CRÔNICAS

LEONOR E PETEL

Em: 04 de Março de 2012 Visualizações: 23042

Petel e Leonor. Leonor e Petel. Deixa-me, desocupado (a) leitor (a), colocar os dois assim, agarradinhos, bem juntinhos, um ao lado do outro, pelo menos no papel, já  que na vida, Deus - ou sei lá quem, talvez o destino - decidiu mantê-los separados. Que aquilo que o poeta uniu, nenhum deus possa jamais separar! Já dizia Camões: "Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta!". O que se alevanta é um amor, tão impossivel como o de Romeu e Julieta, cuja história te conto, agora, no aniversário de 77 anos da Leonor.

Começo te apresentando Leonor Pimentel, nascida em Óbidos (PA), no dia 01 de março de 1935. Ainda pequena, durante a II Guerra Mundial, mudou para Manaus, onde residia sua tia, dona Maria, mãe do ortopedista Edmilson Vilar de Aguiar. Foi ai que conheceu três irmãos: João Camilo, Sindoka e Petel, filhos da dona Geraldina Silva, que morava na Rua Carolina Neves, o popular Beco da Bosta, no bairro de Aparecida. Um deles conquistaria o coração da jovem paraense. Não foi Petel, o caçula.
Foi João, o taxista, que gamou pela Leonor, uma uva. (Na época, gatinha era "uva" ou "brotinho"). Depois de umas voltinhas de taxi com ela, ele engatou uma quarta, atolou o pé no acelerador e a pediu em casamento, celebrado na igreja de Aparecida. Ganharam de presente nupcial uma rádio-vitrola telefunken a válvulas, com olho mágico, último modelo, numa época em que ninguém no bairro tinha toca-disco. Foi a primeira vitrola que entrou no beco, colocada na sala da casa, em lugar nobre, ao lado da geladeira a querosene, exposta aos olhos curiosos de quem passava na rua.
Acontece que toca-disco só toca se tiver disco. Não havia nenhum. Era como se o taxi do Camilo não tivesse gasolina. E é precisamente aqui que entra o Petel: com a gasolina. Perdido de amor por sua cunhada, ele dá a ela de presente o LP do Waldick Soriano "Quem es tú?", com vinte músicas, que por ser o único disco, durante algum tempo, tocava de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, povoando o silêncio do beco. A música estrondava dentro da nossa casa, vizinha a da Leonor. Isso é que era o hit parade: o hit atravessando paredes com Tortura de amor:
 - Volta / fica comigo / só mais uma noite / Quero viver junto a ti / Vooolta meu amor / Fica comigo / Não me desprezes / A noite é nooooossa / E o meu amoooor / pertence a ti.
Cacho da bananeira
A noite não era nossa, era do Petel. O disco estava pra furar. Deitado na minha rede, todas as noites eu dormia embalado por Waldick cantando na casa ao lado. Quer dizer, a voz era do Waldick, mas quem estava torturado de amor, mandando um recado, era o Petel. Honesta e fiel, Leonor nem dava confiança, como ficou evidente na quermesse de Aparecida quando Jefferson de Souza, o Bibi, leu no alto falante o seguinte Telegrama no ar:
- Alô-alô! Alô-alô! Você que se encontra passeando neste arraial, vestindo saia plissada azul e blusa de organdi branco, de mangas arredondadas, alguém que muito te ama, oferece a melodia Angústia. Assinado: Camilo Três.
A única ali, de saia plissada, era Leonor. A música, indubitavelmente, era  endereçada a ela. Mas uma questão intrigava: quem se escondia detrás do pseudônimo de Camilo Três? O João Camilo, seu marido, não era, estava longe, numa corrida para o aeroporto de Ponta Pelada. Para complicar, alguém viu o Petel chorar como um bezerro desmamado, no arraial, quando a voz rascante de corno ferido do Waldick cantou no Serviço de Amplificação A Voz Quermesse de Aparecida:
 - Angústia / de esperar por ti / tormento / de esperar-te amor / Contigo / se foi a ilusão / angústia / feriu meu coração.
O mistério só seria desfeito meses depois no Estádio da Colina, onde por pouco não ocorreu uma tragédia, com o suicídio de Romeu, digo do Petel.Te conto já já, mas antes veremos a Leonor, preocupada com as despesas da casa, que foram aumentando à medida em que as crianças iam nascendo: João Camilo Filho (Joreca), Leonildes (Tica), Socorrinha, Marlon Brando (Marlinho), Ronaldo (Naldinho), Carla e Cláudia. No balanço final foram 7 filhos, 16 netos e 4 bisnetos, o que obrigou Leonor a se virar para complementar a economia doméstica.
Leonor bananeira.Começou a vender banana e verdura, num quiosquezinho improvisado na sala de sua casa. Trabalhou ainda como apontadora do jogo do bicho, era lá que o Geraldão ia sempre fazer sua fezinha. Finalmente, abriu um salão de beleza, também na mesma sala, que funciona até hoje, com clientes fiéis que cortam o cabelo e aparam a barba: Tuta, Umberto Bacurau, Armando da Padaria, Jorge, Boneco, Fernando Porcão, além da Cecília, dona Marta, Dile e muita gente boa. O Lethinha, mesmo depois de rico, só pinta o cabelo de acaju no Salão Leonor Fashion Hair.
Leonor enviuvou cedo, mas educou todos os filhos pequenos com seu trabalho, vendendo banana, cortando cabelo. Hoje, a Tica é contadora profissional e o Naldinho, advogado da Caixa Econômica Federal, ambos moram há mais de trinta anos em Natal (RN). A Corrinha é funcionária do Tribunal de Justiça do Amazonas. O Joreca morreu, o Marlinho seguiu - digamos assim - o seu rumo, mas teve uma filha que mora nos Estados Unidos e é motivo de orgulho para a avó.
O tempo passou. Os sobrinhos foram crescendo, mas o Petel não desistia nunca de sua obsessão pela cunhada. Ele esnobou a Ceuzinha, divorciada, que vivia dando em cima dele. Fiel à Leonor, Petel soluçava e gemia de dor, cantando boleros do novo LP Waldick Sempre Waldick, lançado em 1967:
- Quem eu quero não me quer / quem me quer, mandei embora / É por isso que eu não sei / O que será de mim agora... / Não sou capaz de ser feliz / Nos braços de um amor qualquer / Ah! Se uma fosse a outra /  Eu amo tanto essa mulher!
Camilo Três
A Leonor não dava a menor bola. Na véspera do Dia dos Namorados, dia 11 de junho de 1967, Petel, desesperado, atravessou o igarapé de catraia e foi assistir a decisão do campeonato amazonense de futebol: Rio Negro x Nacional, o famoso RIO-NAL no Estádio da Colina, que estava lotado. Aos quinze minutos, o Rio Negro fez 1 a 0, gol de Thomaz Passa-Fome. Antes do gol de empate do Edson Piola, um torcedor do Nacional subiu num poste de iluminação, e lá, no topo, fazia perigosas piruetas, desviando para si o olhar do público: mais de 12 mil pessoas. Se ele despencasse daquela altura, não salvava nem a alma.   
Era o Petel, cheio do chá, que lá de cima gritava: "Leonor, eu te amo, vou morrer por ti". Começou a cantar e a sua voz era a do Waldick: "Se eu morresse amanhã / alguém talvez sofreria / ao saber que foi culpada / deste amor desesperado / que causou-me agonia". Aí, afinava a voz e imitava o coro de vozes femininas do estribilho: - "Alguém talvez sofreria / Alguém talvez sofreria".  
Chamaram a polícia, os bombeiros. Eles nada conseguiram. Petel, lá de cima, desafiava o mundo, esgotando o repertório do Waldick para uma platéia que delirava e para quem o jogo já não tinha mais qualquer importância: "Quem despreza um grande amor, não merece ser feliz" - ele cantava, jurando: "Eu não sou cachorro não". Chamaram o SNI, a CIA, o FBI e a Scotland Yard. Todo mundo pedia para ele descer. Petel respondeu entoando A Carta:
- Renunciaaaar, seria a solução / Mas não apagaria / de nossas almas / cruel paixão / Espero que um dia / tudo se consiga / e a quem ama não seja negado/ o direito de ser amado". 
Chamaram, então, dona Geraldina, sua mãe. Ela veio, de catraia. Chegou e gritou, debaixo do poste: "Deixa de palhaçada. Desce, Manuel Camilo". Ele desceu. Foi aí que o mundo soube que Petel se chamava Manuel Camilo. Nascida no dia 14 de julho, dona Geraldina era devota de São Camilo de Lelis, um ex-boemio, cachaceiro, viciado em jogo, que se converteu depois que curou uma ferida braba no pé. Virou santo e se tornou protetor dos doentes e dos hospitais. Por isso, ela batizou os tres filhos de João Camilo, Gumercindo Camilo e Manuel Camilo.
Estava desvendado o mistério. Camilo Três era o Petel, que morreu solteiro, em julho de 2008, aos 71 anos, fiel ao amor à sua cunhada, sem jamais ter namorado outra mulher. Leonor diz que tudo isso é invenção minha. Como invenção? Tá certo, confesso: sou um mentiroso profissional, mas nessa história aqui quero ver minha mãe mortinha no inferno, se estiver mentindo, quero que Santa Luzia me cegue.
Além disso, tem testemunhas idôneas.Umberto Bacurau, Tuta, Rubem Rola e Zé Buchinho ouviram quando Petel um dia me confessou na banca de tacacá de dona Alvina: - "Babá, Leonor rima com amor". Podem perguntar deles, que estão vivos, não mentem, são íntegros, não passam nem 'gato' no dominó. "Só não compreende o Petel quem desconhece o sabor de amar uma  cunhadinha" - diz o Rubem Rola.  
Dizem que Petel ficava brechando a cunhada pelo banheiro coletivo de ripas que ficava no quintal. Mas isso sim, é pura fofoca. Podem conferir com a Leonor, que hoje, 4 de março, comemora seu aniversário com um tambaqui na brasa, em frente à sua casa, Rua Elisa Bessa, 30. De sobremesa, um creme de cupuaçu oferecido por sua vizinha, Regininha, mulher do Tuta.
A Leonor continua gatinha, "parece conservada em formol", diz sua amiga Regina Nakamura. É que ela se cuida, participa das atividades físicas e lúdicas, orientada por Sandra Barros, uma profissional competente do Centro de Convivência do Idoso da Rua Wilkens de Matos. Mantém dieta equilibrada, só come peixe frito, com farinha e muita pimenta. Com todo o respeito, se o Petel Montecchio fosse vivo, baixava na Leonor Capuleto e lhe dava umas traulitadas.
Mas Leonor não é Julieta, Petel não é Romeu, e eu não sou Shakespeare, apenas o bardo do Beco da Bosta, que faço essa modesta homenagem a Leonor, no dia de seu aniversário, agradecendo a penca de bananas que ela enviou para mim quando eu vivia exilado na França.

 

 

 

 

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64 Comentário(s)

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Karla Pedra comentou:
02/05/2015
Muitas lembranças e saudades de dona Leonor. Que Deus lhe dê muitas felicidades e saúde! Contato de Karla Pedra
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MILENA SILVA comentou:
24/05/2012
ESSA NETA DE QUEM ELA FALA SOU EU, MUITO ORGULHOSA DE TER APRENDIDO COM SE VIVE A VIDA E COMO SE DA O VALOR AS COISA CERTAS, VO DO MEU CORACAO MINHA MAE, MINHA MUSA, MEU AMOR.. Um dia ainda volto pra te reencontrar e falar pessoalmente o qdo vc mesmo sem esta presente me ensinou a ser uma imigrante que mesmo longe dos seus, deu a volta por cima e ainda deixa muito carinho e amor por onde quer que passemos!!! com muitas saudades de 8 anos longe que escrevo com todo meu eterno amor e infinita admiracao!!!
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180 comentou:
08/04/2012
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180 comentou:
04/04/2012
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Roque S. de Souza comentou:
01/04/2012
Esse, Camilo Três, apaixonado de verdade, parece, num ter sabido aplicar uns xavecos, arrepiadores, nos ouvidos da senhora Leonor. Bem, que ele, de início, desenvolveu uma arapuca infalível: o bolero, "Angústia", via o serviço de alto falante.
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Jandir Ipiranga Júnior comentou:
15/03/2012
O Petel, quando estava sóbrio, dava aulas de basquetebol para gurizada lá no Bancrévea Clube, na Av. Getúlio Vargas. Um dia raspou a barba e ninguém o reconhecia quando chegou para mais um dia de treino. Assim como em Cartas para Julieta, sua Carta para Leonor nos remete ao sonho e ao fascínio de uma grande paixão. Se é potoca ou não ... bom, isso é uma outra história.
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Maria José (1) comentou:
13/03/2012
Um primor a crônica-conto da Leonor e do Petel, inspiradíssima!! O desenho do mapa com a foto dela também ficou muito legal, ver a cara dela me ajudou a "ver" o conto. Como são lindas as trajetórias anônimas!!! Só senti falta do Babão, o que é uma puta sacanagem com o primo amazonense do Bob. Que bonito o Camões : "Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta!". Me lembrei da historia do homem lúcido, lida pelo Domingos de Oliveira no ótimo " Separações":
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Maria José (2) comentou:
13/03/2012
Diz Domingos de Oliveira: "A Justa Lei Máxima da Natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem se iguale sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis O Homem Lúcido porém,esse que optou pela vida com o consentimento dos deuses, tem o poder magno de alterar essa lei Na sua vida, os acontecimentos favoráveis serão sempre maioria... Porque essa é uma cortesia que a Natureza faz com Os Homens Lúcidos".
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jeroniza Albuquerque comentou:
12/03/2012
Adorei a ilustração! até com foto da Leonor! E as letras das músicas ... foi tudo de bom. Ontem, eu li o tacacá do Amazonino". Não! O pum do Amazonino...depois de duas cuias de tacacá... é ilariante, mesmo...
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jeroniza Albuquerque comentou:
12/03/2012
Olá Professor, adorei o "leitor desocupado"pois eu parei memso tudo, porque outro valor se levanta" é v.com esse humor invejável, principalmente sobre pessoas e lugares quase conhecidos, familiares, isso nos dá água na boca, de tão deliciosa leitura. Obrigada. Acesse meu blog: www.jeroniza.blogspot.com
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jeroniza Albuquerque comentou:
12/03/2012
Olá Professor, adorei o "leitor desocupado"pois eu parei memso tudo, porque outro valor se levanta" é v.com esse humor invejável, principalmente sobre pessoas e lugares quase conhecidos, familiares, isso nos dá água na boca, de tão deliciosa leitura. Obrigada. Acesse meu blog: www.jeroniza.blogspot.com
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Socorro Craveiro 1 (Blog do Altino) comentou:
11/03/2012
Bessa, nada melhor do que ler suas crônicas depois de horas planejando aulas. Morei 10 anos em Manaus (por isso até hoje meus alunos se admiram do meu "s" chiado e "l" com som de "lh") e ouço os sotaques e vozes diversas, os sabores, aromas e cores da terra que aprendi a amar e da qual tenho muitas saudades. Aguardo seus textos com ansiedade e sempre me surpreendo pela forma e estilo, mas, o melhor é que vai direto no coração.
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Socorro Craveiro 2 (Blog do Altino) comentou:
11/03/2012
Espero um dia conhecê-lo (pessoalmente) nas nossas viagens de trabalho, você por aqui ou eu por aí. A primeira pessoa que me falou sobre você foi Nietta Monte e depois a Verinha, a Malu, todas fãs incondicionais. É isso, félicitations.
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Roseana Brito 1 (Blog da Amazonia) comentou:
11/03/2012
Professor Ribamar, quisera eu ter um apaixonado como Camilo 3 - não para tripudiar de sua dilacerante paixão, mas para ganhar de presente de aniversário um texto tão saboroso, criativo e bem-humorado como o seu! Você é um contista maravilhoso e seu texto me fez voltar 50 anos no tempo e 3 mil quilômetros no espaço.
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Roseana Brito 2 (Blog da Amazonia) comentou:
11/03/2012
Como nortista que emigrou para o Sudeste ainda mocinha, revisitei os cafundós do Pará e as cercanias da Goela da Morte, onde morava minha avó, em Belém, com suas figuraças, sua trilha sonora brega e estórias que nunca serão contadas. Seu Florentino Ariza do Beco da Bosta, tadinho,teve sorte pior do que a colombiano, pois nem no fim da vida conseguiu desfrutar da inflexível Leonor...Isso é que é jogo duro! Obrigada pelo texto e parabéns.Virei instantaneamente sua fã!!!
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Carmela Ribeiro (Blog da Amazonia) comentou:
11/03/2012
Parabéns ao bardo do Beco da Bosta. Belo texto.
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BcsKwbAFl comentou:
19/07/2012
Okay, I'll post the crass question: what hpenaps if you pop a woody whilst wearing that itty bitty tiny half-thong over-only-one-hip large rubber band sling thing? Contato de BcsKwbAFl
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Eunice de Oliveira (Blog da Amazonia) comentou:
11/03/2012
Pois é, José Ribamar, É certo que o Petel não conseguiu viver com a amada dele. Mas é certo também que voce conseguiu transformar a narrativa de uma tragédia pessoal em uma deliciosa piada! Ponto para voce que é um adorável escritor. Viva o amor
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Nane comentou:
09/03/2012
Babá, preciso mostrar essa crônica pro "Melado" e pra tia Baiú. Eles vão adorar. Muito boa! Como sempre.
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Anete comentou:
07/03/2012
Acabei de ler a cronica sobre a Leonor e a paixão do cunhado...morri de rir, adorei.Coitada, ela diz que é mentira, mas os leitores acreditam devido aos detalhes as vezes sordidos da cronica! ah como lembrei das bananas arrumadas na sala e dos cheiros verdes que ela vendia! quem sabe um dia conheco esse Babá...
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Rino Soares comentou:
07/03/2012
Muito bom. Cheio de emoções. Deu saudades de Manaus. Tu sempre trazendo a poesia da Aparecida. Valeu obrigado
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wellington soares comentou:
07/03/2012
Gosto de sua maneira de escrever. Fazia algum tempo que nao recebia suas cronicas, e hoje fui presenteado com esta delicia de leitura. Obrigado e parabéns.
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Zé Carlos Libório comentou:
06/03/2012
Sensacional. Teu talento para descrever estes casos com uma boa dose de humor é incomparável. Parabéns.
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Maria das Graças Cheik Bessa comentou:
06/03/2012
Delícia de leitura! Gosto muito de tudo que vc escreve, fico horas lembrando rindo como vc detalha com carinho e humor sem machucar, os acontecimentos dos amigos, vizinhos e família. Vc é dez Babá.
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Aurélio Michiles comentou:
06/03/2012
Babá, Puta história, cheia de ginga e malícia cabocla-manauara, até bateu uma vontade danada em transforma-la num filme, sim, naqueles "improprios a menores de 14 anos", mas será que ainda existe alguem aos 14 anos que se precisa esconder algo? Verdade, deu vontade de escrever um roteiro baseado nesta história, quem sabe a gente conversa mais adiante?
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Luiz Pucú comentou:
06/03/2012
Bessa, Me junto (me acocho!) com essa muntueira de leitores das tua potocas: você tá inspirado e com o humor lalente, de caboco... Paidégua!!!!
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Osiris Silva (1) comentou:
06/03/2012
Arabi e eu estamos lendo sua crônica apenas hoje, em S. Paulo, onde nos encontramos. Ela pediu para lhe dizer que acompanhou a narrativa chorando, não só de emoção, ao incorporar-se à sua terna narrativa, mas também por recordar os tempos de juventude no Estadual, onde vocês foram colegas no Clássico. Disse que a cada crônica sua compartilha com a Lana as emoções que transmite, sentindo-se como se personagens vivas fossem de suas mirabolantes histórias, como esta da Leonor e do Petel.
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Osiris Silva (2) comentou:
06/03/2012
Por sinal, não apenas você, bardo do Beco da Bosta, mas o genial poeta inglês muito bem poderia ter assinado esta sua encantadora e comovente história envolvendo personagens tão fortes e marcantes como estes com os quais você conviveu nesse seu tão amado bairro de Aparecida. Grande abraço. Arabi e Osiris Silva.
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Osiris Silva comentou:
06/03/2012
Arabi e eu estamos lendo sua crônica apenas hoje, em S. Paulo, onde nos encontramos. Ela pediu para lhe dizer que acompanhou a narrativa chorando, não só de emoção, ao incorporar-se à sua terna narrativa, mas também por recordar os tempos de juventude no Estadual, onde vocês foram colegas no Clássico. Disse que a cada crônica sua compartilha com a Lana as emoções que transmite, sentindo-se como se persagens vivas fossem de suas mirabolantes histórias, como esta da Leonor e do Petel. Por sinal,
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Luiza Helena comentou:
06/03/2012
Muito bom ler suas crônicas, Bessa! Posso dizer que são alimento pra uma alma carente de produções ao mesmo tempo tão doces e tão fortes! Abração.
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Luc'Meire Santana (portalrogerioferreira.ning.com) comentou:
06/03/2012
Interessante um amor assim! Parabéns a esta guerreira!
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Pedro Trindade comentou:
06/03/2012
Valeu Babá, Porreta! Pai d'égua!
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Iracy comentou:
06/03/2012
Adoro suas crônicas, principalmente quando envolvem personagens reais do querido bairro de Aparecida, onde tive o privilégio de residir e fazer grandes amizades.
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Sergio Martins comentou:
05/03/2012
Não foi só essa vez que o Petel fez isso, não lembro o ano, era o concurso de miss Amazonas e a candidata do Petel era a miss Bancrévea Cube que perdeu pra outra miss que não lembro qual, o Petel em protesto pela decisão dos jurados subiu no poste de iluminação da bola da suframa sendo retirado de là pelos bombeiros.
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Ana Stanislaw comentou:
05/03/2012
Sensacional e divertida!!! É bom começar a semana assim, lendo um texto criativo, delicioso... Bjos!
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José Amazonas Santiago comentou:
05/03/2012
Babá, SIMPLESMENTE DO CARALHO! Pena que tenha deixado de fora “Tu vais casar / querendo a mim...”. Por falar no velho Waldick você conhece o filme da Patrícia Pillar? PS - nas rodas de viola em nossa casa, aqui em Brasília, costumo brindar os convidados com Tortura de Amor. Sem dúvida alguma, uma extraordinária canção de amor.
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Clélia comentou:
05/03/2012
Que beleza de crônica, deliciosa de ler. O Bairro de Aparecida para mim virou uma espécie de aldeia Gaulesa de Axterix, que resiste com seu garbo a distância imposta nas relações com os vizinhos nos dias de hoje.
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Oberdana comentou:
05/03/2012
Lembro do lance do Petel subindo no poste de iluminação no Estádio da Colina. Os jornais da segunda feira, 12 de junho de 1967, comentaram o caso, deu manchete de primeira página. O fato está também registrado no livro Bau Velho, do Zamith, pg. 195 .
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Almir Barros Carlos comentou:
05/03/2012
Parabéns pela belíssima homenagem à Leonor, que conheci quando estudei na Escola N.S. Aparecida. Saudades de nossa Manaus brejeira, cabocla, antes sorriso, situada à margens esquerda do coração do Rio Negro!
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Eduardo (Blog do Altino) comentou:
05/03/2012
Parabéns Professor Ribamar! O senhor adoçou minha segunda-feira!
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alfredo lopes comentou:
05/03/2012
Paidégua, mano, mais esse tributo carinhoso e charmoso ao nosso jeito de ser, esconder e transpirar sentimentos travosos, como caju de vez. É tão íntimo que dói de saudade, tão familiar que dá vontade de chorar pela intensidade da identificação. Fico pensando nos amores que esse bardo shakespeariano não vivenciou com a poesia soriana do grande Waldick...abraço forte
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Leila Jalul (Blog Lima Coelho) comentou:
05/03/2012
Crônica gostosa! Bem do jeito que eu gosto: vida e música andando juntas. Professor Bessa é dos meus!
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Delma Andrade (Blog Lima Coelho) comentou:
05/03/2012
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Núbia Figueiredo (Blog Lima Coelho) comentou:
04/03/2012
Geeeeeente, que amor não correspondido até o fim!
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William Porto (Blog Lima Coelho) comentou:
04/03/2012
Um conto arretado, só faltou aquelamúsica de Walddik, "Querida, saudações, escrevote esta carta, não repare nos senões...". Grande Mestre Ribamar Freire, sempre nos brindando com escritos arretados.
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Flavina Maria Braga (Blog Amazonia) comentou:
04/03/2012
Tantas histórias de amor acontecem mundo afora… e essa tão brasileira, intensa, verdadeira…me emocionou, pq tive lembrança da história de amor dos meus pais, que durou 53 anos.Mas a história de Petel-Leonor teve outro rumo,me deixou a vagar em pensamento, nessa vida de fidelidade, de dedicação, de adoração de Petel a sua amada. Histórias de amor são pra ser contadas, e essa foi contada com toda beleza que toda história de amor tem. Parabéns.E a Leonor,que rima com amor, por mais um aniversário.
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Elisa comentou:
04/03/2012
Linda e justa homenagem! Leonor me lembra JC, a fera que eu enfrentava todo domingo pra ir com a Tica pra "boite", Corrinho querida, Marlinho meu aluno particular junto com o Maximiliano, Joreca, o mano grande, Carla e Cláudia, de quem eu cortava os cabelos (só eu tinha permissão do JC pra isso) e Naldinho o nosso boneco. Belas lembranças. Voltei no tempo!!! Muitos anos de vida pra nossa querida Léo!
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Ana Claudia comentou:
04/03/2012
Que história de amor mais lindo, Bessa! Me lembrei daquele que o Garcia Marques conta no "Amor nos tempos do cólera". Que pena que o Petel nunca conseguiu realizar seu amor com Leonor...
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Paulo Bezerra comentou:
04/03/2012
Bela crônica que tb homenagea os (as) fãs do Waldik Soriano, o cantor mais querido de Manaus na década de 60/70, que acendeu muitas paixões com suas músicas. Lembro do Osvaldo Cascaes, caboco da R: Lima Bacury,apaixonado p/minha irmã Diva, ia fazer serenata em frente de casa, só com a voz: "JÓSTIÇA DE DEUS, e, tb afinava a voz imitando o estribilho. "jóstiça de deus'. Daí, ganhou o apelido de JÓSTIÇA.
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Florencio Vaz comentou:
04/03/2012
Caramba! A história foi contada com maestria, que eu não sosseguei antes de chegar ao final, de uma porrada só. Parabéns, Bessa, pelo talento de tornar arte histórias como esta. Pena que o Petel morreu apenas com o gosto da "uva" na boca. Mas isso já lembra Reginaldo Rossi com sua "Raposa e as uvas". Daria mais um páragrafo à sua crônica. Rs. Abraços desde Santarém, Pará.
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Mauro Souza comentou:
04/03/2012
Babá, simplesmente envolvente e universal. Lindo!
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Lene comentou:
04/03/2012
Me lembrei do meu marido. Eu fazia faculdade quando o Nacional fez uma preliminar no Maracanã e ganhou de um time super furreca. Foi manchete nos jornais e na volta teve o direito de desfilar no carro de bombeiros pela cidade. O Rolinha jogava pelo Nacional e fazia Educação Física. Então a faculdade foi em peso recepcionar o time. Eu falei para o meu marido que tb iria.Ele não gostou e disse: vai não Lene, Rolinha por rolinha, sou mais a minha, rrsss.
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Rosi comentou:
04/03/2012
Zecacy, o Boca de Bilha era (?) uma figura.Não faltava um jogo de volibol do Nacional. Quando era contra o Rio Negro ele se rasgava na torcida.Não lembro quem era o técnico do Nacional, acho que era o Clóvis, que depois virou presidente da Federação Amazonense de Tênis de Mesa.O técnico do Rio Negro era o Arnaldo Santos, e o auxiliar técnico, motorista, etc, etc, era o Hugo Reis. Quem arrebentava pelo nacional era a Maria Pará, baliza eterna do IEA e pelo rio Negro a Graça Spenner. Bons tempos.
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Zecacy comentou:
04/03/2012
Legal saber que Leonor tá firme e forte.Ela gostava de mim quando vivia socado na casa vizinha.A leitura me fez lembrar a maravilha que era a Colina, sobretudo em jogos à noite. Lembro do "Disco Voador" que a gente comia com "rala-rala" de groselha depois do jogo, radinho de pilha na orelha,ouvindo os comentários do Orlando Rebelo que detalhava o jogo como um relojoeiro ajusta a engrenagem de um relógio. Barbosão, técnico do Naça, "Boca de Bilha", chefe da torcida... o Naça, time do meu coração.
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Ricardo Faria comentou:
04/03/2012
Texto lindinho querido Bessa. Vc se superou Forte abraço
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Giane comentou:
04/03/2012
Crônica/poema.. delícia de leitura, também encantada!! Beijo grande, Bessa..
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Urda comentou:
04/03/2012
Bessa Freire: Você me encanta com o seu privilegiado talento como escritor (além de grande intelectual). Morro de saudade do tempo em que escrevia coisas assim e assadas - mas uma tese que estou fazendo me tirou dos trilhos faz um tempão. Então, quando leio o que você escreve, me dá uma saudade danada do meu tempo de escrever coisas que não sejam tese, de novo! Mais um ano, penso, e volto! Distribuí seu texto para meus contatos de imprensa. Abraço, Urda.
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Márcio Lita comentou:
04/03/2012
Umberto Bacurau, Tuta, Rubem Rola e Zé Buchinho... Só figura. Babá, homenagem assim algum dia hei de ter.
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Eliésio Marubo comentou:
04/03/2012
Eita Babá, assim como em minha cultura, é sempre prazeroso ouvir as histórias, contos e causos direto na fonte! Sempre me deleito lendo suas publicações e nas infindáveis conversas que tenho com algumas bibliotecas aqui de Manaus. Os assuntos são variados, de política ao tutano da genese da sociedade manauara, assim como esses que leio sempre aqui. Abraço. Eliésio Marubo
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Alessandra Marques comentou:
03/03/2012
Homenagem assim não há quem não queira, divertida e carinhosa. Adorei o texto.
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Celeste comentou:
03/03/2012
Linda a crônica!! E uma bela homenagem pra essa mulher guerreira!!
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Celeste comentou:
03/03/2012
Linda a crônica!! E uma bela hoemnagem pra essa mulher guerreira!!
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Daniela Gil comentou:
03/03/2012
Bárbaro! Como tudo que escreve!
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
03/03/2012
LEONOR É UMA DAS MUITAS MULHERES VALENTES E TRABALHADORAS DE APARECIDA. OH BAIRRO PARA TER MULHERES VALOROSAS!
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