CRÔNICAS

A EX-IRMÃ GLEISI E OS ÍNDIOS

Em: 12 de Maio de 2013
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- Quero ser freira - disse para sua mãe, dona Getúlia. O physique du rôle ela já tinha, faltava apenas a Congregação. Escolheu a das Irmãs Franciscanas Bernardinas com sede no Rio Grande do Sul. Isso foi em 1979, quando tinha 14 aninhos e vivia em Vila Lindóia, bairro de Curitiba. O pai Júlio, apavorado, brecou o ingresso da filha no convento. Não fosse isso, a Pastoral Indígena e o CIMI contariam com a militância da irmã Gleisi, que teria acumulado experiências e conhecimentos capazes de conferir, hoje, legitimidade ao seu discurso sobre os índios.
Mas ela perdeu qualquer legitimidade quando sepultou definitivamente a freira natimorta que simpatizava com a teoria da libertação. Com ela, enterrou também a líder estudantil, ex-presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Curitiba que militou no PCdoB com o codinome de Rosa Luxemburgo, antes de se filiar ao PT. Pariu, em seu lugar, alguém que, embora sem entender bulhufas, pontificou nesta semana sobre os índios como se fosse renomada especialista. O corpo é o mesmo da ex-quase-freira, mas outra é a alma que traiu os princípios pelos quais sempre lutou.  
A alma é da pré-candidata ao governo do Paraná, em 2014, Gleisi Helena Hoffmann, atual ministra da Casa Civil, que já está em plena campanha. Na última quarta-feira, ela foi convocada para a sessão da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara de Deputados, numa manobra da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que é uma espécie de bancada evangélica do agronegócio. Obrigada a comparecer, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade, não resistiu às pressões dos ruralistas. Entregou o ouro aos bandidos.
Durante mais de seis horas, os bandidos atacaram a Funai e exigiram a suspensão das demarcações das terras indígenas. Ao invés de defender o governo federal, ao qual pertence, Gleisi afinou seu discurso com eles e anunciou que vai alterar as regras. Criticou também a Funai, órgão responsável pela delimitação, e se comprometeu a apresentar até o fim do semestre novo procedimento, que prevê a intervenção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Agrário na definição das terras indígenas.
As raposas exultaram com a função a elas atribuída de cuidar do galinheiro. No caso do Paraná, a Embrapa já havia elaborado um laudo sobre 15 processos demarcatórios em curso, recomendando sua interrupção, com o argumento furado de que os ocupantes daquelas terras, em alguns casos não são índios de verdade, e em outros, a ocupação não é suficientemente antiga para justificar a delimitação de terras. A recomendação foi acatada nesta semana e os processos de delimitação de terras indígenas no Paraná - reduto político de Gleisi Hoffmann - foram todos suspensos.
Para não pensarem que está legislando em causa própria, a ministra da Casa Civil explicou que estudos referentes à ocupação de terras em outros estados foram solicitados à Embrapa, que já produziu relatório sobre as ocupações de índios em Mato Grosso do Sul, entregue à Casa Civil, com o mesmo argumento fajuto de que se trata de ocupação recente. Entusiasmados, os deputados presentes fizeram novos pedidos, que foram anotados pela ministra.
Desta forma, Gleisi Hoffman atropela o Ministério da Justiça e engrossa a campanha orquestrada recentemente em todo o território nacional pelo agronegócio que, de um lado, no Congresso Nacional, busca atentar contra os direitos constitucionais dos povos indígenas e, de outro, açula a opinião pública contra os índios, mantendo inclusive um blog com esse objetivo. Foram os ruralistas que mobilizaram mais de mil pequenos e médios empresários - alguns deles domingos, outros afifes - que aos gritos de "Demarcação, não. Sim à produção", vaiaram discurso da presidenta Dilma em Campo Grande (MS).
Desta ofensiva radical faz parte a tentativa de instalar uma CPI da Funai proposta pelo deputado Moreira Mendes (PSD-RO, vixe, vixe) com o objetivo de questionar os critérios usados nas demarcações. Criaram até um Movimento Contra a Demarcação da Terra Guarani de Morro dos Cavalos (SC) que fez camisetas com a inscrição "CPI da Funai Já!".
O objetivo é criar pânico em determinados setores da população, semeando desinformação para retirar a simpatia com a qual parte da opinião pública vê os índios, como vem ocorrendo em Santa Catarina, onde o agronegócio continua divulgando que se a reivindicação dos índios em Morro dos Cavalos for acatada, entre 5.000 a 10.000 guarani virão do Uruguai, Paraguai e Argentina "para ocupar terras do Brasil". Eles apelam para o terrorismo midiático:
- "Quanto vale a sua propriedade? Sua liberdade? O seu sonho? A água pura que você bebe? A mata o meio ambiente que o cerca? O marisco que você cria? Você vai ficar omisso e perder tudo isso?" - diz o panfleto anônimo que circulou na região, provocando ódio e hostilidade contra as comunidades indígenas.
Digamos que isso não é nenhuma novidade, pois esses cretinos agem assim desde Pedro Álvares Cabral. O novo, aqui, é o fato de eles receberem, agora, apoio justamente de quem, por lei, deve defender a Constituição, como é o caso da ministra da Casa Civil e de outros setores do governo federal. Eles são obrigados a defender a Constituição vigente, cujo artigo 231 obriga a demarcação das terras ocupadas de forma tradicional pelos índios. O mais estarrecedor é que o Partido dos Trabalhadores, no poder, empreste seu nome para tal empreitada contra setores historicamente sofridos da população.
- "Não podemos negar que há grupos que usam os nomes dos índios e são apegados a crenças irrealistas, que levam a contestar e tentar impedir obras essenciais ao desenvolvimento do país, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte”, denunciou a ex-quase-futura freira, Gleisi Hoffmann, sem dizer que grupos são esses e porque são irrealistas suas crenças. Ela não falou de outros grupos, apegados a outras crenças irrealistas, que usam o argumento da produção para contestar as terras indígenas.
De que adianta votar num programa do PT que anuncia a defesa dos desvalidos, dos deserdados, dos lascados, de que adianta eleger a Dilma se quem acaba governando são os ruralistas e o agronegócio? Por que alguém com a biografia de luta da ex-quase-freira aceita fazer esse jogo político sujo, puxando o saco de ruralistas?
- "Ela age com interesse eleitoral. Interrompe a demarcação para fazer a vontade dos fazendeiros que vão financiar sua campanha" afirma documento da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, lembrando que Gleisi Hoffmann, provável candidata ao governo do Estado do Paraná em 2014, quando se candidatou ao Senado, em 2010, recebeu R$ 390 mil de empresas ligadas ao agronegócio.
Se a irmã Gleisi retornar ao convento - ainda é tempo - será recebida com festas e afagos. Nós a apoiaremos na luta contra os ruralistas. Mas se ficar mesmo do outro lado, daremos o troco. Atenção, paranaenses sensíveis e solidários com aqueles cujas terras vem sendo saqueadas e expropriadas há cinco séculos! Quem financia as campanhas eleitorais são eles. Mas quem vota somos nós! Não esqueçam disso em 2014. Güle güle kullan! 

 

 

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38 Comentário(s)

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Myriam Guarani Kaiowa comentou:
03/06/2013
Parente Sonia Guarani Kaiowá Munduruku esta é a biografia resumida da mulher que está no Governo travando as demarcações de TIs em favor dos fazendeiros. Texto agradável do muito talentoso Prof. Bessa ( José Bessa). Gratidão com as Bençãos do Grande Espirito !!!
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16/05/2013
Nós da Resistência Indigena Continental apoiamos este texto. E denunciamos o racismo com o qual os donos do agronegócio e seus apoiadores tratam os povos originários neste território Brasil. RESISTENCIA INDIGENA CONTINENTAL !!! ANO 520 !!! Contato de Blog Resistência Indigena Continental
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MARIO ROBERTO comentou:
16/05/2013
Caro professor Bessa, são atitudes como esta, em defesa dos índios brasileiros, que não me deixam perder de todo, a confiança de que, algum dia, este nosso mundo será igualitário e todos teremos os mesmos direitos e DEVERES. Muito importante essa sua defesa dos indios do sul do país. Mas, até agora não entendo o vazio que a comunidade científica construiu no que diz respeito à implantação de um corredor maligno, alcunhado de BR-319, no âmago da floresta amazônica com antevisão de sequelas ao meio ambiente piores do que a fatídica BR-173 aqui ao lado. Por que não usar a hidrovia e a ferrovia como um sistema modal, onde coexistem a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical deste nosso planeta? Certamente o professor sabe com detalhes acadêmicos sobre a população indígena que será afetada e/ou dizimada. Ainda há tempo de reverter esse genocídio! Contato de MARIO ROBERTO
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Ana Carla comentou:
14/05/2013
Convido vc a conhecer melhor sobre o que fala, estes que chama de agronegócio, são na sua maioria famílias de pequenos e médios agricultores que estão sendo vítimas do trabalho ilegal da Funai, trabalho atropológico falcificado e processos de fazer rir qq entendedor do assunto. E estas famílias são confiscadas de seus bens como se fossem bandidos! E passam a ser indigentes. E os índios com 134 há cada já no país, dê uma olhada nos dados, e na miséria, como a Funai gosta de deixa-los. A vc eu digo: Pedoa Senhor ele não sabe o que diz! Contato de Ana Carla
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Jô Freitas comentou:
13/05/2013
Com ministro deste tipo o Brasil não precisa de inimigos lá fora. Os que tem aqui já são o bastante para acabar com qualquer opção de mudança em nossa política. Quem irá ser condenado no lugar deste Silvério dos Reis da saia???... Pobre Brasil.... e mais pobre ainda os brasileiros. Mais uma vez os meus parabéns à Jose Ribamar Bessa que denunciou esta traição na hora certa. Valeu..
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Portal Cultura em Movimento comentou:
13/05/2013
O agro-negócio continua atropelando territórios e almas indígenas. Visando dar visibilidade crítica a este processo violento que persiste vigoroso na hipócrita realidade brasileira, o Portal Cultura em Movimento convida você a ler mais uma belíssima crônica de BESSA FREIRE: A EX-IRMÃ GLEISI E OS ÍNDIOS Visite Portal Cultura em Movimento em: http://cultura-em-movimento.net/?xg_source=msg_mes_network
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Renato Athias comentou:
13/05/2013
Babá, muito boa... gostei de ler... onde fostes achar a fotografia da freira?
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Toni Lotar comentou:
13/05/2013
Realmente, esta crônica ficou boa "a Bessa". A estória da ex-futura freira que acabou virando uma raposa querendo cuidar do galinheiro dos índios a serviço dos ruralistas paranaenses é quase uma peça do teatro do absurdo. Evocando Nelson Rodrigues, trata-se de personagem política "bonitinha mas ordinária", esta candidata ao governo do Paraná. Aliás, absurdos é que não tem faltado na crônica política brasileira que frequenta com assiduidade o noticiário policial.
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Laercio Miranda comentou:
13/05/2013
Parabens Bessa, acertou no ponto. Pena que a "grande imprensa", que de grande nao tem nada, esta mais preocupada em confundir do que em esclarecer. É isso aí, dar nome aos bois (ou as vacas) e dizer quem esta pagando a conta.
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Pedro Portella Macedo comentou:
13/05/2013
José Bessa sempre diz tudo e mais um pouco!
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Tarcisio Lage comentou:
13/05/2013
A opção pelo agronegócio já foi feita há muito tempo. É preciso produzir para jogar fora, montanhas de grãos, plantaçoes de soja a perder de vista, e, depois, brigar para vencer a concorrência dos EUA, Canadá, Argentina e Austrália. É a contradição total cabal e definitiva: num mundo que passa fome, produz-se demais e o que sobre joga-se fora. Os índios, na conta do poder econômico, não entra no grupo de consumidores que desperdiçam para salvar o capitalismo. E contam-se nos dedos, quer dizer talvez um ou dois, os partidos que não aderiram ao agronegócio na sanha de produzir por produzir. Até o PC do B onde insensatamente militei.
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Hans Alfred Trein comentou:
13/05/2013
Caro Bessa, em cima da pinta. Você respondeu a minha pergunta: Mas, quem é essa senhora para fazer afirmações tão categóricas sobre os povos indígenas e a FUNAI? Será que ela conhece o artigo 231 da nossa Constituição Federal? Concordo inteiramente com Ruth Monserrat: sua crônica deveria ser publicada em todos os grandes jornais. A futura ex-freira não resistiu a uma tentação paradigmática da humanidade que já foi objeto de discussão entre os discípulos de Jesus, trocou o servir pelo poder. A resposta de Jesus: "Quem quiser ser o primeiro entre vós, seja aquele que sirva a todos". O problema da visão petista é o seu reducionismo economicista de desenvolvimento. Em toda a construção do PT como partido toda essa esfera étnico-cultural ficou de fora. Talvez a futura ex-freira possa retomar essa questão dentro do partido, depois de jejuar 40 dias no deserto! Abraços, Hans Abraços,
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CARLOS DEIVIDI comentou:
12/05/2013
Meus parabéns ministra Gleisi, até enfim teve uma mulher de coragem, para peitar os desmandos da Funai e das ongs que querem desetabilizar nosso país, viva a senhora!!
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Movimento contra demarcação comentou:
12/05/2013
Obrigada por divulgar nosso movimento através da nossa camiseta. Segue o link para que todos possam assinar, beijão da Comunidade da Enseada de Brito! http://www.avaaz.org/po/petition/CPI_DA_FUNAI_JA_O_Brasil_exige_que_os_Deputados_Federais_investiguem_a_FUNAI_urgente
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william porto (Blog Lima Coelho) comentou:
12/05/2013
Mestre Bessa, parece que a nossa "freira" está tomando o caminho da perdição. Mas pode e deve se redimir. E haja ato de contrição. Seus textos, Hermano, são arretados.
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Madalena Pires (Blog Lima Coelho) comentou:
12/05/2013
Então a mulher é o cão chupando manga
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Vanessa Rodrigues comentou:
12/05/2013
cacetada! tah de doer. outro texto imprescindível de José Bessa
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Gisela Nogueira comentou:
12/05/2013
"Por que alguém com a biografia de luta da ex-quase-freira aceita fazer esse jogo político sujo, puxando o saco de ruralistas?" Depois dessa critica vou procurar saber. Vc estah cortante, hein?! Gostei. Semanas punk sem ler jornal.. entende?
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Isabela comentou:
12/05/2013
Amigo Bessa, nao me espanata em nada o PT estar fazendo isso. A politica desenvovimentista é um arraso com os povos e seres da floresta. Muito a cara do Lula e da Dilma. E de quase todos do partido. O unico em quem eu acreditava acabou caindo, o Liszt Vieira, no Jardim Botânico, na luta contra o populismo, ops poplulismo, que quer dar o de de todos para angariar vinculos e servidão. Eles dao para os empresarios facinho. Para os grupos de meio poder tambem. A terra indigena está mais que ameçada. Os assassinos se assanham. Estou enraivecida. Essa mãe o Brasil nao merece. Isabela
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roberto zwetsch comentou:
12/05/2013
Bessa, O triste, como fica claro em sua crônica, é que a ministra Gleisi é apenas a ponta de um icebergh dentro do "nosso" governo que vem tentando demolir o que foi construído com muita luta, resistência e manifestações ao longo dos ´[ultimos 30 anos, pelo menos. ECA, CF 1988, Direitos Indígenas, Direitos de Quilombolas, tudo não mais interessa diante do projeto de poder que vem se impondo contra direitos fundamentais da cidadania brasileira, em nome do "combate à pobreza e à miséria", o que ainda é mais chocante. Temos de nos mobilizar como nos velhos tempos da resistência. Como fazê-lo agora, sem cair no canto de sereia da atual "oposição" que pensa igual (Alkmin et caterva) ? Abraço. Roberto Zwetsch - Faculdades EST - São Leopoldo, RS. Contato de roberto zwetsch
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caimi waiasse xavante comentou:
12/05/2013
É!!! José Bessa é um dos raros guerreiros!!! A flechada foi certeira!!!!
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bruno ferreira comentou:
11/05/2013
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Ruth Monserrat comentou:
11/05/2013
Essa tinha de ser publicada nos jornalões nossos de cada dia e em em todos os jornais do mundo! Grande Bessa!
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Florencio Vaz (FB) comentou:
11/05/2013
Nãodeixem de ler esta crônica do Bessa. Eu também conheço várias ex-quase freiras, dos tempos aureos da teologia da Libertação (anos 80), que largaram a Igreja por aparente "rebeldia" e para continuar a luta sem as amarrras da instituição etc etc. Claro que eram a maioria do PT. E hoje, algumas casadas com deputados, prefeitos e burocratas do PT, elas são autoritárias, anti-indígenas, anti-povo, anti-debate etc. Que coisa... Claro que algumas poucas continuaram freiras e aliadas e irmãs dos indígenas, Sem Terra, empobrecidos em geral. A elas o meu respeito.
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Risa Muggler comentou:
11/05/2013
Que absurdo! De norte a sul a bancada ruralista imperando e atropelando a constituição!
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Claudiana comentou:
11/05/2013
Caro Bessa: a senhora em questão é também uma grande articuladora pela legalização de todos aqueles grandes proprietários de latifúndio lá no Paraguai. O golpe que derrubou Lugo pelo jeito foi bem visto pela Casa Civil, que em pouco tempo recebeu os ditos brasilguaios para prestarem solidariedade. Lembrndo que defender esses latifundiários é ir contra aqueles pobres sem terras paraguaios que não tem um pedaço de chão para chamar de seu....
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Rogério Teles comentou:
11/05/2013
Mestre, é muito fácil e comodo, ficar do lado dos poderosos, empunhar sua "bandeira de luta", mesmo que isso vá contra seus princípios, essa sacanagem contra os indios, nunca vai ter fim, o nome dessa atitude é covardia.
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Rogério Teles comentou:
11/05/2013
Mestre, é muito fácil e comodo, ficar do lado dos poderosos, empunhar sua "bandeira de luta", mesmo que isso vá contra seus princípios, essa sacanagem contra os indios, nunca vai ter fim, o nome dessa atitude é covardia.
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Ana Silva comentou:
11/05/2013
Obrigada, Bessa por denunciar as ações dessa senhora! É interessante observar como a história está sempre se repetindo, infelizmente! No Rio de Janeiro, ao longo do século XIX, os índios perderam suas terras usurpadas por foreiros, fazendeiros, invasores. Isso com aval de políticos e governantes, como diferentes documentos evidenciam. Com desculpas, também sem sentido, e argumentos chulos as terras indígenas deram lugar à vilas, como por exemplo, a vila de São Francisco Xavier de Itaguahy, atual cidade de Itaguaí. Em 5 de julho de 1818 as terras da aldeia passaram a pertencer ao patrimônio dessa mesma vila, conforme requerimento da Câmara Municipal. Mudam-se os personagens, mas as histórias são as mesmas. Tua crônica é bastante oportuna. Ela me fez lembrar o livro "Partido da terra: como os políticos conquistaram o território brasileiro", de Alceu Luís Castilho. Neste, o autor mostra o processo de concentração fundiária nas mãos de poucos - políticos, diga-se de passagem -, evidenciando as ações da bancada ruralista. Bom, fica como sugestão de leitura.
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Tadeu Veiga comentou:
11/05/2013
Que vergonha, Bessa! É a vanguarda do atraso. Esses ruraleiros adoram insuflar e ser insuflados, mas sempre no caminho do egoísmo, da mesquinharia, da mediocridade... Nunca para a solidariedade e o bem comum. Ô gentinha!
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Alexandre Goulart comentou:
11/05/2013
Missa pela alma da Ex-Irmã Gleisi Hoffman. Com José Bessa, oremos, ó Pai, eles não sabem o que fazem..
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Everaldo Fernandez (FB) comentou:
11/05/2013
Com todo respeito, em 1996 eu vi o mundo cair, ou o anúncio de que o mundo ia acabar, quando foi editado o decreto 1775, hoje esses mesmos alarmistas defendem o decreto. Então, antes de mais alarmismos, é interessante enfrentar o debate e discutir quais os possiveis limites da aplicação do artigo 231 ao invés de fingir que não há nem pode haver limites e deixar que o artigo pouco a pouco vire letra morta.
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Carolina Valentim (FB) comentou:
11/05/2013
é o agronegócio regendo a pré-campanha de Gleisi ao Governo do Paraná... e a Gleisi, com toda sua pompa e arrogância, diz amém! absurdo total!
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Marina Marcela Herrero (FB) comentou:
11/05/2013
Esta é peça que faltava para legitimar todos os desejos dos cretinos do agronegócio.
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José Varella (Facebook) comentou:
11/05/2013
José Bessa, como diria a madre superiora: 'puta que pariu!", esquerdista convertido ao liberalismo dá cada Carlos Lacerda de meter medo à Rosa Luxemburgo.
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Fábio comentou:
11/05/2013
Se sobrou alguma ética e algum sentimento de humanidade, a ministra Glesi Hoffman deveria vir a público e pedir desculpas! Deve manifestar a defesa dos índios, aqueles que há mais tempo sofrem a tirania dos brancos.
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Eliane Potiguara (via FB) comentou:
11/05/2013
Admiração total pelo trabalho do Bessa e dos escritores e escritoras indígenas. Vão longe... Que o Criador os guie.
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Déborah Danowski (viA FB) comentou:
11/05/2013
Mais um tiro certeiríssimo de José Bessa
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