Bairro de Aparecida;

A inveja é uma merda, especialmente quando ela permanece escondida, te consumindo por dentro, corroendo teu coração aos pouquinhos, diariamente, incessantemente. A situação se complica, quando é um irmão que inveja o outro. Foi por causa do olho gordo que Caim matou Abe...

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. Um dia - ploft! - ele bate as botas. Nesse dia, o Tuta, chorando a morte do irmão, entra no hospital e pergunta: - “Ele morreu de quê, doutor?”. O médico sentencia: - “De Aparecida!”. Tuta se espanta: “De Aparecida?” O homem vestido de branco confirma: “É. A causa mor...

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.“Adeeeeeus, Manaus / está chegando a hora da parti-ida  adeus, Manaaaaus / o nosso adeus será por toda a vi-ida”.   Pouca gente conhece essa música que Waldick Soriano cantava, nos anos sessenta, quando se despedia de Manaus, aonde vinha com muita frequência. Depois d...

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. Durante muitos anos persegui, inutilmente, nas cinematecas de diferentes cidades por onde andei, um filme musical badalado: ‘Lili’. Até que sua exibição foi anunciada na programação normal da TV Globo. Consegui, finalmente, vê-lo pela primeira vez. Mas o que é que ele...

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Catarrenta!Não estaria mentindo se afirmasse que Teresinha Morango era catarrenta.Já faz mais de meio século, eu era guri, mas lembro muito bem.O seu belo nariz de Cleópatra,que encantaria alguns anos depois o Brasil e o mundo,naquela época era uma fábrica de secreção.D...

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. Uma conversa sigilosa gravada no domingo passado pelo meu sobrinho Pão Molhado na fila da 41ª Seção Eleitoral de Manaus, no bairro de Aparecida, pode esclarecer um enigma que deixou perplexos os cientistas políticos nacionais e estrangeiros. Como é que o candidato Alc...

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.Era o único cidadão do bairro de Aparecida que não tinha apelido, o que era um milagre. Também não tinha sobrenome, o que em Manaus é quase um crime. Chamava-se Guilherme. Simplesmente Guilherme.   Convivia com outros tantos xarás, como o Guilherme P.V., vulgo Porca V...

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. Quando o marechal Dutra presidia o Brasil, sendo governador do Amazonas Leopoldo Neves, o Pudico, e bispo de Manaus Dom João da Mata, um anjo desceu no n º 86 da Rua Bandeira Branca - um barraco de taipa e zinco - e disse ao seu morador:   - Não temas, Osmar. Já que ...

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Ninguém entendeu tanto o subúrbio como Nelson Rodrigues. Com olhar etnográfico, ele observou como viviam os seus moradores, em cujas cabeças entrou, tentando descobrir a lógica que norteava seus pensamentos. Foi lá, nos bairros populares, convivendo em seus becos e ruas...

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.Há tanta angústia antiga em cada prédio! / Em cada pedra nua e gasta. Luiz Bacellar (1928- 2012), poeta amazonense, Noturno do Bairro dos Tocos O bonde do tempo trafega pelo Bairro de Aparecida, o antigo Bairro dos Tocos. Desço na parada da Vila Rezende, em 1950. Visi...

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Para Regina e sua última filha   "O Taqui Pra Ti vai voltar", eu falei, disfarçando o entusiasmo, como quem quer fazer uma sondagem. Era véspera de natal. Dona Elisa, do fundo da rede, sorriu. Ela estava bastante doente mas, afinal, tinha três motivos para alegrar-se co...

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  Chovia fino naquela tarde de abril de 1925. O balconista da Casa 22 Paulista abriu o guarda-chuva, atravessou a Praça da Matriz e tomou o bonde do Plano Inclinado. Algumas paradas depois, subiu uma menina de 15 anos, extraordinariamente bela. Cabelos molhados, farda d...

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Era um gozador, embora não tivesse motivos para achar a vida engraçada. Nascera no lugar errado: a Colônia Oliveira Machado, um viveiro de arigós pobres na periferia de Manaus. E no ano errado - 1914 - justamente quando o preço da borracha começou a despencar, aumentand...

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Manaus, 8 de agosto de 1990. Querido filho, Recebi tua cartinha e não respondi antes porque essa gripe maluca me deixou acamada, com quatro problemas: o buraco do beco, o calor infernal, a Céu que se socou dentro de casa com as filhas e a Preta que, todo dia, por causa ...

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Durante muitos anos persegui um filme musical: ‘Lili’. Até que consegui, enfim, vê-lo pela primeira vez. Mas o que é que ele tem de especial? É simples: esse filme não é um, são quatro, e faltava ver justamente o primeiro, que é americano, e estreou em 1953, com a cançã...

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Leia Petel e Leonor. Leonor e Petel. Deixa-me, desocupado (a) leitor (a), colocar os dois assim, agarradinhos, bem juntinhos, um ao lado do outro, pelo menos no papel, já que na vida, Deus - ou sei lá quem, talvez o destino - decidiu mantê-los separados. Que aquilo que...

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Aconteceu, faz tempo, no bairro de Aparecida, em Manaus... Não, não! Deixa pra lá! É melhor não contar. Quem é que vai perder tempo ouvindo a história do Raimundinho Vinte-e-um, filho da dona Jati, que morava na rua Bandeira Branca? Um dia, seu vizinho, o velho Espiridi...

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