CRÔNICAS

Carta aberta ao General Mourão, o índio do Amazonas

Em: 19 de Agosto de 2018 Visualizações: 14572
Carta aberta ao General Mourão, o índio do Amazonas

 

A gente não sabemos / Escolher presidente / A gente não sabemos /

Tomar conta da gente / Tem general pensando / Que nóis é indolente

(Adaptação de A gente somos inútil – Roger Moreira – Ultraje a Rigor

Exmo, Sr. General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão

Mui digno candidato a vice presidente da República

O senhor acaba de se identificar oficialmente como “indígena” ao registrar candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. Isso foi logo após a repercussão negativa de sua fala a empresários da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul, quando afirmou que o Brasil é subdesenvolvido, porque “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos índios e a malandragem dos africanos”, o que desagradou seus próprios eleitores que não gostaram de se ver assim retratados.  Parece que a mão esquerda tentou consertar, então, o que fez a mão direita, mas disso decorrem problemas de raciocínio. Por isso, desejando elucidar a lógica de sua estreia espalhafatosa no cenário político nacional, me inspiro no saudoso Waldick Soriano e lhe “escrevo essa carta, mas não repare os senões”. 

- Eu sou indígena. Meu pai é amazonense – essa foi sua justificativa.

Ainda que mal pergunte: De qual etnia? Qual é a sua aldeia de referência? A interpelação faz sentido. Olhe só, vou desenhar: o “cidadão europeu” não existe em abstrato, no ar, ele vive em determinado país da Europa, com um território, língua e cultura que marcam sua identidade. O cara só é europeu porque é português, francês, alemão, etc. Da mesma forma com os índios. Sônia, nossa candidata a vice presidente (PSOL), só é índia porque é Guajajara, da aldeia Lagoa Quieta, Terra Indígena Arariboia (MA). Não existem nem o europeu sem pátria, nem o índio desfigurado sem relação étnica, ainda que historicamente distante.

Alguns esquecem, outros não. Muitos índios que vivem em contexto urbano há algumas gerações lembram muito bem de tais referências. É o caso de seu colega, criador do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), o marechal Cândido Rondon. Consciente de que era bisneto de índios Bororo e Terena, ele mantinha vínculo afetivo com a aldeia das Garças de seus bisavós maternos. Quanto ao senhor, quais são as suas referências? Com qual povo e aldeia o senhor tece laços de afeto e de pertencimento? E nesse caso, admitindo que o senhor é um índio genérico, qual é a conclusão que podemos tirar de suas afirmações contraditórias?

Indolência

A implacável lógica aristotélica, ensinada na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército que o senhor cursou com tanto brilho, nos leva inexoravelmente a um raciocínio dedutivo:

Premissa maior: Todo homem é mortal -  Mourão diz que todo índio é indolente.

Premissa menor: Sócrates é homem -  Mourão diz que é índio.

Conclusão: Logo, Sócrates é mortal - Logo, Mourão admite que é indolente.

Foi assim que eu aprendi lá no curso clássico do Ginásio Amazonense, com a professora de Filosofia, Lindalva Mota, a “Lili Silogismo”, mais conhecida pelo apelido de “Por-conseguinte-então”.

Vosso candidato a presidente, o capitão Jair Bolsonaro, que na caserna seria seu subordinado, tentou consertar a trapalhada, inventando que “indolência”, em seu discurso, quer dizer “capacidade de perdoar”. Mas não soube explicar qual a relação do perdão com o atraso do Brasil e por isso foi obrigado a admitir que, no caso, indolência quer dizer mesmo preguiça. Para se legitimar, recorreu à autoridade de um economista: “Roberto Campos falou a mesma coisa no prefácio do livro Manual do perfeito idiota latino-americano”, que parece ser um livro autobiográfico. A emenda foi pior do que o soneto.

Talvez, general, seja recomendável ler outros pesquisadores, uma vez que o ministro do Planejamento na ditadura militar, Bob Fields, assim conhecido por sua subserviência ao imperialismo americano, nunca viu um índio em seus 84 anos de vida e repetiu preconceitos dos “perfeitos idiotas”. Recomendo-lhe a leitura de “A queda do céu” do Davi Kopenawa e Bruce Albert (Cia. das Letras, 2015), cuja leitura certamente o fará pedir desculpas aos índios e aos negros que construíram esse país com seu sangue e seu suor:

- “Os brancos [...] devem pensar que as plantas crescem sozinhas, à toa. Enquanto isso, chegam a nos chamar de preguiçosos, porque não destruímos tantas árvores quanto eles! Essas palavras ruins me deixam com raiva. Não somos nem um pouco preguiçosos! [...] Sabemos trabalhar sem descanso em nossas roças debaixo do sol. Mas não fazemos do mesmo modo que os brancos” – diz Davi Yanomami (p.469).

Sangue índio

Quem deu mais detalhes foi o etnólogo francês Jacques Lizot, que viveu mais de 20 anos com os Yanomami e cronometrou o tempo que dedicam à atividade produtiva: uma média diária de três horas e meia para viverem em abundância com todas necessidades satisfeitas, sem buscar lucro ou acumular riquezas. O tempo que sobra é empregado em outras atividades espirituais de estudo e lazer: observam e estudam a fauna e a flora, pesquisam, elaboram hipóteses, experimentam, produzem conhecimentos sofisticados, desenvolvem cultura artística e mitológica, cantam, dançam, rezam, brigam e brincam, praticam rituais, namoram, se divertem, riem, descansam. Enfim, vivem.

Alguns acham, general, que sua auto identificação como indígena é oportunismo eleitoreiro e manifestam desconfiança, posto que o senhor só assumiu tal identidade agora, aos 65 anos de idade, ignorando sempre o índio que agora diz ser e sem saber que índio é. Outros acham que é pura chacota, gozação com os índios. Prefiro acreditar, mesmo sob o risco de parecer ingênuo, que se trata de uma descoberta tardia, mas sincera, de quem conhece os índios e a floresta, pois já comandou a 2ª. Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (AM) e fez o curso de guerra na selva.

- No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é – já disse um dia Eduardo Viveiros de Castro, um antropólogo que vale a pena ler. O senhor, general, não se considera exceção, porque seu pai é amazonense, o meu também, portanto compartilhamos o sangue indígena, que todo brasileiro tem, uns nas mãos, outros nas veias, outros na alma. O saudoso marechal Rondon não tinha sangue indígena nas mãos. Seu lema era: “Morrer se for preciso; matar, nunca”. Essa é a tradição do glorioso exército brasileiro que precisamos resgatar.

Mas nesse momento alguém está com as mãos ensanguentadas. No domingo passado (12/8) foi assassinado Jorginho Guajajara, líder do movimento contra a invasão do seu território por madeireiros que destroem a floresta. General, não basta se declarar indígena. Não basta parecer índio. Não basta colocar um cocar: isso até a senadora Kátia Motoserra Abreu fez. É preciso ser índio. Para isso, temos que ser solidários com os parentes. Aguardamos urgentemente seu pronunciamento vigoroso cobrando a punição dos assassinos. É alentador, depois de cinco séculos de massacres e de roubo de terras, ter na vice-presidência alguém com sangue índio na alma e nas veias.

Lutar até morrer

Afinal o senhor, que se diz indígena, é general. Bolsonaro, que não gosta de índios, é apenas capitão. Use a hierarquia para ordenar que seja incorporado aos programas do PSL e do PRTB a exigência pela demarcação das terras de seus parentes, fazendo cumprir a Constituição de 1988.

Contamos ainda com seu apoio ao movimento suprapartidário de 73 candidatos índios, de diversos partidos, em quase todos os estados brasileiros: 25 a deputado federal, entre os quais Eunice Kerexu (Psol-SC), Toninho Guarani (PT-ES),Francisco Piyanko (Psol-AC), Joênia Wapixana (Rede-RR), Almir Surui (Rede-RO) e Rondon Terena (Psol-GO); 45 a deputado estadual ou distrital, entre eles Hyral Moreira (Rede-SC), Anapuaka Tupinambá (PPS-RJ) e Gersem Baniwa (Rede- AM); Uma (1) candidata ao Senado, um (1) a governador e uma (1) a vice presidente da República, todos agrupados na Frente Parlamentar Indígena  (ver lista abaixo).

Não incluímos seu nome na lista, general, porque aguardamos sua posição firme em defesa da demarcação das terras indígenas. Vamos barrar o avanço dos ruralistas que querem tomar as terras dos que aqui vivem antes da chegada do Cabral.. Por enquanto, de cabeça erguida e peito estufado, podemos cantar juntos, general, o nosso hino de guerra, de autoria do Flávio de Souza:

 Vamos à luta,  lutar para vencer.

Se for preciso, lutar até morrer.

Lutar com disciplina e destemor

Mostra a todo mundo o teu valor.

Esse é o hino do glorioso Nacional Futebol Clube, de Manaus, pelo qual o senhor também deve torcer, que lidera hoje o Grupo A3 da Série D. No contexto da atual luta política, podemos ressignificá-lo. 

Amos. Atos. Obros.

P.S. 

Lilian Campelo – Brasil de Fato

O número de candidatos indígenas em comparação a 2014 é maior de acordo com o TSE. São 129 inscrições contra as 85 da última eleição. Já pelo mapeamento feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) há, até o momento, 75 indígenas indicados. Conforme o assessor jurídico da APIB, Luiz Eloy Terena, está sendo construída uma plataforma online, que vai trazer informações sobre o perfil dos candidatos, a história dele com o movimento indígena e de seu povo, dados do partido e principais propostas. (Informações de Lilian Campelo - Brasil de Fato)

 

Montagem da foto superior a partir da foto abaixo: UGAGOGO.

Ver a seguir a lista dos candidatos da Frente Parlamentar Indígena - Movimento Suprapartidário

REGIÃO NORTE

Tocantins:

1 - Markinho Karajá - Deputado Estadual (PCdoB)
2 - Vilmar Xerente - Deputado Estadual (PTC)


Amapá:

3 - Eclemilda Galiby Marworno - Deputada Estadual ( PDT)
4 - Elton Karipuna - Deputado Estadual (DEM)

Pará:

5 - Ubirajara Sompré - Federal (PMDB)
6 - Gedeão Arapiuns - Estadual ( PROS)
7 Conserlei Sompré  - Estadual ( PP)
8 - Paratê Tembé - Estadual (Podemos)
9 - Maciel Pataxó - Estadual ( Podemos)
10 - Narha Munduruku - Federal (Podemos)

Amazonas
11 - Gersem Baniwa - Estadual ( REDE)
12 - Marcos Apurinã - Federal ( DC)
13 - Perpétua Kokama - Federal (PSOL)
14 - Angélisson Tenharin - Estadual (PSOL)
15 - Turi Sateré -  Estadual (PSOL)
16 - Sinésio Tikuna - Estadual ( PP)
17 - Izac Tikuna - Estadual (PSOL)
18 – Enfermeira Edilene Kokama - Federal (PDT)
19 - Adriel Kokama - Federal (Avante) 
20 - Iza Maia - Estadual (Solidariedade)


Acre
21 - Francisco Piyanko - Deputado Federal ( PSOL)
22 - Sabá Manchinery -  Deputado Federal ( PHS)
23 - Manoel Kaxinawa - Deputado Estadual ( PP)
24 - Roque Yawanawa -  Deputado Estadual (PHS)

Roraima
25 - Telma Taurepang -  Senadora  ( PCB)
26 - Joenia Wapichana - Federal (REDE)
27 - Mário Nicácio - Estadual ( PTB)
28 – Dr. Raposo Macuxi - Estadual ( PR)
29 - Márcio Feitosa Wapixana-Estadual (PCB)
30 - Ivaldo André - Estadual (REDE)
31 - Iranir Macuxi - Estadual (Rede ) 
32 - Ozelio Macuxi - Estadual (PV)

33 - Emerson Duarte - Federal ( PRP ) 
34 - Ohana Brasil - Estadual ( PR ) 
35 - Francinete Raposo - Federal (PMN) 

36 – Marly – Deputada Estadual (PL)

37- Telmário Mota – Governador (PTB)

 

Rondônia
38 - Almir Suruí - Federal (REDE)

REGIÃO NORDESTE

Alagoas
39 - Cacique Nina - Estadual (PCdoB)


Bahia
40 - Cacique Aruã Pataxó - Estadual ( PCdoB)

Ceará
41 - Antônio Anacé - Estadual ( PSOL)

Maranhão
42 - Sônia Guajajara - Vice Presidente (PSOL)
43 - Lourenço Krikati - Estadual  (PODEMOS)
44 - Elói Filho Wirá Murutinga - Federal  (PSOL)

Pernambuco
45 - Eudes Pankararu - Deputado Estadual (PV)

SUDESTE


São Paulo
46 - Lúcio Xavante - Estadual (PSOL)
47 - Chirley Pankará - Estadual Mandato Coletivo (PSOL)
48 - Cristine Takua - Federal  Mandato Coletivo (PSOL)
49 - Jupira Terena -  Deputada Federal ( PSOL)

Rio de Janeiro

50 - Anápuáka Muniz Tupinambá - Dep Estadual (PPS) 
51 - Serginho Guarani - Federal (PHS)

Minas Gerais
52 - Avelin Buniacá Kambiwá - Estadual ( PSOL)
53 - José Nunes Xakriabá - Federal  (PT)


 

 

Espírito Santo
54. Toninho Guarani - Dep. Federal (PT)


 

SUL


Paraná
55 - Paulina Martinez - Federal (PSOL )
56- Ivan Kaingang - Estadual ( PHS)

Rio Grande do Sul
57 - Luíz Salvador (Saci) -  Estadual (PSOL)

Santa Catarina
58 - Eunice Kerexu - Deputada Federal (PSOL)
59 - Marcos Djekupé - Estadual (PSOL)
60 - Hyral Moreira - Estadual (REDE)
61 - Leopardo Huni Kuin - Federal (REDE)

CENTRO OESTE

Mato Grosso do Sul
62 - Anísio Guató - Estadual ( PSOL)
63- Gilberto Fernandes-Estadual ( PT)
64 - Éder Terena - Estadual ( MDB)

Mato Grosso
65- Matudjo Kayapó - Estadual (PSOL)
66 - Rondon Terena - Federal ( PSOL)

Brasília - DF
67 - Araju Sepeti Guarani - Federal  (PPS)
68 - Júnior Xukuru - Federal ( PSOL ) 
69 - Kamuu Dan Wapichana - Federal ( REDE)
70 - Airy Gavião - Mandato Coletivo Distrital (PSOL)

71 – Euclides Papiros – Deputado Distrital (PPS)

72 – Francisca Corte – Deputada Distrital (PDT)
73 – Divina Silva – Deputada Distrital (MDB)

NOTA AO LEITOR: O STF - Supremo Tribunal do Face considerou como spam este artigo publicado no Diario do Amazonas e em diferentes blogs entre os quais Correio do Brasil - Direto da Redação, Racismo Ambiental, etc,.Reclamei. A resposta do Face após analisar minha reclamação: "Removemos esta publicação porque ela se parece com spam e não está em conformidade com nossos Padrões da Comunidade". QUAIS OS PADRÕES DA COMUNIDADE DO FACE? O General Mourão pode propagar suas - digamos assim - reflexões racistas, mas a gente não pode criticá-lo.

DUAS HORAS DEPOIS, O FACE FAZ OUTRA ANÁLISE E MUDA DE OPINIÃO:

 

 

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39 Comentário(s)

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Marlene Ribeiro comentou:
05/09/2018
Este sujeito está longe de ser índio, do contrário não estaria prometendo tratar dos problemas brasileiros "à bala", pois povos indígenas vêm sendo exterminados desde a colonização do Brasil porque não reagem deste forma e agora o agronegócio está avançando nas suas terras... Como vice do Bolsonaro, confirma os propósitos deste que iá afundar o nosso país cada vez mais caso seja eleito, pois os juízes não querem Lula como presidente exatamente porque ele vai governar para o povo trabalhador e fazer as empresas pagarem impostos. Se Lula não puder competir vou votar no Haddad...
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Cordelia Fourneau De Mello Mourão (via FB) comentou:
26/08/2018
É super importante ler e divulgar este texto que além de ser divertido e bem escrito, traz informações vitais para o pais, apresentando a Frente Parlamentar Indígena, movimento suprapartidario carregador de esperança. Indios de todas cores (feito eu, que meus amigos chamam de índia branca) tem que apoiar e integra-lo, para a salvação geral !
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Wilson Reis comentou:
23/08/2018
Na aplicação do puro silogismo, . . . logo o senhor candidato Mourão é um indolente. SQN, ele vai além e veste a capa do oportunismo quando tenta justificar suas declarações racistas e preconceituosas contra índios e negros brasileiros.
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Ozuna Ignacio Mugücü (via FB) comentou:
23/08/2018
Homem miscigenado quer enganar o povo de novo! Abrem seus olhos, irmãos e irmãs.
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Isabela Torres comentou:
23/08/2018
Parabéns, professor! Excelente crônica.
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Carlos Tukano (via FB) comentou:
22/08/2018
Publicado pela Associação Indigena Aldeia Maracaná (AIAM) - https://www.facebook.com/pages/biz/cause-rio-de-janeiro-20271-260/Associa%C3%A7%C3%A3o-Ind%C3%ADgena-Aldeia-Maracan%C3%A3-AIAM-847731075236991/
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comentou:
22/08/2018
Publicado no blog http://www.aula.org.br/Editorias2018/Jornal-AULA/Jornal-2018-004.htm da AULA - AssOciAçãO UniVeRsiTáriA LaTinO AmeRiCaNa
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Reinado de Jesus Cunha comentou:
22/08/2018
Publicado em RACISMO AMBIENTAL - https://racismoambiental.net.br/2018/08/19/carta-aberta-ao-general-mourao-o-indio-do-amazonas-por-jose-ribamar-bessa-freire/ Na verdade não existe democracia interna nos partidos políticos, nem paridade de armas, para que tenhamos no parlamento pessoas do povo, com nossa cara indígena e quilombola, Até ontem, as mulheres na política eram usadas para atingir a obrigatoriedade de preencher os requisitos eleitorais, só para constar como candidatas. Embora timidamente nas eleições de doeu mil e dezoito, tenhamos candidatas a presidenta e a vice-presidente, além de centenas no campo proporcional. Avançando no discurso, quando vejo uma extensa lista de candidatos populares apresentadas por você, pessoa de grande prestigio na academia. Ficamos envaidecidos, porém, não vamos nos iludir com essa maquina poderosa que esta na mão dos destruidores da terra. Eles são bem preparados e contam com o beneplácito do poder judiciário, para legitimar suas candidaturas, mesmo sendo fichas suja. Ai vou fazer um apelo aos nossos orixás, deuses e ancestralidade, para iluminar as pessoas de coração valente, destemido e com vontade de acertar e alcançarem seus objetivos, “cujas vozes não são ouvidas”, e que as portas do parlamento se abram em nome do planeta, que agoniza todos os dias, Axé. Reinaldo de Jesus Cunha Presidente da AULA- Associação Universitária Latino Americana
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Rui Martins (Direto da Redação - Correio do Brasil comentou:
22/08/2018
Publicado em Direto da Redação - CORREIO DO BRASIL. https://www.correiodobrasil.com.br/carta-aberta-ao-general-mourao-o-indio-do-amazonas/
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Maria Di Andrea Hagge (via FB) comentou:
22/08/2018
acabou com o pseudo-indio- general! muito bom texto Prof!!!
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Marcia Freitas (via FB) comentou:
22/08/2018
Professor. Muita saudade de sua sabedoria e transmissão de conhecimento. Pensei em todo nosso trajeto 2017.2 ao ouvir esse discurso. E em como sou grata por ouvir seus ensinamentos antropológicos e conseguir discernir o horror contido nessas palavras.
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Cordelia Fourneau De Mello Mourão (via FB) comentou:
22/08/2018
Este nome meu vem do meu ex sogro, Gerardo Mello Mourão, um grande escritor e homem muito culto e querido. Não conheço a família dele, menos ainda este general mas de qq forma, quanto mais índios envolvidos na política brasileira, melhor para o pais, obrigada ao Pr Bessa para mais uma reportagem interessantíssima !
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Silver Pinto (via FB) comentou:
22/08/2018
Mourão só serve pra pau de cerca ou pra amarrar boi brabo .....
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Vinicius B. Sathler (via FB) comentou:
21/08/2018
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Helena de Campos (via FB) comentou:
21/08/2018
Uma parte do povo é ignorante, outra, irreverente!
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Jose Soares Lula da Silva (via FB) comentou:
21/08/2018
Depois que golpearam o país e sua gente tem aparecido de tudo que é aberração querendo nos representar. Quem de sã consciência pode votar nesse vil e no parceiro dele? Fora, desgraça ruim!
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Lila Figueiredo(via (FB) comentou:
21/08/2018
Eis a acumulação primitiva do prazer!
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Elizabeth Lorenzotti(via FB) comentou:
21/08/2018
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Leda Beck (via FB) comentou:
21/08/2018
TRÊS HORAS E MEIA DE TRABALHO PARA VIVER COM ABUNDÂNCIA, que tal? O resto do tempo é SÓ pra VIVER!
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comentou:
20/08/2018
Eliana Souza Fico espantada com as demonstrações de desconhecimento dessa gente. Se disserem que não é desconhecimento, o caso fica mais grave porque se caracteriza como arrogância e desrespeito a duas etnias importantissimas na formação do povo brasileiro. Fico torcendo que o bom senso e equilíbrio prevaleçam na hora de votar!.Os textos do professor José Bessa são marcados pela escrita fluída e conhecimento apurado. Gosto demais!
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Jorge Souza (via FB) comentou:
20/08/2018
Quanta contradição numa única criatura....Dias piores pode nos aguardar?
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Mickahel Ferreira comentou:
19/08/2018
A mãe do general é de Humaitá...
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Sonia Conceição (via FB) comentou:
19/08/2018
Estas emendas para consertar o que foi dito são tipo: merda, qto mais mexe, mais fede...kkk
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Eneida Simões da Fonseca comentou:
19/08/2018
Gostei muito! Mais uma crônica bem legal e, em tudo, real! Parabéns! E grata pela lista dos candidatos pela Frente Parlamentar Indígena. Abração!!!!!
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Vanderlei Fontoura (via FB) comentou:
19/08/2018
Pior que falar mal do índio é invadir suas terras para plantar soja e criar gado, e levar décadas para demarcar suas terras em troca de favores políticos eleitoreiros. Na vida civil um general pode bater continência a um capitao, assim como intelectuais se inclinam para cumprimentar um metalúrgico.
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José Marajó Varela (via FB) comentou:
19/08/2018
Mas, meu professor, veja essa grande confusão. Que a democracia descamba pra anarquia E o general se arrisca a bater continência ao capitão Por fim a subversão entre montados e cavaleiros na cavalaria.
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Nelma Felippe (via FB) comentou:
19/08/2018
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Altino Machado (via FB) comentou:
19/08/2018
José Bessa, você chegou a brincar de soldado ou casinha com o general em Aparecida?
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Vera Rodrigues comentou:
19/08/2018
José Bessa tritura a falácia oportunista de ~certas declarações~, com maestria. Que arraso. Valeu, Bessa!
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Claudio Queiroz comentou:
18/08/2018
Porra. Leste o meu pensamento. Eu pensei em ti fazendo uma crônica sobre o que ele disse.
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Luiz Pellon comentou:
18/08/2018
Muito bom. E muito bom receber a lista de candidatos. Repassei./ Abs
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Pablo Lopes (via FB) comentou:
18/08/2018
Isak tikuna, AM Avelin buniuaca, MG Desistiram da candidatura!
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Fernanda Kaingáng (via FB) comentou:
18/08/2018
Falou tudo José Bessa! Eu assino embaixo!
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Maria Luiza Santos (via FB) comentou:
18/08/2018
Fantástica crônica Professor José Bessa, de uma elegância sem par.
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Felipe José Lindoso (via FB) comentou:
18/08/2018
Bomba, bomba!. Como dizia o Ibrahim, lembra? É o seguinte. Li na New York Times Book Review um livro que relata as pesquisas sobre evolução, principalmente o trabalho de um biólogo, Carl Woese, que pesquisava o fenômeno através de pesquisas de DNA. O sujeito descobriu que, além da evolução darwiniana, adaptativa e intergeracional, havia também uma evolução transversal, nas quais as espécie trocavam transversalmente genes (benéficos ou não, como é o caso dos milhões de germes que habitam o corpo humano). Cá comigo pensei: deve ser uma dessas coisas que afeta os generais chamados Mourão do EB (só generais, não é qualquer Mourão da vida, viu?) O Mourão 1.0, aquele que iniciou o golpe de 64, se definia como "vaca fardada". Acho que o Mourão 2.0, esse aí, recebeu os genes de outro quadrúpede. Só falta ele reconhecer que é um "asno fardado". Para os curiosos, a resenha está aqui: https://www.nytimes.com/.../david-quammen-tangled-tree...
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Carlos Walter Porto-Gonçalves comentou:
18/08/2018
Valeu, amigo Bessa. Afiadíssimo, como sempre. Mas o lema atribuído a Rondon, amigo, é falso. Um militar dizer “Morrer se for preciso; matar, nunca” é um oxímaro, mesmo atribuído a Rondon. Afinal, um militar pode matar, sim. Essa é a tradição do glorioso exército brasileiro que precisamos descartar e recuoerar a frase originária de Rondon que é bem outra: "Morrer se for preciso; matar UM ÍNDIO, nunca”. Enfim, os militares citam Rondon mas matam o índio na frase dele. Isso diz tudo, não? Um abraço, amigo à Bessa Carlos Walter
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GILBERTO VIEIRA DOS SANTOS comentou:
21/08/2018
Queridos Bessa e Carlos Walter, nossos eminentes sintonizados com os povos. Que bom estarmos no mesmo "lado": dos povos! Agradeço a listagem Bessa, já poupou um trabalho para acompanharmos as candidaturas indígenas. Oxalá tenhamos alguns para fazer o embate desde dentro. Abraços aos camaradas, nestes tempos Temerosos, mas que não são suficientes para nos fazer perder a Esperança.
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Ana Silva comentou:
18/08/2018
Bravo, Bessa!!!! Parabéns e vamos Frente Parlamentar Indígena! Estamos aguardando o pronunciamento do general sobre a situação atual dos povos indígenas no Brasil.
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aurelio michiles comentou:
18/08/2018
Bessa, esta tua crônica de uma vez por todas (ao menos para aqueles (a) que estejam afins de compreender) põe os pingos nos "iis". Infelizmente o General não está interessado, ele está cheio de verdades absolutas, Deve se digladiar com as suas origens, sofrer com elas e discriminar por elas e por causa delas. O espelho lhe trai todas as vezes que se olha e pensa ser um general comandando a guerra no Afeganistão.
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