CRÔNICAS

AQUELA FLOR QUE TEM ESPINHO

Em: 17 de Novembro de 2013
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Ela é antropóloga. Dar-lhe-ei o nome de Maria. Este não é o seu nome, mas para preservar o anonimato, chamemo-la de Maria, aliás de Marta Maria, pois a mesóclise e o pronome oblíquo suplicam por um nome composto. Melhor ainda: chamemo-la, com aquele agá, de Martha Maria, minha amiga desde priscas eras, quando éramos todos jovens e tínhamos memória de elefante. Participamos recentemente de um seminário em Campo Grande (MS), organizado pela Universidade Católica e ficamos hospedados no mesmo hotel. Foi uma alegria revê-la lépida e fagueira.
De noite, jantando uma canjinha de galinha, como convém na nossa idade - embora Martha Maria seja mais jovem que eu - conversamos sobre o dramático suicídio dos Guarani Kaiowá. Mencionei seu artigo escrito em 1987. Foi aí que ela lembrou - quer dizer, "lembrou" é uma força de expressão - de detalhes de outro texto sobre os Kaiowá, mas lhe fugia o nome do autor, seu amigo antropólogo:
- O autor é o....o.... puxa, agorinha me deu um "branco"! Mas é o...o... aquele austríaco que trabalhou no Xingu, na Guatemala, em Nicarágua, no Paraguai e no Rio Negro, com quem estive tantas vezes! O artigo dele foi publicado na revista Tempo e Presença  em 1991. É o... você sabe quem é... como é o nome dele?
Acontece que o "branco" de Martha Maria era contagioso, eu via os traços fisionômicos do antropólogo, sua barba aparada, seu sorriso, mas o nome também me fugia. Respondi:
 - Eu sei... eu sei, ele esteve com a gente há dois anos no congresso em Dourados. É o... o.... Eu sei quem é, é o marido da....da...daquela antropóloga que acaba de organizar o livro monolingue Ñande Ypykuéra ñe'ẽngue.
- ... É. É isso mesmo, a mulher dele é a.... Como é mesmo o nome dela? Não é possível que eu tenha apagado, cara! Minha memória está assim... as lembranças voam como um passarinho. Agora são dois problemas: o nome dele e o dela.
- Calma. Passarinhos voltam ao ninho. A gente já vai lembrar. Vamos conversando, sem ansiedade, que os nomes hão de vir sozinhos - contemporizei.
Toucinho da Preta
Os nomes não vieram, embora a região cerebral onde estava armazenada a outra parte da memória tenha funcionado a pleno vapor. Lembramos datas, referências bibliográficas, a pesquisa etnográfica do austríaco com os Kaiabi, em 1966, sua dissertação de mestrado defendida na Universidade de Viena, a publicação do livro pelo Instituto Socioambiental, até a tradutora - Thekla Hartmann, o ano da edição, os capítulos, incluindo as fotos que ele tirou no Rio dos Peixes. Mas o nome que era bom, nada.
Tentei atenuar tamanha lacuna contando-lhe um incidente. Há alguns meses o córtex entorrinal do meu cérebro bloqueou e deixou de transmitir para o hipocampo o nome da minha sogra com quem vivi por mais de quarenta anos. É. É isso mesmo. Esqueci por longos momentos o nome da minha sogra, o que não é tão grave - me consolou Martha Maria - porque os Kuikuro, segundo nos disse o amigo Mutuá, jamais mencionam o nome da sogra.
Os dois antropólogos, porém, não são nossos sogros e, por isso, continuamos obcecados em busca da memória perdida. A conversa entrou por outros caminhos, explorando temas diversos, mas aquilo ficou nos importunando, por baixo dos panos, latejando como uma dor de dente. Já havíamos terminado a canja, quando gritei com ar triunfante:
- Lembrei!
- Qual é o nome? - perguntou Martha, ansiosa.
- Calma! Só sei que o nome dele começa com "g".Já é um avanço, é só buscar, agora, as outras letras.
Minha amiga se iluminou:
- É mesmo. Começa e termina com "g", o sobrenome também começa e termina com "g". Tem uma combinação de vários "g".  Procuremos as letras entre os "g". Mas quais? Quais?
As letras do alfabeto são vinte e poucas, mas nem assim o nome veio. Retirei-me para o meu quarto, pensando na combinação de letras, mas - oh caprichosa memória que habita fora de nós e nos visita quando quer! - a palavra combinação evocou na minha lembrança aquela peça do vestuário feminino que caiu em desuso. Das minhas nove irmãs, oito vestiram combinação, anágua e corpete, na época em que não se usava vestido forrado. Só uma, a mais nova, trocou a combinação pelo shortinho curto e apertadinho de periguete do tipo daquele usado pela Valdirene para atrair o Palhaço.
Desta forma, em vez de lembrar o que eu queria - os nomes esquecidos - fui invadido por uma lembrança naquele momento impertinente: a imagem que aflorava era a da Preta, minha irmã, nos anos 60, num domingo em que fomos juntos à missa das oito em Manaus, no bairro de Aparecida. Ela vestia uma combinação azul por baixo do vestido e quando passamos em frente à banca de tacacá da dona Alvina, lá estava uma vizinha, a Leonor, que debochou:
- Olha o "toucinho", Preta!
"Toucinho" era aquela sobra da combinação ou da anágua que, às vezes, por descuido, aparecia na barra da saia, ficando à mostra. No caso da Preta não foi descuido. O defunto era maior. A combinação era da outra irmã mais velha, Helena, que a havia usado na missa das sete. Mas o que é que o "toucinho" da Preta tem a ver com o antropólogo austríaco? Sei lá. Quem é que pode explicar os mistérios da memória? Mas, revenons à nos moutons.
Farinha na cuia
Voltando à vaca fria, no dia seguinte, Martha Maria e eu nos encontramos no café da manhã. Conversávamos sobre a programação do dia quando fui interrompido por ela que, num lampejo repentino, exclamou subitamente:
-   Georg Grünberg!
Retruquei em cima da bucha, como se tivesse sido iluminado por um raio:
- Friedl Paz Grünberg!
Aleluia! Aleluia! Peixe no prato e farinha na cuia. Respiramos aliviados: não estamos tão gagás assim. Nada como uma noite bem dormida para recuperar a memória perdida.
Duas semanas depois, já em São Paulo, em outro evento, contei o episódio para uma amiga comum, renomada antropóloga que trabalhou na Universidade de Chicago. Para despistar, chamemo-la de Joaquina Cordeiro da Cunha. É que eu não quero confusão jurídica com Roberto Carlos, Caetano Veloso e o movimento Procure Saber que embarga biografias não autorizadas. Depois de ouvir a história da Martha Maria, Joaquina me perguntou:
- Você conhece a piada do cara que perdeu a memória?
- É. Já ouvi, mas esqueci - respondi. Como é?
- Eu também esqueci - ela disse rindo.
Na manhã seguinte, quando nos encontramos os três, falei pra Martha:
- A Joaquina conhece uma história que nos interessa, mas disse que esqueceu, não sei se por charme ou por esquecimento mesmo.
- Metade esquecimento, metade charme. Mas agorinha lembrei - ela disse e passou a contar a história com muita graça, que aqui reproduzo em seus detalhes, com total fidelidade, embora sem o mesmo encanto.
O nome da rosa
Era um advogado que andava perdendo a memória, esquecia nomes de coisas, de pessoas íntimas, de amigos. Até que um dia confessou que não sabia mais o que era "embargo infringente", o que toda a torcida do Flamengo também desconhece, mas num jurista é grave. Soou o alarme. Numa decisão monocrática, sua mulher o arrastou, então, ao médico, que lhe receitou uns remédios. Um mês depois, o casal recebe em sua casa a visita de um amigo, clarinetista da Banda da Polícia Militar, que reclama de falhas na memória. O advogado lhe diz: 
- Eu também estava assim, mas melhorei com um remédio fitoterápico que o neurologista receitou.
- Ah, eu quero. Como é o nome do remédio? - implorou o clarinetista.
- Ih, sabe que eu esqueci! Mas vou lembrar. Me ajuda. Preciso lembrar o nome de uma planta. Como é o título daquele livro do Umberto Eco cuja ação se passa na Idade Média dentro de um monastério onde acontecem vários crimes misteriosos? Fizeram até um filme com o Sean Connery.
- De livro e de filme eu não lembro, só de música, que faz parte do campo da memória involuntária, inconsciente, que a gente guarda sem querer - disse o clarinetista.
- Tudo bem. Então me diz - insistiu o advogado - como é o título daquele samba de Nelson Cavaquinho, aquele que diz "Tire o seu sorriso do caminho".
- Ah, É a flor e o espinho - falou o clarinetista.
- Isso mesmo! É isso - exclamou o advogado. - Flor e espinho. Me diz agora como é mesmo o nome daquela flor que tem espinho?
- Espinho... espinho... É a rosa? - indagou o clarinetista.
- É ela! É a rosa! Obrigado.
Recuperada parte da memória, o advogado gritou para sua esposa que estava na cozinha:  
- Rosa, como é mesmo o nome daquele remédio que o médico me receitou?
As estratégias de recuperação da memória e os caminhos percorridos pela mente podem ser esdrúxulos e tortuosos, mas funcionam. Recordei o poema Canção de outono na primavera do nicaraguense Ruben Dario:
"Juventude, divino tesouro / estás indo para não mais voltar! / Quando eu preciso lembrar, não lembro./ E às vezes lembro sem precisar".
Recordei mesmo? Que Dario me perdoe esta apropriação oportunista. Os versos originais são:
"Juventud, divino tesoro / ¡ya te vas para no volver! / Cuando quiero llorar, no lloro... / y a veces lloro sin querer... 
P.S. - Parte da colônia amazonense no Rio compareceu nesta sexta feira à igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo para o casamento de Hugo e Bibiane. Ele é amazonense, filho de Hugo Silva Reis (sempre presente) e Renilda Cabral Reis. Um senhor casamento! Não sou fofoqueiro, mas observei que ao lado de seus netos certa viúva, cujas iniciais são RCB, não tirava o olho de um senhor elegantérrimo de paletó cor de goiaba.

 

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23 Comentário(s)

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cyrino comentou:
20/09/2014
Que alívio ter conhecimento disto! Desde há uns tempos a esta parte que andava preocupado porque: 1.Não me recordava dos nomes próprios; 2.Não me recordava onde deixava algumas coisas; 3.Quando estou a conversar e tenho que interromper o pensamento por ser interrompido, tenho dificuldades de continuar com a conversa no ponto em que a tinha deixado; Enfim, creio que começava a pensar que tinha um inimigo dentro da minha cabeça, cujo nome começa por Alz... Hoje li um artigo que me deixou bem mais tranquilo, por isso passo a transcrever a parte mais interessante: "Se tu tens consciência dos teu problemas de memória, então é porque ainda não tens problemas" Existe um termo médico que se chama ANOSOGNOSIA, que é a situação em que tu não te recordas temporariamente de alguma coisa. Metade dos maiores de 50 anos, apresentam algumas falhas deste tipo, mas é mais um facto relacionado com a idade do que com a doença. Queixar-se de falhas de memória, é uma situação muito comum em pessoas com 50 ou mais anos de idade. Se traduz por não recordar um nome próprio, entrar numa divisão da casa e esquecer-se do que se ia lá fazer ou buscar, esquecer o título de um filme , actor , canção, não se lembrar onde deixou os óculos, etc. etc.. Muitas pessoas preocupam-se, muitas vezes em excesso, por este tipo de esquecimento. Daí uma informação importante: "Quem tem consciência de ter este tipo de esquecimento é todo aquele que não tem problemas sério de memória. Todos aqueles que padecem de doença de memória, com o inevitável fantasma de Alzeimer, são todos aqueles que não tem registo do que efectivamente se passa. B. Dubois, professor de neurologia de CHU Pitié-Salpêtrière,encontrou uma engraçada, mas didáctica explicação, válida para a maioria dos casos de pessoas que estão preocupadas com os seus esquecimentos: "Quanto mais se queixam dos seus problemas de memória, menos possibilidades têm de sofrer de uma doença de memória". Este documento é dedicado a todos os esquecidos que me recordo. Se esquecerem de o compartilhar, não se preocupem porque não será Alzeimer... são os muitos anos que vos pesam dentro das vossas cabeças.
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camillamendeso comentou:
08/12/2013
Muito boa crônica, professor! Acredite se quiser, mas achei muito cômica! Boa de ler e com um pensamento leve de interpretar! Adoro a forma como o sr. conta as histórias, são engraçadas e divertidas!!
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Eliana Ribeiro comentou:
22/11/2013
Meu mestre ! Me encanta seu estilo !
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Eliana comentou:
20/11/2013
Realmente, é talento à Bessa!
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Martha Maria ..... comentou:
19/11/2013
Querido Bessa, adorei, adotei o chiquéeerrimo "H" no meu nome... memórias, recordações, acho que melhor que memória é recordação, que tem a cor do coração na palavra.... Contato de Martha Maria .....
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Maria Emilia comentou:
19/11/2013
Adorei. Além da graça, achei linda a referencia à combinaçao. Minhas irmas mais velhas usavam, e eu uso de puro charme. É difícil encontrar no mercado. Um abraço, Bessa Freire.
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Paulo Assis comentou:
19/11/2013
Olá, Prof. Bessa, Fui seu aluno no curso de Arquivologia da UNIRIO. E, o senhor, um dos melhores professores que tive até hoje. Abraços.
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Luiz Pucú comentou:
18/11/2013
Bessa que coisa danada é essa; que confunde pressa com esquecimento? Tem nomes, situações (indígena ou não) que precisam mais tempo para o pouso 'na memória' - do jeito que o Encantado deseja. Um dia desses, a minha amiga Claudinha, ouvia de uma senhora um relato em pedaços acompanhado da exclamação: - Fugiu! . "Não se preocupe, logo, logo ela volta", acrescentava minha amiga. É assim, com pressa, indo ou voltando a lembrança será sempre a erva aromática que acompanha tuas cronicas até no esquecimento. Abraço Contato de Luiz Pucú
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Welton Oda comentou:
18/11/2013
Velho amigo, a memória pode estar falhando, mas a criatividade continua florescendo como rosa. Olhe, estou lançando meu primeiro filho literário, digamos assim, estarás em Manaus? Se não estiver gostaria, se você dispusesse de tempo, que lesse e comentasse. É uma coletânea com mais sete autores. Tem crônicas, poesias, alegorias, contos... Abraços, Bessa
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Luiz Bazilio comentou:
18/11/2013
Bessa querido: como você sabe, estou dando um seminário na Universidade da Terceira Idade - UNATI/UERJ sobre memória. Peço permissão de uso: minhas alunas vão ficar maravilhadas com seu texto. Depois te conto. Abraços. Luiz Bazilio
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José Seráfico comentou:
17/11/2013
Escrever sério e com tanto humor, é coisa para talento à Bessa.
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Odalice Priosti comentou:
17/11/2013
Hilario!!! Adorei ! Bessa continua supercriativo e cheio de humor. Tomara que o"alemao" nao entre na nossa historia de vida... Que seria de nos sem Mnemosyne? Contato de Odalice Priosti
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Marco comentou:
17/11/2013
Mais uma crônica de beleza e coragem. Certa vez, num hospital, o médico me perguntou se eu tinha problemas de memória. Respondi: que eu me lembre, não...
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Georg Gru nberg comentou:
17/11/2013
Muito obrigado, é fantástico e muito divertido, gostei ! Um abraço, Jorge, aquele antropólogo com muitos gggg
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Eliamara Lima comentou:
17/11/2013
Como concurseira, estudo como a mente processa as informaões para poder estudar mais e melhor em pouco tempo com qualidade. Aprendi que nossas lembrancas estao ligadas a emocao e que o cerebro guarda aquilo que considera importante para nossa sobrevivencia. Chamou-me porem mais atencao no texto a referencia sobre o suicidio dos guaranis Kaiowas. Fiz alguns estudos sobre o suicidio, lembrei de filmes que tocam no tema esperanca, como O Lanterna Verde, Jogos Vorazes, e por favor um classico cult para salvar a lista, Blade Runner. Tambem linkei com o que ocorre em paises como Japao, Suica e por que no falar no Nepal e na India, onde os indices de suicidio chamam a atencao, o que eles tem em comum entre si, eh que o suicida perdeu a esperanca e nao conseguindo administrar essa dor, desiste de viver. Infelizmente. O texto me faz pensar que a vida eh como a rosa. Para vive-la eh necessario equilibrio. Se olharmos somente sua beleza, seu perfume, estamos fadados a desilusao pois seremos feridos por seus espinhos, se atentarmos somente para os espinhos, perderemos a beleza e o perfume, imersos na tristeza. Contato de Eliamara Lima
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Ana Stanislaw comentou:
16/11/2013
Maravilhosa e divertida! Bem no estilo do autor. Adorei! rsrsrs
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Lori comentou:
16/11/2013
É bom ver seu humor sobre esta experiência comum de ter passado dos 60... Quase adivinhei o nome das " dignas senhoras" não mencionadas... O mundo é pequeno e todos/as fizemos parte deste grupo indigenista de uma mesma época...
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Bel comentou:
16/11/2013
Entre dissertações e artigos que hoje estão resistindo a entrar no meu HD, refresquei a cuca com essa deliciosa leitura! Gracias!
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Eduardo comentou:
16/11/2013
Criatividade, elegância literária e linguística, além de conhecimento ! Contato de Eduardo
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Carina Santos de Almeida comentou:
16/11/2013
Que delícia este seu texto professor! Me ajudou a dar boas gargalhadas e relaxar um pouco em meio a escrita de minha tese!
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maria do Céu comentou:
16/11/2013
Já ia me estressar com o short da periguete, mas quando li sobre a viúva, até esqueci a zanga...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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Edilene Lima (via FB) comentou:
16/11/2013
Sempre um bálsamo! A Joaquina...
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Alcemir Teixeira (via FB) comentou:
16/11/2013
É sempre muito bom ler seus textos. São um sopro de alegria pela manhã.
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