CRÔNICAS

UM FILHO TEU FUGIU À LUTA

Em: 18 de Abril de 2010
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A gente não sabe se chora ou se ri com as declarações ameaçadoras feitas por dois generais octogenários que hoje, na reserva, vestem pijama e usam dentadura, mas já pertenceram ao alto escalão da ditadura militar brasileira (1964-1985), quando tinham dentes bem afiados. A velhice arrancou-lhes os dentes do siso, mas conservou-lhes a vontade de morder. Entrevistados recentemente pelo jornalista Geneton Moraes para a Globo News, eles desembainharam a espada e feriram de morte a memória nacional.

Um deles, o general Leônidas Pires Gonçalves, 89 anos, foi chefe do DOI-CODI do Rio de Janeiro, comandante militar da Amazônia e ministro do Exército do Governo Sarney. O outro, o general Newton Cruz, 85 anos, chefiou o SNI – Serviço Nacional de Informações, e comandou a repressão às manifestações realizadas em Brasília na época do movimento ‘Diretas Já’.

Com o dedão de proctologista sempre em riste, o general Leônidas nos ofereceu essa pérola:

“Não tivemos exilados no Brasil. Tivemos fugitivos. A palavra ‘exilado’ não serve para eles. Exilado é alguém que recebe um documento do governo exigindo que se afaste. Tal documento nunca houve. A minha sugestão é: fugitivos".

O general alega que ninguém foi obrigado a sair do país, e a prova disso é que não existe qualquer papel com o carimbo: “Vai-te embora”, assinado: “Ditadura”, com firma reconhecida. Então, quem saiu, o fez por livre e espontânea vontade. Ele insinua que quem saiu é covarde e fujão, ao contrário dele, que é macho pacas. Dessa forma, o general, que nunca cantarolou ‘o bêbado e o equilibrista’, debochou do ‘choro das Marias e Clarisses’ e de ‘tanta gente que partiu num rabo de foguete’.

Exilado ou fujão?

A bravata do general coloca duas questões: uma de forma e outra de conteúdo. Formalista, o ex-chefe do Doi-Codi confunde cinto com bunda e cipó com jerimum. Para ele, todo bebê não registrado em Cartório é non nato. É isso aí: não nascido. A criança pode chorar e berrar, mamar, molhar as fraldas: não nasceu. As lágrimas e os berros não constituem prova cabal de sua existência. A única prova aceitável é uma certidão afirmando que ela existe. Da mesma forma que, sem papel, exilados não existem, só fugitivos.

Enquanto o general, dedão em riste, nos chamava de fujões, eu ouvia a voz bêbada da cantora Vanusa entoando: “verás que um filho teu não foge à lu-uta!”. Acontece – e aqui vem a segunda questão – que quem foge, foge de alguém ou de alguma coisa. Nós, exilados, fugimos de quê?


Da repressão e da tortura? Ora, o Diário Oficial não publicou portaria nomeando torturadores, portanto eles não existiram. Houve apenas ‘pequenos excessos’, como justifica o general Leônidas:

- “Guerra é guerra. Guerra não tem nada de bonito – só a vitória. E nós tivemos. A vitória foi nossa. As torturas lamentavelmente aconteceram, mas para ser uma mancha ela foi aumentada. Hoje todo mundo diz que foi torturado pra receber a bolsa-ditadura”.

O general Leônidas, fanfarrão que não sabe nem ganhar porque tripudia sobre os vencidos, coloca em dúvida até o assassinato na prisão do jornalista Wladimir Herzog:

- “Eu não tenho convicção que Herzog tenha sido morto. Porque sei o que é uma pessoa assustada e não preparada (...). Nitidamente, Herzog não era preparado para isso. Às vezes, estive pensando, um homem não preparado e assustado faz qualquer coisa, até se mata. Até se mata”.

Deixando de lado esse insulto à memória – um escárnio - cabe perguntar: quem matou dona Lyda Monteiro, secretária da OAB, vítima dos atentados à bomba contra alvos civis que aterrorizaram o Rio de Janeiro em 1980-1981? Na época, o governo militar culpou os radicais de esquerda, negando aquilo que logo ficou provado e hoje o general Newton Cruz confessa: militares radicais da ativa promoveram atentados para impedir o processo de abertura política em andamento.

O ataque frustrado ao Riocentro – Deus castiga! - matou um dos terroristas, quando uma das bombas explodiu no colo do sargento Guilherme, dentro do carro do capitão Wilson Machado. Com os olhos esbugalhados durante toda a entrevista, Newton Cruz confessou que tinha prévio conhecimento de que alguns militares preparavam o atentado e – esse é um dado novo – que ele próprio transmitiu ao seu superior general Octávio Medeiros. O entrevistado contou ainda que ele, por conta própria, impediu novo atentado que havia sido preparado por militares do Doi-Codi do Rio.

Tortura e anistia

Um terceiro militar, não entrevistado, mostrou o lado íntegro das Forças Armadas. Trata-se do major brigadeiro Rui Moreira Lima, 91 anos, piloto de combate da esquadrilha verde da Força Aérea Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, quando executou 94 missões. Ele é um dos três heróis brasileiros da guerra que combateu o nazi-fascismo. Nesta segunda-feira (12/04), o nonagenário general protocolou no STF um pedido para que a lei de Anistia não beneficie os crimes de tortura.

Na petição assinada, o brigadeiro Lima, que também preside a Associação Democrática e Nacionalista de Militares (ADNAM), diz com extrema lucidez: “a anistia não pode significar que atos de terror cometidos pelo Estado através de seus agentes e que ensejaram verdadeiros crimes contra a humanidade não possam ser revistos”.

Nas próximas semanas, o STF decidirá sobre essa questão. De qualquer forma, o brigadeiro mostrou, corajosamente, qual é o discurso que representa a Pátria Mãe Gentil, protetora, que nos faz sentir filhos deste solo. Esse sim é um herói que continua honrando a farda que veste. Fez com o discurso aquilo que já havia feito com os aviões de caça: lutar pela liberdade.

A Lei de Anistia aprovada há trinta anos pelo Congresso Nacional concede o perdão a quem cometeu crimes políticos entre 1961 e 1979. O que é um crime político? O STF já decidiu que crimes políticos são os delitos praticados contra a ordem estabelecida com finalidade ideológica. Ou seja, os militares que pegaram em armas e deram um golpe em 1964 estão anistiados, bem como os militantes de esquerda que combateram a ditadura com armas na mão. No entanto, os delitos praticados pelos torturadores nos porões da ditadura não se enquadram nessa situação.

Não se trata de buscar vingança ou revanche, como sinaliza o jurista Dalmo Dallari, mas de dizer claramente que o Brasil é contra o crime hediondo da tortura. A identificação e julgamento dos torturadores é uma demonstração de que historicamente “a sociedade brasileira jamais compactuou com as práticas de um regime que limitou criminosamente a oposição e a liberdade de expressão, mesmo que tais práticas não possam mais ser punidas pela prescrição”.

P.S. Se o general Leônidas conhece algum espertalhão sem escrúpulo que se aproveitou da chamada bolsa-ditadura tem o dever de denunciá-lo, prestando um serviço à memória da nação. Aliás, a apuração dos crimes de tortura colocaria isso em pratos limpos. De qualquer forma, esse suposto fato não apaga o crime dos torturadores que pagos pelo contribuinte atuavam fora da legalidade da própria ditadura. Só para não pensar que estou legislando em causa própria, aproveito para informar que embora tenha legalmente direito, não requeri o que o general está chamando de “bolsa ditadura”.


José Ribamar Bessa Freire é professor universitário (Uerj), reside no Rio há mais de 20 anos, assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e mantém o blog Taqui Pra Ti é colaborador da Agência Assaz Atroz

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44 Comentário(s)

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Luís comentou:
29/05/2010
Acho que é chegada a hora de matar as serpentes e seus ovos que carregam o mal. É preciso não só eliminar a geração de covardes e psicopatas que esteve no poder como não deixar que psicopatas tenham possibilidades de adquirir novamente o poder ( em especial o poder armado - que deve servir sempre como verdadeira proteção a nação e a humanidade )
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adalberto comentou:
18/05/2010
vamos abrir as celas e soltar todos os ladroes de bancos e sequestradores e ainda compensar-lhes finamceiramento, justiça para todos
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Jandir Ipiranga Júnior comentou:
30/04/2010
Eu vi a entrevista, Mestre. Foi lamentável ver aquela figura decrépita tentando, a todo custo, tirar o corpo fora das atrocidades cometidas pelo regime. Sinceramente, uma perda de tempo para o jornalismo brasileiro.
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Rodrigo Saunier comentou:
24/04/2010
Vi as entrevistas e a sensação q tive foi a mesma. Não sabia se chorava ou ria…hehehehe. Ou melhor, confesso q fiquei com a segunda opção.
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Daniel Vargues (blog do Sarafa) comentou:
24/04/2010
Não se pode aceitar que o Vaticano encubra os casos de pedofilia praticado por alguns de seus sacerdotes, não se pode aceitar tb que as forças armadas continuem a encobrir os atos dos “sacerdotes” do governo militar daquela época. Que o digam os relatos dos sobreviventes que apresentam detalhes das crueldades sofridas nas mãos daqueles que presumiam prestar serviço à civilidade da nação. Negar que foram torturados e que a democracia foi ferida quase de morte é o mesmo que Armadinejad querendo ne
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Paulo Pinto comentou:
23/04/2010
Quem estava certo? Os torturadores ou os terroristas? Os dois cometeram as maiores absurdos da história do Brasil. De um lado tortura e morte. De outro assalto a bancos sequestros e "justiçamentos". É um sujo falando de um mau lavado. Terroristas e torturadores devem pagar por suas ações.
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Altemar (blog do Altino) comentou:
22/04/2010
Eu prefiro os que não fugiram à luta.
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Magui (blog do Altino) comentou:
22/04/2010
Não adianta eles reclamarem.Eles vão morrer e, mais cedo ou mais tarde, a pústula vai ser lancetada.É irreversível, principalmente qd ele diz que guerra é guerra.
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Acreucho comentou:
22/04/2010
Leandro, voce tem um blog que tem um único post, então para que eu não saiba o que estou dizendo, voce deve ser um daqueles que levou uma lavagem cerebral do PT e acredita em tudo que eles dizem. Porque será que voces só comentaram a primeira parte do meu comentário, ninguém disse nada, a não se a Rosangela, sobre minha indagação, sobre os crimes que os ditos "santos" governistas democratas, têm cometido? Se o comunismo não tivesse sido barrado, o Brasil teria sim, aderido ao regime e nosso país
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André Ricardo Costa comentou:
21/04/2010
ditadores argentinos e o chileno, graças ao Pai,foram condenados... mas quando Fidel Castro será condenado???
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Hidelbrado (publicado no blog do Sarafa) comentou:
21/04/2010
A questao da nao abertura dos arquivos é simples: muita gente da elite e dos meios de comunicacao envolvidos nesta tramonha contra o brasil. avelha elite de olhos azuis acobertada pela globo, folha de sao paulo e estadao!!! serafim nao vai publicar isso com medo da midia!!!
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VÂNIA TADROS comentou:
21/04/2010
( DO BLOG DO SARAFA) É ISSO AÍ HILDEBRANDO! EXISTIA MUITOS CIVIS ENVOLVIDOS OU APOIANDO O GOLPE MILITAR DE SESSENTA E QUATRO QUE TINHAM A MAIOR HABILIDADE PARA DENUNCIAR PESSOAS QUE PENSAVAM DIFERENTE DO PONTO DE VISTA POLÍTICO. COMO FORAM CÚMPLICES NOS CRIMES, LUTAM PARA QUE OS ARQUIVOS NÃO SEJAM ABERTOS. E OLHA QUE NÃO SÃO SÓ MEMBROS DA ELITE DOS OLHOS AZUIS. TEM GENTE MAIS PERTO DE NÓS IMPLICADA. NÃO ESTOU FALANDO A VERDADE BABAZINHO QUERIDO?
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Euclides comentou:
21/04/2010
A Folha de SP hoje (21/04) na p.16 traz a noticia: Justiça argentina condena ex-ditador. O último ditador-presidente da Argentina, de 82 anos, Reinaldo Bignone, foi condenado ontem a 25 anos de prisão por crimes cometidos contra a humanidade. A pena tem que ser cumprida na prisão, não é domiciliar. Pelé é melhor do que Maradona, mas os argentinos, nesse caso, dão de 10 a zero no Brasil.
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Marcel Marques comentou:
21/04/2010
Longe ou não, o Acreucho falou tudo o que eu queria ter falado!
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Vilmar (blog do Altino) comentou:
21/04/2010
Poxa, com certeza...!? só faltou dizer que estava tudo preparado para que Chico (é, o Mendes) assumisse como major das forças contra-revolucionarias libertadoras do exército nacional (dos extrangeiros, é claro!)....tenha dó, quanta ignorância...bem, cada um com seu cada qual! não tenho dúvidas que gente assim ainda sonha com uma nova ditadura...
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Carlos Rivera (blog do Sarafa) comentou:
21/04/2010
Sr.João, não houve apoio do povo; não houve revolução; houve golpe de estado. Os militares patrocinados pelos EUA depuseram na força um governo legítimo, eleito pelo povo.
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Ezio Lacerda comentou:
20/04/2010
Me sinto realmente “filho deste solo” quando vejo alguém como você defendendo nossa “Terra amada, Brasil”. Esses trogloditas, pseudo patriotas, vestidos de verde-oliva, deveriam se espelhar em alguns brasileiros de verdade que lutam diariamente contra a opressão que caí sobre nós. Porque que, em nome do povo brasileiro, esses “heróis” não torturam e tornam "fugitivos" os Arruda’s e Maluf’s do país?
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Francisco oliveira comentou:
20/04/2010
Que bom que uma voz se levanta contra os disparates provocatórios deste existencialmente equivocado general. Tortura de Estado é inadmissível em qualquer regime, ou não? E onde os militares jogaram os corpos? Os parentes não podem saber?
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João F do Carmo comentou:
19/04/2010
Sr.Daniel em 64 os Generais tiveram o apoio do povo, pois sem apoio do povo não tem revolução a não ser que por traz dos revolucionários tenham uma Nação com um forte Exército para subjugar esse povo(Europa Oriental e Albânia com muito sangue), sera que os perseguidos não queriam uma revolução comunista?
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Daniel Vargues (blog do Sarafa) comentou:
19/04/2010
Não fui da geração que viu a Ditadura, mas valeu a pena o artigo. Taquiprati incentiva cidadãos a terem mais consciência política. Não entendo por que as forças armadas ainda tem poder de impedir a abertura dos arquivos secretos referentes àquela época tenebrosa, que envergonha a história do Brasil, pois vivemos já numa democracia. O povo e especialmente os torturados e desaparecidos e suas famílias tem direito de saber a verdade. Esses generais caem no ridículo ao tentar atenuar o monstro que f
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Ana comentou:
19/04/2010
Maravilha de crônica!! Como sempre uma voz dissonante. Esses monstros torturadores devem pagar pelos seus crimes. Parabéns pela coragem e por fazer as cabeças boiarem!!!!! Siga em frente nessa luta que é linda e que nos motiva todos os dias.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
19/04/2010
Acreucho nâo existe mal necessário! Toda ação que traz sofrimento bárbaro, anula a dignidade humana, é algo plenamente dispensável.
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André Ricardo Costa comentou:
19/04/2010
Na lei da Anistia está escrito: "Crimes políticos e CONEXOS". Políticos são os gorilas de 64 e os provocadores do Araguaia. Conexos são os toruradores do DOI-CODI e os assassinos da VAR-Palmares. ENTENDERAM ??
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Rosangela Barros (blog do Altino) comentou:
19/04/2010
Meus caros senhores, “é exilado ou é fujão?” Por favor, ainda tem quem defenda? Sintam a gravidade da trama: “o ex-chefe do Doi-Codi confunde cinto com bunda e cipó com jerimum”, aí demonstra que a tortura da ditadura foi das piores, mas trama boa mesmo é a do Ribamar Bessa, apenas passei aqui para dizer que a crônica dele é tão saborosa de ler que confunde o leitor: o que é maligno, parece-nos divino!...Realmente o senhor Acreucho foi longe, porém diante da a atual ditadura da democracia que vi
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Leandro Chaves (blog do Altino) comentou:
19/04/2010
Acreucho, o que é isso? Respeito sua opinião, mas você não sabe o que está dizendo.Ditadura militar, mal necessário? Instaurar regime comunista no Brasil? Nos tranformar em Cuba?Eu poderia ter passado sem essa... E eu achando que não existia mais gente que pensava dessa forma!
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Leonard Christy (1) comentou:
19/04/2010
Uma coisa chama a atenção: quem recebe o dinheiro é ganhador da bolsa ditadura! E o dinheiro que custeou os cursos de tortura no Comando Militar da Amazonia e em tantos outros órgãos das forças armadas? Quem foi para o exílio é fujão, mas quem em vez de dialogar e convencer com argumentos preferiu torturar é o quê? O que é mais triste não é saber que ainda há gente que defenda o indefensável; O mais triste é
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Leonard Christy (2) comentou:
19/04/2010
o mais triste é ver que a tortura continua existindo nas delegacias de polícia e que muita gente ache normal; mais triste ainda é ver deputados se elegendo defendendo a tortura como meio de interrogatório e recitando slogans do tipo "bandido bom é bandido morto". De qualquer maneira penso que essas entrevistas são ótimas, afinal de contas quanto mais generais desse tipo falam, mas precisam aceitar críticas e o fato de que os argumentos deles são tão fortes quanto um fuzil de plástico!
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Leonard Christy (2) comentou:
19/04/2010
De qualquer maneira penso que essas entrevistas são ótimas, afinal de contas quanto mais generais desse tipo falam, mas precisam aceitar as críticas e o fato de que os argumentos deles são tão fortes quanto um fuzil de plástico!
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Joâo Barros Carlos comentou:
19/04/2010
Babá me empresta estas palavras: Os delitos praticados pelos torturadores nos porões da ditadura não se enquadram nessa situação. Não se trata de buscar vingança ou revanche, como sinaliza o jurista Dalmo Dallari, mas de dizer claramente que o Brasil é contra o crime hediondo da tortura. Cadê os restos mortais dos torturados? A gente só quer ter o direito de saber onde se encontram. Chico Buarque disse muito bem: Num tempo Página infeliz da nossa história Passagem desbotada na memória
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Laura Antunes comentou:
19/04/2010
Professor, li sua crônica no Site Lima Coelho. O comentário aqui é apenas para postar um afetuoso abraço pela sua grabdeza e coragem
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leonard christy souza costa comentou:
19/04/2010
Uma coisa chama a atenção: quem recebe o dinheiro é ganhador da bolsa ditadura! E o dinheiro que custeou os cursos de tortura no Comando Militar da Amazonia e em tantos outros órgãos das forças armadas? Quem foi para o exílio é fujão, mas quem em vez de dialogar e convencer com argumentos preferiu torturar é o quê? O que é mais triste não é saber que ainda há gente que defenda o indefensável; o mais triste é ver que a tortura continua existindo nas delegacias de polícia e que muita gente ache no
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Acreucho comentou:
19/04/2010
Marcel levanta uma questão crucial. Melhor ou pior? Com toda certeza pior. A ditadura militar foi um mal necessário, sem o qual, teríamos sido vítimas da sanha de "políticos" que queriam instaurar um regime comunista no maior país da América do Sul, nos transformando numa Cuba. Respeito a opinião do professor José Ribamar e faço outra pergunta. Será que algum dia o povo brasileiro poderá julgar os "ditadores da democracia", que não nos torturam fisicamente, mas, mantém o povo numa tortura psicol
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Marcel Marques (blog Altino) comentou:
19/04/2010
Assisti a entrevista dos generais, querendo ou não, no Brasil só quem sofreu foram os pobres, a esquerda comunista que lutava contra a revolução de 64 teve perdas somente dos jovens de classe média para baixo, os filhos dos ricos eram resgatados e iam para Europa, por trás da luta da liberdade dos comunistas também há fatos vergonhosos...Fico pensando o que teria sido do Brasil sem a revolução de 64... melhor ou pior...
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Zuleid (blog do Altino) comentou:
19/04/2010
Parabéns! Elogios e reprimendas na medida de quem viveu (e vive) o horror do que "não existiu" posto que não foi inaugurado! Voltarei sempre.
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José Rogério Lira Barros (blog Sarafa) comentou:
18/04/2010
Tenho certeza que essa epóca sombria nunca mais voltará… Pois, hoje com a globalização e o mundo de informações que vivemos é impossivel os militares tentarem alguma coisa, não dá…Agora, bem que eles poderiam combater o tráfico de drogas, principalmente na area de fronteiras nesse Brasil afora e acabaria tb. com a ociosidade nos quarteis, em vez de ficarem fazendo “ordem unida” ficariam na fronteira…
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Luciano Silva comentou:
18/04/2010
Mais uma vez os brasileiros se calam ou fingem que não viram o desmando e desfaçatez da REDE GLOBO, uma das grandes responsáveis pela alienação do verdadeiro povo brasileiro, a quem ela sempre responde chamando de tolos, bobos, idiotas etc.Não dá para acreditar, mas isso aconteceu, acontece, acontecerá e é a verdade verdadeira, essa famigerada REDE GLOBO, aliada de mentes ditadoras e perversas, mais uma vez, estupidamente falando, deu provas do seu desrespeito para com todos nós brasileiros
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Antônio Sanches comentou:
18/04/2010
Tive o desprazer de assistir as entrevistas, que me deram nojo. Foi triste ver o leônidas gaguejando, tentando explicar o inexplicável. Por mais que tentem se justificar, nada, nada mesmo lhes daria o direito de usurpar o poder de um governo legalmente eleito pelo povo. Era portanto, um GOVERNO ILEGAL e execrável. O general teve o desplante de dizer "ter sido chamado pelo povo brasileiro". Sempre achei que existe sim cavalos de duas patas. Que Deus lhes dê o 5º dos infernos (já deveriam ter ido
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Antônio Sanches comentou:
18/04/2010
Tive o desprazer de assistir tb. essas entrevistas, que me deram muito nojo. Foi triste ver o gal. leônidas gaguejando, tentando explicar o inexplicável. Por mais que eles tentem se justificar, nada, nada mesmo lhes daria o direito de usurparem o poder de um governo legalmente eleito pelo povo brasileiro. Era portanto, um GOVERNO ILEGAL e execrável. E o general ainda teve o desplante de dizer \"ter sido chamado pelo povo brasileiro\". Eu sempre achei que existe sim cavalos de duas patas. Que Deu
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Marcelo Vallina comentou:
18/04/2010
Parabens! lamentavelmente não tive estómago para assistir esses fd..., como coloquei num twitter, é vergonhoso que ainda exista imprensa que dê voz a esses seres humanos (será que estão contemplados no Gênero Humano?) que falaram durante 20 anos, sendo a única que podia ser ouvida. Mais uma vez a globo mostra seu compromisso com a ditadura. Esses caras deviam ser julgados, como o estão sendo o resto dos assassinos de América Latina.
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Estebán Celedón comentou:
18/04/2010
Parabéns, uma vez mais, Bessa, por sua excelente crônica semanal. Após ler seu texto e as primeiras observações dos leitores, o que tenho a dizer, de mais relevante, é: admiro pessoas como você, como eu, como outros, que independentes da justiça, dos direitos, da democracia, o que rege nossas vidas é uma consciência ética. O que certamente não entende o sr. Durval Viana é que os valores éticos, para pessoas como nós, tem muito mais valor do que qualquer “bolsa” ou cala-boca.
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Charles Lamounier comentou:
18/04/2010
Caro professor Bessa Freire, parabéns. Louvo a sua coragem. Taí um texto que eu gostaria de ter escrito! Acabei de ler no VIOMUNDO um artigo também muito interessante, de algum modo sobre o mesmo assunto: Fátima Oliveira e a campanha insidiosa .... Expropriar bens surrupiados é ato político de justiça de classe www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-e-a-campanha-insidiosa.html
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Vania Tadros comentou:
18/04/2010
A entrevista dos generais, principalmente a do Leonidas, são atestados visuais da truculência deles. Leonidas pensando que ainda estava na caserna dava gritos que assustavam Geneton Moraes. Aliás, grande jornalista. Tirou dos dois milicos tudo o que queria ouvir na maior calma.Newton Cruz declarou e assinou sua concepção de militar, não pensa, apenas executa ordens. Que bom ter encontrado aqui Elson Melo, grande sindicalista que não se corrompeu. Abraços, Elson, continuo te admirando.
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Elson de Melo comentou:
18/04/2010
É meu camarada, infelizmente nossos companheiros de plantão no governo de Lula Malvadeza, se alinharam ao pensamento dos dois Generais. Se Florestam Fernandes ainda estivesse entre nós, diria: "o capital os domou". Assim vão enterrando nossa história e mentendo vivo o dialogo da ditadura, quem diria!
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Durval Viana Vásques comentou:
18/04/2010
Excelente a coluna sobre os generais. Espero que nos processos criminais de torturadores, entrem também Dilma, Franklin Martins, Gabeira, etc. apenas para citar alguns palacianos que mataram e/ou sequestraram inocentes, afinal, crime hediondo e tortura são irmãos siameses e se o martelo da justiça bate de um lado, deve bater de outro também, que achas? Ah ! E viva a bolsa ditadura, pega logo a sua bobo, eu já tenho a minha igual a do Lula !!!
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