CRÔNICAS

DOM ARNS: ENTRE O CÉU E O INFERNO

Em: 18 de Dezembro de 2016 Visualizações: 4842
DOM ARNS: ENTRE O CÉU E O INFERNO

Diz-que o cardeal dom Arns, enterrado na sexta (16), subiu como um foguete direto para o céu. Bateu na porta. São Pedro abriu, viu a sombra de uma batina vermelha, a casula roxa, o solidéu, a mitra. Com a vista cansada, não conseguiu, porém, identificar seu interlocutor:

Qui estis? - perguntou em latim que, como todo mundo sabe, é a língua do céu. Por via das dúvidas, repetiu na língua de Bob Dylan: Who are you?

Ouviu a resposta:

- Paulo Evaristo Arns, cardeal de São Paulo.

- Quem? - insistiu Pedro - agora em português.

- Xe marangatu, ybaka-porã (*) - retrucou dom Paulo que começou a aprender a língua tupi com Tibiriçá, seu colega na cripta da catedral da Sé morto em 1562. 

- É isso que vamos ver. De onde você vem?   

- Je viens du Brésil - disse dom Paulo, por via das dúvidas, na língua da Sorbonne onde obteve seu diploma de letras. 

São Pedro interfonou para o chefe da hemeroteca do céu, São Jerônimo, padroeiro dos bibliotecários e pediu que lhe enviasse jornais do Brasil daquele dia. Já com  O Globo na mão, leu a manchete "DOM PAULO EVARISTO ARNS (1921-2016): O 'ARCEBISPO DA ESPERANÇA' SE DESPEDE", seguida do subtítulo: "Influente e ousado, líder católico escreveu sua história de coragem na luta contra a ditadura militar". O porteiro do céu, então, sentenciou, enigmático:

- Perdão, cardeal, mas o senhor é suspeito. Aqui consta que seu salvo-conduto só lhe permite transitar no inferno.

- Mas como? O inferno, eu já conheço. Criei a Pastoral Carcerária em 1970. Percorri os porões da ditadura, peregrinei por quartéis e delegacias, visitei presos políticos torturados, ouvi o choro de Marias e Clarisses, presenciei exílios e muita gente partindo num rabo de foguete, comprovei assassinatos nas prisões de quem tinha fome e sede de justiça, testemunhei cadáveres jogados em valas na periferia de São Paulo. Enfrentei generais. Sofri ameaças e calúnias e até um atentado num acidente de automóvel no Rio, similar ao de Zuzu Angel. Está tudo lá no livro "Brasil Nunca Mais". 

São Pedro coçou a cabeça, mas foi inflexível:

- Desculpa. As normas são claras, aqui o senhor não pode entrar. Tem de ficar de quarentena, lá no limbo.

- Por que, se vivi franciscanamente, inspirado em Cristo? Vendi o palácio da Cúria Metropolitana, com o dinheiro construí centros comunitários em bairros da periferia. Lutei contra a injustiça. Dei abrigo aos aflitos, aos sem-teto, aos desempregados. Criei a Pastoral da Moradia, fundei a Pastoral dos Moradores de Rua. Abri a igreja aos movimentos populares, às oposições sindicais. Dialoguei com todas as religiões. Incentivei participação de leigos nas comunidades eclesiais de base. Batalhei em defesa dos direitos humanos. Exijo a presença de meu advogado Dalmo Dallari, vou interpor recurso de apelação.

- Neste caso, o senhor deve voltar ao Brasil, porque os trâmites aqui demoram mais do que processo contra réus do PSDB no STF e nos tribunais de São Paulo, Minas e Curitiba - disse Pedro. 

- Não, pelo amor de Deus, o Brasil não! Lá está pior do que o inferno. O país está em frangalhos. Leia a delação premiada do Cláudio Filho, diretor de relações institucionais da Odebrecht, cuja cópia me foi enviada por Clélia, uma paroquiana. Quadrilhas de bandidos engravatados se apoderaram dos aparelhos de estado, usando funcionários, recursos e espaços públicos para receber propinas. As cinco etapas do processo estão descritas, com os nomes de cada um. Só o presidente Temer aparece 43 vezes. O organograma da corrupção está todo documentado.

Pedro hesitou, mas continuou ouvindo Paulo que engatilhou um data venia:

- Simão Pedro, filho de Jonas, recebeu as chaves do céu. Diga-me, então, para que possa me defender: por que as portas do paraíso estão fechadas para mim? O senhor não pode fazer como o juiz Sérgio Moro, que em alguns casos não revela ao réu o crime do qual está sendo acusado.

Pedro abriu o jogo:

- É que o fato de o senhor ter sido elogiado pelo jornal O GLOBO, levanta sérias suspeitas. Depois que esse jornal noticiou a morte do cardeal do Rio de Janeiro, em 2012, descobrimos que o que sobre ele foi escrito era pura cascata, contrariava os fatos. Por isso, precisamos agora checar o noticiário.

Foi aí que dom Paulo Arns desfez o equívoco. Explicou que no Brasil era preciso ler os jornais nas entrelinhas, com um pé atrás, para não se deixar enganar por artifícios tipográficos, confundindo a verdade com o tamanho da letra. "É preciso desconfiar de quem apoiou a ditadura quando elogia os que lutaram contra ela. Com a edição do obituário, o jornal quer apagar sua cumplicidade com o terrorismo de estado, limpar sua barra. A mensagem que eles querem passar com essa cobertura não é sobre mim, é sobre eles. O tratamento que me deram sempre foi outro - disse dom Paulo, ilustrando com um episódio.

Contou que durante ditadura foi procurado por emissários de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então Superintendente da Rede Globo, cujo filho fora expulso do colégio Santa Cruz em São Paulo, por exibir filmes pornôs aos colegas. Eles iam interceder em favor do Boninho, mas o cardeal, antes de ouvi-los, se adiantou ironizando:

– Já imagino porque vocês estão aqui. Vieram anunciar que meu nome não continua mais vetado na TV Globo, que censura até as missas da Semana Santa e a cerimônia de Lava-Pés, se sou eu que celebro.

Pedro, que ouvira o relato com atenção, pediu, dessa vez, o acesso à coleção completa do Globo. Pesquisou todas as edições e comprovou que, além do silêncio, dom Paulo sofrera campanha sistemática daquele jornal, que usou para isso seus articulistas, entre eles o próprio cardeal Eugênio Salles. Tudo foi confirmado na hora pelo jornalista Villas-Boas Correa, que acabara de chegar e pegou carona entrando com o cardeal no paraíso.

Foi assim que as portas do céu se abriram para dom Paulo, que lá está sentado à esquerda de Deus Pai, ao lado de Zilda Arns e de dois bispos também interditados pelo jornal, dom Helder e dom Valdir, que de Calheiros só tem o sobrenome. Na foto do céu publicada nas redes sociais, não aparecem nem dom Agnelo Rossi, nem dom Eugênio Salles.

P.S - IMAGENS UGAGOGO. Ver também:     http://www.taquiprati.com.br/cronica/989-um-cardeal-sem-passado.

(*) Xe marangatu, ybaka-porã - eu sou bom, morador do céu.

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52 Comentário(s)

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Gazzoli Roberto comentou:
23/12/2016
Bellissima esta Descriçao da Vida de Dom Evaristo Arns.....
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Adeice Torreias (via FB) comentou:
20/12/2016
Ê mestre, que passeio! Esquadrinhando o passado recente, a truculência daqueles dias e a fe inabalavel de Don Paulo, lutando, entrando, buscando romper com altivez e humildade cristã a camisa de força, a que o País esteve submetido. Que texto!
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Guglielmo comentou:
19/12/2016
Esopo ia ficar com inveja desta fábula, tão leve, bem contada, profunda e verdadeira. É a história recente do Brasil, comedia e tragedia entre laçadas pelas personagens tendo Dom Paulo, o céu e a terra, como eixo central. Dom Paulo merece cronica tão bonita, merece nossa prece e nosso agradecimento. .
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Hans Alfred Trein comentou:
19/12/2016
Caro Bessa, justa homenagem a um homem público daqueles, dos quais Jesus disse: \"Quem quiser ser o primeiro entre vós, seja o que sirva a todas as pessoas\". As pessoas que não querem ouvir o evangelho profético de Jesus, escondem sua dureza de coração atrás de \"comunismo\", \"esquerdismo\", \"vermelhismo\", \"marxismo\" e outros ismos mais. Dom Paulo apenas leu o Evangelho com os olhos daqueles pequeninos preferidos de Deus. Descanse divinamente! Abraço e feliz natal, meu caro Bessa. Hans Alfred Trein - pastor da IECLB
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Blanca K\'hiwaná (via FB) comentou:
19/12/2016
Ah!! Bessa!! Que maravilha!! Genial!!!
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Esther Arantes comentou:
19/12/2016
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María Stella González de Pérez comentou:
18/12/2016
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Sandra de Almeida Figueira comentou:
18/12/2016
Linda crônica Bessa. Está fechando o ano com chave de ouro.
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Maria Lúcia Cunha Carneiro (via FB) comentou:
18/12/2016
Fantástica essa crônica! Tudo a ver com a nossa realidade! Sem as fantasias da mídia corrompida!
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Andrea Eichenberger (via FB) comentou:
18/12/2016
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Abrahim Farhat (via FB) comentou:
18/12/2016
Bessa. Axo que foi em 95 Celebramos na catedral da se A missa Dos povos da floresta..... Usey a palavra 5 vezes Na missa celebrada poor D0m Arns......mui bel00
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Claudine Melo Gratidão! (via FB) comentou:
17/12/2016
Mais uma justa homenagem ao eterno cardeal da esperança!
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Eliana Serodio (via FB) comentou:
17/12/2016
Crônica maravilhosa! Só me resta aplaudir!
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Raquel Fonseca (via FB) ! ???????????????? comentou:
17/12/2016
Raquel Fonseca Amo suas crônicas , professor !! ????????????????
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Elizabeth Dos Santos Carvalho (via FB) comentou:
17/12/2016
S E N S A C I O N A L...curti, compartilhei e parabenizo o Autor pela beleza de cronica - orgulho dos amazonenses......vida longa...
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George Araujo (via FB) comentou:
17/12/2016
A Tese desse homem abriu-me os olhos para os estudos do sobre a história do livro. Gratidão!
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Eugênio Antonio de Paula (via FB) comentou:
17/12/2016
Muito bom....Principalmemte num momemto em que as pessoas que lutam pelas Politicas Sociais são atacadas e chamadas de comunistas, baderneiros, maconheiros.....Lamentável ! Obrigado Falcão por compartilhar...
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Paulo Lima comentou:
17/12/2016
Que beleza de homenagem Prof.!
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Maria Luiza Santos Foi encontrar a irmã. comentou:
17/12/2016
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George Raffen (via FB) comentou:
17/12/2016
Dom Arns. Tão vermelho quão o Nazareno
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Jandir Ipiranga Jr comentou:
17/12/2016
Paidégua Professor!!! Sua crônica passa um pano com detergente na enlamaçada vidraça do jornalismo brasileiro (vixe vixe ... com a vossa devida vênia), permitindo-nos enxergar as entrelinhas e o seu verdadeiro propósito. .
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Falcão Vasconcellos Luiz Gonzaga (via FB) comentou:
17/12/2016
Babá, o Bessa. Vc é phoda, meu. Com essa sua verve que sangra, vai ao âmago.
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Celso Sánchez (via FB) comentou:
17/12/2016
Celso Sánchez José Bessa vc me.emocionou como sempre. Que linda homenagem
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Juarez Silva Jr. (via FB) comentou:
17/12/2016
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Múcio Medeiros (via FB) comentou:
17/12/2016
Maravilha, mestre da ironia!!! Um fraterno abraço!
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Luciana Lopes comentou:
17/12/2016
Olha esse texto pai Geraldo Lopes de Souza
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Geraldo Lopes de Souza (via FB) comentou:
17/12/2016
Minha filha obrigado pela indicacao. Texto maravilhoso, convivi com Dom Eugenio e Dom Helder. Tive este privilegio. Os dois com pensamentos e acoes diferentes. Tudo que o texto expoe e verdadeiro e mostra a vivencia dos dois.
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Florêncio Almeida Vaz Filho (via FB) comentou:
17/12/2016
Mais uma boa crônica do impagavel José Bessa. kkk. Vale a pena, gente. Rs.
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Maria Celeste Freire Corrêa (via FB) comentou:
17/12/2016
Lindooooooo, José Bessa! Merecidissima homenagem! Grande defensor dos direitos humanos e com um papel importantíssimo em defesa da democracia no período ditatorial.
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Kátia Maria Soares (via FB) comentou:
17/12/2016
Vivas ao padroeiro dos bibliotecários, que nos permite enxergar tudo isto.
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Mauro Gomes (via FB) comentou:
17/12/2016
Em tempos de classe media pensando que é rica dom Paulo tem alguns defeitos: usava vermelho, botou o chapéu do mst, era solidário com os pobres, lutou contra a ditadura... é por isso que o admiro!!!
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Elvira Eliza França (via FB) comentou:
17/12/2016
Parabéns pela articulação do fato recente com os do passado para ajudar na compreensão da situação política do Brasil.
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Mabi Dallari (via FB) comentou:
17/12/2016
Meu pai trabalhou muito com ele. Foi uma pessoa extraordinária!
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Karla Uzêda (via FB) comentou:
17/12/2016
Marquei a Mabi e não comentei... obrigada por nos presentear com esse texto cheio de verdades escancacaradas, sensibilidade e humor. Um bala homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns. Certamente ele gostou.
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Marcos Kalil (via FB) comentou:
17/12/2016
Marcos Kalil Don Paulo foi o protetor e inspirador da oposição em tempos difíceis. E ainda um norte depois de tudo!!
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Maria Das Graças De Carvalho Barreto (VIA FB) comentou:
17/12/2016
Lembro, além dos fatos que todos os que resistiram à Ditadura conhecem, um telefonema que recebi dele para avisar que estavam tocaiando Barreto e Inácio quando reuniam o sindicato de trabalhadores rurais lá pelos confins do Amazonas.
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Renata Curcio Valente (via FB) comentou:
17/12/2016
Demais, Bessa! Linda homenagem e, ao mesmo tempo, crítica política !
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Francisco Gurgel (via FB) comentou:
17/12/2016
Passou direto para o céu. Impossível um corinthiano sofredor ainda ter que amargar uns dias no purgatório. Fora o sangue corinthiano, praticou o que de ensinamentos recebeu: a caridade e o amor ao próximo.
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Eliane Potiguara (via FB) comentou:
17/12/2016
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Ione couto comentou:
17/12/2016
Elucidativa e irreverente nos apontando para o questionamento que devemos fazer sobre tudo que circula. Parabéns Bessa.
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Claudio Corrêa comentou:
17/12/2016
O dia em que Dom Paulo Evaristo Arns foi impedido por S.Pedro de entrar no Céu. Nota: Dr. Roberto Marinho não pôde defender o Globo, pois padece de uma insônia de consciência nas profundas.
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Deniro Tovinha comentou:
17/12/2016
A primeira coisa que fez ao assumir a diocese de São Paulo foi vender o palácio episcopal e construir creches na periferia!!! E os atuais pastores evangélicos? O que fazem? Criticar é fácil! Acolher o povo sofredor ninguém quer!!! Don Paulo está sim junto aos seus semelhantes na graça de Deus!!! Um dia ainda será considerado santo!!!!!!
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Ana Stanislaw comentou:
17/12/2016
Adorei!! Linda, sensível, divertida homenagem a esse grande ser humano; incrível e adorável pessoa. Certamente, sua trajetória de vida e ações enriqueceram esse mundo. Brilhante Bessa!!!
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Gilbraz Bessa (via FB) comentou:
16/12/2016
Porque os pobres da igreja não aderiram essa teologia marxista? Hoje não se vê uma comunidade de base operando. Porque em sua maioria pobres evadiram dessa proposta no Brasil? Onde falhou o legítimo zelo idealista
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Lilian Abram dos Santos (via FB) comentou:
16/12/2016
Linda crônica de José Bessa sobre D. Paulo E. Arns e muito mais.
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Luiz Pucu comentou:
16/12/2016
Puxuringa Bessa, você ultrapassou o ofício de escritor; virou maestro de uma grande orquestra de imagens. Paulo e todos nós te abençoados
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Nelson Bessa Maia (via FB) comentou:
16/12/2016
Ele foi um prelado vermelho! Um esquerdista escamoteado! Que Deus o absolva!!!
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Daniel Santos (FB) comentou:
17/12/2016
Se dizem que o falecido é esquerdista, sendo ele cristão, e que Deus o absolva ; automaticamente o cristão é esquerdista. Rsrsrs
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Raimundo Dejard Vieira (via FB) comentou:
17/12/2016
Defender os pobres é ser cristão ou esquerdista?
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Daniel Santos (FB) comentou:
17/12/2016
Como absolver Deus? Jesus também é esquerdista!
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Clelia Bessa comentou:
17/12/2016
Lindo texto Babá, Dom Paulo sempre inspirador. Adorei virar Paroquiana, por Dom Paulo viraria até paquita. beijos
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Jacques Kaiowá Gauthier (via FB)N comentou:
17/12/2016
Jacques Kaiowá Gauthier Marxista ou não, não há melhor compreensão de base do capitalismo que no livro de Marx \"O Capital\" - é só atualizar com as novas tecnologias e o peso atual do trabalho intelectual, mas ainda hoje toda empresa capitalista quer melhorar a mais valia e baixar os salários e encargos sociais, e captar as ajudas fiscais e outras do Estado, reduzindo seu papel social. Temer está na frente, não?
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