CRÔNICAS

KÁTIA, A ANTROPÓLOGA, CRIADORA DA ABREUGRAFIA

Em: 25 de Novembro de 2012
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Nelson Rodrigues só se deslumbrou com "a psicóloga da PUC" porque não conheceu "a antropóloga da Folha". Mas ela existe. É a Kátia Abreu. É ela quem diz aos leitores da Folha de São Paulo, com muita autoridade, quem é índio no Brasil. É ela quem religiosamente, todos os sábados, em sua coluna, nos explica como vivem os "nossos aborígenes". É ela quem nos ensina sobre a organização social, a distribuição espacial e o modo de viver deles.
Podeis obtemperar que o caderno Mercado, onde a coluna é publicada, não é lugar adequado para esse tipo de reflexão e eu vos respondo que não é pecado se aproveitar das brechas da mídia. Mesmo dentro do mercado, a autora conseguiu discorrer sobre a temática indígena, não se intimidou nem sequer diante de algo tão complexo como a estrutura de parentesco e teorizou sobre "aborigenidade", ou seja, a identidade dos "silvícolas" que constitui o foco central de sua  - digamos assim - linha de pesquisa.
A maior contribuição da antropóloga da Folha talvez tenha sido justamente a recuperação que fez de categorias como "sílvicola" e "aborígene", muito usadas no período colonial, mas lamentavelmente já esquecidas por seus colegas de ofício. Desencavá-las foi um trabalho de arqueologia num sambaqui conceitual, que demonstrou, afinal, que um conceito nunca morre, permanece como a bela adormecida à espera de alguém que o desperte com um beijo. Não precisa nem reciclá-lo. Foi o que Kátia Abreu fez.
Com tal ferramenta inovadora, ela estabeleceu as linhas de uma nova política indigenista, depois de fulminar e demolir aquilo que chama de "antropologia imóvel" que seria praticada pela Funai. Sua abordagem vai além do estudo sobre a relação observador-observado na pesquisa antropológica, não se limitando a ver como índios observam antropólogos, mas como quem está de fora observa os antropólogos sendo observados pelos índios. Não sei se me faço entender. Mas em inglês seria algo assim como Observing Observers Observed.  
Os argonautas do Gurupi
Todo esse esforço de abstração desaguou na criação de um modelo teórico, a partir do qual Kátia Abreu sistematizou um ousado método etnográfico conhecido como abreugrafia que, nos anos 1940, não passava de um prosaico exame de raios X do tórax, uma técnica de tirar chapa radiográfica do pulmão para diagnosticar a tuberculose, mas que foi ressignificado. Hoje, abreugrafia é a descrição etnográfica feita com o método inventado por Kátia Abreu, no caso uma espécie de raio X das sociedades indígenas.
Esse método de coleta e registro de dados foi empregado na elaboração dos três últimos artigos assinados pela antropóloga da Folha: Uma antropologia imóvel (17/11), A Tragédia da Funai (03/11/) e Até abuso tem limite (27/10) que bem mereciam ser editados, com outros, num livro intitulado "Os argonautas do Gurupi". São textos imperdíveis, que deviam ser leitura obrigatória de todo estudante que se inicia nos mistérios da antropologia. A etnografia refinada e apurada que daí resulta quebrou paradigmas e provocou uma ruptura epistemológica ao ponto de não-retorno.
A antropóloga da Folha aplicou aqui seu método revolucionário - a abreugrafia - que substituiu o tradicional trabalho de campo, tornando caducas as contribuições de Boas e Malinowski. Até então, para estudar as microssociedades não ocidentais, o antropólogo ia conviver lá, com os nativos, tinha de "viver na lama também, comendo a mesma comida, bebendo a mesma bebida, respirando o mesmo ar" da sociedade estudada, numa convivência prolongada e profunda com ela, como em  'Lama', interpretada por Núbia Lafayette ou Maria Bethania.
A abreugrafia acabou com essas presepadas. Nada de cantoria. Nada de anthropological blues. Agora, o antropólogo já não precisa se deslocar para sítios longínquos, nem viver um ano a quatro mil metros de altura, numa pequena comunidade nos Andes, comendo carne de lhama, ou se internar nas selvas amazônicas entre os huitoto, como fez um casal de amigos meus. E tem ainda uma vantagem adicional: com a abreugrafia, os antropólogos nunca mais serão observados pelos índios.
Em que consiste, afinal, esse método que dispensa o trabalho de campo? É simples. Para conhecer os índios, basta tão somente pagar entrevistadores terceirizados. Foi o que fez a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que, por acaso, é presidida por Kátia Abreu. A CNA encomendou pesquisa ao Datafolha que, por acaso, pertence à empresa dona do jornal onde, por acaso, escreve Kátia. Está tudo em casa. Por acaso.
Terra à vista
Os pesquisadores contratados, sempre viajando em duplas - um homem e uma mulher - realizaram 1.222 entrevistas em 32 aldeias com cem habitantes ou mais, em todas as regiões do país. Os resultados mostram que 63% dos índios têm televisão, 37% tem aparelho de DVD, 51% geladeira, 66% fogão a gás e 36% telefone celular. "A margem de erro" - rejubila-se o Datafolha - "é de três pontos percentuais para mais ou para menos".
"Eu não disse! Bem que eu dizia" - repetiu Kátia Abreu no seu último artigo, no qual gritou "terra à vista", com o tom de quem acaba de descobrir o Brasil. O acesso dos índios aos eletrodomésticos foi exibido por ela como a prova de que os "silvícolas" já estão integrados ao modo de vida urbano, ao contrário do que pretende a Funai, com sua "antropologia imóvel" que "busca eternizar os povos indígenas como primitivos e personagens simbólicos da vida simples". A antropóloga da Folha, filiada à corrente da "antropologia móvel", seja lá o que isso signifique, concluiu:
- "Nossos tupis-guaranis, por exemplo, são estudados há tanto tempo quanto os astecas e os incas, mas a ilusão de que eles, em seus sonhos e seus desejos, estão parados, não resiste a meia hora de conversa com qualquer um dos seus descendentes atuais".
Antropólogos da velha guarda que persistem em fazer trabalho de campo alegam que Kátia Abreu, além de nunca ter conversado sequer um minuto com um índio, arrombou portas que já estavam abertas. Qualquer aluno de antropologia sabe que as culturas indígenas não estão congeladas, pois vivem em diálogo com as culturas do entorno. Para a velha guarda, Kátia Abreu cometeu o erro dos geocêntricos, pensando que os outros estão imóveis e ela em movimento, quando quem está parada no tempo é ela, incapaz de perceber que não é o sol que dá voltas diárias em torno da terra.
No seu artigo, a antropóloga da Folha lamenta que os índios "continuem morrendo de diarreia". Segundo ela, isso acontece, não porque os rios estejam poluídos pelo agronegócio, mas "porque seus tutores não lhes ensinaram que a água de beber deve ser fervida". Esses tutores representados pela FUNAI - escreve ela - são responsáveis por manter os índios "numa situação de extrema pobreza, como brasileiros pobres". Numa afirmação cuja margem de erro é de 3% para mais ou para menos, ela conclui que os índios não precisam de tutela.
- Quem precisa de tutela intelectual é Kátia Abreu - retrucam os antropólogos invejosos da velha guarda, que desconhecem a abreugrafia. Eles contestam a pobreza dos índios, citando Marshall Sahlins através de postagem feita no facebook por Eduardo Viveiros de Castro:
‎"Os povos mais 'primitivos' do mundo tem poucas posses, mas eles não são pobres. Pobreza não é uma questão de se ter uma pequena quantidade de bens, nem é simplesmente uma relação entre meios e fins. A pobreza é, acima de tudo, uma relação entre pessoas. Ela é um estatuto social. Enquanto tal, a pobreza é uma invenção da civilização. Ela emergiu com a civilização..."
Miss Desmatamento
A conclusão mais importante que a antropóloga da Folha retira das pesquisas realizadas com a abreugrafia é de que os "aborígenes", já modernizados, não precisam de terras que, aliás, segundo a pesquisa, é uma preocupação secundária dos índios, evidentemente com uma margem de erro de três pontos para mais ou para menos.
- "Reduzir o índio à terra é o mesmo que continuar a querer e imaginá-lo nu" - escreve a antropóloga da Folha, que não quer ver o índio nu em seu território. Nem nu, nem vestido, porque quando veste roupa, para ela, deixa de ser índio, liberando assim a terra indígena para o agronegócio.
- "Falar em terra é tirar o foco da realidade e justificar a inoperância do poder público. O índio hoje reclama da falta de assistência médica, de remédio, de escola, de meios e instrumentos para tirar o sustento de suas terras. Mais chão não dá a ele a dignidade que lhe é subtraída pela falta de estrutura sanitária, de capacitação técnica e até mesmo de investimentos para o cultivo".
A autora sustenta que não é de terra, mas de fossas sépticas e de privadas que o índio precisa. Demarcar terras indígenas, para ela, significa aumentar os conflitos na área, porque "ocorre aí uma expropriação criminosa de terras produtivas, e o fazendeiro, desesperado, tem que abandonar a propriedade com uma mão na frente e outra atrás". Com uma margem de erro de dois dedos para cima ou de dois dedos para baixo - acrescentou o Zé Cyrino.
Ficamos, então, assim combinados: os índios não precisam de terra, quem precisa são os fazendeiros, os pecuaristas e o agronegócio. Dados apresentados pela jornalista Verenilde Pereira mostram que na área Guarani Kaiowá existem 20 milhões de cabeças de gado que dispõem de 3 a 5 hectares por cabeça, enquanto cada índio não chega a ocupar um hectare.
Um discípulo menor de Kátia Abreu, Luiz Felipe Pondé, também articulista da Folha, tem feito enorme esforço para acompanhar a produção intelectual de sua mestra, usando as técnicas da abreugrafia, sem sucesso, como mostra artigo por ele publicado com o título Guarani Kaiowá de boutique (9/11), onde tenta debochar da solidariedade recente aos Kaiowá que explodiu nas redes sociais.
Kátia Regina de Abreu, 50 anos, empresária, pecuarista e senadora pelo Tocantins (ex-DEM,atual PSD), não é apenas antropóloga da Folha. É também psicóloga formada pela PUC de Goiás, reunindo dois perfis que deslumbrariam Nelson Rodrigues.
Bartolomé De las Casas, reconhecido defensor dos índios no século XVI, contesta o discurso do cronista do rei, Gonzalo Fernandez de Oviedo, questionando sua objetividade pelo lugar que ele ocupa no sistema econômico colonial:  
- “Se na capa do livro de Oviedo estivesse escrito que seu autor era conquistador, explorador e matador de índios e ainda inimigo cruel deles, pouco crédito e autoridade sua história teria entre os cristãos inteligentes e sensíveis”.
O que é que nós podemos escrever na capa do livro "Os Argonautas do Gurupi" de Kátia Abreu, eleita pelo movimento ambientalista como Miss Desmatamento? Que crédito e autoridade tem ela para emitir juízos sobre os índios? O que diriam os cristão inteligentes e sensíveis contemporâneos? Respostas em cartas à redação, com a margem de erro de 3% para mais ou para menos.

 

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137 Comentário(s)

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Lorena Medeiros comentou:
14/08/2014
Essa noticia foi publicada em 13 de agosto de 2014 FAEP DO PARANA ENTRA NA JUSTIÇA CONTRA A GESTAO KATIA ABREU NA CNA, POR PRESTAÇÃO DE CONTAS OBSCURAS Federação da Agricultura do Paraná ingressou com ação na Justiça para cancelar a aprovação das contas de 2013 da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), então presidida pela senadora Kátia Abreu, candidata à reeleição; "houve problemas durante o processo de votação da prestação de contas do ano passado, como falta de documentos, proibição de auditoria externa, sonegação de arquivos, entre outros", diz federação; ponto principal da peça detalha que "despesas de terceiros" totalizam R$ 12,9 milhões e "projetos", mais R$ 18 milh
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Diane Porto comentou:
11/05/2014
Disse quase tudo! Sim, quase, porque não seria possível dizer tudo sobre essa mulher sem descrever, também, o Horror que habita as mentes mais mesquinhas e atrofiadas.
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Fernando Carvalho Rosa comentou:
11/11/2013
Excelente a crônica e espero que tais crônicas como essas invadam cada vez mais as redes sociais. Estamos num momento crítico em que deve-se frear a bancada ruralista, começando pelos meios de comunicação aos quais esses bandidos atuam.
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Ana Gomes comentou:
08/12/2012
Ei Bessa, sua crônica da "abreugrafia" rodou várias vezes por aqui na UFMG, repassada por diferentes pessoas. Foi ótimo!
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Jairo da Silva comentou:
07/12/2012
Só te digo: Muchas gracias! Este texto caiu muito bem como um colírio em minha miopia intelectual! Obrigado!
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ELIZEU RIBEIRO LIRA comentou:
05/12/2012
estou profundamente envergonhado por essa senhora ser uma politica do estado do tocantins lugar onde me criei,estudei até o antigo 2º grau e me lançei para a formação universitária hoje sou Doutor em Geografia pela UNESP e minha tese foi sobre territórios indigenas no tocantins e sou professor titular na Univrersidade federal do Tocantins, por falta de tempo e por falta de interesse,nós aqui não damos ouvidos pra o que ela faz ou escreve, não tenho acompanhado sua "santa ignorancia" publicada abertamente na folha de são paulo, mas vou tomar mais cuidado com o pensamento dessa politica que se diz professora mas que não abrendeu a lição sobre os indios brasileiros não aprendeu se quer que quando as relações capitalista chegaram ao brasil os indios já existiam a mais de 10 mil anos portanto o modo de vida dos indios brasileiros é muito mais consolidados do que o capitalismo na agricultura e ai quem deve responder se quer viver como capitalistas e brancos são os indios e suas ancestralidade milenar e não um politico qualquer que um mandato passageiro conferido temporariamente pelo povo brasileiro.
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Maria Barros comentou:
03/12/2012
Já tinha lido e queria te escrever a respeito. Ri tanto, mas tanto, na cadeira em frente ao computador, que cheguei às lágrimas... Meu filho veio me perguntar se eu estava passando mal. A junção da psicóloga da Puc do Nelson Rodrigues com a antropóloga da Folha deve ter sido soprada por algum xamã indígena poderoso para você... confesse... :))) Parabéns- zíssimos por essa crônica, maravilhosa*** Um beijo,
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Sandra Benites . comentou:
03/12/2012
..NÃO QUERO SUA ESMOLA,NEM A SUA DÓ. MINHA TERRRA NÃO É PÓ! MEU OURO É O BARRO,ONDE PISO E PLANTO...BRÔ Mc,s-M.TUPã``para,KATIA ,A ANTROPOLOGA,CRIADORA DA ABREUGRAFIA...{celular,fogão,carros.são esmola para nos indígenas,esses objetos não são importantes para nos.adquirimos apenas por necessidades como todos cidadãos brasileiros!!
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Joaquim Adiala comentou:
03/12/2012
os não indigenas que ve a gente como antigamente.Claro q podemos usar tecnologia para nos beneficiar.
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José Carlos Zanetti comentou:
03/12/2012
Obrigado, José Ribamar. Não é a primeira vez que leio uma crônica sua com este viés inovador, virando pelo avesso formulações pretenciosas ou mal interncionadas. Mais significativo por que esta dama motosserra tem audiência e é abusada, ou seja opera com eficácia sobre seus pares agronegocistas e a mídia. Se tem um coisa que ela e o time que adulterou o Código Florestal adoram, é falar em nome dos pequenos produtores de Santa Catarina e quejandos. Sua sem-cerimônia mais magistral foi aquela de sair em defesa de Aldo Rabelo, comparando-o ao conservador e brilhante advogado Sobral Pinto em defesa do comunista Carlos Prestes. Esta visão estanque e idílica da cultura é novamente o cacoete do dominador - ainda bem que para além do acesso a bens básicos de consumo numa sociedade cada vez mais homogeneizante, a identidade indígena e dos demais povos tradicionais sabem e valorizam a cultura como sua principal "peça de resistência" .
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felipe heyden comentou:
03/12/2012
Katia Abreu: o verdadeiro cancer
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MARIO ROBERTO VENERE comentou:
03/12/2012
Professor dr. José Ribamar Bessa Freire, parabens pelas suas palavras. Vou publicar onde puder. Um abraço. Mario.
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Sandra Benites comentou:
02/12/2012
estou pensando de uma coisa q saiu no jornal,folha de SP,falando dos indios ,tal de Katia,como se os indios não tivesse direito adquirir tecnologias,celular,computador,carros etc..se um indio tiver computador,celular ou carro não e mais indio, diz ela!não conheço nenhuma lei q proibe um indigena a ter..se essa tal d Katia está utlizando coisas q não é do Brasil, ela tambem não e cidadã brasileira,na constituição federal,artigo 5 diz assim Todos são iguais perante a lei, os que tem carro ou celular foi comprado,com suor proprio!vamos presta atenção nesses governantes q estão falando dos indios, essas são disculpas deles, so pra não devolver a nossa terra mãe,nhande ywy rupa,que nos amamos tanto!
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Heitor Karai Awá-Ruvixá comentou:
02/12/2012
Tinha graça fazer segregação indígena!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Maryele Goncalves comentou:
02/12/2012
Está tal de Kátia deve ser mais uma brasileira sem noção, pois acha que os índios não podem acompanhar a evolução brasileira porque a mente atrasada dela também consegue .
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Florencio Vaz comentou:
01/12/2012
Aos que ainda não leram, recomendo que o façam agora. Este texto do nosso velho amigo ("nosso" por ser ele originário da Amazônia e "velho" no sentido de velhas batalhas) José Bessa é uma graça, pela sua fina ironia, e uma aula de antropologia, pela forma como maneja as ideias da nossa disciplina. Obrigatório para cientistas sociais. NÃO BASTA COMPARTILHAR. TEM QUE LER."
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Regina Julião comentou:
30/11/2012
Excelente! Uma aula de Antropologia. Parabéns
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Teca Maher comentou:
30/11/2012
Bessa, querido, dessa vez vc se superou! Melhor que esse seu texto, só mesmo esse seu texto...
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Franklin Alonso comentou:
29/11/2012
Vivemos um pluralismo cultural onde, muitas vezes maquiada, a idéia de monocultura ainda prevalece, sendo oriunda de pessoas e lugares impensados. Não se espera que uma senadora da República e psicóloga (portanto, supostamente letrada e esclarecida), tenha ainda uma postura tão hermética e parcial frente a alteridade, desmerecendo suas precisões culturais específicas. Ah, sim, esqueci. Ela é presidente de uma instituição que solicitou serviços a uma afiliada do jornal em que publica e também é agropecuarista, né? Então sua opinião a respeito dos indígenas e seus simpatizantes que “reivindicam demais” talvez não seja tão inusitada assim...
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clayton mastroianni s. da paixão comentou:
29/11/2012
são poucas, as vezes que me lembro de ter lido algo tão prazeroso e acima de tudo tão esclarecedor Bessa ;mas algo vindo desta dita parlamentar e do Estado (meio/ grupo de pessoas) que ela representa, confesso que já era esperado algo desta natureza.
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carlos gilberto nóbrega comentou:
29/11/2012
Com uma margem de erro de visão de 3%para mais ou para menos,os "aborígenes"foram os primeiros habitantes desse pais,invadido pelas nações estrangeras.Como pode uma antropologia móvel está impregnada de conceitos etnocentricos.Se não fosse introduzido na cultura indígena tanto "veneno" de branco,os indios estariam vivendo melhor,não teriam desaparecido suas linguas e povos.A Funai foi criada entre outras coisas para impedir que o indio continue a ser dizimado.Em suma,lamentável,uma pessoa que é formadora de opinião"distorcida".
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Paulo Oliveira comentou:
29/11/2012
O que mais chama a atenção na Folha é isso: os sites esquerdistas vivem denunciando o jornal como representante do PIG e coisas que tais, enquanto os sites da direita o veem como uma publicação dominada pelos comunistas.
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Anita (também) Oliveira comentou:
29/11/2012
Sr. Paulo, nem toda oliveira dá oliva.Queria saber quais são as características de um "site esquerdista" e de um "site da direita"? Como saber o que é um e o que é outro? Queria saber para evitá-los. Aliás, quem é esquerda e quem é direita hoje no Brasil? Cesar Maia e José Serra foram exilados no Chile, ambos se casaram com chilenas, ambos lutaram contra a ditadura, estiveram no poder em algum momento e se comportaram de forma assaz atroz. FHC foi perseguido pela ditadura. José Dirceu e Genuino lutaram contra a ditadura e, no poder, se comportaram de forma assaz deplorável. Tanto os denominados "direita tradicional" (Kátia, Caiado, agronegócio, etc) como o conjunto do que se chamou de esquerda (que inclui Lula e Dilma) nunca olharam os indios nem definiram programas para eles que respeitassem a diversidade cultural. Quem é esquerda e quem é direita?
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Marcos comentou:
29/11/2012
Apresentar o novo cumprimento Tupi pra ela, consiste em levantar apenas o dedo médio, segundo o datafoda-se, o grau de satisfação entre eles em realizar tal ação para a "bovinopóloga" é de 138,45%, com margem de erro de 3% para mais ou para menos. Contato de Marcos
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Maria comentou:
29/11/2012
Bessa, Já tinha lido e queria te escrever a respeito. Ri tanto, mas tanto, na cadeira em frente ao computador, que cheguei às lágrimas... Meu filho veio me perguntar se eu estava passando mal. A junção da psicóloga da Puc do Nelson Rodrigues com a antropóloga da Folha deve ter sido soprada por algum xamã indígena poderoiso para você... confesse... :))) Parabéns- zíssimos por essa crônica, maravilhosa*** Um beijo, Maria
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Joana Ferraz comentou:
28/11/2012
É incrível como, com uma margem de erro de 3%, para mais ou para menos, o discurso "competente" vai se entranhando como uma metástase em todos os campos da vida social, da vida acadêmica, das instituições... Bessa, você viu no mês passado o Ministro do STF, Marco Aurélio Garcia, afirmar nos meios de comunicação que "a ditadura foi um mal necessário"? Com uma margem de erro de 2,5%, para mais ou para menos, posso afirmar que essas "falas competentes" colaboram para o entendimento de que somos loucos, revanchistas e conservadores. Mas, mesmo assim, vamos insistindo em denunciar, em nomear, em expor publicamente o vazio dessas falas. Parabéns pelo seu texto. Fantástico e necessário! Beijos, Joana
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Camilla Mendes comentou:
28/11/2012
Nunca entendi um ser que sustenta uma tese baseada em concepções tiradas de dora do ambiente que se estuda ou pior, colocar como meta de uma cultura tão rica apenas o que ela, enquanto "branca" e "cara pálida" (no sentido de: não adepta das culturas indígenas), julga de maior importância, sem de fato participar ela mesma das pesquisas de campo. Seria o mesmo que alguém que nunca sentiu a dificuldade que é aprender a andar de bicicleta, os medos e anseios implicados no ato, sem nunca ter montado numa.
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Mariah comentou:
28/11/2012
Sempre digo que a coragem pode tb ser fruto da ignorância. Deve ser por isso que uma criatura como essa (a tal Kátia, miss desmatamento) teve a coragem de publicar um texto miserável como esse . A Folha tb é miserável e não tem vergonha nenhuma, nem compromisso com a verdade.
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Lúcia Sá comentou:
28/11/2012
Fantástico, Bessa! E obrigada por me fazer compreender a abreugrafia.
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Ray Baniwa comentou:
28/11/2012
Excelente!! Texto genial como sempre!
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gilberto comentou:
28/11/2012
Caro Bessa, ela gosta de comprar brigas em todos os segmentos... Abraços e parabéns pela crônica... SENADORA INCOERENTE Tinha prometido não mais comentar política, para evitar polêmicas e arroubos apaixonados, mas diante dos últimos acontecimentos, não posso me furtar a emitir minha opinião sobre as tergiversações da senadora Kátia Abreu, que sendo inteligente e astuta que é, tenta ludibriar o povo gurupiense mais uma vez, na tentativa de, a todo custo, empurrar goela abaixo, seu candidato a prefeito. Apoiar é um direito, mas mentir e ainda tentar nos chamar de idiota ou de analfabetos, é outra coisa. Dizer que Dilma Roussef quando se tornou Presidente da República não tinha experiência política, é um desrespeito à inteligência de qualquer cidadão, por mais simples que seja. Foi o que aconteceu no dia último dia 27 de agosto, no discurso proferido pela senadora Kátia Abreu no programa eleitoral. Ela tentou ligar o nome da presidente Dilma ao candidato à prefeitura de Gurupi, Mauro Carlesse. O citado candidato é uma pessoa do ramo do agronegócio, sem nenhuma experiência política. E ainda pesa sobre os ombros do candidato vários processos nas esferas cível, tributária e/ou previdenciária. Esses processos não são apenas em um estado, mas em cinco e também no Distrito Federal, conforme matéria veiculada pelo jornal Folha Tocantinense no dia 22 deste mês de agosto, com os endereços dos respectivos sites para consultar a veracidade ou não dói que foi publicado. Olha prezada senadora, não dá para entender como uma mulher inteligente como a senhora, que representa o povo tocantinense, eleita por eles, se compromete com uma mentira tão deslavada como a que disse naquele dia. Dar o seu apoio é até compreensível. Vivemos em uma democracia. Agora, agora tentar enganar nosso povo dizendo besteiras, que Dilma é inexperiente, que nunca foi política, isso é inadmissível. É tentar rasgar a história do Brasil nos últimos 40 anos. Como alguém que foi torturada pelo sistema político, que foi presa política, que foi EXILADA POLITICA ( o grifo é nosso), que foi secretária de estado no Rio Grande do Sul, que sempre foi militante em prol das causas populares e da nação brasileira, bem diferente dos interesses que a senhora defende. Como alguém que foi ministra chefe, que foi presidente de estatal, que tem a vida toda militando politicamente em várias esferas, seja covardemente esquecida pelas palavras proferidas por uma pessoa como a senhora, cara senadora. È uma afronta à condição de mulher, das conquistas que a senhora tanto “proclama” defender. A senadora sempre foi contra a presidente! Que história é essa? Vai ser cara de pau assim lá em Brasília, porque aqui em Gurupi, cara senadora, não dá mais certo. Não cola mais. Somos interioranos sim, mas não somos ingênuos. Muito menos analfabetos políticos, como a senhora, usando de toda a sua psicologia, tenta nos impingir. Não pense que estamos aqui perdidos em algum submundo, aonde as informações não chegam. Não é bem assim. Devo informar para a senhora, que aqui em Gurupi tem internet, televisão, rádio, ensino médio, superior, pós graduação e até mesmo doutorado. Ou a distância e as constantes viagens a deixaram alucinada, a ponto de esquecer sua raiz. A senadora disse também que não votou na presidente Dilma, mas que hoje a apóia e a admira. Pelas suas afirmações, a senhora cometeu um equívoco, não votando nela, não é mesmo? Pense bem! A senhora está cometendo este mesmo equivoco novamente. Se votasse aqui, mas não vota porque transferiu seu título para Palmas, iria votar errado novamente. Viu como entendemos direitinho o seu recado? Na verdade, amanhã a senhora vai dizer que não votou no Laurez, mas que ele era o mais competente para governar Gurupi. Então, o melhor mesmo, seguindo o seu raciocínio, é a gente votar no Laurez agora, porque pelo que ficou claro da sua personalidade, a senadora se engana muito, costuma errar. Não vou nem entrar no mérito das suas “idas e vindas” no governo estadual. Quando a senadora pensar em subir em um palanque ou der as caras em um programa eleitoral, se comprometa com a verdade, não subestime o nosso povo. Ora, comparar este outro candidato com a presidente Dilma, poderia vir de qualquer pessoa, nunca da senhora, senadora. Ninguém merece. Engraçado que na bancada da CPI a senhora chama de “quadrilha, bando de criminosos, bandidos que roubam o país”, os políticos, pares da senhora, senadora, que estão sendo julgados pelo mensalão, mas aqui no Tocantins e em Gurupi, defende com unhas e dentes alguém que tem a vida mais suja que pau de galinheiro, que por muito menos, seria chamado também pela senhora, lá em Brasília, de “bandido, criminoso, ladrão do dinheiro público”, mas aqui longe dos holofotes da mídia nacional e internacional, a senhora faz o corporativismo, faz-se de inocente, de cega, surda e muda, diante da situação, apoiando o candidato verde, aliás, outro erro ideológico da nobre senadora. E, se estou escrevendo tudo isso, é porque tenho o direito de cobrar da senhora, senadora Kátia Abreu. Sou jornalista, professor universitário e na última eleição, acreditei que estava votando certo na senadora Kátia Abreu. Se tiver dúvida, procure nos registros da zona eleitoral do Colégio Positivo. Votei acreditando na senhora, senadora. Acreditei que estava votando certo, na senadora do Brasil, na senadora do Tocantins e não apenas na senadora dos ruralistas, dos “homens de negócios rurais”, mas que a senhora queria realmente defender o homem, a mulher, trabalhador e trabalhadora de todas as esferas. Santa ingenuidade a minha e de milhares de pessoas que votaram na senadora. Sou jornalista, professor, mas sou acima de tudo cidadão e morador de Gurupi. E me preocupo com as coisas que acontecem na cidade, onde trabalho, pago meus impostos e onde formei todos os meus filhos. E, acredite, nunca mais serei seu eleitor. Mesmo que seja candidata única. Este erro eu não cometerei mais. Ao contrário da Senhora, senadora, que parece acreditar que é a única que não erra e que se acha acima do bem e do mal. Talvez agora eu entenda porque a "nobre" senadora votou contra os interesses dos jornalistas no senado. Deve ter medido a ação pela mediocridade que ainda teima em conviver no Tocantins e da qual ela talvez esteja acostumada a manipular. Gilberto Correia da Silva – jornalista, professor universitário e morador na cidade de Gurupi há 22 anos e nunca mudei meu título para outra cidade do Tocantins.
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gilberto comentou:
28/11/2012
Pois é José Bessa, a Kátia Abreu se arrogou de dona de tudo e da verdade, contando com a ajuda prestimosa dos ghost writer, com certeza, muito bem pagos - não se sabe se pela CNA ou com o nosso dinheiro que a sustenta no Senado. Durma-se com um barulho desses. Contato de gilberto
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Creuza Figueira comentou:
28/11/2012
o texto bem humorado do José Bessa para refletirmos porque essa senhora tem espaço num dos maiores jornais do país.
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Wivian Sena Moraes (portalrogerioferreira.ning.com) comentou:
28/11/2012
Muito bom, Bessa! Seria possível que estas informações chegassem aos grandes holofotes da mídia com margem de erros de 3% para mais ou para menos? (rsrs..) Vamos divulgar!!
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Messias comentou:
28/11/2012
E nos nos assustamos com o reacionarismo de um "tea party"...temos similares grotescos aquí mesmo! Parabens!
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Isabela comentou:
28/11/2012
Essa pilantra tem mesmo a expressão de tudo que representa! Ela e seus Senhores de tudo e sabedores da hora... debocha de todos nós! Bessa dá o troco!!!!
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Apollo Natali (QTMD) comentou:
28/11/2012
Mestre Ribamar Bessa, o Brasil agradece por sua aula de ouro de antropologia. Deveria ser decorada pelo Planalto, Congresso,todo político, jornalista, pelo povo brasileiro inteiro, o culto e o inculto. Ela denuncia, no fundo, método depredador, ops, colonizador, tradicional empreendido em todos os tempos pelos, digamos assim, donos das vidas alheias. apóllo natal
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Joca (Brasil de Fato) comentou:
28/11/2012
Estupendo, simplesmente, estupendo, mas será que os antropólogos da Folha terão coragem de ler?
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Aline Lima (Brasil De Fato) comentou:
28/11/2012
Esse texto é um alento, parabéns!Respostas assim me fazem ter fé na humanidade.
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portuga comentou:
27/11/2012
Realmente nesse levante inconsequente de "terra aos índios" vamos todos voltarmos cada qual ao seu país de "origem". Vou pegar minhas malas e ver se meus bisavós deixaram um cachimbo em alguma terra de Portugal para eu reivindicar... não pedi para nascer no Brasil, fruto de anos de exploração de terras que eram "TODAS" com algum grau de ocupação indígena. Daqui a pouco vão reivindicar Copacabana... que era área ocupada por índios... Porto Seguro nem se fala... enquanto estão atrás de áreas ditas "rurais" com até vilas inteiras dentro acham lindo, mas estendendo seus direitos de anterioridade as demais terras brasileiras espoliadas das suas muitas etnias, quero ver como será o discurso desse "povinho brasileiro invasor"! Não sou a favor da Katia Abreu nem de seu lado radical, mas realmente temos que ter um pouco mais de bom senso na distribuição dessas imensas áreas e pensar nas famílias que com isso estão tendo suas vidas destruídas!
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27/11/2012
Prof. Bessa, agradeço a clareza dos fatos do seu texto que me tornou a lucidez. Estava me sentindo insana neste século XXI ao ler escritos dessa prestigiada senhora. O glamour dado pela imprensa a jornalistas desse naipe me fez riscar a palavra futuro desse Brasil, minha pátria. Prefiro deitar em berço esplendido a aceitar esse des-envolvimento proposto e aclamadado por essa imprensa de marca. Contato de Claudia Ramos Lessa
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Maria Da Betania galas comentou:
27/11/2012
Como é bom poder ler um pensador genial e independente. E mais, suas palavras sopradas de lá do Amazonas. Lembrei de um trecho que o Drumond fez para Noel Nutels: "Valeu a pena? Valeu a pena gritar em várias línguas e conferências e entrevistas e países que a civilização às vezes é assassina?" Valeu e vale muito a pena ler i ouvir a voz dos Kaiowá e de Bessa.
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Marlene Ribeiro comentou:
27/11/2012
Genial o artigo além de confirmar o compromisso com a causa indígena, própria do Bessa!
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Renato Prado comentou:
27/11/2012
Kátia Abreu nos ensinando à interpretar culturas indígenas... é, desta vez é a DataFolha e a própria fazendo o papel de pesquisador que o Evaristo de Miranda se disponibilizou a fazer por ocasião do enfraquecimento do Código Florestal, pesquisas, digamos que, tendenciosas.
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Carmen Sampaio comentou:
27/11/2012
Sem palavras Lessa! Você é genial! Mais que crítico e irônico, seu texto é uma bênção até ao mais cético. É uma reverência à inteligência. Gratidão!
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Rita D Antona comentou:
26/11/2012
Parabens, muito bom Prof.Bessa
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Milton Duarte Moreira (Blog Lima Coelho) comentou:
26/11/2012
A senhora psicóloga Kátia Abreu cada dia fica pior
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Érica Carvalho (Blog Lima Coelho) comentou:
26/11/2012
Grande mestre Bessa! Kátia Abreu é uma perua-mor dos latifundiários
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Valéria comentou:
26/11/2012
Eu poderia copiar e publicar como "Carta ao Editor" no próximo número (31/12/2012) da Revista Brasileira de Agroecologia? Bessa escreveria uma carta? É um convite da Editora Gerente.
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Luiz Alberto Previtalle comentou:
26/11/2012
Será que ela fica com as pernas em cima da mesa e fazendo gestos, como quem enrosca lâmpada. Gestos típicos dos pensadores de escritório.
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Patricia Nascimento comentou:
26/11/2012
DELICIA de texto! ha muito tempo que eu nao gargalhava tanto! muito grata por escrever tao deliciosamente sobre esta criatura etnocentrada e desnorteada! abraços
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Jesuseval comentou:
26/11/2012
Gostei muito da crônica e sugiro a socialização nas redes sociais Quem quer conhecer a Kátia Abreu procure informações junto a CPT de Araguaína/TO, que desenvolve um belo trabalho de combate ao trabalho escravo na região do Norte do Tocantins e do Pará, onde existem processos contra a família Abreu por trabalho escrevo em seus latifúndios. Ou vão conhecer a região de Campos Lindos no Tocantins, em que eles utilizam aviões para passar veneno e poluem os rios que abastecem a Comunidade Indígena Khahô.
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Valéria comentou:
26/11/2012
Desculpa, mas ela não é "pecuarista". Ela compra terras já desmatadas, ou para desmatar, colocar gramíneas e depois vender. O dinheiro dela deve vir do salário de senadora e dos arrendamentos ou das grilagens que ela tenta tornar "legais". Pecuarista de verdade trabalha com campo nativo, sabe o número de cada boi, touro e vaca. Chega em casa de noite e com as botas cheias de esterco. Pecuarista de verdade se importa com bem estar animal, e não por quilos abatidos. Não é a "terra" que falta para quem trabalha. O que está havendo é simplesmente usura ambiental e cultural.
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maria ivonete de souza comentou:
26/11/2012
Gostei! Vou "trabalhar" essa nova teoria antropológica aqui com meus estudantes em MT.
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Maria Ferreira comentou:
26/11/2012
A posição política defendida por kátia Abreu e pela bancada ruralista me tiram sempre do sério. Escolher a sátira como forma de discurso para argumentar contra o que defende essa gente é uma ótima opção!
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Hans Alfred Trein comentou:
26/11/2012
Caro Bessa, A abreugrafia tem um direcionamento claro e contínuo, desde a invasão portuguesa: apossar-se das terras indígenas. Opera com uma metodologia diabólica (vem do verbo grego, “diabalo” que significa “confundir”): conta com a desinformação sobre a nossa formação social que lamentavelmente a grande mídia ainda promove no sentido de que um povo burrificado e imbecilizado (Betinho) é mais fácil de governar. Aos desavisados e desinformados parece progressista e favorável aos indígenas, mas na substância é o que tem de mais retrógrado e nefasto, em tempos de mudanças climáticas. Essa abreugrafia com suas pesquisas é apenas uma forma de atribuir cientificidade e envolver numa cortina de fumaça os reais interesses do agronegócio latifundiário que nos brinda com o veneno de cada dia em nossa mesa. Não sabe e não quer saber nada da terra como corpo vivo que respira, em que corre sangue, cuja mata são os seus cabelos que a protegem de sol e chuva, de cujo húmus nós humanos somos formados, que geme e sofre com a estrutura jurídica da propriedade privada (em tempos bíblicos já havia outras propostas!). Lembrei-me de uma palavra profética de Isaías 5.8 e 20s: “Ai daqueles que ajuntam campo a campo, casa a casa até que não haja mais lugar sobre a terra”... “Ai dos que chamam de mau aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mau, que fazem a luz virar escuridão e a escuridão virar luz; que fazem o amargo virar doce e o que é doce ficar amargo! Ai dos que pensam que são sábios, dos que pensam que sabem tudo”! Ao mesmo tempo o apóstolo Paulo expressa esperança em Romanos 8.22 e 21: “Pois sabemos que até agora o universo todo geme com dores iguais às dores de parto. Um dia o próprio universo ficará livre da escravidão e da decadência e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos/as de Deus”. É preciso livrar a terra das garras do dragão apocalíptico que tudo mercantiliza e precifica, para ancorar na economia real aquela montueira de dinheiro criada através da especulação financeira internacional, no fundo nada mais que lavagem de dinheiro com aparência de legalidade. Quem votou nessa senhora da abreugrafia assume junto com ela a responsabilidade pelo que ela defende e que não tem sustentabilidade nem a curto prazo! Do mundo que ela propõe eu prefiro desembarcar. Excelente sua crônica bem humorada. Abraço amigo, Hans Alfred Trein
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ribamar bessa comentou:
26/11/2012
Hans, meu amigo, obrigado por teu comentário tão cristallino, voce conseguiu explicitar algo que acho que é o que nos incomodou a todos nós: a nocividade da expansão da desinformação. abraços bessa
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Marcos Almeida comentou:
26/11/2012
Mim num quer apito não.. mim deseja mandar esta crônica diretamente para gabinete de pequena grande senadora especialista em índios lá de Brasília.. mas podia ser tbém para jornal FSP / ouvidoria.. quem sabe eles sentir pouquinho de vergonha, Ugh!! Cacique mourubixaba de plantão, Ugh!! Contato de Marcos Almeida
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ruben siqueira comentou:
26/11/2012
'rir é o melhor remédio', dizia a 'seleções reader's digest', onde dona katia abreu aprendeu antropologia!
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Juciene comentou:
26/11/2012
Nossa Bessa, Amei a crônica. Nos 15 anos que estive no Tocantins, aprendi muito sobre a biografia dessa mulher "Rainha do Gado" de lá. Um pulo no Siqueira Campos em busca do PODER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Para ela e tantos outros daquele Estado os povos indígenas já deviam ter sido exterminados há muito tempo. Parabens e já estou divulgando o seu texto nos 1.123 amigos que compartilham comigo o Facebook. Grande maioria colegas no Brasil e no exterior que trabalham com questões etnicas e direitos humanos. Parabens!!!!! Um abraço da Paraíana
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Rosa H Mendonça comentou:
26/11/2012
Irônico, lúcido, profundo... Aprendi muito do que eu apenas suspeitava com o seu texto!!!
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Fatima Guarani Kaiowa Arcoverde comentou:
26/11/2012
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Rafael Rosa Hagemeye comentou:
26/11/2012
A "antropóloga da FOLHA", na minha opinião, esclarece por que o jornal é contra regulamentar determinadas profissões, pois assim ele se vê livre para contratar "especialistas" que defendam a opinião do jornal e seus patrocinadores, com seus próprios "métodos" de pesquisa...
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Darci Secchi comentou:
26/11/2012
Ótima! Boa, boa, boa à Bessa! "os Argonautas do Gurupi" (sensacional!) apresentam de forma inequívoca as bases conceituais sobre as quais se fundam essa 'etnoabreugrafia' tupiniquim. Sem retoques! Parabéns. Darci Secchi - UFMT
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sandro silva comentou:
26/11/2012
Grande Bessa! O problema é que esta mídia golpista avança sobre os quadros do governo como "opinião pública" e o "tomaládacá" eleitoral/financeiro torna qualquer reconhecimento dos direitos indígenas uma afronta à nação. Um debate que você já ouviu muitas vezes, certamente. Afinal, o que há de novo nisto?
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Rafael Rosa Hagemeyer comentou:
26/11/2012
Seus textos são sempre ótimos, mas nesse você se superou! Só consegue estabelecer esse nível de ironia quem tem realmente muito domínio dos métodos de pesquisa, das discussões teóricas e procedimentos de análise. Para aqueles que são "contra" as discussões teóricas e acham que elas não servem para nada, vale muito demonstrar que as opiniões preconceituosas também são informadas por "velhas teorias", ainda que seus defensores muitas vezes não tenham consciência disso..
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Marcelo Abreu comentou:
26/11/2012
Alguem tem de contar pra Katia que ela tem televisão e come beiju e dorme em rede e toma banho todo dia e fala tupi-guarani todo dia no nome das coisas e no r retroflexo interiorano dela vive a enrolação opressora do portugues em linguas habituadas a outras línguas... alguem tem dizer pra Katia que ela não é brasileira coisa nenhuma, nem fazendeira capetalista, alguem tem dizer pra ela, pra decepção dela, que ela também é índia com televisão e tudo!
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Manuela Carneiro da Cunha comentou:
26/11/2012
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prof.JBamberg comentou:
26/11/2012
Caríssimo J.Bessa,na verdade,você ,nesta publicação,nos apresenta em primeiríssima mão, o que vem a ser a mais recente obra da lavra dessa senhora curiosa, e que ainda nem chegou às prateleiras das casas do ramo !... Ou seja,o já consagrado 'best seller : "Kátia Abreu: breve ensaio sobre a ignorância e a pretensão,ou,O POVO ÍNCOLA NO BRAZIL !..." , tenha certêza !... A mais,ela,não esqueçamos,tem o total apôio editorial do grande hebdomadário sudestino ,' A Phôlha de Piratininga ' !... Ou seja,não é qualquer ' dá ca u'a páia...'... Cumprimentos ,humanísticos,pétreos,sinceros e agradecidos,do seu leitor acima nomeado.
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Paulo Roberto Bühler comentou:
25/11/2012
A "mestra" é mesmo ousada! Seria cômico se não fosse trágico, simples assim.
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Renato Athias comentou:
25/11/2012
Caro Bessa, genial... a abreugrafia está sendo bastante usada atualmente em todos os setores... e bota uso nisso... gostei... que comentários finos...
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Ana Paula G K comentou:
25/11/2012
Gente na linha do para ri para não chorar o sempre extraordinariamente maravilhoso Bessa.
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Douglas Ochiai comentou:
25/11/2012
Agradeço as informações e as ótimas críticas! Vou divulgá-lo e somar forças na crítica à Kátia Abreu, CNA, Folha de São Paulo e Datafolha.
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Maria Belum comentou:
25/11/2012
Parabens ao autor por essa bela abreugrafia da antropologa da folha. Alias esse termo me fez rir bastante....
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Carla Dias comentou:
25/11/2012
se nao fosse trágico seria comico ... bão a Bessa (como disse Carlos Fausto)
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Leandro Mahalen comentou:
25/11/2012
gênio da crônica! Sátira à altura da baixeza de Kátia Abreu e de seus discípulos menores. Parabéns mais uma vez professor!
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Evandro Tupiniquim comentou:
25/11/2012
Isso aí Prof. Bessa!!! Mandou bem
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Ronaldo Derzy (FB) comentou:
25/11/2012
Há Folhas que caem no conto da vigária. Booooooooaaaaah
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Marcelo Abreu (sem parentesco com a Kátia) comentou:
25/11/2012
Ótima crônica de José Bessa! Trata ao mesmo tempo do desumano tratamento reservado ao Guarani-kaiowa e outros grupos indígenas (de havaianas e camisa do flamengo e gravador, como Mário Juruna nos 80´s) e da coincidência dos interesses do agronegocio e da grande imprensa!"
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Henrique comentou:
25/11/2012
Prezado Ribamar, você é um garoto. Até parece que Miss Desmate tem capacidade de escrever uma coluna para a Folha. Ela só assina. Quem escreve e revisa é uma caneta de aluguel, visto que Exma. não parece saber a diferença, digamos, entre zeugmas e sinapses, tampouco sujeitos e predicados.
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Robson de Almeida (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
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Maria Aparecida Damasceno (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
Santísssima, valei-nos e livrai-nos. Amém! Jesus!
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Marcelo Abreu comentou:
25/11/2012
Bessa! Salve a ironia, meu caro! Essa está que é uma pedrada dupla: na Kátia/CNA e na FSP que abriga essa opinião exclusivamente!
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william porto (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
Concordo, apoio, vibro com o artigo de Mestre Bessa Freire, essa Kátia é a musa da UDR. Ela só não se meta com os indios da nossa Região. Aqui ela não mete o bico. Estao dando muita corda a essa abestalhada. É apenas uma mera porta-vooz do latifúndio e do agronegócio.
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Messias (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
Ela é pra lá de ridícula. Não sei se dá pena ou asco
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Nestor Costa (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
Esta senhora passa sempre dos limites e ainda dizem que será ministra de Dilma. Ai que horror!
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José Ribamar (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
A referida senhora não se manca nunca
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Núbia Figueiredo (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
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Albertina Pacheco (Blog Lima Coelho) comentou:
25/11/2012
Muito bem Bessa! Imagina a senhora em questão sendo ministra de Dilma Rousseff... Pesadelo total
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Blog Indios no Nordeste comentou:
25/11/2012
Prezado/a leitor/a, a crônica abaixo foi escrita por José Ribamar Bessa Freire e publicada hoje (25/11), na coluna semanal Taqui pra ti, do Diário do Amazonas. Não poderíamos deixar de compartilhá-la, após as constantes “teses” defendidas pela Senadora Kátia Abreu, presidente da CNA. Confira: http://indiosnonordeste.com.br/2012/11/25/katia-a-antropologa-criadora-da-abreugrafia/#more-1469
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25/11/2012
Como sempre, uma leitura deliciosa! Mas é preciso que a crônica chegue a essa madame antropóloga. Espero que ela a entenda...rsrs Contato de Maria Oliveira de Abre
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Augusto Barros comentou:
25/11/2012
A expressão certa era "comunicólogas da Puc"... hehehe
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Libia Almeida (Blog Amazonia) comentou:
25/11/2012
Certamente não foi a primeira vez que 'essa antropologia direcionada' financiada pelos colonizadores ataca os povos indígenas com tanta veemência, apoiados em dados estatísticos fajutos e superficiais, preconceituosos e recheados de más intenções. Esses antropólogos inidôneos se apoiam em seus títulos para rechaçar os direitos constitucionais garantidos as populações indígenas, são não somente interlocutores das oligarquias, mas são partes constituintes delas, programados para detonar dispositivos anti-indígenas com agentes infiltradas nas mídias e na temática indígena.
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Monica Guarani Kaiowa (Blog Amazonia) comentou:
25/11/2012
Cara,quando eu crescer,quero escrever que nem tu!!! Isto pra dizer que achei este artigo muito bom!Eu lí a malfadada 'pesquisa' encomendada pela sra em questão,e surtei e coloquei no Facebook...Alguns singelos remarks:a sra em questão,chega a ser um grande asset...Veja bem:ela é tão herméticamente fechada em seus conceitos umbelinos,que nos faz constantemente nos benzer-isto os católicos-,a fazer uma 'expulsão dos demônios'-os neo pentecostais,ou a sempre buscar 'entries' no nosso cérebro,para combatê-la,para não ser como ela!Mon Dieu!Passei a vida toda rodeada por pessoas tradicionalistas,materialistas,energúmenas,mesmo!Em suma:ela existe,é entrave,e forte,e com seus asseclas podem causar,ou causam muita damage,mesmo!Mas temos todos nós outros!!!!!Coincidências:estou no Vimeo ouvindo o Eduardo Viveiros de Castro...A jornalista Verenilde,excelente,é amiga Facebookiana,e ainda agora ouve um 'curtiu'...Meu caro,excelente artigo!E,sigamos...A ignorancia nunca foi propriedade só dos brasileiros e brasileiras,só que é de amargar tipos assim...E,eles machucam as pessoas outras...
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Mauro Antonio Lopes Pinheirio-Guaraní-Kaiwá comentou:
25/11/2012
As afirmações da Senandora são dignas que quem recebe 13°, 14° e 15° salários e se nega a pagar Imposto de Renda... Obrigado pela boa resposta Caro Bessa.
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Nilda Alves comentou:
25/11/2012
Querido Bessa, EXCELENTE! Já passei para outros.
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Leila Beatriz comentou:
25/11/2012
Nossa! Acho que vou voltar a ler a Folha. Muito bom. Leila
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Célia Lacerda comentou:
25/11/2012
Excelente! Eu também lembrei "de cara" da antiga propaganda da Folha: "não dá pra não ler". Obrigada!
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Ana Claudia Lima e Alves comentou:
25/11/2012
Bessa, genial! Mas, desde que li essa pesquisa calhorda, fiquei encafifada... Essa gente do agronegocío, Miss Desmatamento Katia Abreu à frente, é perigosíssima, pois se sente legítima pra desmantelar o mundo. Veja o que fizeram com o Código Florestal. Proponho uma campanha - um abaixo assinado - pela manutenção dos direitos indígenas e de seu sistema de proteção. Estou pronta pra trabalhar por isso, que tal?
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Guilherme comentou:
25/11/2012
Sim, muito boa cronica Bessa. Talvez essa invenção intelectual antropológica seja ocupada de Ihering do século IXX, Plínio Salgado, Nobre da Veiga, Zanoni século XX e até de outros mais atuais, bastante semelhantes, que já dirigiram a Funai agora no século XXI, inclusive promovendo decretos abreugráficos...
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Jorge Alves comentou:
25/11/2012
O texto está brilhante... sem margem para qualquer erro. Agora essa abreugrafia me deixou desconcertado.
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Osmar comentou:
25/11/2012
Abreugrafia = muito boa essa comparação!!! KKKKK Katia Abreu = paladina da babilonia!!!
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Isabela comentou:
25/11/2012
Muito boa crônica, professor. Abços.
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Isabela comentou:
25/11/2012
Muito boa crônica, professor. Abços.
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Isabela comentou:
25/11/2012
Muito boa crônica, professor. Abços.
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carlos oliveira comentou:
25/11/2012
Concordo plenamente com a Kátia Abreu, índio não é gado para necessitar de 1ha por cabeça para sobrieviver. Essa questão vem sendo encarada de modo maniqueísta pelos falsos protetores dos indígenas e lesa-pátrias. É preciso encarar a problemática indígena com seriedade e responsabilidade pelo poder público, sem menosprezar os legítimos direitos dos produtores em área indígenas. Favor meditar sobre a demarcação da Reserva Raposa - Serra do Sol, antes e depois.
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Waldir Cruz comentou:
26/11/2012
Caro Sr. Carlos Oliveira, achei bastante corajosa sua colocação em defesa da Senadora. Mas como os comentários estão em um nível altíssimo de discussão, gostaria que o Sr. nos explicasse melhor. Primeiro, quantos hectares são necessários para um homem produzir o alimento necessário para si e para sua família (ou o Sr. acha que os alimentos se materializam no supermercado), outra explicação que eu queria de vossa senhoria é de quantas toneladas de minerais, madeiras, alimentos e princípios ativos de plantas medicinais foram roubadas pelos indígenas "lesa Pátria"e entregues a multinacionais estrangeiras ou vendidas a preço de banana para o exterior. Com certeza o Sr. deve ter em sua posse estes números, pois acredito que o Sr. jamais falaria de algo que não tem a menor noção, como faz a Senadora Kátia Abreu, só por causa dos seus interesses pessoais.
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Ricardo Cavalcanti-Schiel comentou:
25/11/2012
Lembro-me agora que o novo nome estelar da antropologia brasileira (quiçá mundial) tem um precedente igualmente honroso. Em 1988 o general Leônidas Pires Gonçalvez (acérrimo defensor de uma escola política clássica conhecida como "linha dura", e que era carinhosamente chamado entre seus pares pelo singelo apelido de "sabonetão") recebeu de Millor Fernandez o reconhecimento de ser "o mais importante antropólogo vivo do Brasil" (mesmo que alguém considere que a imprensa brasileira àquela época ainda se alimentava ilusoriamente de outras veleidades). O título outorgado ao notável general faria justiça à sua assertiva revolucionária que por então "reprenait à zero" (expressão tão ao gosto dos franceses e seus epígonos nacionais da escola fhcsorbonienne) tudo que se conhecia sobre "a cultura" dos silvícolas. Sobre ela vaticinava o bardo da nova antropologia: "baixíssima e não respeitável". Trata-se, ao que tudo indica, de uma escola antropológica que consolidou notável tradição e reconhecimento por essas terras tupiniquins.
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Bruna Franchetto comentou:
25/11/2012
Ótimo, oportuníssimo, apertemos as fileiras contra este lado negro da força. Parabéns para Bessa, sempre atento, afiado, elegante, competente.
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Rogério Ferreira comentou:
25/11/2012
Por favor, compartilhem essa crônica para denunciar a "Antropóloga da Folha", fonte explícita de desinformação para o povo brasileiro. Obrigado José Bessa pelo belíssimo texto. http://portalrogerioferreira.ning.com/profiles/blogs/katia-a-antropologa-criadora-da-abreugrafia
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Vânia Novoa Tadros comentou:
25/11/2012
A terra ainda é o principal meio de produçáo das sociedades índígenas. É dela que vem o seu sustento e a manutenção dos seus costumes, rituais , ou seja, de toda a sua vida material e espiritual. O etnólogo precisa, sim, ter contato com os índios e ouvir inclusive deles aquilo que foi observado por parte deles a cerca dos observadores.
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Igor Varella comentou:
25/11/2012
Igor Varella Haha Excelente! Através dele, me identifiquei com a antropóloga, psicóloga e musa Dra. Kátia; afinal, também sou um expoente da abreugrafia (nem estudo nada, mas fico aqui observando você que é uma beleza!). E a parte comunista não comprometeu o tom do artigo... muito legal! Agora é só torcer mesmo para a margem das pessoas que entenderam o texto não variar de 3% para mais ou para menos. O recado foi dado. Jesus é o jardineiro e a Dra. Katia somos nozes.
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Igor Varella comentou:
25/11/2012
Igor Varella Haha Excelente! Através dele, me identifiquei com a antropóloga, psicóloga e musa Dra. Kátia; afinal, também sou um expoente da abreugrafia (nem estudo nada, mas fico aqui observando você que é uma beleza!). E a parte comunista não comprometeu o tom do artigo... muito legal! Agora é só torcer mesmo para a margem das pessoas que entenderam o texto não variar de 3% para mais ou para menos. O recado foi dado. Jesus é o jardineiro e a Dra. Katia somos nozes.
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Ana Silva comentou:
25/11/2012
Sensacional!! Infelizmente, ainda existem esses bandeirantes do século XXI que assassinam, usurpam terras indígenas por todo o Brasil. Isso é vergonhoso. Realmente, o que essa senhora Kátia Abreu sabe a respeito dos índios para escrever esses artigos fajutos, difamadores sobre os grupos indígenas? Ainda bem que temos você - tua sensibilidade e genialidade em prol dos índios. Muitíssimo obrigada!
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Jose Antônio Oliveira comentou:
25/11/2012
Você tem razão, o texto é demolidor, e agradável de ler.
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Leda Beck comentou:
25/11/2012
José Bessa, você é DEZ! Além de pensar bem, escreve maravilhosamente, viu? Ler você é um prazer!
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Igor Varella comentou:
25/11/2012
Haha Excelente! Através dele, me identifiquei com a antropóloga, psicóloga e musa Dra. Kátia; afinal, também sou um expoente da abreugrafia (nem estudo nada, mas fico aqui observando você que é uma beleza!). E a parte comunista não comprometeu o tom do artigo... muito legal! Agora é só torcer mesmo para a margem das pessoas que entenderam o texto não variar de 3% para mais ou para menos. O recado foi dado. Jesus é o jardineiro e a Dra. Katia somos noze
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Alessandra Marques comentou:
25/11/2012
Crônica excelente e esclarecedora. Seu bom humor ajuda a digerir esses nomes - Miss Motosserra de Ouro e Poisé (ops! Pondé), o filósofo e escrivão da frota de Cabral - tão indigestos com suas ideias obscuras. Essa turma é fiel em propagar os interesses escusos das Folhas e Vejas da vida (além dos próprios).
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Luiz Bazilio comentou:
25/11/2012
E pensar que Madame Abreugrafia tem um mandato parlamentar e que é muito influente no Congresso Nacional onde se destaca como liderança dos ruralistas. E supor que a mesma Madame, que não se mistura com índios, vai usar da "pesquisa científica" do Datafolha para propor novas leis. Seria cômico, como o seu artigo, se não fosse trágico. Cada dia que nossos valorosos deputados e senadores trabalham atrapalham mais a vida deste país. Devemos fazer uma campanha para que o Congresso só funcione um dia por ano.
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Bertha do Valle comentou:
25/11/2012
Excelente crônica, Bessa! Sempre aprendo muito com você.
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Regina Abreu comentou:
25/11/2012
Excelente, Bessa! Suas crônicas cada vez mais perspicazes! Só para acrescentar: esta tal de Katia Abreu foi vista matando onça nas poucas florestas que ela e seus comparsas ainda deixaram sobreviver com a fúria do agronegócio. Vi um documentário, onde ela empunhava uma espingarda e mostrava a onça que tinha abatido!! Tinha a desfaçatez de dizer: "este bicho danado estava comendo minhas vacas!!!" Ou seja, além de combater os índios, ela também combate espécies em extinção! O documentário dizia que a estavam processando devido a este filme, onde ela aparece com seus amigos como se fosse uma marajá tardia em meio às terras do Mato Grosso: tudo pelo agronegócio e para a construção de seu glorioso perfil de exterminadora da biodiversidade e da diversidade cultural. Agora, não vamos sujar o bom nome da família "ABREU" e nem o de outras "REGINAS" desta família. Faço questão de me distinguir desta "ovelha negra" que porta meu nome e sobrenome! Embora, existam tantos "ABREUS" pelo mundo como há "SILVAS" ou "SOUZAS". Se bobear, há até alguma boa etnia portando este sobrenome... ' abs Regina Abreu
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Perla Ribeiro comentou:
25/11/2012
Maravilha!!! Ótimo seu texto!! Eu que sou do Tocantinense, moro na capital, estou bestificada com a "abreugrafia", sendo que aqui na cidade ela NUNCA se levantou para falar sobre tal assuntos em suas campanhas nem de seu filhos!! É lamentável. O realmente será que passa na cabeça da Kátia DEU (aqui ela é conhecida assim)?
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José Varella comentou:
25/11/2012
há,há,há... nada como começar um prosaico domingo com uma bela risada. Crônica apocalíptica de Mestre José Bessa. Imperdível: ..."Beleza pura! Aproveito para informar aos 'Argonautas do Gurupi' que no Marajó não existem mais índios, todos fomos "promovidos" a cabocos e civilizados por decreto de Pombal no chamado "Diretório dos Índios" que de lambuja trocou nome de aldeia elevada em vila portuguesa no papel. Tá bom assim?
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Marcos Dias Coelho comentou:
25/11/2012
"Abreugrafia". Conceito desconstruído da área de saúde para as humanidades com vistas a distorcer a realidade nada difícil de se perceber. E ainda tem margem de erro de 3% para mais ou para menos!!!
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Danielle comentou:
25/11/2012
Essa foi a melhor cronica que eu li do professor Bessa (na minha opinião, obviamente ) ! Porque ajuda a responder a vários comentários que escutamos cotidianamente ao nos apresentar como quem "estuda culturas indígenas." É como se ideia "sobrevivente" e de "longa duração " da dita "perda de origem" , encerrasse qualquer debate ou falta de aprofundamento sobre o assunto, uma vez dominado esse conceito chave todo mundo se entende "atualizado" para discutir sobre "índios" .
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Joao Bosco Seabra comentou:
25/11/2012
O que será, que será ...que andam suspirando pelas alcovas....? Discursos etnocêntricos camuflados de bom-mocismo. Discursos ruralistas...de uma casta não muito casta...pronta a solapar qualquer natureza em benefício próprio...da sua casta ruralista.
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Isaías Soares de Souza comentou:
25/11/2012
Análise sóbria, concisa e principalmente, esclarecedora. Carecemos de textos assim, em meio a um jornalismo cada vez mais engessado a interesses escusos e serventes do Capitalismo, esse mesmo que assassina os verdadeiros donos do território brasileiro. Parabéns Professor!
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Milene Chiqueto comentou:
25/11/2012
Excelente! O preocupante é saber que assim como ela, muitos pensam assim, dessa forma tão ignorante.
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Cris Amaral comentou:
24/11/2012
Fantástica crônica querido professor Bessa, a posição dessa senhora que se diz antropóloga cheira muito mal. É covarde a posição da mesma, e nada difere de tantos outros que no decorrer da história do Brasil para obterem terras mataram índios, removeram índios, descaracterizaram o "ser" índio, numa negação vil de sua existência e direitos. É lastimável tudo isso!! Carinhos
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Alexandre Goulart comentou:
24/11/2012
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Márcio Meira comentou:
24/11/2012
Mais um texto genial do José Bessa, com afiada ironia e humor.
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Luciana Galante comentou:
24/11/2012
Excelente professor! Com muita clareza e com margem de erro de 3% para mais ou para menos, a musa ruralista vai sendo desmascarada.
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24/11/2012
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Tadeu Veiga comentou:
24/11/2012
Maravilha, manorréi! Finalmente consegui entender a finalidade das abreugrafias e das pesquisas publicadas pela Folha...
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valeria de velasco comentou:
24/11/2012
Excelente! Com 3% de margem de erro para mais ou para menos, posso dizer que esta é a melhor crônica que li nos últimos dias. Informações densas via humor fino, irônico e demolidor.
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Kelerson Semerene comentou:
24/11/2012
Bessa, essa sua crônica é como aquela velha propaganda da Folha: "não dá pra não ler". Abraços!
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Cássio Knapp comentou:
24/11/2012
Mais um texto genial do José Bessa Antropologia com 3% de margem de erro, para mais ou para menos. Abreugrafia, não é etnocentrada, é egoboicentrada acha que o mundo gira em torno do umbigo de um boi (ou de uma vaca)
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