CRÔNICAS

NEM RUIM DA CABEÇA, NEM DOENTE DO PÉ

Em: 06 de Março de 2011
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No momento em que escrevo... Perdão, no carnaval ninguém escreve chongas... No momento em que BATUCO essas mal traçadas linhas, até os postes e as estátuas do Rio de Janeiro estão remexendo o esqueleto. O Cristo Redentor levantou o dedinho, o Pão de Açúcar está rebolando e até a igreja da Penha caiu na gandaia. Foram 14 transatlânticos que ancoraram no Píer Mauá. Os hotéis estão entupidos. A cidade bate o recorde de turistas. Um milhão de visitantes, dos quais 300 mil são estrangeiros, segundo dados oficiais da Riotur. O carnaval, entre outras coisas, é um grande negócio.
Se o carnaval durasse o ano inteiro e houvesse um rodízio, cada dia teria um bloco diferente nas ruas do Rio, sem repeteco. O carnavalesco e folião-mor Gilberto Menezes Moraes, professor da UERJ, contou um por um: são pelo menos 365 blocos que desfilam, oficialmente, no carnaval carioca, alguns deles contrariando Dorival Caymmi, porque mesmo quem é considerado “ruim da cabeça ou doente do pé” caiu na folia, mostrando que é bom sujeito e que gosta de samba, de pandeiro, de surdo e de tamborim.
Surdo e tamborim
Quem foi que disse que o “doente do pé” não pode pular carnaval? Pode sim, se entendemos que “pular” é brincar e curtir. Por isso, os cadeirantes criaram um bloco chamado “Senta que eu empurro”, que desfilou pelas ruas do Catete nessa sexta-feira, dia 4 de março, num diálogo com outro bloco, o “Empurra que pega”. Esse eu perdi, mas não perco o bloco “Gargalhada” por nada no mundo.
O “Gargalhada” desfila hoje, domingo, às 16hs., na Avenida 28 de setembro, Vila Isabel, zona norte do Rio, com cobertura do Diário do Amazonas, de Manaus, que terá um enviado especial – euzinho aqui, o primo da Lúcia Jacinaguara. Esse é o único bloco que tem um intérprete de LIBRAS, a língua brasileira de sinais. Na realidade, dois intérpretes que traduzem todo o evento para os surdos e ensinam aos ouvintes presentes algumas palavras em Libras incluindo, entre os alunos, o próprio Rei Momo que vai cumprimentar os surdos em LIBRAS.
Criado há sete anos para promover a inclusão dos surdos no carnaval, o “Gargalhada” fez uma parceria com os grupos “Instituto Interdisciplinar Rio Carioca” e “Anjos de Visão”, que congrega deficientes cegos, surdos cadeirantes, anões, portadores de síndrome de Down, amazonenses e baianos deslocados no Rio e quem mais quiser. Por favor, quero que me excluam DENTRO dessa, se é que me faço entender.
Os deficientes visuais, aliás, pela primeira vez, poderão ouvir uma narração detalhada dos desfiles do Sambódromo, num serviço gratuito oferecido pela Riotur no Setor 13, que disponibilizou 300 ingressos para pessoas deficientes. O carnaval paulistano também traz um projeto inovador intitulado “Só não vê quem não quer”, que leva pessoas cegas e de baixa visão para acompanhar os preparativos e desfiles finais das escolas de samba.
- “Eu não sabia da beleza dela, mas eu descobri. Foi maravilhoso. Na hora que eu peguei nas mãos dela, deu pra sentir a delicadeza das mãos, o gingado”, disse Diego, um deficiente visual, depois de dançar com Joyce, a rainha da bateria de uma escola. “Estou vendo tudo, sentindo tudo e com detalhe: dessa vez interagindo” – falou outro deficiente visual, Airton Rio Branco.
Loucura Suburbana
Quem caiu no samba não foram apenas os doentes do pé, os cadeirantes, os deficientes visuais, os surdos, mas também os que são considerados “doentes da cabeça”. No domingo passado, dia 27 de fevereiro, euzinho aqui, enviado do Diário do Amazonas fui conferir, como faço todos os anos, o bloco “Tá pirando, pirado, pirou”, formado por portadores de sofrimento psíquico, seus familiares, funcionários de instituições de saúde mental, simpatizantes e alguns bichos da fronteira, como nós, com um pé lá e outro cá.
Esse bloco que nasceu no Instituto Pinel, na Urca, em 2005, desfilou a primeira vez dentro do hospital. Deu certo e, então, a partir do ano seguinte foi pra rua com bonecos feitos com fibra de vidro e com caixas de remédios controlados de tarja preta. Concentra na Rua Lauro Muller, desfila na Avenida Pasteur, na Urca - sede do primeiro hospício da América Latina, o Pedro II. Dispersa na pracinha do Pão de Açúcar, onde o repertório inclui sambas enredos clássicos e marchinhas.
O “Tá pirando”, em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido, realizou oficinas para formar a comissão de frente. O samba enredo desse ano, criado pelo Nico do Cavaco, Roni Valk e Bisqüi da Fatinha, cantou a filosofia do prazer, de sentir e experimentar, com o título “Amor, venha desfrutar as 7 maravilhas do mundo”.
Na mesma linha, outro bloco é o “Loucura Suburbana”, formado por pacientes, funcionários e familiares do Instituto Municipal Nise da Silveira. Desfilou pelas ruas do Engenho de Dentro, na Zona Norte nessa quinta-feira, dia 3, com o samba “Sou parte da história, venha ver meu dia-a-dia, pra 10 anos de loucura, mais 100 anos de folia”. Dessa forma, o bloco comemora os seus dez anos de vida e um século de existência do Instituto, cantando a história do bairro, da saúde mental e da psiquiatria brasileira.
O “Loucura Suburbana” volta ainda às ruas em três momentos diferentes: hoje, domingo, dessa vez na própria Sapucaí, participando de uma ala da Mocidade Independente de Padre Miguel, em conjunto com o Núcleo de Cultura, Ciência e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro; terça-feira, dia 8, na Avenida Intendente Magalhães, numa ala da Escola de Samba Canarinhos de Laranjeiras; e finalmente de volta ao sambódromo no sábado, 12 de março, no desfile das campeãs, como ala da Escola Embaixadores da Alegria. Os caras estão bombando.
O terceiro bloco é o “Tremendo nos nervos” do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro, no bairro da Saúde, Zona Portuária do Rio, por cujas ruas desfilam seus integrantes, que fecham a Rua Sacadura Cabral depois de se concentrarem na Praça da Harmonia.
Os três blocos envolvem os pacientes em todas as atividades, desde a escolha do enredo e da camiseta, passando pelo concurso de sambas, confecção de fantasias, oficinas e rodas de samba. Os médicos afirmam que essa participação, além de constituir uma diversão, criou um espaço de convivência, de troca de ideias, e virou parte do tratamento dos portadores de sofrimento psíquico. Contribui também para combater o preconceito do entorno e para reforçar o bloco “Passa a mão, mas não mete o dedo”.
Os blocos dos excluídos são vitais numa sociedade onde Jaqueline Roriz – filha de peixe – junto com Maluf, Newton Cardoso, Almeida Lima e tantos pilantras integram a comissão de frente da reforma política. São imprescindíveis, num país onde Sarney preside o Senado, onde todos eles passam a mão e, ainda por cima, metem o dedo.
Num contexto desses, o carnaval parece ser o espaço mais sério, democrático e solidário do país. Simboliza o que existe de melhor e de mais sadio na sociedade brasileira. Constitui uma esperança saber que os excluídos estão se organizando e reivindicando um lugar na sociedade e que existe muita gente que se solidariza com eles. Com humor, os excluídos estão conquistando a cidadania. Um país em que o doente do pé e o ruim da cabeça sambam com alegria tem que dar certo.
Ah, se a sociedade brasileira fosse tão inclusiva como está sendo no carnaval, o país seria outro! Saudade danada do Darcy Ribeiro, que nos deixou no carnaval de 1997 depois de nos ajudar a compreender isso. Viva Ana Pereira! Viva o Carnaval, que a ninguém faz mal.
P.S. – Doutor Rogelio Casado, cadê o bloco “Unidos do Eduardinho”, formado por portadores de sofrimento mental de Manaus? Sem ter onde desfilar esse ano, a urna da 41ª. Seção Eleitoral, do bairro de Aparecida, em Manaus, conhecida como “urna dos malucos”, mandou uma representante pra desfilar no “Tá pirando” no Rio de Janeiro. Ela se sentiu em casa: ela entre elas.

 

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28 Comentário(s)

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Ana Renata Tartaglia comentou:
10/03/2011
Professor, linda a sua crônica! Realmente, se fôssemos tão inclusivos e participativos quanto estamos dispostos a ser no Carnaval, que país teríamos, não é? Ao lê-la fiquei com uma sensação boa... aquela de que nem tudo está feito, mas também não está perdido... Obrigada!
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Cris Amaral comentou:
10/03/2011
Querido Prof Bessa, mais uma excelente crônica; porque não dizer "A crônica". Nossa ainda estou boquiaberta com tantas informações, as quais não tinha o menor conhecimento. Sou uma carioca avessa a essa festa, porém confesso que me senti incluída em um desses blocos. Parabéns aos que os criaram!! Parabéns amigo por tua inteligência e perspicácia!
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João Crispim Victorio comentou:
09/03/2011
Linda crônica, Professor Bessa. Aproveito para agradecer as boas dicas do carnaval inclusivo.
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Hans comentou:
09/03/2011
Caro Bessa, um evangelho, uma boa notícia, que só não é percebida por hierarquias recalcitrantes e dogmáticas, além de moralistas, que também essa vez andaram censurando o uso de imagens religiosas... Bem disse, há muito tempo, o colega teólogo da libertação, Milton Schwantes: “Se um dia tiver revolução no Brasil, será durante um carnaval!” abraço, Hans
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Susana Grilo comentou:
08/03/2011
Bessa querido, só voce mesmo para nos surpreender em pleno carnaval como tema da inclusão na alegria, no compartilhar, no interagir... Não acompanho o carnalval, mas sei do seu valor enquanto mostra a sociedade organizada explorando seus valores e significados ... até as escolas atingidas pelo incêncio no Rio deram a volta por cima !!! Agora a manifestação emocionante e divertida da inclusão eu não tinha a menor idéia ... Agradeço sua sacação e divulgação dessas iniciativas maravilhosas... Um gr
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Silas (1) – Blog da Amazonia comentou:
07/03/2011
EU NÃO GOSTO DE CARNAVAL… Mas, lendo este brilhante artigo (longe de ser maltraçadas linhas) fico imaginando como seria maravilhoso se as pessoas se mobilizassem contra os desmandos, os abusos, as dilapidações do erário público com consequente locupletamento de seus algozes…É como o senhor, com propriedade afirmou: enquanto LADRAVAZES CONTUMAZES representam “comissões de frente ” da reforma política (NÃO CAÍRAM DE PÁRAQUEDAS.VOTARAM NELES E EU É QUE NÃO FUI)
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Silas (2) – Blog da Amazonia comentou:
07/03/2011
Os excluídos da sociedade, considerados mesmo párias, os que padecem de doenças mentais, estão FELIZMENTE, SE MOBILIZANDO… E isso é bom sinal… Quem sabe num futuro poderemos presenciar todos os cidadãos e cidadãs fazendo do Carnaval uma festa de protesto, cobrança e repúdio a esses pilantras que infestam os Poderes da República, todos, sem exceção. Aí talvez até eu resolva sair pra vivenciar e aplaudir os blocos e passe a gostar da Festa da Carne…
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José Bessa comentou:
07/03/2011
Valea pena conferir o blog do Rogélio Casado http://rogeliocasado.blogspot.com/2011/03/nem-ruim-da-cabeca-nem-doente-do-pe-por.html
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Rogélio Casado (1) comentou:
07/03/2011
Por onde anda "Unidos do Eduardinho", o bloco que criei quando coordenava a Saúde Mental do Amazonas em 2005? Ah, se bobear até esse tal de Rogelio Casado nunca existiu.Este é o destino dado pelos reformistas de araque às ações e personagens que tentaram avançar a reforma psiquiátrica.Acaso alguém lembra que nos anos 1980 os internos do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro ali produziam tonelada de verduras,plantavam mandioca, milho, feijão, mantinha casa de farinha e 60 cabeças de suínos?
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Rogélio Casado (2) comentou:
07/03/2011
E o que o resultado financeiro da produção era dividido fifty-fifty, ou seja metade entre os internos e metade para compra de novos insumos. Sabe o amigo da minha intolerância ao canibalismo da esquerda, que devora seus companheiros de luta; imagine, então, o horror que tenho à direita que tenta destruir nossa memória. Bem que ela quer se livrar de nós, os indesejáveis, mas entre um mergulho e outro a gente sempre reaparece de bubuia, que é prá driblar os "locas".
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Rogélio Casado (3) comentou:
07/03/2011
Para desespero dessa turma não é do "complexo de Édipo" que padeço; é do "complexo de Fênix".Apelo pra tua paciência pra apoiar a nova iniciativa, o Projeto "Nós & Voz", de inclusão social de pessoas com transtorno mental através do trabalho e da arte, na perspectiva da economia solidária.O projeto chancelado pela UEA em parceria com a Associação Chico Inácio atua no campo da cidadania das pessoas em sofrimento psíquico, fundada no início deste século por este amante das causas (im) possíveis.
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Rogélio Casado ( 4) comentou:
07/03/2011
Lembro teu esforço em dirigir mensagem ao presidente da Assembléia, Belarmino Lins (vixe!) na votação da Lei de Saúde Mental proposta pela associação.Somos grato ao teu apoio.Valeu a pena engolir sapo em prol de legislação moderna de saúde mental para o Estado, que resiste em sair do papel.Teu apoio contribuirá para abrir novos horizontes aos que estavam condenados pela psiquiatria conservadora a mofar nos hospícios.Diz a sabedoria antimanicomial que quem não gosta dos loucos, bom sujeito não é.
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Grecia comentou:
07/03/2011
Interessante... Eu não sabia dessa "inclusão" no carnaval, até porque não curto muito estar nas ruas nessa época. Mas valeu pelas informações... e como sempre, bem humoradas!
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Paulo Bezerra comentou:
06/03/2011
Eu não gosto de ser puxa-saco. eu não gosto de vangloriar tuas cronicas por que eu entendo que seria redundante eu estar comentando e dizendo que eu gostei. Mas. essa foi do caralho, eu lí chorando, lembrando dos nossos irmãos especiais. Parceiro ou Pariceiro como dizia meu pai e o Geraldão lá no dominó do Beijoca: Tu é foda meu irmãio, Foda não, fodinha por que fodão é o teu pai. Que deus o tenha.
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Almir Barros Carlos comentou:
06/03/2011
Parabéns, sou seu fã e leitor de suas crônicas, há muitos anos. Adorei o artigo sobre o gêmeo amazônico de Berlusconi. Gostaria que o amigo escrevesse sobre a "exportação" de Belém para Manaus, em meados do século passado, do lixo social paraense e sobre a atitude de Stênio Neves. Eu só ouvi falar, é verdade que Stênio mandava de volta o que o governador do Pará mandava para Manaus pelos navios da ENASA?
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Viviam comentou:
06/03/2011
Excelente leitura e oportuno momento para todos nós refletirmos sobre inclusão de pessoas com necessidades especiais, afinal carnaval é para todos!
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Marilza de Melo Foucher - (de Paris) comentou:
06/03/2011
Bessa, quando eu trabalhava na agência CCFD, tivemos o imenso prazer de financiar o CECIP que ajudou a criar a TV Pinel e o primeiro desfile de carnaval deles. Aqui em Paris, teve grande repercussão. O jornal LE MONDE publicou na primeira pagina! Foi o maior sucesso. Segundo o Le Monde: ”os verdadeiros loucos são os estã nas arquibancadas”...
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Marilza.de Melo Foucher comentou:
06/03/2011
Besso eu tive o imenso prazer de ter financiado quando estavan agência CCFD o CECIP que ajudou a criar a TV Pinel e o primeiro desfile de carnaval deles. Aqui o le monde publicou na primeira pagina! Foi o maior sucesso e eles diziam: os verdadeiros loucos estao nas arquibancadas...
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Marilza de Melo Foucher comentou:
06/03/2011
Dom Bessa cortastes o resto:dansa-se o samba, pagode, pula-se o frevo, Se canta muitas marchinhas...Casais enrolam-se em serpentinas, Nos bares, nas ruas, nas esquinas,A tristeza se despede animada,Nas calçadas a alegria perambula...A vida se faz colorida, vira canção. No horizonte, o sol brilha sem sombras...Instante sonoro para a felicidade efêmera.Na ingrata quarta-feira o gigante cai na real...A festa acabou e tudo volta ao normal!
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Bertha comentou:
06/03/2011
Bessa Belíssima a sua crônica! É uma aula de educação inclusiva em pleno carnaval! Parabéns!
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Ulisses Da Selva comentou:
06/03/2011
O Rio de Janeiro treme! E' muito bom ler as tuas crônicas! Mas o autor de Mai'ra morreu em '97, num foi? Pois e' agora mudou de andar v'espera do Carnaval o Moacyr Scliar. So' nao muda o Belao! O Belarmino Lins De Albuquerque, cpf 005.216.632-53, rg 211488-7, nascido em 01/01/1946, com profissao de deputado ja' tem tempo.
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Marilza De Mello Foucher comentou:
06/03/2011
O carnaval Brasileiro O carnaval é a festa do povo, São três dias de total folia! Nem sempre de máscara e fantasia. Do norte ao sul uma só festa! Blocos de rua, escolas de samba, Maracatus, muitas batucadas. Assim é o carnaval, muita vibração e alegria! Muita adrenalina liberada, O stress se evapora, a alegria se manifesta. O corpo se carrega de energias, Muita descontração e emoção! O ritmo segue a batida do coração. Dança-se o samba, pagode, pula-se o frevo, Se canta muitas m
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Isabel Taukane comentou:
06/03/2011
Olá professor Bessa, é maravilhoso ler as suas cronicas em pleno feriadão...adorooooo!
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Ana comentou:
05/03/2011
Linda crônica. Aguardo ansiosa o teu artigo nesta época de carnaval, pois sei que sempre sois uma voz dissonante, em meio a tantos clichês. Que mais doentes do pé e ruins da cabeç possam cair nar folia.
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Benedito Carvalho (1) comentou:
05/03/2011
Só mesmo vc com essa fina ironia é capaz de ver essa festa dos brasileiros com outra visão. Mino Carta, no último no. de sua revista, faz outra análise, mostrando como o carnaval esconde o racismo brasileiro. Ele tem razão, na minha opinião. Mas prefiro Baktine, e essa tua forma de ver. Tua crônica dá uma sensação diferente. É como se tu aceitasse entrar no samba, revelando e colocando tuas lentes nos blocos dos estigmatizados, os chamados loucos, cegos, deficientes, de uma maneira em geral.
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Benedito Carvalho (2) comentou:
05/03/2011
Aqui em Manaus faltou um bloco dos " Morram, Morram, Morram" ... Ia ser engraçado. A carnavalização, afinal, faz parte da resistência. Legal teu olhar, cai no samba e deixa a vida rolar, porque atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu. Alguns desejam a morte, mas a morte dos outros, como o prefeito de Manaus. Martim Heidegger tinha razão quando dizia isso, a morte é sempre dos outros. Bene
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Mauro Souza comentou:
05/03/2011
Bessa, ainda que não-adepto das folias de Momo, informo que Manaus tem se aberto para as expressōes populares carnavalescas. As bandas, blocos e confrarias estão nas ruas. Na minha superficial visão, o que nos falta é tematizar melhor os espíritos e dar um sentido de maior leveza as grandes manifestaçōes de alegria, como o faz magistralmente a Banda da Bica. Se se plantar, aqui o terreno é fértil e a planta certamente há de vicejar...
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benedito Carvalho comentou:
05/03/2011
Bessa, sú mesmo, com essa fina ironia, é capaz de ver essa festa dos brasileiros com outra visão. O jornalista Mino Carta, no último número de sua revista, faz uma outra análise, mostrando como o carnaval esconde o racismo brasileiro. Ele tem razão, na minha opinião. Mas prefiro Baktine, e essa tua forma de ver. Tua crônica dá uma sensação diferente. É como se tu aceitasse entrar no samba, revelando e colocando tuas lentes nos blocos dos estimatizados, os chamados loucos, cegos, deficientes, de
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