CRÔNICAS

CREIO EM TUPÃ

Em: 06 de Maio de 2012
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Esta é a frase que abre a exposição do Museu da Índia Vanuire: - "Creio em Tupã".  Acabo de ler a frase que se presta a diversas leituras, e é daqui que escrevo, do museu localizado em Tupã, uma estância turística no Oeste de São Paulo, onde passei a semana ouvindo as pessoas, inclusive os índios, falarem com o delicioso "r" caipira, que se pronuncia dobrando a língua para trás e tocando com a ponta dela o céu da boca.
Talvez o ex-ministro José Diiiirceu, quando mastiga assim o "r" de seu nome e prolonga a vogal que o antecede, não saiba que está usando uma língua indígena. Mas, num certo sentido, está. Esse "r" denominado pelos linguistas de "r" retroflexo, provavelmente vem de língua do tronco Jê que deixou marcas fortes no sotaque do português regional. Ninguém fala assim, nem em Portugal, nem em diversas outras regiões do Brasil.
Se Diiirrrceu ou o ex-governador Quéérrrcia não sabem que o "r" deles pode ser herança indígena, a Universidade sabe, porque pesquisa o assunto. A UNESP desenvolve o projeto ALIP - Amostra Linguística do Interior Paulista, montando um banco de dados que permite analisar o português de sete municípios. Acontece que os conhecimentos contidos nas teses e dissertações acadêmicas ficam, quase sempre, escondidos do grande público, que não toma conhecimento do inventário sobre as significativas contribuições das culturas indígenas para a formação da identidade brasileira.
Afinal, quem somos nós, os brasileiros? Esse foi um dos temas que me trouxe a Tupã, onde se realizou, de 30 de abril a 3 de maio, o I Encontro Paulista sobre Questões Indígenas e Museus e o III Seminário sobre Museus, Identidades e Patrimônio Cultural, promovido pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE). Fui convidado a trocar figurinhas com índios de várias etnias e com pesquisadores e gestores culturais de diversos lugares do Brasil, além de especialistas da Argentina, México, EUA e Itália.
Poder do Museu
O que fazer para que o conhecimento produzido pelos centros de pesquisa não fique escondido e seja socializado? Diferentes foros abordam o papel da escola, da universidade, da mídia, do cinema, das igrejas e dos sindicatos nesse processo. Mas aqui, nestes dois eventos, se tratava de  discutir o papel dos museus, incluindo os museus universitários, o que conduz necessariamente a um conjunto de indagações sobre memória, patrimônio, identidade, coleções etnográficas, conservação e exposição, curadoria, políticas públicas, estrutura de organização e funcionamento da instituição, estudo da reação e do comportamento do público.
Ficamos sabendo, por exemplo, através de um diagnóstico realizado pelo Sistema Estadual de Museus (SISEM/SP) que existem 415 museus em São Paulo, visitados anualmente por mais de dois milhões e meio de pessoas. Entre eles está o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuire, em Tupã, que sediou o seminário. Inaugurado em 1966, possui 38 mil peças de diferentes culturas indígenas do Brasil, incluindo objetos da cultura material dos Kaingang e Krenak, que ainda hoje habitam a região.
A cidade de Tupã foi fundada em 1929 por um empresário pernambucano Luiz de Souza Leão em terras que foram tomadas dos índios, depois que os bugreiros da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil invadiram as aldeias, devastaram as roças, queimaram os casebres e mataram homens, mulheres e crianças. Instaurou-se um clima de guerra e de terror. Baseado em documentação da época, conta Darcy Ribeiro:
"Os Kaingang de São Paulo relataram a seus pacificadores os esforços feitos para amansar grupos de trabalhadores da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que avançavam através de seu território. Numa dessas tentativas, um dos chefes Kaingang caminhou desarmado ao encontro de uma das turmas, levando nos braços um filho pequenino como penhor de seus propósitos de paz. Foi recebido com uma fuzilaria, embora gesticulasse indicando a criança e mostrando que não trazia armas. Ainda assim, repetiu-se a descarga e um tiro prostrou a criança quando ele se retirava".  
Foi aí que a índia Vanuire, levada pelo SPI do Paraná a São Paulo, serviu de intérprete falando e cantando na língua Kaingang. Conta-se que ela subia num tronco de jequitibá com dez metros de altura, onde permanecia do nascer do dia ao cair da tarde, entoando canções em favor da paz. Desta forma, com a música, ela contribuiu para cessar as hostilidades e no dia 19 de março de 1912 foi assinado uma espécie de armistício entre os Kaingang e os invasores de seus territórios.
Os Kaingang e o Museu
As terras Kaingang foram, então, integradas ao sistema legislativo nacional sob a forma de propriedades particulares. O senador Luís Piza, que nunca colocou os pés nelas, registrou-as como suas, vendendo-as por alto preço.
"A pacificação representava para o senador uma das mais fabulosas especulações: terras que comprara a preço inferior a dez cruzeiros o alqueire, após a confraternização com os índios, passaram a valer cem cruzeiros, cento e cinquenta e mais tarde, mil e até dez mil cruzeiros" - escreveu Darcy Ribeiro em seu livro "Os Índios e a Civilização".
A índia Vanuire, que contribuiu para o fim do conflito armado e das matanças contra os índios, morreu em 1918, na aldeia Kaingang de Icatu, na região de Araçatuba, depois de ter contribuído, na visão dos índios, para pacificar os "brancos". Foi por isso que a cidade de Tupã escolheu o seu nome para denominar o museu histórico.
O Museu Índia Vanuire incorporou em suas atividades a participação dos índios que habitam hoje a região e que compareceram ao evento para tomar conhecimento de experiências de outras partes do Brasil e de outros países. Discutiu-se, por exemplo, os museus indígenas do Ceará, entre os quais o Museu Cacique Sotero dos Índios Kanindé, o Museu Maguta, dos Ticuna no Alto Solimões, e o Museu Kuahi, dos índios do Oiapoque. Além disso, foram feitos relatos sobre museus comunitários no México e museus etnográficos na Argentina e nos Estados Unidos.
Os índios, agora, estão incorporando rapidamente ao seu discurso um conjunto de conceitos - “patrimônio”, “reserva técnica”, “restauração” e outros que fazem parte da literatura especializada. Eles descobriram o museu e estão aprendendo como fazê-lo. Não está longe o dia em que haverá índios especializados nesta área, com curso universitário, como já ocorre no Canadá.
O conceito de ‘museu’, que vem sendo refinado pelos museólogos, tem sido também discutido pelos índios. Quase todos identificam a instituição como um lugar de conhecimento, de pesquisa, de estudo, de guardião da memória. No entanto, os índios, agora, não aceitam mais passivamente que os museus construídos por não-índios tenham o monopólio do discurso histórico que lhes diz respeito. Querem deixar de ser apenas um objeto musealizável e serem também - eles próprios - agentes organizadores de sua memória.
A exposição do Museu Índia Vanuire abre com uma frase do fundador da cidade de Tupã, Luiz de Souza Leão: "Creio em Tupã", passível de várias leituras, tanto se referindo ao município, com seus empreendimentos e a rentabilidade de seus negócios, como pode também apontar para a contribuição das culturas indígenas em sua formação histórica.
Quérrrcia já morreu, mas Dirrrceu, com a graça do bom Deus, está vivo, vivíssimo. Quem sabe se o museu cumprir seu papel informativo, Dirceu poderá descobrir a origem do "r" caipira e passará a acreditar mais em Tupã. Ele e todos nós.
P.S. 1 - Os eventos aqui citados foram organizados pelo MAE - Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, pela Secretaria de Estado da Cultura, através de sua Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico e pela Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari. Todo o evento pode ser acessado através do link:
http://www.forumpermanente.org/.event_pres/encontros/questoes-indigenas-e-museus 
P.S. 2 - Dias antes da abertura do seminário, no Maranhão, a cacique Maria Amélia Guajajara, 52 anos, foi executada na tarde do dia 28 de abril, por pistoleiros que chegaram em uma moto na aldeia e na frente de todos, inclusive da família da vítima, dispararam dois tiros em sua cabeça. Ela era cacique da aldeia Coquinho II, na Terra Indígena Canabrava, municipio de Grajau, a 600 quilômetros de São Luís. Foi assassinada porque denunciava a exploração ilegal de madeiras dentro da terra indígena, o tráfico de drogas e os constantes assaltos na região, segundo Alice Pires, coordenadora do Jornal Vias de Fato.

 

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26 Comentário(s)

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Dulcilene (Boletim Famalia) comentou:
05/06/2012
Foi ótimo poder ouvir o professor Bessa falar com muita propriedade sobre as questões indígenas em tupã (SP) Oxalá tenha mais pesquisadores com a clareza de raciocínio e integridade intelectual para pensar as questões indígenas no Brasil. Grande Abraço.
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Myriam Montenegro comentou:
15/05/2012
Adorei! Grande guerreira Vanuire!
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Wivian Sena Moraes (Portal Rogério Ferreira) comentou:
14/05/2012
É muito bom saber que os índios estão começando a compreender melhor a importância do grande legado de sua cultura para o nosso país e a reclamar pelo que é seu de direito. É claro que são deles a história, portanto, eles devem contá-la!
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Sonia Vasques comentou:
12/05/2012
Suas crônicas sempre emocionam, só não concordo com os elogios ao J. Dirceu. E a situação indígena continua ruim.
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Edson A.Karcará-Urú (2) comentou:
11/05/2012
Araxá MG,fica a aproximadamente 400 km de Tupã SP,onde o Sr. esteve,soubemos do trabalho do USP,inclusive com mostra fotográfica Indígena em Perdizes MG.Muito bom. Vindo à Araxá será uma honra recebê-lo: Saudações: Edson A.Karcará-Urú-Arachás Cacique Presidente da Associação Indígena "ANDAIÁ" da Região de Araxá,MG,andaiaraxa@gmail.com
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Edson A.Karcará-Urú (1) comentou:
11/05/2012
Sr.Prof.Dr.Bessa Freire: Estamos lutando com os políticos para termos um museu da cultura indígena para abrigar milhares de peças e artefatos encontrados na nossa região e que se encontram encaixotados e outros expostos sem proteção/acondicionamento adequado a peças arqueológicas,que datam de mais de 800 anos,originárias de povos indígenas como os Tremembés,dos quais os Katú-Awá ou Arachás,nosso povo,somos descendentes,segundo as antigas tradições.
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João Pedro de Paula (Portal Rogério Ferreira) comentou:
11/05/2012
É sempre bom deixar de ser leigo, conhecer a origem do sotaque do "interior" é uma riqueza e sem dúvida deve ser compartilhado.
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Edson A.Karcará-Urú comentou:
11/05/2012
Sr.Prof.Dr.Bessa Freire: Estamos lutando com os políticos para ter-mos um museu da cultura indígena para abrigar milhares de peças e artefatos encontrados na nossa região e que se encontram encaixotados e outros expostos sem proteção/acondicionamento adequado a peças arque- ológicas,que datam de mais de 800 anos,originarios de povos indígenas como os Tremembés,dos quais os Katú-Awá ou Arachás,nosso povo,somos descendentes,segundo as antigas tradições. Araxá MG,fica a aprox.400 km de Tupã SP
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Ana Silva comentou:
11/05/2012
Sem sombra de dúvidas, esses museus "dos indios" refletem o protagonismo indígena. Nesse sentido, tua conferência e crônica sensibilizam e chama a atenção de todos. Parabéns!
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Roque S. de Souza comentou:
08/05/2012
Meu caro Professor Doutor Bessa Freire: receba meus, respeitosos, cumprimentos pela, brilhante, crônica que nos ensina um pedaço da história vivenciada, pelos brasilindios, na Terra do Ibirapitanga.
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Paulo Bezerra (2) comentou:
08/05/2012
TAMBEM NÃO CREIO EM TUPÃ QUE PERMITIU O GENOCIDIO E O QUASE EXTERMINIO DAQUELES QUE LHE FORAM FIEIS. AFINAL, SE NÃO PODEM COMBATER O MAL OU SE PODEM MAS NÃO FAZEM, NÃO MERECEM O TITULO DE DEUS. PS. DEUS NÃO É AMOR, O AMOR É QUE É DEUS
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Paulo Bezerra (1) comentou:
08/05/2012
NÃO CREIO NO DEUS QUE DIZEM SER TODO PODEROSO, MAS QUE NÃO CONSEGUE IMPEDIR AS ENCHENTES DOS RIOS, AS SECAS, AS CATASTROFES, OS CATACLISMAS E QUE ENTREGOU SEU ÚNICO FILHO À CRUXIFICACÃO PARA REPARAR ERROS DE SUA PROPRIA CRIACÃO, O SER HUMANO.
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Philipi Bandeira (2) comentou:
08/05/2012
Em breve enviaremos notícias sobre a Rede Cearense de Museus Comunitários (RCMC), recém-criada e já atuante, reunindo cerca de 20 iniciativas museais comunitárias, indígenas, de pescadores e da região metropolitana. Sucesso, abraço!
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Philipi Bandeira (1) comentou:
08/05/2012
Prof. Bessa Freire por este texto (e palestra) magistral e simples! As experiências em museologia comunitária continuarão a exercer este trabalho de base enquanto mestres interlocutores alimentarem e chamarem a discussão para um nível em que possamos conquistar políticas públicas para a área.
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Tamimi David Rayes Borsatto comentou:
08/05/2012
Quero cumprimentá-lo e parabenizá-lo pela excelência da matéria no “ Diário do Amazonas”, sobre nosso Museu, mais precisamente do módulo “CREIO EM TUPÔ, Ótima, Excelente, sugestiva e poderosa a matéria.Comentários ótimos.Parabéns, obrigado. Foi maravilhoso conviver nesses três dias com uma pessoa tão especial, maravilhosa e de um conhecimento sem igual como o senhor. Que o nosso bom Deus ,o abençoe sempre.Atenciosamente Tamimi David Rayes Borsatto - Gerente Geral Museu India Vanuire
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Philipi Bandeira comentou:
08/05/2012
Parabéns Prof. Bessa Freire por este texto (e palestra) magistral e simples! As experiências em museologia comunitária continuarão a exercer este trabalho de base enquanto mestres interlocutores alimentarem e chamarem a discussão para um nível em que possamos conquistar políticas públicas para a área. Em breve enviaremos notícias sobre a Rede Cearense de Museus Comunitários (RCMC), recém-criada e já bem atuante, reunindo cerca de 20 inciativas museais comunitárias, indígenas, de pescadores e da
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comentou:
08/05/2012
Importante essa divulgacao do que ta rolando nos museus e lindo texto para nos indignar, emocionar e desejar professar a propria fe e conhecer ainda mais fatos e pessoas que marcam nossa historia!
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Suzenalson da Silva Santos (2) comentou:
08/05/2012
Espero nos conhecermos em breve, abraços de cacique Sotero que ficou muito alegre ao saber dessa crônica. Que Tupã nos fortaleça todos os dias nessa nova caminhada, um grande abraço.
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Suzenalson da Silva Santos (1) comentou:
08/05/2012
Amigo gostaria de agradecer por ter lembrado dos museus indígenas do ceará especialmente ao que eu faço parte o museu indígena kanindé ao que você se refere ao cacique Sotero, ficamos muito felizes quando vimos o que foi colocado sobre os museus, estamos num processo muito gostoso de organização do museu indígena Kanindé e dos outros museus indígenas no Ceará também conjuntamente a rede cearense de museus comunitários no Ceará.
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socorro pereira comentou:
08/05/2012
Certamente, Tupã é apenas uma mudança de nome na visão dos indigenas. É o nesmo Deus nosso, criador das florestas, do sol, dos animais e plantas e de tantas outras criaturas, as quais são veneradas e respeitadas por essas sociedades primitivas.
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suzenalson da silva santos comentou:
08/05/2012
Amigo gostaria de agradecer por ter lembrado dos museus indígenas do ceará especialmente ao que eu faço parte o museu indígena kanindé ao que você se refere ao cacique Sotero, ficamos muito felizes quando vimos o que foi colocado sobre os museus, estamos num processo muito gostoso de organização do museu indígena kanindé e dos outros museus indígenas no ceará também conjuntamente a rede cearense de museus comunitários no ceará, espero nos conhecermos em breve, abraços de cacique Sotero que ficou
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Roberto Flores comentou:
07/05/2012
Creio em tupã,assim com os incas acreditavam que Pachamama (Mãe terra) os salvaria do infortunio dos seus algozes . Creio que um dia nossas "autoridades" tomarão providencias com as etnias do Javari para acabar com as doenças principalmente a Tuberculose que dizima os nossos indios deste Vale
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
07/05/2012
CREIO EM DEUS PAI TODO PODEROSO CRIADOR DO CÉU E DA TERRA E EM JESUS CRISTO SEU ÚNICO FILHO NOSSO SENHOR O QUAL FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO. NASCEU DE MARIA VIRGEM. ESSE É O MEU DEUS! PORÉM, RESPEITO TODOS OS OUTROS SERES DEIFICADOS PELOS POVOS DO MUNDO INTEIRO E DEFENDO A LIBERDADE DE CREDO.
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Alexandre Gomes comentou:
07/05/2012
Bessa, agradecemos a sua lembrança dos museus indígenas no Ceará. Vou disseminar a crônica e a programação via audiovisual. Conte conosco nessa discussão. Em julho (Fórum nacional de museus), nos vemos no RJ. A mais recente articulação, e que está se fortalecendo, é a organização da RCMC - Rede Cearense de Museus Comunitários (RCMC), congregando indígenas, pescadores,o pessoal de bairros de Fortalezza, entre outros grupos... Grande abraço!!!
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lema gonzalo comentou:
07/05/2012
Muito interessante!! É importante citar aqui a história da luta e recuperaçao da terra dos índios Emberá Chami, no sul-oeste do Departamento de Antioquia na Colômbia, das maos do terratenente que tinha as arrebatado. É uma história de sangue e sucesso para os indígenas.
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Miryan Montenegro comentou:
07/05/2012
Muito bom! Não importa de onde viemos mas para aonde vamos unidos pela mesma fé, não importando o seu nome. Eu também acredito em Tupã! Grande vanuire!
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