CRÔNICAS

NÃO SE FAZEM MAIS GENERAIS COMO ANTIGAMENTE

Em: 30 de Março de 2014
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Não se fazem mais generais como antigamente. Quer ver? Compara, então, a voz de generais que já morreram com a fala de outros que, embora decrépitos, estão vivos, vivíssimos. Os primeiros, com sólida formação acadêmica, eram humanistas sensíveis, inteligentes e curiosos, que defendiam valores como generosidade, compaixão, solidariedade e estavam encharcados de brasilidade. Os segundos, intelectualmente limitados, são brucutus truculentos que não hesitam em defender a barbárie, a força bruta e até a tortura, como se verifica nos depoimentos sobre os 50 anos do golpe civil-militar de 1964.
Entre os mortos, cujo pensamento permanece vivo, está o general Couto de Magalhães (1837-1898), um mineiro formado em Direito, que presidiu quatro províncias - Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Queria "entender o pensamento dos índios" e descobriu que "a língua é aquilo que cada povo tem de mais íntimo". Aprendeu o nheengatu e outras línguas como guarani, kayapó e karajá para ouvir as narrativas e fábulas contadas pelos velhos, repletas de saberes. Encantado com “a notável e profunda filosofia e poesia que elas encerram”, revelou porque um personagem dessas histórias - o jabuti - vencia sempre os animais mais fortes:
- Cada vez que reflito na singularidade do poeta indígena de escolher o prudente e tardo jabuti para vencer os mais adiantados animais de nossa fauna, fica-me evidente que o fim dessas lendas era altamente civilizador", porque essas histórias "ensinam a crença na supremacia da inteligência sobre a força física”.
Quem também defendeu a superioridade da inteligência sobre a força bruta foi Rondon (1865-1958), criador do Serviço de Proteção aos Índios, autor da máxima "morrer se for preciso, matar nunca". Outro foi o general Armando Levy Cardoso, membro da Comissão de Limites, que conviveu com os índios do Pará e escreveu Toponímia Brasílica, somando experiência de campo com pesquisas em bibliotecas e arquivos. Estudou  línguas indígenas porque descobriu aquilo que um cego - Jorge Luis Borges - viu muitos anos depois: "o diálogo é a mais importante invenção humana". Os generais de antigamente, além de humanistas, eram eruditos, construtores de pontes entre gentes.
Os Brucutus
Faltam erudição e humanismo na fala dos vivos de pensamento morto, entre os quais um "projeto de general", o coronel Paulo Malhães, 76 anos, ex-agente do Centro de Informações do Exército que, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), nesta semana, confessou seu envolvimento em torturas, mortes e ocultação de corpos de presos assassinados e deu detalhes sobre como funcionava a Casa da Morte de Petrópolis (RJ), para onde foram levados, torturados e executados dezenas de presos políticos na época da ditadura.
- Quantas pessoas o senhor matou - perguntou o ex-ministro José Carlos Dias.
- Tantas quanto foram necessárias - respondeu o coronel.
- Quantos torturou?
- Difícil dizer, mas foram muitos.
- Arrepende-se de alguma morte?
- Não.
O cara confessa atos ilegais e bárbaros de extrema covardia cometidos contra presos indefesos sob guarda do Estado. Fez isso com salário pago pelo contribuinte e diz que não se arrepende, que está orgulhoso. Seu discurso assusta, porque ao contrário do jabuti, institui a força bruta como valor supremo. O capitão Jair Bolsonaro, que também justifica o uso da tortura - "o cara tem que ser arrebentado para abrir o bico" - propôs que o Congresso Nacional fechado pela ditadura homenageasse a dita cuja na sessão solene deste 1° de abril. Sem sucesso. De qualquer forma, conquistou o direito de falar 15 minutos. Atenção, pais de família, retirem as crianças da sala durante sua fala.
Qual o compromisso que eles tem com o Brasil e com os valores humanos? Vários generais, ao longo da semana, ocuparam espaço na mídia para justificar a ditadura e a tortura, que não foi algo acidental, mas uma política de estado. O general Armando Luiz Malan de Paiva Chaves, 86 anos, no artigo "Meio século", publicado na Folha de São Paulo (FSP,27/03), agride a nossa inteligência repetindo o chavão de que o golpe veio evitar "submeter a nação ao comunismo de Moscou". Já o general Rômulo Bini Pereira, 74 anos, no artigo "Nova história" (FSP, 24/03) considera as denúncias de tortura  como "vingativa campanha contra as Forças Armadas".  
"Generais civis"
Quem reforçou o discurso dos militares foram dois "generais civis": o ex-ministro Antônio Delfim Netto que depôs na terça-feira (25/03) na Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog e o ex-presidente da Câmara no governo do general Geisel, Célio Borja, em entrevista à FSP no mesmo dia: "Regime de 1964 não foi uma ditadura".
Delfim, o gordinho sinistro, 86 anos, embora tenha sido ministro da Fazenda (1967-1974), disse desconhecer a existência de uma ditadura no País, de prisões e de torturas. Negou ter ajudado a obter dinheiro do setor privado para financiar a Operação Bandeirante, que deu origem ao Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão ligado ao 2° Exército sediado em São Paulo. Declarou, com todas as letras - "Não tenho nada do que me arrepender" - ele que assinou o Ato Institucional 5 (AI-5) que extinguiu direitos civis, suprimiu as liberdades democráticas e deu suporte à repressão.  
 Quem não se arrepende de nada também é o "general" Célio Borja, 85 anos, servidor incondicional da ditadura, que continua com escritório de advocacia em Copacabana."O que havia era um regime de plenos poderes, não era ditadura".
- O sr. sabia das torturas?
- Sabia que havia brutalidades. Sempre houve no Brasil. O pau-de-arara não foi invenção de 64. Ninguém se importava com a miséria do preso comum. Chamou a atenção quando os presos políticos foram submetidos ao mesmo tratamento. O regime estava descambando para a selvageria.
- O que o sr. acha da visão que se tem hoje do regime?
- Absolutamente distorcida. Sempre se diz que a história é escrita pelos vencedores. Aqui, os vencidos estão escrevendo a seu gosto com um objetivo político: desqualificar quem não lutou contra a famosa ditadura, que não foi ditadura coisa nenhuma.
Na mesma linha, um general que é mesmo general, Leônidas Pires Gonçalves afirmou que os militares nunca foram intrusos na história brasileira e que  "a revolução de 1964 foi absolutamente democrática. Não tivemos ditador".
Ou seja, Delfim, Borja e Leônidas, três velhos com mais de 85 anos, produzem um discurso cínico e sem-vergonha. Perderam uma boa oportunidade de se retratarem, mas é pedir demais que tenham uma grandeza de um Willy Brandt que, em dezembro de 1979, como chanceler da República Federal Alemã, se ajoelhou diante do monumento em memória da resistência dos judeus no gueto de Varsóvia e pediu perdão pelos crimes cometidos pela Alemanha Nazista. É pedir demais. Mas esse pedido as Forças Armadas ficam devendo ao Brasil.
P.S.
Os povos indígenas e a ditadura militar em debate. No dia primeiro de abril, às sete da noite, o Museu do Índio/RJ será palco de uma mesa-redonda com tema inédito no Rio de Janeiro: "Os povos indígenas e a ditadura militar – a questão indígena de 1964 até hoje". Durante o encontro será analisada a questão da violência cometida contra os índios no período.

 

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26 Comentário(s)

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Elaine Butião comentou:
08/04/2014
ESSE SE RECORTE DA HISTÓRIA , NÃO AVALIA O PENSAMENTO DA ÉPOCA , HOJE OS MOLDES SOCIAIS SÃO OUTROS , EM TODAS AS E´POCAS HAVIAM EXCESSOS E ERROS , MAS NÃO PODEMOS DESPREZXAR A IMPORTANCIA DE ANCHIETA PARA A PROSPERIDADE DO BRASIL, OUTRA COISA EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO NÃO HOUVE UMA POPULAÇÃO LOCAL (INDIGINA ) QUE NÃO SOFREU COM A CHEGADA DOS INVASORES, ISSO IRIA ACONTECER EM ALGUM MOMENTO É RIDICULA ESSA VISÃO QUE OS ÍNDIOS DO BRASIL IRIAM VIVER PRA SEMPRE COM OS SEUS HABITOS SEM INTERFERENCIA DE OUTRAS CULTURAS , ESSE ROMANTISMO ÍNDIGINA NÃO FUNCIONA
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Alessandra Marques comentou:
05/04/2014
O coronel Paulo Malhães é irmão gêmeo do Saddam Hussein! Gêmeos, mórbida semelhança.
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Vania Novoa Tadros comentou:
04/04/2014
José Bessa o negócio está Russo para o teu lado. O Rubens Martins Cardoso pensa que tens 26 anos. Não sabe, o teu comentarista, que fostes preso durante o Golpe Militar de 64 só porque estavas cobrindo, por determinação do jornal onde trabalhavas, um movimento estudantil. Desconheces que ficastes vários anos exilados sem ver tua família, com tua carreira prejudicada e, quando voltastes ainda fostes preso e torturado enquanto passeavas por Manaus com um capuz em um carro da Policial Federal. Ignora também o Rubens que a Dilma e o Lula não começaram a militância juntos. A Dilma é mais antiga, antes de 64, dedicava-se a guerrilha urbana. O Lula já apareceu quase no final do regime militar e era um líder sindicalista. Eu não gosto nem do Lula nem da Dilma, mas gosto do Bessa e respeito o seu conhecimento sobre a Ditadura Militar e seus milicos autoritários.
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Ângela Aparecida Teodoro Ruperes (Portal Cultura em Movimento) comentou:
04/04/2014
Tive o desprazer de ouvir a fala de um desses senhores na tv e confesso que fiquei assustada com tanta frieza. O tempo passou, as coisas mudaram e eles continuam os mesmos. Esse tipo de gente desconhece uma palavrinha muito importante, porém com um enorme poder de transformação, AMOR!!!!
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Anne-Marie comentou:
01/04/2014
Sem falar no general Figueiredo que já foi desta para pior e que, sabe-se agora, foi informado um mês antes da tentativa de atentado militar no Riocentro que faria possivelmente centenas de de vítimas, a ser atribuído aos "comunistas" (nome genérico para todos os que, comunistas ou não, não concordavam com o regime). Sem falar no brigadeiro João Paulo Burnier que planejou o chamado Atentado ao Gasômetro o qual faria também centenas de vítimas e seria atribuído às forças contrárias ao regime. Mas falando com todas as honras que merece, de outro militar, Sérgio Miranda Ribeiro de Carvalho, integrante do batalhão de salvamento Para-Sar, o qual fora encarregado por Burnier da "operação", que se recusou a obedecer e perdeu a patente por isso . Felizmente houve militares honrados!
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GeorgeOliveira (Blog Amazonia) comentou:
01/04/2014
Mais uma vez, o gerenais refletem o que o Brasil é - um pais ambiguo e de memoria curta.Enquanto que na Alemanha esta claro para todos que o nazismo foi algo ruim, sendo que é crime negar o holocausto e exibir qualquer simbolo nazista. No Brasil vive se a ambiguidade, de um lado paga-se rios de dinheiros de indenizaçoes somente para quem esta no poder (enquanto existem familias que perderam entes queridos e ainda estão esperando qualquer tipo de indenizações) de outro lado todas as cidades brasileiras possuem ruas, avenidas , praça e outros com nomes dos presidentes da epoca da ditadura (como se fosse uma homegem a eles). O proprio Delfim Neto cuja foi um dos responsáveis pelo AI5 ainda é resaltado como um grande economista mais pouco lembram deles como um dos responsáveis pelo AI5
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Magno José Costa Ferreira (blog amazonia) comentou:
01/04/2014
SEJA HONESTO E RESPONDA COM A TURMA DO FIDEL SERIA DIFERENTE?JD E CIA PROVARAM COM A RAPINA PRATICADA DE QUE SÃO CAPAZES !!!!!!!NÃO SEJAM HIPÓCRITAS !!!!!!!!!!!!
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Jos Joa Cdio (Blog Amazonia) comentou:
01/04/2014
Analisar duramente a defesa de uma época da qual não participou é fácil. Uma coisa é certa: quem atuou o fez com convicção, senão se retrataria. E, defender uma posição não quer dizer que tenha sido torturador e nem coadunado com os propósitos deles. Destes tive contato somente com o Célio Borja, que diga-se de passagem não foi um 'general' qualquer, e sim, ministro do Supremo e que largou para ser ministro do Collor na situação pré-impeachment no ministério dos Honoráveis. Para que o fel do destilar do fígado não fique à mostra, sugere-se enxugar a boca com guardanapo.
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Romeu Junior (Blog Amazonia) comentou:
01/04/2014
REPORTAGEM RIDÍCULA!!! FAZ UMA DOS CRIMES DE ESQUERDA!!! FALE SOBRE AS VITIMAS DE BOMBAS, ASSALTOS, SEQUESTROS, FALE SOBRE A ROUBALHEIRA DO GOVERNO, TODOS ENVOLVIDOS NO MENSALÃO SÃO SEUS DITOS HERÓIS!!!! QUEM DEVE PEDIDO DE DESCULPAS NÃO É O EXÉRCITO, OS DOIS LADOS DEVEM PEDIDO DE DESCULPA, POR FAVOR, SEJA IMPARCIAL!!!!!! OU TUDOS QUE FOI FEITO DO OUTRO LADO PARECE SER NORMAL, O QUE NÃO É VERDADE!!!REPORTAGEM TENDENCIOSAS E SEM NOÇÃO, BASTA VER A QUANTIDADE DE COMENTARIOS!! QUASE NADA!
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Preta comentou:
01/04/2014
Sugiro que VOCÊ escreva uma crônica contando o SEU LADO da história porque pedir a quem sofreu os horrores da Ditadura que seja imparcial,(?) que veja algo que não se pode ver, é crueldade!
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Preta comentou:
01/04/2014
Sugiro que VOCÊ escreva uma crônica contando o SEU LADO da história porque pedir a quem sofreu os horrores da Ditadura que seja imparcial,(?) que veja algo que não se pode ver, é crueldade!
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Preta comentou:
01/04/2014
Sugiro que VOCÊ escreva uma crônica contando o SEU LADO da história porque pedir a quem sofreu os horrores da Ditadura que seja imparcial,(?) que veja algo que não se pode ver, é crueldade!
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Preta comentou:
01/04/2014
Sugiro que VOCÊ escreva uma crônica contando o SEU LADO da história porque pedir a quem sofreu os horrores da Ditadura que seja imparcial,(?) que veja algo que não se pode ver, é crueldade! Contato de Preta
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Preta comentou:
01/04/2014
Sugiro que VOCÊ escreva uma crônica contando o SEU LADO da história porque pedir a quem sofreu os horrores da Ditadura que seja imparcial,(?) que veja algo que não se pode ver, é crueldade!
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RUBENS MARTINS CARDOSO (Blog Amazonia) comentou:
01/04/2014
José Ribamar Bessa FreireTudo que você mostra neste seu esboço é que lhe falta muita experiência de vida. Me parece que você é um músico que toca muita música de ouvido, mas incapaz de ler uma nota sequer numa partitura. Você ouviu falar de tudo isso, mas de fonte que não merece confiança, não lhe contando o que aconteceu anteriormente aos acontecimentos de “64”. Não viveu no tempo de Luiz Carlos Prestes, e não lhe contaram quem ele foi. Não lhe contaram que para aperfeiçoar as artimanhas na implantação do comunismo no Brasil, Lula, Dilma e demais petistas foram a então União Russa Socialista Soviética fazer curso de guerrilha financiadas pelo multiassassino Stalin; não lhe contaram que o objetivo fundamental da criação do partido dos trabalhadores em São Bernardo do Campo era a implantação da “ditadura do Proletariado”, cá no Brasil. Em “64” eu tinha mais de quarenta anos, já tinha votado algumas vezes, já era casado, já tinha filhos, Denunciei à delegacia de polícia da cidade, cidadãos italianos que apareceram na cidade, e também conhecidos meus, tentando fazer lavagem celebral nos menos esclarecidos. Dei lôas a TV Bandeirantes que promoveu, pelo jornalista Tico Tico, a Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade, que antecedeu a contra-revolução de1º de Abril de 1964. Por isso Zé Ribamar, antes de escrever tanto bagulho, procure inteirar-se através daquilo que você viveu.
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Theotonio do Rego Monteiro comentou:
01/04/2014
Ô Rubens, quando Stalin morreu em março de 1953, o Lula tinha 7 anos e a Dilma 5 anos, devem ter sido financiados pelo Stalin com uma bolsa para cursar o Jardim da Infância, Rubens, não escreve besteira, Rubens. Você não toca nem sequer de ouvido, quanto mais ler partitura. Vai estudar, Rubens.
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Ale Marques comentou:
05/04/2014
Hahahahahaha! Vai ver o fofo toca o violão sem braço, fundo e cavalete com os ouvidos e deu nessa composição desvairada e em falsete! Obrigada Noel Rosa por ajudar-me a compreender o Rubinho.
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Jose Varella comentou:
01/04/2014
"o diálogo é a mais importante invenção humana". ... José Bessa me faz pensar na lenda de Cucuí (apud Stradelli) quando caciques tarianas e caribes (inimigos hereditários), no alto Rio Negro, reuniam-se eventualmente para trocar oferendas e contar histórias sobre seus respectivos costumes.
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Roberto Zwetsch comentou:
31/03/2014
Bessa, amigo, Muito oportuno este seu artigo num momento de grande tensão no país, justamente por causa desses posicionamentos militares e "civis" sem qualquer pingo de arrependimento ou, pelo menos, pedido de "desculpas" pelos erros cometidos. Estou lendo com muito proveito o livro do Zuenir Ventura, 1968 - o ano que não terminou, e nele se tem uma boa crônica do que foi aquele ano com o recrudescimento doa ditadura, na antevéspera do AI-5.
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Roberto Zwetsch comentou:
31/03/2014
Bessa, amigo, Muito oportuno este seu artigo num momento de grande tensão no país, justamente por causa desses posicionamentos militares e "civis" sem qualquer pingo de arrependimento ou, pelo menos, pedido de "desculpas" pelos erros cometidos. Estou lendo com muito proveito o livro do Zuenir Ventura, 1968 - o ano que não terminou, e nele se tem uma boa crônica do que foi aquele ano com o recrudescimento doa ditadura, na antevéspera do AI-5.
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Leila Nunes comentou:
31/03/2014
Adorei, Bessa! Oportunissima sua crônica! Parabens! Leila
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Francisco Ortiz comentou:
31/03/2014
No hay duda que Bessa es un gran morrocoi . Un abrazo para mi profesor de Portugués y de Nheengatú
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Índio é Nós comentou:
31/03/2014
Nesta semana, dia 5 de abril, em São Paulo, a campanha nacional Índio é Nós também discutirá a violência e os massacres sofridos pelos povos indígenas durante a ditadura, em palestras de Maria Rita Kehl e de Marcelo Zelic. http://www.indio-eh-nos.eco.br/2014/03/31/lancamento-da-campanha-indio-e-nos-em-sao-paulo-0504-na-casa-do-povo/
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Ana Silva comentou:
31/03/2014
Brilhante!!! Precisamos de tua lucidez e belas palavras. Obrigada, Bessa. Sim, as Forças Armadas ficam devendo o pedido de desculpas ao país e a cada família, pai, mãe, filhos, irmãos que perderam seus entes queridos e não tiveram, ainda hoje, o direito de sepultar os corpos de seus familiares mortos no período da ditadura. "Vem vamos embora, que esperar não e saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...".
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Leda Beck comentou:
30/03/2014
Bessa dos meus pecados... Resumo da ópera nada bufa da ditadura civil-militar implantada em 1964. As Forças Armadas brasileiras nos devem um enorme pedido de desculpas. A todos nós, não apenas aos quase 500 assassinados por ela.
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Evelyn Orrico comentou:
30/03/2014
Como sempre, a sua observação arguta e oportuna, nos mete a realidade guela abaixo. Sua crônica vem ao encontro da manchete do Globo deste dia 30 de março, pela qual ficamos sabendo que o general Figueiredo, então presidente do país, soube com 30 dias de antecedência do atentado ao RIOCENTRO. Parabéns, Bessa, por mais essa crônica. Contato de Evelyn Orrico
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