CRÔNICAS

MEU SOBRINHO QUER VOTAR NULO

Em: 19 de Outubro de 2014 Visualizações: 6964

 E mesmo que toda a gente / fique rindo, duvidando /destas estórias que narro, / 

não me importo: vou contente / toscamente improvisando / na minha frauta de barro.

Luiz Bacellar (1928-2012), poeta do  Bairro de Aparecida
 
Caim e Abel na Barelândia. Com oito facadas, uma delas no coração, Chico Cururu matou o próprio irmão conhecido como Mala Velha. O motivo alegado: o voto diferente. Foi em Manaus. Mas podia ser em qualquer outra cidade, porque o Brasil está rachado ao meio, com famílias estilhaçadas e amizades desfeitas. As pesquisas indicam empate entre os candidatos a presidente. Eleitor de Dilma briga com o de Aécio, ambos esquartejam os indecisos e xingam os decididos a anular. Algumas vezes, chegam às vias de fato, como já ocorreu em eleições passadas.
A data, não esqueço. Era aniversário de minha irmã: 1° de outubro de 1962. Cururu, peixeiro ambulante, percorria as ruas da cidade com um tabuleiro vendendo seu peixe. Mala Velha, o caçula, trabalhava na Serraria Hore, Bairro de Aparecida. Os dois nem se falavam. Naquela noite, o acaso os reuniu no lupanar Curral das Éguas, também conhecido poeticamente como Flor de Abacate, situado na ponte Aroeira, na Cidade Flutuante - uma favela aquática sobre troncos com pardieiros cobertos de palha ou zinco. Cada um no seu canto. Beberam, dançaram até que Mala Velha, completamente chirrado, cantou o jingle do candidato do PTB:
- Salve Plínio, grande líder trabalhista! / O teu nome por si só é uma bandeira! / Consagrado já és como estadista, / no conceito da gente brasileeeeeira!
O que mais irritou Chico Cururu, cabo eleitoral de Paulo Neri (UDN - vixe, vixe), foi a adesão das meninas em trajes menores cantando ali, num coral improvisado. Em depoimento à Polícia, ele declarou ter sido humilhante ouvir Lizete, sua preferida, regida pelo irmão, entoar com voz de mezzo-soprano o final do jingle divulgado pelas rádios Baré e Rio-Mar, repleto de exclamações:
- Nosso povo jubiloso te saúda! / Com firmeza, energia e valor! / Porque é Plínio, Plínio mesmo e não muda! / Novamente tu serás governadooooor!
Dois Irmãos
Uma afronta. Bastante mamado e cheio da troaca, Cururu puxou a faca de escamar peixe, amoladinha, partiu pra cima e pinicou o corpo do irmão: pescoço, baço, coração. Dessa forma, acabou uma briga iniciada oito anos antes, em 1954, quando Mala Velha, petebista doente, debochara do candidato a governador Severiano Nunes (UDN), interpretando a sigla SNM - Serviço Nacional da Malária afixada nas casas fumigadas com inseticida como sendo Severiano Nunca Mais. Foi aí que tudo começou.
A eleição de 1954 quem ganhou foi Plínio Coelho -  Pata Choca para os adversários, Ganso do Capitólio para os correligionários - que criou a empresa estatal de ônibus Transportamazon e arrumou para Mala Velha um emprego de motorista, de onde seria demitido por Gilberto Mestrinho no governo seguinte. Em 1962, Plínio se candidata outra vez contra a mesma UDN do Paulo Pinto Nery, acendendo as esperanças do velho cabo eleitoral e acirrando a divisão entre os irmãos. 
Reza a lenda que a última palavra da vítima, estrebuchando numa poça de sangue, foi sussurrar a letra do jingle:
- ... porque é Prinho, Prinho mesmo e não muda...
 Ele não falava Plínio. Cururu, olhando o irmão que agonizava, teria declarado cheio de ódio, segundo testemunhas oculares e auriculares:
- Tóma-te! Teu voto o Prinho não vai ter!
Não teve. Mala Velha morreu ali mesmo, dois dias antes da eleição.
Os jornais da época tentaram despolitizar a questão, alegando agravantes para o crime, já que os irmãos estariam embeiçados pela Leonor, um piteuzinho, que vendia verduras no Beco da Bosta. Invencionices. A história foi como contei, está aí o advogado Felix Valois, na época membro da Cruzadinha Infantil, que não me deixa mentir. Ou deixa?
Eis o que eu queria dizer: meio século depois, o Brasil continua infestado por cururus e malas velhas, que agem nas redes sociais e se esfaqueiam virtualmente. Patrulham o voto dos outros, como se fossem donos da verdade. Não argumentam: ofendem. Não escutam: xingam. Seguem o exemplo dos candidatos. Outro dia fui chamado de idiota no face por alguém que não conheço, só porque destaquei que Marina Silva defendia os índios e a floresta.
As patrulhas
Minha família não é diferente das demais, mas felizmente contivemos o ímpeto eleitoral dos cururus e malas velhas. A gente se ama, briga, fofoca e todo mundo se mete na vida de todo mundo. Funciona como uma tribo. As irmãs votam em Dilma, primos e alguns sobrinhos em Áecio, com tiroteios nas reuniões familiares que borbulham e fervilham. No primeiro turno, Marina teve apenas meu voto solitário. Minto. Uma prima que conhece a vida no seringal e os índios Katukina também votou nela. Houve porém um silêncio generalizado, não sei se respeitoso ou reprovador, em relação ao meu voto.
"Inimigos em comum" - esse foi o título de matéria da Folha de SP (17/10) assinada por Lígia Mesquita, abordando a ação dos "guerrilheiros do facebook", o patrulhamento político, os casos de brigas entre amigos e parentes, o tom agressivo, as mentiras e o rompimento e bloqueio de amizades.
Tudo isso angustiou um sobrinho querido, que é surdo. A propaganda política não foi traduzida para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), embora em 2005 tenha sido reconhecida oficialmente no Brasil, onde segundo a Organização Mundial de Saúde existem 13 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, das quais mais de 2.5 milhões são completamente surdos.
Os candidatos se lixaram para os surdos, mas meu sobrinho ouviu melhor do que todos nós os dois últimos debates entre Dilma e Aécio, talvez porque tenha sido um debate de surdos. Desencantado com a baixaria, ele nos consultou sobre o voto nulo. Mereceu o respeito das tias, petistas doentes, e das primas, aecistas convictas. Conseguiu enfrentar o patrulhamento nas redes sociais, onde se quer ganhar no grito, com "informações" que não são checadas e "argumentos" primários que  crucificam quem pensa diferente, escrotizando as relações de afeto.
Conversamos via face, o sobrinho em Manaus, eu no Rio. Respeito o voto nulo dele, mas já declarei o meu. Voto contra Aécio com entusiasmo. Agora é Dilma, 13, sem entusiasmo. Ora, direis, o TSE não computa voto pela metade. Com ou sem entusiasmo, o valor é o mesmo. Não é o que pensa a patrulha que quer, além do voto, a alma da gente. Os patrulheiros são primários. Cada vez que vejo a propaganda do Aécio, reforço meu voto em Dilma. Quando ouço certos cabos eleitorais da Dilma, me dá vontade de anular o voto. Funciona de revestrés.  
O PT precisa dos votos dos eleitores, sem os quais não ganha a eleição, mas precisa da crítica dura, da pressão constante, da cobrança insistente sem a qual não governa. Quem abdica da crítica, está dizendo que concorda com as alianças e entrega Dilma de bandeja como refém da tal "base aliada". Ai, sinceramente, não existe diferença entre as duas formas de governar.  
Dilma, presidente da República, tem a caneta na mão. Teria minha alma se reconhecesse todas as terras indígenas, cujas demarcações estão engavetadas. Mas isso ela não faz. Nem sequer acena. Sua fiel escudeira Kátia Abreu, a miss moto-serra, não deixa. Índios e surdos estão fora do horizonte dos dois candidatos. De qualquer forma, nenhum dos dois merece que se mate ou se morra por eles. Chega de Cururu e Mala Velha!
P.S. - Vale a pena ler três artigos publicados na Folha de SP com posições diferentes: 1) Ruy Goiaba - Opinião: o inferno são os outros; 2) Luiz Eduardo Soares - Conversa de segundo turno; 3) Maria Rita Kehl - Voto contra o retrocesso.

 

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24 Comentário(s)

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Jorge Gomes comentou:
23/10/2014
Um primo meu, que é surdo estava reclamando da mesma coisa (falta de tradução em libras da propaganda eleitoral). Acontece que ele sabia de tudo que ia nas propagandas dos candidatos porque havia legendas,
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Ana comentou:
23/10/2014
Simplesmente, excelente análise, ponto.
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Olivia Maria Maia comentou:
22/10/2014
Seu ‘Minino’ tu com essa história de Cururu e Mala Velha matastes a cobra e mostrou o pau. Ops. Touxe o cerne da questão. Você mexeu com um sentimento que me mobiliza durante essa eleição: O que fazer diante do que nos é apresentado?. Como eu desejei uma alternância que também julgo saudável, e às vezes até necessária. Mais e aí? A questão, meu amigo, mudar pra pior, é andar como caranguejo, como diria meu pai. A política do PSDB não me seduz; e pra mim o Aécio é a pior opção que o partido fez (sem entrar nos méritos e deméritos pessoais e comportamentais). Hoje já consigo optar por voltar na Dilma até mesmo com um suave entusiasmo, com a plena certeza que meu voto traduz um veto ao Aécio. E até um reconhecimento aos avanços nas Políticas Sociais que certamente não foram, e não acredito que serão feitas em um governo do PSDB (mas sei, e alguns petistas ficam P da vida quando digo, que passos precisam ser acertados, e que esses não são poucos). É, teremos muito trabalho... Mas, Dilma sinaliza algo que para mim é fundamental: fazer um plebiscito para se discutir a Reforma Política Marrapaiz!! Não pudemos mais pensar numa Governança com um Congresso igual ao que temos. A gente assistindo de camarote o que há de pior, com raras exceções, num Parlamento: homofóbicos; militares reaças; fundamentalistas; representantes dos grandes latifundiários, parasitas de carreiras, eteceteraetal... (e o pior bancados com o nosso dinheiro). Com isso a gente Óh, sifu!!! Vixe, tua crônica é tão boa que dá vontade de trololar sem parar... Abraço acrEano!
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Olivia Maria Maia comentou:
22/10/2014
Seu ‘Minino’ tu com essa história de Cururu e Mala Velha matastes a cobra e mostrou o pau. Ops. Touxe o cerne da questão. Você mexeu com um sentimento que me mobiliza durante essa eleição: O que fazer diante do que nos é apresentado?. Como eu desejei uma alternância que também julgo saudável, e às vezes até necessária. Mais e aí? A questão, meu amigo, mudar pra pior, é andar como caranguejo, como diria meu pai. A política do PSDB não me seduz; e pra mim o Aécio é a pior opção que o partido fez (sem entrar nos méritos e deméritos pessoais e comportamentais). Hoje já consigo optar por voltar na Dilma até mesmo com um suave entusiasmo, com a plena certeza que meu voto traduz um veto ao Aécio. E até um reconhecimento aos avanços nas Politicas Sociais que certamente não foram, e não acredito que serão feitas em um governo do PSDB (mas sei, e alguns petistas ficam P da vida quando digo, que passos precisam ser acertados, e que esses não são poucos). É, teremos muito trabalho... Mas, Dilma sinaliza algo que para mim é fundamental: fazer um plebiscito para se discutir a Reforma Política Marrapaiz!! Não pudemos mais pensar numa Governança com um Congresso igual ao que temos. A gente assistindo de camarote o que há de pior, com raras exceções, num Parlamento: homofóbicos; militares reaças; fundamentalistas; representantes dos grandes latifundiários, parasitas de carreiras, eteceteraetal... (e o pior bancados com o nosso dinheiro). Com isso a gente Óh, sifu!!! Vixe, tua crônica é tão boa que a gente tem vontade de trololar... Abraço acreano!
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Elaine Meneghini comentou:
21/10/2014
Oi Babá, Já faz um bom tempo que não me divirto tanto e foi desde o início dessa campanha ridícula. Você é bom demais!
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Fernanda Garcia Camargo comentou:
21/10/2014
Querido Bessa, estive te procurando no horizonte. É duro encontrar-te sem o entusiasmo que tens sempre em outros frontes. Desejo que a Dilma continue escalando e como fortalece as veias do próprio Brasil que ouça os índios e que pense com eles na saúde da Floresta.
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Jordan Lima Perdigão comentou:
20/10/2014
Apesar de ser dilmista "com alma", admiro seu posicionamento, entendo-o e compartilho sua crônica mais uma vez. Muito boa reflexão!!!
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Judite Rodrigues Pucu comentou:
20/10/2014
Obrigada por me possibilitar reviver o povoado da minha adolescência em MAO. Sem chagar as vias de fato de Malha Velha e Cururu, as facadas acorrem através de manifestos réplicas e tréplicas por e-mail entre irmãos que antes olhavam na mesma direção, hoje estão se engalfinhado diante do atual pleito político. Eu fico no meu canto como se tivesse num tapirí, a matutar. Sábio é seu primo surdo!
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Maria Albuquerquer (via Blog Amazonia) comentou:
20/10/2014
Direto, enfático, preciso, histriônico, cronista, sensível. Parabéns Bessa, mais uma vez, acertando em cheio na reflexão. Um abração.
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Elvira Eliza França comentou:
19/10/2014
Bessa, gostei muito do texto. No início, quando vi os apelidos, pensei que fosse gozação, coisa que você faz com grande maestria. Mas depois vi que era um texto se reportando à nossa História e a reconstrução do fato foi fundamental para ver que ainda vivenciamos situações semelhantes, o que me preocupa. Acho que sua reflexão ajuda a pisar no chão e sentir que não vale a pena certos desagastes e a oscilação que você diz sentir em relação aos candidatos não é só sua. Achei você muito lúcido ao dizer votar com entusiasmo e votar sem entusiasmo, mas o voto vai ter o mesmo valor no final. Parabéns pelo texto, por compartilhar essa história interessante e ajudar as pessoas a usarem experiências passadas para corrigir situações presentes e futuras. Afinal de contas, no final, o resultado será para todos igualmente, estejamos ou não concordando ou discordando individualmente. Abraços
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OPhellipe Marcel comentou:
19/10/2014
Estamos juntos, José Bessa. Voto na Dilma sem entusiasmo, mas não voto no Aécio com entusiasmo.
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VANIA NOVOA TADROS comentou:
19/10/2014
PARA UMA HISTORIADORA NADA A DEIXA MAIS FELIZ DO QUE VER O POVO REAGINDO EM MASSA CONTRA UM GOVERNO CORRUPTO, METIROSO E INFIEL. ISTO ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL EXECUTADO PELOS ELEITORES DE AÉCIO DA CUNHA NEVES QUE SAO, EM SUA MAIORIA, PESSOAS EDUCADAS E EQUILIBRADAS, SEM ÓDIOS ACUMULADOS. O PT QUASE NAO REAGE PORQUE ESTÁ SEM ARGUMENTOS. FICA ACUADO E MENTE: DA PRESIDENTE AOS JORNALISTAS. E NÓS AS DESFAZEMOS FACLMENTE.
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Carlos Benjoino (via FB) comentou:
19/10/2014
A mesma cara da mesma moeda... Ficamos como cristo na cruz no meio de dois ladrões. Temos que fazer como Pôncio Pilatos e lavar as mãos?? Muito difícil para o povo brasileiro fugir dessa situação. Qualquer que seja o resultado vamos ver se a oposição não se vende dessa vez e faça o papel de fiscalizar e barrar o que esta errado e incentivar e apoiar o que é bom para todo o pais sem jogos de interesse pelo coletivo da nação.
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Líbia Almeida comentou:
19/10/2014
José Ribamar Bessa Freire você me representa!!! Estava justamente aqui escrevendo sobre os dissabores de ser uma voz solitária, e incompreendida pelos meus.De um lado tem votos Aécio por revolta, de outro tem votos Dilma por conveniência... Eu sigo na terceira via
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Lia Drumond De Esquerda Guarani Kaiowá, comentou:
19/10/2014
Não merecem que se mate ou se morra por eles, bem, talvez, mas a Dilma já quase morreu pela liberdade do país. AE5, não.... nunca fez nada heróico, aliás.
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Alfredo comentou:
19/10/2014
Aecio... E a gente se livra dele em seguida. É preciso alternância pra assegurar a vigilância. Por isso Marina topa a estratégia Aecio. Veja na Folha de hoje a auditoria da CGU no Pronatec. O país inteiro está contaminado pelo socialismo bandido. Não ê este que queremos. De qualquer modo, a coluna continua PHODA, com pH de farmácia antiga.
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Juarez Silva (Manaus) comentou:
18/10/2014
Já desisti faz tempo de fazer comentários mais elaborados à essas crônicas.... só digo SUPIMPA ( de novo) ;)
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Inês BArbosa de Oliveira comentou:
18/10/2014
Querido Bessa Há surdos, cegos e violentos nessa eleição. No caso dos cegos, me preocupam aqueles que não veem as imensas e profundas diferenças entre projetos. Assim, "anular o voto" me soa a tentar fingir que são iguais coisas muitos diferentes, me soa a consideração de interesses grupais menores - embora legítimos e bandeiras necessárias e válidas de luta - passando por cima de definições políticas e econômicas que representam prejudicar os mais pobres ou protegê-los, investir em educação pública ou não, procurar melhorar a vida de quem precisa viver melhor ou não, entre outras coisas centrais para o conjunto da população!! Ampliar o horizonte da crítica para além do nosso horizonte pessoal é necessário, sob pena de, em busca de um ideal, perdermos o possível, em busca de um governo que nos represente a 100%, colaborarmos para um que não nos represente em nada! Inês Barbosa de Oliveira (UERJ) Diz o deputado do PSOL!! O meu voto crítico em Dilma é um veto a Aécio. Nesse segundo turno, não posso deixar de me posicionar. Tenho profundas divergências com as gestões do PT e com o governo de Dilma. Não saí do partido à toa. Não houve avanços nas reformas que acredito serem necessárias ao país, como a agrária, urbana, política e tributária. Além disso, Dilma não colocou o debate sobre a democratização da comunicação, a desmilitarização da polícia e a auditoria da dívida na pauta do governo. Por outro lado, tenho plena convicção de que um governo do PSDB representa um grande retrocesso ao Brasil, especialmente na defesa e garantia dos direitos humano
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nailée santos comentou:
18/10/2014
Tenho dito. Não voto só em pessoas, voto em ideias e ideais. Voto em modelos. No meu voto eu troco o Eu pelo Nós, o Particular pelo Coletivo, o Público pelo Privado. Eu voto contra a fome (que nunca passei mas imagino o quanto humilha e maltrata). Meu voto chama-se SOLIDARIEDADE. Eu voto Dilma. Contato de nailée santos
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Ana Stanislaw comentou:
18/10/2014
É, também voto sem entusiasmo na Dilma! Mas, tenho um prazer enorme de dizer aos que votam no Aécio o seguinte : ruim com a Dilma, pior com o Aecinho. do porto! Tens razão, nenhum deles merecem os laços de amizade desfeitos. Adorei Bessa!
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Robin Hlavnicka (via FB) comentou:
18/10/2014
Perfeito.O que nós estamos precisando é que as pessoas independentemente de suas preferências pessoais se informem.Muitas pessoas têm acesso ao Face, porém poucas procuram obter informações sem o viés do partidarismo.Parece que estamos vivendo um jogo de futebol, CorinhiasxPalmeiras.Nada contra o torcedor, porém vamos valorizar o jogo.Eu posso ter uma percepção totalmente diferente de todos , porém o que deve haver é um debate sobre o que cada um dos candidatos propõe e a sua viabilidade.Eu acredito na alternância do poder.
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Fábio Flora (via FB) comentou:
18/10/2014
Como carioca, como alguém que tem como opções Crivella e Pezão, entendo perfeitamente o voto nulo. Mas entendo também que, na atual conjuntura (particularmente em relação às eleições presidenciais), votar nulo não é se manter neutro; é, sim, escolher um lado.
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Orleilson Durães comentou:
18/10/2014
Babá, o Felix Valois pode até deixar, mas eu não te deixo mentir (sozinho). Não sei se vc lembra de mim, sou o Lelé, morava naquela vila lá no Plano Inclinado. A minha casa era vizinha da casa do Escagael, lembra do Escagael? Pois bem, meu caro Babá, não conheci o Mala Velha, mas como poderia esquecer o Chico Cururu, feio, parecia um sapo, a gente sacaneava com ele e perguntava: - Cururu, como é teu nome? Ele respondia: Francisquin Bonitin das moças. Hoje moro no Japiim, tenho 72 anos, de vez em quando te leio no Diario do Amazonas. Quando passar por Manaus, a gente pode tomar uma cerveja.
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Maria Celeste Corrêa comentou:
18/10/2014
É isso! Sou chata, defendo aquilo que se afina com a minha visão de mundo,mas abomino agressões e desrespeito. Primeiro pq isso choca-se com a minha concepção de democracia. Depois pq diante da forma de fazer política nesse país, eu seria mt presunçosa em achar que sou dona da verdade . As convicções são minhas e servem pra mim. E como falei acima, elas me permitem ser chata, defender aquilo que eu acredito ser melhor para o meu país,mas não me permitem desrespeitar quem quer que seja.Cururu e Mala velha, Jamais!!! Dilma 13.
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