2010
A revista VESGA demitiu um fotógrafo por causa de um comentário crític dele sobre a reportagem sobre os indios. A VESGA não que jornalistas criticos, quer carneiros. http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2010/05/11/abril-demite-editor-que-criticou-materia-da-revista-veja-no-twitter/
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Egon Heck comentou:
13/05/2010
Uma revista que se presta a preencher 8 páginas com preconceitos e mentiras com relação aos povos indígenas, negros e questão ambiental, não merece ser vista, mas abominada,
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Paulo Maya comentou:
13/05/2010
bom a #bessa! sorte sua não trabalhar para o quartel da editora abril, senão já tava na rua! Devia rolar um boicote amplo e diversificado a essa revistinha de m...etijela...
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Andrea Eichenberger comentou:
12/05/2010
Bessa, bom te ver sempre ao lado de nosso amigos! Um absurdo essa da Veja.... Grande abraço, Andrea Eichenberger
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Sérgio Ribeiro (Blog da Amazonia) comentou:
12/05/2010
Há muito tempo não entendia como pode um povo como o Alemão ter praticado as atrocidades do nazismo. Hoje não posso dizer que entendo cem por cento, mas tenho com o que comparar. A maneira como esse lixo, como bem foi referido no texto que é a tal revista, prega, distorce, inverte, mantém a classe média bem adestrada, mostra como é possível a cara de pau prosperar em rumo holocáustico.
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JDP (Blog da Amazonia) comentou:
12/05/2010
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¨Vänia Novoa Tadros comentou:
11/05/2010
A postagem acima que está com uma idntificaçâo de desconhecida é minha. Vânia Tadros
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nair benedicto comentou:
11/05/2010
Exelente é pouco! Eu tenho um sonho: Que um dia nós brasileiros sejamos suficientemente críticos para entender denunciar e exigir "matérias honestas". Tb.não leio mais Veja e FSP a bastante tempo!!!
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Weber comentou:
10/05/2010
Veja está "na dela". Compra quem quer, engana-se quem quiser. Ela escreve o que a maioria dos seus leitores pensa.
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Andreas Valentim comentou:
10/05/2010
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André Ricardo Costa comentou:
10/05/2010
Obviamente a mentira pode ser motivada tanto pelas convicções ideológicas quanto por subserviência econômica. O efeito entretanto, é de natureza (i)moral. O 2º tende a diminuir quanto maior for o nº de anunciantes, dá mais independência. Para o 1º, nem paulada na cabeça.
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André Ricardo Costa comentou:
10/05/2010
A liberdade de expressão é que garante a sociedade. Se a Veja optar pela mentira, paciência. Há quem opte pela verdade e desmascare as mentiras. O leitor então, precisa de ambos.
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Edmar da Penha comentou:
10/05/2010
Excelente artigo Professor José Ribamar, parabéns!
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Mariana Pantoja comentou:
10/05/2010
Uma campanha que já passou da hora: não compre este lixo (a Veja), cancele a sua assinatura, pelo amor de Deus!!!
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Lúcio Flávio Pinto comentou:
10/05/2010
Excelente o artigo sobre a Veja. Abraço, Lúcio
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Forasteira (blog do Altino) comentou:
10/05/2010
A Veja tem uma fórmula pré concebida na qual as matérias têm que se encaixar - a revelia de qualquer informação conflitante e até mesmo da verdade. Uma vergonha!
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JOSÉ CARLOS (blogo do Sarafa) comentou:
10/05/2010
Quero deixar registrada minha absoluta concordância com o fato de que a revista Veja é de fato UM LIXO. Infelizmente, existem brasileiros que não conseguem perceber o elevado grau de tendenciosidade que existe nas matérias que publica. outro adjetivo: essa revista é NOJENTA
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Veja nem de graça (blogo do Sarafa) comentou:
10/05/2010
“O grupo sul-africano Naspers, que entrou para o controle da Veja há um ano, foi porta-voz do Apartheid durante toda sua existência.”Prof. quem controla a Veja hoje, fez o que fez na África do Sul… Eles adoram minorias… amam o PSDB, entre outras coisas, quem tem Google que leia.
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Helder (blog do Sarafa) comentou:
10/05/2010
Helder Não digo que não acompanho a veja, pois eu a acompanho o lixo que ela vem publicando. É realmente muito triste ver, e ouvir coisas como essas publicadas. É dificil acreditar que uma revista de tal porte possa publicar idiotices dessas, como acadêmico de jornalismo pretendo continuar mostrando esses fatos para fazer um jornalismo decente do Brasil.
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Pedro Souza comentou:
10/05/2010
Há mais de 10 anos eu não leio esse panfleto que publica mil mentiras para cada verdade. Só os muito desinformados ainda têm coragem de folhear o panfleto Veja.Parabéns ao Professor por alertar a população!
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Ana comentou:
10/05/2010
Ainda bem que temos jornalistas como você Bessa e esse espaço de denúncia. Estes repórteres amadores foram onde e entrevistaram quem para fazer essa reportagem sensacionalista? Francamente!!! Mas o que podemos esperar de uma revista como a Veja? Bobagens e muita fantasia!!!
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comentou:
10/05/2010
Bábá, em minha opinão, esses jornalistas recebem a missão de fazer a matéria mas não entendem bulufas do que é ser índio ou da História dos Povos Indígenas e então escrevem a matéria de acordo com a visão preconceituosa e deturpada deles.É uma irresponsabilidade!
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Hagá Romeu Pinto comentou:
10/05/2010
Fico estarrecido quando VEJO tanto preconceito. É incrível a capacidade “criativa” da mídia... Mas não é difícil encontrar situações como esta. Infelizmente, agora a mídia põe o Cabo Pereira como o candidato de oposição e “O mau Aziz” como situação. Demos votar na situação e elegendo um ser desprovido de inteligência e pedófilo com o Omar Aziz? Ou Devemos votar na “oposição” e eleger o Cabo Pereira? Me dá uma porrada, chuta meu saco que eu agüento. Já um cenário desse, me mata!
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pablo de freitas lopes comentou:
10/05/2010
Desde quando a VEJA é uma fonte confiável??? Continuemos a luta de Ajuricaba e Siepé tiajuru pelas terras de nossos antepassados!!!!
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Felipe Lindoso comentou:
10/05/2010
Bessa, Você lembra que, quando foi lançada, o título oficial da indigitada era Veja e leia (esse último el letrinhas menores). Parte de briga de patentes. Hoje o nome verto pode ser até de múltipla escolha: MENTE e engana CALUNIA e difama TRAPACEIA e ilude e por aí vai. Da minha parte também já não leio, há anos, nem a Veja nem a FSP. Não quero amanhecer o dia com azia. abraços
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Claudia comentou:
10/05/2010
Parabens Riba por sua coluna. Essa revista Veja é a coisa mais podre que existe no jornalismo marron no Brasil.
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Marcelo Alves comentou:
10/05/2010
A revista VESGA só vê atravessado, só vê o que interessa aos grupos economicos do Brasil. A VESGA está contra tudo que é bom e correto e está a favor de toda calhordice
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ALBERTO (blog do Altino) comentou:
10/05/2010
Somente a Veja? Quem dera! Talvez a mais descarada.
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Janu Schwab (blog do Altino) comentou:
10/05/2010
A Veja é 77,6% patetica, né? Ou mais.
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Felipe Berocan Veiga comentou:
10/05/2010
Excelente crônica, Bessa! A frase Guarani é sensacional!!! Grande abraço, Felipe.
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