CRÔNICAS

OS BANDEIRANTES ESTÃO VOLTANDO

Em: 09 de Junho de 2013
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Borboleta amarela / no céu azul / infinita beleza.
Não fazer mal / a ninguém / infinita beleza.
(Poesia Guarani)
 
O Brasil assiste, de cócoras, a volta dos bandeirantes, que estão atacando pra valer, com metodologia igualmente truculenta, mas mais sofisticada. No período colonial, quando os índios eram maioria, eles organizavam as bandeiras, expedições armadas que invadiam aldeias e queimavam malocas para aprisionar os seus ocupantes e vendê-los como escravos. Agora, em pleno séc. XXI, quando os índios são minoria, os agrobandeirantes lançam ofensiva muito bem organizada com o objetivo de varrer definitivamente os índios do mapa do Brasil para se apropriarem de suas terras. Para isso, contam com a cumplicidade da grande mídia.
O último exemplo dessa violência foi a morte do terena Oziel Gabriel, em Sidrolândia (MS) na semana passada. Nos últimos quarenta anos - segundo Tonico Benites, índio guarani Kaiowá que é mestre em antropologia pelo Museu Nacional - no Mato Grosso do Sul, mais de 200 líderes indígenas "foram torturados e assassinados de modo cruel pelos pistoleiros contratados pelos donos das fazendas". Só na última década, no Brasil, durante os oito anos do Governo Lula e os dois do Governo Dilma, foram assassinados 564 índios, conforme levantamento realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
- "Vai morrer mais gente" - ameaçou em entrevista à Folha de São Paulo (6/6/2013) o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrisul) e da Frente Nacional da Pecuária (Fenapec), Francisco Maia, uma espécie de Borba Gato dos tempos modernos. Ele informa que os agrobandeirantes estão armados:
- "Vai ter mais sangue. Isso que aconteceu, de morrer um índio, pode ser pouco diante do que se anuncia. Estamos falando de um massacre iminente. Temos produtores que se recusam a sair de suas propriedades e estão armados".
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em nota oficial, reforçou a ameaça, avisando que "caso a situação não seja revertida, poderão ocorrer novos e dramáticos confrontos de consequências imprevisíveis".
Para que isso não ocorra, a CNA, através de discurso da senadora Katia Abreu, exige a elaboração de uma nova política indigenista, a suspensão imediata dos processos de demarcação de terras indígenas - o que contraria a Constituição em vigor no Brasil - a transferência para o Congresso Nacional da competência de dizer o que é e o que não é terra indígena e a revalidação da portaria da AGU que restringe os direitos constitucionais dos índios.
AGROBANDEIRANTE
A prática adotada por essa nova leva de agrobandeirantes é similar a que foi testemunhada no período colonial por Jerônimo Rodrigues, que presenciou o assassinato de índios velhos, enfermos e crianças e chamou os bandeirantes de bandidos:
- “Nenhuma pessoa, que não tenha visto com os seus próprios olhos tais horrores abomináveis, pode imaginar coisa igual. A vida inteira desses bandidos consiste em ir e vir do sertão, indo e trazendo cativos com muita crueldade, mortes, saqueios e depois vendendo-os como se fossem porcos do mato”.
- "É necessário desarmar os espíritos" - afirmou o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Pelo visto, se for verdade o anúncio de Francisco Maia Borba Gato e da CNA, não são apenas os espíritos que devem ser desarmados. A Força Nacional de Segurança, que ocupou a área, deve desarmar também as agromilícias formadas por pistoleiros contratados pelos fazendeiros.
A nova ofensiva dos agrobandeirantes anunciada pelo coordenador da bancada ruralista na Câmara, deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS - vixe, vixe!) prevê uma manifestação que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) organizou para fechar as rodovias federais na próxima sexta-feira, dia 14, no horário das 9h às 14 h.
Escudando-se na imunidade parlamentar, a FPA distribuiu banners, camisetas, adesivos para carros, post para facebook, outdoors, anúncios de jornais e revistas, com a recomendação para dizer que esse material foi produzido pela Frente Parlamentar de Agropecuária "para evitar eventuais ações judiciais futuras", segundo matéria assinada por Evandro Éboli de O Globo (7/6/2013). Eles sabem que estão agindo ilegalmente.
Um panfleto da FPA que já começou a ser distribuído nas rodovias identifica o foco da tensão no campo: "a origem das arbitrariedades é a Funai, que na ânsia de ampliar ao máximo as reservas indígena, promove a violência por intermédio de invasões de propriedades rurais". Ou seja, sabemos que quando fecha o tempo e começa a chover, as pessoas costumam usar guarda-chuva, mas na lógica da CNA é o contrário: o fato de as pessoas sairem com guarda-chuva é que provoca o aguaceiro. Este é o princípio de causa e efeito do agrobandeirantismo.
UÍSQUE DO PARAGUAI
No Estado de Mato Grosso do Sul, segundo Tonico Bentes, vivem 90 mil índios, pertencentes a oito etnias, cujas terras foram invadidas por fazendeiros. Os índios, deportados de suas aldeias, ficaram confinados em acampamentos de beira de estrada. Agora, reivindicam as terras ocupadas pelos agrobandeirantes, que responsabilizam a Funai - o órgão encarregado de identificar e demarcar as terras indígenas. É dentro desse contexto que deve ser analisada esta nova ofensiva dos agrobandeirantes, que contam com o apoio incondicional da grande mídia.
Neste sábado, o Globo berra em manchete: "EMBRAPA ACUSA FUNAI DE DEMARCAR TERRA SEM ÍNDIO". Demarcar terra sem índio? Alguém está mentindo: ou o funcionário da Funai ou o da Embrapa ou O Globo. Se a "notícia" for verdadeira, é preciso que o jornal aponte os nomes dos funcionários responsáveis para que sejam punidos e processados por crime de falsidade ideológica. Se for mentira, quem deve ser punido é o funcionário da EMBRAPA, autor anônimo do relatório de onde o jornalão da família Marinho jura ter retirado tal "informação".
Mas o jornalão nem se preocupa em apontar nomes, nem em comprovar se a "notícia" é verdadeira. Embarca na canoa do agrobandeirantismo e anuncia como verdade o que é falso, nos permitindo concluir que está agindo mesmo de má-fé.
E se eu for lá, tirar fotos e mostrar que a terra está ocupada por índios? O Globo, na mesma edição, no sub-título, se apressa em prevenir que são "indígenas que vieram do Paraguai". Esse é um argumento mais velho do que "a preta do leite", tão antigo que é de estranhar que na carta dirigida a D. Manuel, Pero Vaz de Caminha não o tenha informado que os índios da Bahia eram paraguaios.
A revista VEJA em 2007 veio com o mesmo papo. Eles pensam que índio é como uísque: se veio do Paraguai, é falso. Desconhecem as pesquisas etnográficas e etnohistóricas, que envolvem um cuidadoso levantamento genealógico, sistemas de parentesco, organização social, cosmologia, conhecimento da língua e registros escritos e orais. Se lessem tais estudos, saberiam que o povo guarani habita esses territórios muito antes da criação das fronteiras nacionais e que ainda hoje é comum encontrar nas aldeias guarani do Brasil, Argentina, Uruguai ou Paraguai indivíduos e famílias que moraram ou nasceram em diferentes países.
Os donos do poder, para defender seus interesses particulares, sempre exploram o sentimento nacional que está no coração de cada brasileiro e transformam isso em xenofobia. Quando são incomodados, inventam sempre um inimigo estrangeiro: os anarco-sindicalistas eram espanhóis ou italianos, os comunistas eram russos ou cubanos, agora os índios são paraguaios. Não precisa da Embrapa para fazer tal afirmação. É tão inconsistente e ridículo como se os índios, vendo os cabelos louros, os olhos azuis e os sobrenomes dos fazendeiros, os "acusassem" de "alemães".
Um aluno guarani do Curso de Formação de Professores do Rio Grande do Sul, onde ministrei algumas aulas, me deu de presente um cd com músicas em língua guarani. Em uma delas, tem um poema que é um hai-kai. Nele, a borboleta amarela que voa no céu azul é infinitamente bela, entre outras razões, porque não faz mal a ninguém. Beleza e bondade caminham juntas. Com esse critério, podemos nos perguntar qual é a estética e a ética da violência cometida contra os índios? Como classificar O Globo, o agronegócio e Kátia Abreu em sua infinita maldade?

 P.S. Ilustraçoes do parceirinho Fernando Assaz Atroz

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27 Comentário(s)

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Jefferson Saady comentou:
13/06/2013
A grande verdade é que para se construir e desenvolver o "Brasil Grande" é preciso tirar aqueles que são "empecilhos", os índios, pois estes atrasam o "progresso". Como já disse Eduardo Viveiros: "...no dia em que o povo brasileiro entender quem são os índios, o Brasil resolverá a sua situação com a Europa" e eu digo mais, resolverá a situação consigo mesmo. Contato de Jefferson Saady
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Eurilinda Figueiredo comentou:
12/06/2013
Tenho aprendido muito com seus textos, Bessa Freire, por isso começo registrando minha gratidão e admiração. Se os muitos professores deste país (tão desigual e contraditório) e as crianças, jovens e adultos que estão nas escolas e universidades - tivessem acesso a essas informações e os lessem com o coração e os ouvidos de quem sabe ouvir o outro (atitude cada vez mais rara, nesses tempos em que os ruídos e o barulho constante alimentam o egoísmo e as vaidades) - teríamos chance de vislumbrar dias melhores e, quem sabe, um tantinho de felicidade... Mas quero aproveitar também pra citar um texto de Mia Couto, que me veio à memória quando li esse teu: "Porque a minha mão infatigável procura o interior e o avesso da aparência porque o tempo em que vivo morre de ser ontem ..." MIA COUTO "Confidência" Grande abraço!
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Maria Luiza comentou:
12/06/2013
Meu querido guerreiro/tuas palavras são munições/tuas crônicas são armas/bombardeio de indignações. O que posso fazer já?/Para nesta guerra também lutar?/Tuas armas compartilharei/Pra gente de todo lugar. Cuidado! Querido guerreiro/Este esquema é traiçoeiro/Precisas estar vigilante/Pra enxergar no nevoeiro. Quem do poder discorda/Eles penduram na corda/Lembra Herzog na prisão?/Que Deus guarde tua vida e também teu coração.
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Tarcisio Lage comentou:
11/06/2013
O mais terrível de tudo isso, dom Bessa, é que o PT das lutas operárias do ABC, nas suas alianças espúrias para se manter no poder, fez há muito tempo a opção pelo agronegócio. É o Brasil Grande Potência da ditadura militar revivido nos campos de soja e nos extensos pastos da agropecuária sem respeito a qualquer fronteiras. Triste! Os índios são estorvos que devem ser eliminados fisicamente ou culturalmente. Mesmo porque, ensinam os livros de História da época em que éramos jovens, índio é preguiçoso e não serviu nem para ser escravo. A lenda persiste na manipulação orquestrada pela grande imprensa, linha de frente do poder econômico que produz apenas para quem pode consumir. E os índios, nessa escala, são vistos como a periferia da periferia, abaixo dos que vivem nas favelas e nas bibocas. Enfim, é de vomitar que os bandeirantes continuem sendo heróis nacionais, quando deviam ser colocados no pódio dos grandes assassinos da História do Brasil.
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Fernanda Garcia Camargo comentou:
11/06/2013
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claudia dias tavares comentou:
10/06/2013
O pior que o agronegócio é a LAVRA., a Mineração que está transformando o Brasil num grande buraco. Tudo o que significa brasileiro não importa, nem índio nem fazendeiro. Para os exploradores de minério nós não contamos. Eles vão passar com um rolo compressor em cima de nós.
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silvia vc comentou:
10/06/2013
poxa, fiz um comentário tão bom e ele sumiu...cadê meu comentário anterior?
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Carlos ROCHA (Brasil 247) comentou:
10/06/2013
Para você identificar a ideologia de qualquer pesquisador no Brasil, agora é necessário olhar para os seus dedos. Sim, para os seus dedos!!! Se em alguns desses dedos, você constatar o uso do famoso anel de urucum, saiba que você estará lidando com um ideólogo de esquerda radical e o dialogo será IMPOSSÍVEL! Observem os dedos, de Érika Kokay e outros e compare com anel que esse "especialista" da matéria em foco usa. Tudo doidim da silva. kkkkk
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José Ribamar Bessa Freire comentou:
10/06/2013
Kkkkkkkkkkk Prezado Carlos, começo por onde você terminou: kkkkkkkk. Voce errou três vezes e acertou uma vez. Primeiro, errou quando identificou a matéria prima: urucum é uma planta – a Bixa Orellana – que fornece um pigmento vermelho para a pintura corporal. O artesanato, no caso, é feito de tucumã, uma palmeira que dá um coquinho. Em segundo lugar, como confundiu a matéria prima, você errou também ao classificar o produto como sendo “o famoso anel de urucum”. Não existe anel de urucum, meu caro Carlos. É impossível fazer um anel de urucum. O anel ao qual você se refere é de tucumã. Teu terceiro erro – e ai você mijou mesmo fora do caco – foi substituir o debate de ideias por – digamos assim – um “argumento ad hominem”, ou seja, no lugar de discutir o valor da proposta apresentada, tenta desqualificar o seu autor, sem examinar suas ideias. Isso é extremamente superficial para não usar outro adjetivo que poderia ser considerado ofensivo. Mas por urucum torto você acabou escrevendo certo e esse é o seu acerto, reconheço. Sou, efetivamente da “esquerda radical” com muito orgulho, embora o conteúdo que você coloque sob esse rótulo seja diferente do meu. Se esquerda radical é compromisso com os lascados, os pequenos, os oprimidos, voce pode me incluir aí dentro. Quanto à “impossibilidade do diálogo”, te garanto que estou aberto a todo tipo de critica, inclusive aquelas que não são inteligentes, se forem bem intencionadas. Dá pra conversar. Mas, bicho, apresenta argumentos, aí o diálogo fica possível. Impossivel é dialogar com anel de urucum. Abraços. Bessa
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Brasil 247 comentou:
10/06/2013
PESQUISADOR COMPARA AÇÃO CONTRA ÍNDIOS NO PAÍS A TEMPO DOS BANDEIRANTES (matéria com foto do pesquisador, em cujo dedo aparece um anel de tucumã) http://www.brasil247.com/pt/247/amazonas247/104782/Pesquisador-compara-a%C3%A7%C3%A3o-contra-%C3%ADndios-no-Pa%C3%ADs-a-tempo-dos-Bandeirantes.htm
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silvia.vc comentou:
10/06/2013
Caro Sr, José Ribamar, seu texto é excelente! Quem me dera escrever tão bem assim, misturando história e e ironia , ambos na medida certa! Realmente o que falta aos jornalistas e a maioria dos brasileiros é um pouco de informação verdadeira e muito de história! Ninguém nunca aprendeu sobre a "história Indígena" na escola, simplesmente porque esta matéria ainda não existe! A lei, que a torna obrigatória, que já está completando 10 anos, não fala em prazos e nem em conteúdos, ou seja, faz quem quer, como e quando quiser! Diante deste quadro de ignorância histórica nacional, o que a grande mídia diz e sopra aos 4 ventos, passa imediatamente a " ser a verdade "! portanto, seu texto é muito informativo e importante para todos! Parabéns ! Ah, sou formada em história e Antropologia e Meio Ambiente.
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Bartomeu comentou:
10/06/2013
¡Como la realidad colonial es más de lo mismo en nuestros países! Esos bandeirantes llegados ya al Paraguay todavía son peores. Fuerte abrazo Bartomeu, s.j.
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Portal Cultura em Movimento comentou:
10/06/2013
Os bandeirantes estão voltando, agora em forma de agrobandeirantes. Travestiram-se, mas mantêm-se firmes na busca de territórios alheios. Os discursos permanecem disfarçados com máscaras de regulação/emancipação. Porém, se o olhar é o dos indígenas, o que de fato ocorre é apropriação/violência. O genocídio continua! Só na última década foram assassinados 564 indígenas no Brasil. Esse dado não é compartilhado na grande e hipócrita mídia brasileira
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Mari comentou:
09/06/2013
A família da psicóloga é jogo duro. Das trevas mesmo. Encontrei que ela é viúva do fazendeiro Irajá Silvestre, num acidente de avião. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR74468-6009,00.html Encontrei também que o filho dela é deputado federal e agora "Criticado por movimentos sociais, filho de Kátia Abreu assume secretaria de regularização fundiária no Tocantins" Entidades apontam problemas no processo de regularização fundiária no estado e criticam nomeação do deputado federal Irajá Abreu para nova pasta http://reporterbrasil.org.br/2013/05/criticado-por-movimentos-sociais-filho-de-katia-abreu-assume-secretaria-de-regularizacao-fundiaria-no-tocantins/
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Vânia Novoa Tadros comentou:
09/06/2013
É impressinante como a maioria da população brasileira não entende nada das sociedades indígenas. Chama-os de atrazados quando deviam ser premiados por ter resistido e conservado as suas culturas. Os grandes proprietários de terra, via de regra, não entendem que seria melhor descobrir uma maneira de conviver com os índios, respeitando os seus direitos, porque eles não vão desistir de suas terras como não desistiram até hoje. Quando um ruralista é entrevistado demonstra uma ignorância irracional e uma ganância exacerbada que chega a dar nojo.
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Mari comentou:
09/06/2013
Gente, dá pra acreditar que Kátia Abreu é psicóloga? Pior que é. Formada na PUC-Goiás! A senadora Kátia Abreu (DEM) nasceu em Goiânia (GO), onde se formou em Psicologia, na Universidade Católica de Goiás (UCG). Mãe de três filhos, com a morte do marido, tornou-se chefe de família e empresária rural aos 25 anos de idade. Em 1994, disputou e venceu a eleição para presidir o Sindicato Rural de Gurupi tornando-se a primeira mulher, no Brasil, a comandar uma entidade rural. http://www.portalct.com.br/n/b76e253e0ba7ae565bf70551788a1d6e/veja-a-biografia-completa-pra-primeira-mulher-a-co/
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Vera Kauss comentou:
09/06/2013
Muito bom o texto, Mestre... Como sempre, lúcido e com interpretações maravilhosas dos acontecimentos mais recentes - claro, ligados ao que vem acontecendo desde a invasão europeia do continente americano... Infelizmente, as ameaças podem se tornar verdadeiras, pois sabemos que os indígenas são a parte mais fraca: o poder dos ruralistas está embasado no segmento político, ou seja, façam o que fizerem, serão sempre os "inocentes"... Muito triste e vergonhosa essa situação... Grande beijo e saudades imensas...
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Aurelio Michiles (via FB) comentou:
09/06/2013
...desde sempre, tanto os partidos que representam o poder tradicional como os que se dizem representantes dos interesses do po-vo, um como outro nunca incluíram em seus programas uma proposta objetiva sobre a "questão indígena". É verdade aqui e ali sempre existiu uma ou outra personalidade que os defendem publicamente. E só. Índio foi assunto de evangelizador de almas, depois de sertanistas, depois de antropólogos, mas sempre se dando mal.
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Guilherme Vaz comentou:
09/06/2013
mas nao se fala como sempre da amizade do pt com os ruralistas , sempre se cala a parte principal do assunto , todos sabem mas nao qualificam como se deve qualificar ,
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Gleice Oliveira (via FB) comentou:
09/06/2013
Penso como a Vera Nilce e o pior é que o caso se agrava ainda mais com a repressão e criminalização às manifestações indígenas e as seguidas manifestações públicas por parte do governo e da grande imprensa no sentido de desqualificar e esvaziar a FUNAI. Aliás as tentativas de desqualificação também se estendem aos apoiadores da causa indígena como é o caso do CIMI.
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Ana Silva comentou:
09/06/2013
Boa Bessa!! Alguém precisa dizer umas verdades para esse bando de assassinos. É impressionante como o William Bonner fala sobre os índios sem nenhuma propriedade, discriminando-os. Esses jornalões de quinta deveriam perguntar dos índios, investigar melhor e não transmitir inverdades. Felizmente temos você, tua sensibilidade e a beleza da sabedoria dos povos indígenas. Muito boa!!
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Armando Soares Guarani Kaiowá comentou:
09/06/2013
Curto muito as sínteses, acho perfeito quem consegue resumir e comunicar com perfeição. Este trecho da crônica de José Bessa fala tudo, só não entende quem não quer.
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Guilherme Vaz (via FB) comentou:
09/06/2013
Se alguem se sentasse com um grupo desses chamados " ruralistas " poderia ver que mais da metade deles nao sabem plantar nem um pé de jiló,nao sao plantadores ,sao literalmente madereiros que querem derrubar e depois vender a terra arrasada , alguns nao tem nem o curso primario , outros nao sabem nem fazer contas de somar , precisam de maquininhas , sao o que existe de mais atrasado na sociedade , e de mais superado , em todos os niveis, outros sao profissionais de invasão de terras indigenas , vivem disso como um emprego,
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Vera Nilce Cordeiro Correa (via FB) comentou:
09/06/2013
enquanto tivermos um congresso (que é quem faz leis ) com a maior bancada ruralista , enquanto tivermos governos que ficam ajoelhdos diante desta bancada, por conta de uma reforma política e uma reforma agrária que não vêm ,enqto esta elite , como vc diz gananciosa, que dita as regras e visa mais e maiores lucros toda a terra será pouca para satisfazer seus desejos de donos do mundo... nao importando indios , empregados (aí grassa o trabalho escravo ) , nem tampouco meio ambiente .
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Veronica Aldé (via FB) comentou:
09/06/2013
"muito boa matéria do Prof.José Bessa,...no final escrever o seguinte: "Beleza e bondade caminham juntas. Com esse critério, podemos dizer que os agrobandeirantes, por serem malvados, são feios. Kátia Abreu é horrível."
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Oiara Bonilla (via FB) comentou:
09/06/2013
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Aty Guasu (via FB) comentou:
09/06/2013
Informativo do conselho da Aty Guasu tekoha Guarani-Kaiowá Pyelito kue, Takuara, e todos territórios em conflito estão cercados de pistoleiros, Concluímos que os bandeirantes modernos começaram a agir no Estado de Mato Grosso do Sul, pretendendo concluir o genocídio indígenas. Os bandeirantes estão voltando
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