CRÔNICAS

RIO DA DÚVIDA

Em: 19 de Fevereiro de 2012
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 Inauguração do marco do rio Roosevelt, antigo rio da Dúvida. Da esquerda para a direita, George Cherrie, naturalista americano, Ten. Lyra, Cap. Médico Dr. Cajazeira, Roosevelt, Rondon e o engenheiro Kermit, filho de Roosevelt | João Salustiano Lyra/ Museu do Índio/Funai

Inauguração do marco do rio Roosevelt, antigo rio da Dúvida. Da esquerda para a direita, George Cherrie, naturalista americano, Ten. Lyra, Cap. Médico Dr. Cajazeira, Roosevelt, Rondon e o engenheiro Kermit, filho de Roosevelt | João Salustiano Lyra/ Museu do Índio/Funai
 
Esta história que vos conto dá enredo de escola de samba. Do grupo de acesso D. Conheci o bisneto do presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, há exatamente vinte anos, no dia 19 de fevereiro de 1992. Nós dois - um pelo lado americano e o outro pelo brasileiro – éramos os historiadores da equipe que ia refazer uma viagem exploratória realizada em 1914, quando o bisavô dele e o então coronel Cândido Mariano Rondon desceram um rio encachoeirado que nasce em território dos índios Cinta-Larga, na Chapada dos Parecis, e que, naquela época, nem constava no mapa.
Tweed Roosevelt – esse é o nome do bisneto – era homem de negócios que atuava na Bolsa de Valores. Mexia com finanças, investimentos, bufunfa, money. Nas horas vagas escrevia a biografia do bisavô. Com outro gringo, Charles Thomas Haskell, jornalista aposentado e mergulhador profissional, concebeu o projeto de percorrer, quase 80 anos depois, os caminhos da expedição que navegou 1.500 quilômetros. Eles contavam agora, para isso, com 500 mil dólares.
O objetivo declarado da viagem de 1992 era recuperar a memória da expedição de 1914 e coletar dados que permitissem avaliar as alterações da flora e da fauna na região nessas quase oito décadas. Durante dois meses, pesquisadores iriam observar padrões de colonização, situação das populações indígenas, modificações ambientais, distribuição e diversidades das espécies animais e vegetais. Depois, fariam um livro bilíngue português x inglês e um filme. Nós dois, Tweed e eu, éramos os cronistas da aventura.
A expedição
Bom, o meu parceiro Tuíde, se me permitem assim chamá-lo na intimidade, aniversaria no final de fevereiro e ia completar 50 anos no meio da selva amazônica. Trazia no seu currículo o fato de ser bisneto do homem. E eu? O que eu tinha a ver com essa história? Como é que entrei nesse barco? Como Pilatos no Credo.
Foi assim. Os gringos queriam refazer a expedição, mas esqueceram de incluir nela cientistas brasileiros. Pode, Arnaldo? Não, a regra é clara! O Decreto 98.830/90 que regulamenta atividades de pesquisa de campo de estrangeiros no Brasil exige a participação obrigatória de brasileiros nesse tipo de atividade. Por isso, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) brecou a expedição, exigindo o cumprimento da cláusula citada.
Dois respeitáveis cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) foram chamados: João Ferraz e Geraldo Cabral. No entanto, o CNPq exigiu mais: a presença de um historiador brasileiro. Onde encontrá-lo? Corre daqui, corre pra lá, descobriram na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) uma pesquisa cadastrada sobre a Expedição Rondon-Roosevelt, coordenada por um obscuro professorzinho que orientava o trabalho de três bolsistas – Helena Cardoso, Lígia Castro e Carla Balthar.
O obscuro professor era esse filho aqui da dona Elisa, que foi chamado às pressas para um almoço no Rio Caesar Park Hotel, com Tweed Roosevelt e o casal Charles Haskell e Elizabeth McKnight, hospedado no apartamento 708, conforme minhas anotações da época, consultadas para escrever o texto que você está lendo agora.
Posto que meu inglês é macarrônico, a nossa conversa foi feita em francês e ai eles macarronavam mais do que eu. Só depois fiquei sabendo da notável coincidência e de como a história se repete. Acontece que Rondon também não falava inglês, Roosevelt não entendia bulhufas de português e os dois acabaram se comunicando num francês cachorri très jolie.
No almoço, os gringos, querendo me impressionar, disseram que o embaixador americano tinha audiência marcada com o então presidente Collor para cobrar apoio oficial à Expedição. Sei lá se era verdade! O certo é que no dia 20 de fevereiro já estávamos em Manaus, onde apresentamos o projeto no auditório Rio Jatapu, do ICHL, Universidade Federal do Amazonas. Lá estava eu ao lado dos gringos, todos eles vestidos de branco, e do historiador Luís Bitton, que era o coordenador regional do IPHAN, vestido de preto.
O que mudou
A expedição estava programada para sair no final de fevereiro de Vilhena (RO), onde o rio nasce, e terminar, em abril, em Novo Aripuanã (AM).Para isso, a empresa New Century Conservation Trust Inc havia providenciado tudo: canoas infláveis, motores de popa, cadernetas de campo write-in-the-rain impermeáveis, estojo médico, espingarda de caça de cano duplo calibre 12, pistola magnum 357, telefone para comunicação via satélite, antena, caixa de equipamento e bateria, emissor de sinal de emergência, GPS, radiotransmissores portáteis e até geradores de gasolina.
Nesses dois meses, nada de peixe, farinha, pimenta murupi. Só comida de astronauta e festifude enlatado. Aquilo me deixou cabreiro. Ainda por cima os gringos queriam que os meus gastos de viagem fossem cobertos por uma instituição brasileira. Desisti. Fiz aquele gesto americano de OK – a tradução mais perfeita de “taquiprati” - e pulei fora do barco. Fui cuidar da minha vida na universidade e da pesquisa nos arquivos. Voltei pro Rio, eles foram pra Rondônia. Na despedida, fizemos promessas mútuas, jamais cumpridas, de que trocaríamos informações sobre documentos consultados.
Das duas expedições, o relato da primeira, de 1914, é bastante detalhado. Além dos escritos de Rondon, tem um livro de Roosevelt, cujo título em português é “Nas Selvas do Brasil”. Lá, ele conta que a viagem durou dois meses, percorreu um rio perigoso e traiçoeiro que tragou cinco das sete canoas. A expedição passou 48 dias sem ver um único ser humano. Enfrentou piuns, carapanãs, abelhas, mutucas, formigas de fogo, cobras. Dois membros da expedição – brasileiros – morreram durante o trajeto.
Nessa aventura, a expedição de 1914 coletou farto material sobre mais de 2.500 aves, cerca de 500 mamíferos, inumeráveis répteis, batráquios e peixes, muitos dos quais desconhecidos da ciência ocidental. Seu principal feito, no entanto, foi colocar no mapa da Amazônia um rio - o Rio da Dúvida - que não se sabia se era afluente do Tapajós ou do Madeira. Os índios conheciam seu percurso, mas essa informação estava codificada em línguas indígenas nas quais a sociedade brasileira era analfabeta.  
A dúvida foi, enfim, desfeita com a Expedição, que descobriu se tratar do principal afluente da margem direita do Rio Madeira. O rio foi rebatizado como Rio Roosevelt. Esse foi o resultado da viagem original.
E a reconstituição da expedição em 1992? Bem, os gringos, que haviam prometido mundos e fundos, nos deixaram apenas os mundos e ficaram com os fundos. Não me interessei em saber se eles publicaram algum livro ou fizeram algum filme. O Charles Haskell morreu em 1998, com 55 anos. O Tweed, que continua vivinho da silva, agora com 70 anos, declarou num documentário para a TV que na região percorrida, no intervalo de 80 anos “nothing had changed and everything had changed”. Sinceramente, precisava gastar 500 mil dólares para tal conclusão?
Ah, antes que me esqueça: com todo o respeito, sem querer ofender, mas o Tweed tinha cara de leso. A foto dele nos jornais de Manaus de 21 de fevereiro de 1992 não deixa lugar a dúvidas. Mas era só a cara, porque ele foi ativista nos protestos contra guerra do Vietnam e esteve no festival de Woodstock, em 1969. Não se sabe se lá fumou um baseadinho ou se, como o Bill Clinton, fumou, mas não tragou. Essa é a dúvida, que até hoje não foi desfeita. Rio da dúvida? Ou não rio? 

 P.S. - A  foto-montagem é criação do Fernando Campos, da Agência Assaz Atroz.

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22 Comentário(s)

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Cris Amaral comentou:
28/02/2012
Querido Prof.: Bessa se todos os relatos históricos tivessem essa dose de humor seria magnífico! Carinhos
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Cleomar Diesel comentou:
26/02/2012
Conheço o Rio Roosweld, morei em Colniza e ja pesquei neste maravilhoso Rio.A região esta muito bem conservada.Tem pousada famosa por receber artistas.Inclusive a Ana Maria Braga(Globo)ja esteve por lá.Nesta pousada existe um barco da expedição Rondon.È uma pena que falta de planejamento de ocupação racional pode acabar com estas belezas.O governo não sabe,as Ongs estão enganadas ou mal intencionadas.Criar reservas,aumentar reservas indigenas não é solução para preservação.Muito pelo contrario .
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Carla comentou:
25/02/2012
Como de sempre um belo texto!! adorei!! por um momento vivi os tempos da faculdade, o que fizemos e lemos a respeito!!e muito apaixonante!!!!
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Pascoal (Blog da Amazonia) comentou:
24/02/2012
Sempre boas noticias do professor Bessa, bom de ler seus escritos, inteligente, informativo e divertido, tudo de bom, tambem para você.
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Geazi Sales comentou:
24/02/2012
Poderíamos ter informações de grande valia sobre essa expedição. Contudo, o Professor, com o devido respeito, priorizou dar vazão ao antiamericanismo estéril.
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Florence comentou:
22/02/2012
Bonjour professeur Adorei este texto .. uma página da história .. ainda há tantas coisas desconhecidas .. vou tentar me procurar o livro "Nas selvas do Brasil" de Roosevelt.. Je ne manque jamais vos articles.. Avec mes meilleurs souvenirs.. Florence
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Benjamin Acioli Rondon comentou:
22/02/2012
Selva!! Momentos de um Brasileiro digno de distinção
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Gonzalo Lema Trujillo (1) comentou:
20/02/2012
Como todas as crônicas referidas à historia da Amazônia essa é muito apaixonante. Eu gostei muito dela. Sou um architeto da Colômbia, mas sempre estive e estou interessado no estudo dessa fascinante regiao á qual fiz três viagens nas quais percorri desde Tabatinga na fronteira até Belém do Para, e das quais possuo um valioso arquivo fotográfico, obtido na década dos anos noventa. É por isso, que passo frecuentes estadias nas cidades de Leticia e Tabatinga, onde tenho feito estudos pessoais.
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Gonzalo Lema Trujillo (2) comentou:
20/02/2012
Estudo o meio ambiente e o entorno urbano,tentando apurar um pequeno perfil ecológico da regiâo de tríplice fronteira. Peco me disculpem pela minha ortografia, mas o meu PC nao está configurado para o idioma português. Pra acabar, a crônica e a tirinha, reflete a prepotência do imperio americano, especialmente com paises como a Colômbia que tem passado a ser as novas do século XXI. Muito obrigado pra todas as pessoas que leam o meu comentário.
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Gonzalo Lema Trujillo comentou:
20/02/2012
Como todas as crönicas referidas á historia da Amazónia essa é muito apaixonante. Eu gostei muito dela. Sou um architeto da Colômbia mas sempre estive e estou interessado no estudo dessa fascinante regiao á qual fiz três viagens nas quais percorri desde Tabatinga na fronteira até Belém do Para, e das quais, mesmo assim, possuo um valioso arquivo fotográfico, obtido na década dos anos noventa. É por isso, que passo frecuentes estadias nas cidades de Leticia e Tabatinga, onde tenho feito estudos
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Arnaldo Carrilho (1) comentou:
19/02/2012
O livro de Ted Roosevelt,cuja tradução foi publicada pelo IBGE,conta todas as peripécias da missão,a cargo do imperialista do Big Stick que concordava com linchamento de imigrantes "mal-comportados".Em outras palavras, era pau nos que professavam "ideologias estranhas" ao American way of life, vale dizer,os dados a sindicalismos,social-cristianismos,socialismos, anarquismos,comunismos e assim por diante. Na "era Roosevelt", os que mais apanhavam eram os italianos, não poucos vindo a falecer...
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Arnaldo Carrilho (2) comentou:
19/02/2012
... com os tratos aplicados por anglo-saxônicos e assemelhados.A importância da missão desbravadora repousa na revelação da subserviência brasileira àquele desígnio gringo, bem ilustrada na panaquice de Rondon, figura a merecer estudo crítico, já que considerado equivocadamente um de nossos "herois". P.S. Zé Ribamar bem fez ao tirar o corpo fora. Nada teríamos a ganhar com a "nova" pesquisa do bisneto do invasor de Cuba, já como Secretário da Marinha.
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Paulo Bezerra comentou:
19/02/2012
Essa foto mostra tudo. A prepotência americana, tipo "eu sou dono do mundo". A passividade e conformismo do tenente e do médico. A Alienação do naturalista, tipo "não tô nem aí" . O entreguismo do Rondon, tipo "como já garantí o meu, o resto que se exploda". E aqueles que, como sempre, ficam em segundo plano. Mais conhecidos como "orelhas" que, sequer, são citados na crônica .
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Mariana comentou:
19/02/2012
Só quero dizer que amo as coisas que você escreve! Sou uma estudante de Letras, doida pra ser professora, mas apaixonada por jornalismo e essa coisa toda de comunicação. Fui apresentada a você (seu blog) por minha professora da faculdade. Professora de Linguística/ análise do discurso, que falou muito bem de sua obra. Ela não estava errada, nem tão pouco exagerando. Na minha humilde opinião, parabéns!!!
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VANIA TADROS comentou:
18/02/2012
ÔH MARCO LÚCIO DEIXA DE SER AUTORITÁRIO. O BESSA TEM O DIREITO DE ESCREVER SOBRE O QUE ELE QUIZER. PRINCIPALMENTE SOBRE A DITADURA PARA NINGUÉM ESQUECER O FLAGELO QUE ELA FOI
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Marlon A. Tapajos Araújo comentou:
18/02/2012
Marco Lucio Athayde, poderia informar a todos o título do livro que mencionou em seu comentário. Sabe se tem alguma relação com a 2ª expdição referida na crônica?
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Marco Lucio Athayde comentou:
18/02/2012
Bessa, escreva algo útil, ok! Tem um otimo livro sobre este assunto, escrito p/ uma americana. Use seu talento para coisas mais apropriadas, que nao falar mal da ditadura ou requentar livros que nao sao seus. Marco Lucio Athayde
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
18/02/2012
O NOME DO RELATO PODIA TER SIDO "UM GRINGO E UM HOLANDÊS TIRANDO A DÚVIDA NO AMAZONAS". PARA QUEM NÃO SABE, O BESSA É DESCENDENTE DE HOLANDESES. DAÍ OS OLHOS AZUIZ MAIS LINDOS QUE CONHECI QUE ERAM DA MINHA AMIIIIGAAAA DONA ELISA BESSA FREIRE.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
18/02/2012
EU ESTAVA NO ICHL QUANDO O BITTON FEZ O "LANÇAMENTO" OFICIAL DESSA EXPEDIÇÃO. PENA QUE TU NÃO FOSTES,BESSA, POIS TEU RELATO IRIA SER RICO. OS GRINGOS SENDO PICADOS PELOS CARAPANÃS. COMENDO FORMIGA E LESMA. TOMANDO ÁGUA DE VEGETAL. IA SER TIPO AS CRÔNICAS DA "EXPEDIÇÃO PRIQUITO I,II,III".
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Sérgio Freire comentou:
18/02/2012
Tem um livro chamado O Rio da Dúvida - A Sombria Viagem de Theodore Roosevelt e Rondon Pela Amazônia, cujo autor é Candice Millard. Ganhei de presente de um aluno e comecei a ler, mas nunca terminei, apesar de ser bem intressante para o leigo, como eu. Gosto de livros assim. Li nas férias O Ladrão no Fim do Mundo, de Joe Jackson, que conta a história do cara que levou as sementes da serigueira daqui. Esse eu li e é legal.
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Claudio Nogueira comentou:
18/02/2012
Benjamin Acioli Rondon, aí está uma foto do teu bisavó, publicada no jornal Diário do Amazonas, na coluna Taqui Pra Ti (CRÔNICA 944: RIO DA DÚVIDA) do José Bessa: http://
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André Costa comentou:
18/02/2012
Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade
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