CRÔNICAS

Os índios entram na Academia Brasileira de Letras

Em: 21 de Abril de 2019 Visualizações: 4119
Os índios entram na Academia Brasileira de Letras

Ore Ru Nhamandu Tupã Ore Ru

‘Nossos primeiros pais Nhamandu e Tupã’

(Canto sagrado Guarani Mbya)

A língua Guarani ecoou, nesta terça (16), na Academia Brasileira de Letras (ABL), santuário da língua portuguesa. Lá, a cacica Jurema Nunes de Oliveira e um coral de 14 crianças da aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá (RJ), cantaram música sagrada guarani no Salão Nobre reservado a sessões solenes, encantando funcionários e até mesmo o acadêmico e filólogo Evanildo Bechara, de 91 anos. O presidente da ABL, Marco Lucchesi, destacou a diversidade linguística do país, lembrando que 2019 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional das Línguas Indígenas.  

Diante da extinção alarmante de línguas ameríndias, a entrada do idioma guarani na ABL teve um peso simbólico, quando a cacica Jurema doou à biblioteca da Academia o livro “Guarani Mbya: aspectos da gramática da língua” (2017) elaborado pela linguista Ruth Monserrat com professores Mbyá. Foi uma retribuição aos livros de literatura em português presenteados há duas semanas pela ABL à biblioteca da Escola Pará Poti no âmbito do projeto “Yvy Mareÿ” (Terra Sem males) que busca um diálogo permanente da entidade com as culturas e línguas indígenas.

Fez parte desse diálogo intercultural e bilíngue a visita presencial dos Guarani, guiados pelos atores Paula Sandroni e Alexandre Mofati. Na entrada, o casal vestido com roupas do séc. XIX, encenou a história da Academia e do Petit Trianon, assim conhecido porque o prédio, construído pela França e doado à ABL em 1923, é uma réplica do pavilhão de caça do Castelo de Versalhes. “As crianças ficaram encantadas com o que viram e ouviram” - disse a cacica Jurema. E o que elas viram?

Os índios na literatura

Na visita guiada, os guarani viram lustres de cristal e peças de porcelana de Sèvres no saguão com piso de mármore. Viram literatura, quando transitaram pelas salas dos Poetas Românticos e a dos Fundadores. Nas diferentes dependências da ABL pelas quais circularam, visitaram o Teatro Magalhães Jr., o Arquivo Múcio Leão, o Centro Cultural e a exposição permanente, além de curtirem o jardim com a escultura em bronze de Machado de Assis e a inscrição do lema da ABL: “Esta a glória que fica, eleva, honra e consola”.

Na Sala Machado de Assis, as crianças trocavam impressões cochichando em língua guarani, ao observarem os objetos pessoais e a escrivaninha onde trabalhou o maior cultor da língua portuguesa no Brasil. Ficaram admiradas com o “mata-borrão” destinado a secar o excesso de tinta usada na escrita da época. Conheceram parte do acervo museológico da ABL, a Sala de Sessões, o Salão de Chá e a Biblioteca, onde ouviram pela primeira vez nomes de autores, cujas narrativas, quase sempre carregadas de preconceito, excluíram do Salão Nobre da literatura os índios, suas músicas e suas línguas.

Os índios figuram em três poemas épicos precursores do indianismo: O Uraguai (1769) de Basílio da Gama, Caramuru (1781) de Santa Rita Durão e A Confederação dos Tamoios (1856) de Gonçalves de Magalhães. Estão presentes nas obras de Gonçalves Dias: Os Timbiras (1857) e Dicionário da Língua Tupi (1858) e nas de José de Alencar:  O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).

Até Machado de Assis incursionou nesse campo com “Americanas” (1875), coletânea de poemas, um deles sobre Potira, a “índia cristianizada” que resiste ao estupro, o outro que retrata o amor entre um casal indígena (Última Jornada) e um terceiro com guerreiros que lamentam a extinção de seu povo (A visão de Jaciúca).  Já no séc. XX, os acadêmicos que abordaram a questão como tema central foram Roquete Pinto, Darci Ribeiro e Afonso Arinos, autor do ensaio magistral O Índio brasileiro e a Revolução Francesa (1937).

O Guarani da Tico-Tico

No final, as crianças assinaram o livro de visitas com seus nomes em guarani e em português, depois do lanche que lhes foi servido no pátio interno. Não houve tempo de folhear a revista ilustrada Tico-Tico, cuja coleção faz parte do acervo da Biblioteca da ABL. São 1.500 exemplares (de 1905 até 1970), alguns com cantos, fábulas, narrativas míticas e farta ilustração. Lá pode ser encontrada a versão em quadrinhos do romance O Guarani de José de Alencar, tendo como herói o índio Peri, que rivaliza com Reco-Reco, Bolão e Azeitona, personagens da revista.

O Guarani, ambientado na floresta do Rio de Janeiro, desenvolve parte de sua trama às margens do rio Paquequer, onde o fidalgo português Antônio de Mariz, pai de Ceci, tem uma fazenda. Orgulhoso por tê-la ocupado, ele naturaliza a violência do conflito entre índios e colonizadores com discurso triunfalista:

Aqui sou português! Nesta terra que me foi dada pelo meu rei e conquistada pelo meu braço, nesta terra livre, tu reinarás, Portugal, como viverás n’alma de teus filhos. Eu o juro!

Se o índio de Alencar não lutou por suas terras usurpadas é porque ele é “cheio de bons sentimentos portugueses”, como ironizou Oswald de Andrade. Peri, o índio Goitacá, é produto da “civilização” lusa: 

- “Crede-me, Álvaro, [Peri] é um cavalheiro português no corpo de um selvagem” – diz Antônio de Mariz, sem explicitar o que entende por “cavalheiro”.

José de Alencar não conseguiu apreender os modos de ser e de viver guarani (o nhanderekó), suas formas de pensar, suas imagens poéticas, sua cosmogonia. Sem conhecimento de qualquer língua indígena, foi na contramão do seu próprio discurso quando reconheceu que “o verdadeiro poema nacional” exigia “o conhecimento da língua indígena que é o melhor critério para a nacionalidade da literatura”.

Literatura da floresta

A construção da literatura nacional tendo como fonte a temática indígena foi alvo de críticas, algumas pertinentes, outras preconceituosas. Na virulenta polêmica travada em 1875 nas páginas de O Globo, Joaquim Nabuco criticou a “falsa literatura tupi” de José de Alencar. Recém chegado da Europa, Nabuco extrapolou quando se referiu às línguas indígenas como “dialetos selvagens”, portadoras de “religião grosseira e mitos confusos”, indignas da “pretensão de tornar-se a literatura brasileira”

Quando o romantismo já entrava em declínio, alguns escritores estudaram e documentaram a Língua Geral ou o Guarani para registrar as narrativas orais dos índios e traduzi-las ao português, entre eles Batista Caetano, Charles Hartt, Barbosa Rodrigues, Stradelli, Brandão Amorim e Maximiano José. Denominados de tupinólogos, deram grande contribuição intelectual à linguística universal, mas apesar da importância de sua obra que inspirou o movimento modernista, eles ficaram de fora da ABL.

O tupinólogo mais importante foi Couto de Magalhães (1837-1898), falecido um ano depois da fundação da Academia. Ele retirou o índio do terreno “do pitoresco, do plano sentimental a que o romance de Alencar e a poesia de Gonçalves Dias, sem dúvida respeitáveis, o haviam conduzido”, como sinalizou em 1975 Vivaldi Moreira, presidente da Academia Mineira de Letras.

Couto de Magalhães compartilha a preocupação do indianismo romântico com a tradição indígena, mas usa procedimentos mais rigorosos na coleta da literatura oral e no conhecimento da língua. Com paixão, mas com método, implodiu a etnografia fantasiosa que reduzia os índios aos padrões dos romances de cavalaria e representou os indígenas de outra forma.

- “É claro que não podemos negar a existência de visões perfeitamente românticas das culturas indígenas americanas, mas a facilidade com que esse adjetivo é aplicado a qualquer descrição positiva dessas culturas é em si mesmo um sintoma inegável de preconceito -  escreve Lúcia Sá no seu ensaio “Literaturas da Floresta”.

A narrativa mítica oral qualificada por Dell Hymes como “the first literature of America” emerge agora sob nova forma, com a apropriação da língua portuguesa e o domínio da escrita pelos índios. Segundo Censo do INEP (2017) havia nas universidades brasileiras 56.750 estudantes indígenas autodeclarados, alguns mestres e até doutores.

Daí e de outros lugares surgiram escritores consagrados como Graça Graúna, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Davi Yanomami, Kaká Werá, Olívio Jekupe, Kanatyo Pataxó, Cristino Wapixana, Ademário Ribeiro, Aline Rochedo, Jaime Diakara, Juvenal Payayá, Márcia Kambeba, Jaider Esbell, Yaguarê Yamã, Dauá Puri, Lúcio Flores Terena,  e tantos outros.

Constituem amostra expressiva dessa literatura a série Visões Indígenas dirigida por Daniel Munduruku, a Coleção Narradores Indígenas do Rio Negro criada pela Federação das Organizações Indígenas (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), as publicações do Grupo Mulher-Educação Indígena (Grumin) e as edições do Núcleo de Pesquisas Transdisciplinares Literaterra, coordenado por Maria Inês de Almeida na UFMG.

- “Há uma literatura escrita por indígenas, há uma demanda crescente por esse tipo de escrita” -  avalia Daniel Munduruku, que menciona pelo menos 40 autores indígenas, pertencentes a 20 povos diferentes oriundos de todas as regiões brasileiras que estão produzindo material literário com certa regularidade  nos últimos vinte anos"  e, às vezes, em edições bilíngues.

O bilinguismo é marca de parte dessa literatura. O domínio de uma língua não implica a exclusão de outra. Por isso, quando Joaquim Nabuco escreve “Nós somos brasileiros, não somos guaranis; a língua que falamos, é ainda a portuguesa” – quer expulsar da nacionalidade os falantes de línguas indígenas, renegando a diversidade que é reconhecida como patrimonial. Hoje, como Itabira, Nabuco é “apenas uma fotografia na parede” contemplada por crianças bilíngues que cantam e falam guarani e português no coração da Academia que ele ajudou a fundar.

OBS: Fotos Rodrigo Martins e Ana Paula da Silva

Referências bibliográficas

COUTINHO, Afrânio. (Org.). A polêmica Alencar-Nabuco. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1978.

GRAÚNA, Graça. Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2013.

JEKUPÉ, Olívio. Literatura escrita pelos povos indígenas. São Paulo: Scortecci, 2009.

JECUPÉ, Kaka Werá. A terra dos mil povos: história indígena brasileira contada por um índio. São Paulo: Peirópolis, 1998.

MEDEIROS, Sérgio. Makunaíma e Jurupari. Cosmogonias ameríndias. São Paulo. Perspectiva. 2002.

MONSERRAT, Ruth & pesquisadores guarani. Guarani Mbya: aspectos de gramática da língua. Belo Horizonte. Fino Traço. 2017 (Elaborada no Projeto Saberes Indígenas na Escola – UFMG, UERJ. USP, UFES, UEM, UFRGS e UFSC. Coordenação Geral Ana Maria R. Gomes.

MUNDURUKU, Daniel.  Visões de ontem, hoje e amanhã: é hora de ler as palavras. Prefácio. In: POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. São Paulo: Global. 2004

SÁ, Lúcia. Literaturas da Floresta. Rio. Eduerj. 2012

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21 Comentário(s)

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Jose Luiz Antunes Cordeiro comentou:
28/04/2019
Todos os brasileiros lhe agradecem por sua luta e compromisso incansáveis. Forte abraço. E quando for possível nos vemos em Angra dos reis/Paraty.
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Cordelia Fourneau De Mello Mourão comentou:
26/04/2019
Que maravilha de acontecimento, para os jovens guarani da aldeia de Prefeitura Municipal de Maricá, e de narração pelo querido Prof. Bessa ! Hà de se ler e reler "A Fala Sagrada", relato do etnólogo francês Pierre Clastres recolhendo os mitos e cantos sagrados do povo guarani !
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Karina Puppin comentou:
26/04/2019
Muito legal, José Bessa! Parabéns! Gostei particularmente da parte em que vc diz que falar uma língua não exclui a possibilidade de falar outras. Pensamento tão comum atualmente para crianças de tenra idade mas que no caso dos índios parece não ser visto como algo possível.
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HANS ALFRED TREIN comentou:
25/04/2019
Muito grato por mais essa pérola de pesquisa e ênfase nas línguas indígenas. O COMIN contribuiu com a publicação de livros bilíngues de histórias e mitos indígenas com os povos Kulina, Deni e Kanamari, ultimamente com os Arara e Gavião e também com os Guarani, Kaingang e Xokleng. Quando ainda nem se falava em Escola Indígena a Missão Guarita já tinha uma escola indígena bilíngue. Temos muito orgulho de termos tido essa postura já nos anos 60. Abraços, Hans
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Aline Rochedo Pachamama comentou:
24/04/2019
Gratidão tsatêh. Uma boa notícia para esperançar!
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Edson Krenak Naknanuk comentou:
24/04/2019
Excelente texto... Parentes e amigos devem lê-lo #literaturaindigena Obrigado professor José Bessa
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Ademario Ribeiro comentou:
24/04/2019
Como bem sabe o muito estimado Prof. Dr. José Bessa, nós indígenas como somos sábios nas universidades do mato, se os indígenas começam a frequentar as universidades dos não indígenas - como de fato já estamos - eita, quantos saberes vamos mobilizar para a salvaguarda do Planeta Terra e pelo Bem Viver! Valeu graaande José Bessa!!!
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Altaci Kokama Rubim comentou:
23/04/2019
José Bessa Que interessante entrar no território da língua portuguesa! Isso é muito significativo para nós povos indígenas!
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Arthur Pereira E Oliveira Filho comentou:
23/04/2019
Orgulhoso dos queridos amigos Bessa e Marco!
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Remo Yanomamy comentou:
23/04/2019
BOM DIA THË WAKARA TOTIHI PARENTES E AMIGOS
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Sirlene Bendazzoli comentou:
23/04/2019
Os cantos Guarani sempre nos encantam, especialmente cantados pela crianças. Lembrei-me de imediato dos cantos Ticuna que tivemos o privilégio de apreciar durante as aulas do Curso de Formação de Professores Bilíngues da OGPTB. As histórias contadas pelos velhos se transformaram em livros didáticos para crianças mas também em literatura a exemplo das "Histórias Antigas" (em português) da Coleção Eware com três volumes publicados e muitos outros a serem ainda finalizados.
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Paulo Mumia comentou:
21/04/2019
Sou muito fã dos seus textos. De tudo, da maneira como escreve , das ideias muito bem colocadas e da forma como tudo fica claro de entender. As vezes é alguma coisa que eu até já sei ou já pensei, mas quando vejo-as nos seus textos parece que flui melhor.e fica menos complicado. Muito obrigado meu amigo. Um abraço Paulo Mumia
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Cabana Do PaiNego comentou:
21/04/2019
Tardia mas uma grande Vitória.
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Ivo Barbieri comentou:
21/04/2019
Caríssimo Bessa, a ABL fica lhe devendo o fardão pois, com o seu belíssimo e impecável artigo, está pronto o discurso para a cerimônia de posse. Em nota marginal, eu aliviaria um pouco a barra de Joaquim Nabuco, porque, não obstante a precisa informação e a aguda crítica, o abolicionista teve participação decisiva em defesa da abolição e deixou, como você sabe, um legado bibliográfico ainda atual. Portanto, ele é bem mais do que um retrato na parede. Parabéns, parabéns, parabéns!!!. Carinhoso abraço. Ivo
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Adriana Britto (via FB) comentou:
21/04/2019
~E muito bom saber que a Academia de Letras, sempre elitista, agora começa a abrir suas portas para os índios. Seria interessante fazer o mesmo com os quilombolas.
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Veronica Moura comentou:
21/04/2019
Excelente matéria. Os Guarani na ABL. Parabéns pela sensibilidade, defesa e foco na alma.
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Marcelo Chalreo comentou:
20/04/2019
Que beleza ! Precisamos abrir mais os espaços da ABL para povo índio. Estabelecer parcerias para que por lá transitem, falem, troquem ideias os Tupinambá, os Chiquitano, os Kuikuro, os Terena, os Mati, os...
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Rodrigo Martins Chagas comentou:
20/04/2019
Belíssima crônica professor! Confesso que nos meus tempos de escola eu tinha uma frase que dizia o seguinte: “ Membro da ABL, só é imortal enquanto está vivo, pois logo depois que se ele se vai, colocam outro em seu lugar ”. Mas depois desse lindo evento da última terça, tirei essa frase do meu repertório. Foi épico e como o senhor disse com muita propriedade, os índios estão presentes na literatura por meio dos autores, mas como o Rio Negro e Solimões, “eles andavam juntos, mas não se misturavam” e depois deste encontro da cacica e das crianças Guarani de Mato Verde Bonita de Maricá na ABL, vi que esta união que já começou com o pé direito, será um sucesso absoluto! Confesso que eu me arrepiei quando as crianças cantaram no salão nobre, foi uma cena linda demais!, Foi um dia histórico!!! Um abraço querido professor!
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Dodora comentou:
20/04/2019
A ignorância dos nossos poetas citados, na temática do índio, é plenamente compreensível. Até hj poucos a conhecem. Pouco tem sido adequadamente informada/ensinada, principalmente na época deles. A deturpação da sua verdadeira história e da sua cultura, levam ao preconceito...
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Ana Silva comentou:
20/04/2019
Maravilha, os Guarani entraram com a força de Nhanderu na ABL. Lindo, esperamos que algum(a) escritor(a) indígena seja um dos mortais. Isso seria magnífico! Ore ru Nhamandu, Tupã ore ru! A tradução ficou perfeita.
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Robeilton De Souza Gomes (via FB) comentou:
20/04/2019