CRÔNICAS

RONDÔNIA: A OPERAÇÃO MAGNÍFICO JANUÁRIO

Em: 20 de Novembro de 2011
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 - Desconfie do historiador que nunca foi preso!

Quem disse isso foi Fernand Braudel, historiador francês, encarcerado durante vários anos pelos nazistas, depois de viver no Brasil onde foi professor da USP (1935 a 1937). Sua frase, dita no contexto da 2ª. Guerra Mundial, não é para ser tomada ao pé da letra. Ele não quer desqualificar quem não experimentou o cárcere, mas apenas chamar a atenção para o compromisso do historiador com o seu tempo. Em tempo de guerra e de ditadura, a prisão constitui um indício de tal compromisso.
Tempo de guerra parece ser o momento que vive hoje a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), cujos professores e alunos estão em greve desde o dia 14 de setembro. O que querem os grevistas? Apenas impedir a destruição da universidade. A greve não é sequer por salários, mas por condições de trabalho. A UNIR está caindo de podre, como atesta um Laudo de Vistoria Técnica feito em 21 de outubro de 2011 pela Diretoria de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia.
Os responsáveis pela vistoria - os bombeiros Fábio Ferreira e Francisco Kleber e os engenheiros civis Carlos Renor e Boris Medeiros – confirmaram as denúncias dos grevistas: o Campus Universitário, inaugurado em 1984, foi ampliado, mas desde então não realizaram qualquer serviço de manutenção das construções existentes, o que acarretou sua deterioração e agora ameaça a segurança de professores, alunos e funcionários, prejudicando as atividades de ensino, pesquisa e extensão
As fotos da vistoria são impressionantes: goteiras inundando os pavilhões, infiltrações com alagamento de salas de aulas, rebocos caindo; obstrução das canaletas de drenagem, transformando em rio as calçadas de circulação; instalações elétricas em locais impróprios, sem tampas de proteção; alimentadores deteriorados por corrosão; fios desencapados com emendas, sem isolamento e expostos a chuvas, instalados em corredores de passagem que são inundados por águas pluviais; sistema de hidrantes inoperante com ausência de mangueiras, extintores com prazo vencido, etc. etc.
Januário e os bandidos
Como foi possível tratar com tanto descaso o patrimônio público? Será que os recursos são escassos? Não. O orçamento da UNIR em 2010 foi de R$ 118.416.714,00 e em 2011 de R$120.283,799,00. Para onde foi tanta grana? Não é possível que não tenha sobrado uns centavos para comprar um rolo de fita isolante, isso sem contar os problemas mais estruturais. É incompetência ou corrupção? Ou as duas coisas juntas?
Os grevistas estão revoltados com a situação dos laboratórios, como o de Biologia, todo construído em madeira, onde a vistoria constatou infiltrações de todo tipo, apodrecimento das vigas, centenas de espécimes animais conservadas em álcool em recipientes de vidro em prateleiras inadequadas, sem condições de uso, com saídas de emergência obstruídas. Para salvar a universidade, reivindicam a implantação do Plano de Desenvolvimento Institucional, transparência nas ações administrativas, prestação de contas sobre os recursos repassados e implantação da Ouvidoria na Unir, para que se tenha a quem reclamar. E, agora, exigem também a demissão do Januário.
Quem é Januário no jogo do bicho? José Januário de Oliveira Amaral, esse é o nome do reitor da UNIR. Ele está encastelado no poder há doze anos, e sobre ele, além da incompetência, pesam graves denúncias. Um dossiê de 1.500 páginas enviado ao MEC informa, entre outras coisas, que a ‘Operação Magnífico’ desencadeada pelo Ministério Público, constatou fortes indícios de improbidade administrativa, desvio de recursos, contratação de empresas-laranja. O ministro da Educação, Fernando Haddad, determinou sindicância ainda não concluída.
Acontece que Januário não morre pagão, pois conta com padrinho e madrinha – o senador Valdir Raupp (PMDB- vixe, vixe!) e a deputada federal Marinha Raupp (idem). Com esse apoio em Brasília, o reitor se sentiu forte para classificar os alunos e professores como “bandidos” e chamar a Polícia Federal, cujos agentes locais, absolutamente despreparados, agiram como na época da ditadura militar, prendendo e espancando. Entraram na Universidade como quem entra numa boca de fumo cheia de traficantes ou na Assembléia Legislativa de Rondônia, onde alguns deputados formaram quadrilha.
Enchente do rio
As agressões adquiriram proporções inacreditáveis, incompatíveis com a vida universitária. A professora Marilsa Miranda de Souza foi ameaçada de morte por causa do levantamento que fez sobre as irregularidades da Unir. Uma aluna de psicologia, membro do Comando de Greve, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados. Um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos com os dizeres: “Não adianta cantar vitória antes do tempo. Muita água ainda pode rolar e alguns nomes podem descer na enchente do rio”.
O bilhete traz uma relação de nomes de professores e alunos, entre os quais o do professor Estevão Rafael Fernandes, antropólogo, chefe do Departamento de Ciências Sociais e Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia, que observa: “Aos que não estão acostumados com o jargão amazônico, a menção a descer na enchente do rio é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região”.
Os ânimos estão acirrados, professores e alunos têm sido seguidos e ameaçados, alguns têm dormido em casas de parentes ou amigos com medo do que possa ocorrer. Até então as táticas do Comando Vermelho ou das Milícias Armadas não haviam chegado à universidade brasileira. O despreparo dos agentes da Policia Federal contribuiu, em muito, para essa situação.   
Certamente houve abuso de poder e de autoridade no caso da prisão do professor de História Valdir Aparecido de Souza. A prisão dele, toda filmada, mostra que foi tratado como um bandido e humilhado na frente de seus alunos por policiais federais, um deles de arma em punho. Ele foi preso por estar filmando a ação de agentes federais, o que foi considerado como suposto desacato à autoridade.Acusaram-no ainda de ser responsável por uma explosão no campus. Depois de interrogado de madrugada, foi levado para o presídio comum conhecido como Urso Panda. Como um marginal que não é.
No dia seguinte, por força de um habeas-corpus, foi solto. Como um historiador confiável que é. E dos bons. É respeitado na comunidade acadêmica. Valdir se formou em História pela UNESP (1991), onde concluiu o seu mestrado com a dissertação intitulada, para a ironia do destino: “(Des)ordem na Fronteira: Ocupação Militar e Conflitos Sociais na bacia do Madeira” (2003). No doutorado, trabalha a história e a construção da identidade rondoniense.
Embora Braudel tenha escrito para a comunidade acadêmica, a 'nova' Polícia Federal, que é mais letrada, leu e lhe deu razão. Agora, podemos confiar plenamente em Valdir Aparecido de Souza, porque a PF acaba de lhe conferir um título de confiabilidade. De qualquer forma, é na capacidade de resistência dele, dos grevistas, dos professores e alunos que repousa o futuro da UNIR. E não nas mãos do Januário, a quem o ministro Haddad deve mandar para o espaço como a presidente Dilma fez com os cinco ministros corruptos. Espera-se que a Operação ‘Magnífico Januário’ conclua com sua demissão.
P.S. – Quando este texto já havia sido enviado ao Diário do Amazonas para sua publicação, recebemos a noticia de que um grupo de 42 pistoleiros encapuzados e fortemente armados invadiu uma aldeia indígena Kaiowá Guarani, no Estado do Mato Grosso do Sul e matou o cacique Nísio Gomes, de 59 anos, com tiros de armas calibre 12, conforme denúncias do CIMI, confirmadas pela Funai à agência AFP.

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51 Comentário(s)

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Paulo Bezerra (2) comentou:
25/11/2011
Ricardo Orofino, o caso do reitor da UFAM que aplicava a verba no over-night e ficava com os rendimentos, foi primeiramente denunciado no informativo da ADUA por -- não sei se devo -- um certo professor de apelido de Babá, que coincidentemente também está denunciando o reitor Januário que já caiu. Se cuidem reitores corruptos, senão eu chamo o meu super -herói, Babá o derrubador de reitores.
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UNIR MAIS JUSTA (1) Blog Amaz comentou:
25/11/2011
A reportagem do Fantástico tirou Januário do armário, revelou falcatruas que nem os grevistas conheciam, mostrou que o reitor, presidente da RIOMAR, autorizou pagamentos a TECSOL de propriedade de seu companheiro Daniel Delani.O esquema é utilizado para enriquecimento ilícito.Monta-se empresa de fachada que emite nota fiscal fria para justificar produtos e serviços “comprados” com dinheiro público. No caso 80 mil reais por aluguel de veículos, sem comprovação. O dinheiro é dividido entre eles.
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UNIR MAIS JUSTA (2) Blog Amaz comentou:
25/11/2011
Mais importante pra quem acompanha o cotidiano da UNIR foi o encaixe de peças do quebra-cabeça que parecia não ter lógica.Afinal, era de conhecimento da comunidade acadêmica que Daniel Delani com apenas graduação. foi aprovado em um concurso público para professor realizado em Guajará-Mirim em janeiro de 2011. Concurso feito sobre medida pra aprová-lo. 2 ou 3 meses depois ele foi removido para Porto Velho, Depto Educação Física, contrariando edital do concurso e desfalcando o campus de origem.
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UNIR MAIS JUSTA (3) comentou:
25/11/2011
Passados 2, 3 meses ele viaja a Amsterdã e cidades européias por 23 dias, com diárias e passagens custeadas com recursos públicos,para apresentar pôster em congresso de genética.O mesmo trabalho já apresentado em congresso no Brasil, mas a tradução para o inglês rejuvenesceu a pesquisa. Curioso foi a inclusão na equipe do reitor Januário,geógrafo de formação.Há critérios científicos para definir autoria e co-autoria de pesquisa e em nenhum deles se encaixa um geógrafo em um trabalho de genética.
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UNIR MAIS JUSTA (4) Blog amaz comentou:
25/11/2011
Resumo do quebra-cabeça: montou-se concurso de fachada, com banca de fachada em Guajará-Mirim para aprovar o companheiro homoafetivo, com a certeza de que ele seria contratado e lotado em Porto Velho. Depois, montou-se a apresentação de um trabalho de fachada na Europa para assegurar que o dinheiro público financiaria a viagem dos dois. Simples assim, grotesco assim! O exercício da sexualidade inscreve-se na esfera privada da cidadania, garantido pela Constituição brasileira.
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UNIR MAIS JUSTA (5) Blog Amaz comentou:
25/11/2011
Mas a mesma Constituição impõe que a administração pública será regida, entre outros, pelo princípio da impessoalidade. O credo religioso, as opções sexuais, as paixões da alma, não podem determinar as ações dos gestores. Lamentavelmente, ao que parece, nestes casos, o ainda reitor confundiu os princípios constitucionais.
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Carlos (Blog da amazonia) comentou:
24/11/2011
Isso tudo ‘e um absurdo, coisa de Brasil mesmo parece que ate em Universidades estao roubando e muito e parece que politicos BANDIDOS valem mais que professores de carreira…essa tal nomeacao de cargos por esse s bandidos..como esses dois citados…nas universiddae estaduais tambem ‘e a ssim…uma vergonha
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Ricardo Orofino comentou:
24/11/2011
Bessa, Januário agora é ex-reitor. Como diria o nosso saudoso senador Fábio Lucena, “o biltre escafedeu-se, o pústula foi desfenestrado e deu as de Villa Diogo”. Esperamos que responda a processo para dizer onde está a grana que foi desviada e que devolva aos cofres públicos o que de lá tirou com os seus cinco dedos. Lembro que na UFAM, o então reitor Octavio (com c) Hamilton (com H) Botelho Mourão foi demitido, processado e pagou cada centavo roubado.
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vania tadros comentou:
23/11/2011
LUIS ROCHA eu estava pensando EM CARGOS COMISSIONADOS E NÃO EM PROFESSORES. EM FUI A UMA REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CHEFES DE GABINETES E DOS REPRESENTANTES DAS INSTIUIÇÕES DE PORTO VELHO APENAS O DA UNIR ERA NATIVO. OS OUTROS ERAM TODOS DO SUL E QUE ESTAVA ALI A SERVIÇO DE PARENTES QUE MANDARAM BUSCÁ-LOS.
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Moacyr Barros comentou:
23/11/2011
O Globo deu uma página inteira hoje (23-11) com manchetinha na 1a.pg. a denuncia de que o reitor Januãrio forjou até compra de quase 7 mil marmitas que nunca foram entregues. Quem cai primeiro: Lupi, o cascateiro ou Januário, o marmiteiro?
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Júlio Rocha (1) comentou:
22/11/2011
Não creio que o que acontece na UNIR é a presença de gente que veio de fora para ganhar dinheiro fácil,como diz colega antes de mim.É explicação superficial, errada, distorcida.Muitos dos que lutam hoje vieram de fora e muitos dos que se locupletam são do local.O próprio Januário é acriano(acreano,prefeririam eles... ou prefeririam que não fosse uma coisa nem outra) e o empecilho é o mesmo de todos os lugares e tempos:Desinformação,pressa, algum interesse pessoal e falta de consciência polític
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Júlio Rocha (2) comentou:
22/11/2011
...inclusive de muitos que hoje estão na luta contra a corrupção unirenha: votaram no Januário! Ano passado, há 13 meses,declarei quase todas as acusações vertidas hoje,em campanhas eleitorais internas (ganhei uma,perdi outra),que tiveram mínima repercussão e interesse.Mas quando a Globo falou,tá falado!Sei:Parcela da culpa foi minha de não ter conseguido difundir amplamente,mas esqueçamos:Outra batalha vibra sob o arrebol azulado de RO,típico do seu hino,coisa da antiga:Vamos pra cima do Temer!
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Júlio Rocha comentou:
22/11/2011
Não creio que se trate o que acontece na UNIR da presença de gente que veio de todos os lados para ganhar dinheiro fácil, como diz colega antes de mim, arriba. É explicação muito superficial e, no caso, errada, no mínimo distorcida. Muitos dos que lutam hoje vieram de fora e muitos dos que se locupletam são do local. O próprio Januário é acriano (acreano, prefeririam eles... ou prefeririam que não fosse uma coisa nem outra) e o empecilho é o mesmo de todos os lugares e tempos: Desinformação, pr
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Orlando Sampaio silva (2) comentou:
21/11/2011
Os estudantes, os professores, os cientistas e o povo de Rondônia estão reagindo com a força do humanismo e da ética. O governo federal não pode ficar omisso! Urgem protestos e ação!
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Orlando Sampaio Silva comentou:
21/11/2011
Bessa, Como professor universitário (aposentado) expresso minha indignação ao lado da sua. Fui vítimado pelo autoritarismo dirante a ditadura militar. Minha revolta está potencializada ante esses crimes que estão ocorrendo no período democrático. Ouvi uma reportagem na televisão na qual há referência, também, ao envolvimento do "companheiro do reitor" na quadrilha da Universidade de Rondônia. Parece tratar-se de uma trama com envolvimento "familiar". Os estudantes, os professores, os cientistas
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Paulo Bezerra comentou:
21/11/2011
Parabéns. O TAQUIPRATI foi mais ágil na denúncia que o FANTÁSTICO da Globo. Por outro lado, não basta apenas nos indignarmos com a roubalheira na Educação. É preciso que nos tornemos EDUCACIONISTAS, como propõe o Sen. Cristovão Buarque, para libertar a educação das mãos desses bandidos, travestidos de mocinhos.
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Joâo (Blog da Amazonia) comentou:
21/11/2011
A conduta do policial federal que subtrai a câmera de um professor está tipificada no código penal, artigo 157. Roubo Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. Na mesma pena incorre quem emprega violência contra pessoa a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si.
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Luiz Trigo (Blog da Amazonia) comentou:
21/11/2011
Esses absurdos precisam ser divulgados pela comunidade acadêmica brasileira e internacional. É um desmando de alguém que não é reitor e sim um bandido que se apoderou da burocracia acadêmica.
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Marcelo Machado Brum comentou:
21/11/2011
A denúncia é grave e deve ser investigada.Mas fica a pergunta:Se os desmandos vem de longa data-3 anos de governo tucano e 8 de petista-porque só agora se tomou as providências necessárias?E porque o texto fica o tempo inteiro tirando a clara responsabilidade do governo federal,que pra variar só foi alertado por terceiros ou de vez em quando pelo MP que anda falho com ministros pra lá de enrolados? Se Dilma não tirou até agora Lupi das mentiras deslavadas vai tirar gente da base aliada do PMDB
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Guatracy Araujo (Blog da Amazonia- Terra) comentou:
21/11/2011
Caro Bob Fernandes, quem escreve aqui é um admirador de longa data. O que acontece na UNIR deve ser noticiado, veiculado, e esclarecido - é uma vergonha e uma afronta. Grande valor tem o Terra Magazine em meramente veicular os acontecimentos, mas é preciso mais: é preciso que algo de tal magnitude esteja na página inicial do Terra, bem como nas páginas iniciais de todos os noticiosos do país. Peço ampla divulgação para fatos tão escabrosos.
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Marcelievsky (Blog da Amazonia) comentou:
21/11/2011
Vamos divulgar porque a notícia é grave -mais grave do que aqueles maconheiros em greve na USP e que a mídia faz questão de ficar martelando encima. Isso sim é motivo para mobilização. Estou repassando…
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Injuriado (Blog da Amazonia) comentou:
21/11/2011
ENQUANTO O GOVERNO FEDERAL SE PREOCUPA COM O QUE ACONTECEU NA ÉPOCA DA DITADURA SE ESQUECE QUE ALGUNS ESTADOS PRINCIPALMENTE DO NORTE NORDESTE VIVE UMA DITADURA GOVERNADA PELO PT E PMDB. É UM ABSURDO O QUE ACONTECE NA UNIVERSIDADE DE RONDONIA MAS INFELIZMENTE O BRASIL DO PT VIVE EPOCA DA MAIOR CORRUPÇÃO QUE SE TEM NOTÍCIA. POBRE BRASIL.
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Alessandro (Blog da Amazonia) comentou:
21/11/2011
Reportagem excelente, mas peço que explique porque ‘a “nova” Polícia Federal, que é mais letrada, leu e lhe deu razão’ lhe deu razão e também porque é mais letrada, porque não conheço o contexto ou como a Polícia Federal é aí, muito menos porque são mais letrados.
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Marco comentou:
21/11/2011
E uma oportuna lembrança à Marc Bloch, importante historiador francês medievalista e de teoria da história, que morreu nos cárceres da Gestapo sem dar uma informação sobre seus companheiros da Resistência.
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Marco comentou:
21/11/2011
Bessa, lúcido, corajoso e certeiro como sempre. Sabemos que os januários espalham-se pelas universidades do país, formam pequenos e médios bandos, criam arremedo de casta burocrática diplomada, se engalfinham ou se aliam entre si. "Que vivan los estudiantes!" e os eternos corações de estudante. Abraço fraterno!
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Juliana Falcão (1) comentou:
21/11/2011
Impressionante como Sr. José Ribamar mesmo disse e deve-se ser ressaltado milhares de vezes, se possivel até merece o Caps lock. O que querem os grevistas? Apenas impedir a destruição da universidade. A greve não é sequer por salários, mas por condições de trabalho!!! Então não se pode mais exigir o certo ? Chega a ser engraçado ... a PF pelo visto acha muito o contrario tratando um trabalhador da maneira mais baixa possivel. Indignação total ..
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Juliana Falcão (2) comentou:
21/11/2011
Sou de Porto Velho - RO , hoje moro em Manaus e quando vi tudo isso senti indignada e orgulhosa , indignada pela forma que a situação foi abordada pelos Policiais , e orgulhosa de ver alunos e professores por um ideal simples e eficaz pra várias gerações que venham ainda estudar na instituição . Muita sorte pois precisarão para não sofrerem nenhum tipo de ameaça dos ABUTRES que estão observando -os .. FIRME E FORTE !!
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Juliana Falcão comentou:
21/11/2011
Impressionante como Sr. José Ribamar mesmo disse e deve-se ser ressaltado milhares de vezes , se possivel até merece o Caps lock . O que querem os grevistas? Apenas impedir a destruição da universidade. A greve não é sequer por salários, mas por condições de trabalho.!!! , então não se pode mais exigir o certo ?? chega a ser engraçado ... a PF pelo visto acha muito o contrario tratando um trabalhador da maneira mais baixa possivel . indignação total .. Sou de Porto Velho - RO , hoje moro em Man
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Daniel comentou:
21/11/2011
Muito bom companheiro, não arredaremos o pé da luta até que a manhã nos traga o sabor do triunfo... o apoio do povo e de pessoas como você nos fortalece ainda mais, grande abraço.
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José Alcimar de Oliveira comentou:
20/11/2011
Brasil, 7ª economia do mundo e em 84ª posição no IDH. Se nossa educação tivesse o mesmo nível da publicidade que dela se faz, estaríamos no melhor dos mundos. A rebeldia em curso na UNIR, contra a democracia direta do capital, é uma verdadeira aula de civilidade nesse país com tantos "deficientes cívicos" (Milton Santos) ocupando as várias esferas de poder. Parabéns Bessa e vida longa à luta desses bravos companheiros da UNIR.
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José Alcimar de Oliveira comentou:
20/11/2011
Brasil, 7ª economia do mundo e em 84ª posição no IDH. Se nossa educação tivesse o mesmo nível da publicidade que dela se faz, estaríamos no melhor dos mundos. A rebeldia em curso na UNIR, contra a democracia direta do capital, é uma verdadeira aula de civilidade nesse país com tantos "deficientes cívicos" (Milton Santos) ocupando as várias esferas de poder. Parabéns Bessa e vida longa à luta desses bravos companheiros da UNIR.
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Alexandre Gomes comentou:
20/11/2011
Valeu, Bessa! Vamos circular a crônica! Abração!
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José Maria da Silva comentou:
20/11/2011
A situação a que chegou a UNIR e a truculência contra professores e estudantes, que se manifestam contra essa situação, é inadimissível. Vai aqui minha solidariedade à comunidade acadêmica. A crônica é muito boa, mas os fatos são lamentáveis.
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Isaac Ronaltti (Blog da Amazonia) comentou:
20/11/2011
Januário é o Kadafi do Madeira! Lembro da época da campanha dele para Reitoria (ainda estava por lá) os próprios cabos eleitorais dele cantavam pelos corredores da UNIR: “Você não vale nada, mas eu gosto de você”
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Alexandre A Bune (Blog da Amazonia) comentou:
20/11/2011
Acredito que este reitor esta com o rabo preso com a justiça se não ja tinha que ter mandado prender ele. Os politicos e administração presente são uns verdadeiros ratos (corruptos) imcompettentes.
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Ana Stanislaw comentou:
20/11/2011
Muito boa!!! Parabéns Bessa por essa abertura ímpar, pois a maioria da mídia permanece no mais absoluto silêncio. Esse Januário tem que ser preso. Força aos colegas da UNIR.
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vania tadros comentou:
20/11/2011
continuação: e com o campo destruído não conseguem repercussão na mídia nacional.
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Valdir Vegini comentou:
19/11/2011
Parabéns, irretocável!!! O lado bandido não está entre professores e alunos. Que a PF unte urgentemente as algemas para prender o pai das irregularidades e da des-gestão!!!
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vania tadros comentou:
19/11/2011
O QUE ACONTECE NA UNIR E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE RONDÔNIA É QUE O ESTADO FOI INVADIDO POR PESSSOAS DE TODAS AS ÁREAS E DIVERSOS ESTADOS BRASILEIROS QUE FORAM PARA LÁ EXCLU SIVAMENTE PARA GANHAR MUITO DINHEIRO E EM POUCO TEMPO. ENVOLVERAM-SE EM POLÍTICA E MUITOS RODINIENSES OS VENERAM PORQUE SÃO DO SUL DO PAÍS. NÃO SE PERGUNTAM O QUE ELES FAZIAM NO LOCAL DE ORIGEM. POR OUTRO LADO A COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DE LÁ DEVE ESTAR COM O PODER SUPER FRAGILIZADO. EM GREVE DESDE SETEMBRO E COM O CAMPUS DEST
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vania tadros comentou:
19/11/2011
O QUE ACONTECE NA UNIR E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE RONDÔNIA É QUE O ESTADO FOI INVADIDO POR PESSSOAS DE TODAS AS ÁREAS E DIVERSOS ESTADOS BRASILEIROS QUE FORAM PARA LÁ EXCLU SIVAMENTE PARA GANHAR MUITO DINHEIRO E EM POUCO TEMPO. ENVOLVERAM-SE EM POLÍTICA E MUITOS RODINIENSES OS VENERAM PORQUE SÃO DO SUL DO PAÍS. NÃO SE PERGUNTAM O QUE ELES FAZIAM NO LOCAL DE ORIGEM. POR OUTRO LADO A COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DE LÁ DEVE ESTAR COM O PODER SUPER FRAGILIZADO. EM GREVE DESDE SETEMBRO E COM O CAMPUS DEST
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Geovana comentou:
19/11/2011
Pois sabemos que as denúncias é muito grave, espero que se faça valer a lei e que ele vá para onde ele já deveria ter ido PRESÍDIO.
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jarda comentou:
19/11/2011
Ocorre um completo sucateamento da educação superior no Brasil, com vistas para a aplicação de do projeto neoliberal de privatização do ensino. Roubar do povo brasileiro toda a estrutura e porte científico dos maiores centros de excelência do Brasil. No norte, no sul, na Unir, na Usp, os responsáveis por ainda manter a dignidade acadêmica são os estudantes, funcionários e professores que, há anos, vem lutando por um patrimônio do povo, como ele deveria ser: autônomo, aberto à comunidade e à serv
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Prof. Petrus comentou:
19/11/2011
Prezado Ribamar, parabéns pelas palavras, nós docentes ficamos feliz por mostrar a nossa realidade!
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Cristóvam Luiz comentou:
19/11/2011
O sucateamento das Universidades Públicas e a Corrupção que crassa nesse governo, dão um retrato em preto e branco da Educação - mais preto do que branco - que está sendo desvalorizada em nosso país. Parabéns aos docentes e discentes da UNIR, que lutam por melhorias... E que a luta seja um exemplo para o país!
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Narcísio comentou:
19/11/2011
Excelente... Parabéns, Parabéns!!!!!
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Giane comentou:
19/11/2011
O que está ocorrendo em Rondônia e em outras universidades no Brasil me faz lembrar o que disse Milton Santos, mais ou menos assim: hoje fala-se muito em flexibilidade, mas nunca houve tanto autoritarismo..
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Giane Lessa comentou:
19/11/2011
O que está ocorrendo em Rondônia e em outras universidades no Brasil me faz lembrar o que disse Milton Santos, mais ou menos assim: hoje fala-se muito em flexibilidade, mas nunca houve tanto autoritarismo..
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Ana comentou:
19/11/2011
Nota 10. Li esse texto e fiquei pensando nos babaquinhas da USP...
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Agda Lima Brito comentou:
19/11/2011
E mas um caso de abandono as universidades,que torceremos para não ficar sem solução,(já que a maioria fica por isso mesmo)
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Vanessa Antunes comentou:
19/11/2011
Eu tb só fui detida para averiguações em alguns protesto rss
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Tenner Inauhiny comentou:
19/11/2011
Desconfie do historiador que nunca foi preso! José Bessa, Eu nunca fui preso. Só detido pra averiguações rsrs
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