CRÔNICAS

RACISMO NA UNIVERSIDADE

Em: 07 de Fevereiro de 2016
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RACISMO NA UNIVERSIDADE

Carecem de inteligência os autores dos comentários racistas postados na página UFSC do facebook? Ou são apenas pitibulzinhos desinformados e malformados? Fiquei curioso em saber quem são esses jovens alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que debocharam de seus colegas indígenas. Onde cursaram o ensino médio? Como conseguiram passar no vestibular? Com quais professores tiveram aulas, que disciplinas cursaram, o que lhes foi ensinado ou deixado de ensinar? Quais os valores que circulam em suas famílias e o que conversam dentro de casa?

A página, que leva o nome da UFSC, não pertence à instituição, mas seus integrantes sim, são alunos desta universidade a qual envergonham. Esses pobres coitados, que já haviam publicado foto ofensiva a colegas negros, estão agora incomodados com a presença dos índios no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica que formou, em 2015, mais de 120 índios Guarani, Kaingang e Xokleng Laklãnõ, em quatro áreas: Infância, Conhecimento e Gestão Ambiental, Humanidades (Direitos Indígenas) e Linguagens (línguas indígenas).

O curso intercultural permitiu a confraternização de índios com os demais colegas no ambiente universitário. Foi isso o que eu vi quando dei aulas de literatura brasileira, em 2013 e 2014, para 36 alunos indígenas de Linguagens. Não vi no campus da UFSC, em Florianópolis, os racistas, que não colocaram as unhas de fora. Só vi estudantes índios e não-índios trocando saberes e informação, convivendo nos corredores, na biblioteca, na cantina, nos laboratórios. Imagino que os universitários inteligentes, que sabem da importância dos índios, estão escandalizados com a conduta da minoria truculenta, composta de indivíduos que tem perfil para ser candidato a presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. São projetinhos grotescos do grotesco Donald Trump.

Pesquisas de índios

Os comentários no facebook revelam preconceito e precariedade de estudos dos seus autores. Sobre o Curso Intercultural Indígena, um deles pergunta: "Essa licenciatura aí também serve pra caçar capivara sem ser multado pelo IBAMA?". Um tal de Alexandre, que se acha engraçadinho, responde: "Não tem dança da chuva, não serve pra nada". Um terceiro pergunta: "Onde eles fazem estágio? Depenando aves que gostam de melancia? Em qual fase do curso aprende a fazer oncinha pra vender no centro?".

Tais comentários são complementados por outros três que nos fazem pensar no velho ditado: diz-me de quem ris e como ris, e eu te direi quem és. O primeiro justifica: "para preservar o senso de camaradagem e bom humor, deixo aqui umas piadas de índio". O segundo, demonstrando um refinamento inusitado, dá um berro em letras garrafais: "aaaaaa aaaaaaaaaa aaaaaaaaaa uhuauheuaheu, caralho mano eu ri demais com essa porra". Um tal de Vinicius insiste: "Qual a área de atuação, é plantar mandioca?".

Justamente a agricultura tradicional guarani foi o tema do trabalho de conclusão de curso (TCC) de Karai Dju (Ronaldo Barbosa), de cuja banca de avaliação tive a honra de participar, assim como avaliei as monografias de Karai Okenda (Geraldo Moreira) e Karai Ivyju Miri (Wanderley Moreira) que trouxeram os saberes de astronomia e um mapa do céu guarani com estrelas e constelações. Aprendi muito com os três.

Os estudantes racistas são capazes de fazer pesquisas com a qualidade apresentada pelos índios? Duvido. Deudu,veivi,deodó, macaxeira mocotó. Li com lupa crítica as monografias citadas que se complementam como se fossem capítulos de um livro. Os Guarani para verem a terra, olham o céu. Com a leitura do céu, elaboram o calendário cosmológico chamado Apyka Miri, que conta o tempo, marca o clima, a chegada da chuva, a época de extrair o mel e de semear, o tempo da colheita e de fazer artesanato, a duração das marés, a caça e a pesca.

A semente e os frutos

As monografias dos índios trouxeram imagens registradas com diferentes técnicas, incluindo desde desenhos coloridos feitos manualmente pelos autores, passando por fotos das roças e das pessoas entrevistadas até o mapeamento das aldeias com imagens de satélite do Google Earth. No final, a projeção do vídeo sobre o tema reforçou a relação da agricultura com o mundo espiritual guarani, destacando o ritual do Nhemongaraí, quando se dá o benzimento de sementes e de alimentos junto com o batismo das crianças.

- Nos dias atuais a agricultura tradicional guarani é como se fosse uma agricultura orgânica ou biológica dos não indígenas porque não usa nenhum tipo de adubo químico - escreveu Ronaldo, que chama a atenção para "as armadilhas" do mercado. "De alguma maneira hoje devemos controlar o que vem de fora para não afetar diretamente a nossa produção, a nossa cultura" - ele diz, apontando como lugares de luta a escola indígena e "a Casa de Reza (Opy), que é a nossa primeira escola".

As monografias estão comprovando que os índios são capazes de se apropriar dos métodos da academia para produzir conhecimento, mas sobretudo que eles trazem relevante contribuição para que a universidade aprenda como pensam os índios. Ronaldo, que antes se formou como técnico em agropecuária no Colégio Agrícola de Araquari (SC), diz que ele tem hoje a visão de dois mundos e pode transitar por ambos: "Dessa forma está sendo plantada uma semente onde vamos poder colher bons frutos".    

São esses frutos que o projeto Encontro de Saberes pretende colher, como explicou José Jorge de Carvalho, professor da Universidade de Brasília (UnB), em encontro do qual participei na última semana na Universidade Federal Fluminense. Trata-se de projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia com a UnB e o CNPq.que pretende contribuir para descolonizar o modelo de conhecimento de nossas universidades e trazer para dentro delas os saberes tradicionais.

Carta de repúdio

Quem mais ganhou com a entrada de estudantes indígenas na universidade foi a própria UFSC, mas isso não é do conhecimento dos seus colegas racistas que criaram um ambiente destinado a questionar a existência da Licenciatura Intercultural Indígena, o que foi feito recentemente pelo membro discente do Conselho Universitário, um aluno do curso de medicina, para quem tal Licenciatura fere a Constituição.

Por isso, os estudantes indígenas escreveram carta no dia 30 último repudiando a atitude racista que vem acontecendo de forma explícita e velada. A carta cobra da UFSC uma posição clara contra os comentários racistas que incitam o ódio, o que é crime previsto no art. 286 do Código Penal. Não se pode confundir "o direito de liberdade de expressão com incitação ao ódio" - diz o documento, que reafirma a posição de luta e denuncia que "os novos calouros desse ano, sem mesmo efetuar a matrícula presencial já sentem na pele o que está por vir".

P.S. Ver matéria feita por Elaine Tavares "A Cultura do ódio contra indígenas de expressa na UFSC"(31/01/2016)

http://178.62.201.127/noticia/cultura-do-odios-contra-os-indigenas-se-expressa-na-ufsc

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22 Comentário(s)

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Liliane Maria comentou:
11/02/2016
Está rolando uma onda no Facebook onde pequenos grupos fazem comentários racistas contra pessoas ou outros grupos que ganham determinado destaque. Acredito que isso tenha haver com essa disseminação de idéias conservadoras e suas disputas. Aí vira modinha, todo mundo acha engraçado é muitos repetem seus discursos.. É lamentável ver pessoas com esse tipo de pensamento, principalmente estudantes. Acho que a formação humana não deveria ser prioridade só da área de Humanas...
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Walterlidia Alencar comentou:
11/02/2016
Que horror, acabei de ler o que aconteceu em Santa Catarina, e me vem essa noticia do Piaiau A Polícia Civil do Piauí abriu inquérito contra um estudante de História da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) por suposto crime de racismo, devido a postagens publicadas no seu perfil no Facebook. Segundo a denúncia feita por um promotor de justiça, o estudante vem divulgando textos incitando o ódio e mensagens de intolerância contra negros e índios. Em uma das publicações, o universitário chega a afirmar que negros e índios são “raças inferiores, próximo a animal irracional”. O estudante – que a polícia não divulgou o nome – chega ao ponto de defender liberdade “absoluta” de expressão. Ele sugere que a opinião deve valer mesmo que seja por racismo, discurso de ódio e até para defender o nazismo. O delegado Emir Maia, titular da Delegacia de Direitos Humanos, informou ao Cidadeverde.com que abriu inquérito e apura o caso. O estudante será intimado para prestar esclarecimentos. Se for confirmado a denuncia, o universitário poderá pegar até 5 anos de prisão. “O que chama atenção é a torpeza de incitar o ódio e a intolerância, defendendo o direito absoluto de liberdade de expressão, quando na verdade não existe liberdade absoluta e ele aproveita esse ardil para incitar o ódio racial”, disse o delegado.
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Maria Inês de Freitas comentou:
11/02/2016
Ficou feliz em saber como é importante os conhecimentos indígenas para a universidade. E que temos parceiros não indígenas comprometidos com a nossa causa! Nós indígenas na universidade mudamos a paisagem, deixamos tudo mais alegre e mostramos nosso potencial e nossa capacidade! Não precisamos da opinião de pessoas ignorantes, descendentes de imigrantes que ocuparam os espaços que eram somente nosso e agora se sente incomodado com nossa presença. Vamos sempre lutar pelos nossos direitos, nossos espaços e afirmar nossa identidade!
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Ana comentou:
10/02/2016
Lamentável que em uma Universidade que se dedique a Curso tão nobre, haja alunos de tão baixo calibre. Na minha opinião. Essas poucas pessoas que mancham o espaço por onde andam ao invés de deixar marcas, são pessoas de muito mal caráter que sofrem do mal da inveja. São uns infelizes. Um monte de palha molhada, não servem nem pra queimar. O que eu mais admiro no índio e o que deve causar um enorme mal estar no branco, é que eles vêm pra urbe e fazem tudo o que querem, aprendem de tudo e fazem bem feito. O PC eles usam normalmente. Agora, ponha um branco para viver com uma etnia e vê se consegue caçar, pescar, fazer artesanatos... E viver em grupo como os índios vivem... A humanidade que o índio possui, vai demorar séculos para chegar à civilização. Sdds, Bjo
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Lilian Nabuco comentou:
10/02/2016
Meu querido Bessa, como sempre você com o dedo apontado para as mazelas e a belezas do mundo, e felizmente a paixão pela beleza, justiça, sabedoria etc, não ofusca a indignação e a necessária garra para continuar lutando pelo o que acreditamos. A arrogância, a violência e a má fé foi sempre a arma daqueles minimamente inteligentes para saberem interiormente que são medíocres. Eles estão sempre procurando subestimar os "diferentes" para fantasiosamente afirmar neles a sua suposta superioridade. Ou seja, projetam neles, na verdade, a sua inferioridade, que é na verdade, o que deveras temem. Mas nos entristece nos depararmos com esta juventude decadente, alienada, reacionária. Enquanto tentamos mudar o mundo, eles parecem terem sido devorados pelo o que o mundo tem de pior. Mas não podemos esquecer nunca nos jovens que resistem e nos alimentam a esperança de um mundo melhor, verdadeiramente democrático, solidário, sempre disposto a agregar para somar.
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Luiz Rufino comentou:
10/02/2016
Mais um tiro certeiro do Mestre Bessa, ressaltando a luta anti-racista e descolonial mirada no horizonte político/epistemológico/educativo!
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Ismael Farias comentou:
10/02/2016
Isso é nojento! É retrocesso´, é bárbaro. Cara, nem a propósito, abri hoje no meu face um convite para curtir a página "RJ Contra Ideologia Do Gênero e o Aborto". É mole? Imagina se eu vou curtir uma coisa dessas. JAMAIS, MON AMOUR! Anteontem a Andarilha foi agredida num evento no Caldeira, por um mascarado, por ela estar com a sua namorada. Acho que o cara não conseguiu ninguém e ficou revoltado ao vê-la com aquela gata linda, né não? Babaca
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Rogério Lourenço comentou:
09/02/2016
O comportamento dos jovens é revoltante e ao mesmo tempo entristecedor. Fala sério ...
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Jorge Nóvoa comentou:
08/02/2016
Caro Bessa, Gostei muito de seu artigo. Precisamos fazer mais. Gostaria que você publicasse algo no próximo n.22 de O OLHO DA HISTÓRIA que sai no 02 de abril. Neste seu texto que acabo de ler, acho que tem uma passagem que ficou meio truncada e que você poderá consertar. Você diz "Só vi índios e não índios trocando saberes e informação, convivendo nos corredores, na biblioteca, na cantina, nos laboratórios." Mando um abraço, Jorge
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08/02/2016
Caro Bessa, Total acordo com seus comentários sobre este grupo humanóide que não sabe se olhar no espelhjo nem agradecer aos povos indígenas tudo o que eles ofertaram para a sociedade brasileira ao longo dos séculos (como a mandioca e os seus inúmeros produtos derivados que hoje tomam conta da culinária do país). Além de desconhecimento e ignorância, estas pessoas não honram seu próprio nome, suas famílias, e até suas crenças (por mais estranhas que sejam) pois deveriam pelo menos aceitar o direito do contraditório (a possibilidade do erro também para eles!). Você esqueceu de mencionara entre as possíveis razões desse tipo de pensamento a grande imprensa do país, a mídia conservadora, e outros meios de comunicação que diuturnamente batem contra os povos indígenas e seus direitos assegurados na CF de 1988. E que luta aquela para fazer passar aqueles poucos mas fundamentais artigos. Você conhece porque viveu aqueles dias e os saudosos companheiros/as das ONGs, da UNI e do CIMi em Brasília! Abraço. Roberto E. Zwetsch Contato de Roberto Ervino Zwetsch
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José SERÁFICO comentou:
07/02/2016
Nem a propósito, acabo de ler um livro sobre o nazismo. Quanta semelhança de ambiente, aquele que vigia na Alemanha pós 1929 e o Brasil de hoje. Já se sabe quais os "judeus" que os afilhados de Hitler sacrificarão.
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Luiz Fernando Souza Santos comentou:
07/02/2016
Infelizmente, esse tipo de manifestação preconceituosa é uma praga que sempre esteve instalada nas universidades. No entanto, vivemos uma época em que seus enunciadores já não dissimulam seus ódios. Até algum tempo atrás acompanhei uma página intitulada UFAM que reúne a nata das teses preconceituosas (defendidas por estudantes e até alguns professores). Indígenas, mulheres, negros, LGBT, estudantes de humanidades, são atacados ferozmente. É uma época sombria e cheia de ódio, essa.
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Thiago de Mello comentou:
07/02/2016
Contigo até debaixo dágua. E te abraço apertado , pela grande vontade de te ver e porque a Vovó Marocas, que me pegou, no Bom Socorro do vovô Gaudêncio ,era neta ou bisneta de um chefe Maué da aldeia de Molongotuba, Barreirinha.
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Ana Lúcia comentou:
07/02/2016
Obrigada Bessa, por ampliar essa discussão (taqui pra ti). Desde 2005 sou atuante no debate/embate aqui na UFSC. Fui a primeira coordenadora do curso de Licenciatura Intercultural Indígena e a sensação que temos é de que o fosso aumenta. As informações dizem de que os indígenas estão presentes. São estão presentes. Foram 04 anos. defenderam seus TCCS, e foram de alta qualidade. Bessa que os diga, pois participou de bancas de textos que foram avaliados e qualificados no exterior. Contato de Ana Lúcia
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Lori Altmann comentou:
08/02/2016
Ana Lúcia! O Núcleo de Etnologia Ameríndia do Departamento de Antropologia e Arqueologia (DAA/ICH/UFPel) possui um projeto denomonado GRUPO DE ESTUDOS INTELECTUAIS E EPISTEMOLOGIAS AMERÍNDIAS. Seu objetivo é "conhecer, compreender e reconhecer as epistemologias ameríndias que estão na ordem da oralidade dos velhos sábios e da escrita dos/as jovens professores/as e pesquisadores/as indígenas que configuram os saberes, as práticas, as cosmos-mito-ontologias e os processos próprios de aprendizagem de diferentes coletivos ameríndios no Brasil e na América". Lemos e discutimos textos produzidos por indígenas. Gostaríamos de ter acesso aos TCCs mencionados. Como podemos conseguir? Desde já agradeço a resposta. Contato de Lori Altmann
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Ana Lúcia comentou:
10/02/2016
Lori. Os TCCs estão todos disponibilizados, em pdf, na página do curso. Acesse os em: licenciaturaindigena.ufsc.br . No menu a esquerda, estão organizados por povo indígena. Ana Lúcia
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Cristiane Andrade Cruz comentou:
07/02/2016
É lamentável estes posicionamentos de alunos que "pensam" que estão na universidade. Repudio a toda e qualquer discriminação!
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VÂNIA NOVOA TADROS comentou:
06/02/2016
ISSO É IGNORÂNCIA MESMO ASSOCIADA AO FORTE TEMOR DA CONCORRÊNCIA DE QUALIDADE.
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Maria Lidia Melo comentou:
06/02/2016
Fico pensando aqui com minhas ''mandiocas'' que profissionais serão esses PRE conceituosos.... poxaaaaaaa será que eles sabem que tem um indigena fazendo pesquisas para cura do câncer ... ####Beijinho no ombro para eles kkk
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Ismael Farias comentou:
06/02/2016
Pois é! ainda existe esse tipo de gente tão primitiva nas suas atitudes preconceituosas, né?
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Geraldo Pontes (via FB) comentou:
06/02/2016
Infelizmente está grassando no Brasil este suposto senso comum cretino, arquicretino, com que se pretende contestar hidrofobicamente tudo o que se ignora ainda mais quando novas políticas procuram abrir o horizonte de "deserdados" sociais, grupos historicamente excluídos, ou apontam para a necessidade de se construir de fato a nação multiétnica e multicultural que deveríamos ser, pagando inclusive tributo aos indígenas. A título de uma comicidade arrogante, uns moleques fascistas e sem um pingo de educação se arvoram contestadores poor despeito burguês e raciocínio golpista. Têm que haver o mesmo alarde de quando uma estudante de direito esbravejou em recente eleição achincalhando nordestinos, de maneira muito racista, por causa da derrota de seu candidato. É preciso punir estas attitudes, de modo a educar a quem a familia ou a vida não educou, ou ainda deseducaram alguns boçais de toda esfera social, mas majoritariamente políticos impunes em seus crimes de lesa-pátria que esta mídia hegemônica promove.
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Roberto Pinto (via FB) comentou:
06/02/2016
Moro aqui e os acho extremamente egoístas, também eles discriminam muito os Gaúchos, que por sinal são maravilhosos, graças primeiro sou Brasileiro, depois sim vem o estado em que nasci.
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