CRÔNICAS

CONFESSO QUE TRAI (CONFIESO MI TRAICIÓN)

Em: 28 de Abril de 2013 Visualizações: 20224
CONFESSO QUE TRAI (CONFIESO MI TRAICIÓN)

 

(Enviado de Bogotá) Sempre me lembro de uma velha amiga colombiana, nascida em Antióquia, a quem eu não vejo há algum tempo. Por isso, me animou a esperança de revê-la quando fui convidado pela Fundación Para el Fomento de La Lectura (Fundalectura) para participar de uma mesa-redonda num Congresso Internacional agora, no final de abril, em Bogotá, durante a Feira Internacional do Livro.

Antiga paixão, ai que tentação! Amor de amiga onde bate fisga, já diz o ditado.  Depois de tantos anos, agora de cabelos brancos, sem o ímpeto juvenil de outrora, eu morria de curiosidade de saber se o tempo havia sido cruel também com ela. Tinha a esperança de reencontrá-la inteirinha, tal qual havia permanecido na minha memória, ali onde o relógio havia parado. Como seria essa redescoberta?

No voo da Avianca que saiu do Rio, ia pensando nela. Na minha lembrança se sucediam as imagens de quando nos conhecemos há muitos anos. Aconteceu de repente, por acaso, no restaurante Entre pues em Chia, nos arredores de Bogotá, durante a minha primeira visita a Colômbia. Fui apresentado a ela por uma amiga comum, pesquisadora do Instituto Caro y Cuervo.

Amores que se foram

Foi amor à primeira vista. Estou vendo-a como se fosse hoje. Nesse dia, ela estava particularmente sedutora e - as feministas que me perdoem - apetitosa, bem arrumada, vistosa, toda faceira, um piteuzinho. Trocamos olhares. Para complicar ainda mais, o som do restaurante atacou Espumas, um pasillo cantado por Garzón y Collazos:

- Amores que se fueron, amores peregrinos, amores que se fueron dejando en tu alma negros torbellinos.

Soube naquele momento que algo de irreversível estava por acontecer. Tive a nítida sensação de que meu olhar pidão era correspondido e que nascia ali uma paixão ardente, fulminante. Ai, meu Deus, por que me deste alma tão vulnerável, tão viciada em telenovela? Parece que a colombiana estava me esperando desde sempre como a Morena esperava o Theo.

Mas o galã, o idiota do capitão Theo, quando viajou a Turquia, traiu Morena seduzido que foi por Lívia Marina. Essas viagens que quebram a rotina da gente acabam estimulando as puladas de cerca com a descoberta de novas relações. Não sou hipócrita, nem vou fazer suspense. Vamos direto ao que interessa. O que aconteceu foi muito forte, deixou minha alma marcada, meu corpo tatuado. 

Não é fácil. Creio, porém, que o tipo de formação judaico-cristã que tive na infância é que me deu coragem para fazer confissão pública tão constrangedora: sim, eu traí e fui infiel, especialmente, atropelando uma relação tão sólida iniciada no Peru em 1970. Sim, prevariquei também enganando compromissos afetivos herdados em Manaus. Mea culpa, mea maxima culpa.

O mais grave, no entanto, não é o que pode ter acontecido no passado e sim o que rolou agora, em 2013, uma espécie de reconstituição - digamos assim - do crime. Quando cheguei a Bogotá, não a vi no aeroporto, mas no dia seguinte não resisti. Procurei-a. Escolhi para o nosso reencontro o mesmo cenário de quando a conheci: o restaurante Entre pues em Chia. Pedi ao gerente para tocar Espumas.

- Igual que a las espumas / que lleva el ancho rio, / se van tus ilusiones / siendo destrozadas por el remolino./ Espumas que se van / bellas rosas viajeras...

Por ironia, a música que seguiu foi um bambuco, cantado pelos mesmos Garzón y Collazos que suspiravam: "Yo también tuve 20 anos". Então me levantei e, com toda reverencia, extasiado, pude contemplar minha Dulcinea. Fiquei em pé observando-a. Depois de tanto tempo, ela não mudou muito, pelo menos na aparência. Constatei que alguma pele mole caía aqui e ali, mas a fartura da carne ainda impressionava, da mesma forma que o aroma que exalava, os adornos que a enfeitavam. Sua aparência exuberante contribuiu para que eu prevaricasse outra vez. Quando vejam a foto, vocês me perdoarão.

Bandeja paisa

Quem é, afinal, essa colombiana, campesina santanderiana, sabor de fruta madura, tão sedutora, capaz de mexer ainda com um velho, que já não é mais assim tão libidinoso? Talvez a resposta possa ser encontrada na poesia de Pablo Neruda, em sua autobiografia Confesso que vivi, ou em um poema em que ele dá a receita do caldillo de congrio, ou quando menciona o prato único:

"A palavra pão se come; a palavra copo, se enche; a palavra nave navega".

Aproveitando essa licença poética, posso agora revelar quem é a colombiana capaz de derrubar qualquer virtude ou qualquer fortaleza. Ela responde pelo nome de Bandeja Paisa. É um prato típico da culinária de Antióquia, um departamento ao noroeste do país, que o governo colombiano tentou converter em prato nacional com o nome mudado para bandeja montañera.  O nome deriva do fato de que é tanta comida que não cabe num único prato, só numa bandeja.

Na verdade, são 14 diferentes pratos num só, e em alguns lugares acrescentam ainda mais sete tipos de carne. Tem arroz, feijão, torresmo, chouriço, carne moída, tomate, abacate, hogao - uma espécie de refogado com cebola, pimenta, orégano, açafrão, além de arepas -  massa de milho moído assada em folha de bananeira e patacón - banana pacovã verde, cortada em rodelas fritas e depois amassadas e refritas, polvilhadas com queijo ralado. Tem até ovo frito. Razão tem o humorista Stanislaw Ponte Preta quando diz:

- Qualquer prato no mundo melhora se for enfeitado por cima com um ovo frito.

A bandeja paisa é uma delícia épica, uma bomba do bem, mas uma bomba. Não é qualquer um que pode enfrentá-la, é preciso estar preparado psicológica e gastricamente para o combate amoroso, porque ela derruba e aniquila os fracos, mas se você é aguerrido e valente, sai fortalecido do embate seguindo a receita cantada por Gonçalves Dias na Canção dos Tamoios:

- "Se o duro combate, os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar" .

O cardápio do restaurante oferecia variedade de pratos colombianos, peruanos e até algo da Amazônia colombiana. No entanto, enfeitiçado pela bandeja paisa, traí - confesso que traí - o ceviche, o seco de cordero, o aji de gallina, o pirarucu, o tambaqui na brasa, o pacu e o jaraqui. Comi, com alegria e entusiasmo, esse prato intraduzível para outras línguas. Günter Schlamp, conferencista que participou do Congresso, tentou traduzir bandeja paisa para o alemão. Inutilmente. Nem tudo aquilo que o paladar saboreia com uma língua pode ser traduzido para outra língua.

Os franceses que me perdoem, mas o cassoulet deles não chega nem aos pés da bandeja paisa, cujo equivalente, no Brasil, seria a nossa feijoada, a tal ponto que se aplica aquilo que Stanislaw Ponte Preta disse do nosso prato nacional:

- Bandeja paisa completa só com ambulância na porta.

Confesso que traí e aviso que vou trair de novo, quando for a Manaus. Marquei um próximo encontro com a bandeja paisa no restaurante colombiano La Finca, que fica no bairro Dom Pedro I, atrás da cavalaria do Rocam. Ele é citado numa tese de doutorado, em preparação, a ser defendida na Universidade Federal Fluminense por Lúcia Puga, que coletou ricos dados sobre a migração colombiana no Amazonas. Arrematarei com um panela molida ou um dulce macho.

Bandeja paisa ao som de Garzon y Collazos é algo antológico. Inesquecível. Funciona como um bajativo. Aos donos do La Finca, o casal colombiano Jorge e Monica Molina, já estou encomendando desde já que caprichem no som:

- Ya nunca volveran / las espumas viajeras / como las ilusiones que te depararon dichas pasajeras.

 
CONFIESO MI TRAICIÓN
Taquiprati - Diário do Amazonas
José R. Bessa Freire - 28/04/2013
 
(Enviado de Bogotá) Siempre recuerdo una antigua amiga colombiana que nació en Antioquia, a quien no veo hace algún tiempo. Por eso, me animó la esperanza de reverla cuando recibí la invitación de la Fundación Para el Fomento de La Lectura (Fundalectura), para participar de una mesa-redonda en un Congreso Internacional ahora, a fines de abril, en Bogotá, durante la Feria Internacional del Libro.
Antigua pasión, ay ay ay que tentación! Como dice el refrán, un viejo amor ni se olvida ni se deja. Después de tantos años, ahora con cabellos blancos, sin el ímpetu juvenil de otrora, me moría de curiosidad por saber si el tiempo había sido cruel también con ella. Tenía la esperanza de reencontrarla entera, tal como había permanecido en mi memoria, donde el reloj había parado. ¿Cómo sería ese redescubrimiento?
En el vuelo de Avianca que salió de Rio, iba pensando en ella. En mi recuerdo desfilaban las imágenes de cuando nos conocimos hace muchos años. Sucedió de repente, por acaso en el restaurante Entre pues en Chía, en los alrededores de Bogotá, durante mi primera visita a Colombia. Me la presentó una amiga común, investigadora del Instituto Caro y Cuervo.
Amores que se fueron
Fue amor a primera vista. Estoy viéndola como si fuese hoy. Aquel día, estaba especialmente seductora y – que me perdonen las feministas - apetitosa, bien compuesta, vistosa, un verdadero bocadito. Intercambiamos miradas cómplices. Para confundir más, la música del restaurante tocaba Espumas, un pasillo cantado por Garzón y Collazos:
- Amores que se fueron, amores peregrinos, amores que se fueron dejando en tu alma negros torbellinos.
Supe en aquel momento que algo irreversible estaba por acontecer. Tuve la nítida sensación de que mi mirada lánguida era correspondida y que nacía allí una pasión ardiente, fulminante. Ay, Dios mío, ¿por qué me diste una alma tan vulnerable, tan viciada en telenovela? Parece que la colombiana estaba esperándome desde siempre como Morena, la niña, esperaba a Theo, el galán.
El galán engaña a la niña en su viaje a Turquía. Los viajes que rompen nuestra rutina acaban estimulando las escapadas con el descubrimiento de nuevas relaciones. No soy hipócrita, ni quiero crear suspenso. Vamos directo al grano, a lo que interesa. Lo que sucedió fue muy intenso, dejó huellas indelebles en mi alma y marcas en el cuerpo.
Pero no se crea que es tan fácil, a pesar del tipo de formación judío-cristiana que tuve en la infancia que me da coraje para hacer una confesión pública tan embarazosa: sí, traicioné y fui infiel, especialmente porque atropellé una relación tan sólida iniciada en el Perú en 1970. Sí, prevariqué también dejando de lado compromisos afectivos heredados desde Manaos. Mea culpa, mea máxima culpa.
Sin embargo, lo más grave no es lo que pueda haber acontecido en el pasado sino lo que pasó ahora en 2013, una especie de reconstitución - digamos - del crimen. Cuando llegué a Bogotá, no la vi en el aeropuerto y al día siguiente no resistí. La busqué. Escogí para nuestro reencuentro el mismo escenario de cuando la conocí: el restaurante Entre pues en Chía. Le pedí al gerente que tocase Espumas.
- Igual que a las espumas / que lleva el ancho rio, / se van tus ilusiones / siendo destrozadas por el remolino./ Espumas que se van / bellas rosas viajeras...
Por ironía, la música que tocó después fue un bambuco, cantado por los mismos Garzón y Collazos que suspiraban: "Yo también tuve 20 anos". Entonces me levanté, y con toda reverencia, extasiado, pude contemplar a mi Dulcinea. Después de tanto tiempo, no había cambiado mucho, por lo menos en la apariencia. Pude observar que una que otra piel le colgaba, pero la abundancia de carnes continuaba impresionante, así como el aroma que exhalaba, los adornos que la acicalaban. Su apariencia exuberante contribuyó para que yo prevaricase otra vez. Cuando Uds. vean esa imagen, me perdonarán.
Bandeja paisa
Pero al final, ¿quién es esa colombiana campesina santanderiana, sabor de fruta madura, tan seductora, capaz de alborotar todavía un viejo, ya no tan libidinoso? Tal vez la respuesta pueda estar en la poesía de Pablo Neruda, en su autobiografía Confieso que viví, o en un poema en que da la receta del caldillo de congrio, o cuando menciona el plato único: "La palabra pan se come, la palabra copa, se llena, la palabra nave navega".
Aprovechando esta licencia poética, puedo ahora revelar quién es la colombiana capaz de derribar cualquier virtud o cualquier fortaleza. Responde por el nombre de Bandeja Paisa. Se trata de un plato típico de la culinaria de Antioquia, un departamento al noroeste del país, que el gobierno colombiano intentó convertirlo en plato nacional, cambiándole el nombre en ‘bandeja montañera’. Precisamente este nombre deriva del hecho de que contiene tanta comida que no cabe en un único plato, solamente en una bandeja.
En verdad, son 14 diferentes platos en uno, pero en algunos lugares le aumentan otros siete tipos de carne. Tiene arroz, frijol, chicharrón, chorizo, carne molida, tomate, aguacate, hogao - una especie de guiso con cebolla, pimienta, orégano, azafrán, además de arepas - masa de maíz molido asada en hoja de bananera y patacón - banana verde, cortada en tajadas fritas y después amasadas y refritas, espolvoreadas con queso rallado. Tiene hasta huevo frito. Razón tiene el humorista brasileño Stanislaw Ponte Preta cuando dice:
- No existe ningún plato en el mundo que no mejore adornado con un huevo frito encima.
La bandeja paisa es una delicia épica. Es una bomba, una bomba del bien, pero siempre bomba. No es cualquiera que le puede hacer frente, se necesita estar preparado psicológica y gástricamente para el combate amoroso, porque derriba y aniquila a los débiles, pero si uno es aguerrido, sale fortalecido del combate, como dicen los versos cantados por Gonçalves Dias en la Canção dos Tamoios: "Si es duro el combate, a los débiles abate, pero a los fuertes, a los bravos, solo puede exaltar".
El menú del restaurante ofrecía variedad de platos colombianos, peruanos y hasta algo de la Amazonía colombiana. Sin embargo, bajo el encantamiento de la bandeja paisa, traicioné - confieso que fui infiel – al ceviche, al seco de cordero, al ají de gallina, al pirarucu, al tambaqui a la brasa, al pacu y al jaraqui. Comí, con alegría y entusiasmo ese plato intraducible a otras lenguas. Günter Schlamp, conferencista que participó del Congreso, intentó traducir bandeja paisa al alemán, pero no lo consiguió. No todo lo que se saborea con la lengua, puede ser traducido a otra lengua. Palatable sí, pero traducible no.
Los franceses que me perdonen, pero el cassoulet no llega a los pies de la bandeja paisa, cuyo equivalente, en Brasil, sería nuestra feijoada, a tal punto que aqui también se aplica lo que Stanislaw Ponte Preta dice sobre nuestro plato nacional:
- Bandeja paisa completa solamente con ambulancia en la puerta.
Confieso que traicioné y voy a traicionar de nuevo, cuando vaya a Manaos. Ya concerté un próximo encuentro con ella en el restaurante colombiano La Finca, que queda en el  barrio Dom Pedro I, atrás de la caballería del Rocam. Aparece citado en una tesis de doctorado, en preparación, a ser defendida en la Universidad Federal Fluminense por Lúcia Puga, que colectó datos sobre la migración colombiana en Amazonas. Aviso que voy a rematar con una olla molida dulce macho.
Bandeja paisa al son de Garzón y Collazos es algo antológico. Inolvidable. Funciona como un bajativo. A los dueños de La Finca, la pareja colombiana Jorge y Mónica Molina, les voy encomendando desde ya que se esmeren con la música:
- Ya nunca volverán / las espumas viajeras / como las ilusiones que te depararon dichas pasajeras.

 

Comente esta crônica



Serviço integrado ao Gravatar.com para exibir sua foto (avatar).

41 Comentário(s)

Avatar
Sandra Albernaz de Medeiros comentou:
08/07/2017
José Bessa, machadiano!! Texto delicioso literalmente!!!
Comentar em resposta a Sandra Albernaz de Medeiros
Avatar
Rosa Helena Mendonça (via FB) comentou:
08/07/2017
Avatar
Loretta Emiri comentou:
08/07/2017
Que bom sabor têm suas crónicas, professor! Já recolheu em livros?
Comentar em resposta a Loretta Emiri
Avatar
Marilza De Melo Foucher comentou:
08/07/2017
Cara, tu estás se preparando pra competir com o amigo da Consuelo, Varga Llosa?.Parece um interessante início de romance...aliás podes abandonar a crónica pra começar a escrever um Romance entre realidade e ficção. ..Terias muitas histórias. ..O imaginário das comilanças e traições. ..
Comentar em resposta a Marilza De Melo Foucher
Avatar
Ale Marques comentou:
08/07/2017
Lembrei de um senhor que trabalhava lá em casa com a esposa, acho que a paisa foi inspirada nele. No dia que minha mãe viu o prato que ele fazia, perguntou, delicadamente, se ele preferia uma bacia. Não é que aceitou sorrindo? Ali entendemos o motivo de a esposa chamá-lo apenas pelo apelido: Boi. Quanto a mim, só de ler, preciso da ambulância. Terminei o texto rolando... ... de rir. abçs
Comentar em resposta a Ale Marques
Avatar
Walterlidia Cordeiro M. Lobato comentou:
05/05/2013
Olá amigo, irmão (Babá) voce não tá nada velho, encarar este amor antigo, com toda este preparo, tem que ter muito apetite, parabens pela crônica, todos ficamos curiosos para conhecer sua paixão. Bjus.
Comentar em resposta a Walterlidia Cordeiro M. Lobato
Avatar
Elvira Eliza França comentou:
05/05/2013
Bessa, fico impressionada com essa flexibilidade que você apresenta no uso da linguagem, e de como pode alternar com rapidez e bom humor estados de expectativa e tensão (ao revelar a traição publicamente), para um estado de relaxamento e graça (quando confessa que a traição se deu com um prato de comida). Ri bastante diante da surpresa da revelação e apreciei muito a forma como você manipula a linguagem, tal como um ferreiro ao construir um instrumento de trabalho. Abraços Elvira França
Comentar em resposta a Elvira Eliza França
Avatar
Elvira Eliza França comentou:
05/05/2013
Bessa, fico impressionada com essa flexibilidade que você apresenta no uso da linguagem, e de como pode alternar com rapidez e bom humor estados de expectativa e tensão (ao revelar a traição publicamente), para um estado de relaxamento e graça (quando confessa que a traição se deu com um prato de comida). Ri bastante diante da surpresa da revelação e apreciei muito a forma como você manipula a linguagem, tal como um ferreiro ao construir um instrumento de trabalho. Abraços Elvira França
Comentar em resposta a Elvira Eliza França
Avatar
Mercedes comentou:
01/05/2013
Impagable tu crónica, ese homenaje al Monumento al Colesterol que es la bandeja paisa. Abrazo grande.
Comentar em resposta a Mercedes
Avatar
Ligia Maria Oliveira comentou:
01/05/2013
Bessa você me arrancou lágrimas de tanto rir. Sempre consegue me surpreender. A cônica é ótima e cada comentário melhor ainda, rsrsrsrs... Se algum dia tiver o prazer de visitar Bogotá, não poderei deixar de provar este prato mesmo com um certo sacrifício, já que não como alguma das coisas que incrementam o prato. Porém, pelo simples fato da lembrança desta crônica, vai valer a pena, kkkkkkkkkkkk... Um grande abraço!!!
Comentar em resposta a Ligia Maria Oliveira
Avatar
Marcio Pucu comentou:
01/05/2013
Bessa, confesso que a leitura de sua crônica deixou-me ansioso para saber se a traição ia se repetir depois de tanto tempo. Se o tesão seria quase o mesmo ou se haveria crime por motivo de ciúme! Mas nada disso aconteceu, graças, apenas uma traição saborosa sem consequência grave para o colesterol. Afinal de contas, só os amazonenses fanáticos e empedernidos com a nossa culinária, que não lhe perdoaria. Da sua lavra só sai coisa boa. Contato de Marcio Pucu
Comentar em resposta a Marcio Pucu
Avatar
Tarcisio Lage comentou:
30/04/2013
Ô, Bessa, crie vergonha e não me venha com suspense para no fim apresentar um prato asqueroso, com tudo que não posso comer, eu com o estômago brocha que não aceita gluten, vinho, manga, uva e mais não sei o quê. Shame of you! E ainda confessar estar sob o domínio da influência judaico cristã depois de tantos anos vividos. Enterre essa porcaria, não num campo florido, mas sob o cimento do materialismo dialético. Oh, não! Sob o materialismo dialético não. Eles são da mesma família. E capaz de nascer algo ainda pior, mais asqueroso do que esse prato colombiano. Um abração da terra que o Van Gogh retratou como os comedores de batata. Contato de Tarcisio Lage
Comentar em resposta a Tarcisio Lage
Avatar
Adria Simone comentou:
29/04/2013
Adorei conhecer a crônica e o prato "bandeja paisa". Sou fã dos seus escritos.Parabéns! Vou visitar o La Finca!E quem sabe me apaixonar...
Comentar em resposta a Adria Simone
Avatar
Gilda Arruda (Blog Lima Coelho) comentou:
29/04/2013
simplesmente divina e maravilhosa crônica
Comentar em resposta a Gilda Arruda (Blog Lima Coelho)
Avatar
Ivette Gomes Moreira (Blog Lima Coelho) comentou:
29/04/2013
Ah! Prof. Bessa, me empolguei toda! Pensei que adentrariamos a sua intimidade amorosa. O senhor é o mestre do suspense! Preparou-nos para uma história de amor com uma linda mulher colombiana e nos enganou direitinho! Mesmo assim, adorei. Abração, Ivette Comentário Enviado Por: Ivette Gomes Moreira
Comentar em resposta a Ivette Gomes Moreira (Blog Lima Coelho)
Avatar
Luiz Buosi (Blog Amazonia) comentou:
29/04/2013
Muito bom texto. Bem elaborado e com pitadas de romance juvenil, daqueles que arrebatam uma vida inteira em apenas uma noite, em apenas uma dança de paladar. Rico é o prato descrito, pois já tive oportunidade de degustar quando da primeira vez em Bogotá pelos idos de 2005. Parabéns meu amigo. Somente quem prova uma Bandeja Paesa pode engalanarse dessa maneira. Parabéns.
Comentar em resposta a Luiz Buosi (Blog Amazonia)
Avatar
Andrea Moraes comentou:
29/04/2013
Tive que comer um ovo frito!
Comentar em resposta a Andrea Moraes
Avatar
Djewrry Power comentou:
29/04/2013
Adorei a " Bandeja Paisa" é muito mais criativo do que "reunião importante". Parabéns Beibe, vc disfarça muito bem.
Comentar em resposta a Djewrry Power
Avatar
Pepe Carlín comentou:
29/04/2013
Solo José Freire es capaz de cometer un acto de altísima traición como el que nos narra y simultáneamente recibir de los agraviados (así nos sentimos) las más felices muestras de agradecimiento por su genial - maravillosa pluma. Un abrazo, Martha y Pepe.
Comentar em resposta a Pepe Carlín
Avatar
Luciano Cardenes comentou:
29/04/2013
Confesso que a trilha sonora que toca ao fundo dessa relação me trouxe recordações (Nem todas de experiências gastronômicas) Tenho certeza que muitos também foram seduzidos dessa e de outra maneira pela "gastronomia" colombiana. Um abraço
Comentar em resposta a Luciano Cardenes
Avatar
Fábio Alencar comentou:
29/04/2013
No site, a crônica já começa com uma foto, o que matou todo o mistério. De qualquer forma, fui seduzido pelo texto e confesso que estou planejando de que forma também poderei pular esta cerca!
Comentar em resposta a Fábio Alencar
Avatar
Edna Munhoz comentou:
28/04/2013
Um show de crônica. Quase morri de rir
Comentar em resposta a Edna Munhoz
Avatar
Celeste Carneiro comentou:
28/04/2013
kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ai.Uma crôonica-enganação! me pegou rsrsrsr
Comentar em resposta a Celeste Carneiro
Avatar
Juliana Dantas comentou:
28/04/2013
Professor, ai que susto ehehehehe
Comentar em resposta a Juliana Dantas
Avatar
william porto (Blog Lima Coelho) comentou:
28/04/2013
Depois do Confesso que Vivi, de Neruda, e do Confesso que Bebi, de Jaguar, eis o Confesso que Trai, de Mestre Bessa. É isso aí, mas valeu a emoção da volta. os amores que se foram sempre ficam, principalmente quando colocamos um ovo frito em cima. Valeu, Mestre Bessa, um texto arretado.
Comentar em resposta a william porto (Blog Lima Coelho)
Avatar
Ed comentou:
28/04/2013
Porra, bessa, sacanagem! deu a maior fome, vontade de provar! e ainda mais com essas fotos!
Comentar em resposta a Ed
Avatar
Eliane Rocha (Blog Amazonia) comentou:
28/04/2013
Lindo, lindo texto, recheado tanto quanto tua musa!
Comentar em resposta a Eliane Rocha (Blog Amazonia)
Avatar
Susana Grillo comentou:
28/04/2013
Querido Bessa, tenho amigos que irão a Manaus na semana que vem, voltando de São Gabriel da Cachoeirr...depois de apreciar uma kinhampira ardosa com beiju, terão que saborear a farta bandeja baisa .. que felicidade !!! Adorei, muitos abraços
Comentar em resposta a Susana Grillo
Avatar
Gika Mendonça (via FB) comentou:
28/04/2013
eu passei um mês na Colombia e só comía pollo con yuca. heheheh
Comentar em resposta a Gika Mendonça (via FB)
Avatar
Ana Stanislaw comentou:
28/04/2013
Que linda e saborosa história de traição! rsrsrsrs É impressionante como a bandeja paisa vira poesia em tuas linhas. Obrigada Bessa!
Comentar em resposta a Ana Stanislaw
Avatar
Gabriela Bernal comentou:
27/04/2013
Concuerdo contigo con el hecho de que la comida puede hacernos traicionar viejas lealtades... Sin embargo, en la comida, y creo que también en el amor, a veces no se tiene corazón, sino todo un condominio a donde pueden llegar siempre nuevas historias... Me has hecho reír muchísimo con esta crónica (además en castellano!), me han venido a la cabeza tantas ideas antes de saber el nombre de la traidora...
Comentar em resposta a Gabriela Bernal
Avatar
Maria Stella comentou:
27/04/2013
¡Ay José! Me hizo reír mucho con su columna. Yo hubiera sabido que existía ese gran amor no hubiera dudado en quedarme aquí en Chía ayer y haber ido con Ud. a "Entre pues", , mientras tanto puede ir virtualmente: http://www.planb.com.co/bogota/restaurantes-en-bogota/sucursal/entrepues/33921
Comentar em resposta a Maria Stella
Avatar
Thiago de Mello comentou:
27/04/2013
Amor cuanto más antiguo / más amanece estrellado, / diamante sonoro / cantando en la memória.
Comentar em resposta a Thiago de Mello
Avatar
27/04/2013
Muchas gracias profesor por tan exelente cronica y enaltecer uno de los platos más tradicionales de la culinaria colombiana, desde ya esta convidado para saborear a la artifice de su inspiración, al compas de espumas. por favor entre en contacto al 9109-8360. restaurante la finca. Contato de restaurante ''la finca''
Comentar em resposta a restaurante ''la finca''
Avatar
Vânia Novoa Tadros comentou:
27/04/2013
Confesso que até o cronista explicar que era comida eu pensei " O Bessa esclerosou. Esses homens e essa mania de confessar o que não queremos ouvir! Essa também é uma forma de exerecerem o seu poder de macho.Confessa, fica tranquilo passando o problema a ser da mulher. Coitada da Consuelo". Na verdade a melhor comida do mundo é a comida regional porque é feita com amor. Lembrei do filme "Como água para chocolate"
Comentar em resposta a Vânia Novoa Tadros
Respostas:
Avatar
Ligia Maria Oliveira comentou:
01/05/2013
kkkkkkkkkkk...Você tem toda razão. Não queria dizer mas, já que comentou, rsrsrsrs... confesso que também fiquei intrigada e preocupada com o desenrolar da história. Depois relaxei e curti. kkkkkkkk...
Comentar em resposta a Ligia Maria Oliveira
Avatar
Adriana Maria comentou:
27/04/2013
Mi querido José Ya sabíamos que nuevamente serias seducido por los encantos paisas. Emocionante tu primera historia de amor con Colombia. Nos compartirás las siguientes. Tu relato, sencillamente encantador. Un inmenso abrazo, Adriana
Comentar em resposta a Adriana Maria
Avatar
Antonio Andrade (via FB) comentou:
27/04/2013
m Adorei o texto!!! Me deu saudades da Bandeja Paisa!!!
Comentar em resposta a Antonio Andrade (via FB)
Avatar
Leticia Rebollo Couto comentou:
27/04/2013
Já gostei do título! Muito interessante. Vvou usar pra um curso que vou dar sobre tradução e ensino...ilustra bem a diferença entre equivalência tradutória e tradução e sobre o problema tradutório de elementos culturalmente marcados tais como o campo da "comida", "festas", "nomes próprios" e "nomes de lugares" (além de ilustrar outras coisas também mas que não são traduzíveis...)
Comentar em resposta a Leticia Rebollo Couto
Avatar
Letícia comentou:
27/04/2013
ja gostei do título!! vou usar pra um curso que vou dar sobre tradução e ensino...
Comentar em resposta a Letícia
Avatar
Eduardo Gomes (via FB) comentou:
27/04/2013
Parabéns professor , suas crônicas são excelentes
Comentar em resposta a Eduardo Gomes (via FB)