CRÔNICAS

A DOENÇA DO PODER

Em: 04 de Novembro de 2012
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 Essa doença eu não pego - pensei cá com os meus anárquicos botões. Ledo Ivo engano - diria o Cony. Ninguém está imune. Ninguém ! Nem o Papa ! Comprovei na própria pele quando, nesta semana, contraí o vírus conhecido cientificamente como hybris, que tem a capacidade de se multiplicar em poucas horas. Fui salvo, é incrível, não por um médico, mas pelo motorista de um ônibus. Passo a vos relatar minha experiência, com a esperança de assim ajudar eventuais leitores a tomarem as precauções que o caso requer.

Deixem-me, antes, vos apresentar o tal vírus descoberto pelo neurologista inglês, David Owen, formado em medicina pela Universidade de Cambridge, que se inspirou, para denominá-lo, em um personagem da mitologia grega, Hybris, filho de Dyssebia (Impiedade). A doença ficou conhecida como "Síndrome de Hybris" em homenagem a esse filho da mãe que, quando conquistou a glória, ficou ébrio de poder e passou a se comportar como um deus. Não havia nome mais apropriado.
Essa doença ataca, preferencialmente, políticos senis - nos ensina o neurologista, que sabe do que fala, porque além de médico, foi ministro de Relações Exteriores da Inglaterra e fez parte do grupo de risco. Mas tanto os jovens, como os pé-rapados, eventualmente, não estão imunes a ela. Vários casos são apresentados no livro "In Sickness and in Power" (Na Doença e no Poder), escrito pelo doutor Owen, cujo subtítulo é: "Illnesses in Heads of Government during the Last 100 Years (Doenças de chefes de governo nos últimos cem anos).
Não vou mentir pra ti, leitor (a). Ainda não li o livro, mas entrevistei quem o leu: o doutor Google, que sabe tudo. O livro - dizem os que o leram - descreve as diversas fases da doença. Ela começa quando um político qualquer, sadio e normal como tu e eu, concorre à eleição e ganha. Ele tem, quase sempre, dúvidas sobre sua capacidade para exercer o cargo, mas logo é convencido do contrário por uma legião de puxa-sacos, que começam a incensá-lo.
Os bajuladores não podem ver candidato vitorioso, que partem pra cima, esvoaçando como urubus em torno da carniça. Os caras tem um faro devastador. Vejam as primeiras entrevistas concedidas pelos novos prefeitos, que aparecem sempre ladeados por vorazes gengivas em sorrisos untuosos e servis. Esse é o caldo de cultivo para a doença mostrar sua força.
O poder da doença
Essa é a primeira fase. Diante dos aduladores que surgem de tudo que é buraco com uma habilidade única de babar ovo, o paciente vai perdendo, aos poucos, a capacidade de ouvir críticas e opiniões contrárias. Fica convencido de que é um "escolhido", um predestinado para exercer o poder. É quando a doença salta para outro patamar.
Os sintomas são claros nesta segunda fase. Embriagado pelo poder, a vítima começa a sofrer de "transtorno delirante" e entra num estado agudo de egolatria, própria de um iluminado. Convicto de que ele é o "o" do borogodó, adquire a certeza de que é infalível, insubstituível, e faz planos estratégicos para os próximos vinte anos. Dessa forma, se isola da sociedade e entra num processo psicopatológico chamado de "desenvolvimento paranoide".  
Passa, então, a esbanjar arrogância e prepotência. Manja o ex-governador Eduardo Braga (PMDB, vixe, vixe) antes e durante as recentes eleições municipais? Pois é. Ele acreditou na cambada de puxa-sacos que o cerca e achou que era dono dos votos dos eleitores. Quebrou a cara. A derrota leva a doença a entrar na sua terceira fase: um quadro depressivo, cujas características podem ser definidas pelo meu compadre, o picica-analista Rogélio Casado.
No entanto, contraditoriamente, essa é a única possibilidade que o paciente tem para se curar: a rotatividade no poder, que funciona como uma espécie de vacina, trazendo o dito cujo para o mundo real. A derrota é anunciadora de uma mensagem implícita que diz: "Lembra-te, homem, que és pó e em pós te hás de tornar". O Dia de Finados está aí mesmo para não nos deixar esquecer.   
Owen, o neurologista, analisou com propriedade a interrelação entre a política e a medicina, dois campos que ele conhece muito bem. Mas a "Síndrome de Hybris", por ele descoberta, é mais uma denominação sociológica do que propriamente médica, embora produza graves consequências para a saúde.
O psiquiatra Manuel Franco assegura que essa "doença do poder", marcada por megalomania e por paranoia acentuada, é uma desordem da personalidade capaz de produzir transformações físicas, psicológicas, atitudinais e anímicas em suas vítimas que, antes da doença, eram pessoas equilibradas e respeitáveis.
- O poder envenena e intoxica tanto que acaba perturbando o juízo de quem o exercita - diz o psicanalista. O cara fica mesmo lelé da cuca, o que baixa as defesas, abrindo espaço para uma série de outras doenças.
Vários exemplos são mencionados no livro, discutindo o papel político e a saúde de 30 chefes de governos: o ex-presidente americano Theodore Roosevelt, além de depressivo, sofria de asma; Ariel Sharon, o primeiro ministro israelita, além de obeso mórbido, tinha graves problemas cardíacos; Woodrow Wilson sofria de hipertensão e esclerose. A eterna caganeira de Hitler, o alzheimer de Ronald Reagan e o câncer do Xá da Pérsia eram todas doenças alimentadas pela "síndrome de Hybris".
Nem o papa Bento XVI escapou de contrair a doença do poder, quando em 1977 foi sagrado bispo de Munique e, logo depois, nomeado prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Cercado de puxa-sacos, Joseph Ratzinger ficou excessivamente autoconfiante, prepotente e arrogante. Foi nessa época que ele deu um créu no teólogo Leonardo Boff, obrigando-o a ficar calado, porque não suportava ser contrariado.
Mas enquanto os políticos podem ser curados quando derrotados pelo voto, no caso do Papa a doença não tem cura, já que seu cargo é vitalício. Ele está condenado a morrer embriagado de poder, sentindo-se o dono da verdade, o rei da coca-cola, o infalível, o insubstituível.
Filosofia barata
Eis o que eu queria dizer, correndo o risco de produzir filosofia barata. Esse virus que ataca os politicos e o papa pode causar também devastações em qualquer pé-rapado. É o meu caso. Completei 65 anos sem nunca haver dado uma carteirada na minha vida, não por virtude própria, mas por falta de carteira. De repente, a situação mudou e senti, de perto, a sensação de poder que nessa semana me atingiu como uma bala no peito.
É que não aguentando mais dirigir o carro diariamente para atravessar a ponte Rio-Niterói, decidi andar de ônibus. Aderi ao RioCard, um sistema de bilhetagem eletrônica utilizado no Estado do Rio de Janeiro, gerenciado e distribuído pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor).Ganhei uma carteira.
A troca do carro pelo ônibus, que parecia ser perda de poder, se revelou o contrário. A carteira que a RioCard me forneceu é a de Senior, ou seja, passageiro com mais de 65 anos, que anda de graça. A primeira vez que a usei foi num ônibus da linha 45 Cubango-Centro, em Niterói, e na volta a linha 49, Fonseca-Centro. Nos dois casos, enquanto os passageiros pagavam sua passagem, o papai-aqui, numa demonstração insofismável de poder, deu uma carteirada. Esfreguei o RioCard Senior, com minha foto, no focinho do motorista, que abriu a roleta para minha entrada triunfal.
Os puxa-saco logo surgiram. Em reuniões familiares, minhas primas Dodora e Rosilene juraram que eu não era um mequetrefe qualquer, como os demais, mas alguém que tinha privilégios devido aos próprios méritos. Confesso que me senti um "ungido", entendi o que o Zé Dirceu pode ter sentido quando era ministro-chefe da Casa Civil. Olhei a plebe ignara, de cima para baixo. Em outras palavras, entendi aquela jornalista casada com pesquisador de renome internacional que incorporou o sobrenome dele ao seu para inveja das colegas.
Os pessimistas podem obtemperar que não é vantagem alguma andar em ônibus xexelentos, sujos e nojentos, com os bancos encardidos, cujas carrocerias são montadas em chassis de caminhão e que nas horas de pico estão sempre lotados. Se o RioCard Senior valesse para avião, vá lá - dizem eles. O que essas cavalgaduras não entendem é que para quem já está inoculado pelo vírus hybris, o que vale é o privilégio da gratuidade, sem limite ao número de viagens, frente à obrigação dos demais, que pagam para enfrentar os mesmos problemas. Poder é poder.
Agora, posso entender a euforia do senador Eduardo Braga durante as eleições municipais. Mas ai meu Deus, tem também o outro lado da história. Querendo ir para a Universidade onde trabalho, no Rio, esperei o 703 Santa Rosa-Vila Isabel do Expresso Garcia. Fiz sinal para o primeiro deles, que quando viu minha cabeça branca, não parou. O segundo, também não. O terceiro, nada. No espaço de uma hora, nenhum parou, porque evitam levar portadores do Cartão Senior.
Senti o sabor da derrota. Meus privilégios foram por água abaixo. Motoristas me trouxeram à realidade e me salvaram da doença, comprovando a fragilidade do poder. Foi aí que me senti como o senador Eduardo Braga depois da eleição: derrotado. Estou curado. Quanto ao senador Eduardo Braga, não sei não. Talvez precise de uma dose mais forte da vacina. As eleições de 2014 vem aí. 

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44 Comentário(s)

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ciro dantas comentou:
19/12/2012
excelente texto, cheio de savoir-fair (olha que chique!!!). Contato de ciro dantas
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Ismael Farias comentou:
15/11/2012
Sinto muito, caro Bessa. Perca as esperanças quanto ao Braguinha. Menino mimado, do jeito que é, já deu um belo puxão de orelhas da sua nova baba-ovos e culpou-a totalmente pelo amargo sabor da derrota. Afinal, menino mimado nunca está sem a razão, não é mesmo? Um arrochado abraço amazônico Contato de Ismael Farias
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Jô Freitas comentou:
13/11/2012
Maravilhosa crônica. Gosto de tudo que Jose Ribamar Bessa escreve. Sempre recebo em meus e-mails e repasso pra amigos. Quanto a historia de politicos, conheço um assim. Só foi eleito uma vez e como se sentiu o rei da cocada preta, só se candidata e passou a perder todas. Ficou arrogante demais quando foi eleito (imagine) veredor. Passou a andar com o carro totalmente fechado sem cumprimentar ninguem. Tá pior que o Eduardo Braga. Aqui em Manaus até que os teceiranistas (da terceira idade) são respeitados. Tem alguns motoristas que esquecem que um dia vão envelhecer e que o ônibus não é deles, mas são poucos.
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Astrid Lima (FB) comentou:
13/11/2012
A doença do poder, o taquiprati do José Bessa:A itália a conhece bem, foi vítima de um paciente exemplar, Berlusconi.
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Marly Cuesta comentou:
10/11/2012
Meu veinho,adorei o texto do Prof.José Bessa.Espero que tu também dê gostosas gargalhadas!!!hehehehehe..estou gargalhando até agora.bjss"
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Marly Cuesta comentou:
10/11/2012
"Nossa, querido Prof.José Bessa, adorei seu texto! Ainda estou rindo muuuito!Estava mesmo, precisando muuito dar gostosas gargalhadas!!! E tenho muita dó das pessoas que estão contaminadas por este maldito vírusss.hehehehehehe....mas com certeza, logo serão curadas!Grata e abençoado findi,"
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Weber F. Silva comentou:
10/11/2012
Ri muito, da realidade travestida em boas letras, do início ao final apoteótico. Queres conhecer o vilão, dê-lhe o bastão na mão. Parabéns, Bessa.
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Tarcisio Lage comentou:
10/11/2012
Antes de mais nada, parabéns pelos 65. Sorte sua de viver no Rio de Janeiro, onde pôde ser devidamente vacinado. Se vivesse em São Paulo (e parece que como Haddad vai piorar) você estaria ainda com o maldito vírus, Em SP os motoristas param para os velhos e nem é preciso de carteira especial, basta uma identidade qualquer, ou nenhuma,como é meu caso, bastando a vista do freguês. E tem mais. Antes da roleta, há bancos para os velhos. Ou seja, dentro da merda geral SP está um pouquinho melhor que o Rio.
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MIRIAM SAMBUGARO comentou:
09/11/2012
Muito bom! Voce tem talento, alem do privilegio de ser carioca, inspirados por natureza! Gostei mesmo! Prazer conhece-lo e te-lo como amigo virtual. Nos vemos por ai! Contato de MIRIAM SAMBUGARO
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marcio -vigilante comentou:
09/11/2012
Professor, nessa sua foto só faltou o sombreiro pro senhor ficar a cara de um imigrante mexicano nos staites!
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Grecia comentou:
08/11/2012
Nosssa!!!! Ri horrores... kkkkkkkkkk Vc é demais prof. Faz de um simples acontecimento diário, uma grande comédia!
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João Crispim Victorio comentou:
07/11/2012
Uma crônica inteligente. Na sutileza das palavras escritas, as várias formas de manifestação do exercício do poder e pequenas, mas não menos importantes, denuncias dos problemas da vida cotidiana dos "pé - rapados" de cabelos brancos usuários dos transportes coletivos na cidade do Rio de Janeiro.
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mara barreto comentou:
06/11/2012
Os políticos sempre retornam ao poder , eles têm a garantia do poder econômico e do esquecimento do povo. Quanto ao Sr. mestre, conte apenas com a sua paciência e escolha, ou seja ,perder tempo esperando um ônibus que não seja conduzido por um motorista contagiado com a "Síndrome de Hybris" ou enfrentar engarrafamentos atrás do volante. Boa sorte. Contato de mara barreto
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Bernardo comentou:
05/11/2012
É incrivel, cabelos brancos significam mais que o Riocard, eu que ainda não sou usuário da gratuidade, por várias vezes tive que amargar no ponto de ônibus por causa dos meus cabelos grisálhos, simplesmente porque acham que sou passageiro da gratuidade. mais um doa desses dei o troco no motorista, ao chegar no ponto havia um onibus parado,solicitei ao motorista que abrisse a porta, ele olhou para mim e virou o rosto para o outro lado sem abrir a porta, como chovia fui para debaixo da marquise aguardar outro, ai ele percebeu que eu não da gratuidade e abriu a porta, mas eu preferi outro que parou atrás, ao vhegar em casa entrei no site da empresa e o malhei.
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Anne-Marie comentou:
07/11/2012
Eles são obrigados a "atingir" 300 passageiros pagantes por dia. senão, sofrem sanções. Os detentores do poder não são eles, mesmo se eles são os instrumentos.
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05/11/2012
Genial !!! Você sai engatando seus ganchos resultando num texto brilhante como esse. Parabéns! Ah! Eu também me sinto só pouquinho poderosa com a minha carteirinha, principalmente quando consigo fazer uma conexão imediata. Outra coisa: sua intimidade com a cara da politicagem amazônica é impressionante. Termino dizendo, que infelizmente os Municípios que deveriam ser a base de sustentação do topo da pirâmede governamental, muitos estão contaminados pela tal Síndrome de Hibrys. E nós munícipes cada vez mais lascados. Contato de Judite Rodrigues Pucu
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Reinaldo Fleui comentou:
05/11/2012
Bessa, adorei receber e ler sua cronica. É como sorver agua fresca para uma alma sedenta. Te agradeço imensamente.
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Anne-Marie comentou:
04/11/2012
Vou ser sincera: há dois anos que dou minhas carteiradas e, pior ainda, achando muito gostoso quando um jovem se levanta para me dar o lugar (acontece, sim, sim). O nosso "cargo" agora é vitalício, Bessa, não nos iludamos, não há mais cura!
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william porto (Blog Lima Coelho) comentou:
04/11/2012
Obrigado, Mestre Bessa, ganhei o meu domingo, esse seu texto émesmo arretado, cuidado com a raivinha dos capachos. E dos que se julgam rei da cocada preta, digo da cocada afrodescendente.
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Goreth de Tabuí (Blog Lima Coelho) comentou:
04/11/2012
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Ana Stanislaw comentou:
04/11/2012
Muito boa e divertida!!! É, o poder cega mesmo as pessoas. Até que a foto ficou bacana!!! rsrs
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Ricardo Cruz (Diario do Amazonas) comentou:
04/11/2012
Puxa vida, eu não sabia que alguém internacional já havia dado um nome tão pomposo (e helênico, o que sempre eleva o status da coisa…), pra essa síndrome. Eu a denomino “síndrome do síndico de edifício”: enquanto não é eleito, o cara é legal, cumprimenta todo mundo no elevador; mas aí vira O síndico. E na primeira oportunidade manda, cheio de moral, a pobre da empregada tomar o elevador que a compete. Li certa vez que os imperadores romanos mandavam um paumandado subir na biga de um generalzão que acabara de retornar de uma campanha vitoriosa de conquistas lá pelas Gálias da vida, que ficava piando no ouvido do vitorioso “lembra-te que é mortal”, pois sabia que, do fogo da glória daquele deus podia surgir um golpista a defenestrá-lo do poder. Esses “aconselhadores” fazem muita falta aqui no Amazonas.
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Leonard Costa comentou:
04/11/2012
Muito boa.... como sempre... o Dr Google então rsss
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Maria Celeste Freire Corrêa comentou:
04/11/2012
"Quer conhecer um Inácio,dê-lhe um palácio". Parece que em determinadas pessoas nenhuma vacina funciona e o poder envenena mesmo. E o pior é quando esse vírus causa danos enormes como é o caso do Maranhão, onde uma professora foi demitida por falar mal das condições de trabalho.Nesse caso, o vírus do poder já provocou metástase n o coração da família Sarney( se é que eles nasceram com esse órgão), que há quase meio século vem sugando a dignidade do povo maranhense
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Marcelo Nascimento comentou:
04/11/2012
E quando o politico é o Plinio Valério (PSDB) que quer ser o presidente da Camara Municipal, se considera um predestinado, mas não tem quem puxe o saco dele? Ele mesmo puxa o seu proprio saco, ele é o seu unico puxador de saco? Como é que fica em relação à doença do poder? Daria o titulo de um filme: NINGUEM PUXA O SACO DO PLINIO.
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Carlota Rosa comentou:
04/11/2012
Gostei do seu texto, muito divertido. Mas essa síndrome é esquisita: só ataca quem tem poder durante algum tempo (acho que isso livraria Patrice Lumumba, mas não Chaves) Esse Lord Owen só podia estar brincando, ou tentando explicar seus feitos. Se isso é doença, temos de considerar todo o estrago que poderia derivar do poder concentrado nas mãos de um ditador como inimputável: resultante de doença mental, mesmo que temporária. Por outro lado, mesmo que eleito, mesmo que até conseguindo bons resultados, qualquer ocupante de um cargo poderia ser interditado, com a alegação dessa síndrome. O fato de presidentes americanos terem tido problemas com bebida (Bush e Nixon) , depressão (W. Wilson) e isso derivar da HS ... fala sério!!! Eu me lembrei de O Alienista. Maria Carlota Rosa
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Acreucho Nascimento (Blog da Amazonia) comentou:
04/11/2012
Como sempre digo cabeça de político pensa diferente da cabeça dos outros seres humanos...
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Julio Braga (Blog da Amazonia) comentou:
04/11/2012
A figura mais emblemática dessa doença, e que está em estado terminal chama-se José Serra. (Quer apostar que vem aí um monte de puxa-saco defendê-lo dizendo que não?)
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04/11/2012
Excelente crônica. Diz tudo da realidade brasileiroa e do destino daqueles que, como o Senador Eduardo Braga com toda su,a arrogância se acha o dono da verdade e se alia à essa máfia brasileira (mafialeiros) achando que consegue enganar a todos por muito tempo. Ainda bem que temos no meio deste caminho, brasileiros corajosos como o Ministro Joaquim Barbosa - O PALADINO DA JUSTIÇA, a zelar pela integridade da justiça, da lei e da Moralidade! Contato de Urias Sérgio de Freitas
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Cyrino comentou:
04/11/2012
KKKKKKK, ri muito, Babá, que texto porreta! Faz bem ao fígado de todos nós, mais do que a pílula do Dr Ross. Agora, se no caso do Papa a doença não tem cura, já que seu cargo é vitalício, então esse vírus pode atingir também outros profissionais que possuem vitaliciedade, né? Sei que estás pensando em alguns (não são todos, claro) juízes, promotores e imortais das academias (esses então, transcendem a vitaliciedade), mas na verdade eu pensei mesmo foi na Roselene que não larga o cargo de Síndica desde se mudou pra Niterói – mais de 20 anos. Lene manda a procuração que o Dr. Zeca Cyrino ajuíza a ação. Babá essa tua foto parece uma foca penteada. Eu também fico imaginando tu no meio do aperta-cunha, do fuça-fuça, espremido como a mandioca ralada no tipiti.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
04/11/2012
MESTRE BESSA, EM PRIMEIRO LUGAR EU DAVA TUDO PARA TE VER " HIBRYFICADO" DANDO CARTEIRADA NO MOTORISTA DO ONIBUS. QUASE MORRO DE RIR IMAGINANDO A CENA. E, DEPOIS, COM O PEITO EMPINADO ENTRANDO NO ONIBUS CHEIO DE PREVILÉGIOS. CONCORDO COM A TEORIA EXPOSTA NA CRÔNICA DE HOJE EXCLUINDO O CASO DO PAPA BENTO XVI E DA JORNALISTA SUPER SIMPÁTICA QUE ACRESCENTOU O NOME DO MARIDO AO CASAR. O ATUAL PAPA É SUPER HUMILDE. O PROBLEMA É TER QUE CONTROLAR OS PRESBÍTEROS E SUAS CRISES DE EGO ESPALHADOS PELO MUNDO. AÍ É UMA QUESTÃO DE EXERCER A AUTORIDADE. NO ENTANTO, EM RELAÇÃO AO CORONEL RAMIRO BRAGA E DONA DILMA SE NÃO APRENDEREM AGORA NÃO ENTENDERÃO NUNCA. MAIS QUE O PODER É LIMITADO.A PRESIDENTE PENSOU QUE AQUI ERA UMA ÁREA DO AGRESTE ONDE NÃO TEM MEIOS DE COMUNICAÇÃO E, PRINCIPALMENTE, INTERNET. O CORONEL SEMPRE FOI CHEGADO A UM COTURNO MAS COM OS BAJULADORES DE PLANTÃO A DOENÇA CHEGOU A FASE TERMINAL. PARABÉNS PELO TEXTO MUITO BEM ARTICULADO
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Georgina Vargas comentou:
04/11/2012
Tudo bem, é uma metáfora. Tudo bem, é auto-gozação. Tudo bem, é uma caricatura. Mas que você sentiu um gostinho do poder, ah, lá isso sentiu, tenho certeza, porque aconteceu comigo quando passei a usar o ônibus de graça por ter atingido 65 anos. Também faz pouco tempo.Tive uma sensação de poder. Todo poder aos velhos e às velhas!
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Giane comentou:
03/11/2012
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Fantástica compilação de poderosos!!
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Paulinho Kokai comentou:
03/11/2012
Vale pra cada um de nós, guardando proporções...estou cuidando pra escapar desse vírus.
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Rosilene comentou:
03/11/2012
Babá, adorei tua crônica. Me fez lembrar várias coisas. Agora vou te processar através do meu advogado preferido, chamado ZECA, (ele não gosta de ser chamado Zeca pq parece nome de picolezeiro).bjs
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Demetrius Dias comentou:
03/11/2012
Caro professor, belo texto e ótima cura.
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Vera do Val comentou:
03/11/2012
Pois é. Nada como um dia depois do outro. Gostei muito. Abraço grande, Bessa
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Rosângela Siqueira comentou:
03/11/2012
Excelente texto!!! Parabéns José Bessa!
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IVONE MAUÉS comentou:
03/11/2012
kkkk- muito interessante, mas mesmo assim ha aqueles que por ficarem por muito tempo sentindo o poder viral e seus organismo(mentes) estarem dominados por ele, tem a necessidade de continuarem se sentindo poderosos. Então vivem dos acordos de extinção do antidoto- que penso nem existir, talvez o virus seja uma forma do homem descobrir seu verdadeiro carater, a descoberta vem com seu primeiro status seja ele na politica ou em alguma função que o faça se sentir poderoso, ou mesmo pela fama do que faz. este virus está em todos os lugares,,, aqui no Marajó ele ataca a cada dois anos por conta da eleição... onde em pleno seculo xxI ainda tem os que pensam que mandam e os que acreditam que obedecem... estamos vivos...
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Claudia Vianna comentou:
03/11/2012
Depois o papa levou sua própria tunda... hilário. Ao que parece ele faz parte da Opus Dei, e também é parte do braço inquisitorial da Igreja Católica. Pois bem, há alguns anos numa dessas coincidências absurdas, mas que "fecham redondo" alguém estava pesquisando nos livrinhos da biblioteca do vaticano quando encontrou o processo inquisitorial do último dos templários entre as páginas de um livro qualquer, enfiado (bem escondido) - provavelmente por uma sucessão de coleguinhas que desejava manter o documento a salvo da sanha da censura do fogo, conseguiram. Tá lá, o processo na íntegra, em todas as suas arbitrariedades, disposto a tudo até conseguir queimar o cidadão - que jogou uma praga ao papa de então, dizendo que a verdade viria à tona um dia. Veio. Como o tempo passou, ficou mais bonito e "muderno" publicar como documento histórico ao melhor estilo isso-não-fazemos-mais do que queimar. Quem publicou foi uma editora (não lembro qual é, mas tenho o artigo). O irônico da coisa... a publicação foi em edição luxuosíssima, capa dura em veludo vermelho, douração de ouro - coisa fina, tiragem limitada. O número 01 foi entregue ao papa Bento... O irônico da coisa é que todo o processo se manteve conservado, todas as páginas, em suas arbitrariedades, a verdade veio à tona em edição de luxo, e quem recebeu primeiro??! Devolvida na bandeja ao mesmo grupinho de inquisitores, através da figura de Bento, a praga se cumpriu. E, hilário, o cidadão teve que "engolir" o presentinho com um sorriso de "molte grazie", sorriso de hiena, provável... sem poder tostar ninguém, NEM MESMO O LIVRO. Rá-rá-rá. Poder é isso, poder com "ph" - como diriam os Cassetas, da Rede Globo.
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Anne-Marie comentou:
04/11/2012
O Vaticano está atacando de novo. O governo da França quer instituir o "Casamento para todos", o que inclui gays e lésbicas e os autoriza a ter filhos pelo método de sua escolha. Reunidos em Lourdes, os bispos, lançaram uma advertência solene na TV , a ser lida também em todas as paróquias na missa do domingo: o casamento para todos será o desmoronamento definitivo da sociedade, é imperativo proibi-lo a todos, católicos e não católicos. Felizmente é um país onde a separação entre igreja e estado é levada a sério há mais de cem anos, mas mesmo assim, o Vaticano não desiste de exercer o seu poder na vida civil
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
03/11/2012
MESTRE BESSA, EM PRIMEIRO LUGAR EU DAVA TUDO PARA TE VER " HIBRYFICADO" DANDO CARTEIRADA NO MOTORISTA DO ONIBUS. QUASE MORRO DE RIR IMAGINANDO A CENA. E, DEPOIS, COM O PEITO IMPINADO ENTRANDO NO ONIBUS CHEIO DE PRIVILÉGIOS. CONCORDO COM A TEORIA EXPOSTA NA CRÔNICA DE HOJE EXCLUINDO O CASO DO PAPA BENTO XVI. ELE É SUPER HUMILDE. O PROBLEMA É TER QUE CONTROLAR OS PRESBÍTEROS E SUAS CRISES DE EGO ESPALNADOS PELO MUNDO. AÓ É UMA QUESTÃO DE EXERCER A AUTORIDADE. NO ENTANTO, EM RELAÇÃO AO CORONEL RAMIRO BRAGA E DONA DILMA SE NÃO APRENDEREM AGORA NÃO ENTENDERÃO NUNCA MAIS QUE O PODER É LIMITADO.A PRESIDENTE PENSOU QUE AQUI ERA UMA ÁREA DO AGRESTE ONDE NÃO TEM MEIOS DE COMUNICAÇÃO E, PRINCIPALMENTE, INTERNET. O CORONEL SEMPRE FOI CHEGADO A UM COTURNO MAS COM OS BAJULADORES DE PLANTÃO A DOENÇA CHEGOU A FASE TERMINAL. PARABÉNS PELO TEXTO MUITO BEM ARTICULADO.
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
04/11/2012
CORRIGIDO: MESTRE BESSA, EM PRIMEIRO LUGAR EU DAVA TUDO PARA TE VER " HIBRYFICADO" DANDO CARTEIRADA NO MOTORISTA DO ONIBUS. QUASE MORRO DE RIR IMAGINANDO A CENA. E, DEPOIS, COM O PEITO EMPINADO ENTRANDO NO ONIBUS CHEIO DE PREVILÉGIOS. CONCORDO COM A TEORIA EXPOSTA NA CRÔNICA DE HOJE EXCLUINDO O CASO DO PAPA BENTO XVI E DA JORNALISTA SUPER SIMPÁTICA QUE ACRESCENTOU O NOME DO MARIDO AO CASAR. O ATUAL PAPA É SUPER HUMILDE. O PROBLEMA É TER QUE CONTROLAR OS PRESBÍTEROS E SUAS CRISES DE EGO ESPALHADOS PELO MUNDO. AÍ É UMA QUESTÃO DE EXERCER A AUTORIDADE. NO ENTANTO, EM RELAÇÃO AO CORONEL RAMIRO BRAGA E DONA DILMA SE NÃO APRENDEREM AGORA NÃO ENTENDERÃO NUNCA. MAIS QUE O PODER É LIMITADO.A PRESIDENTE PENSOU QUE AQUI ERA UMA ÁREA DO AGRESTE ONDE NÃO TEM MEIOS DE COMUNICAÇÃO E, PRINCIPALMENTE, INTERNET. O CORONEL SEMPRE FOI CHEGADO A UM COTURNO MAS COM OS BAJULADORES DE PLANTÃO A DOENÇA CHEGOU A FASE TERMINAL. PARABÉNS PELO TEXTO MUITO BEM ARTICULADO
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Vitor Rebello comentou:
03/11/2012
Sinceramente Bessa, eu não sei o que é pior. Os engarrafamentos diários de Niterói ou o serviço de ônibus que nós dispomos. Sem falar nas barcas e no metrô. Desça das tamancas e caia na real. A gente tá fufu... da cartola desses políticos que não vai sair coelho mesmo. abraços.
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